" /> O Planeta Diário: dezembro 2005 Archives

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dezembro 26, 2005

100 horas non stop!

 

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A Rádio100 faz uma grande aposta na música de dança. Assim, uma boa parte da emissão diária é preenchida por temas actuais e bem conhecidos dos ouvintes. Mas é na emissão de "sets" gravados que marcamos a diferença!
 

Da noite de Quinta-feira até à madrugada de Domingo, dedicamos mais de 16 horas ao House e ao Techno com "sets" produzidos pelos Dj’s "da casa", havendo também um espaço para convidados e novos talentos.
Há 2 anos a Rádio100 dedicou, na noite de passagem de ano, 24 horas da melhor música de dança mixada pelos melhores Dj’s nacionais.. e foi um sucesso! No ano seguinte dobrámos e foram 48 horas seguidas da melhor música de dança.
Este ano, na passagem de 2005 para 2006, a Rádio100 vai passar tantas horas de música de dança como o próprio da rádio….vão ser 100 horas da melhor música de dança com a presença de alguns dos melhores Dj’s nacionais.
Para aguentar estas horas todas, a HYPE ENERGY aceitou apoiar-nos e manter-nos acesos. As 100 horas têm início na quinta-feira 29 de Dezembro pelas 20h e acabarão às 23:59h de segunda-feira, 2 de Janeiro de 2006.
Alguns dos Dj’s que vão poder ouvir nas 100 Horas da Rádio 100:
RUI DA SILVA
PETE THA ZOUK
MISS SHEILA
MARIO ROQUE
KENNY AKA JP
DEXTRO (REDKONE)
DJ CABÁ
DJ VICTOR L
VICTOR L
LADY M
DEXTRO&DI PAUL
PEDRO DIAZ
GONÇALO M
DJ CABÁ
MISS PINK
BRUNO F
DJ MIKA-L
GROOVY
GURY
KIKÁ
DJ ROMÃO
DJ EL-P
DJ L-GUI
DJ TIKO
                         ..Entre muitos outros…

dezembro 16, 2005

Pirataria em tempo de crise

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A Feira dos Santos do Cartaxo já não vive só de castanhas assadas, carrosséis e frutos secos. É uma das galinhas dos ovos de oiro da pirataria audiovisual.

O assador de castanhas quebra o frio do primeiro de Novembro no recinto da feira de Todos os Santos. “Quentinhas!”, grita o homem de tez morena. Ricardo Ferreira, 25 anos, esfrega as mãos calejadas dos golpes do corte das castanhas e embrulha seis frutos em papel jornal. O cliente troca o cartucho de frutos por uma moeda de dois euros.
O pregão ecoa entre a multidão. Mas os clientes demoram a chegar. O fim da tarde aproxima-se e ainda não se ganhou o dia. “O negócio está fraquinho mesmo para as castanhas”. Os risos partilhados com outros vendedores, estacionados mais além, ajudam a passar o tempo e a esquecer a falta de clientes.
As reproduções piratas dos últimos sucessos das bilheteiras e do mundo da música são as grandes atracções da feira. Discretamente as caixas reproduzidas em série vão desaparecendo de uma manta estendida sobre o chão. “Só cinco euros”.
De repente a máquina fotográfica chama a atenção. Um homem de casaco de cabedal, aparece sobre o ombro, e lembra que o registo fotográfico não é boa ideia. A inspecção cultural pode estar ali. Ao virar da esquina. A tradicional Feira dos Santos do Cartaxo não escapa ao roteiro nacional dos locais de venda de reproduções não autorizadas.
Homens e mulheres percorrem a feira apressadamente. Escolhem uma camisola ali. Regateiam seis pares de meias acolá. Um miúdo pendura-se no casaco da mãe. Chora por um brinquedo que viu na barraca anterior.
Nem os tradicionais frutos secos escapam à crise generalizada. Num balcão improvisado à frente do camião da fruta, sobre a protecção da tenda, uma vendedora pesa dois quilos de maçãs. É fruto cultivado à maneira tradicional do Fundão, de onde vem a família de comerciantes. O lucro é quase nada, mas ainda vai dando para as despesas.
Entre as barracas de venda de fruta, apinhadas de maças, peras, figos secos e tâmaras impinge-se o Borda-d’água. Na terra do vinho tinto os agricultores vão sendo cada vez menos. Tal como os clientes dos pontos de venda tradicionais.
“As pessoas vêm à feira, mas saem com as mãos os bolsos”, queixa-se Luís Ribeiro. O comerciante que vende cachecóis coloridos de clubes de futebol. Só o amor ao clube do coração para fazer esquecer a crise.

Ana Santiago 

O Vale do Tejo na blogosfera

Embora o rio do Tejo e a sua envolvente façam parte do imaginário colectivo dos portugueses, principalmente dos que vivem no centro/sul do país, a designação Vale do Tejo não encontra o mesmo paralelo na blogosfera nacional.

Numa pesquisa recente, que abrange os últimos três meses, a expressão “Vale do Tejo” poucas vezes foi referida nos blogs portugueses. Quando tal acontece é normalmente para circunscrever a zona administrativa que toma esse nome: Lisboa e Vale do Tejo.
A presença serve, inclusivamente, na maioria das vezes para comparar índices económicos com outras regiões ou zonas do país, não havendo, portanto, sequer uma caracterização da região do Vale do Tejo – neste caso de Lisboa e Vale do Tejo – do ponto de vista administrativo.
Exemplo disso são os “Blogue Fora Nada” (http://blogueforanada.blogspot.com/2005/10/guin-6374-ccli-cooperao-caridade-ou.html) e o Gang do Cajó (http://gangdocajo.blogspot.com/2005/10/ltimas-do-gang.html). Curiosamente estes dois blogs fazem referência à região no âmbito de questões relacionadas com a Guiné-Bissau, o que atesta a pouca expressividade da designação Vale do Tejo, neste meio.

Outro exemplo é o do “Blog do Gat” (:http://gatportugal.blogspot.com/2005/09/relatrio-negro-arrasa-sade.html), embora desta vez “Vale do Tejo”, surja associado ao sistema de saúde. Mais uma vez Vale do Tejo aparece somente na nomenclatura administrativa de Lisboa e vale do Tejo e em comparação com outras regiões.
Embora com um carácter mais institucional, também o blog da Inspecção Económica - que tem como objectivo debater as alterações das leis orgânicas do estado, nesta matéria – a única menção a “Vale do Tejo” aparece na designação “Direcção Regional de Lisboa e Vale do Tejo”.

 

Por outro lado, o blog “Plano Estratégico Novos Desafios Para Abrantes” (http://psgaleriafotografica.blogspot.com/2005/09/plano-estratgico-novos-desafios-para.html) desenvolve um pouco mais a noção de “Vale do Tejo”, ou pelo menos lança pistas para um outro contexto.
Ainda que, e tal como nos outros casos, a expressão surja poucas vezes e apareça enquanto nome institucional de uma qualquer entidade, aqui ela deixa antever que a ligação não é meramente administrativa, mas corresponde antes a um relacionamento estreito com um contexto físico, uma realidade envolvente. Exemplo disso são as citadas Associação Tagus Valley (que em português se traduz, precisamente como Vale do Tejo) e o Tecnopolo do Vale do Tejo, que fazem lembrar um pouco os estabelecimentos e os serviços que nas localidades mais pequenas tomam os nomes da mesma. Ao longo do texto, há, também, inúmeras referências ao rio Tejo.
No blog “Aldeia das Vilas Ruivas” (http://vilasruivas.blogspot.com/2005/11/programa-da-visita-do-presidente-da.html) a situação é semelhante. A expressão Vale do Tejo surge incluída na nomenclatura do Centro de Interpretação de Arte Rupestre - Centro de Interpretação de Arte Rupestre do Vale do Tejo -  e, embora sem demais referências, é possível perceber que lhe está subjacente uma realidade concreta que a permite localizar perto do Tejo, mais concretamente no vale deste rio, ultrapassando o mero carácter de delimitação administrativa para efeitos de fundos comunitários.

Exceptuando estes dois blogs pode concluir-se que a expressão “Vale do Tejo” é, no entanto, praticamente desconhecida na blogosfera nacional, e quando é mencionada é-o apenas no âmbito dos casos acima referidos. Os exemplos reflectem também a quase total ausência de uma correlação entre “Vale do Tejo” e uma realidade natural e patrimonial características.
Resumindo, não existe a consciência global de que o “Vale do Tejo”, tal como o próprio nome indica, compreende uma vasta região banhada pelo Tejo, que se espraia ao longo do seu leito e que daí retira traços geográficos, naturais e ambientais, bem como singularidades culturais e potencialidades económicas e turísticas que a diferenciam das demais.
Com mais ou menos precisão, pode-se situar o Vale do Tejo entre a zona de Vila Velha de Ródão e a foz do rio, em Lisboa. As características paisagísticas e culturais são demasiadas para serem explicadas aqui. Talvez num blog

 

 

dezembro 09, 2005

João Caetano Dias um blogger caçador de imagens

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Engenheiro de profissão e natural de Tavira, João Caetano Dias é o fundador do blogue Jaquinzinhos, que manteve desde Maio de 2003 até Outubro de 2005. O Monstro das Bolachas, texto publicado no Jaquinzinhos que fala sobre a polémica da secretaria de Estado da Agricultura aquando da sua vinda para Santarém ou Golegã, lançou-o para a ribalta da blogosfera. Em Outubro desde ano entrou para o Blasfémias, um blogue colectivo e político que defende os valores liberais e que, de acordo com ele, é o segundo mais lido em Portugal, a seguir ao Abrupto, de José Pacheco Pereira. Além da sua paixão pela web é um caçador de imagens. Um eterno aprendiz completamente amador e liberal. Em 2006, João Caetano Dias pretende acabar o seu livro a partir de textos que escreveu no Jaquinzinhos.

Texto| Paula Fidalgo

O blogue Jaquinzinhos era da sua autoria ou não? Quando foi lançado e que finalidade tinha?

Começou em Maio de 2003 e não tinha nenhuma finalidade para lá de escrever alguns textos de opinião, desconhecendo se alguém iria ler tais textos. O blogue chamou-se Jaquinzinhos porque já havia um chamado Postas de Pescada, o nome que pretendi, inicialmente.

No Jaquinzinhos escreveu um texto intitulado O Monstro das Bolachas. Foi esse texto que o lançou para o mundo da web?

O Monstro das Bolachas http://www.causaliberal.net/documentosJCD/monstrodasbolachas.htm foi um texto que teve bastante impacto, em parte porque mesmo as pessoas mais esclarecidas desconheciam em absoluto o exagero dimensional de muitos organismos públicos. Mas quando o Monstro das Bolachas foi publicado, o Jaquinzinhos já era visitado por 400 a 500 leitores diariamente.

Quando é que entrou para o Blasfémias? O que escreve nesse blogue?

Entrei para o Blasfémias http://ablasfemia.blogspot.com em Outubro deste ano. O Blasfémias é um blogue colectivo e o que une os participantes é a defesa dos valores liberais, que tão pouco espaço têm na comunicação social clássica. O facto de ser um blogue com vários participantes permite-me reduzir o nível de participação de um modo que não é viável num blogue individual. O meu objectivo é escrever 3 ou 4 posts por semana, sobre temas correntes.

Qual é o vosso público-alvo?

Quem escreve num blogue político emite opiniões e de algum modo pretende que as suas opiniões sejam lidas, apreendidas e se possível disseminadas. O Blasfémias é o segundo blogue político mais lido em Portugal, a seguir ao Abrupto, de José Pacheco Pereira. Isto só pode significar que o público que nos lê vai bem para lá do grupo que se identifica com as opiniões emitidas no blogue.
O Blasfémias é também um espaço de debate aberto. O sistema de comentários é bastante participado e muitas opiniões são discutidas e debatidas até à exaustão.
Podemos dizer que o público Blasfemo é um grupo de pessoas que se interessa por política e que gosta de debater livremente alternativas e ideias que podem ou não coincidir com as suas.

Além do Blasfémias está envolvido em mais algum projecto?

Temporariamente, colaboro com o Pulo-do-Lobo http://pulo-do-lobo.blogspot.com, um blogue de pessoas que vão votar em Cavaco Silva nas próximas presidenciais.

Em Portugal existem vários blogues. Na sua opinião, qual é o melhor?

O Blasfémias, evidentemente. Já o era antes da minha entrada.

Como é que um engenheiro vai parar ao mundo dos weblogs?

Da mesma maneira que um advogado ou um sociólogo. Começa-se por curiosidade e logo se vê. No meu caso, os antecedentes vinham do mundo dos fóruns de discussão política na USENET e mais tarde nos fóruns do Público. O fim deste suporte acelerou a vontade de encontrar uma alternativa e a blogosfera estava mesmo ali à espera.

Como encara o desenvolvimento dos weblogs em Portugal?

Com naturalidade. A ferramenta é tão interessante que só poderia ser um sucesso.

É um caçador de imagens… Adora fotografia e tem experimentado várias de autoria/ publicação na rede como em www.lulu.com. Além desta tem fotografias publicadas noutros sítios?

Desde que apareceram os primeiros sites dedicados a fotografia online que participo em vários desses sites, dos quais o mais representativo, enquanto durou foi o Foto.pt (http://www.fotopt.net/). Hoje, mantenho uma galeria com algumas centenas de imagens no Escrita Com Luz: http://www.escritacomluz.com/.

A fotografia é então uma paixão que começou muito cedo?

Começou na universidade e foi evoluindo com naturalidade. A aprendizagem foi sempre empírica, feita de experiência, da leitura ou da troca de conhecimentos com outros fotógrafos amadores.

Fez alguma exposição? Vende as suas fotos?

Já participei em várias exposições colectivas e, habitualmente, não vendo fotos. Cedo a utilização gratuitamente sempre que esta seja para fins não lucrativos. A fotografia é um hobby, sou amador e não profissional.

Diz que é liberal e um eterno defensor do capitalismo…

O capitalismo não é mais do que liberdade económica. Liberdade de comprar, vender, transaccionar, emprestar, empregar ou empregar-se, contratar, investir ou poupar, importar ou exportar. Liberdade de criar, conceber, correr riscos e de reter os proveitos eventualmente gerados pelas suas apostas ou pela aplicação das suas capacidades. Além disso, não nos podemos esquecer das outras liberdades, as não económicas. A liberdade de dizer bacoradas, a liberdade de ser ignorante e a de querer ser ignorante, a liberdade de mentir ou de falar verdade, de inventar, de interpretar, de discordar, de achar que o que os outros escrevem é uma bosta ou a de idolatrar os heróis da moda, a liberdade de ser feliz ou infeliz, amar ou odiar, a liberdade de ser snob, a liberdade de não gostar de liberdade e até de ser contra a liberdade, a liberdade de meter os pés pelas mãos e apontar para o lado, a liberdade de jurar que nunca se terá sistema de comentários e criá-lo no dia seguinte, liberdade de sermos incoerentes, liberdade de não reconhecer a asneira, liberdade de ler branco e dizer que leu preto. Só temos um limite que não devemos ultrapassar. A nossa liberdade em nada pode diminuir o espaço de liberdade dos outros. São conceitos simples. Vai ver que até era capaz de concordar com eles. Lá no fundo, todos temos uma costela de bons liberais.

Que projectos tem para 2006?

Acabar o meu livro com os melhores textos publicados no Jaquinzinhos.

Video Casting de Ligação Wireless de 7 Km

 Este é um videocast experimental que uma ligação wireless de 7Km. É também a prova que o melhor equipamento não é, necessariamente, o que é "state of the art".

Vídeo retirado do fórum do Movimento Wireless Português 


dezembro 05, 2005

Chegou a XBox360!

 

A consola da nova geração da Microsoft já está à venda em Portugal. A empresa de Bill Gates antecipa-se assim à PS3 da Sony, que chegará às bancas em 2006, e à Revolution, da Nintendo, ainda sem data definida.

Ao todo, a Microsoft espera vender 3 milhões de consolas nos próximos 3 meses. Para Portugal não foram revelados dados específicos. A nova consola, que também é um “media center”, está à venda por 315 euros num modelo “base”, sem disco rígido (essencial para jogar os jogos da Xbox antiga) e sem controlo remoto. A versão “completa” custa 420 euros. Existem 15 jogos disponíveis.

Marco Dinis Santos