A ler

O Ponto de Encontro Cineclubista

Pontode Encontro CineclubistaA ler, o excelente site brasileiro Ponto de Encontro Cineclubista, que nos foi indicado por Felipe Macedo, a quem desde já agradecemos pelas informações que nos prestou.

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Cineclubismo no Brasil

Como prometido, num comentário a um dos primeiros posts, divulgamos mais um site sobre o movimento dos cineclubes no resto do mundo, desta feita um excelente  site sobre o cineclubismo e cineclubes no Brasil, A ler aqui.

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Hipólito Duarte - Fundador do Cine-Clube do Porto

O Movimento dos Cineclubes - Hipólito Duarte Cardoso de CarvalhoA ler, aqui. Uma excelente recolha de documentos e imagens, feita por António Pedro Oliveira de Carvalho, acerca de Hipólito Duarte Cardoso de Cavalho, o fundador do Clube Português de Cinematografia. Criado em 1945, este clube, que passaria a designar-se por Clube Português de Cinematografia - Cine-Clube do Porto, a 27 de Março de 1948, tornar-se-ia no modelo e na grande referência de todos os cineclubes portugueses criados posteriormente.

Agradecem-se quaisquer outros contributos para as biografias em elaboração.

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Páginas sobre Ernesto de Sousa

 Ainda a propósito de José Ernesto de Sousa, ler o post ginas sobre Ernesto de Sousa, no blogue  Estudos sobre o Comunismo, de José Pacheco Pereira, com vários links para outras páginas sobre o mesmo artista e o texto biográfico de José António Salvador, publicado no Diário Popular, a 7 de Outubro de 1988, e que também aqui reproduzimos de seguida.

 

JOSÉ ERNESTO DE SOUSA nasceu em Lisboa, em 1921, e nos anos quarenta frequentou a Faculdade de Ciências para ai organizar a exposição de arte negra da Associação de Estudantes. Militava, então, no MUD Juvenil, organização política da resistência antifascista, onde o PCP desenvolvia uma participação significativa a par de outras correntes de opinião.

Amante das artes e entre estas do cinema, Ernesto de Sousa foi pioneiro na animação cultural, contribuindo para a implantação do movimento cineclubista no nosso país a partir da década de 50, ao fundar o primeiro cíneclube entre nós, o Círculo de Cinema.

O cinema apaixona-o e dirige a revista «Imagem». Em 1962 nasce do seu talento um filme que marcou o cinema português: «Dom Roberto», com o actor Raul Solnado. Como afirmou um grande crítico, Alves Costa, «é talvez arbitrário considerar Dom Roberto o filme charneira. O certo é que a partir dali a história do cinema português seria outra».

Ernesto de Sousa, no silêncio do seu comedimento, fez outra história para o cinema português.

Como fez outra história para as artes por onde viajou: - encenações no TEP, cursos de formação artística na Sociedade Nacional de Belas-Artes.

Nos anos 60, quando se preparava para se deslocar a Cannes e aí receber o Prémio da Crítica pelo seu filme «Dom Roberto», foi detido pela PIDE ficando preso na cadeia do Aljube.

Nos anos de chumbo a liberdade era coisa por conquistar. E o direito à diferença, estrangulado pela violência da ordem imposta.

Escreve, lê, pinta, fotografa, filma, teatriza, vive numa busca constante da beleza inesperada. Instalações, exposições e happenings fazem parte do seu itinerário nos anos 70 e 80.

Atravessa-o o 25 de Abril quando já tinha sido preso três vezes pela PIDE: em 48, numa reunião do cineclube, mais tarde por ter visitado a URSS e a última vez quando foi impedido de receber o prémio em Cannes.

«Foi a minha terceira prisão», declarou a Rui Ferreira e Sousa. «Eu estava no Aljube. Vesti- me com o fraque que iria levar a Cannes e fui contando vários episódios. Todos os companheiros estavam a ouvir-me contar e ler poesia: operários e até guardas. Então, os presos confeccionaram um diploma para me oferecer e premiaram, assim, a realização de 'Dom Roberto'. Foi muito bonito».

Pode dizer-se que o objectivo supremo deste homem foi fazer da vida uma coisa bonita, como quem respira. Conheceu Bazin, Agnés Varda, Resnais. Estudou Sartre, Merlau-Ponty e Rosa Ramalho. Conheceu por dentro o neo-realismo como o surrealismo. Não impôs a si próprio fronteiras ideológicas e deixou que a cultura o atravessasse sem tréguas.

Filma poemas de Herberto Helder, faz exercícios sobre poesia de Almada Negreiros, Luísa Neto Jorge, Herberto e Cesariny no Primeiro Acto de Algés, com música de Jorge Peixinho e a sua imaginação.

Recupera painéis de Almada Negreiros, em Madrid. É comissário por Portugal para a Bienal de Veneza em 1980, e vive no silêncio da sua serenidade.

José António Salvador

 

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«Uma Conversa com Ernesto de Sousa»

A ler na revista electrónica Babel, editada por Leonel Moura, esta curiosa entrevista com José Ernesto de Sousa (fundador do Circulo de Cinema, director da revista Imagem e realizador do filme Dom Roberto) gravada por Moura em 1988, ano em que viria a morrer Ernesto de Sousa, «com o objectivo difuso de fazer um livro».

Leonel Moura avisa que «não se trata tanto de um depoimento autobiográfico, mas antes da minha própria interpretação de uma longa conversa». Deixamos aqui um excerto dessa conversa, com muitas incorrecções históricas pelo meio, a que havemos de voltar, e uma interpretação no mínimo curiosa acerca das relações entre o cineclubismo e o cinema novo.

Cogumelos

«O movimento dos cineclubes tinha um carácter de resistência ao sistema. Não era um braço público do Partido Comunista, como por vezes se pretende, mas era realmente uma resistência no sentido de fazer coisas. A partir dos dois ou três pioneiros, começaram a nascer por todo o país, tornou-se uma rede. Criaram-se como cogumelos. Ia a Sacavém ou a Pavia e bastava apresentar-me como cineclubista para virem logo os cineclubistas da terra ter comigo.

Fundei o primeiro do país, o Círculo de Cinema, muito antes do cineclube do Porto que também foi um cineclube universitário. Depois a polícia prendeu-nos porque pensava que fazíamos as circulares do Norton de Matos. Na tentativa de refazer o cineclube, apercebi-me que tinha a ajuda de uma determinada organização política. Sem saber de nada. Organizaram-se quatro encontros nacionais de cineclubes. Os três primeiros foram inteiramente livres. O quarto já foi presidido pelo senhor do SNI, que resolveu arranjar um regulamento tipo para os cineclubes. Tentavam recuperar o movimento, antes que se tornasse uma coisa terrível para eles. Houve quem aceitasse esta ingerência, e outros não.

O primeiro encontro teve lugar em Lisboa. Foi muito interessante ver pessoas de todo o país convergirem para debater assuntos de organização e de cinematografia.

O cineclubismo representou um momento de cultura que precedeu, e não foi por acaso nem nada que não se tivesse previsto, a eclosão de um cinema novo.

O filme D. Roberto é um pouco separado do resto. Os outros cineastas tomaram caminhos diferentes. Mas é certo que o cinema novo estava no horizonte e os cineclubes foram a sua base.

O cineclubismo começou a diminuir a sua importância quando as autoridades passaram a tentar controlá-lo. Mas também, porque o objectivo principal profundo, embora não explícito, era atingir uma autonomia cinematográfica em Portugal. Quando se começaram a fazer filmes diferentes dos que então se faziam, essa autonomia foi finalmente conseguida [...]».  

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La vanguardia cinematográfica en el cine-club español

O artigo de Alberto Sánchez Millán, La vanguardia cinematográfica en el cine-club español y "La Gaceta Literaria" : (nota informativa), também publicado nas Actas del III Congreso de la A.E.H.C., San Sebastián, Filmoteca Vasca, 1991, pp. 435-439, e reproduzido digitalmente na Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes.

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As origens do cineclubismo na Argentina

Como tínhamos prometido, num dos comentários a um post anterior, vamos também tentar divulgar informações sobre a história do cineclubismo no resto do mundo. Começamos por indicar o artigo de Jorge Miguel Couselo, «Los orígenes de cineclubismo en la Argentina y "La Gaceta Literaria"», originalmente publicado nas Actas del III Congreso de la A.E.H.C., San Sebastián, Filmoteca Vasca, 1991, pp. 435-439, e reproduzido na Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes.

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