abril 26, 2004

Ajenidad

El sentimiento de la desposesión radical – no poseer lo que se tiene, no vivir la vida sino su remedo o aparencia –, la percepción del tiempo como una amenaza destructiva, la experiencia de lo que podríamos llamar ajenidad – percibir la existencia como algo lejano que nunca será nuestro del todo; ni siquiera nuestros cuerpos y almas los sentiremos como proprios.


Ángel Rupérez, El Mundo como Meditación, Introduccion a Luis Cernuda, Antología Poética, Espasa Calpe, Madrid, 2002

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abril 23, 2004

O rigor

AngeloSousa.JPG


O rigor do verão quase
extinguiu os pequenos
oásis do coração:
nenhum
de nós conseguiu dobrar
o lume, acariciar
o tigre, desviar a sombra
dos lábios - arder
era afinal a nossa vocação.

Eugénio de Andrade, Rente ao Dizer , 2ª ed, 1992

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abril 21, 2004

Sol do Côa

soldocoa-luisribeiro.jpg
outras fotografias de Luís Ribeiro em: 1000imagens

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abril 20, 2004

Les copains d'abord

Para os meus amigos Amélia Pais e Daniel Francoy.

brel-ferre-brassens.JPG


Au bois de mon coeur

Au bois d'Clamart y'a des petit's fleurs
Y'a des petit's fleurs
Y'a des copains au, au bois d'mon coeur
Au, au bois d'mon coeur

Au fond de ma cour j'suis renommé
J'suis renommé
Pour avoir le coeur mal famé
Le coeur mal famé

Au bois d'Vincenn's y'a des petit's fleurs
Y'a des petit's fleurs
Y'a des copains au, au bois d'mon coeur
Au, au bois d'mon coeur

Quand y'a plus d'vin dans mon tonneau
Dans mon tonneau
Ils n'ont pas peur de boir' mon eau
De boire mon eau

Au bois d'Meudon y'a des petit's fleurs
Y'a des petit's fleurs
Y'a des copains au, au bois d'mon coeur
Au, au bois d'mon coeur

Ils m'accompagn'nt à la mairie
A la mairie
Chaque fois que je me marie
Que je me marie

Au bois d'Saint-Cloud y'a des petit's fleurs
Y'a des petit's fleurs
Y'a des copains au, au bois d'mon coeur
Au, au bois d'mon coeur

Chaqu' fois qu'je meurs fidèlement
Fidèlement
Ils suivent mon enterrement
Mon enterrement

...des petites fleurs...
Au, au bois d'mon coeur...


Georges Brassens

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abril 15, 2004

Chuva na primavera

China_secXVIII_marfim.jpg

Pesadas cortinas duplas no quarto de Mo-Ch'ou.
Deitada, o frio do anoitecer, pouco a pouco cresce.
A vida que partilhou com a deusa foi apenas um sonho:
Nenhum jovem visita a casa da donzela.
O vento e as ondas não se apiedam das folhas frágeis do castanheiro do lago.
Quem adoçará, ao luar e no orvalho, as folhas da acácia, já sem cheiro?
Repetimo-nos que o amor é sempre insensato -
E ainda que o desgosto é uma loucura lúcida.


Li Shang-Yin, Chuva na Primavera e Outros Poemas, Selecção e tradução de José Alberto Oliveira, Colecção Gato Maltês, Assírio & Alvim, Lisboa, 2001


Publicado por sol em 09:51 PM | Comentários (10)

abril 08, 2004

Sincelo

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e ardem no sincelo

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