junho 15, 2012

the end

acabo de receber um e-mail que diz:


Ao longo dos últimos anos, a equipa do weblog.com.pt tem vindo a trabalhar
no sentido da implementação de melhorias fundamentais para manutenção
do serviço prestado. No entanto, estes esforços não se têm revelado
suficientes para assegurar a manutenção da plataforma. Assim, no decorrer
dos próximos dias, e até ao próximo dia 22 de Junho, o weblog.com.pt
deixará de estar disponível.

Neste sentido, aconselhamos a que proceda à exportação do conteúdo do
seu blogue, na administração do mesmo, de forma a assegurar a sua
continuidade na nova plataforma pela qual possa optar.

Sugerimos que experimente o Blog.pt (http://www.blog.pt/), onde pode criar
uma nova conta e importar os dados exportados do weblog.com.pt. Caso
prefira, pode enviar o ficheiro de exportação que retira do weblog.com.pt
e nós encaminhamos para a criação de conta e respectiva importação no
blog.pt.

Caso a opção não recaia por esta plataforma, o ficheiro de exportação
pode ser também utilizado noutros serviços como o WordPress, Blogspot ou
qualquer outro que suporte a importação de MovableType.

Caso a plataforma escolhida não seja nenhuma das opções acima, poderemos
redireccionar o actual endereço do weblog.com.pt para o novo blogue. Para
isso, bastará, após a migração, indicar qual o novo endereço para onde
deveremos reencaminhar.

Estaremos disponíveis para qualquer esclarecimento que venha a ser
necessário.


A equipa do weblog.com.pt
correio@weblog.com.pt

Publicado por lorenafoiembora em 02:26 PM | Comentários (4) | TrackBack (0)

junho 13, 2012

...

O amor é irracional, eu lembrei pra mim mesma. Quanto mais você ama alguém, menos
sentido as coisas fazem.

Stephenie Meyer

Publicado por lorenafoiembora em 03:42 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)

junho 09, 2012

...

Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada. Não tenho esperanças nem saudades. Conhecendo o que tem sido a minha vida até hoje — tantas vezes e em tanto o contrário do que eu a desejara —, que posso presumir da minha vida de amanhã senão que será o que não presumo, o que não quero, o que me acontece de fora, até através da minha vontade? Nem tenho nada no meu passado que relembre com o desejo inútil de o repetir. Nunca fui senão um vestígio e um simulacro de mim. O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.

Breve sombra escura de uma árvore citadina, leve som de água caindo no tanque triste, verde da relva regular — jardim público ao quase crepúsculo —, sois, neste momento, o universo inteiro para mim, porque sois o conteúdo pleno da minha sensação consciente. Não quero mais da vida do que senti-la a perder-se nestas tardes imprevistas, ao som de crianças alheias que brincam nestes jardins engradados pela melancolia das ruas que os cercam, e copados, para além dos ramos altos das árvores, pelo céu velho onde as estrelas recomeçam.

Fernando Pessoa

Publicado por lorenafoiembora em 02:11 PM | Comentários (0) | TrackBack (0)

junho 08, 2012

...

O amor é o pior de todos os vícios. As drogas e o álcool levam o viciado a cometer crimes contra os outros. A primeira vítima do apaixonado é sempre ele mesmo. Enquanto o viciado pensa em assassinato, o apaixonado pensa em suicídio. Um viciado pode ser internado em uma clínica, mas para os apaixonados resta o manicômio conhecido por saudade. Esses puppets de Eros e Afrodite consideram a poesia a sua Bíblia e Vinícius de Moraes o seu Fernandinho Beira-Mar.

Douglas Kim

Publicado por lorenafoiembora em 02:21 PM | Comentários (0) | TrackBack (0)

junho 06, 2012

...

Baste a quem baste o que lhe basta
O bastante de lhe bastar!
A vida é breve, a alma é vasta;
Ter é tardar.

Fernando Pessoa

Publicado por lorenafoiembora em 04:09 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)

junho 02, 2012

...

"Quero viver num mundo em que os seres sejam somente humanos, sem outros títulos a não ser estes, sem serem golpeados na cabeça com uma régua, com uma palavra, com um rótulo. Quero que se possa entrar em todas as igrejas e em todas as gráficas. Quero que não haja mais ninguém para esperar as pessoas na porta da prefeitura para detê-las e expulsá-las. Quero que todos entrem e saiam do palácio Municipal sorridentes. Não quero que ninguém fuja de gôndola, que ninguém seja perseguido de motocicleta. Quero que a grande maioria, a única maioria, todos, possam falar, ler, escutar, florecer."

Pablo Neruda, in Confesso que vivi

Publicado por lorenafoiembora em 04:13 PM | Comentários (0) | TrackBack (0)

maio 31, 2012

...

Você Abusou
Wilson Simonal

Mas não faz mal
É tão normal ter desamor
É tão cafona sofrer dor
Que eu já nem sei
Se é meninice ou cafonice o meu amor
Se o quadradismo dos meus versos
Vai de encontro aos intelectos
Que não usam o coração como expressão

Você abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou

Que me perdoem, se eu insisto neste tema
Mas não sei fazer poema
Ou canção que fale de outra coisa que
Não seja o amor
Se o quadradismo dos meus versos
Vai de encontro aos intelectos
Que não usam o coração como expressão

Você abusou...

* brilho eterno de uma mente sem lembranças

Publicado por lorenafoiembora em 05:09 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)

maio 24, 2012

...

"Dance, dance
ou estamos perdidos"

Pina Baush

* que seja doce

Publicado por lorenafoiembora em 04:53 AM | Comentários (5) | TrackBack (0)

maio 22, 2012

...

Respondi que nunca se muda de vida; que, em todo caso, todas se equivaliam, e que a minha, aqui, não me desagradava em absoluto. — Não, não consigo acreditar. Tenho certeza de que já lhe ocorreu desejar uma outra vida. Respondi-lhe que naturalmente, mas que isso era tão importante quanto desejar ser rico, nadar muito de pressa ou ter uma boca mais bem feita. Era da mesma ordem. Mas ele me deteve e quis saber como eu imaginava essa outra vida. Então gritei: - Uma vida na qual me pudesse lembrar desta vida.

Albert Camus, in O Estrangeiro

* saudade roxa

Publicado por lorenafoiembora em 05:50 PM | Comentários (0) | TrackBack (0)