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outubro 31, 2005

dj kenny aka JP in the mix!

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DJ KENNY AKA JP, UM DOS MELHORES A NIVEL NACIONAL VAI ESTAR AOS COMANDOS DA CABINE DO K2 CLUB NO CARTAXO SÁBADO DIA 5 DE NOVEMBRO. A PARTILHAR A CABINE COM ELE VAI ESTAR DJ MIKA-L, DJ DA RADIO 100 SENDO UM DOS RESPONSAVEIS PELA MELHOR HOUSE MUSICA DA RADIO. NAO FALTEM!!

outubro 29, 2005

Freguesia de Benfica já tem pavilhão desportivo

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Foi no passado dia 17 de Setembro que a Freguesia de Benfica do Ribatejo assistiu à inauguração do pavilhão desportivo. Com a Autarquia presente no evento, Sousa Gomes teve as honras de abrir as "portas", com a companhia de alguns Vereadores e do Presidente da Junta de Benfica, António Mendes. Segui-se a actuação de marchas populares, danças de salão e ranchos folclóricos do concelho de Almeirim. Neste momento o pavilhão já conta com alguns clubes e modalidades ao seu dispor, tal como Andebol, Karaté, Aeróbica, Ginástica de manutenção e Danças de Capoeira.

Filipe Rego

 

Tomada de posse na Câmara de Almeirim

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O novo executivo da Câmara e Assembleia Municipal de Almeirim tomou posse, na passada sexta-feira, dia 28, numa instalação que decorreu no edifício dos Paços do Concelho. 

A cerimónia de instalação dos novos membros da Câmara e Assembleia decorreu sem a presença de Amândio de Freitas, eleito pela CDU para a Junta de Freguesia do Ribatejo, e que quebrou a hegemonia PS nas freguesias do concelho. As Juntas de Almeirim, Fazendas de Almeirim e Raposa, permanecem sob alçada socialistas, com a presidência a cargo de Joaquim Sampaio, Bastos Martins e David Gouveia respectivamente.

A vereação, presidida pelo reeleito Sousa Gomes, continuará a ser composta por cinco membros do PS, com Pedro Ribeiro e Joana Vidinha a transitarem do executivo anterior e Francisco Mauricio e José Carlos da Silva a integrarem pela primeira vez a equipa. Manuela Cunha volta a ocupar o lugar da CDU, enquanto Pedro Pisco é o novo vereador eleito pelo PSD.

Na Assembleia Municipal, Armindo Bento volta a assumir a presidência da Mesa, secretariado por Carlos Mota e Teresa Filipe, eleitos pela restante assembleia com 14 votos a favor, sete votos em branco e um nulo.

A instalação ficou marcada pelo discurso de Sousa Gomes, a cumprir o quarto mandato consecutivo, que alertou para os três pontos que vão marcar o próximo mandato. As restrições ao investimento e endividamento das autarquias, à negociação do próximo Quadro Comunitário de Apoio e a entrada em funcionamento da empresa Águas do Ribatejo. Para o edil, este serviço vai permitir a construção das redes de saneamento nas povoações de Paço dos Negros e Foros de Benfica, deixando o concelho com uma percentagem de rede muito maior do que a que é exigida pela Comunidade Europeia.

B.C.
 
     

Fazendense vence Super Taça de Futsal Feminino

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Foi a vez do Fazendense trazer o trofeu para Fazendas de Almeirim. A primeira Supertaça de Futsal Feminino jogou-se em Minde e a equipa de Jorge Moreira  derrotou o Cartaxo, campeã distrital, por 5 bolas a 4. nesta final entraram no cinco inicial, Tânia Arsénio, Inês Lopes, Ana Santiago, Ana Matias e Yolanda. Jogaram ainda nesta partida, Cátia Lopes, Neusa Castelo, Catarina Silva, Mariana e Joana Martins. Os golos vitoriosos foram apontados por, um bis de Inês Lopes e outro de Ana Santiago e um golo de Joana Martins. Um sucesso de tirar o chapéu a esta equipa de Futsal de Fazendas de Almeirim.

Filipe Rego

outubro 28, 2005

L&M conection no topo.

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L&M Conection a melhor dupla nacional feminina no que diz respeito ao djing.

 Naturais da Marinha Grande, esta dupla composta por dj Lady M e dj Miss Pink, desde cedo revelaram o gosto pela Dance Scene e tornaram-se dj’s em 2001. A dupla L&M conection apenas surgiu á cerca de um ano, quando na brincadeira se juntaram as duas numa cabine a tocar um back to back. O Feedback do Party People foi tão positivo, que elas decidiram formar as L&M conection. O nome da dupla provem dos seus nomes de dj’s e a palavra conection surge pelo facto de as suas sonoridades se fundirem numa só daí o conection. Esperava-se uma caminhada difícil a titulo de se afirmarem, mas todo o empenho, profissionalismo e entendimento da dupla fez com que parece fácil.

Hoje em dia são requisitadas pelas discotecas e Club’s mais emblemáticos da noite em Portugal, tocando assim de norte a sul do País. Tem uma capacidade fenomenal de ir ao encontro da sonoridade que o Party People está a espera e para não falar que o panorama da cabine visto da pista fica sem dúvida mais bonito com esta linda dupla.

 

Parabéns L&M Conection

 

Redactor:

Samuel Simoes 

Gonçalo Capeto lesionou-se

O médio centro Gonçalo Capeto, lesionou-se no último jogo da sua equipa, União da Chamusca, diante do Figueirense. Após o primeiro minuto de jogo, um choque com um adversário, resultou um pulso fracturado e uma paragem até finais de Novembro.

Dj Lady M uma revelação no djing.

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No passado sábado 22 de Outubro o K2 club no Cartaxo recebeu pela 1ª vez a dj Lady M (residente no Império Romano) que colocou ao rubro a pista de dança

No passado sábado 22 de Outubro o K2 club no Cartaxo recebeu pela 1ª vez a dj Lady M (residente no Império Romano) que colocou ao rubro a pista de dança.


 


Eram 2.30 quando a bonita dj Lady m subiu á cabine e tomou os comandos da mesma. Apenas 15 minutos depois já a pista estava cheia e previa-se uma noite bombástica. A dj desde inicio fez uma leitura da pista e baseou todo o seu set a tocar para a pista e não os seus gostos musicais. Demonstrou ser versátil, polivalente e interactiva com o publico puxando sempre pelo Party People com as suas mãos bem no ar. O calor vindo da pista de dança e que se fazia sentir na cabine compensava todo o seu trabalho. As suas misturas colocavam ao cimo uma frenética adrenalina na pista que eram acompanhadas com calorosas palmas, sorrisos nos lábios e uma bonita sincronização da forma de dançar de todo o Party People. A noite já ia alta e pelas 5 da manha a dj com o tema do dj Vibe e Pete Tha Zouk solid Textures incendiou toda a pista dando a entender que a partir daquela malha só o acabar da festa iria fazer o Party People parar.


 


Lady M mais uma vez provou que o djing feminino tem futuro e que já lá vai o tempo que ser dj era coisa de homem.


 


Parabéns Lady M

Uma verdadeira Miss.......Pink !

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Dia 22 de Outubro de 2005 o FRA em Santarém acolheu uma forte candidata a melhor dj nacional. A dj miss Pink mal entrou no FRA em Santarém marcou logo a sua presença pelo facto de ser uma das dj’s mais bonitas a nível mundial e por ser extremamente simpática espalhando sorrisos por toda a discoteca.

 Ao entrar para a cabine, miss Pink entrou como se em casa estivesse a entrar, colocando-se logo a par de todo o equipamento e funcionamento do mesmo. Começando a tocar numa onda deep foi desenhando um Set á medida de que a pista ia enchendo. A sua postura atrás da cabine mexeu com todo o Party People e ninguém ficou imune á sua enérgica forma de trabalhar pois está sempre a dançar. As suas misturas deixavam a pista em êxtase pois muitas delas chegavam a estar 2 e 3 minutos com as 2 vias em cima numa fusão de sonoridades única. De cima da cabine olhava-se para a pista e via-se rostos brilhantes do suor que escorria por eles abaixo como se de um dia quente de verão se fizesse sentir. A forma como todos sentiam a música com um sorriso e olhos brilhantes espelhava o agrado geral. No fim da última música gritou-se bem alto…Só mais uma, só mais uma…. E para o contentamento de todos a miss Pink tocou mais uma. Eu diria mesmo pela cara do Party People deveriam estar mesmo a referir-se a 1 hora e não 1 música.

o Redactor:

Samuel simoes 

Jornal "O Almeirinense" - 50 anos de memórias

 
O jornal "O Almeirinense" comemorou , no passado dia 25 de Outubro, terça-feira, o seu quinquagésimo aniversário e, para assinalar a data, promoveu um debate sobre Comunicação Social no Cine-Teatro de Almeirim.
 

Meio século após a sua primeira edição, "O Almeirinense" decidiu convidar um painel de ilustres individualidades ligadas à Comunicação Social e ao Jornalismo. João Palmeiro, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, Eugénio Alves, presidente do Clube de Jornalistas, Victor Bandarra, jornalista da TVI, e Henrique Pires Teixeira, director do jornal "A Comarca", falaram das suas experiências para uma plateia de 200 pessoas, que praticamente lotou o remodelado Cine-Teatro da capital da Sopa da Pedra.

A importância dos jornais regionais na preservação da história e identidade locais, as limitações geográficas como condicionante na revelação das fontes, a qualificação dos profissionais, a sobrevivência financeira face à crise de anunciantes, assinaturas, e outros temas que preocupam a imprensa regional, serviram como analogia para exemplos que afectam os órgãos de comunicação nacionais. A deontologia, o que é e não é notícia, a diferença entre verdade e realidade, o boato e o interesse por detrás dos temas a publicar, testemunhos que não deixaram a assistência indiferente, levando mesmo ao levantamento de questões pertinentes. Como certeza, ficou a utilidade da imprensa local nas comunidades em que se insere, não só na divulgação de informação, mas também de formação das mesmas, entre outras, em questões de cidadania.


As comemorações continuaram com o lançamento do último livro de Mariano Calado, "A Fuga do Silêncio". Também o escritor, colaborador de "O Almeirinense", comemorou 50 anos desde o lançamento do seu primeiro livro. A emoção do poeta foi visível quando citou o poema que dedicou nesta última obra à sua cidade natal, Almeirim.

A influência do jornal na região ficou patente pela participação das várias forças vivas do concelho, desde autarcas, autoridades, presidentes de associações, alunos de várias escolas, e das várias valências da Santa Casa da Misericórdia, como os idosos do Lar de S. José e as crianças do Instituto Conde Sobral.

B.C.
     

O Planeta Diário

Planeta Diário é fruto de uma grande vontade por parte dos formandos e do formador Paulo Querido do curso de Jornalismo On-line do Observatório de Imprensa em publicar um jornal on-line. Pretendemos dar-lhe um carácter completamente inovador, através de um projecto credível e criterioso que permita também criar uma forte ligação entre todos: formandos, formador e público em geral.

No Planeta Diário (não confundir com o Daily Planet do Super Homem) encontrará  vários temas abordados nas suas múltiplas facetas, assim como informação.

Os temas não são namoros das princesas, a faca e o alguidar, a acusação infundada nem o insulto fácil. Porque inconsequentemente falta-nos a vocação para as banalidades. Recusamos os vazios para melhor poder noticiar os acontecimentos que escolhemos e privilegiar o debate de ideias que eles possam gerar. Desde reportagens e entrevistas sobre várias personalidades do  tais como Dj's, passando pelo conhecido arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles até à fadista Cristina Branco. Mas os temas não se irão esgotar aqui. Até ao final do curso muita informação estará disponível no Planeta Diário. 

A concentração dos media que o nosso país tem assistido nos últimos tempos e a noite são igualmente assuntos abordados neste projecto, que queremos que seja um exercício de jornalismo vivo, capaz de aliar a imaginação – no plano do texto, da imagem e do áudio – com a reflexão.

O passado sempre fascinou o homem. É ele que o ajuda a compreender que o tempo não é só o que irreversivelmente já foi e não volta, mas também um somatório de conhecimentos e de experiências adquiridas através da chamada Universidade da Vida. O passado é a pedra angular da personalidade do homem. Quando um qualquer vendaval varre toda uma época, é no passado que o homem procura o seu rumo.

Dos quinhentos anos dos nossos descobrimentos aos trinta anos da independência das colónias africanas até aos dois mil anos do cristianismo, todos dizem afinal a mesma coisa: “o que fomos justifica o que somos, a nossa existência e a nossa singularidade”.

Desde modo nasceu o hábito das efemérides. No ritual de um instante, o homem celebra a sua vida e os seus mortos, exalta as vitórias, medita no ensinamento dos tempos. Um aniversário, uma década, um século… São marcos de uma legitimidade adquirida e que se pretende irreversível, tal como o Planeta Diário (o jornal do futuro).

 

Santarém homenageia Bernardo Santareno

Depois de outras cidades terem prestado este ano homenagem a Bernardo Santareno, que se fosse vivo comemoraria 85 anos, a terra onde nasceu, Santarém, também vai assinalar a data.
Entre 22 e 26 do próximo mês o Teatro Sá da Bandeira promove várias actividades sobre o escritor e dramaturgo escalabitano.

As comemorações iniciam-se com uma exposição bio-bibliográfica, realizada em parceria com o Museu do Teatro e patente até dia 3 de Dezembro, no Bar/Galeria do Teatro. No dia 27 realiza-se, às 22h00, uma mesa redonda sobre a vida e obra de Bernardo Santareno. Um debate aberto a todos, que terá lugar na zona do Piano Bar.

Para fechar o ciclo de homenagem, o Centro Dramático Bernardo Santareno apresenta, de 24 a 26 de Novembro, às 21h30, a peça "A Confissão". Pedro Cassiano, Paula Nunes e Carla Reis são os intérpretes de uma acção que aborda o confronto entre a religião, e a moral social, e a liberdade recente do período pós-revolucionário de Abril de' 74. Na peça, encenada por José Manuel Rodrigues, as personagens entram em confronto com a sua ideia de liberdade e os limites que o espaço e as convenções que as rodeiam impõem ao sonho e ao desejo de cada uma delas. A própria marginalidade surge aqui como uma forma de confirmação de um certo contexto totalitário.

Bernardo Santareno nasceu em 1920 com o nome de António Martinho do Rosário. Anos mais tarde licenciou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra, tendo-se especializado em psiquiatria. Paralelamente à sua actividade de médico-psiquiatra, António Martinho do Rosário desenvolveu o gosto pela escrita e sob o pseudónimo de Bernardo Santareno marcou o panorama da dramaturgia em Portugal, sendo considerado o  mais importante dramaturgo do século XX, embora também tenha deixado alguns poemas.

Entre as suas principais obras, para teatro, contam-se "O Lugre e O Crime de Aldeia Velha"(duas peças publicadas em conjunto em 1959), "O Judeu" (1966), "A Traição do Padre Martinho" (1969) e "Português, Escritor; 45 Anos de Idade" (1974), entre outros.

Ana Tomás

outubro 26, 2005

Entrevista ao DJ Kenny Aka JP

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DJ KENNY AKA JP

 

Foi desde muito cedo que se identificou com a música de dança, e o gosto por esta sonoridade era tanto que no ano 2000 decidiu ir mais além e viver mais intensamente a música tornando-se dj.

Quando começou a tocar e a desenvolver as suas técnicas de dj, foi sentindo um crescimento muito grande a nível de pessoal a assistir aos seus dj set’s, e a intensidade com que o Party People sentia a musica fez com que tivesse a certeza que era como dj que queria fazer carreira.

Os convites para começar a tocar aqui e acolá começaram a chover, e aos poucos kenny aka Jp ganhava confiança e progredia a um ritmo avassalador no mundo do djing.

Desde então teve a oportunidade de actuar com alguns dos melhores dj’s do mundo, tais como: ANGEL MORAIS, X- PRESS 2 , LEXICON AVENUE, ROB DI STEFANO, SANDY RIVERA, DJ VIBE ,PABLO CEBALLOS,LUCA RICCI ,JESUS DEL CAMPO , DJ JIGGY,CARLOS MANAÇA,PETE THA ZOUK,FRANK MAUREL, CARLOS FAUVREL,XL GARCIA, LUIS LEITE, MISS SHEILA,THE FOX,PETER G, , entre muitos outros.

Participou nos melhores eventos nacionais como: ELECTRO PARADE, WELCOME TO LITORAL CENTER, UNITED ARTISTS, SOUNDS AMAZING, HOUSE EMOTIONS E ATLANTIC BEATS. 

Sendo desde já uma referência do djing nacional, conta com uma agenda bastante preenchida, tocando nos melhores club’s do país.

 A sua facilidade de comunicar com todo tipo de público, permite-lhe variar a sua linha musical, tocando desde o deep house ate ao hard house ou ate mesmo progressive, tendo sempre a tendência a agradar o publico presente…

Neste momento está ligado a produção musical, sendo agenciado pela Júnior S.

 

Aguardamos com expectativa o que o futuro lhe reserva, pois o seu talento é inconfundível e não será de admirar de dentro de pouco tempo, dê o grande salto.

Apresentado o dj nada melhor que um Ping- Pong de conversa com o próprio.


 


 

P: Olá Kenny aka Jp! Em 1 lugar pergunto o porque desse nome?


 

R: Quando escolhi o nome kenny foi porque gostava desse nick e o Jp (João Paulo) foi para associarem a pessoa (dj) por isso kenny aka Jp, traduzindo dj kenny mais conhecido por Jp.


 

P: Começaste em 2000 a tua carreira de dj. O que te motivou saltar para trás da cabine?


 

R: Aconteceu naturalmente, fui-me envolvendo primeiro com este movimento adorei a forma como tudo funcionava toda a grandeza e profissionalismo destes djs, de repente decidi comprar material para ter em casa para explorar melhor e ter o conhecimento da técnica e arte de passar musica, e as coisas foram acontecendo...


 

P: O que fazias antes de viver da Musica?


 

R: Andava atento e era frequentador assíduo das festas, comecei a tocar muito novo tinha 19 anos, ainda não tinha tido nenhuma profissão.


 

P: A música de dança teve o seu grande boom em Portugal nos anos 90. Ao princípio era apenas uma pequena minoria que seguia este novo estilo musical mas depressa se foi alargando e começaram então a ter lugar as grandes festas. Como defines esta sonoridade da altura?


 

R: Na altura o som era maioritariamente techno, praticamente não existia as sonoridades que hoje em dia se foram destacando e implementando com tanta força, hoje em dia ouvem-se as várias vertentes do house, na altura era mesmo o techno que reinava.


 

P: viste a mudança radical dos melhores dj’s da altura para a vertente do house como exemplo a seguir?


 

R: sim sem duvida que a mudança era obrigatória pois os eventos passaram a ser dentro de clubs onde o Techno seria mal recebido e a critica na altura não era a melhor, mas vendo a evolução dos melhores djs a fundir o seu estilo musical de acordo com o ambiente que cada noite proporcionava. A variedade musical também mexeu comigo e rapidamente me identifiquei com as novas tendências.

P: Desde então começaste o teu trabalho como dj na vertente do house. Qual foi a tua 1 grande festa?

R: A minha primeira grande festa foi logo em 2000 em Setembro na minha festa de anos em que tive a oportunidade de partilhar a cabine com o dj jiggy, foi a primeira vez que toquei ao vivo para alguém sem ser os meus amigos, foi uma experiência única não a palavras que possam descrever aquele momento, enfim foi o inicio de uma longa caminhada


 P: Quem lê a tua biografia constata que já tocaste com alguns dos melhores dj’s mundiais: Com qual adoras-te mais partilhar a cabine sem dúvidas?


 

       R: ANGEL MORAIS, foi mesmo uma a realização de um sonho não só por actuar com ele mas também pela instituição q me contratou HEART AND SOUL, posso dizer que para qualquer dj actuar para tão conceituada agencia e uma grande honra.


 

P: na tua opinião existe os apoios suficientes pela parte de editoras e meios de comunicação a este movimento do djing a nível nacional?


 

R: Felizmente começa a aparecer interesse por parte dos media e todo o negocio que faz parte da dance Scene e os apoios começam a aparecer. Nomeadamente a rádio 100 107.8 FM da zona centro tem feito um trabalho incansável para divulgar djs dando oportunidade de passar sets e fazer entrevistas aos djs.


 

P: Para terminar queres deixar alguns agradecimentos a quem te apoiou e acreditou em ti?


 

R: Sim. Não posso de deixar um grande abraço em primeiro lugar ao PARTY PEOPLE porque eles sim são o grande suporte para que tudo possa acontecer, um grande abraço mesmo gigante a todos aqueles que ate agora me acompanharam não só a mim mas a todo o movimento da dance Scene. De momento só posso agradecer a Júnior s pela oportunidade que me esta a dar de poder desenvolver o meu trabalho de uma forma tão


 

Profissional. Um grande abraço a todos.

O redactor:

Samuel Simões

outubro 23, 2005

Noite e Nevoeiro

Filme de Alain Resnais, 1955                             

“Noite e Nevoeiro”, do realizador francês Alain Resnais é talvez, na minha opinião,  um dos mais importantes documentários já produzidos sobre o Holocausto e os horrores praticados nos campos de concentração nazis. Se estabelecermos um paralelo entre a “Lista de Schindler’s” verificamos que “Noite e Nevoeiro” tem uma maior intensidade dramática e até um horror incomparável.

Por Paula Fidalgo

Filmada em 1955, esta curta-metragem foi rodada a preto e branco e a cores, e enceta uma viagem entre o passado e o presente no sentido de relembrar o vergonhoso passado da Alemanha e as  atrocidades cometidas nos campos de concentração nazis. E nesta viagem o que parece encontrar-se é cinzento, denso e trágico, tendo a existência humana sido tratada pelo cineasta com frieza e seriedade.
Uma paisagem tranquila, uma planície com voos de corvos, feixes de ervas, uma estrada onde passam carros, camponeses subitamente são substituídos por atrozes e horrendas imagens a preto e branco de campos de concentração, onde homens, mulheres e crianças são barbaramente torturados, mutilados e tratados como lixo. Imagens, essas, que nos deixam sem palavras e que nos levam a meditar sobre a censura, a xenofobia, a brutal desumanidade dos homens, que ainda hoje se mantém, embora com outros contornos.
Ao filmar este documentário, o cineasta levantou uma grande cortina negra. As cenas são verdadeiras, chocantes, carregadas de emoções, tristeza, humilhação, angústia, sofrimento, dor, mas há uma que certamente não escapou ao olhar mais desatento do espectador. Refiro-me à imagem onde aparecem enormes pilhas de cabelos dos pobres deportados que apenas comiam uma “reles” sopa ou os pensos que tapavam alguma ferida. Sem dúvida, perturbadora!

Mas há mais. Valas comuns com cadáveres empilhados, as câmaras de gás que até o betão desfazia, os fornos crematórios que absorviam milhares de humanos, covis que escondiam corpos...
Durante a curta-metragem é revelado um enfoque dramático que é facilmente absorvido pelo público, assegurando assim que as imagens mais horríveis sejam vistas e que se tornem inesquecíveis. A narração é subtilmente montada junto com a ironia dos comentários de Jean Cayrol, escritor e antigo deportado.
Apesar de alguns cortes abruptos e várias descontinuidades a imagem vai servindo de ligação entre as várias cenas de um grupo humano para outro, de uma emoção para outra.
Cenas filmadas, imagens de arquivo e fotos estáticas compõem a estrutura do filme. Até Hitler, o símbolo da ditadura e da repressão surge no meio do documentário. Nada foi esquecido.
Resnais destacou também neste clássico, que lança um olhar trágico sobre a condição humana, particular sensibilidade para a música que coabita com as imagens que vamos vendo ao longo da narrativa.
O final do filme é também marcante. Depois de toda a tragédia da brutalidade nazi Resnais regressa ao presente onde reinam as paisagens tranquilas.  Agora a guerra está adormecida. Ninguém é responsável pelas atrocidades. Então quem o é? Os feixes de erva também voltam. Os crematórios estão fora de uso. Nove milhões de mortos assombram os campos de concentração nazis.
Tudo isto foi-nos eficazmente apresentado num filme cujo fio condutor leva o espectador a deparar-se com uma lição sobre o lado negro dos homens. Uma lição que jamais deveríamos esquecer.
Um clássico, a não perder!

 

 

 


 

DIREITO AO SILÊNCIO, SIM OU NÃO?

 

Jonathan Randal, antigo jornalista do diário “Washington Post”, interpôs recurso à intimação de que foi alvo, por parte do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, para testemunhar no processo Radoslav Brdjanin, ex. vice-primeiro ministro dos Sérvios da Bósnia, acusado do genocídio, de mais de 100 mil, não Sérvios. A intimação deveu-se a declarações por ele recolhidas, e publicadas em 1993, onde Radoslav Brdjanin, preconizava um estado Sérvio etnicamente puro.
Crónica por Paula Fidalgo

 

 

A resposta por parte da câmara de recurso, foi a esperada por mais de três dezenas de órgãos de comunicação social e associações de jornalistas, que lhe haviam manifestado solidariedade, utilizando o mesmo argumento usado por Randal no recurso, de que a obrigação sistemática de testemunhar colocava em perigo o trabalho dos correspondentes de guerra, que passariam a ser vistos como colaboradores da justiça e não como jornalistas independentes.

A decisão de conceder aos correspondentes de guerra de órgãos de comunicação, uma excepção parcial, à obrigação de testemunhar perante a justiça, e reconhecendo o seu papel de “observadores independentes” e não como potenciais testemunhas de acusação, criou o Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslavia, uma situação que poderá vir a constituir jurisprudência em circunstâncias análogas, quer em instituições internacionais quer de índole regional.

Perante o caso Radoslav Brdjanin, cabe perguntar: direito ao silêncio,
sim ou não?

Com que direito um instituição internacional, por mais importante, respeitável e democrática que seja, pode colocar em risco a integridade física dos correspondentes de guerra, e o dever de informar que a eles compete.

Com que direito um jornalista, órgãos de comunicação social, e associações de jornalistas podem inviabilizar um julgamento justo e a eventual condenação de criminosos de guerra, que cometeram crimes idiondos contra a humanidade.

Com que direito a comunicação social praticamente silenciou o genocídio cometido na guerra do Ruanda, que culminou com cerca de 800 mil mortos, chacinados das formas mais barbaras que se pode imaginar. Com que direito as “respeitáveis e democráticas instituições internacionais” calaram e não julgaram por crimes contra a humanidade, os seus responsáveis, nem intervieram para por fim a este inaceitável conflito. Com que direito o jornalistas e os órgãos de comunicação não constituíram lobbies de pressão, como aconteceu no caso Radoslav Brdjanin, para que estes e muitos outros crimes contra a humanidade fossem levados a justiça.

Se Radoslav Brdjanin fosse africano, e os seus crimes cometidos no continente negro, seria constituído um Tribunal Internacional para o julgar? Jonathan Randal seria intimado a testemunhar? A comunicação social constituiria hobbies de pressão?

NÃO ACREDITO!!!

Que direitos e interesses se cruzam neste tabuleiro? Que ética profissional os jornalistas jogam? Que estratégias e interesses os órgãos de comunicação defendem? Que princípios as organizações e instituições internacionais praticam?

Que justiça é esta? Que direito internacional é este?

Como ficam os direitos dos cidadãos? Como ficam os direitos das vítimas? Em suma, como ficam os direitos humanos, tantas vezes falados, tantas vezes repetidos e tão poucas vezes preservados e defendidos?

O Direito à Informação e o Direito à Justiça são direitos inalienáveis para toda a humanidade, doa a quem doer, custe o que custar, sem eles não existirão instituições verdadeiramente democráticas.

É necessária uma profunda reflexão.

 

DIREITO AO SILÊNCIO, SIM OU NÃO?

 

 

outubro 22, 2005

Entrevista: Gonçalo Ribeiro Telles tece fortes críticas à gestão urbanística e dos espaços verdes

“As Câmaras Municipais fazem do sistema natural um espaço verde e do espaço verde uma decoração”.

Cópia de Gonçalo Ribeiro Telles.JPG

Gonçalo Ribeiro Telles tem 82 anos e é considerado o primeiro ecologista português. Monárquico liberal, ex-ministro de Estado e da Qualidade de Vida, fundador do Movimento Partido da Terra, teve ao longo da sua carreira, uma vasta intervenção política e cívica. Em entrevista à “Traços Urbanos” não poupa criticas ao rumo que a gestão urbanística tomou.  O arquitecto paisagista deixa também alguns recados aos autarcas do país de quem diz “não terem a noção do que é o território”. A requalificação urbana, os PDM’s e a gestão dos espaços verdes foram alguns temas abordados.

Entrevista Paula Fidalgo|  Fotos Armanda Nogueira

Paula Fidalgo – Pensa que a cidade e campo são dois espaços antagónicos ou pelo contrário estão actualmente em conflito?

Gonçalo Ribeiro Telles: Há um conflito provocado, agora, por um modelo de crescimento e de desenvolvimento económico completamente errado. A cidade e o campo estiveram sempre interligados, são indispensáveis. Não existe cidade sem campo, nem campo sem cidade. Tanto uma como outro são consistentes. Há uma interface entre os dois que nasceu com o abatimento das muralhas, com uma ligação de vida ou de morte … A cidade sem o campo morre. Eles fazem parte da mesma unidade de planeamento. Quando não existe essa interligação e planeamento surge o caos de que é exemplo a Área Metropolitana de Lisboa, assim como tantos outros locais.

PF: A requalificação urbana levada a cabo nas cidades surte algum efeito?

GRT: Requalificação urbana pode considera-se apenas a recuperação de áreas históricas que têm uma possível consistência para serem novamente recuperadas para uma vida moderna, uma vida da contemporaneidade. Todo o resto, para além das cidades, não há recuperação possível. Há a fazer uma nova política em que não deve existir mais consumo de solo vivo e solo ainda não urbano. Há que recuperar o desenvolvimento urbano em áreas de demolição, não nas cidades históricas mas nos subúrbios e nas cidades de betão. Os conjuntos urbanos de betão com mais de trinta, quarenta anos só têm uma solução: serem abatidos, demolidos… aproveitado o entulhado no próprio lugar e reconstruir-se uma nova cidade por cima desse entulho.

Em Espanha e nas Balneares nenhuma Câmara Municipal deixa construir em terreno que não é ou foi construído. Só se pode investir urbanisticamente em zonas a demolir. Em Portugal estamo-nos a afogar. Vamos criar situações de terceiro mundo e principalmente problemas graves de fome e de ambiente.

PF: Concorda com a construção em altura?  


GRT: A construção em altura traz problemas graves tais como o incêndio. O revestimento das construções actuais é de tal forma combustível que os bombeiros não conseguem dar resposta por mais escadas que tenham. A construção em altura não é uma construção que resolva o problema de espaço.

O facto de empilhar as pessoas em andares até alturas enormes tem um grave inconveniente: provoca a morte da rua em benefício do elevador.

PF. Numa tertúlia realizada o ano passado, em Lisboa afirmou que as “cidades estão a construídas para nada”... Porquê?

GRT: Estão a construir cidades só por construir e a criar não o vazio do espaço, mas o vazio do espaço construído. Os andares vazios em toda a Área Metropolitana de Lisboa apavoram-me. Continua-se a construir densamente noutras áreas. Umas esvaziam-se para se construir outras. É todo um processo de asneira e de especulação. Basta ver o que está a suceder em Alcochete à volta do novo centro comercial e das urbanizações que estão a ser povoadas por gente que sai de Sacavém e da primeira coroa periférica. A primeira coroa periférica tem prédios podres com mais de trinta anos, elevadores estragados. O sítio é repelente… horrível para as pessoas. O que vai suceder a esta zona? Em Espanha seria demolida e reconstruída. Em Portugal vai continuar a alugar-se, não o andar mas o número de camas. Se o andar tiver 10 camas aluga-se por 1000 a 1500 euros.

Gonçalo Ribeiro Telles1 48.JPG

PF: Como analisa as intervenções paisagísticas que têm vindo a ser feitas pelos nossos arquitectos, nomeadamente em Portugal? 

GRT: As intervenções na paisagem são na maior parte dos casos, excepto num ou outro caso de grande categoria, feito por arquitectos portugueses lá fora. Os nossos arquitectos trabalham em Itália, Espanha e França. No nosso país não podem trabalhar porque o planeamento não permite construção de espaços verdes. Em Portugal, os espaços verdes são considerados pelos autarcas e pelos próprios governos espaços decorativos.

PF: Mas não devia ser assim?

GRT: Sem dúvida que não. Os espaços verdes são espaços que as cidades precisam para fazerem uma interface com o natural. Basta ver a Avenida da Liberdade. Aquilo é uma decoração pífia de muito mau gosto. As autarquias gostam mais de gastar dinheiro em rotundas com esculturas, algumas com enxadas postas ao alto para lembrar o antigo, que já não existe, e depois os repuxos. Isto não faz sentido. É incultura total e não serve para nada.

PF: Então qual é a solução?

GRT: A solução é fazer paisagem.

PF: Acha que a paisagem constitui ou não “o diagnóstico de uma organização do território”?

GRT: Na paisagem, os ciclos fundamentais à vida social, colectiva e ao ambiente da vida humana estão presentes através da circulação da água, da matéria orgânica, do ar dos animais. Por exemplo, muitas das pragas que afectam os povoamentos florestais (povoamentos para a celulose e madeira) resultam de não haver orlas na mata. Os próprios animais dessas matas são o encontro com a mata, com o campo aberto. E a mata e os campos abertos são zonas de grande biodiversidade, e é por isso, que muitos animais ficam espaventados e caiem todos em cima das árvores.

PF:  A gestão dos espaços verdes pelas Câmaras Municipais está completamente ultrapassada?

GRT: Sim. A concepção de espaço verde actualmente corresponde ao espaço verde do século XIX. Não responde às necessidades actuais da própria gestão e da manutenção do sistema natural. Nas cidades, os espaços verdes são coberturas ajardinadas dos estacionamentos subterrâneos, são ruas arborizadas com árvores raquíticas.
Hoje a cidade estendeu-se pelo território e não pode deixar de ter agricultura. Há jardins românticos que são verdadeiros monumentos e que devem ser preservados. O que fazemos agora não pode ter as mesmas raízes do século XIX.

PF: Porquê?

GRT: O espaço natural da grande cidade tem de ser muito maior do que antes. A dimensão urbana tem que incluir a circulação da água, da matéria orgânica, da vida silvestre porque senão se torna num monstro. Em Lisboa já não temos o campo à porta.
Por exemplo, Paris está com culturas de milho dentro da cidade. E a interligação em Portugal tem de ser desse género. Aqui todos os vazios têm de ser preenchidos como está bem patente no Plano Director Municipal de Lisboa. Os vazios estão simplificados em áreas de oportunidade. Isto é um escândalo. Será que ninguém repara? O que não é construído é uma área de oportunidade. Em França, a agricultura é exercida por urbanos (30 por cento) e não agricultores. Tudo por causa das novas tecnologias. É muito vulgar um médico possuir uma exploração agrícola que fica a 200 ou 300 quilómetros da sua residência. Não é o mesmo que comprar um monte no Alentejo, colocar lá um relvado e uma piscina.


PF: Por falar em espaços verdes como está o projecto dos corredores verdes para Monsanto? 


GRT: O projecto está arrumado. Já não se faz. São espaços vazios para encher com mais betão. Não havia verba para fazer o corredor, segundo Eduarda Napoleão, vereadora do Urbanismo da Câmara de Lisboa O espaço vai ser transformado em empreendimentos.


PF: Mais uma selva de betão …

GRT: Não sei o que vamos fazer daqui a 30 anos a este betão. Não podemos levar o entulho… O bom betão só vive 70 anos. O bloco Marselha, monumento nacional, é tão caro recuperá-lo que é preferível deitá-lo abaixo e construí-lo de novo. O betão é efémero.  

PF: Como são as cidades do século XXI?

GRT: Antes de mais é preciso ver onde começa e acaba a cidade. Hoje, o grande problema do país é a morte das aldeias. E a morte das aldeias é um problema de cidades. O aglomerado urbano que vive do abrigo, do encontro das pessoas, do tecto, do ambiente é a cidade. Mas isso também existe e tem de existir na aldeia. A dimensão é que é diferente. O que está aqui em causa não é a cidade  que dentro de pouco tempo terá 80 por cento da população a viver nela incluindo as aldeias. As aldeias não podem despovoar-se como está a acontecer… fechar escolas porque não há meninos e depois a natalidade não existe. Dentro de pouco tempo isto é um país de velhos, de asilos urbanos.

PF: Este despovoamento das aldeias terá a ver com os constrangimentos dos Planos Directos Municipais?

GRT: Sim. Com os actuais modelos de PDM não há recuperação urbana das aldeias para os aldeões. Há recuperação de algumas aldeias para o turismo. Mas não há turismo sem aldeões. Estamos completamente errados. A recuperação das aldeias passa pelo restabelecimento da agricultura local. E isso é que não se quer. Alguns economistas foram burros e outros especuladores quando disseram que a agricultura não tinha significado económico, que se podia comprar tudo no estrangeiro. Assim, vamos passar fome porque a agricultura de proteínas e amido é fundamental e está cada vez mais cara a nível internacional. Primeiro, porque os países que as produzem facilmente são só seis: Estados Unidos, Canadá, Argentina, África do Sul, Nova Zelândia e a Austrália. E agora eles têm um problema grave. Grande parte dessa produção (produtos de proteínas e amido) que encare-se a nível mundial foi deslocada para o terceiro mundo não morrer de fome e não sair do asfalto das zonas desenvolvidas. E depois há outro problema: o petróleo. Quando ele sobe, sobem os preços dos produtos. Nós em Portugal não temos divisas para aguentar o futuro.

PF: Porque é ainda não foi adoptado um modelo para responder aos desafios que a cidade do século XXI coloca?

GRT: Porque se pratica um urbanismo zonado. Cada zona tem as suas características, os seus índices de volumetria e de construção, o que transforma a cidade num autêntico puzzle.

PF: Em 2003, o Governo de Durão Barroso tentou alterar as regras e as áreas da REN (Reserva Ecológica Nacional) e RAN (Reserva Agrícola Nacional. Os próprios autarcas vêem-nas como um obstáculo ao crescimento das cidades. O que pensa da questão e de alguns destes propósitos?

GRT: As REN e as RAN como propósitos são imbatíveis. Já ninguém tem coragem de dizer que nenhuma delas deve deixar de existir. A questão que se coloca é que ambas têm de se integrar num planeamento coerente e global do território. E, neste momento, não há esse planeamento, essa noção de continuidade necessária a todo um sistema natural.

As REN e as RAN como propósitos são imbatíveis. Já ninguém tem coragem de dizer que nenhuma delas deve deixar de existir. A questão que se coloca é que ambas têm de se integrar num planeamento coerente e global do território. E, neste momento, não há esse planeamento, essa noção de continuidade necessária a todo um sistema natural.

PF: Ao longo da sua carreira alertou o país, os políticos, os Governos para problemas como o desastre que iria ser a primeira geração das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), previu as cheias catastróficas que aconteceriam nos anos de mais chuva devido à impermeabilização dos solos com a construção em leitos em cheia, explicou porque é que a floresta iria continuar a arder… Apesar dos avisos que fez quase ninguém os levou em conta e até o chegaram a classificar de “lunático”...

GRP: O melhor é perguntar isso aos políticos, ao governo. Nesta entrevista já fiz a previsão da fome. Hoje, o problema não é de religiões nem económicos, mas sim de cultura e língua. Quem defender a sua cultura, tem de defender o seu espaço, a sua identidade e assim terá um futuro garantido. Ao longo dos anos, Portugal tem combatido isso. A nossa vizinha Espanha está à espera… A imprensa espanhola fala de uma certa independência à Catalunha, País Basco, Andaluzia e Valência. Estas integram-se na Europa. São independentes para dentro e monipolares para fora.
O pólo que querem dominar com a língua espanhola e com este sistema é a Península e a América do Sul. Portugal está a tornar-se uma excentricidade dentro da Península e nós não damos por isso. O príncipe Filipe visitou  todos os centros de língua espanhola no Brasil, que têm um prestígio que não tem nenhum português. Se nós não defendermos a nossa cultura, identidade o melhor é arrumarmos as botas. Espanha tem cada vez mais uma grande força na Europa. As línguas oficiais da União Europeia escolhidas foram o inglês, francês e o alemão. Mas houve um país que protestou: a Espanha. Ela vai ser a quarta e não quer uma quinta. 

PF: Participou no lançamento do projecto de requalificação do Jardim Portas do Sol, em Santarém. Na sua opinião e face às características naturais da cidade de Santarém, como é que a cidade ou o seu crescimento se deve articular com as mesmas?

GRT: Santarém está perdida. Todo o envolvimento de Santarém é um desastre tremendo. Dizem que é preciso salvar as Portas do Sol, concerteza! Vamos aproveitar o que tem de bom e dar-lhe uma utilidade actual. Mas temo pelo que se pode fazer.
Santarém está em cima de uma plataforma de calcário e tem aqueles vales que saem do planalto. O grave é quando os vales estão obstruídos. Quando não estão obstruídos impedem a sua saída com as novas urbanizações. O pior que fizeram foi tirar as hortas dos vales. Não havendo hortas, a água não se evapora. Através da vegetação, a água entra e segura, senão há evaporação. A água concentra-se e aquilo vai por ali abaixo. É um problema de sustentabilidade, de recuperação, de paisagem. As Câmaras Municipais fazem do sistema natural um espaço verde e do espaço verde uma decoração.


PF: Foi um dos impulsionadores e continuador da licenciatura de arquitectura paisagística fundada pelo professor Caldeira Cabral, na Universidade de Évora. Quais os frutos dessa licenciatura?  

GRT: Os frutos são óptimos em termos humanos. Temos excelentes arquitectos mas que não funcionam no nosso país. O ano passado ganharam o prémio de Urbanismo do Senado de Berlim com a recuperação de um logradouro bombardeado através da criação de cisternas para recolha de águas da chuva para uso local (factura energética).
Os nossos arquitectos estão a trabalham muito bem em Itália, França e Espanha e já ganharam muitos concursos. Em Portugal não há concursos. Maior parte deles já têm afilhados e as Câmaras Municipais não gostam dos arquitectos paisagísticos porque trazem aquilo que se chama sistema natural. E o sistema natural não dá votos.
Não se vê imediatamente. Pela minha geração já não temo, mas temo pelos mais novos quanto ao seu futuro.   
         

PF: Actualmente faz parte da Comissão do Programa Nacional do Ordenamento do Território. Qual o cenário previsto?

GRT: Estou horrorizado. O cenário que se está a traçar para o território é um litoral e um Algarve completamente urbanizado, e um interior sem gente para o eucalipto, uma vez que a agricultura não serve para nada porque não entra no mercado internacional.

O primeiro defensor do desenvolvimento sustentado

Ecologia era uma palavra desconhecida em Portugal quando o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, muito antes do 25 de Abril, se fez ouvir para defender o ordenamento do território e o desenvolvimento da sustentabilidade.

Durante o Estado Novo militou na Juventude Agrária Católica, acentuando a sua oposição ao regime nas sessões do Centro Nacional de Cultura. Com Francisco Sousa Tavares, em 1957, fundou o Movimento dos Monárquicos Independentes, a que se seguiu o Movimento dos Monárquicos Populares, assumindo-se claramente contra a ditadura. Em 1967, aquando das cheias de Lisboa, foi à televisão explicar a calamidade e apontar o dedo à má política de urbanização do Governo. Após a Revolução de Abril, fundou o Partido Popular Monárquico, o Movimento Alfacinha e o Partido da Terra.

Homem de ideias firmes e de uma frontalidade a toda a prova, foi empossado secretário de Estado do Ambiente em Outubro de 1975 e a partir de Setembro de 1981 exerceu funções de ministro de Estado e da Qualidade de Vida. Foi ainda professor catedrático da Universidade de Évora e vereador da Câmara Municipal de Lisboa, além de deputado da Assembleia da República.

Aos 82 anos, este lisboeta nascido em 1922, mantém a irreverência que se lhe tornou característica. Continua a criticar os “disparates” que se fazem no país. Do quarto andar de um prédio da baixa pombalina, onde ainda trabalha, continua a observar a “sua” cidade. Hoje, porventura afastado da vida política activa, o arquitecto paisagista “exigente” faz ainda questão de intervir.

Os Não Lugares da pressão urbanística

Na superpovoada urbanização do Sacapeito, em Santarém vão nascer zonas verdes e uma praceta pública, em vez de mais prédios. A proposta aprovada pela Câmara de Municipal ainda presidida por Rui Barreiro mereceu o elogio de todos os partidos: PS, PSD e CDU. Só é pena é que este seja o último espaço no Sacapeito onde ainda é possível negociar uma solução para melhorar o ambiente e o espaço público da zona.

Artigo de opinião por Paula Fidalgo

É que, nos últimos 15 anos, no Sacapeito os prédios cresceram como “cogumelos” fruto da ausência de uma cultura de planeamento. E as crianças até que nasçam estes novos espaços verdes vão continuar a brincar nos jardins de betão.

Mas, a redução da pressão urbanística por parte da autarquia escalabitana não fica por aqui. Um outro loteamento na zona do Jardim de Baixo foi reduzido em 90 fogos e contempla uma zona de expansão para a Escola D. João II, onde se poderá, por exemplo, construir uma nova escola primária nesta zona da cidade. É que a velha escola da Saúde onde funciona a escola primária já não tem condições para responder ao crescente número de alunos desta zona de expansão da cidade. 

O plano de pormenor da zona envolvente à Escola Básica do Jardim de Baixo, apresentada pela Sociedade Agrícola da Cortiça já foi aprovado em reunião do Executivo Municipal e irá permitir que um loteamento que previa a construção de 197 fogos, aliando prédios a moradias, passasse a contemplar apenas moradias, num total de 107, eliminando assim duas das três dezenas de lojas projectadas. De facto, esta iniciativa não deixa de ser inteligente por parte do promotor do loteamento do Jardim de Baixo. Em vez de prédios o promotor optou por moradias, numa altura em que a venda de casas sofreu uma quebra significativa. O exemplo do promotor desta urbanização deveria também ser seguida por outros construtores.

A Câmara de Santarém deveria mesmo reavaliar os projectos imobiliários já aprovados e continuar a ter um papel junto dos promotores imobiliários, no sentido de que estes reduzam os loteamentos previstos para a construção. Senão continuaremos a assistir a situações de prédios que surgem do dia para a noite no meio de outros prédios onde ninguém imaginaria que tal pudesse acontecer. Em S. Domingos, os exemplos são muitos. Quem passa pela Rua “O” pode ver os monstros de betão. Os espaços entre os edifícios são exíguos e há casos em que os vizinhos podem cumprimentar com um aperto de mão os do prédio em frente. Aqui, a qualidade de vida, o ambiente agradável caíram em “saco roto” para o urbanista e para a Câmara Municipal, que aprovaram passivamente os projectos.

Infelizmente, este não é caso único em S. Domingos. Um pouco por todo o lado, existem Não Lugares, espaços sem alma, sem qualidade de vida, onde os habitantes se tornaram apenas ocupantes, viajantes da sobremodermidade. Em Não Lugares, tal como diz Marc Augé tudo é demasiado efémero. A sobremodermidade ao criar não lugares cria espaços de ninguém, homens e mulheres apressados que tudo vêem e nada vêem, que tudo gozam e nada gozam. Nos Não Lugares a que, em pleno século XXI, estamos sujeitos devido a um crescimento desenfreado e descontrolado das cidades, deixamos de pensar e agir globalmente e passamos a agir isoladamente.

As fortes pressões especulativas no campo do imobiliário, mas também no ordenamento do território, estão bem presentes. O que interessa é construir prédios e mais prédios que não respeitam qualquer planeamento (caso o haja) e contra os quais as populações muitas vezes se levantam, na consciência de estar perante um erro que irá lesar a comunidade, destruir um pedaço de cidade, atentar contra a sua qualidade vida…

Provavelmente concluiremos que muitos são os responsáveis destes Não Lugares: uns porque fazem, e outros porque sancionam.

Planear é Preciso

Outrora, os engenheiros militares foram os maiores construtores de cidades. Eram engenheiros-arquitectos. Faziam projectos de cidades e lá as íam construindo, obedecendo às regras da arte tal como lhes fora ensinado nas escolas práticas das suas profissões sob a direcção dos mestres. Eram verdadeiras equipas...Mas será que hoje ainda há mestres? Regras de Arte? Equipas? Ou estaremos nós numa anarquia total no que respeita à construção.

 Crónica por Paula Fidalgo

Em pleno século XXI, recuso-me a aceitar que a cidade há-de ser apenas o resultado de uma luta selvagem de interesses, sem solidariedade, sem ética, sem generosidade, sem limites, sem respeito pela qualidade de vida das populações e das gerações vindouras. Acredito no planeamento como forma de encontrar soluções para a orientação dos projectos de cidade e sua coordenação, tendo como objectivo primordial a construção da cidade das pessoas para o seu equilíbrio e desenvolvimento da sua dimensão humana e promoção do espírito critico tão necessário nos dias que correm.

Muito pouco se tem feito neste campo. Aliás, estamos num período em que tantos disparates se dizem sobre urbanismo, coincidindo perigosamente os (cada vez mais) frequentes discursos e palestras sobre o tema com a propaganda de políticos sem preparação, dando a impressão que todo o autarca é um urbanista por inerência, mas que não se consegue demarcar dos interesses instalados, condicionando por isso, o planeamento urbanístico sustentado das nossas cidades que fica a mercê dos construtores sem escrúpulos de urbanizadores gananciosos, especuladores que só pensam no lucro e de políticos corruptos ou incompetentes, salvo algumas honrosas excepções.

É que o planeamento é ainda um ilustre desconhecido para muitos (ou fazem-se esquecidos). Está à espera que anunciem e o apresentem, no seu figurino renovado que hoje se impõe.

O planeamento não é, nem pode ser (como às vezes se procura fazer crer ou executar):

Um entrave ao progresso e às iniciativas; Um caminho de burocracia infindável;

Um plano sem gestão;

Um filtro legal irrealista que incita à clandestinidade;

Uma tecnocracia que limita a actividade dos políticos;

Uma intervenção dos urbanistas no trabalho dos arquitectos;

Isto é que o planeamento não é.

Planeamento, antes de mais, tem de ser uma atitude de inteligência, de cooperação, de diálogo construtivo e multifacetado, de vontade e empenhamento permanentes. O planeamento urbanístico deve conter planos, de variada índole, escala e oportunidade, mas sempre ligados a uma lógica de gestão realista e atempada.

É urgente rever as regras de financiamento das autarquias de modo a que estas não hipotequem o futuro a troco das receitas das taxas de construção que para muitas são hoje a sua principal fonte de financiamento.

Exige-se, que a administração pública, central regional e local, dê o exemplo de abertura, de diálogo e de cooperação eficaz nas decisões.

É igualmente preciso dialogar com as universidades, onde são ensinadas as disciplinas que concorrem para o planeamento urbanístico, e a todas as instituições que o estudam, bem como associações e ordens profissionais.

E que este encontro de diálogo chegue enfim a toda a população - pois é para ela que o urbanismo se dirige.

As cidades fazem-se ou deveriam fazer-se para as pessoas, são elas que a vivem e são elas que lhe dão vida.

A cidade de hoje tem de ser a cidade dos cidadãos.

 

 

Portfólio Os Últimos Avieiros

Os mais novos dizem que a pesca está em crise, os mais velhos garantem que sempre esteve. Não é fácil mudar de ramo, as comunidades piscatórias são fechadas. Muitas famílias de pescadores passam fome. Na aldeia das Caneiras,em Santarém a fé encoraja-os para que a vergonha não seja pecado.

Texto Paula Fidalgo| Fotos Armanda Nogueira e Paula Fidalgo

Há mais de seis décadas, tal como o seu pai e o seu avô, que o pescador Manuel Mendes, mais conhecido por “Ti Manel” luta pelo seu “ganha pão” nas adversas águas do Tejo. Rio que o viu nascer mesmo ali ao lado numa pequena casa de madeira, que juntamente com o barco passaram a ser a sua herança.

A madrugada espera-o todos os dias para mais uma faina na expectativa de obter uma boa pescaria, mas hoje a pesca mal dá para ganhar o sustento da família. Os filhos partiram em busca de novas oportunidades quebrando, deste modo, o elo de continuação desta arte.

É no fim da faina que o avieiro pesa o peixe numa balança quase tão velha quanto a sua profissão. De seguida, cabe à Dona Glória vendê-lo no mercado de Santarém, mesmo sabendo que são poucos os escalabitanos que o procuram.

Histórias de sobrevivência de um tipo de vida que está em vias de extinção.

Paula Fidalgo

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Iluminados da Rádio...

Radio

A música na rádio esteve em debate na quinta-feira no auditório 3 da FIL. Uma organização da Associação Portuguesa de Radiodifusão e moderado por Pedro Tojal, administrador da Media Capital Rádios, que disse acreditar que as rádios locais têm futuro.

Será?

Um painel composto por Nuno Gonçalves, director das rádios Comercial e Cidade FM, Luís Montez, proprietário da Lusocanal (que detém, entre outras a Capital e a Radar), e Pedro Costa da Rádio Clube do Minho. Falou-se da importância da música na rádio e que segundo vários estudos, é este conteúdo que mais capta audiências. Nuno Gonçalves falou na importância da playlist e como deve ser cuidada a sua programação em função do público a que a rádio se destina. Já Luís Montez falou na importância do “refrescamento” dessa mesma playlist com a entrada de música nova. O risco que a rádio deve assumir e a audácia que o programador deve ter ao escolher uma música que à partida ninguém conhece. Pedro Costa, director de uma rádio local falou na dificuldade de uma rádio local obter música nova. Considerou que as locais deveriam de estar atentas à programação nacional mas orientar essa mesma programação ao seu publico alvo.

Perante isto, e sabendo dos entraves a vários níveis que as rádios locais encontram no desempenho do seu trabalho vale a pena reformular a pergunta a que Pedro Tojal respondeu: Terão as rádios locais futuro?

A obtenção de música por parte das editoras é um sacrifício, e quem trabalha numa local sabe do que estou a falar. Enquanto nas nacionais, são os promotores que vão às estações promover os trabalhos dos artistas, tirando algumas excepções, nas locais são estes que têm de entrar em contacto com as mesmas e num dia especificado para o efeito. Por vezes ainda se ouvem as pérolas – “Este trabalho não tem promoção numa local” ou “Não lhe consigo arranjar essa versão da música porque é para a Rádio x ou Y, tentem sacar da Internet”. Estranho não? Uma editora a dizer-nos para conseguir a música na Internet? Esperem um pouco? Mas isto não é ilegal? Não são eles que movem mundos e fundos a combater os downloads ilegais? Sim, mas as rádios pagam direitos de autor, se calhar aqui a rádio até nem está a cometer uma ilegalidade. Quem sabe? O que interessa é ter a música, até porque os nossos ouvintes também são gente.

Uma rádio local não se pode dar ao luxo de pagar a funcionários só para elaborar playlists, um funcionário de uma rádio local tem de ser obrigatoriamente polivalente, ser locutor, sonoplasta, fazer reportagens, ler noticias, dar uma ajudinha na parte técnica e se possível ainda angariar publicidade. E depois pagar 400 euros no final do mês! Haverá muita gente disposta a isto? Será que os recém licenciados de comunicação social estão dispostos a isto? Eu penso que não. Mas a realidade é esta. Depois há ainda a somar as complicações técnicas. Acontece por vezes as coberturas das rádios serem afectadas seriamente por novas frequências que as nacionais abrem. Se a cobertura diminui, a audiência diminui e consequentemente a facturação baixa, como haverá dinheiro para pagar melhores ordenados, fazer um melhor serviço, pagar a manutenção técnica e pagar as contas da luz ao final do mês? E depois vêm com o argumento, que é válido nos termos da lei, que a cobertura da local só tem protecção no concelho a que se destina, e que as nacionais têm direito a uma cobertura em todo o país. Como será possível pagar as licenças à ANACOM se depois não há dinheiro para o fazer? As rádios locais são empresas, é certo, mas pequenas ou médias empresas, com poucos recursos humanos e financeiros.

Com que moral é que alguém que dirige uma empresa que compra rádios locais para ser meros retransmissores, formata a qualidade das rádios e acaba com o misticismo da rádio em directo, nos diz que as rádios locais têm futuro? Saberá o senhor Tojal em que condições funcionam uma rádio local? Estaria ele disposto a ganhar aquele ordenado que referi para dirigir uma rádio local?

São coisas que não lhe tocam, nem a ele nem a outros “iluminados” da rádio em Portugal. O dinheiro em todo o lado como na rádio é quem mais ordena.

 

Nuno Serra

 

 

 

Luis Ferrreira Piloto Motocross

O piloto Luis ferreira do team LF sport começou em grande o campeonato nacional de motocross esta época. Contudo onde ele se evidênciou mais foi no campeonato nacional de motocross sub-21, tendo ate á terceira prova assumido a liderança com a sua yamaha.

Depois no intervalo do sub-21 teve uma grave lesão nos treinos para o supercross nocturno,onde na entrada de um salto o motor da sua moto partiu e projetou-o violentamente contra o chao partindo os dois pés.Temia-se o pior.....o piloto Luis Ferreira estava fora do supercross nocturno e já nao iria correr as ultimas 2 provas do sub-21, campeonato esse que liderava. Foi sem duvida um regresso em grande do piloto Luis Ferreira ao Nacional de Motocross depois de 1 ano afastado, mas regresso esse que nao teve o fim desejado.Em conversa com a LF sport e nomeadamente com  o piloto, prometeram um regresso em grande na proxima época. A redaçao do Planeta Diário deseja as melhoras a este Piloto e que volte depressa a entrar em red line aos comandos da sua moto.

ass: Samuka

Open Office 2.0 já tem versão estável

Open Office

A versão estável do Open Office 2.0 foi distribuida na internet esta semana. O pacote gratuito inclui ferramentas como o Writer, o Impress ou o Calc, capazes de realizar as mesmas funções do que os seus congéneres da Microsoft, o Word, o PowerPoint e o Excel.  Além destas aplicações a suite inclui ainda o Math, que permite calcular fórmulas matemáticas; o Draw que permite desenho vectorial, e o Base, um gestor de bases de dados.

 


A grande alteração nesta versão prende-se com o formato por defeito dos ficheiros, que passou do sdw (formato do antigo StarWriter) para Odt. O Odt ( OASIS OpenDocument ) dota os ficheiros de uma estrutura XML permitindo assim uma maior interoperabilidade entre as várias aplicações. Este tem sido, até agora, um dos principais motivos pelos quais a Microsoft tem mantido o monopólio nas aplicações de escritório: a compatibilidade, ou a a falta dela. O open office 1.3 já abria documentos .doc e conseguia mesmo gravar neste formato. Só que não havia compatibilidade a 100% e os documentos perdiam algumas formatações. Isto levava a que os utilizadores voltassem ao Word para resolver a questão. A proposta da Sun, da IBM, e de outras empresas é agora normalizar os tipos de documento, num formato em que todos saibamos do que é composto, o ODT. Para além das questões práticas, a adopção deste formato permitirá ainda às empresas de software competir "mano-a-mano" com a Microsoft.

O projecto português está ainda na versão 1.3, mas é possível utilizar o dicionário desta versão na versão 2.0.

A Sun Microsystems e o Google assinaram, este mês, um protocolo para a divulgação do OpenOffice.

Marco Dinis Santos

Programas de Autor de qualidade nas RL

As rádios locais vem-se no geral como radios de inferior qualidade. Contudo as radios locais tem programas de autor exelentes e de grande qualidade que acabam por ser sucessos da estação.


A R.C.A ribatejo foi a 1 rádio a nivel nacional a ter um programa de ''Metal'' já lá vao 27 anos, sendo este um exemplo de dezenas e dezenas de bons programas de radios locais.

O programa de autor é sem duvida um poder fugir um pouco à  filosofia da rádio e tentar criar um publico alvo.Os programas de autor nas radios locais são fundamentais e bem trabalhados são sem duvida uma ''arma'' para as nacionais a nivel local/regional.Na região de Santarém existe uma rádio que prima em boa parte por programas de autor para malta jovem, a Rádio 100 tendo um programa á quinta-feira que se tornou no programa de maior audiencia de toda a estação e quiçá de todo o ribatejo.O fora d'horas vai para o ar na rádio 100-107.8 FM das 22h ás 01h e a animaçao é constante. Sejam originais e direcionais nas radios locais e determinem o publico alvo.

ass:    Samuka

 

A prova rainha do Atletismo de Almeirim é dia 29

  

A Federação Portuguesa de Atletismo acedeu a uma solicitação da Associação "20 Km de Almeirim" , para que o próximo Campeonato Nacional de Estrada, a disputar em Almeirim conjuntamente com mais uma edição da prova 20 km de Almeirim se realize a um sábado de tarde. Assim, o evento é antecipado de um dia, para 29 de Outubro de 2005, com início às 16 horas.

 

  Recepção durante a manhã Dia 29 Almeirim vai receber a 19ª edição dos 20 km de Almeirim, este ano juntamente com o Campeonato Nacional de Estrada. A recepção às entidades oficiais, instituições, equipas, comunicação social será feita na Biblioteca Municipal Marquesa da Alorna pelas 11.30h da manhã. Dois mil atletas no percurso habitual A organização garantiu ao "Almeirinense" a participação de cerca de dois mil atletas. A garantia foi dada com base nas inscrições que têm vindo a ser feitas na Associação Vinte Quilómetros e a certeza de três centenas de profissionais da prova do campeonato de estrada. Prémios aliciantes para ambos os sexos Este ano a Federação de Atletismo atribui um prémio de valor monetário pela primeira vez de igual quantia a ambos os sexos na prova do Campeonato de Estrada. Existem prémios para os dez primeiros a cortar a meta.

FR 

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A Associação Desportiva Fazendense assinou, esta quinta-feira dia 29 de Setembro, um protocolo com o Benfica válido por dois anos. Na cerimónia que decorreu no Estádio da Luz estiveram, também, o presidente da Câmara Municipal de Almeirim, Sousa Gomes, e o Presidente da Associação de Futebol de Santarém, Rui Manhoso. 

Do protocolo destaca-se que os treinadores do Fazendense vão fazer estágios no Estádio da Luz, o Benfica vai observar com regularidade atletas de Fazendas de Almeirim e existe a possibilidade de atletas da equipa profissional dos encarnados participarem em acções com os jovens jogadores do Fazendense. Para o Presidente, António Botas Moreira, é uma vida nova para o Fazendense, "vamos apostar muito na formação, uma aposta forte para no futuro tirarmos dividendos. Se assim não for não vale a pena, porque um clube fez um esforço para ter mais carrinhas e dar mais apoio logístico a este projecto", sustenta. Desde que se tem falado do protocolo com o Benfica, o presidente, admite que há mais entusiasmo, "os jogadores e os pais estão ainda mais motivados. Por apenas 10€ por mês os jovens jogadores do Fazendense (Escolinhas dos 4 -12 anos) podem treinar e jogar no campo de relva sintética e, a qualquer momento, serem jogadores do Sport Lisboa e Benfica.
 

Paragem para a Sopa de Pedra

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Nova auto-estrada para o Algarve alimenta restaurantes de Almeirim

 
Paragem para a sopa da pedra

Desde que abriu o troço de auto-estrada entre Almeirim e Marateca que o número de clientes nos restaurantes da cidade não pára de aumentar. Muita gente que está em trânsito entre o norte e o sul aproveita para saborear a famosa sopa da pedra.

O restaurante “O Pinheiro”, um dos estabelecimentos que servem a tão conhecida sopa de pedra em Almeirim, viu-se obrigado a alargar recentemente o seu espaço. Uma decisão que funcionou como resposta à abertura do troço da auto-estrada A 13 entre a cidade ribatejana e Marateca. Esta passou a ser a via mais procurada para ligação ao Algarve e costa alentejana para quem vem do norte e centro do país.

“Almeirim já era conhecida pela boa comida, mas com esta estrada tornou-se um local mais apelativo para as pessoas fazerem uma paragem entre as suas viagens”, diz António Pinheiro, proprietário do restaurante “O Pinheiro”, que não tardou a adaptar-se à nova realidade.

Desde que a A13 abriu que, quase todos os dias, as salas estão cheias. O restaurante “David Park”, igualmente na zona da praça de touros, também beneficiou bastante com este novo itinerário. Segundo Rui Lopes, empregado do restaurante, “esta estrada teve uma grande influência no aumento de clientes. Quem vem do Porto para o Algarve não precisa de passar em Lisboa. Por aqui é mais rápido”.

É o caso de Margarida Oliveira que vai passar mais umas férias no Algarve com a sua família. Na tarde de quinta-feira decidiram parar em Almeirim para descansar. “Vimos de Coimbra e como ainda falta muito para chegarmos ao Algarve resolvemos parar aqui para comer qualquer coisa antes de continuarmos a viagem”, diz.

Esta é apenas uma das muitas famílias que aproveitam o facto de Almeirim fazer agora parte da sua rota de viagem para apreciarem a boa gastronomia da região.

Os responsáveis dos restaurantes estão satisfeitos com esta melhoria significativa do negócio. E acreditam que esta afluência se mantenha mesmo depois deste período de férias.

“É capaz de continuar este aumento. A A13 é um ponto de ligação mais directo entre o Norte e o Sul do país. Existem sempre pessoas que precisam de utilizar esta estrada todos os dias. Se aliarmos isso ao facto de gostarem da nossa comida, são pontos a nosso favor”, refere Rui Lopes empregado do restaurante “David Park”.

O único problema que ainda não conseguiram resolver foi o facto de existir pouca informação sobre a nova auto-estrada. Os donos dos restaurantes queixam-se que não existe sinalização relativamente ao caminho que as pessoas devem seguir para apanhar a via.

De acordo com Luís Fernandes, empregado do restaurante “O Minhoto”, é necessário criar-se placas de sinalização que ajudem os visitantes a encaminharem-se para a A 13 após tomarem as suas refeições. “Na maioria das vezes, somos nós que temos que explicar o caminho. Não existe nenhuma indicação. Com mais informação sobre a A13 é provável que continue a aumentar a clientela”, diz.

Apesar da pouca informação, a verdade é que esta nova estrada só trouxe vantagens a Almeirim. Enquanto há restaurantes das cidades vizinhas a fechar por falta de clientes, a “capital da sopa de pedra” não se pode queixar do mesmo. Houve um aumento significativo de visitantes nos restaurantes da cidade, o que leva a um aumento de lucros e, também, a uma maior divulgação da gastronomia almeirinense.

Ana Isabel Borrego

Nova auto-estrada para o Algarve alimenta restaurantes de Almeirim


Paragem para a sopa da pedra
Desde que abriu o troço de auto-estrada entre Almeirim e Marateca que o número de clientes nos restaurantes da cidade não pára de aumentar. Muita gente que está em trânsito entre o norte e o sul aproveita para saborear a famosa sopa da pedra.
O restaurante “O Pinheiro”, um dos estabelecimentos que servem a tão conhecida sopa de pedra em Almeirim, viu-se obrigado a alargar recentemente o seu espaço. Uma decisão que funcionou como resposta à abertura do troço da auto-estrada A 13 entre a cidade ribatejana e Marateca. Esta passou a ser a via mais procurada para ligação ao Algarve e costa alentejana para quem vem do norte e centro do país.

 

“Almeirim já era conhecida pela boa comida, mas com esta estrada tornou-se um local mais apelativo para as pessoas fazerem uma paragem entre as suas viagens”, diz António Pinheiro, proprietário do restaurante “O Pinheiro”, que não tardou a adaptar-se à nova realidade.

 

Desde que a A13 abriu que, quase todos os dias, as salas estão cheias. O restaurante “David Park”, igualmente na zona da praça de touros, também beneficiou bastante com este novo itinerário. Segundo Rui Lopes, empregado do restaurante, “esta estrada teve uma grande influência no aumento de clientes. Quem vem do Porto para o Algarve não precisa de passar em Lisboa. Por aqui é mais rápido”.

 

É o caso de Margarida Oliveira que vai passar mais umas férias no Algarve com a sua família. Na tarde de quinta-feira decidiram parar em Almeirim para descansar. “Vimos de Coimbra e como ainda falta muito para chegarmos ao Algarve resolvemos parar aqui para comer qualquer coisa antes de continuarmos a viagem”, diz.

 

Esta é apenas uma das muitas famílias que aproveitam o facto de Almeirim fazer agora parte da sua rota de viagem para apreciarem a boa gastronomia da região.

 

Os responsáveis dos restaurantes estão satisfeitos com esta melhoria significativa do negócio. E acreditam que esta afluência se mantenha mesmo depois deste período de férias.

 

“É capaz de continuar este aumento. A A13 é um ponto de ligação mais directo entre o Norte e o Sul do país. Existem sempre pessoas que precisam de utilizar esta estrada todos os dias. Se aliarmos isso ao facto de gostarem da nossa comida, são pontos a nosso favor”, refere Rui Lopes empregado do restaurante “David Park”.

 

O único problema que ainda não conseguiram resolver foi o facto de existir pouca informação sobre a nova auto-estrada. Os donos dos restaurantes queixam-se que não existe sinalização relativamente ao caminho que as pessoas devem seguir para apanhar a via.

 

De acordo com Luís Fernandes, empregado do restaurante “O Minhoto”, é necessário criar-se placas de sinalização que ajudem os visitantes a encaminharem-se para a A 13 após tomarem as suas refeições. “Na maioria das vezes, somos nós que temos que explicar o caminho. Não existe nenhuma indicação. Com mais informação sobre a A13 é provável que continue a aumentar a clientela”, diz.

 

Apesar da pouca informação, a verdade é que esta nova estrada só trouxe vantagens a Almeirim. Enquanto há restaurantes das cidades vizinhas a fechar por falta de clientes, a “capital da sopa de pedra” não se pode queixar do mesmo. Houve um aumento significativo de visitantes nos restaurantes da cidade, o que leva a um aumento de lucros e, também, a uma maior divulgação da gastronomia almeirinense.

Desporto em Casa - O Ginásio ali à mão

Construir um ginásio em casa pode tornar-se um projecto dispendioso, mas com os preços praticados pelas academias desportivas, são cada vez mais as pessoas que optam por fazê-lo em casa.


Sérgio Martins, 30 anos, é professor de ginástica e desde os 10 que pratica desporto. Um elemento essencial na sua vida pessoal e profissional.

Há oito anos resolveu montar um ginásio em casa porque, apesar de dar aulas de kickboxing, spinning, aeróbica e body-combat, nem sempre dispunha de tempo suficiente para treinar.

“Como todos os anos participava em campeonatos nacionais de kickboxing, precisava treinar todos os dias várias horas. O acordo que tenho com os ginásios onde trabalho é que posso treinar três vezes por semana, o que para um atleta de alta competição é insuficiente. Por isso, decidi criar o meu próprio ginásio em casa, onde não tenho horários e regras estipuladas. Apesar de dar aulas num ginásio tenho máquinas em minha casa onde treino sempre que quero”.

 

Sérgio Martins sempre teve noção que montar um ginásio seria um projecto dispendioso, mas como atleta profissional o investimento compensa. “Comprar máquinas não é nada barato, mas compensa porque tenho um ginásio só para mim e depois de ter pago todo o material não tenho mais despesas. Num ginásio temos que pagar uma mensalidade que também não é nada barata”.

 

“Ter um ginásio em casa é muito dispendioso”

 

Não são só atletas de alta competição que investem em ginásios “domésticos”. Paulo Moço, de 28 anos, empregado de restaurante, decidiu criar o seu próprio espaço desportivo em casa. Sempre gostou de desporto e, enquanto estudava frequentou com regularidade um ginásio. Hoje, devido ao trabalho no restaurante ficou sem tempo para ir ao ginásio. “Criar o meu espaço desportivo em casa foi a solução mais fácil que encontrei para poder continuar a praticar desporto”, refere.

Paulo Moço concorda que ter um ginásio em casa é um projecto muito dispendioso porque todos os meses saem máquinas novas para o mercado e as que tem em casa vão ficando desactualizadas. Por outro lado, nunca pensou em abrir um ginásio para colocar a render o dinheiro investido nos seus equipamentos. “Acho que são coisas muito pessoais. Um ginásio é uma coisa muito cara e nem sempre é fácil lidar com todo o tipo de pessoas que vão a ginásios. Gosto de ter o meu ginásio só para mim”, conclui.

 

 

 

 

Na Primavera aumentam as vendas de equipamentos desportivos
 

Com a chegada do bom tempo as pessoas preocupam-se mais com o seu corpo. Mas, como nem sempre dispõem de tempo para ir ao ginásio, optam por comprar material desportivo e exercitarem-se em casa.

Manuel Galvão responsável pelo Departamento de vendas na Decatlhon da Amadora afirma que, cada vez mais pessoas vêm comprar equipamentos para fazer desporto em casa. “Durante os meses que antecedem o Verão e mesmo o início da Primavera, nomeadamente em Março, Abril e Maio, verifica-se um aumento nas vendas de materiais desportivos, em particular material para ginásios. Passadeiras, máquinas de musculação e bicicletas de manutenção, são os produtos mais vendidos”, refere o responsável.

Com o aproximar do Verão, a procura destes produtos aumenta porque é nesta altura que existe uma maior preocupação com a boa forma física.

Benfica quebrou hegemonia absoluta - PS ganha maioria absoluta

A perda da Junta de Benfica do Ribatejo para a CDU foi a única mancha na supremacia que o PS continua a ter no concelho de Almeirim. 

José Joaquim Gameiro de Sousa Gomes foi eleito para mais um mandato à frente da Câmara Municipal de Almeirim pelo Partido Socialista. Um resultado que veio ao encontro do que já se esperava, dada a hegemonia que o PS vem mantendo naquele concelho.

Mesmo assim a vitória não foi total, pois os socialistas viram fugir-lhes a Junta de Freguesia de Benfica do Ribatejo, recuperada pela CDU de Amândio Freitas. E, no geral, perderam votos face a 2001, apesar de terem mantido cinco elementos em sete no executivo camarário.

As novidades no PS são as entradas de Francisco Maurício e de José Carlos para os lugares de João Torres e de Domingos Martins. Sousa Gomes, Pedro Ribeiro e Joana Vidinha continuam. A CDU mantém-se representada por Manuela Cunha e Pedro Pisco foi eleito pelo PSD.

O PS venceu também para a assembleia municipal e não deverá ter dificuldades em fazer reeleger o seu cabeça de lista Armindo Bento para presidente. Comparando com 2001, os socialistas desceram 4% perdendo um mandato. O PSD também perdeu um mandato enquanto CDS/PP e CDU ganharam um mandato cada.

A CDU reforçou a votação neste concelho subindo 3% relativamente a 2001. O CDS/PP subiu quase 5% enquanto o PSD perdeu apoiantes, descendo 4%. A abstenção situou-se nos 48,6%, um nível elevado sensivelmente igual ao das últimas eleições.

Apesar da perda da presidência da Junta de Benfica, vivia-se um clima de satisfação na sede do PS em Almeirim. Algumas dezenas de apoiantes concentraram-se na sede socialista ao fim da tarde aguardando os resultados decisivos. Quando Sousa Gomes chegou o entusiasmo foi geral. Todos quiseram felicitar o presidente.

O autarca mostrou-se satisfeito com a noite eleitoral salientando que o resultado em Benfica do Ribatejo não esteve directamente relacionado com a gestão autárquica. “ Os problemas que a freguesia de Benfica está a passar com a seca são enormes. As medidas que o governo tomou, nomeadamente na economia e na agricultura, não foram do seu agrado. Tenho a nítida sensação que quiseram mostrar o seu descontentamento em relação ao governo”, refere.

Apesar de o PS ter descido o número de votos em relação às últimas eleições, o presidente reeleito mostrou-se confiante para o futuro. “ O executivo continua o mesmo. Vamos para o quinto mandato. Vamos continuar a trabalhar para o crescimento de todas as freguesias do concelho. Da nossa parte faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para melhorar todo o concelho”, concluiu Sousa Gomes.

A Revolução dos Cravos e a imprensa regional portuguesa


 

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No dia 25 de Abril de 1974, a Revolução dos Cravos pôs fim, em Portugal, a perto de 50 anos de ditadura e cedeu lugar à democracia. Tratou-se de um marco fundamental de toda a história contemporânea de Portugal, fechando assim o ciclo do imperialismo começado no século XV. O regime saído do 25 de Abril de 1974 trouxe liberdades, fechou o ciclo colonial e abriu caminho à integração europeia.

Por Paula Fidalgo

Desde 1926, que Portugal vivia sob a ditadura do senhor do “Orgulhosamente Sós”. Salazar governava o país como senhor absoluto desde 1933 até quase à sua morte em 1970. Mas o regime, sobrevive-lhe sob a direcção de Marcelo Caetano que durante cinco anos e meio sucede a Salazar, caricatamente afastado do poder em virtude de ter caído de uma cadeira em Setembro de 1968. A vida económica de Portugal, porém, encontrava-se desorganizada, devido às guerras coloniais, em África (Guiné Bissau, Angola, Moçambique) e o descontentamento económico e político da população, reprimido pela eficácia da polícia política de Salazar e Caetano não parava de crescer.

Contudo, foi o Movimento das Forças Armadas (MFA) – consciente do impasse colonial – que deu origem à Revolução dos Cravos. Revolução, essa, que trouxe ao nosso país progresso, desenvolvimento… Desenvolvimento não só ao nível da mentalidade das pessoas mas também no que respeita à imprensa regional portuguesa, até então censurada, dissecada, triturada…

No entanto, apesar do novo dinamismo que a Revolução dos Cravos trouxe à imprensa regional e não só, como é o caso da Lei da Imprensa, a verdade é que a imprensa regional comparada com outros países da União Europeia, nomeadamente França, Espanha, Alemanha, Itália fica muito aquém. Nestes países, os jornais regionais são muito fortes e têm grandes tradições. Por cá em vez de promoveremos a informação e o desenvolvimento cultural das diferentes regiões do país, estamos mais preocupados em produzirmos títulos ou nalguns casos folhetins (só em Portugal actualmente existem 900) -  que exagero!!! - e 350 estações de rádio. Títulos, esses, que surgem como cogumelos e muitos deles não têm sabor e funcionam como verdadeiros lobbies. E o caricato disto tudo é que apesar de termos tantos títulos, Portugal é o país da Europa onde se lê menos.

Já entre 1974 e 1986 era assim. Os órgãos de comunicação regional conseguiam atingir tiragens que ultrapassavam as dos jornais nacionais de maior influência como o Diário de Notícias, o Expresso, A Capital, entre muitos outros. No período em questão os quotidianos regionais de maior difusão eram além do Diário de Coimbra, os das regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

Além dos quotidianos regionais (Diário de Coimbra, Diário de Noticias do Funchal, e Açoriano Oriental), proliferavam inúmeras publicações locais, tal como hoje. Muitos deles diziam e dizem respeito a boletins de paróquias, associações, órgãos autárquicos ou clubes.

Após o 25 de Abril eram muito poucos os jornais diários ou semanários regionais que tinham ao seu dispor jornalistas profissionais nos seus quadros. Trinta anos depois o cenário ainda se mantém. Apenas jornais como “O Ribatejo”, “O Mirante”, “Vida Ribatejana” e o “Jornal do Fundão”, entre muitos outros possuem jornalistas com carteira profissional.

O sector no nosso país é também excessivamente subsidiado e salvo algumas excepções, peca por falta de qualidade e profissionalismo. Mas a “qualidade” que me refiro atinge-se pela livre e sã concorrência entre os títulos e não por injecção de dinheiro do Orçamento de Estado e da publicidade das autarquias locais.

Tal como há 30 anos, o modelo actual de imprensa regional é amador e proteccionista, ou seja, maior parte dos jornais sobrevivem devido a um proteccionismo do Estado … do subsídio dependência.

Além das carências graves em matéria de conhecimento da própria Lei de Imprensa, muitos jornalistas da Imprensa Regional apresentam também um fraco domínio das questões que tratam e um défice de objectividade informativa que os leva a não cruzarem fontes, a não testarem ou comprovarem a veracidade das informações que recebem.

A imprensa regional tem ainda outras fragilidades, que passam pela apresentação gráfica da publicação (geralmente pouca cuidada e exigente), pelo conteúdo redaccional (frequentemente voltado mais para os problemas nacionais ou para as tricas locais do que atentos aos verdadeiros casos das regiões), pela dificuldade em conseguir bons colaboradores ou correspondentes locais, pela pequenez das tiragens (quem as controla?), pela distribuição, pela publicidade. São muitas as empresas que ainda ignoram a imprensa regional e a publicidade institucional é feita sem critério de tiragem. Muitas vezes, a publicidade institucional vai para quem dá mais ênfase ao autarca que dirige os destinos da sua região…. ou ao burocrata de determinado organismo ou departamento estatal. 

Sendo o sector deficitário nos pontos já mencionados como é possível que existam tantas associações (5) de imprensa regional? Elas querem é arrecadar os incentivos o que o Estado atribui.

É também de salientar que grande parte dos órgãos da Imprensa Regional é propriedade da Igreja. Ela é sem dúvida um lobbie. Entre 1974 e 1986, segundo Mário Mesquita em “Portugal 20 Anos de Democracia”, o nosso país possuía “427 títulos de publicações entre os quais jornais (diocesanos), diários e semanários; jornais regionais, oficialmente designados de “inspiração cristão”, boletins paroquiais, publicações de congregações e institutos religiosos, publicações de movimentos e associações católicas, revista diocesanas e nacionais”.

A emergência das rádios locais

Passado o período revolucionário, o pós 25 de Abril caracterizou-se também pelo reforço do condomínio Estado/Igreja Católica, no que concerne à imprensa radiofónica. Durante o salazarismo, o Estado e a Igreja já exerciam, tal como na imprensa escrita, evidente domínio na rádio. Depois da restauração da democracia, esta tendência concentracionária agravou-se.

A RPD (Radiodifusão Portuguesa) acrescentou às redes emissoras da Emissora Nacional, o Rádio Clube Português, Emissoras Associadas de Lisboa, Emissoras do Norte Reunidas e a Rádio Ribatejo.

À Rádio Renascença foram autorizadas 14 novas frequências de onda média e onda curta, além de possuir uma poderosa rede FM.

Porém, o panorama modificou-se com o aparecimento das rádios livres, também chamadas locais, regionais ou mesmo “piratas”.

A tão prometida Lei da Rádio pelo programa do MFA (para antes da Constituição) levou tempo para aprovar (Lei 87/88 de 30 de Julho). Demora que fez com que as estações do Estado e da Igreja contra-atacarem, através da “regionalização” da RDP (Rádio Coimbra, Rádio Elvas, Rádio Algarve, Rádio Guarda, entre outras), enquanto a Renascença fundava a Voz do Alentejo e a Voz do Porto.

Foi neste contexto que foram atribuídas, a título provisório novas frequências FM à RDP e à Rádio Renascença (despacho exarado a 3 de Outubro de 1985).

Entre 1990 até aos dias de hoje foram inúmeras as alterações efectuadas neste sector. Estações que fecharam, que se associaram a outras, que foram vendidas, que alteraram o seu projecto inicial. Enfim, a rádio local está longe de encontrar o seu ponto de estabilidade na maior parte dos casos devido à falta de apoios financeiros.

Todavia, do ponto vista tecnológico, algumas rádios locais são protagonistas de mudanças importantes, como a TSF, nomeadamente com a introdução de equipamentos digitais e de sistemas de gestão informática. Os discos de Vinil foram rapidamente substituídos pelos CD’s e agora muitas delas apostam, simplesmente, nas PlayList. O Homem foi claramente substituído pelo computador… 

“Reforma da Comunicação Social e Regional”
para quando?

Por tudo isto e muito mais, a modernização tecnológica é um importante desafio a colocar à imprensa regional neste século XXI, que se abre para a era virtual e para o “espaço-on-line”, onde quem não entrar arrisca-se a desaparecer ou a perder-se no meio das auto-estradas da informação.

Em Junho de 2004, o Governo apresentou a tão esperada “Reforma da Comunicação Social e Regional”, que tinha como objectivo orientar o sector para um modelo empresarial. Pelo caminho, segundo anunciaram iriam ficar cerca de 50 a 100 meios locais e regionais, pois o Executivo considerava o número actual (900 títulos e 350 estações locais de rádios) excessivo face à União Europeia. Mas para quando estas alterações? Será que, após a saída de Durão Barroso para presidir a Comissão Europeia, o Governo se esqueceu? Estou certa que sim... Será que o novo Governo que saiu vencedor das eleições de 20 de Fevereiro irá pegar na “Reforma da Comunicação Social e Regional”.

E já agora, há muito, que o Governo sabia da existência de inúmeros títulos …. Se bem me lembro foi o próprio Estado que incentivou a criação de títulos e mais título, de que é exemplo o Porto Pago a 100 por cento.

Outra das novidades anunciadas pelo então ministro da Presidência, Morais Sarmento, prendia-se com a criação de um diploma sobre o porte pago que reduz os encargos do Estado de 80 para 50 por cento dos custos. Só nos últimos anos gastou-se com o Porte Pago uma média anual entre os 3 e os 4 milhões de contos.  

Durante muito tempo, o Porte Pago “a vaca sagrada” foi transformado num dos maiores lobbies que envolveu desde partidos, gráficas, a igreja, anunciantes e os proprietários dos títulos. 

Ainda no que concerne ao Porto Pago ele deveria funcionar como um incentivo à leitura, mas o projecto falhou. Também nunca houve um controlo das tiragens, mas sim falsificações de que é exemplo o grupo do diário 1º de Janeiro que inventou o “Recortes da Província”.

Outra das medidas que seria implementada passava pela auditação real das tiragens da cada jornal. Foi igualmente anunciado a criação de um programa de apoio à contratação de jornalistas e outros profissionais, bem como um plano de formação para o sector, e ainda iniciativas de promoção da leitura. Os media regionais iriam também ter acesso à informação da agência da Lusa a preços mais reduzidos, assim como um portal especializado em informação regional.

Alteração da lei da rádio também fazia parte dos planos. É que a legislação em vigor não estava em sintonia com a realidade, segundo anunciou, na altura, o ministro Morais Sarmento.

A alteração ia no sentido de uma maior liberalização da transmissão dos alvarás. As licenças e autorizações passavam a ter um prazo de 15 anos, podendo as rádios associar-se para a emissão de noticias.

As rádios generalistas poder-se-iam converter em temáticas e a emissão ininterrupta (24 horas) passaria para as 16 horas, entre outras medidas.

Oito meses depois e com a instabilidade que se vive no país, o certo é que nada foi feito para alterar o panorama da imprensa regional portuguesa.

Sem dúvida, que os órgãos de comunicação social regional e todos nós (jornalistas), perderemos algo se a “Reforma da Comunicação Social e Regional” não for avante.

COMUNICAÇÃO SOCIAL Novo regulador com lei publicada

A lei que aprova a nova Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) já foi publicada em Diário da República, mas só entrará em vigor quando os cinco membros (presidente, vice-presidente e três vogais) assumirem os cargos. A AACS será automaticamente extinta.
Consultar http://www.ics.pt/verfs.php?fscod=837&lang=pt

Mulheres ao leme

As mulheres já chegaram aos postos de comando da Marinha e assumem sem problemas o leme de navios de guerra. Isabel Gonçalves Bué e Ana Barbosa Queirós são duas jovens aspirantes a oficiais da armada.

A aspirante Ana Barbosa Queirós, 22 anos, entra a bordo da fragata Álvares Cabral. Faz continência ao militar de plantão e sobe com destreza os íngremes lanços de escadas do navio até à ponte. É a partir daí que a futura oficial da armada irá manobrar, dentro de alguns meses, o navio de guerra.

O serviço de oficial de quarto à ponte já faz parte do trabalho de estágio da aspirante, natural de Torres Novas, que este ano conclui o curso de administração naval.

No interior do navio Ana ou Barbosa Queirós, como é tratada na Marinha, partilha o camarote com uma oficial. É lá que tem instalado um computador portátil que lhe permite ir adiantando trabalho a qualquer hora do dia ou da noite.

O NRP F331 leva a bordo 200 elementos. Quinze são mulheres. A tripulação já se vai habituando à presença feminina, mas a ascensão das mulheres a este mundo é relativamente recente. Só em 1992 a Marinha Portuguesa abriu as portas da Escola Naval às mulheres, que hoje representam cerca de 20 por cento dos seus militares.

Actualmente só o curso de fuzileiros não tem elementos femininos. O capitão de fragata e chefe do gabinete de Relações Públicas, Luís Ramos Borges, explica que essa situação se deve à especificidade e exigência do curso, enquadrado nas forças especiais.

Atracada mais à frente, na base do Alfeite, encontra-se a corveta F 476 onde presta serviço a aspirante Isabel Gonçalves Bué, 23 anos, também natural de Torres Novas. O local preferido da futura oficial do curso de marinha é o hangar onde está normalmente o helicóptero que Isabel Bué tem o sonho de vir a pilotar. A primeira mulher já iniciou o curso de pilotagem e a jovem aspirante quer ser uma das senhoras que se seguem.

Uma visita à Escola Naval no final do ensino secundário despertou o interesse das duas camaradas para a Marinha. O gosto pelo mar de Ana Queirós e a paixão pelas fardas de Isabel Bué acabou por juntar as velhas amigas de escola na carreira de oficiais.

Depois de vários testes médicos, físicos, psicotécnicos e da verificação da aptidão militar naval a bordo do Navio Escola Sagres acabaram por ser escolhidas. Para superar as provas e competir com os candidatos do sexo masculino valeu a força de vontade. “É o mais importante para quem quer ficar cá. Não é difícil, mas é a adaptação a uma vida diferente”, descreve Ana Queirós.

Os pais apoiaram e o namorado de Ana Queirós também. Isabel Bué acabou por encontrar a sua cara metade já no interior da Escola Naval. Os amigos comuns das duas aspirantes contactam regularmente com a Marinha nos bailes organizados pela escola em cada final de ano.

Em média os elementos da armada estão quatro meses por ano fora da base. As jovens aspirantes sabem o que as espera como oficiais e não encaram a sua condição de mulher como uma limitação. Quando chegar a hora de constituir família e o relógio biológico despertar as aspirantes têm a possibilidade de fazer serviço em terra. Mas por agora a prioridade é a carreira naval.

Ana Santiago

Acessos a 384 Kbps em Santarém

O Kanguru da Optimus

A Optimus lançou a moda com o “Kanguru”, um acesso de banda larga para portáteis baseado na estrutura UMTS - a mesma utilizada nos telemóveis de terceira geração. Agora é a vez da TMN e da Vodafone apresentarem propostas semelhantes.

As duas operadoras modificaram as condições de acesso dos serviços “GIGA” e “Vodafone Mobile Connect Card”, respectivamente, que coincidem agora com as do “Kanguru”. Os tarifários são idênticos, 29,90 euros por mês, com 10 Gb de navegação incluída. Se aderir a qualquer um destes serviços até 31 de Dezembro, tem também navegação ilimitada da 1h00 às 7h00. Para poder usufruir de qualquer um destes serviços necessita ter um computador com leitor de placas PCMCIA que vem instalado por defeito nos portáteis. Mas, ao contrário do que as marcas indicam nas campanhas publicitárias, é também possível usá-lo nos computadores “desktop” lá de casa. Para isso só necessita de adquirir um leitor para este tipo de placas.

Os 384kbps funcionam apenas em condições ideais de cobertura. Em Santarém estas condições existem apenas em algumas zonas no planalto. Pelo que, na maior parte das vezes, poderá apenas ligar-se à velocidade GPRS, ou seja, 56Kbps, a mesma velocidade de uma linha telefónica normal.

As placas estão disponíveis ao preço de 99 euros para a Vodafone e Optimus e a 149 para a TMN. Na Vodafone há ainda a possibilidade de adquirir o equipamento por 149 euros, libertando o utilizador do contrato de permanência de um ano.

Marco Dinis Santos 

A importancia do sexo numa relação.

O sexo numa relaçao nao é tudo... mas sim apenas um complemento.

Existem muitas relaçoes que vivem em torno do sexo onde esses casais se esquecem do quanto é saudavel ter uma relaçao de amizade muito boa entre eles para alem da cama. Mas se dissermos que o sexo, por assim dizer, for feito com muito amor e carinho  e for sentido na verdade entao ai o sexo passa a ter um papel mais activo numa relação e é  importante nao deixar que ele diminua de interesse.Há que inovar a dois e para isso basta se deixarem levar pela imaginaçao para nao deixar cair na rotina a relaçao. Rotina essa que muitas das vezes acaba por ser o motivo pela qual muitos casais pedem a separaçao, pois juntamente com o stress do trabalho que as pessoas vivem nao vao adquirir através do amor  que os une a tal adrenalina de que tanto precisam e posteriormente a descompressao existente no final do acto.Quando se fala em inovar é escolher sitios diferentes para fazerem o Amor tais como, casa de banho, cozinha, dispensa,sotao,sala e muitas vezes fora de casa por exemplo de noite á beira mar, no meio da floresta, no carro, enfim libertem a vossa imaginaçao e façam muito amor, mesmo muito mas usem as devidas precauçoes.

Grupos de Comunicação: A panela de pressão

Por Paula Fidalgo


Em Portugal nos últimos tempos tem-se assistido a fusões, concentrações e cruzamento de investimentos nos media. São cada vez mais os grupos industriais, económicos e financeiros que lideram e dominam as diferentes actividades dos media, desde a imprensa escrita à rádio, passando pela “caixinha mágica” que mudou o mundo até à Internet. Grupos que não dominam apenas o mercado económico, mas também a publicidade, o mundo das ideias e da circulação da informação, condicionando o poder político, o funcionamento do regime democrático e a opinião pública.

Tal concentração está afectar não só o pluralismo da informação e da liberdade de imprensa, como também os jornalistas. Em causa estão valores como os direitos de autor dos jornalistas, os crescentes abusos de utilização de textos e peças jornalísticas em outras publicações do mesmo grupo detentor do jornal, rádio, televisão para que trabalham. A tão proclamada “convergência de sinergias” conduz à redução de efectivos e à precariedade do trabalho com as consequências nefastas que acarretam: “No campo da imprensa, o trabalho a prazo e a precariedade não são apenas questões laborais, mas antes questões de liberdade de imprensa” - Diana Andringa. 
Em causa fica também a autonomia dos próprios “contadores de estórias” sempre com o risco de, entrando em conflito com a administração, serem despedidos. E caso o sejam, estes jornalistas vão depois encontrar muitos obstáculos na procura de emprego, visto que o mesmo grupo é detentor de uma imensidão de órgãos de comunicação social.
Perante este cenário, é urgente que se tomem medidas para pôr fim à concentração desenfreada dos media, onde tudo funciona segundo uma lógica do dinheiro/lucro. É necessário que em Portugal se evite enquanto é tempo o exemplo italiano, onde apenas um jornal foge ao controlo do grande magnata da Comunicação Social, Silivio Berlusconi.
A concentração da propriedade dos media em meia dúzia de mãos é a nova forma de matar o jornalismo e, por consequência, os jornalistas. Ela tende a acabar com a diversificação dos conteúdos informativos, em nome do “aproveitamento das sinergias”.
Deve ser por isso, aliás, que hoje se fala cada vez menos em jornalismo e cada vez mais em “produção de conteúdos”, evidentemente que muitíssimo mais abrangente e onde cabe tudo.
A situação está a evoluir de uma forma preocupante. O Estado, na maior parte das vezes têm-se comportado como um mero espectador ou então quando intervém tem sido mais impulsionador da concentração do que regulador. Exemplo disso mesmo foi o caso Marcelo Rebelo de Sousa. No dia 11 de Outubro de 2004, o ex primeiro-ministro, Santana Lopes fez uma declaração à hora dos telejornais para a iludir a comoção que varia o País após a conturbada saída de Marcelo da TVI. Os condimentos de Santana Lopes para tentar adoçar o coração dos portugueses foram o anúncio de medidas sempre caras aos eleitores: aumentos de salários na Função Pública, subida das pensões e baixa do IRS. Durante 14 minutos Santana Lopes falou evitando qualquer pergunta incómoda dos jornalistas.
A reviravolta é típica da forma de actuar dos consultores de marketing político, aqueles que os norte-americanos e britânicos já designaram por spin-doctors. “Fabricar” factos, domesticar os media ou, quando tal se torna impossível dispensá-los, eis a cartilha de qualquer spin-doctors que se preze.
Relembro também, que em Setembro de 2003, o Bloco de Esquerda (BE) apresentou na Assembleia da República, um ante-projecto lei sobre a concentração da propriedade de meios da comunicação social. Contudo, o mesmo nem sequer subiu a plenário porque a maioria rejeitou problematizar o assunto. Será que agora Francisco Louçã, líder do BE irá ressuscitar o projecto? Esperamos que sim!!!
A concentração dos meios de informação conduz-nos inevitavelmente à manipulação da informação. É fundamental que os jornalistas saibam para quem trabalham e quem controla a informação que consumimos. Questionar a matéria jornalística, privilegiar um assunto em detrimento de outro, deve ser um direito e consequentemente um dever de qualquer cidadão.
Enquanto estudante de Comunicação Social e cidadã não posso e não quero ficar indiferente. Penso que esta polémica deveria ser alvo de um debate público sério e rigoroso, assim como merecer a devida atenção do poder político que parece estar adormecido perante a gravidade da situação que se nos apresenta.
Hoje, tal como defende Ignacio Ramonet, na sua obra Tirania da Comunicação, para os patrões da indústria, do entretenimento e da comunicação, “a informação é concebida como uma mercadoria”. Tudo está sujeito às leis do mercado, da oferta e da procura. Leis que se sobrepõem a outras regras, nomeadamente cívicas e éticas. O que interessa é a profusão de alianças sem fronteiras, de fusões e concentrações.
Esta nova estratégia está a mudar claramente os conceitos da informação, actualidade da informação, o tempo da informação e a veracidade da informação.~

Em Portugal nos últimos tempos tem-se assistido a fusões, concentrações e cruzamento de investimentos nos media. São cada vez mais os grupos industriais, económicos e financeiros que lideram e dominam as diferentes actividades dos media, desde a imprensa escrita à rádio, passando pela “caixinha mágica” que mudou o mundo até à Internet. Grupos que não dominam apenas o mercado económico, mas também a publicidade, o mundo das ideias e da circulação da informação, condicionando o poder político, o funcionamento do regime democrático e a opinião pública. Tal concentração está afectar não só o pluralismo da informação e da liberdade de imprensa, como também os jornalistas. Em causa estão valores como os direitos de autor dos jornalistas, os crescentes abusos de utilização de textos e peças jornalísticas em outras publicações do mesmo grupo detentor do jornal, rádio, televisão para que trabalham. A tão proclamada “convergência de sinergias” conduz à redução de efectivos e à precariedade do trabalho com as consequências nefastas que acarretam: “No campo da imprensa, o trabalho a prazo e a precariedade não são apenas questões laborais, mas antes questões de liberdade de imprensa” - Diana Andringa. Em causa fica também a autonomia dos próprios “contadores de estórias” sempre com o risco de, entrando em conflito com a administração, serem despedidos. E caso o sejam, estes jornalistas vão depois encontrar muitos obstáculos na procura de emprego, visto que o mesmo grupo é detentor de uma imensidão de órgãos de comunicação social. Perante este cenário, é urgente que se tomem medidas para pôr fim à concentração desenfreada dos media, onde tudo funciona segundo uma lógica do dinheiro/lucro. É necessário que em Portugal se evite enquanto é tempo o exemplo italiano, onde apenas um jornal foge ao controlo do grande magnata da Comunicação Social, Silivio Berlusconi.A concentração da propriedade dos media em meia dúzia de mãos é a nova forma de matar o jornalismo e, por consequência, os jornalistas. Ela tende a acabar com a diversificação dos conteúdos informativos, em nome do “aproveitamento das sinergias”.Deve ser por isso, aliás, que hoje se fala cada vez menos em jornalismo e cada vez mais em “produção de conteúdos”, evidentemente que muitíssimo mais abrangente e onde cabe tudo.A situação está a evoluir de uma forma preocupante. O Estado, na maior parte das vezes têm-se comportado como um mero espectador ou então quando intervém tem sido mais impulsionador da concentração do que regulador. Exemplo disso mesmo foi o caso Marcelo Rebelo de Sousa. No dia 11 de Outubro de 2004, o ex primeiro-ministro, Santana Lopes fez uma declaração à hora dos telejornais para a iludir a comoção que varia o País após a conturbada saída de Marcelo da TVI. Os condimentos de Santana Lopes para tentar adoçar o coração dos portugueses foram o anúncio de medidas sempre caras aos eleitores: aumentos de salários na Função Pública, subida das pensões e baixa do IRS. Durante 14 minutos Santana Lopes falou evitando qualquer pergunta incómoda dos jornalistas. A reviravolta é típica da forma de actuar dos consultores de marketing político, aqueles que os norte-americanos e britânicos já designaram por . “Fabricar” factos, domesticar os media ou, quando tal se torna impossível dispensá-los, eis a cartilha de qualquer que se prezeRelembro também, que em Setembro de 2003, o Bloco de Esquerda (BE) apresentou na Assembleia da República, um ante-projecto lei sobre a concentração da propriedade de meios da comunicação social. Contudo, o mesmo nem sequer subiu a plenário porque a maioria rejeitou problematizar o assunto. Será que agora Francisco Louçã, líder do BE irá ressuscitar o projecto? Esperamos que sim!!! A concentração dos meios de informação conduz-nos inevitavelmente à manipulação da informação. É fundamental que os jornalistas saibam para quem trabalham e quem controla a informação que consumimos. Questionar a matéria jornalística, privilegiar um assunto em detrimento de outro, deve ser um direito e consequentemente um dever de qualquer cidadão.Enquanto estudante de Comunicação Social e cidadã não posso e não quero ficar indiferente. Penso que esta polémica deveria ser alvo de um debate público sério e rigoroso, assim como merecer a devida atenção do poder político que parece estar adormecido perante a gravidade da situação que se nos apresenta.Hoje, tal como defende Ignacio Ramonet, na sua obra , para os patrões da indústria, do entretenimento e da comunicação, “a informação é concebida como uma mercadoria”. Tudo está sujeito às leis do mercado, da oferta e da procura. Leis que se sobrepõem a outras regras, nomeadamente cívicas e éticas. O que interessa é a profusão de alianças sem fronteiras, de fusões e concentrações. Esta nova estratégia está a mudar claramente os conceitos da informação, actualidade da informação, o tempo da informação e a veracidade da informação.


 

A musica de dança

A musica de dança teve o seu grande boom em portugal nos anos 90. Ao principio era apenas uma pequena minoria que seguia este novo estilo musical mas depressa se foi alargando e comecaram entao a ter lugar as grandes festas. Os locais escolhidos para estas festas eram lugares misticos como Castelos, estaleiros, seminarios e outros locais paradísiacos escondidos no nosso País de descobertos para divulgar esta nova sonoridade em portugal.

Em 1994 já existia referencias a nivel do djing em portugal, tais como o dj Vibe,na altura conhecido como Tó Pereira , dj jiggy, xl Garcia , Joao Daniel, Luis Leite entre outros. Com o passar dos anos a musica de dança começou a separou-se em varios estilos, Tecnho , House , Drum&Bass, trance, etc.

O estilo mais consumido pelo party people foi mesmo o House music, pois os dj's de referencia da musica de dança em portugal tambem optaram quase todos por esta sonoridade levando assim com eles um vasto publico. Foi entao que os Clubs eDiscotecas começaram a apostar em força no trabalho dos dj's, quer a nivel nacional quer Internacional, dando aos seus clientes noites unicas e repletas de glamour. Dentro do estilo do house music existe algumas variedades como o Deep House, house , happy house, tribal , dark, undergraund, hard house. No ano 2000 estava na moda ser dj e entao notou-se um forte crescimento destes artistas o que só veio melhorar o panorama da Danc Scene nacional, pois o party people começou a ser mais exigente e ai aumentou o grau de perfecionismo dos artistas. A produçao já era algo que muitos dos dj's nacionais ja tinham exprimentado e inclusivé lançado desde maxis a albuns, mas cada vez mais o mundo da produçao entrava na vida dos dj's como um complemento e uma forma de se tornarem conhecidos alem fronteiras, posteriormente arranjando gig's em clubs e discotecas. Presentemente Portugal está bem representado no que diz respeito a dj's e produtoes , sendo o dj vibe o melhor dj e produtor a nivel nacional e uns dos melhores a nivel Mundial. a Danc Club é a unica revista em portugal de dança e que dá a conhecer um pouco da vida destes artistas, embora numa ou noutra revista da noite aparece uma entrevista a um ou outro dj.A MUSICA NAO TEM SEXO foi as palavras da melhor dj a nivel nacional , Miss Sheila foi uma das pioneiras na vertente do djing feminino. Miss sheila , miss Pink , lady M , tania pascoal , miss blondie ,kika lewis, joana pinho, sao as melhores referencias a nivel nacional.Hoje em dia ''elas'' ja tem lugar nas cabines dos melhores club's do mundo. Muito mais se poderia actrescentar aqui mas prometo numa proxima vez iremos continuar e nomeadamente nao esquecer de falar do vjing pois hoje em dia esta na moda tambem.

 

outubro 21, 2005

Hoje voltou a chover!...

Seis e meia da manhã. Ela levanta-se e vai até à sala. Há resmas de papel espalhadas por cima da secretária. Senta-se à frente do computador, chávena de chocolate na mão e cachecol enrolado ao pescoço, e escreve a primeira frase no ficheiro vazio.

Inverno.jpg

 

Seis mil caracteres depois a manhã já vai adiantada. Encosta-se à janela de vidro, por onde escorrem demoradamente as gotas de água, e observa o ambiente na praça. Está transformado num lamaçal. Ao longe vislumbra-se uma coluna de fumo que emana de um fogareiro artesanal.

 

 

Desce as escadas de madeira do prédio e dirige-se à mulher que vende castanhas. Sob as gostas vagarosas que caem do céu vai descascando os frutos estaladiços. Está um óptimo dia para comer castanhas. Hoje voltou a chover…

 

 

Ana Santiago

 

 

[[http://somaisesta.blogspot.com/]]

 

 

NOITADAS

PESSOAL APAREÇAM SABADO 22 NO K2 CLUB NO CARTAXO PARA OUVIREM DJ LADY M RESIDENTE NO IMPERIO ROMANO. LADY M VAI INCENDIAR O K2 CLUB COM A SUA MUSICA.

SABADO 22 TAMBEM É DIA DE FESTA NO FRA EM SANTEREM COM UMA EXELENTE VIP PARTY COM A DJ MISS PINK IN THE MIX ALL NIGHT SET

DEPOIS DISTO TUDO '' AFTER HOURS'' COM DJ MIKA-L KENNY AKA JP E DJ SANXO

NAO FALTEM EU PAGO UM COPO

ASS: SAMUKA

A gripe das aves e a dependência do colectivo

Com a previsível disseminação da gripe das aves nos humanos e a cada vez mais provável hipótese de mutação do vírus, que passará a ser transmissível de pessoa para pessoa, o mais certo é que a nossa sociedade entre no caos.  gripe e colectivo.jpg

Esse caos é tanto mais potenciado quanto mais dependentes estamos uns dos outros do ponto de vista social, colectivo ou de massa. O que não deixa de ser curioso, tendo em conta que as sociedades de hoje tendem a ser cada vez mais individualistas.

Imagine-se Lisboa privada de autocarros, metro,comboio, barcos e aviões. Quem diz Lisboa dirá o resto do país, mais ou menos dependente do tal colectivo. Talvez o isolamento de muitas localidades sirva agora para alguma coisa! Isto se só tivermos em conta o impacto nacional.

Ao verificar-se o estado de pandemia vaticinado, o cenário ensaísta e ficcionado, ou visionário, de Saramago no seu "Ensaio Sobre a Cegueira" está bem mais perto da realidade do que se supunha e deixa a dúvida: até onde irá, ou conseguirá ir, a nossa humanidade num panorama semelhante ao retratado na sua obra?.

Maguida [http://voxtagus.blogspot.com]