abril 17, 2008

Flow, my tears

Andreas Scholl canta Flow my tears de John Dowland.

Flow, my tears, fall from your springs!
Exiled for ever, let me mourn;
Where night's black bird her sad infamy sings,
There let me live forlorn.

Dawn vain lights, shine you no more!
No nights are dark enough for those
That in despair their lost fortunes deplore.
Light doth but shame disclose.

Never may my woes be relieved,
Since pity is fled;
And tears and sighs and groans my weary days
Of all joys have deprived.

From the highest spire of contentment
My fortune is thrown;
And fear and grief and pain for my deserts
Are my hopes, since hope is gone.

Hark! you shadows that in darkness dwell,
Learn to contemn light
Happy, happy they that in hell
Feel not the world's despite.


Publicado por sol em 08:05 PM | Comentários (8)

abril 15, 2008

tudo começa

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                                           Roteiros ― Escrever, Viajar e Morrer com os Gregos

«Tudo começa na margem do continente de onde vão partindo os filhos com o fogo materno, onde esperam regressar um dia ainda que, por vezes, mal amados e acolhidos. Tróia, os excelentes heróis, o cansado Ulisses com um roteiro de regresso imenso, mapa imaginário das primeiras aventuras pelo Egeu, Mediterrâneo ou Atlântico e, contudo, uma recepção fria. Tróia, ainda, dos poetas sem escrita e sem sono, de prodigiosa memória, bastidor de imaginação, cédula essencial do passado, relato urgente e conciso das origens, a requisitar, no dealbar da época arcaica. E os outros sábios, parentes dos xamanes mais antigos, não gregos...
Ainda o tema da viagem, excursão da alma numa flecha, numa ave, e o regresso excelente, prestigiado, pelo desvelar do passado, do presente ou do futuro. Sempre através do aforismo, da poesia, um relato-mistérico.»

                                                                                                                        José Augusto C. Ribeiro Graça - Biblioteca Digital, FLUP

Publicado por sol em 07:53 PM | Comentários (18)