junho 19, 2012

A Roupa Nova do Imperador

(Também n'O Insurgente.)

Há três meses, depois de assistir a uma datada e bolorenta récita de La Clemenza de Tito de Mozart, prometi a mim mesmo não voltar a entrar no Teatro Real de Madrid enquanto à sua frente estiver Gerard Mortier. Depois dos estragos feitos em Paris e em Nova Iorque, Mortier parece empenhado em deixar a sala de ópera da capital espanhola sem uma gota de credibilidade. Entre produções que há muito deveriam estar arquivadas, como o já citado Tito do casal Herman, e encomendas que resultam num ultraje à reputação do teatro, como a gracinha de Alain Platel de Março passado, quando levou os indignados do 15-M para o palco do Real e recebeu, em troca, uma real pateada, o panorama é mais do que desolador. Talvez por isso, o público, no sábado, não ocupava dois terços da lotação (e caiu para metade após o intervalo). E eu, rompendo a minha promessa porque dois ou três assuntos trouxeram-me mais uma vez a Madrid, ali estava no meio de tão incauto público, para assistir a uma nova versão de L’incoronazione de Poppea de Monteverdi, da autoria de Philippe Boesmans. Mas o desastre não foi a música.

O encenador Krzysztof Warlikowski apresentou em 2008 em Paris a sua visão do Parsifal de Wagner. For me, the return of the prodigal son in Act II of Parsifal recalls a character in Rossellini’s Germany Year Zero: the demobilised SS who live hidden in the Berlin ruins to avoid being taken prisoner by the Occupation authorities, disse o encenador polaco numa entrevista. Vai daí, recorreu ao filme de Rosselini e projectou no palco uma sequência de imagens da II Guerra Mundial. Muito bem, Wagner, anti-semitismo, Hitler, nazismo, Furtwangler e o diabo a quatro. Podíamos fingir que é tudo muito original e aceitar o que Warlikowski nos oferece. É aborrecido e pouco criativo mas não insulta (muito) a inteligência dos espectadores. O problema é que Krzysztof Warlikowski repete a dose com L’incoronazione de Poppea. E, para o caso de algum espectador mais distraído não perceber a mensagem do cenário e do prólogo (uma sequência de lugares-comuns com a caução intelectual de Hobbes, Wittgenstein e outros pesos-pesados da artilharia filosófica), espeta-nos com imagens do Olímpico de Berlim em plena ascensão do nazismo, e vai enchendo o palco, enquanto a trama se desenvolve, com o mais óbvio imaginário neonazi. Resultado: somos obrigados a assistir a duas obras que coreem em sentidos paralelos, inconciliáveis. Uma, é a extraordinária ópera de Monteverdi, com um libreto complexo, rico, belo, shakespeariano. A outra é apenas um insuportável arroubo de um artista sofrível que viu a luz e que agora julga ter como missão doutrinar a audiência.

Isto nem seria muito grave se não se desse o caso de ser uma prática comum nos teatros europeus. Há uma certa classe de criadores progressistas que, sem cultura, sem uma ideia do passado, insistem em destruir as obras clássicas só porque julgam ter uma mensagem importantíssima que deve ser transmitida aos pobres incréus. E com o dinheiro dos outros, de preferência. Também por aqui passa a decadência europeia.

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Carlos M. Fernandes, Roma, 2011

Carlos Miguel Fernandes

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junho 05, 2012

Figos com Presunto

Há pratos que vamos cozinhando durante meses. Ou porque a receita se auto-organiza lentamente com uma mistura de estímulos externos, memória e cultura gastronómica. Ou porque a ditadura das estações nos impõe longos períodos de espera: pela Primavera das favas, pelo Outono das setas, pela ovulação do peixe-galo. Outros apresentam-se quando menos esperamos. Saímos pela manhã para comprar tomates na nossa mercearia favorita e, como estamos em Junho e no Mediterrâneo, estão ali uns figos deslumbrantes a olhar para nós. Chegados a casa, só há que cortá-los em quatro, salteá-los em azeite, colocá-los no prato com tiras de presunto, regar com azeite e vinagre e comer. A felicidade está nos detalhes.

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Carlos Miguel Fernandes

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junho 02, 2012

Abstracting the Abstract

(O meu novo trabalho de arte generativa, baseado num modelo de inteligência artificial com características stigmérgicas.)

Swarm art is is a contemporary trend in which artificial intelligence models with swarming behavior are employed for generating artworks or ornamental objects. Abstracting the Abstract is a swarm art project that uses an ant-based clustering algorithm called KANTS as a central piece of a creative environment that generates abstract “interpretations” of famous nonfigurative paintings of the early and mid-twentieth century. The proposal continues a line of work that I have initiated in 2008, which deals with art and science, distributed creativity, digital data and swarm systems. Meanwhile, the Abstracting the Abstract project moves that line of work from the figurative to the abstract.
In 2008 I began to use an artificial ant colony system — originally proposed in 2000 by Vitorino Ramos and Filipe Almeida — as a tool for exploring the boundaries of photography, creativity and authorship. Although I have been working with photography since the mid-1990s, I used Ramos and Almeida's swarm system for recreating photographs taken by other authors, some of them anonymous (as in Timor Mortis Conturbat Me , presented in an art gallery in Lisbon, in 2008), others with a body-of-work that is central to the History of Photography (like The Horse and the Ants , inspired by Eadweard Muybridge, and presented in several art shows since 2009). In order to describe the system and its close relationship with photography, I coined the term pherographia, which means drawing with pheromones.
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Carlos M. Fernandes, Abstracting the Abstract #2, 2012 (after Wassily Kandinsky).
Pherographia is an interesting basis for investigating the concept of authorship, but it is limited, in the sense that the result of its application to any image is a figurative vision of that same image, without added value by the swarm, except a sketch of the original photo. KANTS explores another level of computational creativity and swarm art. (...)
While my practice with pherographia intended to give an alternative perspective of the real, Abstracting the Abstract uses KANTS for generating a second-order abstract imagery (...)
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Carlos M. Fernandes, Abstracting the Abstract #5, 2012 (after Joan Miró).
With this work, I propose a wide-range distributed creativity, which involves several agents: the drawings are, in part, generated by the original painting/author, since the data samples are the raw material that shape the environment, and in part created by the swarm and its local rules, from which global and complex behavior emerges. My role is to set the parameters, trigger the system and wait for the results to appear.

Carlos Miguel Fernandes

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maio 30, 2012

Homens

Os homens não são animais gregários (das mulheres não falo). São seres solitários que por vezes se juntam em bandos, com laços fortíssimos, para cumprir as tarefas essenciais à sobrevivência (caçar, lutar, beber num bar). Só isso. Nos demais capítulos do livro da vida são ilhas à deriva em mares de tranquilidade e de borrascas. Acessórios, não necessitam muitos. Um livro, um cão, a pena e o tinteiro. Uma estrada ou um porto como ponto de fuga. E a solidão e o silêncio, porque a solidão e o silêncio são a síntese do homem culturalmente evoluído. Estarmos convencidos do contrário é um dos sintomas da infantilização do mundo. Diria mais: é um sintoma da crescente feminização das sociedades. E como sem o motor do recolhimento voluntário não há civilização, um dia pagaremos um preço amargo por este mundo tagarela, infantil e superficial.


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Carlos M. Fernandes, Serra Nevada, 2012

Carlos Miguel Fernandes

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maio 23, 2012

Criaturas Viscosas

É um espectáculo recorrente e chega até a ser ternurento, este duvidoso candor da “elite” portuguesa da banda larga. Uns, tão indignados hoje, eram tão compreensivos ontem com os ardis do chefe. Outros, no lado oposto da barricada, são tão compreensivos hoje, quando ainda ontem apontavam o dedo ao prevaricador de serviço. Nada de novo. A coluna vertebral não é uma vantagem evolutiva nas águas putrefactas do pântano chamado Portugal, e é, por essa razão, uma característica rara no código genético português. Já o Primeiro-Ministro, de quem se esperava umas pedradas certeiras no charco, perdeu uma boa oportunidade para contrariar a ideia de que a III República portuguesa é uma anedota interminável cujas personagens centrais são sempre os bufões liberticidas. E de que não é apenas um títere menor num governo que, afinal, é comandado pela velha escola. A escola do compadrio, da indigência moral e intelectual, e do exercício de um poder matreiro, viscoso e cobarde.

Carlos Miguel Fernandes

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maio 15, 2012

Terra

Conhecia bem aquele dorso branco: o Veleta, como uma lua em quarto crescente despenhada e semienterrada, o radiotelescópio apontado aos limites da galáxia, a lagoa de Yeguas por detrás, invisível desde o mundo terreno, mas sempre ali, perpétua e serena. Podia dizer em que mês estava só pelas lágrimas de neve das cotas mais baixas, agora ondulantes, moldadas pelo degelo, noutras alturas afiladas de neve fresca. Mas sabia também que as estações, em tão olímpico lugar, são apenas o disfarce que encobre o ritmo geológico. Ali em cima não existe tempo, pensou. E lá em baixo, ao largo do enorme maciço bético que agora contemplava, os homenzinhos, patéticos na sua insignificância, nascem, vivem, morrem, em gerações atrás de gerações, em civilizações erguidas e derrubadas, em guerras com pausas para a paz, num fogo destruidor e regenerador que nunca chega até aquelas atmosferas rarefeitas onde as pegadas da criatura solitária são ainda mais efémeras. Não há lugar para os homens na eternidade. E com esta certeza baixou a cabeça e pousou-a sobre a mochila.

Estava sozinho, na antecâmara da alta montanha, deitado sobre um imenso prado verde. Duas águias sobrevoavam o vale, até desaparecerem, camufladas por um cabeço ocre. Diante de si, o refulgente dorso branco, o telescópio, o Veleta. E o silêncio, apenas interrompido pelo ocasional voo picado de algum moscardo de primavera. Um homem tem que subir uma montanha ou perder-se no mar para encontrar a solidão e ter uma ideia minimamente consistente sobre si próprio. Lera isso em algum livro. Ou talvez fosse apenas uma das suas notas, escritas com letra ébria ao balcão de um bar de má morte. Não se recordava. Mas escreveu outra nota, mental: não vivemos, somos apenas testemunhas do mundo. E logo levou a mão ao bolso para confirmar se tinha dinheiro trocado. Há uma altura da vida, reflectiu, enquanto sentia o metal inerte entre o indicador e o dedo médio, um derradeiro período, depois de enterrados os machados de guerra e os primeiros fantasmas, em que devemos levar sempre uma moeda no bolso. E ainda que cem anos de solidão não lhe parecessem um mau projecto, acreditava que um homem livre deve ser sempre dono do seu destino. Assim, a moeda, ou para Caronte ou para o fundo do Estige.

Carlos Miguel Fernandes

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maio 02, 2012

Cortejo de Imbecis

O regime definha, arrasta-se, destrói vidas e sonhos, e que pede a maioria da opinião pública portuguesa? Mais. Mais Estado, mais controlo, mais veneno. E rebelam-se contra quê? Contra qualquer tímida reforma deste mutualismo entre o vírus abrilista e uma célula salazarista que, inevitavelmente, descambou num parasitismo trágico. Nas barricadas que se vão montando, a receita é igual, só varia o tempero: de um lado, exige-se mais socialismo; do outro, entre conversas de café “no-tempo-do-salazar-é-que-era“ e análises mais “ponderadas” e amparadas por números, fazem-se outros apelos liberticidas. Mas os maluquinhos são os liberais (perdão, neoliberais). Esses sim, são fanáticos, utópicos, egoístas e parece que agora até comem crianças ao pequeno-almoço. Enfim, a inteligência da espécie humana é um conceito muito sobrevalorizado, já sabemos. Que siga a palhaçada e o desfile dos imbecis.

Carlos Miguel Fernandes

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abril 29, 2012

Memória Externa

As fotografias e as notas são roteiros do passado que ajudam a encontrar um refúgio quando nos perdemos no vasto mar cognitivo. Mas para isso é preciso voltar a elas, às fotos e às notas, com regularidade, vasculhar arquivos, revirar caixas em busca de apontamentos esquivos, abrir e fechar pastas, virtuais e reais, sem método, como quem navega privado de mastro e vela. Ontem encontrei um bloco-de-notas delgado e pouco maior do que uma carta de jogar, com a capa gordurosa e vincada, que levava comigo na digressão de Junho de 2011 por Filadélfia, Nova Iorque e Nova Orleães. Ali tenho anotada a morada do Praline’s Connection (543 Frenchman St., New Orleans), onde comi Gumbo Zaire, Crawfish Étouffée e uma exótica Fried Aligator Sausage, naquele derradeiro mini-festim com o qual, desolado, me despedi da Big Easy; ficou também uma nota sobre a primeira impressão que me causou a exposição de Sean Landers na galeria Friedrich Petzel (535, W 22nd St., New York), “um palhaço, o mar, tempestades, calmaria, início e fim…”; e uma Coney Island Albino Python White Lager que bebi não sei em que taberna esconsa de Manhattan; e Elliott Erwitt, New Orleans, 1949 apontado numa das páginas, antes de Ruth Gruber e Photography and Anthropology, Christopher Pinney; e, principalmente, o cartaz que estava pendurada por trás do balcão da lendária White Horse Tavern da rua Hudson do Village nova-iorquino e que dizia isto: To all employees: Jim has no friends or family. Be suspicuous of anyone clayming otherwise.

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Elliott Erwitt, New Orleans, 1949

Carlos Miguel Fernandes

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abril 26, 2012

Terna é a Noite

Detour (1945), de Edgar J. Ulmer, conta a história de Al Roberts, um homem preso entre dois destinos, um pianista de taberna que, quando nos é apresentado, já olha para os melhores anos, os da esperança e do vigor, pelo retrovisor de um carro desgovernado. Talentoso, mas lúcido, acaba por render-se e assumir o fracasso, e foge de Nova Iorque, rumo ao sonho americano, ao oeste, a uma família adiada. Fica pelo caminho, entregue às teias que um universo amoral tece.

Somos as escolhas que fazemos. Mas também há lances forçados, aqueles que nos obrigam a recuar uma, duas, dez jogadas, para termos uma ideia de qual foi o passo em falso e o momento da derrota. Demasiado tarde para emendar a mão, resignamo-nos, enterramos os nossos mortos e pagamos as nossas contas, e aprendemos então a guardar os fantasmas em caixas bem arrumadas, que retiramos do armário das memórias só para recordar o circo de destroços que é o passado. E ficamos a ver o mar, nada mais do que o mar, desde uma varanda imaginária, enquanto soa um piano e uma valsa de Chopin cuja harmonia é perturbada pelo boogie-woogie de uma mão direita trocista e imponderável.

Carlos Miguel Fernandes

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abril 25, 2012

Sociedade Politicamente Correcta, Sociedade Sem Cultura

(Também n'O Insurgente)

Muy buena es la mujer si no tuviese
ojos con que llevar tras sí la gente,
si no tuviese lengua maldiciente,
si a las galas y afeites no se diese.

Si las manos ocultas las tuviese,
y los pies en cadenas juntamente,
y el corazón colgado de la frente,
que en sospechando el mal se le entendiese.

Muy buena, si despierta de sentido;
muy buena, si está sana de locura;
buena es con el gesto, no raída.

Poco ofende encerrada en cueva oscura,
mas para mayor gloria del marido
es buena cuando está en la sepultura.

Francisco de Quevedo, Inconvenientes de las mujeres


Arturo Pérez-Reverte, ex repórter de guerra, excelso prosista e cronista sem medo do zeitgeist, esteve ontem em Granada, no Auditório Manuel de Falla, para uma conversa com Rafael de Cózar y Pepe Belmonte. Retenho dois pontos do encontro que marcou o início do IX Festival Internacional de Poesia de Granada: 1) O “politicamente correcto” é um sintoma de uma sociedade sem cultura; 2) Se nos fechassem durante três dias ali, no Manuel de Falla, sem água, sem luz, sem comida, logo começaríamos a matar, a roubar, e a violar. Pensem nisso quando virem a feminazi do Chiado, que não sabe lidar com as suas neuroses, a gritar contra a linguagem machista ou a sociedade patriarcal. Pensem nisso quando virem o “progre” pedante do Lavapiés madrileno a fazer o elogio do multi-culturalismo, contra a elite cultural fascista. Ali vão os alarves sem cultura, sem passado, sem biblioteca, prontos a queimar qualquer obra que apresente o mínimo sinal de incompatibilidade com uma doutrina que não tolera diferenças ou desvios, mesmo quando essas diferenças já deveriam estar esbatidas pelas brumas da História. Ali vão os filisteus que, apesar de se sentirem muito superiores ao vizinho, para o qual olham de soslaio com a arrogância de quem nunca pensou duas vezes sobre as suas certezas, se comportariam como qualquer ser humano quando postos numa situação limite. Ou ainda pior, porque, e pegando numa feliz frase de Pérez-Reverte, cultura também é não gritar quando o avião cai. Mas é precisamente isso, berraria e histeria, aquilo que vamos vendo nas praças e primaveras de todo o mundo.

Carlos Miguel Fernandes

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abril 23, 2012

Facebook

Trabalho pessoal, História da Fotografia, foto-livros, exposições e tudo o que tenha a ver com fotografia. Em "estrangeiro", numa página do Facebook: Carlos M. Fernandes - Photography.

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Carlos M. Fernandes, Córdoba, 2011

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NYC

Nova Iorque. 2001 e 2011. Sete imagens que não descrevem coisa alguma, a não ser um sonho, uma passagem, a silhueta frágil de uma cidade em permanente processo transformação. Sete imagens impressas pelo autor em papel baritado, 10x15cm, virado a selénio para maior estabilidade em arquivo. Fotografias datadas, assinadas e numeradas no verso. Guardadas em papel Munktell com ph neutro e 100% algodão. A caixa, "ephemera" do Metropolitan Museum, foi comprada no Cloisters, NY, Fort Tryon Park. Edição limitada: 1 (+1 para arquivo do autor).

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Carlos M. Fernandes, Nova Iorque

Carlos Miguel Fernandes

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