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O Vale do Tejo na blogosfera

Embora o rio do Tejo e a sua envolvente façam parte do imaginário colectivo dos portugueses, principalmente dos que vivem no centro/sul do país, a designação Vale do Tejo não encontra o mesmo paralelo na blogosfera nacional.

Numa pesquisa recente, que abrange os últimos três meses, a expressão “Vale do Tejo” poucas vezes foi referida nos blogs portugueses. Quando tal acontece é normalmente para circunscrever a zona administrativa que toma esse nome: Lisboa e Vale do Tejo.
A presença serve, inclusivamente, na maioria das vezes para comparar índices económicos com outras regiões ou zonas do país, não havendo, portanto, sequer uma caracterização da região do Vale do Tejo – neste caso de Lisboa e Vale do Tejo – do ponto de vista administrativo.
Exemplo disso são os “Blogue Fora Nada” (http://blogueforanada.blogspot.com/2005/10/guin-6374-ccli-cooperao-caridade-ou.html) e o Gang do Cajó (http://gangdocajo.blogspot.com/2005/10/ltimas-do-gang.html). Curiosamente estes dois blogs fazem referência à região no âmbito de questões relacionadas com a Guiné-Bissau, o que atesta a pouca expressividade da designação Vale do Tejo, neste meio.

Outro exemplo é o do “Blog do Gat” (:http://gatportugal.blogspot.com/2005/09/relatrio-negro-arrasa-sade.html), embora desta vez “Vale do Tejo”, surja associado ao sistema de saúde. Mais uma vez Vale do Tejo aparece somente na nomenclatura administrativa de Lisboa e vale do Tejo e em comparação com outras regiões.
Embora com um carácter mais institucional, também o blog da Inspecção Económica - que tem como objectivo debater as alterações das leis orgânicas do estado, nesta matéria – a única menção a “Vale do Tejo” aparece na designação “Direcção Regional de Lisboa e Vale do Tejo”.

 

Por outro lado, o blog “Plano Estratégico Novos Desafios Para Abrantes” (http://psgaleriafotografica.blogspot.com/2005/09/plano-estratgico-novos-desafios-para.html) desenvolve um pouco mais a noção de “Vale do Tejo”, ou pelo menos lança pistas para um outro contexto.
Ainda que, e tal como nos outros casos, a expressão surja poucas vezes e apareça enquanto nome institucional de uma qualquer entidade, aqui ela deixa antever que a ligação não é meramente administrativa, mas corresponde antes a um relacionamento estreito com um contexto físico, uma realidade envolvente. Exemplo disso são as citadas Associação Tagus Valley (que em português se traduz, precisamente como Vale do Tejo) e o Tecnopolo do Vale do Tejo, que fazem lembrar um pouco os estabelecimentos e os serviços que nas localidades mais pequenas tomam os nomes da mesma. Ao longo do texto, há, também, inúmeras referências ao rio Tejo.
No blog “Aldeia das Vilas Ruivas” (http://vilasruivas.blogspot.com/2005/11/programa-da-visita-do-presidente-da.html) a situação é semelhante. A expressão Vale do Tejo surge incluída na nomenclatura do Centro de Interpretação de Arte Rupestre - Centro de Interpretação de Arte Rupestre do Vale do Tejo -  e, embora sem demais referências, é possível perceber que lhe está subjacente uma realidade concreta que a permite localizar perto do Tejo, mais concretamente no vale deste rio, ultrapassando o mero carácter de delimitação administrativa para efeitos de fundos comunitários.

Exceptuando estes dois blogs pode concluir-se que a expressão “Vale do Tejo” é, no entanto, praticamente desconhecida na blogosfera nacional, e quando é mencionada é-o apenas no âmbito dos casos acima referidos. Os exemplos reflectem também a quase total ausência de uma correlação entre “Vale do Tejo” e uma realidade natural e patrimonial características.
Resumindo, não existe a consciência global de que o “Vale do Tejo”, tal como o próprio nome indica, compreende uma vasta região banhada pelo Tejo, que se espraia ao longo do seu leito e que daí retira traços geográficos, naturais e ambientais, bem como singularidades culturais e potencialidades económicas e turísticas que a diferenciam das demais.
Com mais ou menos precisão, pode-se situar o Vale do Tejo entre a zona de Vila Velha de Ródão e a foz do rio, em Lisboa. As características paisagísticas e culturais são demasiadas para serem explicadas aqui. Talvez num blog

 

 

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