abril 30, 2006

Do Esquecimento

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Oh circe circe de lentas folhas
faz do esquecimento o brilho furtivo das maçãs
a pequena orgia da chuva na vidraça
os dentes miúdos da carícia.

Eugénio de Andrade, Véspera de Água, Editorial Inova, Porto, 1973

Publicado por sol em 11:50 PM | Comentários (6)

abril 03, 2006

Rock'n Dollars

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                 William Sheller, Rock'n Dollars, 1975


                        
            Comme je m'ennuie de toi

Ce n'est pas que le temps soit plus mauvais qu'hier
Mais je préfère rester chez moi,
A me parler de toi, oh, oh, oh...
Comme je m'ennuie de toi.

Ce n'est pas que mes amis m'abandonnent
Mais je les emmerde au téléphone
A leur parler de toi, oh, oh, oh...
Comme je m'ennuie de toi.

Tu m'as dis sors un peu et va au cinéma
Pendant que je ne suis pas là
Et je n'verrais que toi, oh, oh, oh...
Comme je m'ennuie de toi.



                     
           Oncle Arthur et moi

Juste après l'automne qui suivit sa guérison
Oncle Arthur et moi
On jouait aux soldats
Il avait pris les commandes de l'avion
Juste après sa guérison.
C'est un souvenir, qui vient comme ça en passant
Oncle Arthur et moi
C'est bien loin déjà.
Il m'a appris la clarinette, en vingt leçons,
J'aimais mieux l'accordéon.
Juste un souvenir comme ça.
Une image d'autrefois.

William Sheller

Publicado por sol em 11:56 PM | Comentários (14)

abril 01, 2006

Admirável mundo novo

Escola entregue ao Patronato


[...] o que realmente conta não são as empresas do negócio da educação, sector relativamente fraco da economia, mas sim os interesses dos sectores capitalistas dominantes, dos grandes empregadores, para os quais é o sector público que tem de formar o capital humano – mas segundo os seus desideratos. [...]


                         escola-eb1-gralheira.bmp


O Livro Branco sobre os alunos dos 14 aos 19 anos, publicado em Fevereiro de 2005 pelo governo britânico (...) prevê uma orientação para o ensino profissional aos 14 anos, sob a direcção do patronato: «Queremos pôr os empregadores no posto de comando, para que eles tenham um papel decisivo na fixação dos percursos educativos e na definição pormenorizada do conteúdo dos diplomas». Ou seja, uma base de conhecimentos vendidos ao desbarato, sem ciências sociais, sem humanidades, sem línguas vivas e sem artes. Uma espécie de equivalente educativo do salário mínimo – e com lógica, visto ser para aí que essa base há-de levar os alunos dos estratos populares.

Richard Hatcher, Director de investigação na Faculdade de Ciências da Educação, University of Central England, Birmingham, Reino Unido

Publicado por sol em 11:11 PM | Comentários (14)