March 22, 2005

Tema do trabalho de IPC

No dia 8 de Março celebrou-se, mais uma vez, o Dia Internacional da Mulher. Pessoalmente, franzo um bocado a sobrancelha a iniciativas deste tipo, pois a discriminação pela positiva não deixa nunca de ser discriminação.

Estamos ainda muito longe de viver numa sociedade em que os papéis de género deixem de fazer sentido, embora seja bastante optimista em relação às gerações mais jovens. Julgo que será com os mais jovens que estes muros serão, por fim, completamente demolidos.

Até lá é prioritário que haja uma reflexão sobre a evolução do papel da mulher na sociedade – por um lado enquanto agente social activo propriamente dito e, por outro lado, necessariamente indissociável, enquanto imagem feminina que nos é devolvida pelos media.

Partindo da constatação da necessidade desta reflexão, surgiu a ideia de fazermos um trabalho de investigação que permitisse analisar as circunstâncias em que a mulher aparece na televisão, muito especificamente nos Telejornais portugueses.

A nossa ideia é assistirmos durante cerca de quinze dias (o período temporal ainda não foi definitivamente delimitado) a todos os Telejornais nacionais (referimo-nos aqui ao Telejornal da RTP 1, ao Jornal da Noite da SIC e ao Jornal Nacional da TVI; o Jornal da RTP 2 foi excluído por ser uma versão mais curta do Telejornal, por isso redundante) e enumerarmos exaustivamente todas as notícias em que sejam referidas mulheres, bem como descrevermos sucintamente as circunstâncias dessas referências.

Por exemplo: a mulher é referenciada por ter sido vítima de um crime ou por o ter perpetrado? É entrevistada na qualidade de especialista em alguma área? São referidas as suas habilitações académicas? Em que tipo de assuntos é mais frequente a presença de mulheres nas notícias? E assim por diante.

De forma a arrumarmos estas ideias e definirmos de forma bastante clara os parâmetros que pretendemos analisar, estamos a tentar formular uma espécie de ficha de visionamento dos Telejornais, de forma a facilitar também essa tarefa.

Em relação à bibliografia, julgo que teremos todo o interesse em consultar o Centro de Documentação da APF – Associação do Planeamento Familiar, que tem uma Delegação em Faro e tem publicado e divulgado bastantes artigos sobre o papel de género.

O mote está lançado. Aceitam-se e agradecem-se as sugestões e comentários de todos.

Cláudia Silva

Publicado por sapaso às 06:32 PM | Comentários (3)

Temos opção, ou talvez não...

Todos entrámos no curso de Ciências da Comunicação com a convicção de que no quarto ano tínhamos a possibilidade de escolher uma das três vertentes disponíveis, comunicação social, comunicação empresarial e comunicação cultural. Mas a verdade é que as coisas não são bem assim e, pelo que nos tem sido dito, uma destas vertentes não abrirá com toda a certeza no próximo ano lectivo.

Para comunicação empresarial não há dúvidas, quase toda a turma parece querer seguir esta vertente e pelo que já me disseram são só vinte e cinco vagas (temo que sejamos mais); para comunicação social também existem alguns interessados (talvez não mais pelo medo do desemprego); pelo que, contas feitas, será a vertente de comunicação cultural a não abrir.

Sinceramente, não me parece justo. Apesar de serem poucos os alunos a quererem seguir esta área os que querem parecem-me bastante certos de ser esta a sua escolha, e chegam agora à recta final do terceiro ano e têm de escolher não a vertente de que mais gostam, mas sim excluir a que menos gostam (talvez até pensem pedir transferência, o que seria compreensível já que só assim podem seguir o seu sonho).

Claro que entendo que com poucos alunos é complicado abrir uma vertente, mas também não concordo que todos possam escolher menos este pequeno grupo de pessoas. Só é pena que estas coisas não sejam logo ditas no momento de inscrição no curso, pois todos os locais onde pesquisei não me alertavam para esta situação, mas se calhar foi só a mim, não sei, só vocês me podem dizer.

Pessoalmente não me fez diferença, pois a minha opção não corre o risco de não abrir (o meu medo é até que sejamos demais), mas fez a outras pessoas da tua turma, o que na minha opinião é suficiente para não considerar justo.

Sandra

Publicado por sapaso às 03:41 PM | Comentários (1)