junho 19, 2012

806 - MINHA CABANINHA

ALAGOAS-BRASIL.jpg

MINHA CABANINHA

Construí uma cabaninha
Junto ao mar calmo e salgado
À entrada na sua portinha
Desenhei um amor sonhado

Vivo dentro da cabaninha
Na minha praia de mil sois
E lá, na areia fininha
Vejo-me acariciar lindos caracóis

E Nesse sonhar de simpatia
Beijo, perfeitos olhos verdinhos
É na cabaninha cheia de magia
Que escondo estes segredinhos

Aí, imagino meu mundo de ilusões
Escondido no imenso universo
E num feitiço de sensações
Acho-o tão bonito e perverso

Prefiro a praia dos mil sois
Onde construí a cabaninha
E á noite deitado entre lençóis
Sonho o amor até de manhãzinha

Esta é a minha vida ansiada
Também sonhada como futuro
Dentro da cabaninha engraçada
Aguardo por um doce amor puro

Um dia, do mar ele surgirá
Será uma sereia bonitinha
Comigo, decerto se casará
E felizes, viveremos na cabaninha

De: Fernando Ramos
12.4.2007


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805 - TEU FUTURO

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TEU FUTURO

Disseste-me que ias ao encontro
De teu futuro
Sorri,
E em ti acreditei!
Não julgues que o procurar,
Não é bem duro
Porque isso é, e eu bem sei
Tens um enorme mundo, p’la frente
E por ai, o vais encontrar
Mas será que tudo em ti, irá mudar?
Ou apenas o teu acreditar,
Deseja nova oportunidade
Para dela desfrutar

Ao dares com o teu futuro
Lembra-te dos teus fantasmas brancos
Porque apesar do teu partir
Eles, vão andar por aí,
Sempre por aí, p’los cantos
Decerto, os irás sentir no teu porvir
Sei que queres viajar
P’lo mundo inteiro
À descoberta do sonho,
E outras gentes conheceres
Mas recordo-te, que na vida
Está primeiro as tuas origens,
Que te ofertaram bons saberes

E se na procura do teu futuro, ansiado
Decidires voltares, para meu espanto!
Ficarás meu amigo, já avisado
Que as coisas por aqui,
Não mudaram assim tanto

De: Fernando Ramos
12.4.2007

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junho 18, 2012

804 -SOLIDÃO COMPANHEIRA

SOLIDÃO COMPANHEIRA

As palavras não se soltam
Da minha garganta
Soluços secos abanam meu corpo
Como uma árvore ao vento
Na minha frente vejo um mendigo
E um nó na alma se revolta
Por este triste quadro
Que me retalha o coração
Olho o pobre deitado no chão
E o que vejo, são dias difíceis
E vou meditando
Sobre a miséria humana
Como é possível!

Pessoas, por ele vão passando
E nem sequer o olham
Nem fazem um mínimo esforço
Para ver o infeliz homem
Que lhe falta um mundo
Com olhos de amor e de verdade
Metido naquele quadro tão solitário
Ele, deitado numa caixa de cartão
Que é seu leito do momento
Num dia frio de Outono

Nem faz o mínimo movimento
E nem deverá pensar em dali partir
Sabendo que se o fizer
Apenas lhe espera as indeterminaveis
Linhas tortas da vida
Mesmo que queira partir
Daquela solidão, certamente
não poderá
Mas para onde iria o pobre infeliz?
Pergunto a mim mesmo!

O mundo gira, gira à sua volta
Com correrias para cima, e para baixo
Sem que as pessoas
Dêem umas pelas outras
Mostrando que apenas
Estarão tão sós como o homem
Ali deitado na calçada
Mergulhado na louca dor
que nunca lhe será curada
Sentindo o futuro fugir-lhe
Para algum lado sem regresso
Sobrando-lhe apenas
A solidão companheira
Pobre mundo que tratas tão mal
Os teus filhos!

de: Fernando Ramos
10.4.2007

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junho 17, 2012

803 - A ESTRELA DO CÉU DE MARIA

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A ESTRELA DO CÉU DE MARIA

Todos disseram p’ra ir em frente
E nem sequer olhar pró lado
Porque Maria
Vive a vida à beira do precipício
E eu curioso
Cismei nessa observação
E de cismar em cismar
Finalmente disse a Maria
P´ra poupar sua vida
Desse abismo nefasto
Ela olhou para mim
Sorriu, e deu o passo em frente
Sem ainda me dizer:

"Aquele precipício
Era a sua estrela do céu
E o seu magnifico absurdo"

Morrendo Maria, sozinha
Sem glória, sem perdão
Com a dor da desilusão
No estranho silêncio da cobardia

De: Fernando Ramos
09.04.2007

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junho 16, 2012

802 - INCERTEZA POÉTICA

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INCERTEZA POÉTICA

Voando na minha cálida poesia
Lembro bons momentos, e de turbilhão
São dilemas, factos, ou alegria
Ocorridos na pobre inspiração

Na mente, disperso dados reais
Ou então, a mais pura imaginação
Ela é aberta a momentos fulcrais
Que navegam na lágrima da emoção

Vão sobrevivendo em meus versos
Estrofes criadas em meu olhar
Trazem luz, e enredos dispersos
Que em livros pretendo divulgar

Mas serão boas as minhas fantasias
Que na poesia transformo em ilusões
Ocorre-me dúvidas, em margens frias
Dos sonhos semeados nas inspirações

E nesta divagante incerteza poética
Vai crescendo uma feliz vontade
De escrever mais, p’ra gente céptica
As ideias que giram em liberdade

Só assim direi ao céptico mundo
Como é extraordinário sonhar
Que se preparem, porque os inundo
Com meus versos, de vida e pensar

Assim vou passando os dias
Na boa vontade de escrever
Transformando poemas, em guias
P'ra esses, que andam mal sem saber

De: Fernando Ramos
3.4.2007

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junho 12, 2012

801 - DIAS DE POESIA

CHUVA-1.JPG

DIAS DE POESIA

Levanto-me cedo
E olho para o céu
Umas vezes o vejo limpo
Outras, negro, dum negro opaco
Agarro num papel e lápis, e escrevo
Expressando em poesia
Ideias, lamentos e alegrias
É a minha coragem
P’ra desabafar, e alertar
É o meu silêncio de dizer
Que me deixa ver a vida sem ilusão
Fazendo-me lembrar, e passar
Pró papel branco, todos os momentos
Bons, e menos bons
E aqueles que perduram no coração

Lá fora, bátegas de água alagam jardins
E vejo a chuva bater, bater, bater
No vidro da janela
São gotas de água, a desmaiar
Não se sabendo bem para onde vão
E o sol, vai espreitando, espreitando
Com vontade de me aquecer
E ouço o vento medonho dizer:
“Não vás por aí, não corras
Pára, e contempla a natureza
Que transporta alegria, e fragrâncias
P’ra corações quentes e abertos
Repletos de dias de poesia”

Dias de poesia...
São sonhos, conduzindo a vida
Até ao fim do prazer mais soberbo
O prazer da paixão, espreitando
A imaginação da arte mais pura

DE: Fernando Ramos
30.3.2007

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junho 11, 2012

800 - BARCOS DE SOLDADOS

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BARCOS DE SOLDADOS

Vejo barcos ao longe, vejo barcos
Nas ondas que bailam na fina espuma
Leva magotes de soldados magros
Que a injustiça enrola na bruma

São homens de bem, como outros
Cujo seu mal foi nascer pobre
As espingardas os esperam nos portos
Que p’las pontas tantas vidas consome

Tantos barcos repletos de medo
Tantas vidas de destino fugido
Tantos ódios que vão batendo
Tantas almas de futuro perdido

Os homens são todos iguais
Mas a cor do dinheiro, senhores a cor!
Divide o mundo em partes desiguais
Chorando a vida, peçonhento pavor

Sua esperança, essa não tem fim
Neste mundo de amanhã incerto
Ela é um sonho livre voando por aí
Nos bons, que deste mal vai desperto

Tantos barcos repletos de medo
Tantas vidas de destino fugido
Tantos ódios que vão batendo
Tantas almas de futuro perdido

O mundo nesta miséria gira
Tanto sangue escorre a seus pés
O senhor do mal vai tocando a lira
E os soldados suplicando no convés

de: Fernando Ramos
31.3.2007

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junho 10, 2012

799 - ÉRAMOS TANTOS

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ERAMOS TANTOS

Há certas alturas na vida, que a saudade
Nos dá uma pancada forte no coração
Que nos vai deixando de rastos
Porque fios de memória nos assaltam
Vindos não se sabendo bem de onde
Na minha juventude, em minha casa
Ali para os lados de Alvalade
Éramos tantos, muitos mesmo
Éramos dezassete, e por vezes mais
Quando mais alguém aparecia
Éramos uma verdadeira família,
Apesar de muitos
Não éramos a família perfeita
Como nenhuma é
Mas éramos uma família no sentido
Mais lato da palavra
Irmãos, éramos nove, mais pai e mãe
Avó, três primos, tio e tia
Era o que se pode dizer, uma casa cheia
E até, também nos fazia companhia
Um ou outro cão rafeiro, que
Nós os miúdos levávamos lá para casa
Já não falando da passarada
Que nos pareciam tão felizes como nós
Todos se sentavam à mesma mesa
E escusado será dizer, que era uma festa
Éramos os reis da vida, pobres mas reis
Hoje dava tudo só p’la felicidade
Desse quadro da altura
Agora, ainda me lembro
De como éramos tão unidos
Apesar de lá em casa entrar
Parcas moedas dos salários
Dos meus pais, e tios
Fazendo eles autênticos milagres
Para dar de comer a tanta boca
Hoje já quase que não se pode dizer
Como dizia minha mãe:
“Onde comem dois... Comem três”
Mas ali, esse número
Era sempre a multiplicar
Hoje já não somos tantos
Pais, tios e avós já não estão cá
E nós, irmãos e primos, cada um
Tem a sua vida e seus filhos
E já vai sendo mais difícil
Vermo-nos todos ao mesmo tempo
A não ser, para um ou outro momento
E por vezes, bem difícil é esse momento
Que saudades eu tenho
Do tempo, onde éramos tantos
E tão felizes

De: Fernando Ramos

De: Fernando Ramos
30.4.2007

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junho 07, 2012

798 - QUEM ÉS TU LUA

lua e ponte.jpg

QUEM ÉS TU LUA

Quem és, quem és lua branca
Que p’ra todos, sorris com teu espreitar
Não és feitiço, e esse olhar encanta
Tantos seres prontos p’ra amar

Nunca serás rosa, nem pura mulher
Mas és o brilho que o mundo aceita
E de ti, um grande amor quer
Teu observar que bem o deleita

És a lua nova, ou lua cheia
Em noites soberbas de alegria
Vista por ti, a paixão semeia
Eterna vida de formosa magia

És a lua de todos os vencedores
E alumias os jardins das ruas
Onde namorados anseiam amores
Embriagados em paixões lindas e nuas

Teu futuro é relido nas estrelas
Que também são graciosas
De dia não se consegue vê-las
Mas contigo na noite, são bem curiosas

De: Fernando Ramos
28.3.2007

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junho 06, 2012

797 - POESIA DE AMOR

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POESIA DE AMOR

Ainda se escreve poemas de amor
Como se escrevia antigamente
Alguns são cantados p’lo trovador
Com fervoroso sentimento ardente

A poesia leva a beber a emoção
Já foi no passado, e é no presente
Inspirada na ilimitada paixão
Da chama imensa incandescente

É a pura satisfação maior
Do poeta sábio e inspirador
Torna a tristeza um fim menor
Com mensagens de esplendor

O poema é a brasa que não morre
E vai aconchegando um coração
O amor, dele se socorre
Nos dias negros de solidão

Não há poemas inspirados à toa
Porque o amor, por eles padece
É escrita errante terna e boa
Que ao poeta tanto envaidece

Na poesia vai a beleza de viver
E doces momentos p’ra desfrutar
Vêem do génio do bem escrever
A imaginação do saber e do amar

Poesia será sempre a voz da ânsia
Num querer sem ilusão
Nela a esperança não se cansa
E mora bem pertinho do coração

De: Fernando Ramos
26.3.2007

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junho 05, 2012

796 - NOSSOS FILHOS

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NOSSOS FILHOS

Os filhos amam-se assim que
Que se sente a sua existência
Acarinham-se até demais
Desde esse momento
Porque aí, o único sentido
É o amor permanente
Com que os confortamos
Dá-se lhe mimos desde o nascimento
Até eles mais tarde nos dizerem, chega!

Mas nós num cantinho do cérebro
Reservamos sempre o colo para eles
Nosso amor é dado a todas as horas,
Minutos, segundos, é sempre dado
Está lá sempre o nosso amor
Mesmo que depois,
E por algum tempo
Nos falte a sua retribuição

Preocupamo-nos p’los seus
Choros, p’las suas ânsias,
P’los seus sonhos
E vejam lá... Por momentos
Até pelos seus sorrisos de paixão
E por vezes, doentiamente
Por todos os seus gestos
Que são quase o nosso viver
E ficamos demasiadamente felizes
Quando os vemos contentes
Com a nossa presença,
Ou com o nosso carinho

Nosso coração vive permanentemente
Na presença deles, mesmo que não
Estejam junto de nós
Mentalmente, e em algumas ocasiões
Estupidamente da maneira obsessiva
Queremos os ter sempre à nossa volta
Esquecendo que eles crescem
Mas nós, vemo-los do mesmo modo
São sempre os nossos Anjos
Independentemente da idade

Para nós, os filhos desconhecem
Toda a malícia da vida, e a maldade
E pensamos que se nos dizem uma mentira
É sempre e apenas uma "mentirinha"
Sem qualquer tipo de importância

Ficamos felizes, mas mesmo felizes
É quando eles nos dizem
O que queremos ouvir por toda a nossa vida
“Eu vos amos, pai e mãe”
É aquele momento mágico
Que mexe com todo nosso interior
Por vezes, cheio de mágoas e injustiças
Porque em certos momentos
Somos brindados injustamente
Por aqueles quem mais amamos
Os nossos filhos!

De: Fernando Ramos
30.3.2007

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junho 04, 2012

795 - NOSSA LUA CHEIA

casal a chuva.jpg


NOSSA LUA CHEIA

Ouvir tua voz
É melaço em meu peito
É um doce de cereja
Que se desfaz na boca
Um dia ao ouvir-te,
Todo meu mundo
Se virou do avesso
E jurei que te amaria p’ra sempre
E ainda agora quando te ouço
Meu coração dispara
Num torvelinho endoidecido

É como se regressasse ao tempo
De quando te conheci,
Que sobre a chuva impiedosa
Num jardim da cidade
Te disse p’la primeira vez
Que te queria
Nunca me canso de te amar,
Meu amor
E apesar de já ter passado
Algum tempo, nossas noites
Continuam a ser como da primeira
E sem poréns, tontamente
Nossos corpos passam de dois,
A ser apenas um
Num sentimento puro e guloso

Te quero tanto, meu amor
Quero apenas,
Mais momentos de felicidade
E que a tua presença,
Seja uma lua cheia p’ra minha vida
A nossa lua cheia

De: Fernando Ramos
09.3.2007

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junho 03, 2012

794 - AMO AS ÁRVORES

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AMO AS ÁRVORE

Quero beijar todas as árvores
Abraçar todas as árvores
Ama-las como se ama a natureza
Elas são o meu respirar
E vou sempre deseja-las
Desde a raiz até ao topo

Vou ama-las em toda a sua imensidão
Amando seus troncos
Que um dia serão tábuas
Do meu refúgio na eternidade

Amo a árvore, e seus filhos
Como se fossem meus
Amo seus frutos
Que me saciam no mais belo manjar

Amo-as quando o sol já vai alto
Poque são a sombra do meu viver
Não as trocando por qualquer
Momento de ilusão

Bem sei que elas são agrestes
E bravas como a serra
Ao mesmo tempo são finas
Como as rosas
E tão dóceis como o amor

As árvores das florestas são pérolas
E um sorriso em mil palavras
São um passado dentro do presente
São o futuro dentro do mundo
E haja o que houver
Vão estar sempre lá
P´ra dar o gozo deste mundo
De seres maravilhosos
Como nós

DE: Fernando Ramos
08.3.2007

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junho 02, 2012

793 - FLORES DESEJADAS

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FLORES DESEJADAS

Desejam-se jasmins e rosas
Em cores graciosas e garridas
São gotas frescas e vistosas
Das primaveras floridas

Nascem em verdes jardins
Tantas flores de lindos tons
Mas são rosas, e jasmins
Que embelezam corações bons

São como melaço num peito
Ofertadas com imenso amor
Vivido num sonho perfeito
Em aveludada noite de calor

P'’los jardins, elas são vistas
Por quem, as tanto quer
Oferecem-nas em cores mistas
A uma doce e graciosa mulher

Lindas, flores desejadas
Alegram toda uma vida
Por alguém, são plantadas
Na sua sabedoria desmedida

E em vistosos exuberantes jardins
Repletoe de belas flores
As rosas e os lindos jasmins
Brotam fragrâncias infinitas de amores

De: Fernando Ramos
06.03.2007

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junho 01, 2012

792 - ANDA COMIGO MEU AMOR

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ANDA COMIGO MEU AMOR

Anda comigo meu amor
Vamos ao céu, nosso ninho contemplar
Lá num sol sentiremos o calor
Dos sonhos que à terra nos faz voltar

Cá em baixo, junto da multidão
À toa nos amaremos no meio dela
Aí, não ganharemos a negra solidão
Nem a tristeza nos deixará sequela

Assim a paixão, terá sua oportunidade
De nos seguir p'la vida fora
Desejamos ser eterna a felicidade
Que nos fará amar, a toda a hora

"Anda comigo, meu amor
Vamos ao céu nosso ninho contemplar
Lá num sol sentiremos o calor
Dos sonhos que à terra nos faz voltar!

Seremos tão felizes no nosso lar
Ali, os filhos nos sucederão
Teremos tempo p’ra no jardim desfrutar
Toda a caminhada da nossa união

Deus será eterna testemunha
Sua vontade é por nós superada
Como a pauta que o maestro compunha
Na sinfonia que nos estava destinada

"Anda comigo meu amor
Vamos ao céu nosso ninho contemplar
Lá num sol sentiremos o calor
Dos sonhos que à terra nos faz voltar"

De: Fernando Ramos

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791 - AMOR VAGO

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AMOR VAGO

Amor vago bem definido
Será quimera de momento
Numa utopia ficará diluído
Trazendo ao coração, triste alento

Nascerá no lugar que se combina
Com a luz, para um olhar infinito
Navegará num rio de água cristalina
Onde o aclamarão num puro grito

Será numa onda, onde tudo se inicia
Que nesse amor se verá claridade
Tão branca, tão bela como a luz do dia
Mas numa uma vida vincará a saudade

Viverá num longínquo areal
Onde se afrontam sonhos de sedução
Será um momento, puro e irreal
Que perdurará na escuridão

O amor vago, se irá perder
Na magia dum coração
É no sonho que irá vencer
Esse momento, de pura ilusão

De: Fernando Ramos
03.03.2007



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maio 31, 2012

790 - DOR QUE DESESPERA

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DOR QUE DESESPERA

Vem a doença que desespera
E dela eu pobremente padeço
Chega quando não se espera
É um mal que não mereço

Ela sufoca e me cala
Em dias de tanto sofrer
Vem num alento que exala
Dor até enlouquecer

Esta ânsia em que ando
São as trevas de minha vida
Irá embora não sei quando
A tristeza pálida e vencida

Oh! Dor que carrego
Porque fazes mal viver
Sentir-te, me deixa cego
Pró final, que me irá vencer

De: Fernando Ramos
02.3.2007

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maio 30, 2012

789 - O ROSTO E AS NOITES

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O ROSTO E AS NOITES

Cai a noite triste e escura
Em rosto ferido p’lo algoz
Nesse tormento, paz se procura
Sem juras de vingança feroz
E na noite negra, negra como breu
Ouve-se gemidos, alguém soluça
Tem a solidão como ouro seu
Na escuridão, que em si se debruça

Ela, os ombros não cobre
Do orvalho da madrugada
Findando na aurora do sol nobre
Alumiando a vida desgraçada
Será que o algoz terá perdão
Da vitima que à sua mão morre
O céu, não perdoará não
Porque a lua lá, não dorme

As luas de sangue o vilão perseguem
São guardiãs dos rostos sós
Ofertando-lhes a paz que conseguem
Nas noites límpidas e livres do algoz
As barbáries desse mal, fazem parar
Lavando a face ferida, com a liberdade
Que todas as noites irá beijar
Os rostos cansados p´la ansiedade

de: Fernando Ramos
28.2.2007

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maio 29, 2012

788 - DEUS DE OURO

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DEUS DE OURO

Desço a montanha até ao vale
No caminho de um Deus
Não sei se o faço bem ou mal
Mas ele o busco por sonhos meus

Não percebo esta ansiedade
Nem meu tolo cepticismo
Procuro alguma verdade
No curto trilho pró abismo

Preciso de um Deus de ouro
Que ouça meus anseios
Quero tê-lo como tesouro
P´ra terminar tantos receios

Ouve bem meu bom Deus
Nesse confim bem bonito
Um dia junta-me aos filhos teus
No grande rebanho do infinito

P’la montanha vai descendo
Esta ideia que em mim soluça
E o abismo não irá vencendo
A vida que nele se debruça

Protege-me com teu manto de cetim
E dá-me um abençoado olhar
Sê um Deus de ouro p´r mim
P’ra infelicidade ir, sem voltar

De: Fernando Ramos
26.2.2007


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maio 28, 2012

787 - MINHA PEQUENA LUA

CAVALO - LUA.jpg

MINHA PEQUENA LUA

Olho a magnifica pequena lua
P’la janela de minha sala
É uma obra pura e nua
Que a natureza não cala

Por seus finos segredos
Passam páginas de cintilar
São fases da lua, sem medos
P'ra um silencioso desfrutar

E na cristalina nitidez airosa
Que é ninho de todos desejos
A lua se move tão caprichosa
Abençoando pares aos beijos

Seu brilho é belo pró olhar
Nas noites de todos amores
Nelas se ouve paixões murmurar
Suspiros em ais de clamores

E num prazer doce e refinado
Esse brilho um rosto apanha
De alguém perdido por amar
Um coração, que a lua banha

De: Fernando Ramos
24.2.2007

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maio 27, 2012

786 - A SOMBRA DAS PALAVRAS

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A SOMBRA DAS PALAVRAS

Pela noite dentro, sobe ao luar
Simples palavras de poesia
Como se fosse a vontade louca
E escondida do poeta
Tão escondida e longe
Da estrela cintilante
Que p’lo seu olhar curioso
Se acha só, tão só
Como se fosse a única estrela
Do firmamento de palavras
E no entanto, ainda bem mais longe
A lua nova chama p’la alma
Daquele mundo de sílabas e rimas
Que é tão passageiro
Perdendo-se em baixo
Na onda do mar
Largo e profundo
De um oceano de espuma
Repleto de outras palavras escritas
A duas mãos, e nunca ditas
E no firmamento tão magistral
E infinito, se escondem
Essas palavras
Jamais citadas e gravadas
Num livro eterno e poético
Que nem o tempo trará de volta
Tanto saber puro e imaginado
Que agora vai numa qualquer
lágrima de luz, nas noites
De todas as escrituras
Onde restará como sombra
A sombra de palavras

de: Fernando Ramos
22.2.2007

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maio 25, 2012

785 - ESTAREI SEMPRE PRÓXIMO DE TI

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ESTAREI BEM PRÓXIMO DE TI

Um dia, serei teu sol abrasador
Outro a arvore de tua sombra
Serei geada que refresca teu rosto
Ou a borboleta voando p’ra te beijar
Serei o sol que te aquecerá no inverno
Ou a estrela que no canto da noite
Envergonhada, cintila ao infinito
Serei o mar da poética inspiração
Ou a montanha de amores perfeitos
Serei a pomba branca que te elevará
Aos confins do firmamento
Um dia serei o cais de teu abrigo
E lá estarei bem próximo de ti
E nunca te esqueças meu amor
Que serei sempre, sempre
O teu melhor amigo

De: Fernando Ramos
14.2.2007

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maio 23, 2012

784 - TU LEMBRAS-TE?

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TU LEMBRAS-TE?

Tu lembras-te, do tempo ensolarado
Ao passearmos na praia de mão dada
Salpicávamo-nos no mar esverdeado
Abençoando a paixão, ali começada

Tu lembras-te, do quanto nos rimos
Das tonturas gaiatas engraçadas
Trocávamos carícias, e mimos
Que p’las ondas eram molhadas

Tu lembras-te, como ali o vento soprava
Fechavas os olhos, e eu te beijava
Eram dias de sonho, que tanto se amava
Mas a tristeza por lá, já nos espreitava

Tu lembras-te, desses momentos de petizes
Parecíamos avezinhas preparando seu ninho
O tempo passou, já não somos tão felizes
O destino nos guiou por outro caminho

Tu lembras-te de tudo isso
Daqueles tempos da feliz verdade
Separamo-nos desse compromisso
Hoje apenas, resta a saudade

De: Fernando Ramos
11.2.2007

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maio 22, 2012

783 - LONGE

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LONGE

Espreito-te de longe meu amor
E sei que és um Anjo para mim
Tua auréola, que é sol esplendor
Banha meu olhar, ansioso de ti

Longe és preciosa como rosa
Que vai florescendo, algures por aí
Perfumando a lua curiosa
Que à noite, te alumia só p’ra mim

De perto és graciosa como a flor
E a tua ternura me faz sorrir
Despertas bem perto o meu amor
Da sua vontade de correr, de ir

Na luz iluminada p’lo destino
Ouso procurar prazer com emoção
Serás o caminho que caminho
No jardim da flor, do teu coração

De: Fernando Ramos
10.2.2007

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782 - VERDE FINO

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VERDE FINO

Teus olhos verdes, me tocam
E de tão verdes que são
Dão-me o brilhozinho que cortam
Ais, deambulando no coração

Eles são meu desejo tranquilo
Que saboreio em tua boca sincera
Nem teu olhar me conta, aquilo
Que a ave gorjeia na primavera

Olhando p’ra esse verde fino
Sinto que é tão forte de emoção
Como um sonho em transe divino

Com eles quero à noite adormecer
E ouvir o palpitar do teu doce coração
Que de amor, me deixa entontecer

De: Fernando Ramos
06.2.2007

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maio 21, 2012

781 - AMANTES

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AMANTES

Amantes eternos como nós
É o destino de alguns poucos
Amamos demais, e quando sós
O mundo é livre e nós loucos

É uma chama ardente em desejo
De quem tanto, tanto se quer
E nós num abraço de beijo
Amamo-nos como o cupido quiser

Este nosso mundo é tão secreto
Puro e nu, e sem vaidade
Mantemo-lo distante e discreto
P’ra nunca entrar a infelicidade

Na nossa união de porto seguro
Abrigamos tantas cumplicidades
Dentro da paixão construímos o futuro
P´ra um amor quente de verdades

De: Fernando Ramos
4.2.2007

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maio 20, 2012

780 - LINHAS DE PENSAMENTO

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LINHAS DE PENSAMENTO

As linhas que escrevo
dos meus poemas
Todas estão guardadas
no meu baú de memórias
P’ra mim elas são
como o sorriso dos Anjos
que une a natureza.
Assim como cada palavra,
cada frase, une o meu amor
p’la poesia
Onde pouco, a pouco
vou colocando a imaginação
que apenas pretende mostrar
minha verdade, ou falar de amor
Apesar de escrever, bem ao mal
isso pouco importa
O que eu escrevendo, é como um feitiço
de desejos e emoção que está em mim
Sei que não sou dono dos meus poemas,
como sei que eles não são de ninguém,
mas sim do mundo que me vai lendo
Ao expor minha imaginação
em páginas e páginas, o faço numa
louca corrida, como se fosse ao lado
de um cavalo sem brida,
que velozmente vai galopando,
galopando, em direcção
não se sabe onde, nem porquê
E eu apenas quero deixar
minhas frágeis linhas de pensamento
nessas páginas que são caminhos,
que caminho num simples teclado
de computador
A fim de se perderem
na imensidão do infinito

de: Fernando Ramos
2.2.2007

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779 - JOANA

pai-filho.jpg

JOANA

Em cada dia que passo contigo
Dizes-me palavras, e tens gestos
Que tocam fundo meu coração
Vivo de quase nada
E nada trago comigo
Porque tudo te dou
Até o meu sofrível, e insofrível amor
Hei-de amar-te incondicionalmente
Porque a razão move a força
Deste sentido amor de pai, p’ra filha

Dei-te colo ao nasceres
E voltarei a dar-te agora
Mesmo quando não pedes
Protejo-te sempre de tudo e de todos
Tudo farei p’ra que sejas eternamente feliz
Enquanto viver estarás em minha alma
E toda a vida serás protegida
Por mim, e p’los Anjos
Agora que já és mulher,
Continuo amar cada lágrima tua
Ou cada sorriso que possa cair
Na tristeza, ou na alegria de meu coração

Por uma desilusão que possas ter
Estarei sempre cá minha filha
Como se ainda fosses a minha bebé
E em meus braços de aconchego
Estarei p’ra segurar tuas mágoas
E mesmo com estas mãos cheias de nada
Te acaricio docemente de amor por ti
Não me importando estar
Eternamente comprometido contigo
O meu compromisso és tu!

Mesmo que só agora percebas
Que a vida não tem os tons de rosa
Como sempre te fiz ver na adolescência,
Onde ias criando um mundo de sonhos
Um mundo de Joana
E pouco acreditavas na minha razão
Tu não és fruto de um amor fortuito
Tu és o meu amor absoluto total
P´ra minha vida inteira
Sim, p'ra toda a vida
Valendo a pena viver sempre, e sempre
Nesta constante paixão
Por ti minha filha

de: Fernando Ramos
30.1.2007

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maio 19, 2012

778 - A VIDA É COMO A CANOA NA TEMPESTADE

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A VIDA É COMO A CANOA NA TEMPESTADE

A VIDA É COMO A CANOA NA TEMPESTADE

A vida desliza na corrente do tempo
Com mais ou menos ilusões
Por vezes será um tormento
Gerir tantas difíceis emoções

Ela é como a canoa em tempestade
Que na água vai para cima, e p’ra baixo
Subindo, navega-se na boa metade
Ao descer é o remanso dum olímpico facho
Que nos iluminará esplendorosamente
Até a um cais de desembarque menos ruim
Assim, o equilíbrio é um belo presente
E saberemos que esse final não é um fim

A vida nos marca desde petizes
E p’lo tempo fora virá ou não um desencontro
Mas se queremos estar bem e ser felizes
Aceitemos sua arte um bom cais de encontro

De: Fernando Ramos

De: Fernando Ramos
29.1.2007

Publicado por ramos às 12:21 PM | Comentários (0)

maio 18, 2012

777 - MÃE AUSENTE

mulher-janela.jpg

MÃE AUSENTE

Mãe, mãe
Eu imploro
Por um gesto teu
O mais simples, o mais banal
Ou mesmo um à toa
Apenas desejo um gesto teu
Não sabes como anseio por ele
Terno, suculento, bem lambuzado
De uma iguaria cheia de amor
Que hoje, tanta falta me faz

Mãe, mãe
Porque te foste embora?
Talvez não saibas
Mas estou tão só!
Só, nas trevas da vida
O meu desapontamento
É do tamanho do mundo
Desde que Deus
Me fez esta partida

Mãe, mãe
Não imaginas
Como sinto este vazio
Esta falta do teu fiozinho
De ternura que deliciava
Meu coração ao beijares-me
Como doces eram esses
Extraordinários momentos,
Que avidamente os recordo
Nesta imensidão de tempo

Mãe, mãe
Eu te ofereço
Cestos de rosas de fogo
Que brotam das minhas lembranças
Onde eternamente resides
Num canto do meu pensamento

Mãe, mãe
Uma vez por outra vou lá
Ao nosso maravilhoso passado
Por um caminho
Que é o meu secreto roteiro
Apenas p’ra te dizer que te amo
E que serás sempre a minha mãe,
Ausente bem sei
Mas és a minha mãe!

DE: Fernando Ramos
25.1.2007

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maio 17, 2012

776 - BAUXEUR BAILARINO

Esportes 36.jpg

BOXEUR BAILARINO

Num bailado raro e bem vivo
Distribui golpes no adversário
Alguns caem num esforço aflitivo
Ouvindo-se um grito de calvário

É um bom boxeur dançarino
Pasmando adversários p’la destreza
De golpes, atrás de golpes de bailarino
Mostra como a luta pode ser beleza

E neste ritmado movimento
A cadência da força vai morrendo
Seu punho poderoso já é lento
E a frescura dos murros perdendo

E num combate algo impiedoso
Recebe o último golpe bem potente
Aí percebe como é doloroso
Sofrer-se tanto até ficar demente

Os Deuses, o estão abandonar
Perdendo a sua brilhante glória
É mais um atleta que vai deixar
Os palcos loucos da vitória

Agora vai socando a adversidade
No ringue da vida, trago a trago
Cai no fatídico assalto da verdade
Estatelando-se no tapete seu afago

E o boxeur não mais vai bailar
À frente dum lutador perdedor
Apenas sobra-lhe tristeza de arrasar
No infinito tempo difícil de sua dor

De: Fernando Ramos
23.1.2007


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maio 16, 2012

775 - TRISTE DESPERTAR

arte de leitura.jpg

TRISTE DESPERTAR

Sonho ser um poeta do povo
Escrevendo boas trovas pró artista
Ele as cantará pró mundo novo
E que a elas, ninguém lhes resista

Quero pura inspiração perfeita
De poesia bela e cordial
Com a pomba da paz que deleita
Um mundo de amor sem igual

Sonho versos de vida atraente
Que escreverei em algum lugar
Serão p’ra gente, que ama gente
Que mais tarde não os vá defraudar

Quero a poesia bem caprichada
De sentimentos que todos lêem
Seja livre e não amordaçada
P'ra paz que todos a vêem

Do meu sonho, estou a despertar
A vontade não foi abençoada
Escrevo apenas, só por eu gostar
Não, não sou o poeta, não sou nada!

De: Fernando Ramos
22.7.2007
10s


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maio 15, 2012

774 - TEUS NEGROS OLHOS

mulher-356.jpg

TEUS NEGROS OLHOS

Teus olhos, de tão negros
Fazem as noites bailar
São felizes e sem medos
Que encantam meu sonhar

Dão feitiços ao luar
Que os meus avassalam
Não os quero ver deitar
Lágrimas que me calam

Tornam meu mundo rico
Num intenso voltear
Esse negro tão bonito
Propenso ao meu beijar

Veiem em vagas d’amor
Em sentimentos de arfar
Eu os beijo com amor
P’ra esses olhos gostar

E de tão negros que são
Me inspiram no versar
Dão palavras de razão
Rimadas em teu olhar

De: Fernando ramos
20.1.2007

7s


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maio 14, 2012

773 - PORTAS

PORTA-.BMP

PORTAS

Bati em algumas portas
Nem uma só se abriu
Não foi em horas mortas
Nem esse era um dia de frio
Em outra, depois fui bater
De dentro respondeu uma voz
“A porta não abrirei, ficas já saber
Que aqui mora um sofrimento atroz”

E numa corrida sem tamanho
Dali, logo, logo, fui partir
De dor, já basta a que tenho
Prefiro viver por aí a sorrir
Ás portas não volto a bater
Não se sabe o que lá vai dentro
Não vá, eu também um dia sofrer
O resto da vida em lamento

De: Fernando Ramos

De: Fernando Ramos
19.1.2007

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maio 13, 2012

772 - GENTE BONITA

25deabril.jpg

GENTE BONITA

GENTE BONITA

Num belo Abril floresce o bonito cravo
De pétalas empregnadas de conquista
P’ra muitos, e muitos, é um feliz fado
Na rouquidão da voz, do grande artista
Nasceu numa boa manhã de Abril novo
Num Portugal onde a paz já se grita
Abriram-se prisões, soltou-se um povo
Da terra abençoada, de gente bonita

Vieram trovadores, e todas as artes
Cantar na rua a balada bem catita
Partiram pró estrangeiro, alguns trastes
Fugindo na crista da ganância banida
Lançaram-se foguetes por tanta glória
Chorou-se a poesia à muito escrita
Ecoaram das almas gritos de vitória
Da terra abençoada, de gente bonita

Espera-se que todos saibam conservar
Tal grandeza da extraordinária pepita
Cravos de amor, muitos se irão plantar
P'ra que ao povo, não falte preciosa sopita
Apareceu esta paz, julgada perdida
Nos bons corações amarrados por guita
Cantou-se Abril, na garganta ferida
Da terra abençoada, de gente bonita

Desfraldaram-se bandeiras de tanto amor
De pura fazenda, que não era de chita
Ofereceu-se pão, a quem comeu a dor
Nos bairros tragados p’la miséria dita
Somos um povo que jamais se irá curvar
Ao déspota carrasco, da mágoa aflita
Contra ele, a injustiça irá bem lutar
Na terra abençoada, de gente bonita

Oh! Como é bom viver, assim liberto
Na heróica pátria, em páginas descrita
P’lo ilustre Camões, num belo livro aberto
Na terra pisada por gente bonita

E hoje não sabemos se Abril é memória
Porque gentes de vintem o vão destruindo
Chora o povo por pão, trabalho e gloria
e por outro Abril que se irá construindo

De: Fernando Ramos
17.1.2007

12s

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maio 12, 2012

771 - SORRIR DE SAUDADE

crianças - escola.jpg

SORRIR DE SAUDADE

Tenho saudades de quando estudante
E de algumas moçoilas que namorei
Para quem era, seu cavaleiro andante
De tantos beijos, que lhes surripiei
Como era bonito esses tempos passados
E de quando ia ás praias do mar do sul
Pisar a cristalina areia dos namorados
Fascinando-me dos lindos tons do céu azul

Tenho saudades, das árvores que subia
Para espreitar o ninho do rouxinol
Que para mim gorjeava em alegre mestria
Ao chegar da noite, e ao fugir do sol
Como era tão feliz por essa altura
Onde p’los quintais apanhava a boa fruta
Era criança, de infância muito dura
Que p’la vida fora moldou a conduta

Tenho saudades, das brincadeiras de rua
E saltar o velho muro da escola
Jogar à bola, até raiar a doida lua
Descalço, porque nos pés não havia sola
Como era bom ser menino, e ter tempo
Que hoje bem recordo em liberdade
Me cai a lágrima por esse puro momento
E de tudo isto, sorriu de saudade

De: Fernando Ramos
15.1.2007
12s

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maio 11, 2012

770 - NOSSAS CARTAS

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NOSSAS CARTAS

Fechas teu coração ao mundo
P’ra que o meu nunca o vá encontrar
Agora, chora-me ele bem no fundo
Mas um dia o lamento irá passar

Trocámos tantas cartas, meu amor
Nelas desenhamos nossas estrelas
Ás noites, são poemas de esplendor
Que as vou recordando, ao lê-las

Não as rasgarei tira, a tira
Numa doce ansia que regresses
Teu perfume nelas por mim gira
Ao rogar a Deus, nas minhas preces

Abre teu quente coração, ao meu
E guardarei todas as cartas num baú
Nelas conservo um beijo teu
Roubado, quando p’ra ti era tabu

Nossas zangas sempre veiem, e vão
Levando-me a esperar-te, amor
De algumas, me culpas com razão
Trazendo sofrimento e tanta dor

de: Fernando Ramos
12.1.2007

10s

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maio 09, 2012

769 - TRAGO SONHOS

sorriso-16.jpg

TRAGO SONHOS

Trago no olhar o desejo
Nos lábios teu sabor
No rosto um doce beijo
Na pele, teu brando calor

Trago nos sonhos fantasia
De ilimitada sedução
Na esperança, tanta alegria
Na alma o calor da emoção

Trago doces dias como lembrança
E no peito tua imagem gravada,
Preservada como herança

Trago felicidade que encadeia
E à tanto tempo ansiada
Por tua paixão que me rodeia

De: Fernando Ramos
11.1.2007

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maio 08, 2012

768 - O DITADOR

ditadura.jpg

O DITADOR

Lutai. Lutai, ilustre torpe desbravador
Que lá bem alto a insensatez te chama
Vives da impostura e trazes dor
E Deus um dia, tua culpa reclama
Ouves a lira, no teu ódio obscuro
Lês a nota preta na pauta adornada
Levas vidas, pró silencio puro
Que lhes espera a paz abençoada
Vais chorar a dor, triste guerreiro
Da tua desventura cavernosa
No inferno de Dante, não serás primeiro
Lá te aguarda, a chama invernosa


No teu trono temeroso e horrendo
Vai rodeando a boa esperança
Daqueles que na espada vão padecendo
P’la liberdade ganha como herança
E no horrível sepulcro da tua existência
Os vivos lamentam sua pouca sorte
És um ditador de vil demência
Que à existência só trazes morte

De: Fernando Ramos

De: Fernando Ramos
10.1.2007

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767 - PORQUÊ MEU AMOR?

farol-homem.jpg

PORQUÊ MEU AMOR?

Quero esquecer que existes
E não consigo
Quero esquecer tuas palavras luminosas
E não consigo
Quero esquecer nossos momentos
E não consigo
Quero esquecer que te quero
E não consigo
Quero esquecer as madrugadas de sonho
E não consigo

Porquê, meu amor ?
Porque não consigo?

Estás permanentemente no pensamento
Vives eternamente no meu coração
O que falhou meu amor
P’ra esta afrontosa desilusão?

És a fantasia do meu desejo
És a saudade que dói
És um sonho que sinto, fugir
Porquê meu amor?
Porquê?

Porquê, esta dor que não cala
Porquê, este silencio que fala
Porquê meu amor?

De: Fernando Ramos
9.1.2007

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maio 07, 2012

766 - MANTO DA VERGONHA

homem da caoa.jpg

MANTO DA VERGONHA

Cometi erros imperdoáveis
E é uma atitude inesquecível
Andei por guerras censuráveis
Banhando-me no pecado apetecível
Peço perdão por tal facto
Que tantos decepcionou
Se for concedido, serei grato
A quem a má fortuna perdoou

Estou amargurado, pálido e cansado
Desta minha triste ousadia
Jamais voltarei a tal pecado
É um desejo, e não tontaria
Devotadamente ao divino rogo
P’ra jamais cair em tal tentação
Sou p’la paz, e pelo diálogo
E não p’la guerra sem razão

Hoje choro de arrependimento
Por da insânia não ter fugido
Minha vida foi um triste momento
Neste passado que exijo sumido
E no xadrez da noite escura
Lembro esta atitude medonha
É uma mágoa que perdura
Coberta p’lo manto da vergonha

De: Fernando Ramos
8.1.2007

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maio 06, 2012

765 - IDEAIS SUBTRAIDOS

CAVALARIA.jpg

IDEAIS SUBTRAIDOS

Meus mil ideais foram outrora subtraídos
Por guerras vergonhosas de inóspitos lugares
Aconteceu nas viagens de desejos lá vencidos
Na costa Africana, de longínquos mares

Ideais os perdi nesses infernos carregados
Numa África, filha de dó, herdeira de nada
Buscando a paz descrita em poemas chorados
Inspirados por mim, enviados p’ra minha amada

Ela me espera desta aventura vagante
E por outros ideais já combati
Como minha perene fortuna errante

E por uma razão achada omnipotente
Cheguei a um final, onde sempre perdi
Numa guerra criada por gente demente

De: Fernando Ramos
5.1.2007

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maio 05, 2012

764 - DOCE VOZ DE MAGIA

amalia-14.jpg

DOCE VOZ DE MAGIA

Na tua doce voz de magia
Passam poemas de bonitos amores
São belos pedaços de fantasia
Em rimas de muitos autores

Tua voz lê com brandura
Desgostos gastos num tempo
Brota tua boca de formosura
Poemas inspirados de alento

Neles, a vida dança livremente
Sem obedecer a regras da partitura
É poesia bela e resplandecente

Em puras palavras meigas inocentes
Repletas de paixão e candura
P´ra corações de amores ausentes

De: Fernando Ramos
5.1.2007

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maio 02, 2012

763 - MEU BOCAGE

bocage.jpg

MEU BOCAGE

763 - MEU BOCAGE

Hoje, num dia bravo de Inverno
Por uma rua do meu bairro
Caminho p’la calçada da velha cidade
Em meu pensamento Vai a lembrança
De um livro que me ofertaram
Num natal passado
É uma antologia de Poesias
Do grande Barbosa Du Bocage

Como eu gosto deste danado
Poeta escritor
Que andou p’la Índia
E irreverentemente passou seu tempo
Pela boémia da minha bela cidade
Onde nunca perdia a oportunidade
De expor a sua forma satírica
Sempre numa frase que servia
Venenosamente para atormentar
Os maus espíritos dos bem pensantes
Dessa longínqua época

Como ele adorava moças de mil atributos
Como gozava à sua maneira
A vida estúpida de preconceitos
Ah grande Bocage
Meu, Manuel Maria Barbosa Du Bocage
Como tu escrevias a verdade,
Quando estavas mais pachorrento

Se fosse hoje, até eu te convidava
Para irmos beber umas ginjinhas
Ali pró Rossio, e passarmos
P’la casa do teu amigo Nicola
P’ra atormentares ironicamente
Como só tu sabias
Alguns espíritos que passam
por lá agora

de: Fernando Ramos
4.1.2007

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abril 28, 2012

762 - ESTRELA DE DEUS

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ESTRELA DE DEUS

Nasceu o menino, lá na terra longínqua
Cantam os anjos de tanta alegria
Reis magos e pastores, de alma infinita
Seguem a estrela que tão bem os guia

Reis, levam rendas de belo bordado
O pastor humilde, sua ovelha branca
Para o menino nas palhas deitado
Com seu olhar que a tantos encanta

E Jesus sorri, de rosto iluminado
Prós olhos brilhantes de sua mãe Maria
Por todos é querido e muito bem mimado
Recebendo esse calor dentro da estrebaria

Ao mundo veio p’ra nos livrar da dor
Traz felicidade, e nos oferece a paz
Conforta os pobres com tanto amor
Porque esse milagre só ele é capaz

Tantos não percebem, seu primeiro olhar
Que foi aos humildes que ele destinou
Sofre por eles, quando os vão maltratar
lacrimejando a estrela que Deus enviou

de: Fernando Ramos
25.12.2006

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abril 26, 2012

761 - NO CÉU TOCA O SINO

sino natal.jpg

NO CÉU TOCA O SINO

No céu toca o sino
Sorrindo estrelas no seu brilhar
Nasceu o Deus menino
Que o povo vai abençoar

Nos seus cânticos de amor
Pedem paz e felicidade
Que é rara, neste mundo de dor
Onde a guerra é banalidade

Os anjos anunciam o menino
Pró mundo se alegrar
Ele é um Deus pequenino
Que p’lo natal vai chegar

Vem de amor e alegria
Mais a caridade que seduz
Traz-nos o bem, por magia
Como milagre de Jesus

De: Fernando Ramos
24.12.2006

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abril 25, 2012

760 - DOCE PICA

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DOCE PICA

Vou andando pela rua
De olhos pregados ao chão
Parece que vou na lua
Mas não vou na lua não

É que, a vida me faz pensar
No tédio que é ser drogado
Vou ando de cabeça no ar
Ansioso do ópio amaldiçoado

Mas que poderei fazer
P’ra deixar tal triste tentação
Essa vontade é raro aparecer
Nesta miséria sem solução

Vivo na doce pica da desgraça
Penhorando meu futuro
Haverá cura abençoada
P’ra este pobre vagabundo?

Minha morte irá aparecer
De mansinho, ou na agitação
Certamente da droga irei morrer
Bem escondido da multidão

Vou andando pela rua
De olhos pregados ao chão
Parece que vou na lua
Mas não vou na lua não

De: Fernando Ramos
22.12.2006

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abril 19, 2012

759 - O OUTRO NATAL

natal-presepio.jpg

O OUTRO NATAL

Junto à lareira, na companhia
Do crepitar das brasas arder
Vou olhando p’ra rua
Sinto o tempo frio, e vou pensando...
O que estará lá fora acontecer!

Meu cérebro, é um filão de imaginação
Mostra-me a verdade que ele alcança
E nesse espaço vejo por sua janela
P´ra minha desilusão
Que na paz, lá fora afinal
Nela ninguém descansa

Ao som de sinos, e de coros
Desperto p’ra nefasta realidade
Do carnaval endoidecido que nos cerca
E vejo vidas retalhadas como toros
De arvores queimadas pela maldade
Dizem que há um feliz natal
Mas qual natal?

O faz de conta reina neste período
Parece que todos são felizes por igual
Esquecendo-se dum ano mau, e surdo
Não vêem nem querem ouvir
O grito da mulher
Do idoso, e da criança maltratada
Precisamente por aquele
Que p´lo natal nem parece aflito
Com o seu egoismo e crueldade
Em todo ano praticada

Da minha janela, contemplo os raios de sol
E o orvalho da vida, nas folhas a desaparecer
Caindo como goteiras num telhado dum farol
Que vai guiando a mentira e a hipocrisia
Com o que está acontecer

Mas é natal, é natal, é natal
Dirão os mais felizes
Mas qual natal, o do bem estar?
Perguntarão os outros
Que no resto do ano são infelizes
Esses, apenas imploram ao menino Jesus
Um mundo p´ra eles melhor
E os saiba amar

Este será um outro natal, muito mais real
O natal dos desprotegidos da sociedade
Onde mora a verdade espiritual
Repleta de amor e solidariedad

De: Fernando Ramos
22.12.2006

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abril 18, 2012

758 - NATAL ABENÇOADO

natal-333.jpg

NATAL ABENÇOADO
(soneto)

Em fartas mesas de iguarias deliciosas
A beira de lindas arvores iluminadas
Sentam-se gentes de bem, e famosas
Exibindo fartas opulências requintadas

O vizinho dum bairro ao lado
Que não tem tão boa mansão
De momento até está desempregado
Faltando a sua família um pouco de pão

Os outros, causadores desta infelicidade
Durante o ano esbanjam sua farta riqueza
Não se incomodando com tal precariedade

Esquecendo-se, que o vizinho é rico de amor
E que apesar de tanta pobreza
Seu natal é abençoado, p’lo Deus Senhor

De: Fernando Ramos
21.12.2006

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abril 16, 2012

757 - IDEAIS ESCONDIDOS

MONTANHA.JPG

IDEAIS ESCONDIDOS
(soneto)

Tantos anos passaram pela minha vida
E os ideais se esconderam na solidão
Minha alma torturada andou perdida
Julgando viver um tempo de maldição

Hoje penso nesta triste loucura
Sentindo pena p’lo tempo vencido
Foram os anos de minha frescura
Restando apenas, o orgulho ferido

Malditos sejam meus ideais fugidos
Que um dia, por eles não soube lutar
Agora, os sinto de novo renascidos

Dentro de mim, para os bem guardar
Onde a mente, não mais os irá apagar
E o coração de novo, os saberá escutar

de: Fernando Ramos
20.12.2006

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(pqstats versão 0.2)
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