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May 14, 2006

O rosto da geada

Efémero rosto, gelado de desgosto,
no reflexo do mar morto,
perdes expressão de quando pedes pelo perdão
de mísera libertação.

Encontras, na sorte a morte constante,
no mau agouro comungante
a saudade inocente
de um passado distante

amargurado pelo fado da morte.
Rosto inerente que permaneces inerte
de quando te encontras no choro clemente,
desbravando com o sangue a pele dormente.

Face desfalecida que não te conheço, sinto,
no sepulcro das mágoas que existo,
no espelho quebrado da maldição,
vertendo rubras lágrimas de perdição.


Márcio Nunes de Freitas
Ana
Editorial Minerva

Publicado por marnunefrei às May 14, 2006 09:50 PM

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