outubro 28, 2004

metamorfose





questões:



qual é a direcção da mudança?

qual é o sentido da mudança?

como é que vermelho e azul geram verde?

qual a razão da mudança?



(M&M's dialogues)

Publicado por medusa em 02:59 PM | Comentários (0)

outubro 27, 2004

Banalidade

Talvez
que nunca mais te veja
Sorrir
Talvez que nunca mais de ti haja
Notícia
E o meu mundo siga
Igual
Repetido.

Talvez que eu nunca mais traga
Alegria
Ou que nunca mais haja
Motivo
Na minha razão
Eu sei
Que te encontrei
E que só tu
És
A minha completude
Banal completude
Talvez
que a mim te devolvas
A mim
Que sou tua
Não por escolha
Mas por traço
Talvez que alguém nos tenha cruzado
Em linhas
Que se não vêem.
Nitidamente sei
Evidência
Que és
No meu palco
Completude.
E o meu mundo
Seguirá
Igual
Sem ti
Repetido.

Publicado por medusa em 05:47 PM | Comentários (0)

Guess what?





Publicado por medusa em 05:08 PM | Comentários (0)

Guess who?





Publicado por medusa em 04:05 PM | Comentários (0)

Confessions


I always knew
But only today
Have I realised
I’m just not like all the other girls

I’m just not pretty you know?
‘ve nerver been
But then
It’s ok
I could be special
But I’m not
Comme tout le monde
You know?
Ninguém é
Assim, sem mais nem menos
Perphaps you are
I’m sure you are
Maybe there’s just no reason
In all of this
C’est tout une fiction
Mais porquoi?
Ich weiss das nicht
C’est tout une histoire
Repetida
Gasta
And still I wonder why
Am I real?
Narrativas que oiço
E eu não
Comme une histoire
But am I real?
For you?
Comme you pierre
Comme quelque chose gros
Très gros
Can you touch it?
Something real
Entre todas as narrativas
E eu não.
I know
You hate me
I always knew
J’ai pas oublié ça
Sometimes I wake up
And there you are
And your words
Your poisoned words
And nothing new
Toujours une repetition
I’m not pretty you know?
Not like all the other girls
Não me revejo
E ainda me causa espanto
O meu rosto repetido
No espelho
Dá-me a mão
Can you?
Just for a moment
I promise
I won’t hurt you
I’m heavy you know
Aber du
Du bist so schön
Queda te aqui…
I know
Don’t say it
Deapply in your thoughts
You know
I can’t save you
I wished
I could
Conta-me
Tus sueños
Dit-moi
Qu’est-ce que tu veut?
Who you really are?
Give me your hand
Il y aura un jour
Oder vielleicht eine nacht
Et tu me quitteras
Et sera comme ça
Cambiaras
Y seguiras adellante
Je suis comme tout le monde
But people keep telling me things
I haven’t questioned
Exquisit things
That’s what I like
You can’t have it, you know?
E esta inadequação

Dá-me a mão
Não te prometo nada
What do we all need?
To be taken care of.
I’m sure about that
I’m dialling your number right now
Wird thing about numbers
I know yours by heart
Depuis long temps
É normal
E não é nada

Esquece
Foi só um desabafo
Du bist so schön.

Publicado por medusa em 03:51 PM | Comentários (4)

outubro 25, 2004

Am I real?





Publicado por medusa em 04:21 PM | Comentários (3)

outubro 19, 2004

Autenticidade

"Num tempo em que se assume que “somos arquipélagos de subjectividades que se combinam diferentemente sob múltiplas circunstancias pessoais e colectivas (BSS, 1994, p.96), a noção de unidade é posta em causa, cada um se reconhece múltiplo e em construção, nem unitário, nem fixo. Conflui, aqui, a tentação do indivíduo se construir à revelia dos outros, em independência e em solidão, simulando para si próprio uma coerência que à partida não existe, uma transparência enganadora, por se basear na negação de si próprio e da sua complexidade, ou a tentação de se construir tão só com base na imagem construída pelos outros, nas imagens que se pensa serem sua expectativa, simulando uma identidade que o próprio sabe ser falsa ou pelo menos parcelarmente verdadeira ou onde o próprio falsamente se reconhece.

Em última instância, ambas as situações são simulações que dão ao próprio um sentido de segurança e um aparente controle sobre si próprio e sobre o que o rodeia. Mas estes podem ser também caminhos de superficialidade ou disfuncionalidade se, para além disso, ou em vez disso, o indivíduo não se envolver no aprofundamento de si próprio, em ligação com o seu ‘impulso e processo” (Wood e Zurcher, in Rosneau, 1991, p. 59), na interacção crítica com os contextos, dando voz às suas vozes, confrontando-se com as dos outros e procurando os seus próprios caminhos de comprometimento e de resistência (aos seus condicionalismos pessoais e sociais). Abre-se aí uma via de imprevisibilidade e de risco, mas também por isso de riqueza e qualidade, que poderá favorecer o desenvolvimento da confiança em si e da autenticidade. Uma autenticidade entendida aqui no sentido da afirmação do indivíduo como sujeito, criador de si próprio e ‘revisor’ de sociedade, encontrando os seus sentidos com o suporte do imaginário (Chebaux, 1999), na relação interpessoal com o outro (e não apenas em si mesmo ou na relação impessoal com o colectivo), ‘unindo o desejo e necessidades pessoais à consciência de pertença (Tourraine, 1992, p.261) e resistindo às imagens de si que a sociedade lhe impõe. Uma autenticidade onde a simulação pode ser, enquanto forma de criação de novas possibilidades e procura de conhecimento, o seu meio de concretização, aceitando e aproveitando a condição contemporânea de ‘um mundo real construído dentro … através de modelos de simulação (Baudrillard, 1983). Superando assim a conformidade a modelos sociais onde não se reconhece, sem se subtrair aos contextos socais em que se inscreve. Aceitar essa vulnerabilidade e o risco é assumir a diferença, a singularidade e a individualidade como um valor, uma individualidade que não signifique nem individualismo nem isolamento, que não resulte em apatia ou narcisismo, mas que também não redunde em auto-criticismo excessivo. Uma individualidade que se constrói na interdependência com os outros, embora também na solidão de cada um, porque ‘o arrancar à obscuridade equivale, muitas vezes, a destruir, e a colocar na sombra, a proteger-se (Serres, 1996, p. 199). Este é um jogo cujas regras não são nem constantes para cada indivíduo, nem muito menos comuns para todos eles. Encontrar os modos de ultrapassar o individualismo e o isolamento, bem como resistir à tentação de simulação, à revelia da autenticidade e de dignidade pessoal, encontrar os modos de cada um construir essa autenticidade, sem deixar de se perceber híbrido, plural, descentrado, distanciado, produtor e produto de miscenização, são alguns dos desafios que, nessa tensão entre modernidade e pós-modernidade, se colocam aos vários níveis da acção humana. "

(Caetano, 2001)

Publicado por medusa em 03:14 PM | Comentários (1)

Requiem

Quisera
Irmã fazer meus
teus cuidados
esqueceram-se de ti
no fundo de uma arca
e ninguém te procurava
e ninguém te amava
e ninguém.
Ainda ontem te vi
Sorrir
Irmã
E ninguém.
Não te vi.
Irmã
Onde estás
velarás por mim?
Quando deste a tua vida e foste mártir
Saberias tu porque razão?
Ter-te-ão os anjos dito?
Tê-lo-ás suportado?
Irmã
O mundo é hostil
Sabes bem
Que somos frágeis
E erramos
Erramos muito
Irmã
Onde estiveres
Vela por mim
Terás acaso quem te abra as portas do céu
Onde reinarás com a tua dor
Nasceste e foste mãe
Agora por ti todos se exaltam
Tão frágil
Eras tu
E sempre
À tua volta
Violência
Irmã
Tão triste
É o mundo
Que segue sem ti
Acaso alguém te salvou?
Alguém te carregou nos braços
E aninhou no colo
O mundo não tem colo Irmã
O mundo não tem braços
Irmã
Onde estiveres
Vela por mim.

Publicado por medusa em 03:04 PM | Comentários (0)

Coisas boas

A Susana, a minha Susana, a Suzy, aquela, a menina-dos-olhos-de-gata, essa que eu já conheça há... deixa ver... muitos anos... e de quem sou fã, tem um fotolog. Está aqui e é para ir acompanhando.

Publicado por medusa em 02:47 PM | Comentários (0)

outubro 15, 2004

E agora?

Já sei que é normal, que é mesmo assim mas também ainda não aprendi a fazer despedidas.

Publicado por medusa em 08:59 PM | Comentários (1)

Lic.

Eu sei que a minha vida não vai mudar. Que eu não vou ser uma pessoa diferente. Nem sequer mais autentica (o que quer que isto seja).
Eu sei que vivo em muitas ficções. Em muitas verdades.

E isso permite-me saber, como uma evidência, que aquilo que sou resulta daquilo que nós somos, daquilo que vocês fizeram de mim.

E que com vocês eu tenho uma grande-narrativa.
Obrigada: Cátia, Marta, Vera, Helder, Joana, Pablo, Alda M, Alda L, Inês, Catarina, Silvia, Maria Pastora, Elsa, Alexandre, Andreia, Susana, Ana Filipa, Margarida, Natacha, Catarina P., Ana, Ana Mósca, Cristina, Mónica, Catarina V., Hugo M., Hugo S., Catarina G., Irene, Ana L., Susana P.

E mais longe, obrigada: Helena, Angela, João P., Natália, Pedro, Fernando, Abílio, Ana, Justino, Jorge.

(e é claro: valeu orlando! nunca mais te esquecerei)

Publicado por medusa em 08:48 PM | Comentários (4)

Peregrino





Sei que em breve vais encontrar a tua rota.

Publicado por medusa em 08:12 PM | Comentários (0)

Despedida prolongada

"Cuándo habían comenzado a despedirse? En la cama, cuando ella lo abraaza y le dice en un murmullo: "hoy necesitaba tanto de ser deseada..."?
O, cuando ella con las manos toca su rostro, aún mojado por la lluvia, le mira los ojos y le habla de su obsesión por lo ilimitado? Ella es el Verbo, la Fuerza, la Fuente que mana. El, tierra reseca que de ella y para ella vive.

No salen juntos, él se demora un tanto en pagar el cuarto, la deja ir adelante. Y durante los minutos que él está alejado de ella, todo pirde sentido: el abrir de la billetera, el hablar con el recepcionista, el poner una pierna delante de la otra en acto necesario para la salida de aquella casa donde todo acontece. L fuerza lo abandona. Mas, cuando la ve parada en la acera en su espera, siente que sus brazos sólo existen para abrazarla. Ella lo sabe y se lo dice con la mirada. la acompaña hasta el carro de ella y pide otro beso, poniendo el rostro junto a sus labios. En silencio. Ella comienza a perderse en un mar de ternura que la va sumergiendo. Vacila en entrar al carro, lo quiere acompañar a su carro de él, cien metros más adelante, pero tiene miedo de que él comience a llorar en medio de la vía, tan triste lo ve. le pone la mano en el brazo, leve toque de ternura. Un minuto más para despedirse - una eternidad hecha sufrimiento, sin intercambiar una palabra. E inesperadamente, él dice con voz baja, los ojos mirando al piso: "que Dios me dé fuerza". La empuja ligeramente hacia si y vuelve a murmurar: "que Dios me dé fuerza", cada vez mas perdido en su tristeza.

Todo en ellos es diferente: profesión, familia, vivencia la circunstancia, pero en ese momento sienten el mismo pánico por tener que separarse. "Que Dios nos dé fuerza", no es un pedido de ayuda, es un soliloquio de un desesperado que solo cree en la relación que construyeron. Lo ve doblar la esquina, de hombros caídos. Entra en el carro para hundirse en el llanto. De la nostalgia que ya siente, de la ternura que en ella no cabe. Por saberse prolongada en la falta que él le vá hacer. Él espera que ella arranque para verla una vez más. Pero ella no aparece, por eso él da marcha atrás, para ver lo que sucedió. Y la ve llorar dentro del carro, las manos cubriendo el rostro, las lágrimas contendo por entre los dedos. Ella no lo deja salir, le hace señas para que continue. El da la vuelta y vtine a colocarse a su lado, esperando que ella parta. No puede dejarla así, en medio de la ciudad. Sabe que ella está a la espera que él salga para darte la última caricia, la que haría todo aún más peligroso. Sabe lo que ella siente. Saben todo el uno del otro, porque cada uno se construyó a través del otro. Es así hace mucho, sin forzarlo, sin quererlo, basta con que no se nieguen, que existan apenas. A veces, ella le pregunta si todo no será una invención, si acaso no estarán construyendo un mundo de la realidad virtual. Es en la mirada de él que encuentra Ia respuesta: no es esa la realidad del que ama?

Saben tamblén que no se pueden volver a encontrar hoy, por cuanto lo imposible podría suceder: la ruptura con el mundo, los otros, la asunclón definitiva de las soledades que hace anos empezaran a moldear dentro de si. Soledades que podrian transfomarse en una sola, eliminando lo que les resta del Miedo. Lo que ninguno podría hacer solo. Por eso se aman como si todavia fuesen dos personas, se procuran y se huyen. Por eso, sus orgasmos no son simultâneos por cuanto quieren regalar al otro lo que de él es para que lo sienta como una ofrenda en la plenltud de su conciencla - de otro.

Cuando ella inicia la marcha, la sigue para hacer con ella una parte del camino, la parte inicial en que todo se juega. No la pasa, no la quiere ver, para no ver su propio sufrimiento. Le basta seguir en la mirada de los transeuntes con quienes se cruzar para saber que ella continua llorando - por ella, por él, por ellos tan violentamente partiéndose en dos. Y eso le da fuerza, la fuerza de quien la quiere proteger: no admite que nadie entre en su privacidad, que de ella se apiade o sospeche - pues seria entrar dentro del mundo que construyeron apenas para si. Si lo preservarán, estarán salvos.
Intenta no perderla en medio del tráfico. Mientras la tiene próximo, estará protegido de la tentación de este viaje sin retomo al mundo interior de la locura - en el que un dia se sumergirá. Vórtice y pavor. La Fuerza actuando en contra de si misma, en dinâmica de autodestrucción. Pero, no será esta nostalgia la puerta que se entreabre para el reino de la destrucción?

Cuando los caminos comienzan a apartarse él acelera, se coloca al lado de ella. Y es entonces que ve su sonrisa, solo para él, sin necesidad de mirarlo - esperanza resurgiendo al final de la tarde, al final de la vida de tanta tristeza. Por vía de él, por via de esta sonrlsa se recreará la presencia de ella, por todos estos dias en que no la verá, en que no escuchará su voz. La fuerza que ella le da también será su fuerza por que sabe que él la recibió. Milagro de la presencia en el Interior de la relación.
Pero, hasta cuándo, Dios mio, hasta cuándo serán ellos sus propios Dioses? Hasta cuándo tendrán que arrastrar la cruz de su propia deificación?

(Albano Estrela, O Tríptico da paixão e do tempo, Lisboa, 1995)

Publicado por medusa em 07:21 PM | Comentários (0)

Nostalgia





Lembram-se desta maluqueira?

Publicado por medusa em 07:08 PM | Comentários (2)

Olá!




1.ª fotografia do meu sobrinho

Publicado por medusa em 06:02 PM | Comentários (2)