Madeira

junho 11, 2012

MONTE - CAMACHA Levada dos Tornos - troço Palheiro Ferreiro Camacha

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junho 10, 2012

MONTE - CAMACHA Levada dos Tornos - troço Romeiros Palheiro Ferreiro

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Ainda os efeitos da tragédia de 20 de Fevereiro de 2010

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junho 09, 2012

MONTE - CAMACHA Caminho do Monte às Romeiras

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Um habitante inesperado!

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junho 08, 2012

TELEFÉRICO MONTE/JARDIM BOTÂNICO

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IGREJA DO MONTE

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junho 04, 2012

MERCADO DOS LAVRADORES - FRUTAS

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junho 03, 2012

MERCADO DOS LAVRADORES - PEIXE ESPADA BRANCO E PRETO

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junho 24, 2011

LEVADA DOS PIORNAIS

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junho 23, 2011

VISTA PARA CÂMARA DE LOBOS/CABO GIRÃO

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setembro 01, 2010

PENHA D'ÁGUIA

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agosto 23, 2010

PORTO MONIZ - PISCINAS NATURAIS

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agosto 20, 2010

PORTO MONIZ - PISCINAS NATURAIS

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julho 20, 2010

Passeios a pé: Nas fraldas do Fanal

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Marco Livramento

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Com os dias quentes a se fazerem notar, nada melhor do que privilegiar os passeios pelo campo. A nossa sugestão desta semana vai levá-lo até ao concelho do Porto Moniz, para que aí possa percorrer a Levada dos Cedros, nas fraldas do Fanal. São perto de 6 km que nos permitem uma viagem pelo que a natureza tem de melhor. O silêncio só é quebrado pelo chilrear do tentilhão ou pelo gorgolejar da água que corre na levada.

O percurso inicia-se nas imediações do Posto Florestal do Fanal, junto à Estrada Regional 209, que liga o Fanal à Ribeira da Janela. Para alcançarmos a Levada dos Cedros (ou Levada Nova dos Cedros), temos de percorrer, durante algum tempo, uma vereda que serpenteia uma mata de imponentes urzes. E à medida que vamos descendo a acentuada escadaria, sentimo-nos a "mergulhar" na pujante Floresta Laurissilva. Loureiros, tis, faias, vinháticos ou folhados: estas são apenas algumas das espécies que vai ali encontrar. Se optar por percorrer este trilho no final do mês de Setembro, não deixe de provar os negros frutos da Uveira-da-serra. A acidez da sua doçura não vai ser-lhe indiferente.

Alcançamos a Levada junto à sua madre, na Ribeira do Corgo. A partir daqui o percurso faz-se sempre em terreno plano, até chegarmos, de novo, à Estrada Regional, na zona do Curral Falso. Sem pressas, aprecie a beleza à sua volta. Deslize pelas vistas estupendas que cada miradouro lhe possibilita, sempre com as serras do Rabaçal e do planalto do Paúl da Serra como pano de fundo e o vale da Ribeira da Janela aos seus pés.
Verá que são pontuais as zonas que poderão apresentar algum perigo, até mesmo para quem teme as vertigens. Caso tenha tempo, ao chegar ao Curral Falso poderá continuar no encalço da Levada dos Cedros, que por aqui surge escavada na rocha, até alcançar o sítio da Eira da Achada, bem no topo da freguesia da Ribeira da Janela, donde se poderão contemplar vistas magníficas sobre a costa Norte, do Seixal até Ponta Delgada.

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Pormenores a não perder...

Antes de percorrer a Levada dos Cedros, não deixe de deambular por entre as belezas do Fanal. Com tempo, dê um saltinho ao Fio do Fanal, donde poderá apreciar a terra trabalhada no Chão da Ribeira. Aqui cada poio parece ter sido geometricamente talhado no sopé das altivas montanhas que se erguem em redor do vale da Ribeira do Seixal.

No planalto, os tis centenários teimam em resistir ao tempo e às investidas dos animais que ali pastam livremente. Não perca a oportunidade de visitar a Fonte dos Ingleses e de apreciar os belos panoramas que dali se tem sobre o vale da Ribeira Funda. A Lagoa do Fanal, resquícios da cratera de um vulcão, enche-se de água sempre que a chuva abunda. Certamente não será nesta altura do ano que poderá contemplá-la em estado "pantanoso", ainda assim fica já a sugestão para o próximo Inverno.

A ter em conta:

Ponto de partida: Posto Florestal do Fanal - ER 209
Ponto de chegada: Curral Falso - ER 209
Tempo de percurso: 5 horas, cerca de 6 Km
Equipamento: Calçado e roupa apropriados.
Observações: Na zona do Fanal o nevoeiro poderá surgir repentinamente, pelo que tome as devidas precauções.

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julho 15, 2010

PORTO DA CRUZ - 8/7/2010

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julho 13, 2010

ESTE ANO VAMOS À MADEIRA

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julho 07, 2010

PONTA DE SÃO LOURENÇO - 5/7/2010

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julho 01, 2010

Max: um madeirense que cantou pelo Mundo

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Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

Maximiano de Sousa, conhecido em todo o Mundo como Max, receberá uma homenagem no próximo mês de Outubro. O programa está em preparação e está a ser levado a cabo por um Núcleo de Homenagem ao Max, constituído para o efeito. O objectivo é o de trazer à memória das gerações mais novas a obra de Max. O artista «vai para além do género humano, porque ele transcendeu tudo o que poderíamos esperar de um homem sem letras, mas que se revistiu de letras, um homem sem instrução e que se revistiu de educação pura e um homem que soube traduzir a alma de um povo».

«Sem saber música, musicava, sem saber escrever bem fez as letras mais lindas da paisagística poética do País, desculpem os grandes poetas, mas aquele homem não sabia escrever» e fez mais de 170 músicas. Assim era Max, um homem humilde que pedia liçença para cantar e desculpava-se por ter cantado. Levou o nome Madeira a vários cantos do Mundo e neste momento está um pouco esquecido.
Para regressar à memória do povo madeirense e também por esse mundo fora, um grupo de cidadãos decidiu prestar-lhe a devida homenagem. Para preparar o programa “Max - A Grande Homenagem”, foi criado um Núcelo de Homenagem a Max constituído pelos fadistas Carlos Amaral, Manuela Nobre e ainda pelo jurista Rogério Sousa. O principal objectivo é o de prestar «a merecida homenagem pública, regional e nacional» a Maximiano de Sousa, conhecido por Max, por ter sido um dos representantes máximos da canção, do humorismo e do próprio Fado.
Erradamente conhecido apenas pela música “A Mula da Cooperativa”, Carlos Amaral, que dá a cara por este projecto, avança ao Jornal da Madeira, que Max é muito mais do que este tema feito para o teatro. «Júlia Florista, Senhora do Monte, Fui de Viela em Viela, Vielas de Alfama, tem mais de 170 letras, todas feitas de forma quase paranormal», adianta aquele fadista. Max «não desenhava uma letra, era a mulher com uma quarta classe que lhe passava para o papel os poemas e depois ele assobiava para o guitarrista e alguém que percebia de música passava para a pauta e assim se fez as melodias de Max», explicou.
Desde jovem que o açoriano Carlos Amaral teve contacto com a música de Max, por isso num dos encontros com o artista madeirense ficou surpreendido quando soube que aquele homem não sabia escrever «e a minha surpresa quando soube foi quase de vergonha, porque eu pedi-lhe um autógrafo com uma dedicatória! E ele deu-ma em soneto, o qual eu guardo em vinil editado em 1977».
Agora surge a questão como é que um açoriano pretende fazer uma homenagem a Max, um artista madeirense? Carlos Amaral começa por explicar que o fado está na sua família há mais de sete gerações. E entre a música clássica, o fado e a canção popular, recebeu também em sua casa as músicas de Max.
Recorda o seu primeiro vislumbre da figura humilde de Max. Tinha entre sete a oito anos e estava de visita à Madeira com a sua família. Prestando a devida homenagem também ao dono de uma casa de fados emblemática da Zona Velha da Cidade do Funchal, o senhor Arsénio do Marcelino Pão e Vinho, foi aí nessa casa que viu o artista madeirense passar fugitivamente. «Vi o Max a passar, mas não cantou, vi aquela figura de barrete à Pierrot, muito tímida».

«Aquele abraço vai perdurar
para sempre»

Mas o encontro que guarda para sempre na sua memória atravessou o Atlântico e aconteceu em New Bedford, Massachusetts, Estados Unidos da América, pela mão da diva Amália Rodrigues. «Devo dizer que tive uma sensação de tremura interior, estava ao lado de uma figura que eu gostava tanto de conhecer e ainda por cima ao lado de uma diva, que já era um mito em vida». Amália Rodrigues apresentou Carlos Amaral a Max, como sendo uma das pessoas «que canta um dos seus fados, e bem, e pediu para que eu cantasse». «Senti-me lisonjeado, mas disse a Max que tinha ido ao espectáculo para escutá-lo e ao pé do mestre ninguém canta!». Carlos Amaral foi para a plateia confiante que a história não passava dali, mas qual é o seu espanto que após duas músicas, Max chama-o ao palco. «Confrontei-me, então, pela primeira vez perante uma das vedetas da vida que passam por nós». Max afastou-se dez passos «e o que aconteceu depois valeu a pena, porque aquele abraço que ainda dura e aquela homenagem vai durar e perdurar até o final dos meus tempos», recorda Carlos Amaral.
Por estas situações e muitas outras, Carlos Amaral tenta sempre homenagear Max, que lhe fez um pedido: «onde quer que eu estivesse, com a sua existência ou não, que eu lhe cantasse a “Júlia Florista”, então a canto como a cantei junto dele, com imensa vergonha».

Consagrar definitivamente
a figura de Max

O programa da grande homenagem a Max que está a ser preparado e que, em princípio decorrerá na terceira semana de Outubro, inclui vários momentos.
Para a consagração definitiva da figura de Max, o Núcelo enviou um pedido à Presidência da República para que o artista madeirense fosse agraciado com uma ordem honorífica, não inferior à que foi entregue à grande diva do fado, Amália Rodrigues. Será solicitado ao representante da República na Madeira, que esta cerimónia de entrega da comenda seja feita no Palácio de São Lourenço.
Um dos pontos altos da iniciativa, serão dois espectáculos que terão lugar no Teatro Baltazar Dias. Estes espectáculos estão já em preparação, sendo que já foram mantidas reuniões com Teresa Brazão, responsável pelo departamento cultural da Câmara Municipal do Funchal. Aberto a convidados e à população em geral, «porque esta homenagem é de todos e para todos e para ele em específico», as apresentações terão muitas novidades, onde inclui um “diálogo” com Max que está a ser preparado há mais de dois meses.
A pretensão do Núcleo é realizar dois espectáculos em honra de Max e haverá uma surpresa em que duas figuras nacionais estarão presentes. Uma delas trabalhou durante largos anos com Max, tendo também viajado pelo mundo ao lado do artista madeirense.
A colocação de lápides no edifício onde Max nasceu e uma outra onde viveu com a sua irmã está no programa de actividades, bem como a deslocalização da estátua do artista que está na Zona Velha da cidade. Carlos Amaral salienta que esta mudança é fundamental, porque neste momento não está a dignificar o artista, «não por culta do Governo Regional, porque a escultura está esplêndida, mas pela localização, por isso irá ficar à entrada da Zona Velha, junto à muralha, virada para a Rua D. Carlos I». A figura de Max está incontornavelmente ligada àquela zona da cidade, porque foi ali que viveu, trabalhou e começou como artista «e experimentou os primeiros sinais de uma morte desonrosa, o seu povo não o ajudou então damos uma oportunidade à Região de prestar a mail alta expressão da homenagem».
Um blog sobre a iniciativa (http://maximianodesousa.wordpress.com) foi ainda criado e foi também solicitado à presidência do Governo Regional um dia de tolerância de ponto ou feriado em honra de Max.
De acordo com Carlos Amaral, esta homenagem a Max é essencial para que o artista madeirense, que conseguia imitar todos os instrumentos de sopro e que tornou o “Bailinho da Madeira” e “Noites da Madeira” verdadeiros êxitos, regresse à memória de todos.
No passado já houve várias homenagens ao artista madeirense, mas «continua esquecido pelas gerações mais novas». Max «vai para além do género humano, porque ele transcendeu tudo o que poderíamos esperar de um homem sem letras, mas que se revistiu de letras, um homem sem instrução e que se revistiu de educação pura e um homem que soube traduzir a alma de um povo».

“Pomba Branca” será o hino
da homenagem

O tema “Pomba Branca” será o hino da homenagem que está a ser preparada em honra de Max. Carlos Amaral explica que este tema é um hino dado à Madeira. A escolha por esta música não foi pela superioridade às outras músicas, mas pelo facto de simbolizar «a liberdade, o afecto, a amizade, a fraternidade e a grandiosidade da alma humana que é a expressão de toda a arte e do artista». O artista «soube experimentar isso naquele corpo pequeno, naquele sorriso miúdo e de uma forma extraordinária», esclareceu Carlos Amaral.
Por estes e outros factores é que Max não deveria ser esquecido. Pelo menos é a opinião da fadista Manuela Nobre. Nasceu em África e aos onze anos foi viver para o continente. Está na Madeira há cinco anos e conheceu, através da televisão, o artista Maximiano de sousa. Os fados “Noite”, “Júlia Florista” e ainda “Vielas de Alfama” são os preferidos daquela fadista, que adianta que «é de louvar a atitude de Carlos Amaral de homenagear o artista madeirense».
Já o advogado Rogério Sousa justifica a sua presença neste Núcleo com o facto de não ter sido dado relevo a uma das figuras do nosso espectro cultural. «O que me levou a contribuir foi a necessária homenagem que tem de ser feita», explicou ao JM.

Max mostrou a beleza
do folclore e do fado

Max demonstrou, por onde passou, a beleza do folclore da ilha e do Fado. Tornou-se grande num curto espaço de tempo e as fronteiras do País eram pequenas para o amarrar. Carlos Amaral aprendeu o bailinho com Max «três passos para a frente, três passos para trás, três para o lado direito e três para o esquerdo» e dançou juntamente com Maria Ascenção, que era a alma do Grupo de Folclore da Camacha. Relativamente ao fado, Carlos Amaral considera que este «não é feito de choraminguices, está mal interpretado assim». O fado deve ser para cantar a liberdade da vida. E foi isso que Max fez e é com alegria que deve ser para sempre lembrado.

Queria ser barbeiro e violinista
acabou por ser alfaiate e artista

Não poderíamos falar de Max sem contar um pouco da sua história de vida. Nascido no Funchal, a 20 de Janeiro de 1918, o artista acabou por falecer em 1980 e foi um dos representantes máximos da canção do humorismo e do próprio fado.
Foi uma das mais populares vedetas da rádio, do teatro e da televisão portuguesa desde os anos quarenta, até à sua morte. A ele se devem os êxitos como “Noites da Madeira, “Bailinho da Madeira” ou “A Mula da Cooperativa”. Nada faria prever que este jovem madeirense, que sonhava uma dia ser barbeiro, mas que acabou por ser alfaiate, viria a ser um dos mais populares artistas portugueses.
Foi no Funchal que iniciou a sua carreira artística. Queria ser violinista, tinha audição para a música, mas pouca paciência para aprender o solfejo e acabou por aprender a arte da alfaiataria.
O gosto pela música ficou sempre e começou a cantar em bares de hotéis. Em 1942 é um dos fundadores e baterista do conjunto de Toni Amaral, que se torna uma verdadeira sensação das noites madeirenses e que em 1946 acaba por conquistar Lisboa. É com o fado Mayerúe de Armandinho e Linhares Barbosa, mais conhecido como “Não Digas Mal Dela” que populariza a voz de Max e o faz sair do Conjunto de Toni Amaral.
Lançado numa carreira a solo, Max passa a ser uma estrela da rádio e em 1949 grava o seu primeiro disco com canções como “Noites da Madeira” e o “Bailinho da Madeira”. A partir daí são só sucessos: “A Mula da Cooperativa”, “Porto Santo”, “31” ou “Sinal da Cruz”. Conquistou o teatro, pelas mãos de Eugênio Salvador, na revista “Saias Curtas”, em 1952. Foi a primeira de muitas revistas que o consagraram como actor e humorista. Em 1957, inicia uma digressão pelos Estados Unidos da América, interrompida por uma doença de coração. Depois de recuperado, viaja até Angola, Moçambique, África do Sul, Brasil e Argentina. Após tanto sucesso, acaba por morrer em 1980.

Marília Dantas

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junho 21, 2010

PENHA D'ÁGUIA - 9/6/2010

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junho 18, 2010

Conheça a Madeira por dentro

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

As férias estão quase a chegar e se este ano não tem disponibilidade financeira para sair da ilha, o melhor mesmo é ficar por cá, de certeza que não se irá arrepender, até que há muitos sítios que ainda não conhece e ainda gostava de visitar.
Na lista de sítios a conhecer “cá dentro” comece pelos jardins, que são um grande cartaz turístico. O Jardim Botânico tem uma beleza ímpar, por isso mesmo é que é tão visitado pelos turistas. A vista que tem sobre o Funchal é soberba, além de poder conhecer as milhares de espécies de plantas que existem não só na ilha, mas também pelo Mundo. Os Jardins do “Monte Palace” são também uma visita obrigatória pela junção de intercontinentalidades que proporciona ao visitante. É um jardim para desfrutar devagarinho, levar um livro e sentar-se nos bancos e ler um pouco e ouvir os pássaros... sem pressas. Uma outra sugestão, mas mais cultural é a Quinta das Cruzes que ainda pode visitar à noite, em determinados dias. Quase no centro do Funchal, há o Parque Santa Catarina. Sim, é uma boa sugestão, porque de certeza que nunca o visitou com a calma que ele obriga. De certeza que só vislumbra o parque do lado de lá da estrada. Está de férias... pegue na máquina e faça de turista na sua própria cidade.

Parques de diversão para toda a família

Se é apreciador da tradição aliada à aventura o Parque Temático da Madeira é a sugestão ideal para si e para toda a família. Certamente que passará bem o dia naquele espaço e ainda ficará a conhecer mais sobre a formação da ilha da Madeira e até do Universo. Este espaço é tão divulgado, mas de certeza que ainda não teve tempo de ir a Santana visitar o Parque que faz as delícias dos turista. Ainda para mais este ano não há desculpas, já que o Parque lançou o cartão para residentes. Pode ir as vezes que quiser.
Nos dias em que o calor aperta, não se esqueça que pode ir até ao Aquaparque, em Santa Cruz. Aqui não vai faltar também diversão para toda a família, nos dias de sol.

Locais paradisíacos do mar à serra

A Madeira é conhecia pelos seus locais paradisíacos, se calhar por viver cá e não ter tempo de andar por aí a visitar são poucos os locais que já visitou. Como está de férias, dedique então um dia para ir até à Fajã dos Padres. A calma do sítio vai querer voltar mais vezes ou então pernoitar nas unidades de turismo que lá têm. Mesmo ao lado, o Calhau da Lapa é também um local que foi redescoberto e que tem uma praia fantástica.
Se prefere a serra à praia, não desanime, a Madeira tem muito para lhe oferecer. O dia pode começar bem cedo observando o nascer do sol desde o Pico do Areeiro, de certeza que irá ficar maravilhado. O dia pode continuar visitando as belezas da costa Norte da ilha.
Na lista de sítios que não pode deixar de conhecer está ainda o Fanal, bem como o Chão da Ribeira, um sítio na freguesia do Faial, mas que ainda é desconhecido por muitos. Não se esqueça de comer uma truta num dos restaurantes que lá existem. E já que está naquela localidade, visite a Ribeira Funda, um dos últimos sítios da Madeira a ter uma estrada. De certeza que irá ficar admirado como durante anos e anos aquelas pessoas viveram ali, tendo como único acesso uns degraus em mau estado e muito íngremes. Ali, aproveite para fechar os olhos ouvir os pássaros e água a correr na levada. São dos únicos sons que se ouve na área.

Turismo rural de qualidade

Neste momento, a Madeira oferece ao turista, mas também ao residente várias unidades de turismo rural de qualidade a preços acessíveis, basta estar atento às promoções. O problema será mesmo escolher. Desde o Santo da Serra, passando pela Calheta e até à Ponta do Pargo, a escolha é grande e certamente é o ideal para passar umas férias diferentes mesmo “cá dentro”.
Ande de teleférico, de carro de cesto, observe as baleias e golfinhos a partir dos barcos de recreio, acima de tudo sinta-se um turista na sua própria terra. A Madeira agradece.

JM

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junho 17, 2010

FRENTE MAR - PORTO DA CRUZ - 8/6/2010

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maio 27, 2010

FUNCHAL - VISTA DO MAR - 20/5/2010

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maio 26, 2010

MARINA DO FUNCHAL - 18/5/2010

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maio 25, 2010

FUNCHAL - 16/5/2010

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maio 21, 2010

FUNCHAL BY NIGHT - 15/5/2010

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maio 18, 2010

PORTO DA CRUZ - 13/5/2010

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maio 14, 2010

CRISTO REI DO GARAJAU - 8/5/2010

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maio 07, 2010

BAÍA DO FUNCHAL vista do JARDIM BOTÂNICO - 6/5/2010

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abril 30, 2010

FUNCHAL - PARQUE DE SANTA CATARINA - 27/4/2010

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abril 29, 2010

FUNCHAL - PROMENADE DO LIDO - 26/4/2010

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abril 28, 2010

FUNCHAL - PARQUE DE SANTA CATARINA - 22/4/2010

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abril 20, 2010

FUNCHAL - BAÍA - 16/4/2010

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abril 16, 2010

FUNCHAL - AV. DO MAR - 15/4/2010

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abril 14, 2010

FUNCHAL - FORTE DE S. TIAGO - 11/4/2010

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abril 08, 2010

MARINA DA CALHETA - 5/4/2010

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abril 07, 2010

1º DE ABRIL

A foto anterior era brincadeira de 1º de Abril. Como sabem os que conhecem aquela zona, na Portela, a estrada dá a volta e passa por cima, no sítio onde foi colocado o comboio!

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abril 01, 2010

PONCHA EXPRESS - 1/4/2010

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março 31, 2010

FUNCHAL - 30/3/2010

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março 29, 2010

FLORES DA MADEIRA

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março 23, 2010

FUNCHAL VISTO DO GARAJAU - 19/3/2010

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março 22, 2010

COSTA NORTE DA MADEIRA - 18/3/2010

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março 19, 2010

ARCO DA CALHETA - 17/3/2010

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março 18, 2010

PRAIA DE MACHICO - 12/3/2010

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março 12, 2010

VISTA DO FUNCHAL desde o POÇO DA NEVE - 11/3/2010

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março 10, 2010

FUNCHAL (centro) - 10/3/2010

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março 09, 2010

COSTA DO FUNCHAL - 9/3/2010

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março 03, 2010

FUNCHAL - 3/3/2010

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março 01, 2010

FUNCHAL - 1/3/2010

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julho 08, 2009

PORTO SANTO

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março 31, 2009

VALE DO CURRAL DAS FREIRAS

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fevereiro 20, 2009

PORTO SANTO

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fevereiro 18, 2009

PORTO SANTO

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fevereiro 17, 2009

PORTO SANTO

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janeiro 19, 2009

BAILINHO DA MADEIRA - MAX

Composição: Maximiano de Sousa (Max) Mário Teixeira e Tony Amaral

Deixa passar esta linda brincadeira
Qu'a gente vamos bailar
Á gentinha da madeira

Instrumental

Eu venho de lá tão longe
Eu venho de lá tão longe
Venho sempre á beira mar
Venho sempre á beira mar

Instrumental

Trago aqui estas couvinhas.
Trago aqui estas couvinhas.
Pr'á manhã o seu jantar.
Pr'á manhã o seu jantar.

Deixa passar esta linda brincadeira
Qu'a gente vamos bailar
Pr'á gentinha da madeira.
Deixa passar esta linda brincadeira
Qu'a gente vamos bailar
Á gentinha da madeira.

Instrumental

E a madeira é um jardim.
E a madeira é um jardim.
No mundo não há igual.
No mundo não há igual.

Instrumental

Seu encanto não tem fim.
Seu encanto não tem fim.
A filha de portugal.
A filha de portugal.

Deixa passar esta linda brincadeira
Qu'a gente vamos bailar
Pr'á gentinha da madeira.
Deixa passar esta linda brincadeira
Qu'a gente vamos bailar
Á gentinha da madeira.

Instrumental


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janeiro 11, 2009

FUNCHAL

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janeiro 08, 2009

PRESÉPIO NO CURRAL DAS FREIRAS

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janeiro 07, 2009

Folclore e ritmos no Curral das Freiras

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Megapresépio no Curral das Freiras em exibição até ao fim-de-semana

O megapresépio que a Associação Refúgio da Freira tem patente ao público no Centro Cívico do Curral das Freiras continua a ser, nesta quadra da Festa, mais um dos grandes atractivos da localidade interior da ilha.

Além da beleza natural ímpar do 'Curral', a 'grande' obra de arte alusiva à época das festas natalícias e a animação musical a ela associada promovida aos domingos complementam a oferta aos muitos visitantes, locais e forasteiros que 'descem' até ao centro da freguesia câmara-lobense.

Apesar de ser já uma 'tradição' a construção de um presépio de grandes dimensões, desde o passado dia 21 que muitos curiosos são atraídos também pelo megapresépio ali erguido, este ano com a ajuda 'extra' da animação aos fins-de-semana.

Na tarde do último domingo, o primeiro do novo ano, houve actuação do Grupo de Danças e Cantares da Casa de Povo de Água de Pena, bem como do Grupo Folclórico e Etnográfico da Boa Nova.

No próximo domingo, dia 11, a animação estará a cargo do Grupo de Folclore de Santa Rita, Grupo de Folclore Monte Verde e Grupo de Música Tradicional Seis po'meia Dúzia, com actuações às 15, 16 e 18 horas, respectivamente.

Ainda no próximo domingo, será efectuado o sorteio de rifas - 17 horas - promovido pela Associação Refúgio da Freira, o qual está associado a uma iniciativa de solidariedade, uma vez que parte do valor arrecadado reverterá para a associação Acreditar.

Quem pretender visitar o presépio poderá fazê-lo até ao próximo fim-de-semana.

Até sexta-feira, entre as 9 e as 20 horas, no sábado e domingo está aberto ao público das 15 às 20 horas.


Orlando Drumond

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janeiro 05, 2009

FOGO DE ARTIFÍCIO FIM ANO FUNCHAL

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dezembro 31, 2008

CURRAL DAS FREIRAS

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dezembro 17, 2008

FUNCHAL

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dezembro 12, 2008

NAU SANTA MARIA

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dezembro 05, 2008

SEIXAL

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novembro 22, 2008

MAX

O inesquecível Max em Bate o Pé, imitação de instrumentos e O Magala (0 31) num espectáculo transmitido pela RTP.


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novembro 03, 2008

CALDEIRÃO VERDE

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outubro 30, 2008

AMANHECER

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outubro 16, 2008

LEVADA DO RISCO (RABAÇAL)

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outubro 06, 2008

CASA NAS QUEIMADAS

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outubro 02, 2008

Festival de Passeios a Pé entre 13 e 17 de Janeiro

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

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LEVADA DAS 25 FONTES foto JCF

Já está agendada mais uma edição do Festival de Passeios a Pé da Madeira, a segunda, que irá decorrer nas serras da Madeira e do Porto Santo entre os dias 13 e 17 de Janeiro de 2009.

O festival é uma iniciativa do Reino Unido, concretamente do fotógrafo e escritor “freelance” de “outdoors”, Terry Marsh, que, entre 2004 e 2006, foi responsável pela organização dos festivais de passeios a pé na ilha de Man que obtiveram muito sucesso. Neste momento, a sua atenção está inclinada para a Madeira.
E, depois da edição deste ano ter tido o apoio logístico da agência de viagens Windsor, em 2009 será da Euromar.

O Festival de Passeios a Pé é promovido pela Direcção Regional do Turismo da Madeira que está activamente envolvida na sua organização. Por isso mesmo, considera estar confiante que o festival encorajará os caminhantes a visitarem as duas ilhas da Região Autónoma da Madeira para ficarem com a experiência pessoal de saborearem as belezas inigualáveis deste lugar notável.
Neste âmbito, os passeios escolhidos são uma selecção dos muitos que estão disponíveis e pretendem providenciar ao caminhante um gosto pelo que as ilhas têm para oferecer.

Todas as veredas são criadas e promovidas pela Direcção Regional de Florestas e todas foram recentemente vistoriadas e verificadas.
As ilhas da Madeira e Porto Santo oferecem alguns dos mais aprazíveis passeios a pé que se podem imaginar. Não há níveis de dificuldade para os passeios na Madeira e no Porto Santo os níveis de dificuldade são demasiado subjectivos para serem úteis. Contudo, a organização aconselha que todos os participantes avaliem a sua própria capacidade para realizarem um determinado passeio.

Vários percursos

Quanto aos percursos temos, na terça-feira, dia 13, o “Caminho Real do Paul do Mar”, a “Levada dos Cedros”, o “Caminho do Pináculo e Folhadal” e a “Levada das 25 Fontes”.

Para quarta-feira, dia 14 os percursos são os seguintes: “Vereda do Calhau” (Porto Santo), “Vereda dos Balcões”, “Levada do Rei” e “Vereda da Ilha”.

Na quinta-feira, dia 15, são os seguintes: “Vereda do Pico Castelo” (Porto Santo), “Levada do Caldeirão Verde”, “Vereda do Pico Branco e Terra Chã” (Porto Santo) e “Caminho Real da Encumeada”.

Para a sexta-feira, dia 16, o festival tem programado os seguintes percursos: “Vereda do Pico Ruivo”, “Levada Fajã do Rodrigues”, “Vereda do Areeiro” e “Vereda da Ponta de São Lourenço.

Finalmente no sábado, dia 17 de Janeiro serão os seguintes: “Vereda da Ribeira da Janela”, “Levada do Moinho”, “Levada do Furado” e “Vereda da Encumeada”.

Paulo Alexandre Camacho

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setembro 26, 2008

ILHAS DESERTAS

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setembro 24, 2008

CASA DAS MUDAS

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setembro 21, 2008

CASA DAS MUDAS

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setembro 18, 2008

CALHETA

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setembro 17, 2008

NA CALHETA

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setembro 16, 2008

PAÚL DO MAR

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setembro 15, 2008

ESTÁTUA "O HOMEM DO MAR" - PAÚL DO MAR

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setembro 12, 2008

PAÚL DO MAR

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setembro 11, 2008

PAÚL DO MAR

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setembro 10, 2008

PAÚL DO MAR

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setembro 09, 2008

PAÚL DO MAR

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setembro 08, 2008

IGREJA DO PAÚL DO MAR

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setembro 07, 2008

IGREJA DO PAÚL DO MAR

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setembro 05, 2008

PAÚL DO MAR

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setembro 04, 2008

PONTA DO PARGO

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setembro 03, 2008

FAROL DA PONTA DO PARGO

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agosto 29, 2008

PONTA DO PARGO

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agosto 28, 2008

IGREJA DOS PRAZERES

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agosto 27, 2008

IGREJA DOS PRAZERES

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agosto 21, 2008

Armas vai ligar Madeira a Portimão todo o ano

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

A empresa espanhola Naviera Armas confirmou ontem, em comunicado, que irá assegurar durante todo o ano a linha marítima entre Canárias - Madeira - Portimão, isto face ao “êxito e aceitação” do serviço. O armador anunciou ainda a intenção de no próximo ano colocar um novo “ferry” nesta linha e de fazer duas viagens semanais a partir de Maio.

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A linha marítima que liga Canárias - Madeira - Portimão, que está a ser efectuada pela empresa espanhola Naviera Armas, vai continuar depois do Verão, anunciou ontem a empresa em comunicado
A Naviera Armas refere que esta decisão surge na sequência do “grande êxito e aceitação que esta linha marítima está tendo", desde que iniciou este serviço no passado dia 13 de Junho, tendo já movimentodo 14 mil passageiros.
A empresa diz estar a avaliar a incorporação de um novo “ferry”, referindo-se a um dos dois navios que estão actualmente em construção, para a ligação entre Canárias, Funchal e Portimão.
Por outro lado, a Naviera Armas refre ser "muito provável que, a partir do mês de Maio do próximo ano, se duplique a frequência com duas viagens semanais" entre os três portos.
A empresa espanhola recorda que começou a ligação Canárias - Madeira há três anos, tendo movimentado então 4 mil passageiros. No ano seguinte, transportou já 10 mil e neste Verão, salienta a empresa, “com a ligação à Península, através da Madeira, as previsões foram superadas tendo sido já transportados 14 mil passageiros”.
A Naviera Armas realça que houve uma grande aceitação em Canárias, mas adinata que o “êxito” da ligação se deveu sobretudo à procura verificada na Madeira, cujos cidadãos, após várias décadas, puderam novamente ligar-se ao Continente por via marítima, com a possibilidade acrescida de poderem levar as suas viaturas.
A transportadora diz ainda que a linha já cruzou fronteiras, porque está verificar-se um aumento no número de passageiros e de turistas do Continente e do Norte da Europa que viajam para a Madeira e Canárias desde o Porto de Portimão no 'ferry' "Volcán de Tijarafe".
A empresa já comunicou a decisão de manter a linha após o Verão ao Governo da República português e ao Governo Regional, com a secretária Regional do Turismo e Transportes da Madeira, Conceição Estudante, a "manifestar a sua grande satisfação".
Neste sentido, a Naviera Armas espera que "o Governo Regional da Madeira dê todo o seu apoio administrativo para a continuidade da linha, sendo que no mesmo sentido se manifestaram os Conselheiros das Obras Públicas, Transportes e Turismo do Governo de Canárias, Juan Rámon Hernandez e Rita Martin, respectivamente.

JM

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agosto 20, 2008

ARQUIVO REGIONAL DA MADEIRA

Um simpático leitor veio cá indicar onde procurar alguns documentos que por vezes são solicitados por pessoas com familiares madeirenses:

ARQUIVO REGIONAL DA MADEIRA

Boa sorte com as buscas!

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agosto 19, 2008

PRAIA DA CALHETA

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agosto 18, 2008

MARINA DA CALHETA

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agosto 17, 2008

MARINA DA CALHETA

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agosto 15, 2008

RIBEIRA BRAVA

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agosto 14, 2008

IGREJA DA RIBEIRA BRAVA

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agosto 13, 2008

RIBEIRA BRAVA

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agosto 12, 2008

RIBEIRA BRAVA

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agosto 09, 2008

RIBEIRA BRAVA

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agosto 07, 2008

RIBEIRA BRAVA

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agosto 05, 2008

RIBEIRA BRAVA

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agosto 03, 2008

FUNCHAL VISTO DO PESTANA CARLTON HOTEL

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agosto 02, 2008

FRUTAS DA MADEIRA

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agosto 01, 2008

FRUTAS DA MADEIRA

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FUNCHAL

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julho 31, 2008

PROMENADE DA ORLA MARÍTIMA LIDO-CLUBE NAVAL

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julho 30, 2008

VISTA PARA CÂMARA DE LOBOS/CABO GIRÃO

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julho 29, 2008

COMPLEXO BALNEAR DA PONTA GORDA

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julho 28, 2008

COMPLEXO BALNEAR DA PONTA GORDA

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julho 27, 2008

TIVOLI OCEAN PARK

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TIVOLI OCEAN PARK

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julho 23, 2008

A ruralidade madeirense vista por Max Römer

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

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O Liceu Jaime Moniz integra-se num conjunto de obras que, a par do Palácio da Justiça, Banco de Portugal e Mercado dos Lavradores, entre outros, se enquadra num conjunto de obras arquitectónicas ligadas aos que se convencionou chamar "Estado Novo", o regime que, durante quarenta e oito anos vigorou em Portugal, até ao 25 de Abril de 1974.
Esse facto, porém, não invalida o valor arquitectónico do "Liceu" pois a sua traça, para além de caracterizar uma época histórica, impõe-se pela amplitude dos corredores, salas bem iluminadas e arejadas, os pátios e os jardins.
Mas, se isso não bastasse para transformar o velho Liceu de 170 anos numa importante página da História da Madeira, as histórias que tantos quantos ali viveram os seus tempos de estudante, as histórias de vida que ali se escreveram, os homens e mulheres que ali cresceram para a vida, seria mais do que suficiente para merecer tal honra.

Levar Max Römer até aos madeirenses

Nessa página está inscrito, também, um nome que se ligou à arte e ao património cultural da Madeira: Maz Römer, pintor de origem alemã que viveu na Madeira durante 38 anos, de 1922 a 1960 e que, à Madeira, legou uma obra que passa pela aguarela, pelo guache, pelo carvão que retrata a paisagem, os costumes, os trajos e a paisagem da ilha de forma quase incomparável.
Foi, certamente a grandiosidade do Liceu Jaime Moniz que chamou a atenção de Max Römer e o inspirou de tal forma que uma parte significativa da sua obra se encontra ali, dispersa no átrio de entrada, na sala do Conselho Directivo e em especial na Cantina.
São frescos de extraordinária beleza, datados de 1957, que integram um grande mural que cobre toda a parte superior das paredes da Cantina, com 13,7mx9,80mx1,00. A sua temática é de inspiração regional retratando a sua ruralidade. Ali estão presentes a Florista, menina que vigia a cana-de-açúcar saboreando um pedaço,, o Pesquito, o rapaz dos bois, os camponeses na sua faina, o vilão, os frutos, os legumes…
Uma "riqueza" que urge preservar e que merece, sem dúvida alguma, a sua divulgação. É urgente, como aliás já está prometido, transformar a cantina do velhinho Jaime Moniz num local onde a obra de Max Römer seja valorizada e mostrada aos madeirenses. Como merece.

Octaviano Correia

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julho 18, 2008

PARQUE DE SANTA CATARINA

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julho 17, 2008

PARQUE DE SANTA CATARINA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:39 AM | Comentários (1)

julho 14, 2008

PARQUE DE SANTA CATARINA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 08:00 AM | Comentários (0)

julho 06, 2008

Sobre o Museu de Arte Sacra do Funchal

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

O Museu de Arte Sacra do Funchal foi fundado em 1955 e instalado no antigo Paço Episcopal, na rua do Bispo. As suas colecções são constituídas por peças de igrejas e capelas da diocese, muitas delas doações feitas por particulares. A sua construção data do início do Séc. XVII e foi remodelada no Séc. XVIII. Da parte primitiva só resta o claustro virado a norte, que sofreu algumas alterações. O terramoto de 1748, que tanto afectou a ilha, danificou a primitiva construção, daí que tivesse sido quase totalmente demolida. Este edifício foi paço episcopal até 1910 e em 1913 foi ali instalado o Liceu do Funchal, permanência que duraria até 1942. Em 1955 foi inaugurado como Museu Diocesano de Arte Sacra.

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A respeito das suas colecções destaca-se, entre as sua colecções de pintura, escultura, ourivesaria e paramentos, o núcleo de pintura flamenga, que está intimamente associado à época de “ouro” da ilha, marcada pela produção de cana sacarina, no Séc. VXI.

Segundo os historiadores, os grandes produtores de açúcar da Madeira, trocavam o açúcar, na altura considerado como iguaria de luxo, pelo que de melhor a Flandres tinha para oferecer: as suas obras de arte.

No campo pictórico este museu apresenta peças de grande qualidade, onde predomina a pintura flamenga dos Sécs. XV e XVI. Algumas das obras são inéditas, como a Descida da Cruz e a Adoração dos Reis Magos.

Os painéis flamengos impressionam não só pelo seu valor artístico mas também pelas suas dimensões. Fazem parte da colecção de ourivesaria sacra peças dos sécs. XVI, XVII e XVIII, como a Grande Cruz processional em prata dourada, atribuída a Gil Vicente e oferecida por D. Manuel à Sé Catedral do Funchal, a Bandeja de prata dourada com punção de Antuérpia e algumas peças dos sécs. XIX e XX. O museu apresenta também alguns exemplares de paramentos litúrgicos de igrejas da dioceses do Funchal que se presume terem sido bordados nos vários conventos existentes na ilha nos sécs. XVII e XVIII.
Relativamente à escultura, o seu núcleo contém peças representativas dos sécs. XVI, XVII e XVIII, sendo que o núcleo referente ao séc. XVI apresenta bons exemplares de peças flamengas, como a Virgem e o Menino ou Nossa Senhora da Conceição.

Do exterior do museu, destaque para a torre vigia, no último piso, que apresenta excelentes azulejos figurativos, característicos da época, onde estão representados a Fé, a Esperança e a Caridade.

(Fonte: www.culturede.com)

JM


Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:59 PM | Comentários (1)

junho 30, 2008

ILHAS DESERTAS

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Foto de Jorge Costa Reis

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junho 26, 2008

Beber - Influência da Madeira

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Aromas de madeira nos vinhos são muito apreciados, contribuindo para a sua complexidade, sabendo-se que os cascos novos chegam a transmitir aos vinhos mais de 200 mg de litro de tanino.

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As madeiras mais usadas na arte de tanoaria são a de carvalho, Francês (Allier e Limousin), e Americano. O carvalho francês não pode ser serrado, pelo que de cada árvore apenas se aproveita 15% de madeira para tanoaria, enquanto que no americano cerca de 50% da madeira é aproveitada e pode ser serrada. Claro que o custo das barricas com carvalho francês é cerca do dobro do americano.

Os aromas da madeira não devem contudo, sobrepor-se aos do vinho, mas sim aparecerem de uma forma subtil a enriquecerem na sua componente gustativa.

O papel da madeira ou dos cascos no vinho, para além de transmitirem compostos aromáticos e taninos, desempenham também um papel muito importante no chamado 'arredondamento' dos mesmos. Nos brancos, como o Chardonnay, dão aromas amanteigados.

Sabe-se que a madeira absorve parte do vinho e incha, por outro lado seca pela superfície em contacto com o ar. Assim em cascos mais pequenos as 'quebras anuais' ou evaporações em volume são maiores, atingindo cerca de 4 a 6% nas boas adegas. Claro que este factor varia com o tipo de madeira e sua espessura para além do tamanho do casco. Quanto mais pequeno for, maior é a evaporação.

A utilização de carvalho francês é a mais apreciada e a também a mais cara, obtendo-se vinhos de maior complexidade e estrutura, face à utilização de um carvalho americano onde a presença da aromas de baunilha e coco são facilmente detectáveis.

Em prova, as opiniões dos consumidores inclinam-se para os vinhos novos estagiados em carvalho americano, para vinhos de consumo imediato, estilo Novo Mundo. Os vinhos estagiados em carvalho francês, apesar de poderem ser consumidos novos, têm performances para maior guarda.

É uma das etapas mais caras no processamento do vinho, já que uma barrica de 225 litros de carvalho Francês Allier poderá custar cerca de 850€, o que significa um incremento no custo de produção do vinho em cerca de 3,7€ por litro, só para o estágio durante 12 meses e que servirá apenas uma produção. Ou seja, só grandes vinhos poderão dar-se a este 'must', podendo este esclarecimento desmistificar alguns vinhos cujo custo é inferior ao seu próprio envelhecimento. Pelo menos na informação que indicam no contra rótulo.

Francisco Albuquerque

Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:50 PM | Comentários (0)

junho 23, 2008

PORTO DO FUNCHAL VISTO DO SAVOY

2007-09-17 - Funchal 012.JPG

Uma foto de Jorge Costa Reis, autor dos blogs . Blog e A Chaminé Algarvia

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:33 AM | Comentários (0)

junho 05, 2008

Moinho a água é atracção em São Jorge

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

Tem mais de 300 anos e ainda funciona

Em São Jorge, mais concretamente no sítio da Achadinha, há uma atracção turística que tem registado a visita de muitos forasteiros. Falamos do moinho de água que tem para mais de 300 anos.

Este moinho foi recuperado, no ano 2000, com o apoio do Governo Regional. Desde então, «visitam-nos turistas de toda a parte do Mundo», frisa Ana Rosa, uma das herdeiras daquele moinho e uma das pessoas que continua, diariamente, a deslocar-se até ao espaço em questão para moer o trigo ou, simplesmente, posar para a fotografia que os turistas fazem questão de tirar por forma a terem um registo para a posteridade.

«Eles fazem perguntas sobre como é que o moinho trabalha, tiram fotos, visitam todos os compartimentos da casa. Temos mobílias antigas e eles gostam de ver tudo», conta ainda esta senhora em declarações prestadas à "Olhar". O moinho está aberto todos os dias da semana, inclusive «aos domingos».

Mas não se pense que são só os turistas que usufruem deste espaço. Os locais também procuram os serviços do moinho de água para moer o seu trigo. «Eles deixam aqui a quantidade do trigo, deixam o nome do sítio e o número de telefone. Quando está pronto, a gente liga e eles vêm buscar o seu produto», refere ainda, para logo acrescentar que o serviço é pago por maquia. De dez quilos a senhora Ana Rosa tira «um alqueire».

Ana Rosa diz que sempre trabalhou neste moinho desde que se lembra da sua existência. «Isto veio do meu pai e trabalho aqui desde criança», afirma. Esta senhora é de opinião que a recuperação do moinho foi um bom investimento tendo em conta a quantidade de visitantes que por ali passam. Ousa, inclusive, em nos adiantar umas frases que demonstram o quanto é importante aquele espaço para a freguesia de São Jorge:

"Este moinho de água
construido no passado
pelas pessoas antigas
tem muito significado
venham ver oh meus senhores
o moinho da Achadinha
ele é por nós estimado"

Carla Ribeiro

Publicado por João Carvalho Fernandes em 06:39 PM | Comentários (0)

maio 08, 2008

"Hum valle fermoso cheyo de funcho até o mar"

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

«… Funchal, a que o capitam deo este nome, por se fundar em hum valle fermoso de singular arvoredo, cheyo de funcho até o mar». Os descobridores ou primitivos povoadores, ao desembarcarem neste lugar, que depois foi vila e mais tarde cidade, depararam com a planta, que abundantemente vegetava no vale e que, sem demora e sem esforço, se começou a chamar Funchal tendo, o nome, sido dado pelo próprio João Gonçalves Zarco.

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"Assim reza o texto do mais antigo e, talvez, até agora, mais completo documento escrito sobre a ilha da Madeira, as "Saudades da Terra" de Gaspar Frutuoso.
De facto afirma-se, comummente, que a umbelifera Foeniculum vulgare, que tem o nome de funcho, terá dado o nome ao Funchal. E não se conhecem razões ou factos que contradigam essa afirmativa.
Mas, e estamos a reportar-nos ao "Elucidário Madeirense", uma pergunta ocorre fazer, não sendo a primeira vez que ela é formulada: «existindo, por certo, neste vale, árvores e plantas de grande porte, como iriam os descobridores dar-lhe de preferência o nome de um vegetal, que nem chega a ser um arbusto? É possível que no meio do maciço de árvores que povoavam o vale, houvesse uma clareira em que abundasse o funcho e que deste modo se destacasse da vegetação circunvizinha. Também se afirma que, nas mais próximas imediações do local do desembarque, depararam logo os descobridores com o funcho em abundância, e daí o fácil baptismo de Funchal dado ao lugar.
Certo, certo é que o nome ficou e hoje, na cidade capital, muitos são os locais, ruas e até escadinhas, conhecidos pelo nome da singela planta que deu nome a uma das mais conhecidas cidades do mundo, conhecimento levado pelos milhares de turistas que a visitam, vindos das sete partidas do globo.
E, a confirmar esta realidade, aqui se deixam, certamente nem todos, os nomes desses locais:
FUNCHAL; Pico do Funcho; Beco do Funcho; Travessa do Pico do Funcho; Travessa Nova do Pico do Funcho; Escadinhas do Pico do Funcho; Caminho do Pico do Funcho; Azinhaga do Pico do Funcho; Escadinhas do Pico do Funcho; Vereda do Pico do Funcho; Levada do Pico do Funcho; 2ª Vereda do Pico do Funcho; Rua Nova do Pico do Funcho; Travessa do Pico do Funcho.

A Carta Régia de D. Manuel

O natural e sempre crescente desenvolvimento do Funchal em antigos tempos, tornando-o um importante empório comercial e um centro de grande actividade industrial e mercantil, plenamente justifica a medida tomada pelo rei D. Manuel na sua carta Regia de 21 de Agosto de 1508, elevando a vila do Funchal à categoria de cidade. Havia 50 anos que de simples povoação se fizera vila, e decorrido apenas meio século passa a ter os foros de cidade, a primeira que se criou nos nossos domínios ultramarinos:
«Dom Manuel por graça de deos Rey de portugall & dos algarues daquem & daallem mar em africa Sennor de guinee & da comquista nauegaçom & comercio de ethioopia arabia persia & da yíndia. A quantos esta nosa carta birem fazemos sabeer que comsiramdo Nos como louuores a noso Sennor ha billa do Funchall na nosa ylha da madeyra tem creçido em mui grãde pouoraçom & como biuem nella muytos fidalguos caualleyros & pessoas homrradas e de gramdes fazendas pollas quaees e pollo gramde trauto da dita ylha esperamos com ajuda de noso Sennor que a dita billa muyto mays se emnobreça & acreçemte (…)»

O funcho na Macaronésia

O funcho, nativo da bacia do Mediterrâneo, com variedades na Macaronésia e no Médio Oriente, sendo, a planta originária da Macaronésia designada por F. vulgare azoricum (Mill.) Thell., caracterizada por caules mais suculentos e doces e menor concentração de óleos essenciais, o que os torna facilmente comestíveis em fresco, sendo comercializada com a designação varietal de Florence. Esta forma da planta é espontânea nos Açores e na Madeira.
Na Grécia Antiga o Funcho era designado por "marathon", estando na origem do nome Maratona (que afinal, em português seria Funchal), o local da mítica batalha de Maratona travada em 490 a.C. entre gregos e persas, e a mitologia grega diz que Prometeu usou um talo de funcho para roubar o fogo dos deuses.
É frequentemente utilizado em pequenas quantidades na cozinha mediterrânica como planta aromatizante, mas, pelas suas características aromáticas e pelos usos medicinais do anetol, o funcho tem sido utilizado, desde a antiguidade, sendo já cultivado no Antigo Egipto.

Octaviano Correia

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maio 01, 2008

REID'S HOTEL - SALÃO

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abril 21, 2008

PAVÃO NO JARDIM BOTÂNICO

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 02:54 AM | Comentários (1)

abril 08, 2008

ANTIGO FORTE DE S. JOSÉ

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:01 PM | Comentários (1)

abril 04, 2008

PRAIA FORMOSA

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março 30, 2008

Redescobrir a beleza da Lagoa do Caramujo

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

A saída para mais um passeio do Club Pés Livres aconteceu, como habitualmente, por volta das 8h, a partir do Palácio da Justiça, no Funchal.
Dali o grupo partiu em direcção à Encumeada até chegar ao Lombo do Mouro. Ali começou a viagem a pé, de cerca de 6h30. Pela frente esperava-os 14 quilómetros e um grau de dificuldade de nível três. Mas no final, os 64 participantes gostaram.

Odílio Fernandes, do Club Pés Livres sublinha que este “é um percurso acessível a todas as pessoas mas para o qual é preciso haver alguma preparação, nas descidas, é preciso ter algum cuidado para não escorregar, é preciso ver bem onde colocar os pés”.

Preparados física e mentalmente, foram pela Vereda do Mouro até chegarem à Bica da Cana e dali até à Casa do Caramujo. Segundo Odílio Fernandes, esta casa está abandonada e em ruínas, uma situação que o próprio lamenta. “É pena que a casa esteja assim, eu acho que tinha todo o interesse que a aquela casa fosse recuperada porque é património de todos nós, madeirenses”.
No entender deste caminheiro, esta deve ter sido uma casa de uma pessoa mais abastada, uma espécie de residência de fim-de-semana. Esta casa fica situada acima da Lagoa do Caramujo, na zona da Bica da Cana. Houve oportunidade para o grupo disfrutar da paisagem da Lagoa do Caramujo.
Odílio Fernandes enaltece a beleza da lagoa natural. Só está mais cheia no Inverno porque no Verão, a água é bem pouca ou nenhuma. “Por acaso tivemos sorte desta vez, a lagoa estava completamente cheia, talvez a 100%, lembro-me de há dois anos termos passado lá e de não ter 25% da água que tinha desta vez”.

Em seguida, o grupo desceu e teve que apanhar a levada velha, que foi toda recuperada. Este é um dos trilhos que estava inserido no programa de recuperação das veredas e levadas, levado a cabo pelo Governo Regional.
Neste como noutros percursos, e para que tudo decorra da melhor forma, os “Pés Livres” vai, sempre, fazer o reconhecimento do trilho, uma semana antes. Tendo em conta esta situação, o grupo resolveu alterar o final da caminhada, que era para terminar nas Ginjas mas, neste caso, terminou no Rosário.

O responsável explica que terminar nas Ginjas era um pouco maçador porque esse trilho, de 1.30h seria feito por cima de terra e pedras, por isso, não seria nada agradável.

Durante o reconhecimento, “descobriram” esta levada, só que não sabiam que o caminho tinha sido recuperado, o que foi uma agradável surpresa. “Ainda bem que estava recuperado porque a descida é bastante inclinada, estava tudo bem arranjadinho, com degraus em madeira, que não fere a vista, não havia cimento, tudo o que está ali é natural, está extremamente bem feito”, apontou.
O passeio acabou, por isso, no Rosário, em São Vicente e todas as pessoas gostaram do passeio.

Para dar conta desta e de outras actividades, o Club faz uso do seu blog na internet (http://www.clubpeslivres.blogspot.com), onde não faltam os passeios realizados, quinzenalmente. Posteriormente, as fotografias da caminhada são colocadas no site para consulta, juntamente, com alguns comentários. Os visitantes acabam, também, por deixar os seus comentários.

“O nosso blog tem tido bastante sucesso, as pessoas têm aderido em massa e vão lá deixar as suas opiniões”, apontou.

Élia Freitas

Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:14 PM | Comentários (0)

março 24, 2008

JARDIM MUNICIPAL DO FUNCHAL

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:27 PM | Comentários (0)

março 16, 2008

JARDIM MUNICIPAL DO FUNCHAL

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 05:50 PM | Comentários (0)

março 03, 2008

SIMON BOLIVAR

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Estátua no Jardim Municipal

Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:20 PM | Comentários (6)

fevereiro 14, 2008

“Pés Livres” inicia 2008 galgando três freguesias

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

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Nada melhor que começar o ano em festa. Foi assim que o Club Pés Livres — Associação de Montanhismo da Madeira deu início ao seu programa de caminhadas a pé pelas levadas e veredas da nossa ilha.
Foi com um leve cheirinho, ainda, a Natal que tudo começou. Estava próximo o Dia de Reis, um bom pretexto para que no final houvesse festa e música.
O passeio começou nas Babosas (Funchal) onde o grupo de caminheiros, composto por mais de 50 pessoas arrancou para mais uma caminhada a pé, “uma zona bastante bonita e agradável”, começou por explicar Odílio Fernandes, o fotógrafo de serviço dos “Pés Livres”.
Dali seguiram sempre pela Levada dos Tornos até chegarem à Assomada, no Caniço. O passeio durou, sensivelmente, seis horas e é considerado com um grau de dificuldade de nível três devido à sua extensão de 14 quilómetros.
A partir da Levada dos Tornos, situada numa cota acima dos 400 metros, é possível ter uma visão panorâmica sobre a cidade do Funchal. À medida que foram avançando, os caminheiros puderam alcançar toda a zona do Caniço, passando pelas Eiras.
Depois foram desembocar numa zona chamada "Pereirinha", que fica próxima à vila da Camacha. Nessa zona saíram da Levada dos Tornos, subiram um pouco a chamada Recta da Camacha e, em seguida, apanharam a Levada do Moinho até chegarem à Assomada.
Odílio Fernandes sublinha que a caminhada na levada é mais rápida porque o piso é plano. Já o restante trilho, devido às subidas e descidas que impõe mais dificuldades.
“Um passeio na levada é diferente dos trilhos em que andamos a saltar e a descer pedras, por caminhos irregulares”, apontou.
Por isso, e “em média, na levada, e a um bom ritmo, costumamos fazer entre três a três quilómetros e meio, por hora, a andar bem. No ritmo a que nós fomos, fizemos uma média de três quilómetros, por hora”, explicou.
Durante esta caminhada de seis horas, o grupo acabou por passar por três freguesias. Das Babosas à Camacha foram cerca de quatro horas. Da Recta da Camacha até à parte de baixo da Assomada (Caniço) levaram as restantes duas horas.
Odílio Fernandes garante que o percurso trilhado é agradável, pelo que, ao qual, normalmente aderem muitas pessoas. Vão sempre mais de 50.
No final desta longa caminhada, houve lugar a um convívio na casa de um dos sócios do Club, o senhor Ângelo. No local, o grupo foi surpreendido pelos Reis Magos que lhes entoaram os devidos cânticos tendo em conta a proximidade daquela festa.
Esta é já uma prática frequente, por ocasião do Dia de Reis. Na casa do senhor Ângelo, todos os anos há sempre um “presépio extremamente bem feito e bonito, quase todo ele natural”, referiu. O presépio é quase todo ele escavado na rocha. Para tal, o responsável aproveita uma zona circundante à casa que foi deixada a descoberto, aquando as escavações para a construção da moradia.
A esposa do senhor Ângelo, também, esmera-se para receber bem os caminhantes. O seu humanismo faz com que seja uma boa anfitriã. “É uma pessoa que trabalha com crianças portadoras de deficiência e, é por isso, bastante acessível, dócil e prestável e está sempre de portas e coração abertos para nos receber”, apontou Odílio Fernandes.
Foi assim desta forma alegre e calorosa que o grupo arrancou para mais um ano de caminhadas, na esperança de que o seu exemplo mova outros mais, para que cultivem o gosto pela natureza, para que conheçam melhor o que é nosso e para que andem mais a pé…

Élia Freitas

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:44 AM | Comentários (1)

fevereiro 12, 2008

RIBEIRA BRAVA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:00 PM | Comentários (0)

fevereiro 09, 2008

RIBEIRA BRAVA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 06:26 PM | Comentários (1)

fevereiro 01, 2008

Quem vê blogues não vê caras

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

A Madeira tem uma blogosfera em crescimento, muito dominada por assuntos ligados à política e aos partidos. Aqui ficam as caras e opiniões de alguns dos principais bloguistas madeirenses

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"Existe uma demissão da participação cívica das pessoas não ligadas aos partidos políticos". A percepção de um dos conspiradores 'às 7', Gonçalo Santos, aplica-se tanto ao mundo real como ao virtual. Essa é uma das razões pelas quais o blogue 'conspiracaoas7.blogspot.com' pretende ser um espaço de participação cívica, tanto para os seus autores como para os visitantes.

A designação Conspiração não tem um significado especial, nem pretende dar pistas sobre o tipo de conteúdo do blogue. "É um nome com alguma piada e que chama a atenção" explica Gonçalo Santos. 'Às 7' porque um amigo terá afirmado: "Todas as conspirações são às sete". Assim é. De resto, o bloguista é completamente contra algo precioso à conspiração, o segredo, o anonimato. Gonçalo Santos classifica de "execrável" os blogues e os comentários que, a coberto do anonimato, produzem julgamentos na praça pública, sem grande hipótese dos visados se defenderem.

A opinião é de alguém que diz não ter razão de queixa do mundo virtual. Pois, como lembra, as maiores discordâncias acontecem com os companheiros de bolg.

O 'conspiraçãoas7' regista um número de visitantes diários um pouco acima dos 100, com duas excepções. Foi quando o jornal Público o referenciou. Em cada um desses dias houve cerca 700 visitas. BERDADEIRAMENTE INTERESSANTE "Uma 'mercearia blogosférica' do Norte da Madeira para todo o Mundo, onde tudo e todos têm lugar". É como o autor de um dos blogues de maior sucesso na Madeira define o seu espaço virtual.

O 'berdades.blogspot.com' nasceu em Novembro de 2005 um pouco por curiosidade. Marcelino Teles explica que viu, num outro blogue, um link que dizia construa o seu blogue'. Abriu e foi por ali adiante. 'Berdades' foi a palavra escrita sem a percepção exacta de que esse seria o nome do blogue. Mais tarde acrescentou 'da boca p'ra fora'. Assim ficou completo o nome de um programa que na altura fazia na Rádio Santana, no qual era protagonista o 'Compadre Jode', que hoje se transferiu para a RDP.

Tem uma média diária de acessos de 270, uma das mais elevadas conhecidas na Região. Tanta notoriedade que já despertou o interesse de algumas entidades para publicitarem produtos e serviços. Só uma o conseguiu, a 'Dr.a Solange' e é por permuta, não existe dinheiro envolvido.

Antes de começar, Marcelino Teles achava que criar e manter um blogue seria uma tarefa difícil, até porque não sabia inglês. Mas descobriu que afinal é fácil. Além disso tem se empenhado em melhorar o seu espaço, para o que tem contado com a ajuda de outros bloguistas, não só da Madeira. O esforço tem valido a pena. A conhecida revista 'Exame Informática', no número do próximo mês, avalia o Berdades e gosta, apenas faz uma reparo. Algo que, com o humor que o caracteriza, Teles devolve. Sugere também à revista que o chame Teles, Marcelino Teles, e não Sapo, como o fez.

Hoje, Teles, que trabalha no Tribunal Administrativo do Funchal, diz-se viciado no blogue, no qual investe cerca de uma hora e meia por dia, quase sempre à noite.

Como Gonçalo Santos, o bloguista não concorda com blogues anónimos. O máximo que está disposto a aceitar nessa condição é alguns comentários. ULTRACONHECIDO "Não se trata de desistir perante as críticas, porque essas comentam-se, rebatem-se, discutem-se. Trata-se de reagir e de resistir perante crápulas sem escrúpulos, pessoas que andam entre nós, que tomam uns copos com pessoas nossas conhecidas, que todos os dias entram e saem de instituições que depois criticam cumprimentado pessoas que enxovalham." Esta é a explicação que Luís Filipe Malheiro dá para, se não parar, pelo menos abrandar significativamente o seu ultraperiferias.blogspot.com.

Apesar 'desactiviado', o blogue de Malheiro é provavelmente o de maior notoriedade na blogosfera madeirense. O Ainda secretário-geral adjunto do PSD e chefe de gabinete do presidente da Assembleia Legislativa muitas vezes assumiu opiniões no blogue que desagradaram não só adversários, como a companheiros de partido. Ganhou muitas inimizades.

POLITICAMENTE ASSUMIDO É presidente do grupo parlamentar do PS-Madeira e um caloiro na blogosfera da Madeira. Victor Freitas tem um blogue desde o dia 12 deste mês. Criou o replicaecontrareplica.blogspot.com pela necessidade que sentiu de transmitir o que pensa, mas também de receber opiniões. Será uma forma de melhor perceber a Madeira e de ajudar outros a fazerem o mesmo, de um ponto de vista político.

Victor Freitas pretende fugir à ditadura da agenda mediática e, de alguma forma, poder lançar temas e notícias que não estejam na comunicação social.

Investe cerca de uma hora diária nessa actividade e já começa a recolher os frutos. Em apenas duas semanas, conta mais de 2.000 acessos.

Outro blogue maioritariamente dedicado a assuntos políticos é o urbanidades-madeira.blogspot.com de Rui Caetano.

O professor e coordenador autárquico do PS sente-se bastante recompensado com o seu blogue. Costuma actualizá-lo à noite, quando regressa das aulas, ou de manhã, para o que chega a levantar-se mais cedo.

Ainda hesitou em entrar no mundo da blogosfera, mas deixou-se convencer pela mulher e pelos amigos. "Acabei por apanhar o vício", confessa.

As cerca de 120 visitas diárias ao site são apenas um dos incentivos. A oportunidade de comunicar e até conhecer pessoas atraio-o. Outro dado que revela com satisfação é que já 'reencontrou' três amigos, que havia muito tinha perdido o rasto.

Com um cariz também político, mas menos marcado, está o blogue do ex-presidente da JP, Roberto Rodrigues. Desenhador, a trabalhar na Câmara da Ponta do Sol, é, dos bloguistas contactados, o que diz gastar menos tempo diário com o mundo virtual. Cerca de um quarto de hora por dia.

O grande incentivo é a possibilidade de "passar para fora o que pensamos sobre diversas temáticas". Em cortardadireita.blogspot.com, Roberto Rodrigues fala um pouco de tudo, desde a política à filatelia, passando pela arquitectura.

Conta mensalmente com mais de 3.000 visitantes. Um número que considera aliciante.

A seguir deixamos uma relação de blogues madeirenses, da qual se exclui todos os de autor não identificado. Muitos mais haverá, mas ainda existe espaço para muitos outros, principalmente os que visam uma participação cívica, à semelhança do que já vai acontecendo no resto do país.

Blogues madeirenses

http://a-minha-teia.blogspot.com
Natalie Afonseca

http://abrupto.blogspot.com
José Pacheco Pereira

http://amorsemedo.blogspot.com
Anete Marques Joaquim

http://apontamentossemnome.blogspot.com
Carlos Pereira

http://atitudejota.blogspot.com
JSD

http://bastaqsim.blogspot.com
Miguel Luís da Fonseca

http://berdades.blogspot.com
Marcelino Teles

http://bertahelena.blogspot.com
Berta Helena

http://bestofmadeira.blogspot.com
Nuno Morna

http://bisbis.blogspot.com
Amigos do Parque Ecológico

http://bmfunchal.blogs.sapo.pt
Biblioteca Municipal do Funchal

http://buzico.blogs.sapo.pt
Virgílio Nóbrega

http://casadopovodafajadaovelha.blogspot.com
Casa do Povo da Fajã da Ovelha

http://cp-saoroquedofaial..blogspot.com
Casa do Povo São Roque do Faial

http://conspiracaoas7.blogspot.com
Sancho Gomes, Bruno Macedo, Angelino Câmara, Carlos Rodrigues, Teresa Ruel, Magno

http://cortardadireita.blogspot.com
Roberto Rodrigues

http://escorregadacurvadegauss.blogspot.com
Vera Barros

http://esquerdarevolucionaria.blogspot.com
Roberto Almada

http://estrangeiros.blogspot.com
Vitor Sousa

http://funchal.blogspot.com
Ricardo Figueira

http://furiadocajado.blogspot.com
Figueirede Robles

http://gastronomiamadeira.blogspot.com
Miguel Fernandes

http://horamadeira.blogs.sapo.pt
Alberto Pita

http://ilhadamadeira.weblog.com.pt
João Carvalho Fernandes

http://madeirasurf.blogspot.com
Orlando Pereira

http://o-rabo-do-gato.blogspot.com
Lília Mata

http://olhodefogo.blogspot.com
Nélio Sousa

http://pensamadeira.blogspot.com
António Freitas

http://podeserliberdade.blogspot.com
Agostinho Soares

http://porta34.blogspot.com
Miguel Donato, Lénia Serrão, Luís Filipe Santos

http://radioliberdade.com.sapo.pt
Eduardo Fonseca

http://replicaecontrareplica.blogspot.com
Victor Freitas

http://rodinet.blogspot.com
Rodolfo Gouveia

http://shinobi-myasianmovies.blogspot.com
Jorge Soares

http://sobrevoando.blogspot.com
Luís Vilhena

http://ultraperiferias.blogspot.com
Luís Filipe Malheiro

http://urbanidades-madeira.blogspot.com
Rui Caetano.

Élvio Passos

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:31 AM | Comentários (0)

janeiro 25, 2008

LEVADA DO FURADO (RIBEIRO FRIO - PORTELA)

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:00 PM | Comentários (0)

janeiro 23, 2008

LEVADA DO FURADO (RIBEIRO FRIO - PORTELA)

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:51 PM | Comentários (0)

janeiro 14, 2008

LEVADA DO FURADO

Via: Turismo da Madeira

Esta levada, com início no Ribeiro Frio, é uma das mais antigas levadas públicas, tendo sido adquirida pelo Estado para irrigar os campos agrícolas do Porto da Cruz. Este trilho termina com uma descida até à Portela.

Distância: 11 Km
Tempo: 5h

Altitude máxima: 870 m
Altitude mínima: 520 m

Início: E.R. 303 (Ribeiro Frio)
Fim: E.R. 102 (Portela)

Perigo de vertigens
Existência de túneis, leve lanterna
O piso pode estar escorregadio, leve calçado antiderrapante

Este trilho inicia-se no Ribeiro Frio, concelho de Santana e, ao longo da cota dos 860 m de altitude, acompanhamos a esplanada da Levada da Serra do Faialaté a casa de divisão de águas, descendo até à zona dos Lamaceiros e finalizando no miradouro da Portela, no concelho de Machico.

A Levada do Furado é uma das mais antigas levadas pertencentes ao estado, tendo sido adquirida por contrato celebrado no ano de 1822 entre o primeiro Conde de Carvalhal e a Junta da Real Fazenda, e cujo destino era irrigar os campos agrícolas do Porto da Cruz. Devido à ligação com as levadas do Juncal e da Serra do Faial, que a ela se juntam logo no seu início e continuam para além do seu terminus no sítio dos Lamaceiros, diz-se que esta levada transporta três águas; aquela que sendo recolhida no vale do Ribeiro Frio rega os poios do Porto da Cruz; e as que vindo das serras de Santana são armazenadas na Lagoa do Santo da Serra para posterior distribuição.

Ao longo desta levada podemos contemplar os multivariados tons de verde, proporcionados pela bem conservada mancha de floresta natural da ilha - Floresta Laurissilva constituída predominantemente pelo Loureiro (Laurus azorica), Folhado (Clethra arborea), Til (Ocotea foetens), Vinhático (Persea indica), destacando-se ainda o Isoplexis (Isoplexis sceptrum), o Massaroco (Echium candicans), as Estreleiras (Argyranthemum pinnatifidum), a Orquídea da Serra (Dactylorhiza foliosa).

É possível avistar o Bisbis (Regulus ignicapillus madeirensis), o mais pequeno pássaro que povoa a Madeira, e o destemido Tentilhão (Fringila coelebs). Mais raro será o Pombo Trocaz (Columba trocaz trocaz) espécie endémica da Madeira.

A paisagem é dominada pelo vale do Ribeiro Frio onde são surpreendentes os campos agrícolas do Faial, São Roque do Faial e Porto da Cruz. A espectacular massa rochosa da Penha de Águia que protege a oriente a baía do Faial, e a ocidente a Ponta dos Clérigos.

É no sítio dos Lamaceiros que se separam as águas, e é aqui que acaba a Levada do Furado e onde se inicia a descida para a Portela. Atravessando a zona florestal e o Posto Florestal dos Lamaceiros, o percurso continua pela estrada de terra até se encontrar a Levada da Portela, que ladeia pela esquerda o Lombo das Faias, terminando ao encontrar a Estrada Regional ER102.

MAPA

Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:15 PM | Comentários (1)

janeiro 07, 2008

Festival de Passeios a Pé da Madeira

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15 a 19 de Janeiro de 2008

As ilhas da Madeira e Porto Santo oferecem alguns dos mais aprazíveis passeios a pé que se podem imaginar. Então, que melhor lugar do que este para realizar um festival de passeios a pé? Uma celebração de tudo o que de bom existe sobre a mais popular das actividades de lazer.

O Arquipélago da Madeira é conhecido pelo seu clima ameno e tempo geralmente estável. O mês de Janeiro não é excepção. Enquanto os caminhantes estão a enfrentar o rigor do Inverno na Europa Continental, aqui na Madeira gozamos de um período de calma que você achará refrescante. Não podemos afirmar que na Madeira não chove; claro que chove, por isso a nossa paisagem é tão luxuriante e colorida. Mas quando chove, ela (a chuva) é sempre bem-vinda.

Durante todo o ano, o Arquipélago da Madeira - o Jardim Flutuante do Atlântico - está repleto de cor e oferece um ambiente revigorante para qualquer caminhante. Ligado por canais de água estreitos - as levadas - que possibilitam infindáveis passeios a pé, o coração da ilha ergue-se em picos vulcânicos impressionantes, percursos sinuosos do melhor que há, mas contrabalançados por alternativas mais fáceis e percursos costeiros de cortar verdadeiramente a respiração.

O Arquipélago da Madeira é um microcosmo de beleza, um lugar onde a flora e a fauna abundam tanto na superfície da terra como nas profundezas dos mares circundantes. Você não pode deixar de gostar deste lugar. Mas não acredite cegamente em tudo o que dizemos, venha e comprove você mesmo!

Venha e participe na primeira edição do Festival de Passeios a Pé da Madeira!

Calendário dos passeios a pé

Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:30 PM | Comentários (1)

janeiro 04, 2008

LEVADA DO FURADO (RIBEIRO FRIO - PORTELA)

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:00 PM | Comentários (0)

janeiro 03, 2008

LEVADA DO FURADO (RIBEIRO FRIO - PORTELA)

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 06:00 PM | Comentários (1)

dezembro 25, 2007

PAINEL DE AZULEJOS NO EDIFICIO DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DO FUNCHAL NA AVENIDA ARRIAGA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 06:30 PM | Comentários (0)

dezembro 17, 2007

De São Jorge ao Arco pela vereda da Moitadinha

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

O passeio que lhe apresentamos esta semana leva-o a conhecer uma zona do norte da ilha. Trata-se do percurso entre as Cabanas de São Jorge e o Arco de São Jorge, que leva os caminheiros a atravessar um antigo caminho municipal, a chamada Vereda da Moitadinha. Este percurso tem cerca de 12 quilómetros e dura, sensivelmente, cinco horas. É acessível, pese embora as descidas. Nesta caminhada somos guiados por Odilio Fernandes, o fotógrafo de serviço do Club Pés Livres — Associação de Montanhismo da Madeira…

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Esta semana, o fotógrafo de serviço do Club Pés Livres guia-nos através das suas fotos e, também, das suas palavras em mais um percurso pedestre realizado por aquela Associação de Montanhismo da Madeira.
Odilio Fernandes dá-nos a conhecer um trilho bem bonito, no norte da ilha, entre as Cabanas de São Jorge e o Arco de São Jorge, por um antigo caminho municipal, a chamada Vereda da Moitadinha.
Este passeio de cerca de 12 quilómetros dura, sensivelmente, cinco horas. É acessível, pese embora as descidas. Quase 80% do passeio é, sempre a descer até chegar à Entrosa, no Arco de São Jorge, explicou o responsável.
A entrada para este trilho passa, praticamente, despercebida. O percurso tem início no miradouro das Cabanas, depois é necessário trilhar um piso de alcatrão de cerca de 500 metros, logo após encontra-se uma descida bastante acentuada. Os degraus são de cimento mas em tempos a escadaria era de xisto.
Esta descida, por ser bastante inclinada, requer algum esforço dos joelhos. No fim da descida, os caminheiros chegaram a uma recta onde se depararam com um grande roseiral que é pertença do presidente da Câmara Municipal do Funchal.
Após andarem um pouco sobre um piso de alcatrão, alcançaram a entrada da vereda da Moitadinha, que fica junto a um pequeno bar. A entrada é discreta.
Esta vereda faz a ligação entre São Jorge e o Arco de São Jorge, mais concretamente, até à Entrosa. Em tempos, esta vereda era um caminho municipal que era usado pelos residentes para se deslocarem mais facilmente entre as duas freguesias. A vereda tem cerca de dois metros de largura, por isso, a passagem é acessível.
Toda ela é coberta pela típica calçada madeirense, de pedra miudinha. A partir dali, ao olharem para baixo, os caminheiros puderam avistar o mar. No local existe um varandim em ferro para proteger de eventuais quedas.
“A descida faz-se bem, é suave”, garante Odilio Fernandes. Contudo, “há que ter um certo cuidado porque, por vezes, escorrega um pouco”.
Depois, o grupo teve que atravessar um caminho que está, praticamente, escavado na rocha. Durante este troço, os caminheiros encontraram muita vegetação, a destacar o maçaroco, uma das plantas típicas madeirenses.

Onde o mar e a serra se encontram

A partir do largo situado à beira-mar puderam avistar as serras e o mar, por baixo, a bater.
Odilio Fernandes reiterou, por isso, que o passeio é acessível a qualquer pessoa, porque não apresenta grandes riscos. “O risco maior é a primeira descida desde as Cabanas até cá abaixo. O resto do trilho é, praticamente, plano”, sublinhou.
No Arco de São Jorge, junto à praia, onde termina o passeio, é possível avistar todo o trilho marcado, até a própria vereda. No local, o miradouro e um restaurante relativamente recente convidam a uma pausa.
Por situar-se à beira-mar, a zona é agradável devido à temperatura que, de uma forma geral, está sempre boa. Em tempos, muitas pessoas iam até aquela zona para pescarem onde o verde da vegetação densa se destaca.
“É uma zona bonita porque tem o mar e a serra. É maravilhoso. É um passeio descontraído, não precisa de grandes cuidados”, reiterou.
Contudo, Odílio Fernandes aconselha a que os caminheiros levem um bordão, sobretudo, para as descidas. “Faz sempre jeito, faço minhas as palavras do Isidro Santos, é uma terceira perna, sobretudo, para a zona dos degraus onde tem início o passeio porque é um pouco violento para os joelhos. São mais de 500 degraus”.
Aquela zona é um pouco fechada e o sol, por vezes, não abunda, de maneira que os degraus ficam com algum lodo. Por isso, é preciso algum cuidado para não escorregar.
Outro dos aspectos a destacar na zona da Entrosa são os vestígios de um antigo engenho, que remete os caminheiros para muitas décadas atrás. “Até parece que nem estamos na Madeira, parece que andamos atrás no tempo. São coisas do século passado, parte da pedra ainda está emparelhada, nomeadamente, as paredes mas o tecto já não existe”, apontou.
Parte da maquinaria antiga, nomeadamente, rodas em ferro resistem à degradação que a proximidade do mar provoca. Odílio Fernandes reitera que aquele espaço poderia ser recuperado porque “seria mais uma atracção turística”.
Quer seja pelas ruínas, quer seja pela vegetação e pelo encontro da serra com o mar, aqui fica mais esta sugestão para quem gosta de caminhar a pé e desbravar os caminhos da nossa ilha…

Élia Freitas

Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:02 AM | Comentários (2)

dezembro 13, 2007

PILAR DE BANGER - FUNCHAL

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:00 PM | Comentários (0)

dezembro 10, 2007

Um vapor ancorado sobre uma ribeira

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

Será que alguém ainda se lembra do "Vapor". Um vapor bem diferente daqueles que hoje, quase diariamente aportam ao Funchal e que se encontrava "ancorado" sobre a Ribeira de Santa Luzia? Sobre ele oferecemos um delicioso texto assinado, na revista "Das Artes e da História da Madeira", Vol. 4, Nº 23, 1956. P.9-10, por Alberto Artur Semedo.

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Entre a Ponte Nova e o Torreão, sobre a Ribeira de Santa Luzia ficava o “vapor”, essa habitação única que era um bairro em miniatura, uma república de lavadeiras presidida por uma velha vesga que sabia a vida de toda a gente, tanta roupa tinha já lavado.
Não que ela tivesse encargos sobre aquela irmandade, mas como uma abelha-mestra, tinham-lhe um certo respeito as outras vespas que na sua presença se abstinham um pouco de pregar brutal ferroada no crédito alheio. Mas, estava-lhes na massa do sangue a divisa da classe: ensaboar a roupa suja.

Uma habitação singular

Quem mandou fazer aquela edificação esguia de tabuado, escorado de margem a margem da ribeira, nunca se nos deu de o saber, mas talvez começasse por servir de ponte, antes de ser armada a colmeia com o seu corredor muito estreito ao centro, tendo dos lados as pequenas células independentes com vista para montante e para a foz.
A cor vermelha com que foi pintado dava-lhe um aspecto de casco de navio e, ou fosse por esta razão ou pelo seu formato esguio, o certo é que todos conheciam a habitação tão singular pelo nome de “vapor”.
Que enormidade de coisas se arrumavam ali a dentro: uma cama velha, um baú ou caixa de pinho, uma cadeira sem costas ou de uma perna a menos, um Santo Antoninho de barro, ervas bentas pelas paredes, estampas encardidas, guitas cruzadas para dependurar roupa, um fogareiro de pedra, um tacho de folha, um cesto barreleiro, uma vassoura de palma, uma celha com água de anil, e mais.
A lavadeira é uma mulher fecunda. Tinham ali uma média de cinco filhos. Os mais pequenos em fralda, muito sujos, sempre a choramingar, os maiorinhos, já de calças, mas rotas, com um cordel traçado a servir de suspensórios, não desmereciam no fraseado das suas progenitoras.

Os encantos da miudagem

Por baixo do “vapor” havia no Verão uma represa feita na ribeira com os calhaus do leito cimentados a barro, leivas e ervas raizentes dos charcos, onde se empoçava a água, que solta da comporta todas as semanas, varria para juzante as imundices acumuladas no leito.
Era este açude o gáudio do rapazio. Naquela água turva do sabão, escoada das lavagens, cheia de bolhas, grossas que rebentavam só de encontro às margens, medravam eirós verde-negros, sacudindo o rabo como serpentes de água.
Faziam pesca deles, os rapazes, com um alfinete torto em forma de anzol, levando como isca uma minhoca que se debatia no suplício, atravessada de meio a meio.
Às vezes havia regatas de celhas, sentados os garotos ao fundo delas com os pés cruzados, servindo-se das mãos bem espalmadas para remar. Se acaso abalroavam as embarcações, metendo água dentro, não havia perigo, porque eram como peixes a nadar, saindo depois dali molhados, quais pintos ao sair da casca, e o menos que os esperava era uma sova de sapato, enquanto a roupa despida enxugava ao sol.
Foi demolido o “Vapor” que ameaçava ruína, desconjuntado e tremente ao marulho das enxurradas de Inverno.
Lavada em lágrimas vem a ribeira, mais lavado de ares ficou talvez o recanto, sem as lavadeiras.
Foi-se o “vapor” como um vapor de água que se perde, e como não figura nas estatísticas do porto, recordação, a vapor assim narrada.”

Octaviano Correia

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:47 AM | Comentários (2)

dezembro 03, 2007

Desfrutar das sensações que o Outono oferece

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

Esta semana a “Olhar” esteve de olhos postos no Santo da Serra para mais uma caminhada a pé. O frio que se fazia sentir não desmotivou nem impediu que trilhassemos a Levada da Serra do Faial que vai dar à Portela. Parte deste troço, está em recuperação. Junto à entrada da levada, na subida junto às Quatro Estradas, pela estrada que vai dar ao Poiso encontra-se, à direita, uma placa que dá conta disso — “IGA — Investimentos e Gestão da Água — Recuperação Parcial da Levada da Serra do Faial”, pela UE através do POPRAM III/FEDER. No final ficou uma certeza, valeu a pena pisar o lameiro, sentir o frio e as folhas húmidas sob os nossos pés. É este desfrutar da natureza que nos faz sentir vivos, experimente…

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Para chegarmos ao destino que traçamos para mais este “De mochila às costas”, optámos por subir a via-expresso que vai dar à Camacha e daí fomos pela estrada regional até às “Quatro Estradas”, que fica pouco antes do centro da freguesia do Santo da Serra, no concelho de Santa Cruz. O objectivo foi trilharmos parte da Levada da Serra do Faial.
Nas Quatro Estradas subimos cerca de 400 metros, pela estrada que vai dar ao Poiso. À direita encontrámos o trilho da levada. A placa amarela onde se podia ler “Portela” mostrava que estávamos no caminho certo.
Se fôssemos para a esquerda, do outro lado da estrada, com certeza, passadas umas horas chegaríamos à Camacha. Ficará para outra ocasião. Nesta zona não conseguimos ficar indiferentes a um cheiro pouco agradável devido à existência de um espaço de venda de porcos vivos, conforme se podia ler numa placa disposta nas imediações das respectivas instalações. Mas depressa passa, basta apressarmos o passo e galgarmos uns metros da levada que entramos no fresco da natureza do Santo da Serra.
A primeira parte do troço deixa um pouco a desejar devido à falta de limpeza que, ao que pudemos constatar deve estar para breve. No local um quadro informativo dá conta disso — “IGA — Investimentos e Gestão da Água — Recuperação Parcial da Levada da Serra do Faial”, pela UE através do POPRAM III/FEDER. Contudo, somos compensados mais adiante.
Este trilho é todo ele em terra batida e o facto de ter muitas curvas torna o percurso demorado. Há muita giesta, carqueja, eucaliptos, fetos alguns dos quaiss se encontravam secos devido aos dias de calor que se registaram nas últimas semanas.
Aqui e ali, alguns troncos estavam caídos na terra molhada, que com certeza esteve sedenta de água devido ao Verão fora de época que tivemos recentemente. De maneira que o céu nublado e o vento frio que soprava até sabiam muito bem. Lá continuámos, apesar das ameaças de chuva.
Fomos, também, encontrando pinheiros e castanheiros, os quais desenhavam na paisagem verdadeiros quadros vivos. Alguns parecia que balouçavam ao vento, dada a forma dos seus ramos. Mais pareciam uns braços esticados, prestes a agarrar alguma coisa ou longos cabelos que, de soltos que estavam, esvoaçavam para sul.

Frio da serra acompanhou-nos na caminhada

À medida que a caminhada se fazia, o nariz começava a gelar mas até sabia bem, sentir aquele fresco. A chuva que havia caído uns dias antes fez com que, aqui e ali, houvesse algumas poças de lameiro mas nada que não se ultrapassasse. As folhas de castanheiro haviam tecido um tapete bem fofo, que amortecia a caminhada.
Na primeira parte deste trilho a levada encontrava-se seca, com muitas folhas e ramos que se destacavam, nalgumas zonas, por entre a terra vermelha. Os castanheiros estavam quase despidos de folhas, o que deixava transparecer o recorte dos ramos. A vegetação era, sobretudo, rasteira, crescia junto aos eucaliptos e pinheiros cujos troncos estavam a ser, devidamente, vestidos pelo musgo.
Encontravam-se vestígios das típicas flores destes percursos, os chamados novelos, mas tendo em conta a estação, as flores eram poucas ou quase nenhumas. Enquanto isso o cheiro do eucalipto ajudava a desentupir o nariz, por entre a friagem que se fazia sentir nas maçãs do rosto. Era altura de colocar o capuz do casaco porque os vestígios de uma gripe recente avisavam que o melhor era nos protegermos.
Mais adiante, o som do vento forte deu lugar ao som da água a correr pela ribeira abaixo. Pelo chão, alguns “tufos” de cabrinhas davam um ar de sua graça. Algumas árvores estavam repletas delas, as quais, a par dos fetos demonstravam que a época de Natal está próxima pois, como manda a tradição, estas plantas costumam ser usadas para decorar o presépio.
O frio começava a enregelar as mãos. Era das poucas partes do corpo que se encontrava exposta ao ar, de maneira que até custava tirar alguns apontamentos ou até mexer no telemóvel.
Mais adiante a levada começou a estreitar em cujo leito eram notórias algumas irregularidades que deixam antever como foi rasgado, em tempos, com instrumentos rudimentares e muito sacrifício. Passámos por uma casa da água. A partir daqui denotava-se que, recentemente, foi feita uma limpeza ao local tendo em conta a erva curta que havia na berma da mesma. A água parecia que estava parada, as muitas folhas impediam que corresse.
Galgámos umas pedras, que abrilhantavam uma pequena clareira, depois tivemos que atravessar uma estrada de terra. As árvores de grande porte dão a entender que estão ali há muitos mais anos que a própria estrada. Mais adiante, uma pedra semi-rectangular convida a nos sentarmos um pouco.
Pela encosta abaixo encontram-se aglomerados de altos mas franzinos eucaliptos sob um chão coberto de folhas de castanheiros. Enquanto isso, debaixo das nossas sapatilhas sentimos rolar algumas bolotas que caíram dos castanheiros. Em tempos, e depois de secas eram usadas dentro dos vestiários para evitar que a traça roesse a roupa.
A ameaça de chuva fez-nos apressar, um pouco mais o passo, de maneira que se sentia ainda mais o frio mas era um fresco agradável porque até o mau tempo tem a sua beleza, é preciso é estar pré-disposto a degustá-lo.
Mais adiante alguns postes de electricidade davam sinal de que estávamos perto do casario. Enquanto isso a vista alcançava, do outro lado da encosta, o posto de venda de porcos.
Seguimos os postes de “luz” pela estrada de terra, larga e sem fim à vista. A levada, essa, continuava do outro lado, mais uma hora e certamente chegaríamos à Portela. Ficará para uma próxima. Descemos a estrada de terra onde um bom 4x4 é o melhor para dali sair ou então, fazer como nós, caminhar a pé até alcançar a estrada de alcatrão. Para trás, ficou o lameiro, o frio e as folhas húmidas mas nada melhor para sentir a natureza por dentro. Para isso, não há que ter receio em sujar-se, vai ver que vale a pena, sentir-se-á mais vivo…

Élia Freitas

Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:02 PM | Comentários (0)

novembro 14, 2007

BANANEIRAS

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:55 PM | Comentários (2)

novembro 12, 2007

AO TRABALHADOR MADEIRENSE - JARDIM DE SANTA CATARINA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:05 PM | Comentários (1)

novembro 06, 2007

Borboleta da Madeira entrou em extinção

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

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É conhecida vulgarmente por 'Grande branca da Madeira' e é a primeira borboleta a ser considerada oficialmente extinta em território europeu, como resultado da acção humana.

A notícia foi divulgada pelo jornal britânico 'The Times', no âmbito da realização de uma conferência sobre borboletas em Laufen (Alemanha). Na reunião, os especialistas apontaram como causas do desaparecimento desta subespécie endémica do Arquipélago da Madeira, a perda de habitat devido ao aumento do índice de construção e a poluição proveniente de fertilizantes agrícolas.

António Franquinho Aguiar, que tem desenvolvido um vasto trabalho na área das borboletas do arquipélago, afirmou que hipóteses apresentadas como as queimadas florestais, o pastoreio desordenado e as actividades agrícolas não explicam o desaparecimento da 'Grande branca', "até porque algumas destas actividades já estavam em diminuição na altura dos acontecimentos e outras como o pastoreio não aconteciam no seu habitat".

Referindo que desde os anos oitenta não existem registos de observação desta borboleta, o investigador explica que é apologista de uma justificação apresentada em 2003 e que fala da possibilidade da estirpe 'Pieris brassicae' ter sido exposta a um vírus introduzido na Madeira pela 'Pequena Branca' (borboleta que apareceu na Região em 1974). Esse vírus "pode ter originado uma infecção generalizada ao ponto de dizimar as populações da borboleta". Outra hipótese credível é a introdução natural de uma vespa parasita que, na Europa, é responsável por 95% das mortes de lagartas das borboletas 'Pieris'.

Franquinho Aguiar diz que esta era uma borboleta grande, que dificilmente passaria despercebida. Também as suas lagartas eram conhecidas. "Como eram grandes e alimentavam-se várias lagartas da mesma couve, comiam uma folha em pouco tempo", explica.

Embora admita a possibilidade de outras espécies de borboletas desaparecerem nas próximas décadas, por variadas razões, Franquinho Aguiar refere que no âmbito das borboletas do arquipélago "não há nenhuma espécie que se possa considerar em perigo de extinção. Até as três espécies endémicas têm populações estáveis e não estão por isso ameaçadas". Ao nível mundial, a situação é mais preocupante.

Catálogo das Borboletas

Após a obra em colaboração, Guia das Borboletas do Parque Ecológico do Funchal, Franquinho Aguiar está a preparar a edição de um catálogo das borboletas do Arquipélago da Madeira. Este será o primeiro número de uma série de catálogos sobre a fauna entomológica (insectos) do arquipélago que deverão ser publicados nos próximos anos. Depois das borboletas será editado um livro sobre coleópteros (besouros ou escaravelhos). As edições serão financiadas pela Câmara do Funchal.

Grande branca da Madeira

- Nome vulgar: Grande Branca da Madeira;

- Nome científico: Pieris brassicae wollastoni;

- Família: Pieridae;

- Distribuição e habitat: Endémica da Madeira; Até 1950 esta borboleta foi referenciada sempre a altitudes superiores a 650m, incluindo a laurissilva húmida que se estende até aos 1.200m. A partir desta data, começa a voar também a altitudes inferiores, em zonas agrícolas onde as suas lagartas são encontradas a se alimentarem de couve;

- Descrição: Espécie de grandes dimensões, com envergadura de 55 a 65 milímetros. Asas anteriores com fundo alar branco puro e ápices com ampla ponta negra;

- Estatuto de conservação: Em tempos muito espalhada, mas agora extinta provavelmente desde meados dos anos 80. Os últimos exemplares foram observados em Maio de 1977 na Encumeada e no Paul da Serra.


Ana Luísa Correia

Publicado por João Carvalho Fernandes em 04:47 PM | Comentários (7)

novembro 05, 2007

BALCÕES

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:00 PM | Comentários (0)

outubro 30, 2007

BALCÕES

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:19 PM | Comentários (0)

BALCÕES

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:16 PM | Comentários (0)

outubro 24, 2007

Balcões “oferece” retrato dos picos mais altos

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

A “Olhar” foi esta semana até ao Ribeiro Frio, mais concretamente, até aos Balcões. Este é, com certeza, um dos percursos pedonais mais concorridos da Madeira porque, durante a nossa caminhada de 1.30 horas, praticamente, de cinco em cinco minutos passavam por nós pequenos grupos de turistas, em ambas as direcções. Há muita informação a indicar o trilho, por isso, não há que enganar. O percurso é acessível, o caminho é largo e sem desníveis. É cerca de 1,5 quilómetros até chegar aos Balcões onde a paisagem compensa a caminhada. Pelo caminho, pode-se molhar a garganta nalguns espaços onde se podem apreciar, também, os produtos típicos regionais confeccionados à mão.

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O tempo estava propício a um passeio a pé, desta feita, do Ribeiro Frio aos Balcões. Durante a caminhada pudemos constatar que o local faz jus ao nome que tem.
Num dos troços, e apesar da temperatura amena que nos acompanhou desde a saída do Funchal, ali chegados sentimos um frio, de tal maneira que houve necessidade de vestir o casaco. A ponta do nariz ficou gelada bem como as maçãs do rosto tal era o fresquinho que passava.
O caminho que fizemos para chegar até ao Ribeiro Frio, Funchal/Via Porto da Cruz, por si só, já nos convida a uma caminhada a pé. À medida que subíamos, embrenhávamo-nos nas montanhas cobertas de verde. Em cada curva, a paisagem nos surpreende.
Depois de passarmos os primeiros cafés e mais umas curvas, chegamos ao ponto de partida. No local eram visíveis algumas carrinhas com turistas e táxis, junto aos espaços de restauração e artesanato de onde sobressaíam as peças de lã confeccionadas à mão.
A entrada para a levada faz-se à direita, para quem vem a subir a Estrada Regional 103. Do outro lado da estrada temos a indicação de uma outra levada, que vai dar à Portela. Fica para uma próxima… centremo-nos nesta.
O início do percurso é estreito. Podemos optar por entrar junto à estrada onde o caminho é mais estreito ou abaixo dela, onde temos que subir alguns degraus que nos encaminham para o trilho.
O caminho é largo, em terra batida, com algumas curvas, mas andamos sempre na mesma cota. O espaço onde corre a água é estreito em relação ao restante. A água corria no sentido inverso à nossa caminhada.
Neste trilho não há falta de informação. Existem várias placas onde se pode ler “Levada Velha”, “Balcões” bem como a existência de um bar, a 600 metros. Um quadro informativo dá-nos diversas dados sobre o percurso desde o nome da levada, números de telefone úteis, normas de conduta e de segurança para que nada corra mal.
Esta levada tem 1,5 quilómetros, a caminhada leva 1.30 horas a ser feita, sempre, a uma altitude de 630 metros. Nesta primeira fase, galgamos as raízes das frondosas árvores, as pedras metidas na terra firme, cobertas por um fofo manto de folhas secas.
Deparamo-nos com alguns carvalhos e cogumelos gigantes. Alguns pequenos abismos mais adiante são “disfarçados” pela vegetação densa que corre pela encosta abaixo. O silêncio, levemente quebrado pela água a correr, é reconfortante, acompanhado pelo ar fresco com que enchemos os pulmões a cada passada.
Passamos pelo primeiro casal de turistas. Muitos mais se seguiriam. Atravessamos uma pequena ponte de cimento coberta com musgo. O leito do ribeiro estava seco. A vegetação variava pela encosta acima, ora entre pequenos grupos de pinheiros, ora por eucaliptos. Mas a laurissilva, inevitavelmente, faz parte deste quadro natural.
Duas grandes paredes rochosas formavam como que um túnel, onde um alegra-campo se mantinha de pé, mais parecia uma flor encaixada na orelha de uma criança. A passagem é estreita mas dá o seu quê de mistério ao passeio.

Diversidade de vegetação e produtos típicos

O caminho em frente continuava repleto de folhas secas e raízes que denunciam as dezenas de anos que cada uma daquelas árvores tem. Um pequeno casario, ao longe, vislumbra-se por entre os ramos de pinheiros. Alguns pereiros plantados abaixo da levada estavam cobertos por cabrinhas da serra, parecia que tinha nevado, mas neve verde…
Passamos pelo Bar Flor da Selva onde, além de se poder molhar a garganta, se pode apreciar diversos produtos típicos madeirenses como sejam colheres de pau, barretes de orelhas, aguardente de cana até socas de plantas.
Uma senhora que se encontrava a confeccionar barretes de orelhas lá foi dizendo que o que mais custa é estar tanto tempo sentada porque faz doer as costas. Um dos casais de turistas soltou-nos um “olá”, pareciam satisfeitos com a caminhada.
Mais adiante havia na berma pés de uveira da serra, estava madura. Disse-nos um dos senhores que passava que até da França vêem buscar porque dá energia.
Passamos pelo segundo bar deste trilho, o Balcões Bar. O som de chocalhos ao longe deu-nos a entender que havia animais a pastar, algures. Encontramos mais uma placa informativa a indicar o caminho para os Balcões. Novamente, mais um “túnel”, propiciado por duas grandes paredes rochosas. Aqui e ali encontramos algumas plantas que, em tempos eram muito vulgares nos jardins particulares, a par de algumas serralhas que serviam para alimentar os coelhos e, até plantas para afastar o mau olhado, dizem os populares.
Avista-se, novamente, um aglomerado de casas e o mar. Uma placa amarela indica-nos a direcção para os Balcões. Tivemos que descer. Um sinal de proibição indica-nos que não devemos continuar a levada em frente. Descemos o caminho em pedra, que foi estreitando à medida que descíamos. Depressa chegamos aos Balcões. Ali a vista alarga-se, o céu ficou a descoberto e as montanhas cobertas de verde dão uma beleza extraordinária ao local. A vegetação rareia no cume das montanhas.
Um mapa, já um pouco apagado, descrito sobre uma placa de cimento no miradouro indica-nos em frente, da esquerda para a direita o Pico do Gato, Pico das Torres, Pico Ruivo e Achada do Teixeira. O nevoeiro sobranceiro não nos deixava avistar todos os picos.
Ao fundo encontra-se a Estação Termo-Eléctrica da Fajã da Nogueira. Um pequeno caminho escavado na montanha permite lá chegar. No miradouro, alguns turistas apreciavam a paisagem, sentados em cima do amontoado de pedras.
Outra marca emblemática da nossa terra que se avista dali é a Penha d’Águia e ao seu redor, o casario disperso pelos vales. Era altura de fazer o caminho de regresso mas acabamos por descobrir outras coisas, inclusive, um casal de idosos que se preparava para trabalhar a terra. Ficamos com vontade de voltar porque andar a pé, pelos nossos caminhos verdejantes, dá saúde e chega a ser viciante…

Élia Freitas

Publicado por João Carvalho Fernandes em 08:27 AM | Comentários (2)

outubro 18, 2007

MERCADO DOS LAVRADORES

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:54 PM | Comentários (6)

outubro 15, 2007

Levada do Castelejo um “mercado” ao ar livre

Em cada troço percorrido nas levadas madeirenses não paramos de nos surpreender… Foi o que aconteceu, esta semana, durante uma caminhada que a “Olhar” realizou pela Levada do Castelejo, na freguesia do Porto da Cruz. O trilho previsto era pequeno mas não imaginávamos que, em tão poucos quilómetros encontraríamos tanta riqueza de vegetação, por entre alguns poios lavrados onde se contavam diversos legumes e frutos. Nas encostas, foi aliciante “descobrir” algumas espécies endémicas, por entre as muitas ervas medicinais que sobressaiam aqui e ali… Venha conhecer connosco este pedacinho de norte madeirense que, poderá não curar o corpo mas deverá, com certeza, dar saúde ao espírito e à mente…

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

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A Levada do Castelejo, na Referta, freguesia do Porto da Cruz é um dos trilhos pedestres dignos de uma visita. A “Olhar” aceitou o desafio e, esta semana, andou a pé, pelo norte da ilha.
Para chegar ao início deste trilho, seguimos pelo caminho que vai dar à Portela mas, em vez de virarmos à esquerda para o acesso que nos leva até ao local em questão, vamos sempre na estrada regional e viramos à direita onde diz “Achada”. Não há que enganar, na esquina existe um café.
Uns metros adiante, à esquerda existe uma escadaria em cimento. O ambiente envolvente é mesmo convidativo a uma caminhada a pé. A partir dali, a vista alcança a rocha da Penha d' Águia, o mar e as encostas verdejantes onde sobressaiem alguns pinheiros.
A estrada em frente estava engalanada com as bandeiras típicas das festas e cordões de luzes. O nosso destino era, mesmo, a caminhada. Por isso, descemos a escadaria, deviam ser mais de 40 degraus…
Esta primeira parte da levada é, toda ela, em cimento. O percurso é estreito, com algumas curvas mas, praticamente, sem desníveis.
A água que existia na levada era bem pouca, encontrava-se estagnada e repleta de folhas. Existem alguns postes de electricidade que levam a energia eléctrica ao casario que se encontra disperso na encosta, abaixo da estrada. As ameias brancas davam uma certa piada à encosta verde, mais parecia uma roda dentada deitada sobre o muro.
Nalguns poios avistavam-se alguns palheiros, usados em tempos, para guardar gado e, nalguns, casos, os produtos agrícolas. Um pouco mais à frente, uma outra escadaria dava acesso a uma casa particular, abrilhantada por novelos rosa e azuis. Estava bem arranjadinho.
Pelo caminho encontramos um pouco de tudo, desde verduras e árvores de fruto. Outras, ainda, que embora não dêem frutos, embelezam o percurso. Algumas das plantas são endémicas como é o caso da urze e do loureiro, a par de outras, caso das cabrinhas e bambu.
Mas a grande variedade de produtos, cujas folhas dão origem às diferentes tonalidades de verde dispersas na paisagem, só nos faz crer que o terreno é muito fértil, em que muita ajuda a abundância de água que viamos escorrer das paredes.
Dos produtos cultivados destaque para algumas couves, abóboras, inhame, semilhas, batata doce, pipinelas e agrião. Parecia um autêntico mercado ao ar livre, onde tudo está à mão para confeccionar uma saborosa sopa, mas não há que esquecer que tem dono… por isso, é melhor, apenas apreciar. Prova disso era um dos camponeses que caminhava na direcção contrária à nossa, de bordão na mão. Pela vestimenta parecia ir ver como anda a produção…
Numa das curvas, era de pasmar um pequeno pedaço de terreno, cultivado com rama de semilha, todo ele debruçado sobre o a abismo, em jeito de caracol. Noutros pontos, havia erva, mais ou menos tenra para o gado e junco que, em tempos, era usado para cobrir as casas.

Árvores de fruto e plantas medicinais

Para além dos cactos e figueiras, aqui e ali apareciam algumas árvores de fruto. Alguns já estavam mais ou menos maduros, outros, nem por isso, como era o caso das anonas, castanhas, pêra abacate, bananas, maracujás de banana, nêsperas e girassóis.
Algumas plantas invasoras, também, marcavam presença durante o caminho, como seja a acácia, o silvado e a bananiche. O silvado, embora pique e não seja muito agradável, sempre, dá algo de bom, as amoras. Não resistimos e provamos, como autênticos adolescentes que, há uns anos atrás, andavam pelos campos, de frasco na mão, a colher este fruto para logo saborerar, depois de polvilhados com uma colher de açúcar.
Era uma recolha feita em jeito de brincadeira que, muitas vezes, acabava por deixar cada nódoa na roupa… neste caso, deixou-nos os dedos mais ou menos roxos… mas valeu a pena, apesar de algumas picadelas dos espinhos.
As fileiras de canavieiras davam outra tonalidade de verde ao quadro natural enquanto no fundo do vale corria um razoável caudal de água.
Nas paredes da rocha, haviam “mini-repuxos” e nas bermas do caminho crescia de tudo um pouco desde feiteiras às ervas medicinais para curar "males" como dores de cabeça, algumas, ainda, para curar certas doenças dos próprios animais. O segredo está em distingui-las, cujo saber é, por vezes, transmitido oralmente das gerações mais velhas para as mais novas. As flores, também, fazem parte deste quadro. Espadanas, açucenas e palmas de São Lourenço.
Nalguns troços, onde o abismo era mais evidente, haviam vedações. Este percurso “obriga-nos” a atravessar três pequenas pontes de cimento, sem as quais, seria quase impossivel fazer toda esta caminhada, a não ser, galgando o fundo do vale. Numa delas, é de lamentar um amontoado de folhas de zinco a decomporem-se.
Ao alcançarmos o outro lado do vale com a grande ajuda das pontes, avistamos o trilho galgado. Ao fundo, vários poios, que mais pareciam uma manta de retalhos. Aproximamo-nos de uma das casas. A levada passa, mesmo, nas costas da mesma. Um dos residentes “acartava” um molho de erva para dentro do palheiro. Aqui a levada estreita, há mais canavieiras e pinheiros na encosta.
Continuamos a andar, atravessamos um pequeno “furado” (túnel) e chegamos junto à estrada. Mas aqui só se pode ir numa direcção, é que a estrada não tem saída… Mas, quem quiser, pode prosseguir pela levada.
Optamos por sair. Regressamos com um cheirinho a produtos frescos, com o espírito bem refrescado pela natureza…

Élia Freitas

Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:15 PM | Comentários (2)

outubro 11, 2007

FLORES NO MERCADO DOS LAVRADORES

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 02:36 PM | Comentários (1)

outubro 10, 2007

3.225 passageiros na estreia

“Navigator of the Seas”, da Royal Caribbean, fez ontem a primeira de quatro escalas previstas para o Funchal

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

Chegou ontem, por volta das 12 horas, naquela que foi a primeira de quatro escalas no porto do Funchal. O “Navigator” é o quarto navio da classe e está entre os maiores paquetes do mundo, com 138 mil toneladas de arqueação bruta.

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O “Navigator of the Seas”, da Royal Caribbean, fez ontem a sua estreia no Funchal, trazendo a bordo 3.225 passageiros, na sua grande maioria, de nacionalidade inglesa (3.066). Foi a primeira de três escalas em viagens de cruzeiro desde Southampton com destino a Tenerife, agenciado pela empresa J.F. Martins. Uma quarta visita está programada para a viagem transatlântica de regresso às Caraíbas, onde este navio da classe “Voyager of the Seas” vai operar depois de ter estado baseado este Verão no porto inglês de Southampton.

No porto, uma “comitiva de boas- vindas”, composta por elementos da Administração de Portos e do Clube de Entusiastas de Navios (CEN), aguardava a chegada do navio. Para surpresa destes últimos, o comandante do “Navigator” é o mesmo que, em 1998, tripulava o “Virgin of the Seas”, então escolhido para a realização do primeiro cruzeiro do Clube, que juntou 40 pessoas. Trata-se de Otto Bang, que já na altura havia assinado o livro de honra do CEN, tendo voltado a fazê-lo, agora, na qualidade de comandante deste navio. Recebeu ainda um DVD e um livro sobre a Madeira e ainda uma placa alusiva à escala.

Recorde-se que o “Navigator” é o quarto navio da classe e está entre os maiores paquetes do mundo, com 138.000 toneladas de arqueação bruta e capacidade para 3.114 passageiros, em ocupação dupla. O primeiro paquete da classe “Voyager” foi construído na Finlândia pelos actuais estaleiros Aker Finnyards, ex-Kvaerner Masa Yards, ex-Wartisla, tendo sido entregue em Novembro de 1999 à Royal Caribbean. Seguiram-se as entregas dos gémeos “Explorer of the Seas” em Agosto de 2000, “Adventurer of the Seas” em Outubro de 2001, “Navigator of the Seas”, em Novembro de 2002 e “Mariner of the Seas” em Dezembro de 2003.

Neste espaço, o JM já deu conta de que o último trimestre de 2007 é o que regista maior número de estreias de navios de cruzeiro na ilha da Madeira. É o caso do “Spirit of Adventure”, ex-“Berlin” da Peterdeilman, que regressa à Madeira a 17 de Outubro com as cores do grupo “Saga Holiday”.
“Ocean Village II”, “Carnival Freedom” (ambos a 3 de Novembro), “Jewel of the Seas” (4 de Novembro), “Jules Verne” (19 de Novembro), “MSC Orchestra” (1 de Dezembro), “Costa Serena” (3 de Dezembro), “Star Princess” (13 de Dezembro), “Delphin Voyager” (20 de Dezembro) e “Queen Victoria” (28 de Dezembro), visitam também pela primeira vez a Madeira ainda este ano.
Para 2008, estão previstas muitas outras novidades.

Celso Gomes

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:39 AM | Comentários (0)

outubro 01, 2007

JARDIM BOTÂNICO

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setembro 28, 2007

ANOITECER NA ZONA DO CABO GIRÃO

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setembro 25, 2007

Jardins ricos e vulneráveis

Há quintas madeirenses, com unidades hoteleiras, cuja riqueza florística permite que desenvolvam o conceito de hotéis botânicos. Existem outras com condições para funcionar como colecções botânicas privadas

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Trinta e três espaços verdes do Funchal foram objecto de uma tese de doutoramento. Inventariar a flora ornamental, conhecer as espécies, a sua origem, detectar as que estão ameaçadas e contribuir para que os jardins evoluam, no sentido de áreas privilegiadas de formação ecológica e de educação ambiental, constituem alguns dos objectivos da investigação.

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Árvores, arbustos e pequenas plantas de parques, jardins, quintas e cemitérios foram inventariados entre 2002 e 2005. Nos espaços verdes estudados identificaram-se 194 famílias, 901 géneros e 1928 'taxa' (1771 espécies, 32 subespécies, 40 variedades e 85 híbridos). Os resultados revelam uma "elevadíssima fitodiversidade, mas simultaneamente uma enorme vulnerabilidade florística", afirma o autor, Raimundo Quintal. A tese, intitulada 'Estudo Fitogeográfico dos Jardins, Parques e Quintas do Concelho do Funchal' foi apresentada em Julho, na Universidade de Lisboa, tendo sido aprovada com Distinção e Louvor. O júri aconselhou a sua publicação.

Entre as quintas privadas estudadas estão a Quinta do Palheiro Ferreiro, com "a maior riqueza florística (631 espécies)", a Quinta Monte Palace (484 espécies), a Quinta Palmeira (414 espécies) e a Quinta Jardins do Imperador (284 espécies). As quintas que funcionam como espaços públicos, geridos pelo Governo Regional, foram também alvo de estudo, nomeadamente a Quinta Magnólia, a Quinta Vigia, a Quinta das Cruzes, assim como o Parque de Santa Catarina, o Jardim Municipal, o Parque Municipal do Monte e jardins de unidades hoteleiras.

Neste último caso, foram seleccionados os jardins do Hotel Savoy e os do Hotel Reid's, "uma preciosidade como unidade paisagística e em termos de riqueza florística", comenta Raimundo Quintal. Os espaços ajardinados do Pestana Village, do Hotel Cliff Bay e Pestana Casino Park integram também o estudo, "atendendo a que, para além da introdução recente de espécies, há algumas árvores que se mantiveram das antigas quintas Pavão, Vigia e Bianchi". Da investigação faz parte também o Cemitério de São Martinho e o Cemitério Inglês com o objectivo de perceber, através da flora ali existente, a influência cultural, diz o autor.

Para cada um dos 33 espaços seleccionados foram inventariadas todas as espécies e cartografadas à escala do canteiro, assim como foi elaborado um elenco florístico de cada um, no sentido de determinar a sua riqueza. As espécies foram analisadas, entre outros aspectos, consoante o porte, a origem, o regime fenológico (folheação e floração) e estudado o índice de rusticidade (temperatura mínima que suportam).

A propósito da proveniência das espécies existentes, Raimundo Quintal diz que "é possível concluir que 64 a 66% da flora dos jardins do Funchal tem origem tropical e subtropical, enquanto 30 a 32% provém das regiões de clima temperado". Perante os resultados adianta que muitas das plantas foram introduzidas pelos emigrantes. "Há uma correlação positiva entre as regiões de origem das plantas e os países onde vivem as comunidades madeirenses. Muita da riqueza existente tem a ver com esse movimento, que tem sido esquecido, mas que é uma realidade".

Na perspectiva do investigador, a forte componente Neotropical depende das sementes, estacas e mudas trazidas pelos emigrantes madeirenses desde a Venezuela ou do Brasil, enquanto a representação da flora Áfricotropical não pode ser explicada sem a participação activa dos emigrantes na África do Sul ou das pessoas que viveram em Angola e Moçambique. A tendência para trazerem e levarem plantas foi confirmada durante a investigação, diz Raimundo Quintal.

Como exemplo refere o comendador José Berardo ao trazer as "cicas" da África do Sul para a ilha. "Como emigrante com sucesso pôde trazer em quantidade plantas que gostou. Com essa atitude praticou o comportamento habitual de outros madeirenses que, com menos posses, traziam na mala ou nos bolsos pequenas plantas, sementes, bolbos e estacas".

Actualmente - diz - "este comportamento tende a esbater-se com a globalização do negócio das plantas, importando-se as que estão em moda nos grandes mercados internacionais".

Raimundo Quintal considera que esta situação "está a criar algo indesejável, que é a normalização. Vai retirar a identidade que existia, porque as plantas que estão a ser introduzidas nos jardins mais recentes, quer em hotéis, quer em espaços públicos, fazem com que não se distingam dos que os turistas observam nas Canárias e em muitas regiões do Mediterrâneo". Mas se os madeirenses emigrados foram e são responsáveis pela introdução de imensas plantas ornamentais, "não é menos verdade que as famílias inglesas contribuíram de forma muito significativa para a riqueza florística dos espaços verdes do concelho do Funchal", afirma o investigador, apesar de salvaguardar que a influência dos ingleses na introdução de plantas na ilha "não tem o peso que se tem afirmado. Fala-se em pessegueiro-inglês e tomateiro-inglês, mas nenhuma dessas plantas é originária da Inglaterra e duvido que tenham vindo para quintas inglesas".

Explica que nas muitas quintas construídas no Monte, Palheiro Ferreiro, Camacha e Santo da Serra, a partir da segunda metade do século XVIII, foram introduzidas espécies da flora temperada, com o objectivo de recriar as paisagens britânicas. Entre os 500 e os 700 metros de altitude, as mudanças de cor, o nascimento e a perda das folhas das árvores caducifólias marcam as estações do ano.

Nos jardins da beira-mar, onde predominam as plantas dos climas tropicais e subtropicais, as cores da paisagem ao longo do ano dependem essencialmente dos diferentes regimes de floração.

Mas se a riquíssima fitodiversidade é evidente, há também, conforme revela o estudo, uma grande vulnerabilidade taxonómica. Raimundo Quintal explica que dos 1928 'taxa' que integram o Elenco Florístico dos 33 espaços verdes estudados, 818, ou seja 42,4%, apenas ocorrem num dos espaços e 254 (13,2%) só estão representadas por um indivíduo, "o que significa que muito facilmente poderão desaparecer". Atendendo a esta situação crítica, considera necessário a criação de uma equipa de trabalho com o objectivo de multiplicar e preservar as espécies ameaçadas.

Entre as conclusões apresentadas refere que "apenas 23 espécies aparecem em mais de 75% dos espaços verdes estudados. As mais marcantes são o jacarandá ('Jacaranda mimosifolia'), a sumaúma ('Chorisia speciosa'), a planta dos dentes ('Plumeria rubra') e a chama da floresta ('Spathodea campanulata'). São árvores de flores espectaculares que são estruturantes na arquitectura e essenciais na imagem dos jardins subtropicais". Segundo a tese, as duas espécies mais frequentes nos jardins do Funchal são a palmeira das Canárias e o cardeal. Realça também a presença muito frequente de espécies da Madeira, como o til ('Ocotea foetens'), o dragoeiro ('Dracaena draco ssp. draco'), o barbusano ('Apollonias barbujana') e os massarocos ('Echium candicans e Echium nervosum'). "Isso revela o bom hábito da utilização das espécies indígenas. É uma marca positiva", destaca o geógrafo.

Os espaços verdes estudados - afirma- "além do contributo para a imagem do Funchal como Cidade Jardim, funcionam como repositórios de flora exótica e indígena, garantindo a conservação 'ex situ' de espécies ameaçadas na Natureza. Como exemplos temos o dragoeiro ('Dracaena draco ssp. draco') e o mocano ('Pittosporum coriaceum'), uma árvore endémica da Madeira, extremamente rara nalgumas ravinas no norte da ilha, que sobreviveu nas quintas Monte Palace, Jardins do Imperador e Palheiro Ferreiro".

O autor do estudo evidencia também a importância dos espaços verdes para o turismo. As quintas - conforme salienta - constituem um importante nicho na oferta turística da ilha. "Os números referentes às entradas pagas na Quinta Monte Palace e na Quinta do Palheiro Ferreiro permitem concluir que são visitadas por cerca de 25% dos turistas que entram na Madeira", mas apesar desta afluência a maioria "usufrui dos espaços verdes de forma passiva". A propósito Raimundo Quintal considera que a Quinta do Palheiro e a Estalagem Jardins do Lago possuem condições para desenvolver o conceito de hotel botânico, onde para além do lazer o hóspede poderia usufruir de informação circunstanciada sobre flora e ter a possibilidade de fazer férias activas, participando nas tarefas de conservação e enriquecimento da formação vegetal. Poderiam ter pequenos cursos de jardinagem, associar-se aos trabalhos o que criaria uma certa fidelidade, atendendo a que as pessoas gostam de ver o resultado do que plantaram.

Por outro lado, diz que há três quintas que, não integrando hotéis, possuem uma riqueza florística que lhes permite desenvolver o conceito e integrar a rede internacional de colecções botânicas privadas: a Quinta do Monte Palace, a Quinta Palmeira e a Quinta Jardins do Imperador. "A primeira já iniciou esse percurso necessitando, no entanto, de melhorar os conteúdos informativos. A Quinta Palmeira e a Quinta Jardins do Imperador têm um caminho mais longo a percorrer, quer nos trabalhos de manutenção, quer na produção de informação. A primeira, situada entre 200 e 300 m de altitude, possui espécies que não existem em nenhum outro local. O seu património florístico ultrapassa as 400 espécies, algo muito semelhante ao património inventariado para o jardim Tropical em Lisboa".

O estudo levou à criação de uma base de dados que abarca 95% das espécies da flora ornamental existente na Madeira e pode ser actualizada constantemente para cada jardim e para o conjunto dos 33 espaços. Possibilita, conforme refere, verificar em tempo real o que é introduzido e o que desaparece.

Entre os objectivos já enunciados a tese permite também disponibilizar informação para que utentes e gestores dos espaços verdes conheçam as características fitogeográficas e o valor ecológico das espécies e para que possam melhor preservá-los.

Bilhete de Identidade

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Nome: Raimundo Quintal
Data de nascimento: 6-10-1954
Naturalidade: São Martinho, Funchal
Percurso académico e profissional: Licenciatura em Geografia pela Universidade de Lisboa em 1981. Doutoramento em Geografia, especialidade em Geografia Física, pela Universidade de Lisboa, concluído a 20 de Julho de 2007.

Foi professor de Geografia na Escola Secundária Francisco Franco desde o ano lectivo1985/86 e assistente convidado do Departamento de Educação da Universidade da Madeira no ano lectivo 2001/2002. Presidiu o Clube de Ecologia Barbusano desde a sua fundação em 1988, até 1994.

De Outubro de 1981 a Julho de 1986 e Outubro de 1990 até Fevereiro de 1993 foi coordenador do suplemento Cidade/Campo, sobre temas de Urbanismo e Ambiente, no Diário de Notícias do Funchal. É autor de várias obras e de numerosos artigos de Ecologia, Biogeografia e Educação Ambiental publicados em jornais e revistas.

Realizou documentários, da sua autoria, sobre património natural e cultural, exibidos em televisões nacionais e internacionais. De Outubro de 2002 a Junho de 2003, criou e apresentou programa semanal sobre Educação Ambiental na RDP- Madeira.

Vereador do Pelouro do Ambiente, Educação e Ciência, de Janeiro de 1994 a Janeiro de 2002, promoveu a vertente educativa das questões ambientais. Entre os projectos de conservação da natureza, de requalificação paisagística e de educação ambiental que liderou está criação do Parque Ecológico do Funchal e o Galardão de Ouro das Cidades e Vilas Floridas da Europa.

É sócio fundador da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal e presidente da direcção desde Fevereiro de 2002. É membro do Conselho Consultivo das Ilhas da 'Seacology Foundation', com sede em Berkeley, nos EUA.


Teresa Florença

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setembro 21, 2007

RIBEIRA BRAVA

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setembro 18, 2007

Símbolos do Funchal em livro

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

Um estudo sobre os símbolos da Cidade do Funchal, da autoria das docentes universitárias Fátima Abreu e Uriana Gaspar, irá ser editado em livro. A edição da obra estará a cargo da Comissão Executiva dos 500 anos da Cidade do Funchal.

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O brasão e a bandeira da Cidade do Funchal foram objecto de estudo pelas professores universitárias Fátima Abreu e Uriana Gaspar.
O estudo, ontem apresentado na Câmara Municipal do Funchal para a população menos jovem do concelho, irá resultar num livro a editar pela Comissão dos 500 anos da Cidade do Funchal.
A publicação da obra está prevista para 2008, ano em que oficialmente se assinala o aniversário da cidade.
Tanto o brasão como a bandeira, realçou ontem Fátima Abreu, estão relacionados com a economia regional designadamente com a produção da cana-de-açúcar.
«No tempo em que a simbologia se foi construindo, o Funchal era de facto o pólo de dinamismo da economia do arquipélago. Nessa medida, faz todo o sentido que exista (no brasão da cidade) este retrato da ilha e da sua economia», referiu.
Antes de 1936, a constituição do brasão tinha o açúcar e a vinha retratados, «mas não havia esta sobrecarga de elementos». Aos elementos inicialmente existentes, foram acrescentadas as quinas de Portugal, que «vieram “espremer” os cachos das uvas. As uvas em cima dos escudos significam domínio: do Estado, da Nação», explicou.
Na opinião desta historiadora, «o açucar foi sempre tido como o período mais importante da história».
Já a bandeira da cidade, até 1936, tinha a mesma cor da bandeira nacional (branco), mas com o nosso brasão. A partir dessa data, «determinou-se que cada cidade ou vila teria a sua própria simbologia e a sua própria bandeira».
Neste âmbito, Fátima Abreu refuta a ideia de que se tenha perdido a simbologia da Nobreza. No seu entender,«a Nobreza está presente nas cores da bandeira actual, porque o amarelo representa o ouro e o púrpura lealdade».
De realçar que a conferência de ontem inseriu-se no programa de actividades formativas desenvolvidas pela autarquia funchalense. Uma das próximas acções, salientou ontem a vereadora da CMF Rubina Leal, é de carácter inovador. Trata-se de um curso de Primeiros-Socorros dirigido aos menos jovens. Esta iniciativa decorrerá no mês de Outubro no edifício dos Bombeiros Municipais do Funchal.

Odília Gouveia

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setembro 14, 2007

FUNCHAL BY NIGHT

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setembro 13, 2007

O Comboio do Monte e o elevador do Bom Jesus

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

Talvez não tenha sido por acaso que parte do material do Comboio do Monte, após os seu desmantelamento, tenha ido parar a Braga. Quem sabe o nome de Raul Mesnier Ponsard, engenheiro, possa ter alguma relação com essa viagem?

Muito se tem falado e escrito sobre o célebre comboio do Monte que, até 1943, resfolgou vapores pela Rua do Comboio, a caminho do Terreiro da Luta, transportando turistas e madeirenses.
Muitos são os que se interrogam para onde foi o material do comboio após o seu desmantelamento. Hoje, a "Olhar" mais do que levantar uma ponta do véu, lança um desafio a quem possa fornecer mais dados sobre o destino da "sucata" a que foi reduzido um dos mais populares meios de transporte de outros tempos no Funchal.

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Uma rua chamada Caminho de Ferro

O Comboio do Monte, também conhecido por elevador ou ascensor foi, sem sombra de dúvidas, um grande contributo para o desenvolvimento da freguesia do Monte, que viria a ser a mais conhecida estância turística da Madeira.
Os estudos para o Comboio do Monte foram feitos em 1886, pelo engenheiro Raul Mesnier Ponsard.
Apesar da relutância dos madeirenses em contribuir com capital para a formação da Companhia do Caminho-de-Ferro do Monte, o primeiro troço, entre o Pombal e a Levada de Santa Luzia, foi inaugurado a 16 Julho de 1893. A ideia para a construção de um elevador ou caminho de ferro partiu de António Joaquim Marques (de Lisboa), que obteve o consentimento da Câmara do Funchal em 17 de Fevereiro de 1887.
Com uma paragem à porta do Monte Palace Hotel, o comboio continuava até ao apeadeiro do Largo da Fonte, que era o fim da linha.
Mais tarde, a linha-férrea foi prolongada até ao Terreiro da Luta ficando, no total, com uma extensão de 3850 metros.

A explosão que "quase matou" o comboio

A 10 de Setembro de 1919 deu-se uma explosão na caldeira, de uma locomotiva, quando o comboio subia em direcção ao Monte.
Deste acidente resultaram 4 mortos e muitos feridos. Devido a este desastre, as viagens foram suspensas até 1 de Fevereiro de 1920. A 11 de Janeiro de 1932, aconteceu novo desastre, desta vez por descarrilamento. A partir de então, turistas e habitantes viraram as costas ao caminho de ferro, considerando-o demasiado perigoso. Aliando este facto à II Guerra Mundial, que se iniciou entretanto, verificou-se uma falta de turistas na Madeira e a Companhia do caminho de ferro entrou em crise; a última viagem do comboio realizou-se em Abril de 1943 e a linha foi logo desmantelada. Parte do material resultante do desmantelamento, nomeadamente os carris, foi para a sucata e parte foi utilizado na reparação do elevador do Bom Jesus, em Braga.

Do Funchal para Braga

O Elevador do Bom Jesus, é um funicular que liga a parte alta da cidade de Braga ao Santuário do Bom Jesus do Monte.
O elevador segue um percurso paralelo a uma escadaria monumental conhecida como Escadórios do Bom Jesus e termina na sua parte superior junto à estátua equestre de São Longuinhos.
O elevador funciona sobre uma rampa e é constituído por duas cabines independentes, ligadas entre si por um Sistema funicular.
O seu funcionamento baseia-se no sistema Contrapeso de Água. As cabines têm um depósito que é cheio de água, quando estão no nível superior, e vazio no inferior. A diferença de pesos obtida permite a deslocação. No elevador do Bom Jesus, a quantidade de água é calculada em função do número de passageiros que pretendem efectuar viagem em cada sentido.

Onde Mesnier aparece de novo

Inaugurado em 25 de Março de 1882, a sua construção foi iniciada em Março de 1880. O Elevador do Bom Jesus, em Braga, constituiu o primeiro funicular construído na Península Ibérica. A iniciativa da sua construção deveu-se ao empresário bracarense Manuel Joaquim Gomes (1840-1894) e a direcção do respectivo projecto foi do engenheiro suíço Niklaus Riggenbach. Este, que a partir do seu país natal enviava todas as indicações necessárias para a construção do Elevador, contou com a imprescindível colaboração técnica e prática do engenheiro português de ascendência francesa Raul Mesnier du Ponsard, que em Braga dirigiu a execução do projecto.
O Elevador do Bom Jesus é actualmente o mais antigo do mundo em serviço a utilizar o sistema de contrapeso de água.
O seu impacte foi de tal ordem que logo nesse mesmo ano, se constituiu em Lisboa a Companhia dos Ascensores, que convidou Raul Mesnier para projectar e instalar na capital uma série de elevadores — Glória, Bica, Santa Justa, etc —, uma parte dos quais ainda hoje se encontra em funcionamento.

Raul Mesnier Ponsard

Raul Mesnier Ponsard nasceu no Porto, São Nicolau, em 2 de Abril de 1848 e faleceu em Inhambane, Moçambique, em 1914. Português, de origem francesa, formou-se na Universidade de Coimbra em Matemática e Filosofia e na França em Engenharia Mecânica, percorrendo a Suíça e a Alemanha onde frequentou as principais escolas-oficina, contactando com os maiores projectistas e fabricantes de material ferroviário de transporte. Ficou conhecido por ter construído muitos elevadores, e funiculares em Portugal.
Como engenheiro de obras públicas foi projectista de sistemas de elevadores de transporte público em Braga (Elevador do Bom Jesus), Porto (Funicular dos Guindais), Lisboa (elevadores de Santa Justa, Glória, Bica, Lavra), Nazaré (Elevador da Nazaré) e do comboio do Monte, no Funchal.

Octaviano Correia

Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:12 PM | Comentários (1)

setembro 12, 2007

VELEJAR NA BAÍA DO FUNCHAL

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:00 PM | Comentários (1)

setembro 11, 2007

“Há um novo paraíso no Atlântico”

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

Os mais antigos não devem conhecer — ou até saber pronunciar — o nome canyoning. Mas se lhes falarmos de “descidas de ogaje”, devem associar aos montanhistas e cabreiros que desciam as ribeiras madeirenses. Antes por necessidade, agora por desporto, o canyoning está na moda e a Madeira tem um potencial a explorar. Para muitos estrangeiros praticantes, “há um novo paraíso no Atlântico”.
No ponto de vista de um dos impulsionadores da modalidade na Região, há que criar legislação específica para a prática das descidas de ribeira, com a definição de regras claras. Entretanto, Rui Nelson descreve à “Olhar” a experiência de descer uma ribeira, com os sons da água e o cheiro da natureza como companhia…

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As ribeiras e cascatas madeirenses são mais do que cursos de água. Cada vez mais são usadas para a prática de um desporto radical que está na moda. O canyoning é uma modalidade com vários anos de existência na Madeira que se possibilita descidas vertiginosas pelas águas transparentes do interior da ilha, com a beleza verdejante como testemunha daqueles que, durante vários anos, têm vindo a se aventurar por este tipo de trilhos, quer seja por aventura quer seja por necessidade.
Antes, o canyoning dava pelo simples nome de “descida de ribeiras” ou, um termo mais regional, “descida de ogajes”. Antigamente, esta prática era comum por parte dos montanhistas e cabreiros, homens que tratavam do gado pelas serras e que tinham de seguir os trilhos das cabras para as manter unidas. Com a saída destes animais das serras, as descidas de ogajes perderam o seu sentido prático, mas ganharam adeptos, aventureiros que gostam de aliar a aventura ao ar livre.
Apesar de só agora estar na moda e na boca do mundo, foram vários os madeirenses que nos últimos anos se embrenhavam no interior da ilha para se aventurarem nestas descidas, como era o caso do cardiologista Alivar Cardoso, já falecido. “Das pessoas mais antigas que já ouvi falar, foi do dr. Cardoso, que descia o Ribeiro Frio já há muitos anos atrás”, salienta Rui Nelson, do Clube Naval do Seixal, entidade que recentemente organizou um encontro internacional de canyoning na Madeira, que diz que este desporto tem futuro na Região, em termos de potencial turístico.

É necessário criar legislação para a modalidade

Contudo, chama a atenção para a necessidade de ser criada legislação regional para a modalidade, com vista ao estabelecimento de regras não só para os praticantes mas também para a defesa dos vários lugares que permitem descidas de aventura nas várias cascatas da Madeira. A seu ver, há que respeitar a história das descidas de ogajes, os primeiros “ogajeiros”, os lugares e os seus nomes e que definir na lei quais as ribeiras que podem ser usadas para as descidas.
De momento, o Clube Naval do Seixal e as agências interessadas nesta modalidade de aventura estão a dialogar com as entidades regionais, como é o caso da Direcção Regional das Florestas e da Direcção Regional do Ambiente, com o objectivo de serem criadas regras para esta prática e para a segurança de quem a faz. “Como estamos no início, e se trabalharmos todos para o mesmo fim, penso que teremos uma modalidade que também vá caracterizar a Madeira, como um cartaz turístico que já está feito e que não tem concorrência. Só temos de o organizar”, sublinha este impulsionador do canyoning.
Salientando que o Clube Naval do Seixal abraçou esta modalidade por estar ligada à água e por ser naquela freguesia que se encontram “as melhores cascatas da Madeira”, Rui Nelson explicou que uma descida de ogaje para um iniciado é difícil. “A maior parte das nossas cascatas são extensas e não é qualquer um que as consigam descer”, comenta.
Contudo, “o potencial para pessoas que são especialistas ou que têm formação nesta área é muito grande”. A Madeira está a ganhar nome internacional no que se refere a esta oferta, de descidas de ribeiras. Rui Nelson salienta que “um dos melhores lugares do mundo para esta prática é na Ilha de Reunião, no Índico”. Mas, muitos estrangeiros começam a conhecer a potencialidade da nossa ilha e estão a passar a palavra de que “há um novo paraíso no Atlântico, que é a Madeira, para este desporto de aventura”.

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Formação é muito importante

Não só a pensar nos turistas mas também nos madeirenses, o Clube Naval do Seixal — bem como outros clubes regionais que estão a apostar no canyoning — está a incidir na formação. Até ao momento, já realizou três cursos de formação, que fornecem ao formando o cartão da Federação Nacional de Montanhismo. Mais cursos serão ministrados, divulga ainda. O Clube Naval do Seixal conta actualmente com cerca de 30 praticantes da modalidade, de várias idades.
Rui Nelson recorda ainda que o último encontro internacional de canyoning realizado pelo Clube Naval do Seixal teve “uma projecção enorme nos sites espanhóis, franceses e alemãs”, nomeadamente. Com os primeiros passos a serem dados para o reconhecimento internacional, o entusiasta adianta que será organizado um novo evento no próximo ano. O Clube já está a ser contactado por vários montanhistas do Brasil, França, Espanha. “Há uma grande afluência em virem para cá. Neste momento, as fotografias da Madeira começam a aparecer nos sites internacionais. Começa-se a revelar que temos potencial”.
De qualquer modo, Rui Nélson chama a atenção: “nós não estávamos nem estamos preparados ainda para desenvolver a modalidade na Madeira. As infra-estruturas já estão feitas, que é a própria natureza, mas é preciso definir em termos de legislação, como é que é feito o canyoning na Madeira, se devemos dar conhecimento — e a quem — de que vamos fazer descidas de ribeiras, por exemplo”.

Livro francês vai colocar canyoning madeirense na boca do mundo

Com a ausência de legislação portuguesa, os madeirenses optaram por seguir o que define as lei francesa sobre a modalidade. A propósito, o membro do Clube Naval do Seixal salienta que será editado no próximo ano um livro sobre o canyoning da Madeira, por um autor francês. “Ele está a fazer um levantamento sobre os canyonings da Madeira e refiro que se deve ter cuidado em manter os nomes originais das ribeiras, como os nossos antepassados — os cabreiros — chamavam, não usar estrangeirismos para as nossas ribeiras e veredas”.
Com esse livro, Rui Nelson acredita que haverá uma “enorme projecção” da Madeira tendo em conta que a obra será lançada internacionalmente. É necessário pensar em termos futuros, com o aumento de visitantes específicos para a prática desta modalidade. De momento, a procura já dá sinais de crescimento.
“Todas as semanas temos pessoas a nos contactar do estrangeiro interessadas em cá vir para fazer canyoning. Neste momento, se alguém quiser descer ribeiras, a que está a ser usada para esse fim, e devidamente preparada, é a do Ribeiro Frio. É uma zona muito acessível até para os iniciados, porque tem cascatas pequenas e que está já a ser comercializada como produto para esta modalidade. Muitas agências já usam esta ribeira como uma oferta para o canyoning”.
Quanto a outras cascatas, Rui Nelson diz que são mais difíceis, mas que são aliás as que terão maior procura por parte dos canyonistas especializados. De uma vasta lista, e de acordo com a página da internet http://canyoningmadeira.blogspot.com/, o canyoning pode ser praticado nas Ribeiras do Seixal, na Ribeira Funda, da Hortelã, do Alecrim, das Cales, da Pedra Branca, da Água Negra, do Inferno, entre muitas outras. Neste sítio da “net”, o responsável informa a necessidade de pedir autorização à Direcção Regional de Florestas para a prática da modalidade.

Madeira tem de gerir melhor canyoning do que fez com surf

Noutro âmbito, o nosso entrevistado, Rui Nelson, diz que a Madeira tem de saber gerir a oferta deste desporto de aventura, de modo a que não aconteça o mesmo que aconteceu ao surf, que perdeu o seu mercado. “Temos de ter os devidos cuidados e penso que os vamos ter”.
Apontando o exemplo dos Açores que não tendo qualquer historial de canyoning, preparou uma equipa para estudar as potencialidades da modalidade, Rui Nelson considera que essa ideia deveria ser analisada pela Madeira. “Mas temos de perceber quais as potencialidades que temos e organizá-las à nossa maneira, com o apoio de alguém de fora. Acho completamente certo ir lá fora ver o que está a ser feito, em lugares que vivem economicamente dos desportos de aventura e da natureza e trazer as pessoas certas para nos ajudarem a fazer um plano de desenvolvimento para esta modalidade na Região”, defende.
Com ou sem estudos ou regras, a verdade é que o canyoning — ou as descidas de ogajes — já está em crescimento na Madeira, quer para os turistas quer para os madeirenses. Com a devida formação, Rui Nelson descreve a sensação de descer uma ribeira: “já houve ogajes e que eu tive de parar, fechar os olhos e ficar ali apenas a sentir. Acreditava que a experiência seria boa, mas ao fazê-la, ao sentir os sons e os aromas da nossa floresta, há uma troca de energias entre o homem e a natureza à qual aconselho as pessoas a experimentarem”.

Paula Abreu

Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:02 AM | Comentários (4)

setembro 06, 2007

GIRASSOL

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:00 AM | Comentários (0)

setembro 05, 2007

NetMadeira disponibiliza novas imagens

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Portal www.netmadeira.com tem a partir de hoje mais quatro 'webcams' em diferentes pontos da ilha

A partir de hoje o portal www.netmadeira.com disponibiliza mais quatro 'webcams'. Lido, Ponta Gorda, Santana e Faial são os locais que a partir de agora passam a ter imagens disponíveis neste 'site'. Deste modo a NetMadeira aumenta de 14 para 18 o número de webcams em toda a Região para apresentar imagens - fotografias actualizadas de 10 em 10 minutos - de 18 zonas diferentes da Madeira e Porto Santo. Mas as novidades não ficam por aqui. Além deste aumento do número de webcams, agora é possível visualizar as imagens em formato superior e ainda mudar para a imagem seguinte ou anterior mais rapidamente do que acontecia anteriormente.

Agora a totalidade destas imagens de diferentes pontos da Região está disponível para todos os utilizadores do portal, e não apenas para os clientes da NetMadeira.

Assim, a partir de hoje é possível ver imagens praticamente em tempo real dos seguintes locais: Calheta, Praia da Calheta, Parque Temático de Santana, Santana, Faial, Encumeada, Pico do Arieiro, Machico, Porto da Cruz, Ponta do Sol, Porto Moniz, Porto Santo, Ribeira Brava, Santo da Serra, São Vicente, Lido, Pontinha e Ponta Gorda.

Nesta imagem, Porto Santo, por volta das 17h00:

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 05:06 PM | Comentários (0)

setembro 04, 2007

FAJÃ DO CABO GIRÃO

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:44 PM | Comentários (0)

agosto 02, 2007

Do alto do teleférico às funduras das Babosas

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

Esta semana a “Olhar” propõe-lhe uma subida até às zonas altas do Funchal, mais concretamente, até o Monte para trilhar a Levada dos Tornos, partindo do Largo das Babosas até chegar ao Curral dos Romeiros. O percurso é bonito e vale a pena ser feito, é pouco mais que uma hora a andar. A primeira parte deste troço custa um pouco mais porque obriga a uma subida que, a andar devagar, demora cerca de 20 minutos. Depois, é sempre a caminhar junto à levada, lado a lado com a profundeza da Ribeira de João Gomes, o que dá uma certa adrenalina. Por isso aconselha-se a quem tenha vertigens, que se esqueça isso, senão fica a meio caminho. O verde da laurissilva e o silêncio circundantes compensam o esforço…

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O percurso desta semana levou-nos até ao Monte. Aceitamos a sugestão para conhecer, de perto, parte da Levada dos Tornos entre o Largo das Babosas e o Curral dos Romeiros. É pouco mais de uma hora a andar, com tempo suficiente para apreciar a paisagem, observar em pormenor a vegetação e tirar algumas fotos.

A entrada faz-se junto ao Largo das Babosas, entre a igreja e o café. Para quem não sabe, fica uns metros acima do ponto de paragem do teleférico que vem do Funchal. No local, as placas em madeira indicam a direcção a seguir: Levada dos Tornos, Levada do Bom Sucesso e Curral dos Romeiros.
O caminho está calcetado. Para ajudar na descida, existe uma escadaria em pedra, a meio do caminho. Enquanto algumas pessoas aproveitavam o sol da manhã, bem morno e agradável, um casal de turistas, bem jovem, resolveu conhecer um pouco o trilho que se apresentava em frente.

Este percurso é ladeado por coroas de Henrique e muita verdura. Ao fundo vê-se parte da cidade do Funchal, nomeadamente, a altíssima ponte sobre a Ribeira de João Gomes onde vai desaguar a água que, mais adiante, encontramos a escorrer pelo fundo vale com o mesmo nome. O caminho está apetrechado por alguns candeeiros que ajudam se a caminhada for nocturna. Ao fundo vêem-se inúmeros pinheiros espalhados por toda a encosta.
Pouco depois deixámos o caminho bem tratado para ingressarmos no trilho mais antigo, em terra batida, por entre raízes de árvores e algumas pedras. Esta é a parte do percurso que custa um pouco mais porque a subida é mais íngreme e o caminho faz-se por entre muitas curvas. Para além de exigir mais das pernas, obriga a um maior controlo da respiração porque, como se diz, “puxa pela caixa”. Apesar do sol não ser, ainda, muito forte pela manhã, o certo é que esta subida íngreme fez mesmo aquecer.

Alguns cactos e heras encontram-se dependurados das paredes rochosas, por entre alguns muros de pedra, construídos em tempo pelos homens para suster as terras e aproveitá-las para o cultivo.
Durante cerca de 20 minutos, é isto que o caminho nos oferece. Deixa-se de ver qualquer vestígio da presença humana, apenas muito verde. Pelo chão vêem-se alguns troncos que, pelo aspecto, bem aproveitados seriam para queimar na lareira, nas noites de inverno.

Vislumbram-se, também, algumas acácias enquanto as tutinegras esvoaçavam e nos adoçavam a caminhada com o seu chilrear. A isto juntou-se o barulho da água que corria no fundo do vale. Mas ver a água correr, pelo menos naquele troço, era impossível porque o fundo do vale está coberto por uma densa vegetação.
Pelo chão vemo-la escorrer, aqui e ali, vinda dos lençóis freáticos que abundam no solo, por entre a faulha que cai dos pinheiros. Deixamos de ver o manto de acácias que deu lugar a um manto de feiteira e de pinheiros. Alguns têm mais de 50 metros, talvez dezenas de anos e estavam carregados de pinhas.
Volvidos cerca de 20 minutos chegámos a uma clareira e encontrámos a Levada dos Tornos, a qual foi recuperada. A água corria no mesmo sentido que a nossa caminhada. No local, de lamentar apenas uma barraca construída de troncos mas cuja cobertura de plástico esvoaçava, de tão rota que está. A dificultar a passagem da água encontram-se pedaços de madeira dentro da levada.

Mesmo assim, é uma óptima zona para uma paragem, ali perto da saída de um túnel, bem antigo, onde a rocha permanece à vista.O túnel não é muito alto mas é comprido, mesmo assim, consegue-se ver a luz ao fundo. Seguimos em frente, com a perspectiva de um dia regressar para atravessá-lo mas com a ajuda de uma lanterna.
A partir daqui o trilho é mais ou menos plano, em terra batida, com imensas curvas. Somos embalados pelo chilrear de outros pássaros que por ali andavam.

Tendo em conta a vegetação rasteira e menos abundante que existe ao longo do vale, podemos ter a noção do quanto é fundo. Devido à altura e ao trilho que, nalguns troços tem pouco mais que o tamanho de um sapato, aconselha-se a um cuidado redobrado por parte de quem tenha vertigens ou problemas nos membros inferiores. A ajudar, nalgumas zonas foi colocada uma vedação que não seria nada mau se fosse extensível a outros espaços desta levada.
Existe uma queda de água a abrilhantar o caminho e foi construída uma pequena ponte para que esta possa escorrer para a Ribeira de João Gomes enquanto a restante parte segue na levada. A água é bem fresca.
Atravessámos o pequeno túnel. Encontrámos alguns loureiros, urzes e outras plantas da laurissilva. Um pouco mais adiante, a água escorria de dentro das paredes de terra e um pequeno “chuveiro” dava um ar de sua graça, mais parecia uma morna manhã de Outono, com chuva miudinha a cair.
Nalguns pontos encontrámos algumas sarralhas, que serviam para deitar ao gado e florículos bem como as infestantes bananiches que proliferam por entre o silvado. Nesta fase vislumbrámos o caminho já percorrido, do outro lado da encosta e começámos a avistar, novamente, a ponte da Ribeira de João Gomes, parte da cidade e o porto. Por entre a água que corria ouvimos o zunido dos carros a passarem na via-rápida.

Aqui o trilho estreita, novamente. Passámos por baixo de um “toldo” de verdura, quase frente a frente com um carvalho gigante. Avistámos a primeira casa, ali bem perto, era sinal que estávamos quase a chegar à estrada.
O casario começou, depois, a alargar-se perante os nossos olhos e alguns poios verdejantes, que mais pareciam pequenos campos de golfe.
Deixámos a levada para atrás, entrámos num caminho em cimento que dá acesso às casas. Uma grande nogueira fez-nos sombra durante uns segundos. Descemos junto a um pequeno “rego” onde a água corria bem fresca. Uma placa em madeira indica o percurso que acabámos de fazer, Levada dos Tornos, mais abaixo outra indica Levada do Bom Sucesso — Monte.
Passámos as casas e por um fontanário onde a água corre bem fresca onde se podia ler “C.M.F. — 1939”. Um pequeno acesso já em alcatrão leva-nos até à estrada, mais concretamente, ao Largo do Curral dos Romeiros onde termina a carreira número 29 da Horários do Funchal. A vista que temos dali merece bem a caminhada que fizemos, mais parece que estamos a sobrevoar a cidade a baixa altitude.

Élia Freitas

Publicado por João Carvalho Fernandes em 04:18 PM | Comentários (1)

julho 16, 2007

À descoberta do velho moinho da Azenha

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

Uma das levadas mais antigas da Madeira perto do “coração” do Caniço

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O tempo quente e seco que se tem feito sentir nos últimos dias está mesmo propício a uma caminhada. Por isso, aceite a nossa sugestão e dê uma espreitadela a um percurso pedestre que se encontra bem perto do “coração” do Caniço. Trata-se da Levada da Azenha que foi alvo de recuperação no ano passado pela Casa do Povo do Caniço juntamente com a Câmara Municipal de Santa Cruz. O percurso compreende o Caminho Velho da Azenha e o Caminho Velho do Castelo, percorrendo a Levada da Azenha até ao moinho da Vitória. São cerca de 1,3 quilómetros que se fazem em pouco menos de uma hora. Grande parte do troço é plano, apenas na parte final, subimos um pouco a encosta, junto ao velho moinho. Tendo em conta que a vegetação não é muito densa aconselha-se a que os caminhantes levem um chapéu e ponham um protector solar…

A entrada para a Levada da Azenha, perto do centro do Caniço faz-se pela vereda com o mesmo nome. Fica acima da Estrada do Aeroporto (ER 204), de quem vem de Santa Cruz em direcção ao Funchal, um pouco abaixo do restaurante Azenha, junto ao primeiro aglomerado de casas logo a seguir à curva.
Uma placa em madeira indica “Levada da Azenha — Caminho Velho do Castelo — 1,3 Km”. É começar a subir. Seguimos a levada, onde a água corre em sentido contrário à nossa caminhada.
No muro em pedra vislumbra-se um grande manto de vegetação rasteira. À medida que caminhamos encontramos alguns poios ao longo da encosta, a maior parte sustentados por muros de pedra. Alguns estão cultivados com alfaces, feijão verde, maçarocas e tomate. Outros estão abandonados e cheios de erva.
À esquerda encontramos um pequeno aglomerado de casas, com canteiros de flores à porta onde se destacam as coroas de Henrique. À medida que avançamos vemos o centro do Caniço, com a sua imponente torre da igreja. Passamos por uma “latada” de pimpinelas. Aqui o caminho começa a estreitar mas existe uma pequena vedação para evitar que os caminhantes caiam no estreito mas profundo vale.
Chegamos ao antigo moinho da Azenha, do qual apenas restam as paredes laterais. No interior encontram-se alguns vestígios do seu funcionamento, três mós em pedra que serviam para moer os cereais. Onde antigamente abundava muita farinha, agora floresce muita abundância pelo chão.
Nesta zona vislumbramos parte da ponte da saída da via rápida da Camacha que dá acesso às Eiras. Começamos a subir.
Deixamos o caminho da levada, a qual contorna o velho moinho para a encontrarmos, novamente, um pouco mais acima.
Pela encosta encontram-se alguns pinheiros, eucaliptos e “pés” de estrelícia. Ali perto há vestígios de um incêndio que deflagrou por entre os eucaliptos. Alguns, bem altos, mais parecem grandes colunas dos antigos templos romanos, cujos troncos engrossaram devido aos rebentos.
Encontramos neste trilho algumas plantas rasteiras, bem verdes, por entre as grandes pedras desnudadas como sejam abundâncias, acácias e arruda, cujas folhas servem para fazer chá. À medida que subimos vemos um pouco mais do centro do Caniço.
Aqui o caminho estreita, novamente. Mais uma vedação ajuda-nos a caminhar em segurança perto do abismo. Apenas o som da água a correr, dos ramos a partirem-se debaixo das sapatilhas e das rãs, quebram o silêncio reconfortante.
Como não podia deixar de ser, dado que estamos no Caniço encontramos tabaibeiras e figueiras. Mas os cactos estão, ainda, em flor. Após subirmos um pouco, começamos depois a descer em direcção a uma pequena clareira. A vista é bem agradável. A escadaria é em pedra com uma vedação em madeira.
No local, duas placas em madeira nos indicam o trilho a seguir, “Caminho Velho do Castelo — 0,3 Km”, outra indica o caminho que acabamos de fazer, “Levada da Azenha — 1 Km”. Aqui deixamos a levada.
Descemos e atravessamos a ponte em madeira e subimos, novamente. Algumas lagartixas andavam pelo chão, doidas com o calor. Aqui e ali encontra-se uma ou outra casa abandonada no meio dos poios, também, eles abandonados onde abunda muita erva de espiga.
Subimos mais um pouco e chegamos a uma zona mais plana onde encontramos feijão plantado, aboboreiras e ameixieiras. Estávamos perto do fim do percurso traçado para este dia.
Uma placa de madeira, colocada junto a uma estrada secundária, indica “Levada da Azenha” como forma de guiar quem queira fazer o percurso que acabámos de fazer, mas em sentido contrário. Outra placa indica “Caminho Velho do Castelo”, que está mais cima.
Ouvia-se o chilrear dos pássaros, entre os quais, melros pretos e andorinhas e o típico som dos grilos na erva seca por onde esvoaçavam borboletas.
A saída faz-se por um poio coberto de aboboreiras, junto a uma casa. Ao fundo vemos o casario, casas particulares que se misturam com os grandes blocos de apartamentos que hoje fazem parte da paisagem do Caniço. Uma placa indica a direcção para o centro da cidade.

Élia Freitas

Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:01 PM | Comentários (0)

maio 21, 2007

Gestão privada dos espaços naturais é opção que agrada a ambientalistas

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Domingos Abreu e Rocha da Silva defendem a estratégia; Raimundo Quintal tem algumas reservas ; Manuel António diz que é cedo para falar.

Jardim Botânico e Reserva do Garajau figuram entre as áreas apresentadas como passíveis de privatizar

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Mais desenvolvimento, sustentabilidade, lucro e novas áreas de negócio. Estes são os atractivos que justificam, no entender de Domingos Abreu, a associação de empresas privadas à gestão de espaços naturais protegidos.

A ideia não "choca" o director regional do Ambiente e é do agrado de Rocha da Silva, governante com a tutela das Florestas, mas não deixa por isso de ser, nas palavras de Domingos Abreu, um tema fracturante.

"Quem se dedica à conservação da natureza tem um olhar desconfiado sobre a iniciativa privada", afirma o tutelar da pasta do Ambiente, cuja defesa da privatização é, enfatiza, "uma opinião pessoal".

Resultado da evolução do pensamento conservacionista, a conexão dos projectos de preservação com planos de desenvolvimento direccionados para a melhoria da qualidade de vida das populações que coexistem com os espaços naturais é hoje uma tendência internacional.

"A questão não se reduz à privatização, mas sim à possibilidade de esses espaços poderem gerar riqueza e uma melhor economia", acautela Rocha da Silva.

Na prática, a gestão privada das áreas protegidas representa, para Domingos Abreu, um grande potencial para a utilização sustentável dos recursos naturais, abrindo novos nichos ao investimento económico em sectores importantes para a Região, como é o caso do turismo.

Entre os sectores de negócio passíveis de dinamização, o director regional do Ambiente coloca o pequeno comércio, o alojamento e a oferta gastronómica associada aos valores naturais e culturais, tais como a gastronomia regional.

Domingos Abreu diz ainda que as entidades públicas com responsabilidade na gestão dos espaços naturais protegidos não têm capacidade para dinamizar o investimento, uma que vez a sua natureza está mais vocacionada para a investigação e para a gestão preventiva.

"Neste sentido, seria perfeitamente compatível que a administração pública continuasse a assegurar o seu papel regulamentador e fiscalizador, deixando os privados intervirem nas actividades em termos do investimento", explica.

Ao defender a introdução da gestão privada na gestão das áreas protegidas, Domingos Abreu faz questão de esclarecer que não é apologista de "uma abertura selvagem desses espaços ao público", considerando que a opção implicaria um plano de ordenamento e regras de gestão para obrigar os gestores privados a assegurarem os valores fundamentais da conservação natural.

Contudo, não obstante a cautela do director regional, Manuel António Correia, secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, considera que é cedo para falar no assunto, sobretudo numa altura em que o Governo ainda não tomou posse.

GARAJAU E JARDIM BOTÂNICO PASSÍVEIS DE PRIVATIZAÇÃO

Quando se fala em entregar a gestão de espaços naturais a privados, a Reserva Marítima do Garajau é das primeiras sugestões apontadas por Domingos Abreu.

"Não vejo o que a Reserva perderia na conservação de espécies, e mesmo dos meros, se fosse gerida por um particular ou por um consórcio que envolvesse os agentes económicos que mais exploram o 'cluster' mar e litoral na zona", afirma o director regional do Ambiente.

Embora não assuma tão peremptoriamente a defesa da entrada de particulares na gestão de áreas naturais, Raimundo Quintal "não via com maus olhos uma gestão privada do Jardim Botânico da Madeira", desde que "os concursos fossem muito bem blindados, de modo a não permitir que a gestão ponha em risco o património natural e cultural desses espaços".

O geógrafo remete as suas reservas para a capacidade dos privados em cumprirem com os propósitos de conservação de natureza, quando o seu objectivo último é o lucro.

A título de exemplo, Raimundo Quintal indica os casos de espaços não protegidos - entre eles, a Quinta Jardins do Imperador - entregues a privados que, com o passar do tempo, se demitiram das suas responsabilidades na área da preservação das áreas concessionadas.

Acesso restrito ao ambiente serviu "bandeiras pessoais"

Ao lado de Domingos Abreu no que toca à defesa da introdução de empresas privadas na gestão de espaços naturais protegidos, Rocha da Silva acredita que a responsabilização dos particulares poderá constituir uma forma de canalizar meios para a conservação, proporcionando os meios de preservação e envolvendo o cidadão no processo.

"Antes, o homem era apresentado como um inimigo e só os funcionários e as pessoas ligadas à tutela podiam frequentar essas áreas protegidas, o que acabava por ser um privilégio", constata o director regional das Florestas.

Rocha da Silva vai mais longe e afirma mesmo que as restrições às áreas protegidas foram uma estratégia cultivada durante algum tempo na Madeira, "quanto mais não fosse como bandeira de protagonismos pessoais". "Houve pessoas que se transformaram em heróis da preservação por causa desta moda, o que até teve os seus benefícios para a conservação ao nível da sensibilização", conclui o governante com a tutela das Florestas.

Não à cobrança de taxas

A ideia de cobrar taxas de acesso às áreas protegidas com o propósito de a conservação da natureza gerar receitas próprias surgiu, no início deste mês, pela boca do secretário de Estado do Ambiente.

Durante um debate de urgência na Assembleia da República convocado pelo partido ecologista 'Os Verdes', Humberto Rosa sugeriu a criação de receitas através da cobrança de taxas de estacionamento, visita ou atravessamento de áreas protegidas, o que classificou como "um pequeno contributo dos visitantes para ajudar a gerir a sua presença" nestes locais ou por pequenas concessões.

Na Região, a proposta não é vista com 'bons olhos' pelos especialistas ligados ao sector ambiental.

Para Domingos Abreu, director regional do Ambiente, a medida só seria viável mediante a oferta de um serviço, podendo mesmo ser considerada como "um espécie de penalização para quem aprecia a natureza".

Já o director regional das Florestas entende que a cobrança de taxas nem sempre equivale a lucro. "Muitas vezes, as estruturas necessárias montar para a cobrança são elas próprias os sorvedouros das taxas", alerta.

A proposta não desagrada a Raimundo Quintal, desde que as receitas sejam canalizadas para a preservação do espaço em causa. O geógrafo alerta para os perigos desta visão economicista e diz que, antes de mais, é preciso definir a carga de pessoas que cada um dos espaços pode receber.

"Não se pode arranjar taxas a torto e a direito, só porque o Estado se quer demitir das suas responsabilidades", afirma Raimundo Quintal.


Patrícia Gaspar

Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:10 PM | Comentários (3)

fevereiro 09, 2007

LEVADA DO FURADO

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RIBEIRO FRIO / PORTELA

Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:45 AM | Comentários (3)

fevereiro 07, 2007

Levadas - Mais percursos seguros só com parcerias

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

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Rocha da Silva recusa taxas ecológicas

JORNAL da MADEIRA — Em termos muito práticos, os percursos pedestres florestais são ou não seguros?
Rocha da Silva — Depende da perspectiva, mas, em termos gerais, devo dizer que o apelativo dos percursos em montanha, para além da paisagem é o risco que está sempre inerente a eles próprios. É impossível, em qualquer parte do mundo visitar uma área de montanha em que não estejamos perante as alturas. E esse facto, por si só, é um factor de risco.

Percursos seguros

JM — Mas, há percursos seguros? Que qualquer pessoa de idade ou uma criança possa percorrer?
R. S. — A Região tem feito uma aposta nalguns percursos e eu lembro aqui que, inclusive, já criámos percursos para caminhantes com deficiência visual, bem como tempos providenciado, no âmbito do projecto "Tourmac", uma espécie de cadeira de rodas, que é a "joalette", que permite, com a colaboração de pelo menos duas pessoas, levar um deficiente motor a visitar aqueles locais.
Mas, tudo isto tem de ser feito com "peso, conta e medida". É óbvio que há espaço para que se possa melhorar alguns percursos, para possibilitar a pessoas menos capacitadas o contacto directo com a Natureza, mas também não podemos partir para o oposto: "urbanizar" a montanha, abrindo-a a toda a gente.

JM — Ou seja, não vamos ter "pavimentações" de percursos ou outras beneficiações do género…
R. S. — Não vamos ter coisas dessas, nem vai ser seguida qualquer política de massificação no meio natural, nem sequer de guardas-florestais lá colocados!
Não são percursos citadinos! O objectivo aqui é criar algum espaço para pessoas menos dotadas, menos capacitadas fisicamente. Agora, temos de manter a integridade do meio, porque esse é que o grande apelativo das nossas montanhas.
Há uma selecção de 18 percursos. Não significa que estes 18 não venham a ser complementados por outros mais, que nós achemos pertinentes. E quando digo nós, não estou a referir-me apenas ao Governo, mas também às Juntas de Freguesia, Casas do Povo, promotores turísticos, associações de desenvolvimento, etc. Desta parceria conjunta até podem surgir ideias sobre outros percursos, mas, neste momento, há 18 percursos escolhidos, onde a Região assume que vão ser intervencionados, de maneira a garantir um mínimo de condições de segurança. O resto da montanha é para se manter tal e qual está.
E quando digo um mínimo de segurança é porque nesta matéria quem percorre os percursos tem uma palavra a dizer. A segurança dos utilizadores depende muito das suas atitudes. Normalmente, penalizamos, por uma questão política até, a Administração Pública, mas esquecemos que a esmagadora maioria dos acidentes ocorridos verifica-se por atitudes pessoais.
Ou seja, o género do caminhante que para tirar uma fotografia tem de subir a uma rocha, do género daquele que viu uma planta na beira de uma falésia e quer colhê-la. E ainda há casos, alguns até noticiados na Comunicação Social — estou-me a lembrar de um senhor francês que foi encontrado ao fim de 13 dias no Curral das Freiras, com ele a assumir que quis andar pelas montanhas sem ser pelos trilhos e a andar a escalar as rochas e, no final, se ele não fosse encontrado estávamos aqui a lamentar mais uma morte — de pessoas que simplesmente se divertem andando por aí sem rumo, a desafiar o perigo.

JM — Não há uma forma de avisar essas pessoas para os perigos que correm?
R. S. — Em articulação com o Turismo, com os hotéis, há um conjunto de indicações que nós deixamos a quem nos visita, ou seja como contactar com serviços de apoio, de socorro, as precauções que devem ter, etc. Isto para além de alguns conselhos, como, por exemplo, a efectuarem os percursos começando pela manhã e não no final do dia, o vestuário e calçado a levar, etc. A partir daqui, penso que deve haver alguma liberdade do visitante.

Levada dos Piornais

JM — Também há quem defenda que essas pessoas só deveriam fazer os percursos quando acompanhadas por guias devidamente habilitados?
R. S. — A nossa sociedade é, às vezes, um pouco contraditória. Por um lado, reclama-se mais liberdades individuais, por outro lado há tendência para se controlar o que se faz, querer-se cada vez mais regras. Cada um é livre de opinar. Na minha opinião a natureza deve continuar livre.

JM — Nos percursos recomendados não está a levada dos Piornais? Porquê?
R. S. — A levada dos Piornais é uma levada quase toda ela feita em meio urbano. Na sua essência é um acesso municipal. Há diversas residências ao longo da mesma. Por outro lado, a parte que sai fora daquele meio tem aspectos de alguma perigosidade.
Quando escolhemos os 18 percursos, houve um conjunto de factores que contribuíram para a sua identificação. Primeiro, houve um trabalho de auscultação de quem trabalha nessa área. Tivemos um trabalho conjunto com a Direcção Regional do Turismo, no sentido de identificar as zonas com maior carga. Depois de identificadas essas zonas, houve, naturalmente, uma análise aos percursos, para se analisar da possibilidade, ou não, de implementar medidas de segurança. Para além disso, também ponderamos os custos das operações.
Por exemplo, dou-lhe o exemplo de uma vereda muito concorrida, que é a que liga Machico ao Porto da Cruz, mas que nós, quando estivemos a ponderar os diversos factores, chegámos à conclusão que, por muitas intervenções que fizéssemos nela, nunca poderíamos dizer que a mesma era completamente segura, porque atravessa uma zona de falésia, que podemos arranjar hoje e que, amanhã, estaremos outra vez lá a arranjá-la. Com a particularidade de não sabermos se, neste intervalo, não vai passar lá alguém e não vá levar com uma pedra em cima.
Tivemos, portanto, de ter um critério, que foi o de criarmos uma rede de percursos em que a Região pode garantir que, efectivamente, os que a compõem se podem fazer em segurança.

Porta aberta

JM — Falou há pouco em complementar os 18 percursos com alguns mais. Quantos?
R. S. — A manutenção de um percurso, seja ele qual for, não é apenas intervencionar num determinado momento. Tem custos tremendos a sua manutenção. Podemos nos agarrar aos custos, para pensarmos em taxas, etc. Mas, não sei, neste momento, em quantos mais percursos poderemos pensar.
Se houver uma entidade que se responsabilize por essa manutenção e após uma comissão, que existe no âmbito do diploma que escolheu esses 18 percursos, definir que tipo de intervenção e grau de intervenção a fazer nesse percurso, essa mesma entidade assumi-la, esse percurso poderá ser integrado nessa rede de 18 percursos.
Isto deixa a porta aberta a todo o género de participações, desde autarquias a operadores turísticos. É uma coisa que está dependente da participação das parcerias criadas.

Investimento para continuar

JM — Concordaria com a possibilidade de se criar uma taxa para ajudar a custear essas manutenções?
R. S. — A fase seguinte a este esforço na recuperação dos percursos, obviamente que aponta para a sua continuidade.
Não podemos estar a investir agora e depois, daqui a alguns anos, estarmos a dizer que está tudo na mesma. Isso significaria que se perdeu o investimento que estamos agora a realizar.
Numa perspectiva de rentabilização de um sector (os passeios a pé) que anima o mercado turístico, teremos de pensar numa fase de excelência, ou seja de percursos ainda melho preparados do que agora. E temos de começar muito bem, a pensar no que temos para oferecer.
Mas, na minha formação pessoal, se quando se fala de uma taxa se está na realidade a falar de uma portagem, ou seja a autorização, mediante pagamento, para alguém fazer o percurso, eu discordo.
Acho que não é por aí que devemos ir. Mas, criar centros de acompanhamento dos visitantes, criar serviços de qualidade aos visitantes e apostar no "merchandising", que até poderão levar a criar postos de trabalho (sobretudo ao nível de guias) e que o visitante pague por todo este serviço, já seria uma outra questão. Aí, eu estaria de acordo.
Estaríamos a diversificar a oferta, a criar postos de trabalho e complementos de remuneração e, paralelamente, a contribuir para a manutenção dos passeios pedestres.
Aliás, há recomendações da ONU que apontam para que se deve maximizar as oportunidades que as montanhas gerem, que não se deve cobrar os acessos à montanha mas que se deve permitir criar oportunidades de negócio com essa mesma montanha.

Miguel Angelo

Publicado por João Carvalho Fernandes em 07:49 PM | Comentários (0)

fevereiro 02, 2007

FOGUETES

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FOGUETES (KNIPHOFIA UVARIA)

Publicado por João Carvalho Fernandes em 05:15 PM | Comentários (1)

fevereiro 01, 2007

PARQUE TEMÁTICO DA MADEIRA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:00 PM | Comentários (2)

janeiro 30, 2007

PERSPECTIVA MARÍTIMA

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Ao pé do Clube Naval

Publicado por João Carvalho Fernandes em 05:03 AM | Comentários (0)

novembro 22, 2006

Floresta Laurissilva progride e Freira da Madeira extingue-se

Alterações climáticas poderão ser positivas para a floresta Laurissilva mas fatais para espécies como a Freira da Madeira

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

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O aumento progressivo da temperatura média anual - os cientistas situam-na entre os 1,4 e os 3,7 graus centígrados até ao final do século - "terá um impacte negativo nos habitats de altitude", prevendo-se uma "tendência para a redução da sua implantação às zonas mais elevadas" e "num dos cenários para o seu desaparecimento no final do século".

"Esta redução/desaparecimento poderá levar à extinção de espécies de flora e de fauna associadas, é o caso emblemático da Freira da Madeira", avisa o estudo que visou determinar a sensibilidade do arquipélago da Madeira às Alterações Globais do Clima, no âmbito do CLIMAAT II, iniciativa científica financiada pelo programa comunitária INTERREG III-B.

"Contudo, surge por reflexo um impacto positivo no habitat da Laurissilva: as associações vegetais que o compõem terão tendência a estabelecer-se nas áreas anteriormente ocupadas com vegetação de altitude", uma "alternância vegetativa" que "será feita muito gradualmente", lê-se mais adiante no mesmo estudo, na elaboração do qual participaram cientistas de várias instituições, sob coordenação do Instituto de Ciências Aplicadas e Tecnologia da Faculdade de Ciências de Lisboa (ICAT).

Conhecer o máximo possível acerca da susceptibilidade do arquipélago da Madeira às alterações climáticas que se perspectivam até ao fim deste século, em resultado do aumento das emissões de gases com efeito de estufa para a atmosfera, foi o propósito que orientou a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, através da Direcção Regional do Ambiente, ao encomendar este estudo, que não deixou de ter em conta que as "ilhas são mais vulneráveis às alterações climáticas que as áreas continentais", e os "verdadeiros santuários" que possuem a nível de biodiversidade, "fruto do isolamento a que estiveram votadas desde sempre" e que "favoreceu a evolução de plantas e animais únicos nas suas características e na sua fragilidade dando a origem a endemismos", podem vir a ser afectados com a mudança de clima.

E, na ilha da Madeira, de acordo com a investigação científica, "as respostas mais visíveis dos sistemas biológicos às alterações climáticas traduzir-se-ão sobretudo em deslocação em altitude e alterações às comunidades, com substituição de umas espécies por outras".

Os cenários estudados pela equipa liderada pelo investigador português Filipe Duarte Santos antevêem "uma provável diminuição da área actualmente ocupada com vegetação típica de altitude (Maciço Central-Oriental), com tendência para o desaparecimento da série de vegetação rupícola de altitude que será potencialmente substituída pela série de vegetação da Laurissilva temperada do til".

Em relação à Laurissilva, "apesar de também sofrer aumentos de temperaturas para além dos limites das amplitudes térmicas habituais, não deverá sofrer grandes diminuições de área ocupada, principalmente por não se prever uma diminuição da humidade relativa, variável climática de grande importância para este tipo de vegetação", conclui o estudo.

Novas espécies

Já se constatam alguns indícios de possíveis efeitos das alterações climáticas nos ecossistemas do arquipélago da Madeira, nomeadamente na área marítima. Recentemente foi registado pela primeira vez o aparecimento de duas novas espécies de crustáceos decápodes: um caranguejo, Platypodiella picta e um camarão, gnathophyllum americanum, observa o estudo, lembrando que "em ambos os casos, com estes aparecimentos, foi registado um novo limite Norte no Oceano Atlântico Oriental para a distribuição destas espécies".

Também no que toca aos mamíferos marinhos, é do conhecimento dos autores que têm sido "avistadas duas novas espécies de baleia para a área da Madeira, B. borealis e B. edeni, bem como um aumento do número de baleias que utilizam estas águas, podendo estar a começar a utilizá-las não só como rota migratória mas também como área de reprodução e criação" nas águas madeirenses.

Convém ainda recordar que uma investigação promovida pelo Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR), dada a conhecer pelo DIÁRIO em Maio último, culminou com a descoberta de oito novas espécies de gastrópodes, na Madeira. Conduzido pelo investigador Peter Wirtz, ex-docente da UMa, este estudo decorreu ao longo do ano 2005 e, na opinião deste investigador, a presença destes animais está relacionada com o aquecimento global.

Uma das espécies encontradas - um caracol de grande dimensão - dá pelo nome de "Architectonica nobilis" e tem sido avistado na zona do Caniçal.

Raul Caires

Publicado por João Carvalho Fernandes em 02:58 PM | Comentários (1)

novembro 03, 2006

PARQUE TEMÁTICO DA MADEIRA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:30 PM | Comentários (7)

novembro 02, 2006

PARQUE TEMÁTICO DA MADEIRA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:04 PM | Comentários (2)

outubro 17, 2006

Parque Temático reformula pavilhão

A comemorar dois anos, o espaço localizado em Santana aposta assim na gestão de conteúdos

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

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O Parque Temático da Madeira, que comemorou no passado fim-de-semana dois anos de actividade, vai reformular em breve um dos quatro pavilhões que possui, mais precisamente o Futuro da Terra, depois de ter no ano passado introduzido alterações no Viagem Fantástica.

O Futuro da Terra é um espaço fechado atravessado por uma passerele audiovisual, onde o visitante assiste a um espectáculo multimédia projectado para as quatro paredes sobre o planeta, com o objectivo de sensibilizar para a necessidade de defender e preservar o ambiente e os recursos naturais. É também um espaço de consciencialização e de esperança. De acordo com Tiago Freitas, a ideia não é substituir, mas acrescentar conteúdos, mantendo o Parque como um espaço de interesse e aprendizagem para toda a família.

Além destes dois, o Parque possui outros dois pavilhões: Um Mundo de Ilhas, as Ilhas no Mundo e Descoberta das Ilhas, a par de jardins e outros pontos de interesse que justificam uma visita de um dia.

Desde que abriu, já passaram pelos seus sete hectares cerca de 180 mil pessoas. O objectivo é atingir as 200 mil até ao final do ano, disse o director.

A direcção do espaço de diversão em Santana organizou um programa especial para assinalar o segundo aniversário, onde não faltaram o bolo e o fogo-de-artifício, para além da música, com a participação de grupos de folclore, bandas filarmónicas, animação cultural, palhaços, pinta-faces, saltimbancos, malabaristas, personagens gigantes e lançadores de fogo. No sábado actuou o grupo Lírios do Norte. No domingo foi a vez do Grupo de Folclore de Santana e da Banda Filarmónica do Faial.

A par das actuações, os visitantes tiveram a possibilidade de aceitar o desafio e partir à descoberta do artesanato em diferentes ateliers montados para este fim. É que o Parque Temático da Madeira oferece, com a ajuda de um grupo de artesãos, a possibilidade de pôr mãos à obra e criar pequenas peças de artesanato, desde a pichelaria ao bordado, passando pela olaria, tecelagem, pelos bonecos de palha de milho e pelos tradicionais vimes. No final, pode ainda levar a peça produzida como recordação.

Os dois anos foram assinalados com um bolo gigante especial que flutuava no lago e com fogo-de-artifício, logo após o cantar de parabéns, nos dois dias. Todos os visitantes foram convidados a comemorar com bolo e champanhe a passagem de mais um ano de actividade.

O Parque Temático da Madeira funciona entre as 10h00 e as 19h00. Tem multibanco e parque de estacionamento gratuito.


Paula Henriques

Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:41 PM | Comentários (2)

outubro 03, 2006

PORTO MONIZ

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:02 AM | Comentários (1)

outubro 02, 2006

As visitas de John dos Passos à Madeira

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira


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Na quinta-feira, assinalou-se o 36.º aniversário da morte do eminente escritor americano John dos Passos (1896-1970). evocamos aqui as suas visitas à ilha da Madeira.

Manuel Joaquim dos Passos, avô paterno do eminente escritor, era natural da Ponta do Sol, aonde nasceu em 1816. Segundo os registos de passaportes guardados no Arquivo Regional da Madeira, a 8 de Outubro de 1830, contando então 14 anos de idade, tirou o passaporte com destino a Gibraltar, seguindo no bergantim americano "Alcyon" em trânsito para aos Estados Unidos. Tendo aportado em Baltimore, acabou por radicar-se em Filadélfia. Ali contraiu matrimónio com uma senhora americana e dessa união nasceram vários filhos, um dos quais viria a ser um prestigiado advogado, John Randolph dos Passos (1844-1917). Este causídico também escreveu vários livros, entre os quais destacamos os seguintes: "The inter-State Commerce act; an analysis of its provisions" e "The Anglo-Saxon Century and the unification of the English-speaking people".

Este prestigiado jurisconsulto efectuou uma viagem à Madeira em 1905. Na sua edição de 10 de Maio desse ano, o Diário Popular, então publicado no Funchal, publicou o seguinte texto acerca dele: «Tem o sr. Dr. Passos um particular afecto pelo nosso país, pois na visita que em Lisboa fez ao nosso monarca, a quem foi apresentado pelo ministro americano, disse ao sr. D. Carlos que se honrava em ser um 'português-americano'. [...] Na Madeira também foi sua exa. Visitar o venerando prelado funchalense e a Câmara Municipal, manifestando o mais vivo interesse por tudo quanto diz respeito aos negócios da nossa terra. Como é natural, são gratíssimas as impressões que o sr. Dr. Passos leva do nosso país, especialmente da Madeira, onde nacionais e estrangeiros lhe fizeram o mais lisonjeiro acolhimento. O sr. Dr. John R. Dos Passos conta partir hoje no 'Heidelberg' para Lisboa, de onde regressará à América, prometendo contudo voltar à Madeira oportunamente. Felicitando o grande português-americano e a sua distinta família, desejamos-lhe cordialmente uma óptima viagem, fazendo votos para que de novo volte a esta terra, que o estremece como se fosse a sua verdadeira pátria.» Apesar do seu ensejo e dos votos manifestados pela imprensa, nunca mais regressaria à ilha que um dia vira nascer o seu progenitor.

Apesar de não ser referido na imprensa coeva, John Roderigo dos Passos (1896-1970) acompanhou o seu pai nesta visita, como o próprio refere no prefácio do livro "The Portugal Story": «Embora eu fosse educado sem qualquer conhecimento da língua portuguesa, a minha família não perdera por completo o contacto com os parentes do meu avô, na Madeira. O meu pai, embora falasse apenas um pouco de francês, além do inglês, nunca se esqueceu de que era meio português. Tinha oito anos quando ele me levou ao Funchal. Lembro-me das visitas de um primo idoso que me dava, no jardim do velho Reid's Hotel, uma lição diária de latim».

A segunda visita de John dos Passos à Madeira ocorreu em 1921.

Curiosamente, partiu de New Bedford - cidade do Estado de Massachusetts onde se radicaram inúmeros emigrantes madeirenses - a bordo do 'Mormugão', um navio da companhia Transportes Marítimos do Estado (que fez várias viagens entre Lisboa, Madeira, Açores e a cidade baleeira).

Estando em trânsito a caminho de Lisboa, aproveitou a breve escala na ilha para fazer de cicerone pelas ruas do Funchal a E. E. Cummings, seu companheiro de viagem, como refere na sua obra autobiográfica "Best Times".

Quase 50 anos depois, num artigo patente na secção 'Voz Literária' do jornal Voz da Madeira de 10 de Janeiro de 1950 encontrámos uma notícia sobre John dos Passos relativa a uma entrevista que o prolífico autor dera a um jornal brasileiro onde terá afirmado: «Desejo voltar à Madeira, para mostrar a ilha à minha filha» e ainda «Visitarei a Ponta do Sol, onde o meu avô exerceu a profissão de sapateiro». A simplicidade de John dos Passos e a referência às humildes origens do seu avô mereceu o seguinte comentário do jornalista: «Exemplo curioso e significativo para tantos que, às vezes, querem esconder a modéstia dos seus antepassados»!

Com efeito, a terceira visita de John dos Passos à Madeira ocorreu em 1960, dez anos antes da sua morte. Por essa altura, o autor da famosa trilogia "U. S. A." era já um escritor consagrado no panorama literário norte-americano e mundial, tendo muitas das suas obras traduzidas em várias línguas. Seguidamente exporemos, em breves traços, a cobertura mediática que o Diário de Notícias deu a esta visita. O anúncio da sua chegada para breve foi veiculado na edição de 7 de Julho deste órgão informativo regional nestes termos: «Com uma obra romanesca que lhe deu celebridade mundial, John dos Passos, em cujas veias corre sangue português, é hoje com Hemingway, Faulkner, Caldwell e alguns mais, um dos vultos notáveis das letras norte-americanas. Vê-lo-emos brevemente na Madeira, onde passará uma temporada em gozo de férias. A sua chegada está anunciada para meados do corrente mês.» Alguns dias depois, na edição de 12 de Julho do mesmo matutino era referido que o escritor já se encontrava em Lisboa a aguardar transporte para a Madeira. O correspondente deste jornal na capital subscreveu ainda estes pensamentos: «O que há de mais interessante para nós, madeirenses, é o saber-se que ele é filho do maior advogado da Casa Morgan, que há três quartos de século financiava os estudos europeus nas horas de crise, esse filho do madeirense Passos, da Ponta do Sol, que muito novo seguiu para a América a tentar fortuna. O grande escritor norte-americano vai à Madeira em romagem de saudade».

A 18 de Julho o Diário de Notícias publicou uma entrevista feita pelo seu redactor ao prolífico escritor, que começara por desculpar-se por não poder falar português. Instado a pronunciar-se sobre se teria parentes na Madeira, John dos Passos respondeu afirmativamente: «Sim. Tenho muitos primos. A nossa família é muito grande. O meu avô emigrou para os Estados Unidos, um irmão dele foi para o Brasil e outros ficaram cá. Assim, tenho agora parentes aqui, em Lisboa, nos Estados Unidos e no Brasil.» O escritor acrescentou ainda que «Nestes próximos dias irei à Ponta do Sol, terra dos meus antepassados, ver toda a família que ali vive.» A conversa recaiu depois sobre literatura. Falando dos seus projectos para o futuro, este ilustre luso-descendente referiu que tinha em mente a redacção de «um livro de ensaios sobre a Cultura portuguesa e os seus reflexos no Brasil e pelo mundo.» Questionado acerca da duração desta sua visita à Madeira, John dos Passos retorquiu: «Apenas uma semana. Depois, o regresso à minha casa, numa localidade perto de Washington, e o regresso ao trabalho: o livro sobre Cultura portuguesa e outros…»

A 19 de Julho este mesmo jornal publicou uma pequena nota anunciando que Joaquim Sequeira Cabrita, edil pontasolense, e o Dr. João Sebastião Ferreira, primo do escritor, acompanhados pelas respectivas esposas, tinham ido ao Reid's Hotel convidar John dos Passos para uma festa de homenagem em sua honra que teria lugar nos Paços do Concelho da Ponta do Sol.

No dia seguinte o escritor visitou aquele concelho, acompanhado da sua esposa, Mrs. Elizabeth Hamlin Holdrige, e sua filha Lucy. Os ilustres visitantes começaram por almoçar na casa dos seus antepassados «num ambiente fraternal» onde «foram evocadas passagens longínquas dos antepassados do sr. John dos Passos.» Após o repasto, estes ilustres visitantes assistiram à sessão solene em sua honra levada a efeito na Câmara Municipal onde, segundo referiu a imprensa coeva, marcaram também presença os «elementos mais representativos» da Ponta do Sol. Um dos momentos altos desta cerimónia foi a leitura, pelo edil pontasolense, de um longo discurso, do qual apresentamos apenas alguns breves excertos: «Encontra-se reunida nesta sala de tantas tradições a grande família Pontasolense com o fim de homenagear o eminente escritor americano John dos Passos, que nos deu o grande prazer de visitar a terra que serviu de berço ao seus antepassados. […] O sr. John dos Passos é um dos mais fecundos escritores do seu País e de renome mundial. É bacharel formado em arte em 1916 pela universidade de Harvard. Tem percorrido quase todo o mundo e os seus livros traduzem quase todas as realidades da vida, especialmente da americana. […] E para que este dia fique assinalado na história Pontasolense deliberou mais a Câmara colocar na casa onde nasceram os ascendentes do sr. John dos Passos, e que hoje pertence aos herdeiros do Dr. Fortunato Pita, esta inscrição: «Nesta casa nasceram os ascendentes do eminente escritor americano que visitou este concelho no dia 20 de Julho de 1960 - Homenagem da Câmara Municipal.»

No final desta sessão solene John dos Passos dirigiu algumas palavras de agradecimento a todos os presentes e leu um discurso de agradecimento, do qual retirámos alguns trechos: «Desculpem eu não falar a língua dos meus avós. Como sabem o meu avô deixou a Ponta do Sol há muito mais de cem anos. É deveras enternecedor para mim ser recebido com tão grande gentileza e consideração. […] Mais tarde meu pai tornou-se cada vez mais interessado a respeito da Madeira e das suas raízes portuguesas. Quando eu tinha oito anos trouxe-me, por algumas semanas ao Funchal. Assim quando aqui cheguei há dias reconheci os rochedos cor de púrpura, o mar azul, os mergulhadores e as pequenas lagartixas que correm através dos jardins do Reid's Hotel. Recordo a amável hospitalidade de amigos e parentes da Madeira.» No fim desta cerimónia foi oferecido a John dos Passos dois exemplares do livro "Ilhas de Zarco", da autoria do Pe. Eduardo Nunes Pereira.

Após a cerimónia solene, o escritor visitou a "Villa Passos", a casa dos seus antepassados sita à Rua Príncipe D. Luís I, que também visitara quando tinha vindo à Madeira acompanhado pelo seu pai no início do século passado.

Depois desta visita, seguiu-se um «primoroso chá, que decorreu num ambiente distinto» no Club Recreativo Pontasolense.

Segundo referem as edições do Diário de Notícias de 23 e 24 de Julho, durante a permanência de John dos Passos na Madeira, este ilustre escritor visitou a Junta Geral - à altura presidida pelo Dr. João de Lemos Gomes - tendo-lhe sido oferecidos vários livros sobre a Madeira editados por este organismo. Num gesto de boa vontade para com o insigne visitante esta entidade governativa proporcionou-lhe dois passeios de automóvel pelo norte da ilha. O ilustre escritor norte-americano foi ainda recebido pelo Chefe do Distrito, João Inocêncio Camacho de Freitas, que o obsequiou com um "Madeira de honra". John dos Passos visitou ainda o Arquivo Distrital, onde obteve uma certidão de nascimento do seu avô paterno, natural da Ponta do Sol. Este visitante teve ainda a oportunidade de trocar umas breves impressões com o Pe. João Vieira Caetano, pároco daquele concelho, que lhe ofereceu um dos seus livros.

Antes da sua partida, o prolífico escritor, recebeu de Joaquim Sequeira Cabrita, presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol, um álbum fotográfico contendo uma colecção de fotografias da cerimónia de homenagem com que fora distinguido na Câmara Municipal da Ponta do Sol. Seguidamente, John dos Passos, acompanhado pela sua esposa, filha e ainda pelo edil pontasolense, dirigiu-se à redacção do Diário de Notícias a fim de «agradecer as referências que lhe fizemos a propósito da sua estadia entre nós e, ao mesmo tempo, manifestar-nos a profunda impressão de agrado que levava da nossa terra - das suas belezas naturais, do acolhimento caloroso que aqui recebera.» Por sua vez, este matutino referiu o seguinte: «Sensibilizou-nos o gesto de John dos Passos, a quem desejamos excelente viagem no seu regresso aos E.U.A».

O escritor e sua família deixaram a Madeira a 23 de Julho de 1960, a bordo do 'Ascania'. Terminou assim a «romagem de saudade» de John dos Passos - como foi apelidada pela imprensa da época - em busca das suas raízes insulares.


Duarte Mendonça (texto) / D.R. (fotografia)

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:01 AM | Comentários (14)

setembro 27, 2006

PONTA DO SOL

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 08:25 PM | Comentários (1)

setembro 21, 2006

Bananeira valorizada

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

A bananeira está a ser estudada no Centro de Estudos da Macaronésia desde 1998, e revela potencialidades variadas

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A bananeira produzida na Madeira está a ser alvo de estudo no CEM (Centro de Estudos da Macaronésia), desde 1998. A responsável é a professora Nereida Cordeiro, docente da Universidade da Madeira, cujos interesses científicos se centram na Química e Tecnologia dos Materiais Agroflorestais.

O seu grande "motor" de investigação é o aproveitamento de resíduos. Nos últimos anos os projectos que desenvolveu incidiram nesta vertente, com destaque para o estudo da cortiça e a bananeira.

Em 1998, concluiu na Universidade de Aveiro o doutoramento sobre o "Fraccionamento da cortiça e caracterização dos seus componentes. Estudo de possibilidades de valorização da suberina". Analisou a valorização dos seus resíduos, atendendo à importância económica da cortiça em Portugal.

Na ilha, como professora da UMa e investigadora do CEM, pensou em resíduos produzidos na Madeira que pudessem ser aproveitados. Entre duas hipóteses: a vinha e a bananeira optou pela última.

As primeiras experiências com esta planta decorreram em 1998. «Comecei, por brincadeira, a fazer papel a partir do pseudocaule (tronco). Os resultados foram positivos quer em termos de produção, quer a nível de propriedades mecânicas, principalmente para o fabrico de cartão e papel reciclado, devido à cor ligeiramente castanha que apresenta. Consideramos que estas duas aplicações são as mais viáveis, pois embora o branqueamento seja fácil constitui mais um custo», explica a investigadora.

«A ideia inicial era juntar os resíduos de papel que a Madeira envia para o Continente - e que têm custos - com as fibras de bananeira e produzir papel reciclado», acrescenta.

O projecto, apesar de tecnologicamente viável, esbarrou com obstáculos financeiros e não teve continuidade. «Para a instalação da empresa são necessários grandes investimentos. Em 1998 concorri a um projecto da FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) que o canalizou para a AdI (Agência de Inovação), devido à sua componente de aplicação industrial.

Tentei que uma empresa na Região, com viabilidade económica, concorresse aos fundos da Agência de Inovação, mas não foi possível».

Embora o projecto não tenha avançado, a ideia de continuar a valorizar os resíduos da bananeira continuou. Nereida Cordeiro orienta o doutoramento em fase de conclusão de uma aluna madeirense, Ana Lúcia Oliveira, intitulado "Extracção e caracterização estrutural dos constituintes da bananeira (Dwarf Cavendish)". Financiado pela FCT é co-orientado pela professora Isabel Torres, da UMa, e pelo professor Armando Silvestre, da Universidade de Aveiro.

«Os resíduos agrícolas produzidos pelo processamento comercial do cultivo das plantas são normalmente considerados como tendo um baixo valor comercial e representam quase sempre um problema para a sua eliminação. No entanto, estes materiais, na maioria dos casos, podem representar uma abundante, barata e facilmente disponível fonte renovável de biomassa lenhocelulosica aplicável em diferentes áreas», destaca a professora A bananeira é uma dessas matérias-primas. Após o corte do cacho, é produzida uma grande quantidade de resíduos agrícolas, os quais são usualmente deixados no solo para serem usados como material orgânico. Na sua perspectiva, «o desenvolvimento de novas aplicações para estes resíduos podem constituir uma fonte adicional de rendimento para os produtores de banana e para a economia regional». A investigadora salienta que, para o desenvolvimento de novas aplicações, foi necessário colmatar a lacuna existente relativamente ao conhecimento sobre a constituição química da bananeira.

A nível do referido doutoramento «foi efectuado um estudo detalhado sobre a composição química das diferentes partes morfológicas da bananeira, um conhecimento que é crucial para a definição de possíveis áreas e racionalização de processos dos resíduos da bananeira».

Conforme explica, a planta foi fraccionada em cinco partes morfológicas (limbos, bainhas foliares, talos, nervuras/pecíolos e rachis) e caracterizadas química e estruturalmente. Os componentes macromoleculares (lenhina, açúcares, extractáveis...) foram estudados para incorporação em novos materiais.

«Os estudos revelam que os limbos apresentam elevado teor de extractáveis lipídicos. O elevado conteúdo em esteróis glicosídicos, ácidos insaturados e ácidos tipo cinamicos, faz com que esta planta possa ser considerada uma fonte valiosa de fitoquímicos que podem ser usados em alimentos funcionais, ou seja, que contêm substâncias ou nutrientes com benefícios para a saúde, seja como prevenção ou tratamento de doenças».

Sabemos que os esteróis glicosídicos pertencem à família dos fitoesteróis (esteróis vegetais), que têm sido intensamente estudados nas últimas décadas pelos seus variados benefícios para a saúde (em particular a sua capacidade de baixar o colesterol sanguíneo) quando incluídos na dieta humana.

Para além disso, recentemente, estes compostos têm merecido especial atenção descobrindo-se numerosas aplicações farmacológicas tais como anti-inflamatório, anti-mutagenico e com actividades anti-cancerígenas, acrescenta.

«Visto que existe um crescente mercado à procura de alimentos funcionais enriquecidos em fitoesteróis como complemento às dietas normais, a identificação desta nova abundante fonte vegetal pode ser um bom contributo para esta crescente procura e um importante contributo para a valorização dos resíduos provenientes do cultivo e processamento da banana», admite a investigadora.

Embora a bananeira tenha sido o principal alvo de estudo, a banana foi analisada. Contém também grande quantidade dos referidos compostos e de anti-oxidantes. A casca foi igualmente estudada na perspectiva de aproveitamento de resíduos.

As investigações prosseguem. Há dois meses teve início um projecto em ligação com o Centro de Bananicultura da Madeira que pretende estudar as diferentes variedades de banana que são ali produzidas com objectivo de mostrar quais as mais ricas nestes tipos de compostos. Nereida Cordeiro está também envolvida noutro estudo a nível agrícola. Orienta o mestrado de Lucília Sousa, intitulado "Estudo do processo de amadurecimento da Anona Cherimola Mill na Ilha da Madeira".

Financiado pelo CITMA, tem como objectivo estudar as transformações químicas e correlacioná-las com as transformações genéticas que acompanham o amadurecimento deste fruto no sentido de encontrar um mecanismo para prolongar o período de comercialização da anona.

«Quem comercializa as anonas queixa-se que o fruto amadurece facilmente e não chega em condições ao consumidor. A ideia é perceber o processo de amadurecimento e tentar bloqueá-lo».

O mestrado começou em Outubro de 2005, e a escrita da monografia está na fase final. Foram estudadas as transformações químicas. «Sabemos que, por exemplo, quando a anona está verde tem uma grande quantidade de amido. Depois, após a colheita, ao terceiro dia de amadurecimento, há um aumento muito significativo dos açúcares livres com o consequente amolecimento do fruto. Percebendo que se dão estas transformações químicas e observando em termos enzimáticos o que acontece, podemos utilizar produtos para bloquear as enzimas intervenientes e assim retardar o amadurecimento», explica.

A sua grande aposta no momento é no equipamento de iGC (Cromatografia de Gás inversa) que lhe foi atribuído como investigadora e à sua unidade de investigação, no âmbito de um programa de re-equipamento científico da FCT, no valor de 168 mil euros. «A UMa tem desde Julho o único equipamento de iGC em Portugal que permite fazer análises inovadoras em termos de caracterização de superfícies. Permite prever o tipo de reacções que irão acontecer num determinado processo. As potencialidades de aplicação são imensas. Em termos industriais este equipamento é muito utilizado nas indústrias farmacêuticas e alimentares, pois a junção dos vários componentes implica o seu estudo de modo a obter boa compatibilidade. Possibilita também estudar catalisadores usados em reacções químicas».

Nereida Cordeiro espera que o novo equipamento abra novas perspectivas de colaboração com outras universidades nacionais e internacionais.

Considera que o facto de estar na ilha condiciona a investigação na área dos resíduos. «Por isso aceito sempre novos desafios, aplicando os conhecimentos de Química analítica a outras áreas. Mas, o que mais limita é a falta de alunos com vontade de seguir a carreira de investigação, porque não é fácil».

Na sua opinião «o desinteresse dos jovens manifesta-se pela instabilidade de emprego. Os investigadores vivem das bolsas durante vários anos e quando terminam têm que começar de novo sem garantias. Esta é a realidade... Depois, há a mentalidade que o emprego é para o resto da vida. Muitos dos nossos alunos ainda têm essa ideia. Às vezes, têm possibilidade de conseguirem uma bolsa bem paga, mas não querem porque não é emprego fixo».

Em termos de empreendorismo, neste momento, Nereida Cordeiro é também um dos três promotores da empresa Indaircontrol sediada no CEIM (Centro de Empresas e Inovação da Madeira).

Trata-se do primeiro "spin-off" do seu centro de investigação, ou seja «utilizámos os conhecimentos adquiridos na investigação e transformámo-los numa empresa. É o sonho de qualquer investigador transformar a sua investigação em mais valia para o país».

A Indaircontrol foi criada este ano com a ideia empregar alunos com altas qualificações (mestrados e doutoramentos) e neste momento integra professores e investigadores. A empresa obteve o prémio NEOTEC da Agência de Inovação, entidade que dá o apoio financeiro inicial, e conquistou o "Prémio Madeira de Inovação Empresarial 2005".

Conforme explica a investigadora, responde à legislação emitida em Abril passado que obriga as empresas e instituições a controlarem a qualidade do ar no interior. «Muitas vezes pensamos que o ar só está poluído lá fora. No entanto, dentro das casas, chega a estar cem vezes mais poluído do que na rua. Devido às especificidades dos membros da equipa, vamos orientar a empresa para as alergias, na medida em que a Madeira apresenta a maior percentagem de casos do país. A empresa propõe-se ir a casa das pessoas detectar as possíveis fonte de alergia e indicar acções para remediar», conclui a investigadora.

B.I.

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Nome: Nereida Maria Abano Cordeiro
Naturalidade: Angola
Idade: 35 anos
Percurso académico e profissional: Licenciatura em Química Analítica pela Universidade de Aveiro, em 1993.

Doutoramento em Química sobre o "Fraccionamento da cortiça e caracterização dos seus componentes. Estudo de possibilidades de valorização da suberina", pela Universidade de Aveiro, em 1998.

Iniciou a sua actividade docente em 1993, como Monitora do Departamento de Química da Universidade de Aveiro. Em 1995, foi contratada como assistente convidada do Departamento de Química da Universidade da Madeira. Actualmente exerce funções de professora associada da UMa e é investigadora do CEM (Centro de Estudos da Macaronésia).


Teresa Florença (texto) / Teresa Gonçalves e DR (fotografia)

Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:00 AM | Comentários (12)

setembro 19, 2006

Pescadores e restaurantes estão sem espada-preto

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Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Capturas estão no nível mais baixo da última década (-24%), o preço subiu 40% pelo que o prato típico está ameaçado

Nunca se pescou tão pouco peixe-espada preto como neste ano. As estatísticas oficiais reconheciam uma quebra de 23,4% no primeiro trimestre, mas a partir de Março esse valor é substancialmente superior, com uma ameaça de rotura no fornecimento para a restauração, com as unidades hoteleiras em dificuldades para manter o filete de espada como uma referência dos seus menus.

Desde 1998 que os pescadores madeirenses têm vindo a capturar menos peixe-espada preto. Oito anos depois, as capturas são inferiores em quase 30%, ainda que a frota local seja maior e melhor apetrechada.

QUEBRAS ATINGIRAM OS 35%

Embora os responsáveis políticos prefiram falar dos valores da remuneração, que efectivamente tem vindo a aumentar ao longo da última década, ainda que no ano passado o valor do peixe-espada preto transaccionado (6.486.417 euros) tivesse sido 9% inferior ao volume de negócios gerado no ano 2004 (7.057.642), o que é facto é que a restauração necessita de peixe-espada, isto se quiser manter no menu um dos pratos de referência da gastronomia madeirense.

Pelo que foi possível apurar, no primeiro semestre deste ano confirmou-se a quebra que se vinha registando desde o início da década, na ordem dos 24%, com os meses de Março (-26%), Abril (-35%), Maio (-17%) e Junho (-27%) a precipitarem uma descida nas descargas, ainda que em Julho (-10%) e Agosto (-1%) a quebra tivesse sido bem mais pequena.

Depois do ano passado se terem verificado safras de fartura, com incidentes na lota, os armadores chegaram a acordar a proibição de deixarem os aparelhos na água a pescar enquanto iam descarregar à lota, com registo do dia de saída e de chegada das embarcações, de modo a evitar fainas de mais de 8 dias, reduções estas que não faziam prever a crise a que se chegou.

Segundo os pescadores, no ano passado num lance conseguia-se cerca de 700 espadas. Agora, num mesmo lance vêm apenas 120. Antes um barco trazia entre 3.000 a 4.000 espadas por cada saída de 10/11 dias, agora se trouxer 1.000 a 1.500 espadas tem de se dar por satisfeito.

O facto de haver pouco peixe tem obrigado, também, a que a faina decorra para além das habituais trinta milhas, obrigando os pescadores a navegar até às oitenta milhas, o que acarreta mais custos e menos idas ao mar.

O facto dos últimos meses terem sido os piores dos últimos vinte anos levou a uma ameaça no fornecimento a restaurantes e hotéis, que começam a ver as suas encomendas parcialmente satisfeitas e em timings diferentes daqueles que no passado aconteciam.

PREÇO SUBIU CERCA DE 40%

Com menos peixe, pescadores e compradores estão envolvidos numa guerra de preços, pelo que o valor hoje praticado é 40% superior, com o filete pago a 7,5 euros e o rolo acima dos seis euros, valores que naturalmente condicionam os que consomem centenas de quilos por mês de peixe-espada preto, para mais quando têm outras opções bem mais baratas, o que leva a que muitos restaurantes tenham retirado do menu o tradicional filete de espada.

Obviamente que os recursos piscícolas e o comportamento do peixe-espada preto - espécie que se pode encontrar em vertentes continentais ou elevações submarinas (600 a 1.600 metros de profundidade) entre o Atlântico Norte, Islândia e até Canárias - é explicado pelas variações da temperatura das águas e fontes de alimentação, entre outras razões, com a gestão dos "stocks" a se constituir como o grande desafio do homem nos tempos que correm, pois os recursos não são ilimitados.

PESCAR NA DESOVA É AMEAÇA

A situação que se vive na Madeira é explicada, também, pela circunstância dos melhores meses de captura ocorrerem entre Outubro e Dezembro, período da desova, o que vem impedindo a reprodução da espécie e a manutenção dos stocks, até porque as ovas são comercializadas como se de caviar se tratasse, atingindo os 10 euros ao quilo, o que interessa sobretudo à industria transformadora.

Para além dos interesses dos pescadores e armadores na gestão dos recursos piscícolas até serem antagónicos, o que agora está em causa é todo o sector da restauração, bem como as empresas associadas ao sector, pois as exportações estão em queda e até a importação dos Açores não suprime a falta de peixe, pois hoje há menos 40% de espada açoriana, porque a crise também afecta este arquipélago.

Se o ganha-pão dos pescadores e o êxito empresarial dos armadores estão ameaçados, a circunstância de não haver uma política de defesa dos recursos piscícolas - com a proibição da pesca no período da desova - ameaçam, agora, a restauração e com isso a qualidade e identidade da gastronomia e por via disso o turismo.

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:34 PM | Comentários (0)

setembro 14, 2006

QUINTA DAS PALMEIRAS

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 04:00 PM | Comentários (0)

QUINTA DAS PALMEIRAS

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setembro 13, 2006

QUINTA DAS PALMEIRAS

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setembro 01, 2006

QUINTA DAS PALMEIRAS

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agosto 29, 2006

QUINTA DAS PALMEIRAS

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:00 AM | Comentários (1)

agosto 25, 2006

Uma Quinta com vida

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Existe para fazer as delícias dos amantes da natureza, mas, em especial no Verão, depara-se com um problema: a falta de água. A Quinta das Palmeiras, é, por assim dizer um oásis que apesar de todas as circunstâncias ainda (sobre)vive no Porto Santo.

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A Quinta das Palmeiras, localizada no sítio dos Linhares, no Porto Santo, assume-se como uma alternativa à praia.

Alí respira-se ar puro, convive-se com muitos animais de várias espécies e ainda sobra tempo para alguns dedos de "conversa" com o papagaio (de nome Vip) que se encontra logo à entrada da Quinta a dar as boas-vindas aos visitantes.

Actualmente, os Italianos e os protugueses são os grupos de turistas que mais visitam o "pequeno" paraíso porto-santense, dotado de uma área aproximada de de 5.380 metros.

Por ser "um projecto diferente", diz Carlos Afonso, o proprietário que gere a Quinta com a sua esposa, nunca conseguiu apoios por parte de empresas para dar vida ao sonho. Ainda assim, o espaço começou a tomar forma. Cresceu não só em extensão como também em número de espécies exóticas que habita, no mini-zoo.

Carlos Afonso remou contra tudo e contra todos.

Recebeu "escassos apoios" por parte de pessoas que não o incentivavam a prosseguir com a concretização dos objectivos.

Passados dez anos, diz o proprietário da quinta, são as próprias pessoas que exigem: "Tens de ter isto, ou aquilo; tens de fazer; tens de gastar".

Nunca fala em valores, nem muito menos no dinheiro que gastou. Prefere dar a conhecer os planos para o futuro. Mas Carlos Afonso assume: "Tenho gasto uma grande fortuna. É tudo feito com o meu dinheiro", diz com orgulho.

"O dinheiro investido dava para construir um grande prédio, só em betão. Tenho noção de quanto gastei mas se começo a falar em números, as pessoas vão dizer que estou maluco", explica.

São muitas as ideias para tornar o espaço mais atractivo. As melhorias a serem feitas dizem respeito aos jardins "mas só as faço quando há possibilidade de injectar dinheiro". No entanto, está ciente de todos os obstáculos e dificuldades que podem impedir e/ou atrasar a concretização das ideias. "Tenho a consciência de que vai demorar um pouco porque sou só eu, com a ajuda da minha mulher, a deitar mãos nisto", lamenta.

Ao visitar a Quinta das Palmeiras, o utente tem ao seu dispôr uma variedade inquatificável de plantas.

Muitas integram o extenso leque da Laurissilva madeirense. Como a Otília, o Pau-Branco. Há um espécie, com dois exemplares, em que um stá na Quinta e outro está na Madeira. "Ainda não está identificada e resultou de uns testes que em tempos realizaram", explicou.

Plantas e animais "disputam" o mesmo habitat.

Cada um sabe o espaço que lhe é reservado e aqui não há vizinhos que incomodam.

Os animais, a maioria exóticos, estão na Quinta para criar uma melodia e acompanhar os visitantes. Mas, o objectivo de Carlos Afonso é o de ter todos os animais soltos, apesar de alguns já andarem livres pelo mini-zoo.

Além de "animarem" os visitantes que chegam ao local para visitar a Quinta, "estas aves" assumem uma importância extrema no combate às pragas que atacam o arvoredo.

"Eu tenho andado em muitos jardins como este, por exemplo nas ilhas Canárias, e nunca se encontra os periquitos soltos no recinto. É difícil. Claro que tenho alguns pássaros em gaiolas, tenho de os ter, por serem animais caros, mas é uma natureza diferente".

Pombas, Rolas, Mandarins, Papos-laranja (pássaros pequenos que são difíceis de se ver pois, quando voam, assemelham-se a borboletas), canário de moçambique. São alguns dos pássaros que quase formam uma orquestra bem afinada.

A falta de água

Manter uma Quinta em constante movimento e com vida é preciso água. Muita água.

A seca que assola o Porto Santo, essencialmente no Verão, coincide com a altura do ano em que a Quinta recebe mais visitantes.

"É uma pena", desabafa Carlos Afonso. "Eu andei vários meses à procura de uma planta. Quando consegui, tenho dois três meses de seca, sem água e, como é óbvio, a planta que demorou meses a ser encontrada acaba por secar".

Em horário de verão a quinta está aberta todos os dias, num horário compreendido entre as 10h00 e as 18h00. "É natural que quando não há água na Quinta eu tenho de encerrá-la", disse.

"Neste momento, a Europa está a arder. E, em muitos países, as temperaturas estão altíssimas", explicou.

Face a estes acontecimentos, o desânimo começa por tomar conta do proprietário da Quinta. "Eu começo a pensar: todo o trabalho que estou a fazer, será que isto vai ter futuro", questiona.

Num ápice, o desânimo dá lugar ao ânimo e as ideias para alterar o erspaço surgem em cadeia.

"O que eu gostava de fazer é evitar que o sol penetrasse na Quinta e que a copa das árvores transformassem sombra natural no recinto. Gostava que no Verão as pessoas chegassem aqui e se sentissem bem", refere Carlos Afonso.

Mas para que tal seja possível, o proprietário da Quinta das Palmeiras diz que "é preciso água".

Se acualmente o problema da falta de água no Porto Santo já é evidente, daqui há alguns anos "as pessoas vão andar à caça da água".

Carlos Afonso refere que, presentemente, "a chuva que cai na ilha vai para o mar e não é aproveitada". A solução seria criar grandes lagoas artificiais "que pudessem servir de reservatórios".

Na opinião do dono da Quinta, o trabalho tinha de ser desenvolvido pelo Governo Regional e não pelos particulares.

Problemas à parte, a Quinta das Palmeiras continua a ser um pretexto para passar uma hora com o mais puro do que a natureza pode oferecer. Já que continuam a alertar para o perigo da exposição solar prolongada, naquele mini-zoo o problema já não se coloca.


Filipe Gonçalves

Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:34 AM | Comentários (6)

agosto 24, 2006

ESTRELÍCIA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:30 AM | Comentários (0)

agosto 03, 2006

RESTAURANTE TROPICAL

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Sem dúvida um dos melhores restaurantes do Funchal, com um espaço amplo e agradável. Fica no hotel Florassol, mas tem entrada completamente independente, desde a rua (Estrada Monumental, depois do Lido, de quem vem do Funchal).

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Tem uma lista infindável, com dúzias de pratos! Entre as especialidades recomendam-se os flambeados, superiormente executados pelo Sr. João (na foto). Mas toda a confecção é boa. E para crianças há mini-filete (filet mignon), mini-espada e mini-espetada.

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Os meus preferidos são o peixe-espada flambeado com champagne, o bife com pimenta flambeado e o filet mignon à Bahgdad. (na foto) Trata-se de um bife cujo molho leva para além de várias variedades de bebidas alcóolicas, natas, passas, uvas e cogumelos. Uma delicia!

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Música ao vivo todas as noites, no verão. Tem também catering; para quem possa deve ser excelente um jantar servido em casa por estes senhores!

Estrada Monumental, 306, 4.º - 9000-236 Funchal
Telefone: (+351) 291.700.840 - Fax: (+351) 291.763.818

Publicado por João Carvalho Fernandes em 04:00 PM | Comentários (9)

agosto 01, 2006

FRUTAS DA MADEIRA

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No sentido dos ponteiros do relógio: banana prata, abacate, papaia, maracujá banana, fruto delicioso (ou maravilha), manga, outro maracujá banana, maracujá tomate e maracujá (simples) ao centro.

Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:37 PM | Comentários (10)

julho 21, 2006

POMBA BRANCA - MAX

Pomba branca pomba branca
Já perdi o teu voar
Naquela terra distante
Toda coberta pelo mar
Pomba branca pomba branca
Já perdi o teu voar
Naquela terra distante
Toda coberta pelo mar
Fui criança e andei descalço
Porque a terra me aquecia
E eram longos os meus olhos
Quando a noite adormecia
Vinham barcos dos países
Eu sorria vê-los sonhar
Traziam roupas felizes
As crianças dos países
Nesses barcos a chegar
Pomba branca pomba branca

Depois mais tarde ao perder-te
Por ruas de outras cidades
Cantei meu amor ao vento
Porque sentia saudades
Saudades do meu lugar
Do primeiro amor da vida
Desse instante aproximar
Os campos do meu lugar
À chegada e à partida
Pomba branca pomba branca.

Maximiano de Sousa (Max) e Vasco de Lima Couto

excerto 30 seg em: Cotonete

Publicado por João Carvalho Fernandes em 07:30 PM | Comentários (3)

MAX

Com a devida vénia ao Canto da Terra

Foi uma das mais populares vedetas da rádio, do teatro e da televisão portuguesas, desde os anos quarenta até à sua morte em 1980.

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A ele se devem êxitos como Noites da Madeira, Bailinho da Madeira ou A Mula da Cooperativa. E nada faria prever que este jovem madeirense, que sonhava ser barbeiro e fora alfaiate, viria a ser um dos mais populares artistas portugueses.

Maximiano de Sousa, de todos conhecido como Max, era madeirense, nascido no Funchal em 1918. Foi aí que iniciou a sua carreira artística. Sonhara ser barbeiro e violinista, tinha ouvido para a música mas pouca paciência para aprender o solfejo, e acabou por aprender o ofício de alfaiate.

Contudo, o bichinho da música que sempre tivera tornou-se numa carreira em 1936, quando começa a actuar no bar de um hotel do Funchal: cantor à noite, alfaiate de dia. Em 1942, é um dos fundadores - como cantor e baterista - do Conjunto de Tony Amaral, que se torna numa sensação nas noites madeirenses e que, em 1946, vem conquistar Lisboa.

O trabalho é muito e o conjunto assenta arraiais no night-club Nina, interpretando os ritmos do momento - boleros, slows, fados-canções. E é o Fado Mayerúe de Armandinho e Linhares Barbosa, mais conhecido como Não Digas Mal Dela, que populariza a voz de Max e leva à sua saída do Conjunto de Tony Amaral, iniciando finalmente a carreira a solo que desejava em 1948.

Agora actuando sozinho, Max dispara para o estrelato através da rádio e das suas presenças no Passatempo APA do Rádio Clube Português, em parceria com Humberto Madeira. Em 1949, assina contrato com a Valentim de Carvalho e grava o seu primeiro disco: um 78 rotações com Noites da Madeira e Bailinho da Madeira.

É o primeiro de uma longa lista de sucessos como A Mula da Cooperativa, Porto Santo, 31 ou Sinal da Cruz. Em entrevista ao jornal Se7e, em 1978, referia que eram os discos que lhe davam mais dinheiro, pois "os direitos de autor estavam sempre a pingar".

Depois da rádio, Max conquista o teatro, participando a convite de Eugênio Salvador na revista Saias Curtas, em 1952. Será apenas a primeira de uma longa série de revistas que confirmarão também os seus dotes de actor e humorista.

Em 1957, parte para os EUA para uma digressão de cinco anos interrompida por uma súbita doença de coração ao fim de dois. Viajará em seguida por Angola, Moçambique, África do Sul, Brasil e Argentina.

Regressado a Portugal, embora continue a ser um dos artistas mais queridos do público, encontrará alguma dificuldade de trabalho, sobrevivendo à conta dos discos que continuava a gravar. Um dos seus maiores êxitos surgirá aliás neste período, Pomba Branca. Faleceu em 1980.

Publicado por João Carvalho Fernandes em 02:56 PM | Comentários (16)

Câmara do Funchal apresenta Regata dos 500 anos na Sagres

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira


A iniciativa é do Funchal e de Ílhavo e pretende aproveitar a presença dos grandes veleiros na regata de Lisboa.

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A regata dos grandes veleiros irá começar em Inglaterra, pára em Ílhavo e termina no Funchal.

As Câmaras do Funchal e de Ílhavo apresentam hoje à tarde, a bordo da Sagres, a Regata dos 500 anos. Os convidados deste cocktail são os comandantes dos grandes veleiros que estão em Lisboa a participar na edição de 2006 da regata dos "Talls Ships".

Pedro Calado, vereador das Finanças e responsável pela empresa que gere as iniciativas dos 500 anos, será o representante do Funchal nesta apresentação. Além de divulgar a regata que a cidade pretende organizar em 2008, o autarca leva duas garrafas de Vinho Madeira e um pequeno filme promocional do Funchal para entregar aos comandantes dos veleiros. «É uma forma de mostrar a cidade aos potenciais participantes na regata», explicou, ontem ao DIÁRIO, o vereador das Finanças. A iniciativa, no entanto, não é só do Funchal. Na organização, além da Comissão dos 500 anos, está também a Câmara Municipal de Ílhavo. Esta cidade será uma das paragens dos grandes veleiros, num percurso que começa num porto no Sul de Inglaterra e termina no Funchal.

Esta é uma regata de grandes veleiros, de "Talls Ships". Ou seja, de barcos da categoria da Sagres e da Crioula, divididos em várias classes. O que significa que se trata de veleiros que podem atingir os 110 metros. A mesma categoria de barcos que, neste momento, se encontra em Lisboa a participar na 50ª regata de "Talls Ships".

E é aos comandantes destes grandes veleiros que se pretende apresentar e promover a iniciativa do Funchal. O cocktail será, como foi já referido, a bordo da Sagres, cedida para o efeito pela Marinha, na doca de Santos, em Lisboa.

Marta Caires

Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:13 AM | Comentários (7)

julho 19, 2006

VELTHEIMIA VIRIDIFOLIA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 08:35 AM | Comentários (0)

julho 18, 2006

Museu "Vicentes" guarda filmes raros

As primeiras sessões de cinema na Madeira decorreram em 1897, no Teatro D. Maria Pia

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

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A Photographia - Museu "Vicentes" tem à sua guarda, desde 2005, um conjunto de filmes muito raros. Trata-se de 40 películas de origem francesa de 1895-96, em 35 mm. A nível mundial só são conhecidas três colecções semelhantes, uma existente na Filmoteca Espanhola de Madrid, outra na Cinemateca Suíça, mas a maior e a mais completa é a da Região.
São películas de um minuto, cujo registo foi efectuado com a câmara fixa apontada para uma praça, uma rua, um monumento conhecido. "Avenida do Bosque de Boulogne e Arc-de Triomphe", "Dança Espanhola", "O jardineiro" são alguns dos títulos. Foram os primeiros filmes a serem projectados na Madeira.
No âmbito do projecto comunitário Cinemedia (Recuperação e Digitalização do Património Cinematográfico dos Açores, Madeira Canárias) (ver texto ao lado), esta colecção será restaurada e duplicada de modo a garantir a sua preservação.

Com esse objectivo a Photographia -Museu "Vicentes" constituiu-se depositante da Cinemateca Portuguesa, instituição que possui o Arquivo Nacional de Imagem em Movimento (ANIM), departamento responsável pela salvaguarda e conservação do património cinematográfico do país.
O depósito na Cinemateca Portuguesa não implica transferência de propriedade. Os filmes estão a ser enviados gradualmente para serem conservados em condições ideais de temperatura e de humidade. Numa segunda fase, serão reparados, limpos e duplicados de modo a existirem elementos intermédios de segurança e para que possam ser projectados. O Museu "Vicentes" guardará também uma cópia de todas as películas.

Tiago Baptista, do Centro de Conservação da Cinemateca, diz ao Diário que a colecção tem importância internacional pelo seu formato denominado "Joly-Normadin", nome de dois engenheiros franceses, concorrentes dos irmãos Lumière, que criaram em 1896 uma câmara, um projector e um tipo de filmes.
João Anacleto Rodrigues, um empresário da nossa praça, comprou este tipo equipamento e a 15 de Maio de 1897 alugou o Teatro D. Maria Pia, actual Teatro Municipal Baltazar Dias, onde realizou a primeira sessão de cinema na Madeira. Então foram exibidas 12 curtas-metragens. Em 2005, os filmes que adquiriu, cerca de 40, foram depositados no Museu "Vicentes".

A instituição possui ainda «um segundo conjunto importante. São documentários dos anos 30 e também filmes dos anos 40 a 70, do século passado, realizados por operadores da Madeira ou do Continente.

Foram encomendados por instituições madeirenses, algumas públicas e outras privadas, sobre acontecimentos específicos. Por exemplo, existe um filme que comemora o centenário da Associação Comercial do Funchal (1936), um outro que regista uma exposição de floricultura, o "X Aniversário da Revolução Nacional - 1936"... Em geral, chegaram em muito boas condições. Alguns apresentam sinais de degradação, mas ainda vamos a tempo de duplicá-los».
Conforme explica, no caso dos filmes "Joly-Normandin" «o processo de duplicação é complicado porque têm características técnicas que não são estandardizadas, o que os torna únicos. O equipamento que vamos usar para duplicar não é totalmente compatível com estes filmes e as máquinas terão de ser alteradas. Por isso o trabalho só pode ser feito num laboratório de restauro de uma cinemateca e não num laboratório comercial».

Neste processo a Cinemateca Portuguesa conta com a colaboração da Filmoteca Espanhola. Os filmes serão duplicados para materiais actuais, não inflamáveis, ao contrário do tipo de película que era utilizada até 1951.

No próximo ano, completam-se 110 anos das primeiras sessões de cinema na Madeira. «Era importante que tudo estivesse pronto em 2007, mas ainda não sabemos se será possível até essa data», conclui Tiago Baptista.

Madeira recupera património fílmico

Novos dados sobre a história do cinema madeirense serão conhecidos no próximo mês do Outubro, com a edição de um "Prontuário do cinema" e de uma colecção de DVD's relativa ao cinema insular Atlântico. Integrarão informações sobre filmes, realizadores, directores, produtores, salas de espectáculo dos Açores, Madeira e Canárias.

A iniciativa integra-se no projecto comunitário Cinemedia (Recuperação e Digitalização do Património Cinematográfico dos Açores, Madeira e Canárias), que entre outros objectivos visa a recuperação, digitalização e catalogação do património cinematográfico dos referidos arquipélagos. Através do site www.cinemedia-mac.com será também disponibilizada toda a informação da História do Cinema na Madeira.

O ano 1895, marca o início da história do cinema mundial, quando a 28 de Dezembro os irmãos Lumière espantaram três dezenas de espectadores com o seu cinematógrafo movido a manivela. A Madeira não fica alheia à nova arte e dois anos depois, a 15 de Maio de 1897, têm lugar as primeiras sessões cinematográficas no Funchal.

Actualmente o Museu "Vicentes" possui entre o seu acervo, um fundo constituído por cerca de 40 filmes em formato Joly -Normandin (ver texto ao lado), peças dos primórdios da imagem em movimento, diapositivos para Lanterna mágica, películas de diversa proveniência, um núcleo muito grande de filmes-documentários encomendados por antigas entidades oficiais, como a Delegação de Turismo e a Junta Geral que utilizavam essas películas para promoção do Arquipélago da Madeira.

Possui ainda outras colecções da Casa Perestrelos e da Foto Figueiras. O museu conta ainda com a integração de fundos provenientes de organismos do Governo Regional, explica Helena Araújo, directora da Photographia - Museu "Vicentes", a instituição que lidera o referido projecto na Região.

Atendendo a esse espólio o Cinemedia constitui «uma mais valia, pois veio despertar para uma vertente que estava um pouco adormecida. Existia a intenção de criar o Museu da Imagem da Madeira que integrasse o cinema e a fotografia, que agora está a ser dinamizado. O projecto trouxe também uma maior projecção do espólio, quer em termos regionais, quer nacionais e ainda que filmes dos primórdios do cinema da Madeira fossem depositados.

Alguns deles já tinham sido dados como perdidos pela Cinemateca Portuguesa e neste momento encontram-se no Museu "Vicentes" para serem recuperados e duplicados. Está a ser feito o inventário sistemático de todos os filmes existentes na Região e no futuro prevê-se que sejam editados em DVD», acrescenta a responsável.
O Cinemedia termina em Outubro mas, conforme adianta Helena Araújo, o projecto terá continuidade. «O Museu "Vicentes" possui objectos do ex-Cine Jardim, nomeadamente mobiliário, máquinas de projectar, todo o material audiovisual da antiga Delegação de Turismo da Madeira e o nosso objectivo é dar utilidade a este espólio».

Açores quer criar arquivo de imagem

A participação dos Açores no projecto Cinemedia é uma oportunidade para criar o Arquivo de Imagem dos Açores, disse ao Diário Rafael Barcelos, da Direcção Regional da Cultura do referido arquipélago.

«Com os dois projectos de cooperação interregional o Mediat (Memória Digital Atlântica), relativo à fotografia, e o Cinemedia estamos a tentar chegar ao fim com uma plataforma que nos permita criar o referido arquivo».

O Mediat possibilitou a criação do Arquivo de Fotografia dos Açores, «uma estrutura electrónica que é relativamente complexa, porque, ao contrário da Madeira, que tem um vasto espólio, mas essencialmente dois grandes fotógrafos e duas ilhas, nós temos nove ilhas e uma diversidade de organismos, como bibliotecas públicas, museus de ilha e criámos uma estrutura que contempla essa divisão administrativa».

O tratamento do espólio fotográfico dos Açores começou a ser efectuado com o Mediat, em 2003. «Partimos de uma plataforma frágil, enquanto a Madeira já começou há 20 anos. Podemos mesmo dizer que antes havia acervos fotográficos públicos que estavam guardados em caixas de cartão sem qualquer tipo de inventariação e catalogação. Hoje, os Açores tem um arquivo de fotografia e estamos a trabalhar no projecto do cinema», afirma Rafael Barcelos.

Canárias restaura 70 películas

O projecto Cinemedia «tem uma importância muito grande para Canárias», afirma António Vela, do Centro de Fotografia Isla de Tenerife. Conforme explica, «os recursos económicos são sempre pequenos ao nível das instituições públicas e no caso do projecto Mediat (Memória Digital Atlântica) significou a possibilidade de contratar pessoal, adquirir material, digitalizar todos os nossos fundos, que integram cerca de 20 mil fotografias e estão a aumentar graças ao projecto».

No que diz respeito ao cinema, «com a Filmoteca de Canárias pudemos fazer um restauro de películas que estavam em mau estado físico, e digitalizá-las. Num ano restauramos cerca de 70 películas que são importantes para a memória de Canárias», revela o responsável.


Teresa Florença

Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:06 PM | Comentários (1)

julho 17, 2006

O MAIOR VASO DO MUNDO

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O maior vaso do mundo, no Jardim Tropical Monte Palace

Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:09 PM | Comentários (3)

PORTO SANTO - Centro de Mergulho modelar ao nível do melhor da Europa

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

O Porto Santo vai ser dotado do melhor Centro de Mergulho do oceano Atântico, com tanque de aprendizagem e câmara hiperbárica

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Em Portugal, não há nenhum Centro de Mergulho com as características e a qualidade do que vai ser construído no Porto Santo. E são poucos os destinos turísticos de mergulho que têm uma plataforma de apoio a esta actividade com os equipamentos e a qualidade com que o Centro de Mergulho do Porto Santo vai estar equipado.

Mercê de uma opção estratégica que visa dotar a ilha de infra-estruturas de luxo e com isso oferecer um turismo de qualidade, para outro segmento de mercado, a Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo, depois de ter construído um campo de golfe e um estádio de ténis do melhor que existe em Portugal e na Europa, prepara-se para um investimento invulgar.

Embora o jornalista não tivesse tido acesso a todos os elementos do projecto, foi possível apurar que a infra-estrutura a construir na praia do Penedo do Sono vai ocupar uma área de 4.500 m2, estando equipada com uma câmara hiperbárica, requisito obrigatório para quem quer apostar neste produto como forma de diversificar a sua oferta turística.

Grande novidade no projecto concebido para o Porto Santo tem a ver com a construção de um tanque de aprendizagem, com a dimensão de 7x4 metros, com profundidade de 5 metros, espaço destinado à iniciação da prática do mergulho. Uma aposta de luxo, que não está disponível em mais nenhum centro de mergulho em Portugal e que visa atrair mais turistas, a partir de uma iniciação feita em condições de conforto psicológico, independentemente das condições de tempo.

O novo centro será erguido a partir de um edifício constituído por um piso térreo e por um piso inferior de acesso às áreas técnicas, tendo no seu pátio exterior o referido tanque de mergulho. O conjunto, com entrada a poente, define-se basicamente por dois corpos articulados entre si, correspondendo cada um a zonas funcionais. Estes encontram-se ligados por um núcleo central de distribuição que faculta o convívio entre os atletas e o público, e possibilita observar, através de um circuito interno de TV, a iniciação à prática do mergulho. O corpo mais a norte é destinado aos mergulhadores, onde se encontram os balneários, arrumos e lavagem de equipamentos, bem como uma estação de enchimento de botijas de oxigénio e uma garagem com comunicação interior. Com ligação aberta para o átrio central, temos ainda um bar, com respectiva sala de espera. O corpo mais a sul engloba diferentes serviços, nomeadamente o administrativo (atendimento, back-office e gabinete), o pedagógico (sala de aulas para formação) e o serviço de atendimento médico, com uma câmara hiperbárica.

Nota curiosa para o facto de as paredes exteriores serem em alvenaria de tijolo maciço com junta horizontal visível e alvenaria de bloco (interior), com caixa-de-ar e isolamento térmico, enquanto as coberturas dos dois braços do edifício são em estrutura metálica.

Com o lançamento do concurso público ainda no decorrer deste mês, o investimento atingirá os 2 milhões de euros, prevendo-se que as obras possam iniciar-se a partir de Novembro e a abertura do novo centro possa acontecer em Abril de 2008.

Com a concretização deste projecto, o Porto Santo pode apostar em definitivo num produto que é muito atractivo, pela temperatura das suas águas, enorme visibilidade e, sobretudo, pela circunstância de ter um navio de grandes dimensões afundado (Madeirense), mergulho que é muito procurado e muito promovido pelos principais agentes de viagem especializados (Geotur, O Peixe Voador e a Escapetravel), sendo que a maioria dos quinhentos turistas que hoje procuram a ilha são maioritariamente portugueses, embora ingleses, alemães, italianos, espanhóis e nórdicos procurem já o Porto Santo.

Miguel Torres Cunha

Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:00 PM | Comentários (0)

julho 16, 2006

PAINEL NO JARDIM TROPICAL MONTE PALACE

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PAINEL D. AFONSO HENRIQUES - JARDIM TROPICAL MONTE PALACE

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julho 14, 2006

HIBISCUS

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 04:00 PM | Comentários (1)

julho 13, 2006

BANANAS DA MADEIRA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 05:00 PM | Comentários (8)

Património natural da Região divulgado aos mais novos

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Durante os meses de Verão, o Centro de Informação do Serviço do Parque Natural da Madeira realiza várias actividades

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Ao longo dos meses de Verão, e embora as escolas estejam em período de férias, o Parque Natural da Madeira (PNM) continua a poder ser "descoberto" pelas gerações mais jovens.

Através do Centro de Informação do Serviço do PNM são desenvolvidas diversas actividades que pretendem, em última instância, divulgar o património natural da Região.

O objectivo é aliar o carácter pedagógico a um lado mais lúdico, e a proposta do Parque Natural não tem passado despercebida às pessoas, principalmente aos responsáveis por campos de férias e ATL (ateliers de tempos livres), que têm requerido a organização de diversas actividades desde o princípio deste mês de Julho.

Segundo o que o DIÁRIO conseguiu apurar junto do Centro de Informação do Serviço do PNM, até ao final do mês de Julho, «as semanas já estão cheias de marcações». E já começam a aparecer interessados em realizar actividades no próximo mês de Agosto, o que comprova que a receptividade dos mais jovens a este tipo de actividades tem sido largamente satisfatória para os organizadores.

Refira-se que estas iniciativas promovidas pelo Parque Natural baseiam-se essencialmente em visitas de estudo, sempre tendo em conta determinadas condicionantes, como a idade das crianças e outros factores que podem provocar alterações nos programas habituais. A duração das visitas de estudo depende da área protegida pretendida e os grupos deverão ter no máximo 30 participantes. Até aos 14 anos, as crianças podem conhecer melhor as Reservas Naturais do Garajau e da Rocha do Navio, a Floresta Laurissilva e o Núcleo dos Dragoeiros (Centro de Informação do Serviço do PNM). Para os grupos que têm participantes com mais de 14 anos, e além das actividades já referidas, existe ainda a possibilidade de realizarem visitas ao Maciço Montanhoso Central, à Área Protegida da Ponta de São Lourenço e ainda à Reserva Natural das Ilhas Desertas. Por solicitação prévia, há também a possibilidade de os jovens experimentarem uma vertente mais radical com a parede de escalada, «uma actividade lúdica e pedagógica que consiste em 3 paredes de escalada e onde os participantes simulam o trabalho que os vigilantes da Natureza realizam quando descem as "mangas" para vistoriar as caixas com rodenticida, gatoeiras e ninhos no âmbito do projecto de conservação da Freira da Madeira.» A curto-médio prazo, o Centro de Informação gostaria de alargar estas actividades a outros grupos etários, nomeadamente a pessoas que frequentam centros de dia, de convívio ou lares de terceira idade, estando também disponível para outros projectos que possam vir a aparecer.

Para obter mais informações, esclarecimentos ou para marcação de actividades, os interessados deverão contactar o Centro de Informação do Serviço do Parque Natural da Madeira (Núcleo dos Dragoeiros), localizado no Caminho da Portada - São Gonçalo, através dos telefones números 291 795155 e 291 794258, ou então enviando uma mensagem para o endereço de correio electrónico cispnm@netmadeira.com .

Ana Luísa Correia

Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:30 PM | Comentários (0)

FLORES

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 08:00 AM | Comentários (1)

julho 12, 2006

VAGUEANDO PELA MADEIRA

Mais um excelente blog sobre a Madeira!

Um blog onde a principal preocupação é dar a conhecer o Arquipélago da Madeira. E conseguem-no muito bem! Flora, fauna, paisagens e história da Madeira, muito se aprende neste blog, com dois autores, Drakonyaz e Taninha

Vagueando pela Madeira

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 05:04 PM | Comentários (0)

VALE DA RIBEIRA DOS SOCORRIDOS

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 02:30 PM | Comentários (0)

Parque Ecológico terá corredor da água

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

A Câmara Municipal do Funchal vai começar a recuperar trilhos centenários que foram construídos nas vertentes da Ribeira de Santa Luzia, com o objectivo de captar a água das nascentes. Este é um projecto que ficará completo com o restauro da antiga Estação dos Tornos, que funcionará como um museu vivo da água.

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A Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal está a comemorar 10 anos de existência e ontem realizou um colóquio sobre o tema “Oásis num Deserto de Montanha”, no auditório do Museu da Electricidade e que contou com a presença do presidente da autarquia do Funchal, Miguel Albuquerque, do presidente da Associação Raimundo Quintal, do vereador do Ambiente, Henrique Costa Neves e do professor catedrático, Fernando Rebelo.
Minutos antes de falar sobre o tema o “Parque Ecológico do Funchal — o passado, o presente e o futuro”, Henrique Costa Neves anunciou que a Câmara Municipal do Funchal vai iniciar o restauro dos trilhos centenários, que foram construídos nas vertentes quase verticais da Ribeira de Santa Luzia para captar a água das nascentes que brotam da vertente do Chão da Lagoa.
Este é um projecto, conhecido como o corredor da água, que ficará completo com o restauro que está a ser realizado na antiga Estação dos Tornos, «que funcionará como um pólo temático da água, que ficará a funcionar para o caso de ser necessário abastecer o Funchal e será um museu vivo da água», revelou o autarca.
Além disso, a área do Parque Ecológico do Funchal vai ser novamente aumentada. Depois da aquisição do Montado dos Curraleiros, a autarquia está em processo de aquisição de mais três hectares de terreno nas imediações do Pico Alto.
Na ocasião, Raimundo Quintal disse que nestes 10 anos de Associação os “amigos” já reflorestaram seis hectares de área com plantas indígenas, travando a desertificação que afecta algumas zonas da Madeira e Porto Santo. Quanto a projectos futuros, a Associação quer alargar a área a trabalhar e também criar um campo de educação ambiental.
Sobre o gado desordenado, Raimundo Quintal alertou que é preciso ordenar os animais que pastam no Paul da Serra, Fonte do Bispo e Rabaçal.

Marília Dantas

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:25 AM | Comentários (0)

julho 11, 2006

CANA DA ÍNDIA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 07:29 PM | Comentários (1)

Falta de carteira profissional é entrave ao Turismo Activo

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

A Madeira tem um vasto leque de ofertas na área do Turismo Activo, quer em terra quer em mar. Os “profissionais da diversão” andam de bicicleta, de quaiaque, de jeep, de catamarã… Enfim, levam os turistas a conhecer a aventura em segurança da natureza da Madeira. Contudo, nem tudo são rosas. A inexistência de carteira profissional para estes profissionais é um obstáculo ao crescimento do sector. De momento, está em estudo nova regulamentação para a actividade.

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Andar de bicicleta pelas montanhas madeirenses, passear a pé pelas levadas, fazer um jeep-safari e desfrutar das belezas da ilha, sentir a adrenalina a dominar o corpo enquanto se desliza nos leitos das movimentadas águas das ribeiras que se desenham pelo interior da Madeira, sentir a brisa do mar num mini-cruzeiro em catamarã pela costa sul da Madeira, passear de caiaque, estar praticamente ao lado de golfinhos… Tudo isso é possível na Madeira.
O turismo está em mutação. Os turistas estão mais exigentes e querem novas emoções e sensações. Enfim, querem aventura com segurança. “Já não querem estar uma semana de férias só ao sol”. Por isso, procuram actividades incluídas no Turismo Activo.
A “Olhar” foi conhecer um pouco desta forma de receber os visitantes. O Turismo Activo está ainda a despontar, mas são várias as suas potencialidades, como nos explica Luís Pinto Machado, da empresa “Terras da Aventura”, que organiza diversas actividades de turismo activo. “Somos profissionais da diversão”, diz. “Temos de satisfazer as pessoas de manhã à noite, com as diversas actividades que temos. O sucesso da actividade tem a ver precisamente com a diversão do cliente”.
Quanto ao tipo de turistas que procuram as actividades junto da natureza, o responsável diz que as faixas etárias variam entre os 25 e os 55 anos. Em termos de nacionalidades, a Europa Central — “a Europa rica” — é o principal mercado, com a Alemanha, Inglaterra, Bélgica, por exemplo. Em segundo lugar, surgem “os mercados de proximidade — os portugueses — que, apesar de não nos procurarem muito, talvez por uma questão de mentalidade, começam a crescer. O mercado espanhol também tem crescido”, salientou ainda. Quanto a madeirenses, são “muito poucos os que nos procuram”. Normalmente, e do mercado madeirense, quem procura a “Terras de Aventura” são as empresas, para actividades de incentivo (ler caixa).

Actividade em regulamentação

Apesar desta ser uma vasta área e com um potencial de crescimento significativo, a verdade é que tem havido entraves ao desenvolvimento do Turismo Activo, salienta. Esta actividade está a tentar mudar a legislação de modo a, por exemplo, dotar os profissionais de carteira profissional, um requisito existente em vários países que apostam em Turismo Activo, mas que, em Portugal ainda não existe. A esse nível, diz que o nosso país está muito atrasado, apesar de ter muito para oferecer nesta área.
O nosso entrevistado explicou que actualmente, não existe uma definição clara dos serviços de Turismo Activo. Na realidade, “para além do Decreto-Lei 204/2000, que definiu a regulamentação da actividade”, nota-se a necessidade de clarificar novos aspectos. Assim, a Associação Nacional de Empresas de Turismo Activo e de Natureza está a tentar, juntamente com o Governo Central, regulamentar actividades mais específicas. Isso porque, o Turismo Activo é “uma actividade relativamente nova em Portugal. Como actividade oficial, tem apenas seis anos”, referiu-nos Pinto Machado, que faz parte da referida associação nacional. Aliás, a sua empresa foi uma das fundadoras da instituição continental, há cerca de 10 anos.

Desconhecimento permite existência de empresas sem licença

As indefinições existentes são obstáculos ao crescimento da área, comenta. Um dos entraves é precisamente o desconhecimento das autoridades da existência deste tipo de empresas. “Esse desconhecimento faz com que abundem empresas que não estão licenciadas e que podem incorrer em algum risco fazendo actividades para as quais não estão devidamente preparadas, porque o contacto com a natureza também implica alguns riscos. É muito arriscado uma empresa que não está licenciada para tal, levar turistas para a montanha. Pode ser grave”.
Dessa feita, a regulamentação que está a ser preparada visa “salvaguardar as empresas que estão no activo e que querem ser transparentes e legais, e para evitar que haja concorrência desleal, quer ao nível da própria segurança quer ao nível do profissionalismo”. As alterações pretendidas pela associação passam por uma melhor integração da área na actividade turística, nomeadamente através da formação.
As sucessivas mudanças de governo, nos últimos anos, têm atrasado o processo, salienta. De qualquer modo, está confiante no actual secretário de Estado do Turismo, o madeirense Bernardo Trindade. “Sabemos que há intenção do secretário de Estado de rever o diploma que rege a actividade de animação turística”.

Plano de formação nacional em preparação

Como nos explicou, “actualmente, só existem guias turísticos e guias de montanha oficiais. Estamos a tentar, a nível nacional, criar um plano de formação para jovens e não jovens que queiram trabalhar nesta área e para a qual possam ter uma formação legal e específica que os qualifique”. O pretendido, assim, é formar “profissionais da diversão”, monitores, através de um programa nacional que reúna currículos distintos para cada actividade e que permita que pessoas que tenham formação nesta área possam trabalhar com segurança, profissionalismo e com uma carteira profissional”.
A falta de encartados neste sector pode levar a uma certa desconfiança por parte dos turistas e agências, sublinha Luís Pinto Machado. “Numa altura em que se quer profissionalizar esta área, também temos de ter profissionais à altura. Temos de acompanhar a promoção que a Madeira está a fazer no exterior e, se nós promovermos a Madeira nesta vertente do turismo activo, temos de estar preparados para quando os turistas aqui chegarem, podermos prestar serviços com o nível de profissionalismo que eles esperam, tal como acontece noutros países”.

Inexistência de “encartados” prejudica contratos

Da parte da “Terras de Aventura”, é dada formação aos monitores da empresa. Contudo, “não é a formação oficial”, o que pode causar problemas junto dos operadores turísticos que exigem profissionais credenciados. Por isso, Pinto Machado lamenta que Portugal esteja muito atrasado nesta área. Comparando com a França e Espanha, por exemplo, “o nosso país está cerca de vinte anos atrasado”, acrescentou. Essa situação reflecte-se “na falta de contratos com alguns operadores turísticos porque não há certificação ao nível de qualificação profissional” Enfim, são obstáculos à evolução da actividade considerada pelo nosso entrevistado como “o parente pobre do Turismo”.
O responsável pela “Terras de Aventura” diz ainda que “uma prestação de bons serviços implica formação e reciclagem. É normal que um agente de viagem ou operador turístico que queira uma operação na Madeira com o turismo activo exija mais dos nossos profissionais do que de um hotel, porque o grau de risco é maior”.
Por outro lado, o nosso interlocutor considera haver algum desconhecimento por parte das autoridades regionais que “acham que um guia turístico ou um guia de montanha é capaz de fazer todas as actividades que nós temos, como caiaque, canyoning, passeios de bicicleta, actividades com grupos, quando são realidades muito diferentes”. Ou seja, tem de haver especificidades em formação. Ainda mais quando a Madeira tem tanto por oferecer nesta área, em mar e em terra.
De salientar ainda que, actualmente, estão registadas na Madeira entre 25 a trinta empresas de animação turística. No entanto, também a este nível há uma certa indefinição porque empresas com ofertas distintas foram “metidas todas no mesmo saco”, em termos da sua designação na lei. Por exemplo, “o Governo chamou a um aeródromo, a um centro hípico, e a uma empresa como a nossa como empresas de actividade turística. Ou seja, do número de estabelecimentos com esta designação na Madeira, apenas cinco ou seis prestam serviços específicos no Turismo Activo.
À parte dos problemas sentidos no sector, a verdade é que os turistas continuam a procurar a aventura em segurança. Enfim, a Madeira não é propriamente um destino de sol e praia. Tem montanhas, trilhos e águas que conquistam o espírito aventureiro dos turistas. Os “profissionais da diversão” tentam garantir o sucesso das férias de quem nos procura. E apesar das dificuldades, o objectivo primeiro tem sido alcançado. Por isso, venha a regulamentação das actividades específicas do sector. E venham mais turistas…

Paula Abreu

Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:02 PM | Comentários (9)

GAVIÃO DA MADEIRA

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Os programas actuais:

MEIO DIA DE MAR
10h30 – 13h30
15h00 – 18h00
+ 30 min. Mai/Set
Dias de operação: Ter - Qua - Sex - Sáb - Dom
Preço: € 29,00 Adulto
Criança: 05/12 anos 50% desconto
Recomendações especiais:
Calçado confortável - camisola quente - protector solar
Com saída da Marina, a primeira parte do passeio é dedicada à busca de tartarugas, baleias e golfinhos, num perímetro localizado a 3 milhas ao largo do Funchal e de Câmara de Lobos. De regresso à costa, paragem para banhos no sopé do imponente cabo Girão, segundo mais alto do Mundo e primeiro da Europa com 580 metros.
O regresso faz-se serpenteando as enseadas da costa sul até ao Funchal, oportunidade para apreciar as deslumbrantes vistas da Ilha e da cidade.

ENTARDECER
Verão : 18h15 – 19h45
Inverno : 17h45 – 19h00
Dias de operação: Ter - Qua - Sex – Sáb – Dom
Preço: € 23,50 Adulto
Criança: 04/12 anos 50% desconto
Recomendações especiais:
Calçado confortável - camisola quente.
Descubra como é mágico o pôr-do-sol visto do mar, num passeio que, saindo da marina, segue a rota dos antigos “carreireiros”, embarcações de cabotagem que no limiar do século passado, ligavam regularmente diversas povoações da costa sul da Ilha. Viagem de romantismo, tempo para desfrutar de um fim de tarde de sonho e de um conveniente brinde a bordo, (incluído).

MINI-CRUZEIRO DE EXPEDIÇÃO ÀS ILHAS DESERTAS
09h30 – 17h30
+ 30 min. Mai/Sep
Dia de operação: Seg - Quin
Preço: €80,00 Adulto (incl. Almoço)
Criança: 05/12 anos 50% desconto (incl. Almoço)
Inclui um donativo de €2,00 para a preservação dos Lobos Marinhos
Recomendações especiais:
Calçado apropriado - camisola quente - protector solar.
O Gavião faz-se ao mar na marina do Funchal e ruma às Ilhas Desertas, (115ºSE), covil ancestral de perigosos Piratas e actualmente Reserva Natural de lobos-marinhos e aves raras, recentemente reconhecida como Reserva Biogenética pelo Conselho da Europa. O desembarque acontece numa enseada abrigada da Deserta Grande e inclui um curto passeio guiado de exploração da Ilha, seguido de uma visita à Casa dos vigilantes da Reserva Natural.
Oportunidade ainda para apreciar os prazeres de um banho na água límpida do mar e o reconforto de uma refeição a bordo.
Após o almoço, o Gavião zarpa de regresso à Madeira. Durante o dia diversas informações serão prestadas sobre a História, Geologia, Fauna e Flora das Ilhas Desertas, bem como algumas noções de navegação.

• Preços e programas sujeitos a alteração de acordo com a estaçãoo e o estado do tempo

• Partidas do cais leste da Marina do Funchal

Características técnicas:
O Gavião é um luxuoso yacht motorsailer, construido na Filândia no ano de 1997 e tem uma capaciddae máxima para 22 passageiros, incluindo tripulação.
• Classe: Nauticat 44
• Velocidade a motor: 8 nós
• Comprimento: 13.30 m
• Largura: 3.70 m
• Calado: 1.80 m
• Deslocamento: 14,5 ton
• Àrea vélica: 113 m2
• Altura do mastro: 17,5 m
• Água potável: 700 L
• Combustivel: 1 000 L

À sua disposição a bordo:
• Serviço de Bar
• Snacks Diversos
• Roupões
• Toalhas
• 2 WC’s
• Ar Condicionado
• Sistema de Som Hi-Fi

Também disponíveis Mini-Cruzeiros Privados:
• Oceanográficos
• Naturistas
• Fitness
• Lua de Mel
• Aventura
• Circunavegação da Ilha
• Fajã dos Padres

...e outros à medida do seu interesse e da sua imaginação


Telefone: 291 241124 / 91 2229022
Fax: 291 706401
E-mail: gaviaomadeira@netmadeira.com

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:17 AM | Comentários (1)

julho 10, 2006

FUNCHAL 500 ANOS - UMA PORTA PARA O MUNDO

Funchal, primeira cidade Portuguesa
implantada no Oceano Atlântico

1508-2008

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Em 21 de Agosto de 1508 o Funchal foi elevado a cidade. Foi a primeira criada pelos Portugueses no Oceano Atlântico.

Passados quase quinhentos anos- que vão completar-se em 21 de Agosto de 2008- o Funchal, capital da Região Autónoma da Madeira, é sobejamente conhecido no mundo inteiro.

Funchal 500 anos

Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:00 PM | Comentários (6)

ESTÁTUA JOÃO PAULO II - FUNCHAL

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 02:10 PM | Comentários (0)

Mini-cruzeiros às Ilhas Desertas

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

O iate "Gavião" anunciou recentemente o lançamento de mini-cruzeiros de expedição às Ilhas Desertas, actualmente Reserva Natural de lobos-marinhos e aves raras, recentemente reconhecida como Reserva Biogenética pelo Conselho da Europa.

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As viagens efectuam-se às segundas e quintas-feiras, com partidas do cais da Marina do Funchal às 09:30 horas e regresso às 17:30 horas.

O desembarque acontece numa baía abrigada da Deserta Grande e inclui um curto passeio guiado de exploração da ilha, seguida de uma visita à casa dos vigilantes da Reserva Natural. Durante o dia os passageiros terão oportunidade de ouvir diversas informações serão prestadas sobre a História, Geologia, Fauna e Flora das Ilhas Desertas, bem como algumas noções de navegação.

O "Gavião" que pertence à empresa "Gavião - Viagens Turísticas, Lda." encetou um novo ciclo da sua exploração, como recentemente abordámos neste destacável, tendo como "skipper" Miguel Freitas e promotora de vendas Luísa Rodrigues.

Catanho Fernandes

Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:51 AM | Comentários (6)

julho 08, 2006

MERCADO DOS LAVRADORES

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:00 AM | Comentários (4)

julho 07, 2006

Bis Bis - Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal

Um excelente blog, com fotos e indicações úteis sobre a natureza na Madeira.

Bis Bis - Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal


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Publicado por João Carvalho Fernandes em 01:00 PM | Comentários (5)

Amigos do Parque Ecológico comemoram 10º aniversário

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Programa comemorativo inclui um percurso pedestre, várias exposições e um colóquio no próximo dia 11

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A Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal comemora no próximo dia 11 do corrente mês o seu 10º aniversário.

Para assinalar essa data foram programados diversos eventos cujo início terá lugar já amanhã com a realização de um percurso pedestre que tem como principal objectivo proporcionar aos participantes a observação, leitura e interpretação da paisagem natural e humanizada. O percurso terá o seu início na Fonte do Bispo, inclui uma descida até à Levada do Galhano que nasce no leito da Ribeira da Janela, seguindo-se um percurso ao longo da levada até ao sítio dos Lamaceiros, no Porto Moniz.

O percurso, com uma extensão de 19 quilómetros e uma duração estimada de 7 horas, antecede o momento alto das comemorações que, como já referimos, terão lugar no dia 11, terça-feira próxima.

O programa comemorativo do dia 11 inclui um colóquio a realizar no auditório do Museu da Electricidade "Casa da Luz" , denominado "Oásis num deserto de montanha".

O colóquio em causa, cuja participação obriga a uma inscrição prévia, mas gratuita, inicia-se às 14 horas com a entrega de documentação e registo dos participantes, seguindo-se, meia hora depois, a Sessão Oficial de Abertura.

Do programa deste colóquio destaca-se a intervenção do professor catedrático da Universidade de Coimbra e ex-reitor daquela instituição, Fernando Rebelo, subordinada ao tema "O Homem e o Risco (dito) Natural".

Previstas estão também intervenções do vereador do Ambiente da Câmara Municipal do Funchal, Henrique Costa Neves, e de Raimundo Quintal, presidente da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal.

Enquanto o primeiro destes oradores irá falar sobre o "Parque Ecológico do Funchal - passado, o presente e o futuro", já o segundo irá focar a sua intervenção sobre o "Oásis num Deserto de Montanha - o repovoamento vegetal de 6 hectares no Pico do Areeiro".

Para além destas duas iniciativas, o programa comemorativo desta associação inclui ainda a realização de várias exposições no Museu de Electricidade - "Casa da Luz", as quais decorrerão entre os dias 11 e 20 de Julho.

Carla do Vale Lucas, Elisabete Henriques, Eugénio Santos, Nélia Susana e Sónia Dória são os autores que darão corpo a este conjunto de exposições denominado "Essências da Ilha - poesia, pintura e fotografia".

Óscar Branco

Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:05 AM | Comentários (1)

julho 06, 2006

MARINA DE PORTO SANTO

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:37 PM | Comentários (0)

MARINA DA CALHETA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 05:45 PM | Comentários (2)

MARINA DA CALHETA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:30 PM | Comentários (0)

Três centenas de iates no primeiro semestre

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Procura pelas marinas e portos da Região cresceu 22% em relação a igual período do ano passado


No passado mês de Junho, 65 iates aportaram ao Funchal e às marinas e portos de recreio da nossa ilha, o que perfaz um total de 300 os que visitaram na Madeira, no primeiro semestre de 2006.

Os iates visitantes do corrente ano na Madeira, até à presente data, cerca de 300, são significativamente superiores aos 236 que aportaram à nossa ilha em 2005 e ficam bem acima dos 278 registados em igual período de 2004.

O Funchal, com cerca de 180 iates, foi o ancoradouro que recebeu o maior número de visitantes, no primeiro semestre deste ano, com 150 a utilizarem os serviços da marina funchalense, seguindo-se, em número de utilizadores de passagem, a marina Quinta do Lorde, no Caniçal, a cerca de 12 milhas a Leste do Funchal, e o Porto de Recreio da Calheta, a cerca de 14 milhas a Oeste do Funchal.

São na sua quase totalidade estrangeiros, com os franceses em maioria, os iates que visitaram a Madeira, entre Janeiro e Junho do corrente ano.

A marina do Funchal, como é habitual, foi o ancoradouro que recebeu a grande maioria de iates visitantes, seguindo-se a Quinta do Lorde, no Caniçal, Porto de Recreio da Calheta e Porto de Recreio de Machico. A marina do Lugar de Baixo, na Ponta do Sol, nos últimos meses não tem recebido embarcações, devido às obras de recuperação em curso naquele ancoradouro de recreio.

Entre os iates tipo veleiro de maior porte que nos visitaram no primeiro semestre deste ano, conta-se a caravela portuguesa "Boa Esperança", que atracou no cais Sul do Porto do Funchal e no Porto de Recreio da Calheta. No mês passado, o iate de maior porte que utilizou os serviços da marina Quinta do Lorde, no Caniçal, foi o veleiro americano "Keewaydin", com cerca de 30 metros de comprimento.

Com a realização do Campeonato do Mundo de Pesca Grossa Desportiva, em blue marlin (espadim azul), disputado ontem, prova para a qual as águas madeirenses são bastante atractivas, com bons resultados na pesca de blue marlins (espadins azuis), várias lanchas de alto mar estrangeiras, espanholas e americanas navegaram nas últimas semanas até à nossa ilha, utilizando os ancoradouros do Funchal, Caniçal (Quinta do Lorde) e Calheta.

Victor Caires

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:30 AM | Comentários (0)

julho 05, 2006

PORTO SANTO

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:00 PM | Comentários (0)

PORTO SANTO

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:30 AM | Comentários (5)

MADEIRA - Turismo é sector-chave

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

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A actividade turística constitui uma fonte média de receitas da economia madeirense, que é complementada com o sector agrícola e industrial.
O Turismo na Região, ao longo dos anos, tem apresentado índices de desenvolvimento muito positivos. Em 1976, o número de dormidas ascendia a um milhão, havia cerca de 50 hotéis com capacidade para 10 mil camas.
No ano passado, o número de dormidas atingiu os 5,5 milhões. Ao nível de hóspedes entrados, a Direcção Regional de Estatística (DRE) registou no ano transacto 864.870, que foram distribuídos pelos 198 estabelecimentos hoteleiros existentes na Região, totalizando 28.147 camas. A taxa de ocupação fixou-se nos 54,8 por cento. Em 2005, os proveitos totais no sector do turismo situaram-se nos 248 milhões e 846 euros, sendo que nos aposentos esse proveito chegou aos 154 milhões e 804 euros.

Banana é principal produção

No sector agrícola, a produção de banana é a que mais se destaca, apesar de estar a sofrer um decréscimo ao longo dos anos. Em 1998 comercializou-se mais de 28 mil toneladas, em 2004 esse número desceu para os 19.784 toneladas. A Região, no entanto, tem apostado em outras culturas, tais como a anona, que já está certificada, e a castanha que tem como destino final o Centro de Processamento da Castanha no Curral das Freiras. Ao nível das culturas temporárias, em 2004 os agricultores madeirenses, que têm recebido apoios do Governo Regional, produziram 45 mil toneladas de batata e 6 mil de cana-de-açúcar, que vai para os engenhos da Calheta, Ribeiro Seco e Porto da Cruz para ser transformado em mel. Além disso, foram cultivados 6 mil toneladas de tomate e 2.100 de couve, 1.350 toneladas de feijão verde, entre outros. Muitos destes produtos são vendidos nos vários mercados municipais, mas também nos mercados dos agricultores nos Prazeres, Santana, Gaula e mais recentemente nos Canhas. De acordo com o anuário estatístico de 2004 da DRE havia na Madeira 12.437 explorações agrícolas.
Outro importante contributo para a economia regional é a produção de Vinho Madeira. Os últimos números de 2003 indicam que existia oito empresas na indústria do vinho, que empregavam 168 funcionários. Nesse ano, os custos foram de 14.497.505 euros e os proveitos de 17.012.520 euros. A União Europeia continua a ser o principal mercado de exportação de vinho, seguida do nacional e depois para o resto do mundo.

6.711 toneladas de peixe

No que respeita às pescas, Em 2005 foram descarregados no total 6.711 toneladas de peixe, no valor de 11 milhões de euros. O peixe-espada-preto foi o mais descarregado num total de 3.200 toneladas, valendo seis milhões de euros. Ainda nos portos da Madeira, no ano passado, foram descarregados mais de duas mil toneladas de atum e similares, 568 mil toneladas de cavalas, 482 mil de chicharro e 300 mil toneladas de outras espécies. De referir que até Março deste ano, já havia sido descarregado 948.655 toneladas de peixe-espada-preto. No sector da pecuária, no ano passado, foram abatidos mais de quatro mil toneladas de bovinos e suínos. A Madeira conta ainda com indústrias de actividade artesanal, tais como o bordado, o vime e a tapeçaria.
Contribuindo de forma muito positiva para o desenvolvimento económico da Madeira, não pode ser esquecida a actividade desenvolvida pela Zona Franca da Madeira a qual integra as actividades financeira, industrial e comercial e é constituída por um conjunto de incentivos fiscais e financeiros de que podem beneficiar todas as empresas que ali se instalem. Em 2004 foram licenciadas 4.719 entidades, sendo que a maioria são de serviços internacionais.

Publicado por João Carvalho Fernandes em 08:30 AM | Comentários (0)

julho 03, 2006

CANIÇO

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:12 PM | Comentários (0)

julho 02, 2006

BAÍA DO FUNCHAL

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BAÍA DO FUNCHAL AO AMANHECER

Publicado por João Carvalho Fernandes em 06:37 PM | Comentários (0)

junho 30, 2006

Veredas turísticas custam 4 milhões e 435 mil euros

Quebradas/Ribeiro Bonito é o primeiro dos 18 percursos a ficar concluído

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

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Quatro milhões e 435 mil euros é quanto vai custar a recuperação de 18 percursos pedestres recomendados, três dos quais localizados no Porto Santo.

Entre as veredas e levadas a serem beneficiadas, destaca-se o acesso entre o Pico do Gato, no Pico do Areeiro, e o Pico Ruivo, na Achada do Teixeira, cuja recuperação motivou ontem uma visita dos secretários regionais do Ambiente e do Turismo.

No local, Manuel António Correia, responsável pela tutela do Ambiente, vincou a importância das obras que vão permitir melhores condições de circulação, mais segurança e vão potenciar a capacidade de socorro.

«Numa altura em que o Mundo é cada vez mais igual, a competitividade faz-se pela diferença, pela qualidade e pela natureza», referiu o governante, alertando para a necessidade da Região preservar o património natural e cultural como uma mais-valia económica.

No total, são 124 km de veredas e levadas a serem beneficiados, no prazo de um ano. O primeiro percurso a ser concluído liga as Quebradas ao Ribeiro Bonito, em Santana, e fica pronto em Setembro. Segue-se, em Outubro, a ligação entre a Achada do Teixeira e a Ilha.

Orçado em 4 milhões e 435 mil euros, este investimento é financiado em 70% pelo FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. Os restantes 30%, cerca de um milhão e 330 mil euros, são assegurados pela Região.

GOVERNO PEDE ATENÇÃO DOS UTILIZADORES

Apesar do nevoeiro e do frio que se fizeram sentir, ontem, no Pico Ruivo, Manuel António Correia fez questão de visitar "in loco" as obras que decorrem neste percurso.

O secretário regional do Ambiente fez-se acompanhar pelo secretário regional do Turismo, João Carlos Abreu, pelo director regional de Florestas, Rocha da Silva, e pelo líder da Câmara de Santana, Carlos Pereira, numa breve caminha- da por uma das veredas regionais mais procuradas pelos turistas. Para além deste percurso pedestre, a primeira fase das obras de beneficiação das veredas vai também incluir as ligações entre o Ribeiro Frio, os Lamaceiros e a Portela, as Queimadas e o Caldeirão Verde, a Boca da Corrida e a Encumeada e, conforme já foi referido, as Quebradas e o Ribeiro Bonito, assim como a Achada do Teixeira e a Ilha.

Ainda que o plano de segurança dos trabalhos em curso vá permitir manter os percursos abertos, durante o "timing" das intervenções, Manuel António Correia apela aos utilizadores para que se mantenham atentos a eventuais restrições.

Em caso de condicionamento de algumas destas veredas, o anúncio será feito, segundo o governante, com quinze dias de antecedência, através dos serviços da Secretaria do Turismo e das unidades hoteleiras.


Patrícia Gaspar

Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:06 PM | Comentários (0)

PEIXE ESPADA

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PEIXE-ESPADA - MERCADO DOS LAVRADORES - FUNCHAL

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:00 AM | Comentários (1)

junho 29, 2006

30 anos de Autonomia em colecção de 12 livros

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

A colecção foi apresentada no Salão Nobre do Governo Regional, hoje dia 29, com a presença do presidente do Executivo madeirense. Nos 12 volumes, estão representadas as obras efectuadas ao longo de trinta anos de autonomia.

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Nesta quinta-feira, foi apresentada a colecção da obra “30 Anos de Autonomia — Desenvolvimento — Equipamentos e Obras Públicas e Privadas — 1976/2006 Res Non Verba (actos e não palavras)”. Trata-se de uma compilação das principais obras operadas na Madeira desde que se tornou Região Autónoma.
A obra, da responsabilidade do Governo Regional, através da Secretaria Regional dos Recursos Humanos, conta com 12 volumes. Essencialmente, trata-se de uma compilação fotográfica que demonstra o desenvolvimento regional a vários níveis, ao longo de trinta anos. Assim, como refere a nota informativa enviada à nossa redacção, “trata-se de um importante documento para o conhecimento da evolução da Região Autónoma da Madeira ao longo dos últimos 30 anos, com a Autonomia Política”.
O secretário regional dos Recursos Humanos disse ao JM que com este livro “procurou-se constituir um testemunho do trabalho feito ao longo destes anos”. Assim, na colecção estão representadas todas as obras com o cunho do Governo Regional nas várias áreas, e ainda alguns dos investimentos privados de maior importância para a Região.
Como sublinhou Brazão de Castro, a colecção é “um testemunho muito importante para se constatar todo o trabalho que tem sido feito pela Autonomia Regional, em prol desta terra, dos madeirenses e da melhoria das suas condições de vida”.
A apresentação do livro “Res Non Verba (actos e não palavras)”, foi às 12 horas , no Salão Nobre do Governo. O presidente do Executivo madeirense esteve presente neste evento.
Esta edição, que será posta à venda, conta com 1.500 exemplares. Com uma encadernação de qualidade, a colecção conta com uma capa de protecção e de suporte dos 12 volumes.
A elaboração desta obra foi coordenada por João Afonso Almeida, Jorge Luís Pereira e Rui Agostinho Fernandes.

Paula Abreu

Publicado por João Carvalho Fernandes em 07:50 PM | Comentários (0)

Taninha - Digital Photographer

Um blog com excelentes fotografias, de autoria de uma madeirense.

Vale a pena a visita!

Taninha - Digital Photographer

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:00 AM | Comentários (2)

junho 27, 2006

Centenas de pontes e túneis a 13 milhões ao quilómetro

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

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É o maior investimento da história da Madeira. Iniciado em 1989 com a construção da via rápida para a Ribeira Brava e Machico, que se completou no ano 2000, desde então foram construídos 108 quilómetros de vias rápidas e expresso, estando em execução os restantes 27,5 km de uma rede que terá 135,7 km de extensão.

Resultando de um investimento de 1.814,6 milhões de euros, as novas vias da Madeira foram construídas graças a uma opção de engenharia que levou à construção de 135 pontes e viadutos e mais de cem túneis, estruturas que, naturalmente, para além da sua complexidade e elevado custo, têm agora encargos de manutenção exigentes.

A título de curiosidade, a obra mais cara foi, naturalmente, a ligação entre a Ribeira Brava e Machico (600 milhões de euros), embora o túnel da Encumeada tenha sido o mais oneroso, pois custou cerca de 26 milhões de euros por quilómetro (80 milhões), o que, a par da construção do troço Machico/Caniçal (156 milhões), se tornaram nas obras mais caras, por quilómetro.

De entre as obras de arte construídas, destaque-se a ponte dos Socorridos, com o seu vão principal de 106 metros e pilares que atingem os 120 metros de altura, bem como a ponte de João Gomes, com um vão principal de 125 metros e altura de 140 metros, estruturas que integram a via rápida Ribeira Brava/Machico que foi implantada graças à diversidade das soluções estruturais e do significativo número de obras de arte especiais, que no seu conjunto representam cerca de 46% da mesma.

Na via entre Machico e o Caniçal foi construído o maior túnel duplo de Portugal, com 2.100 metros, embora na Região existam túneis com maior comprimento, como é o caso da Encumeada (3.080 metros) e do Faial/Cortado, com 3.167 metros.

Na zona Oeste encontra-se a ponte da Ribeira Funda, com a particularidade de ser a que tem maior vão central (135 metros), uma extensão de 279,5 metros e uma altura a meio vão de 110 metros.

Tal como explicamos na página 7 e demonstramos na infografia que apresentamos nestas páginas, as duas empresas responsáveis pela exploração e manutenção da rede viária estão a trabalhar nos 128 km já prontos, estando por acertar a quem competirá a manutenção dos novos troços em construção, casos da ligação entre os Prazeres e a Ponta do Pargo, bem como entre São Jorge e São Vicente, acerto que fará disparar os encargos.

Jorge Pereira, o administrador-delegado das duas empresas com responsabilidades na exploração e manutenção das vias rápidas e expresso, revela ao jornalista que "a concessão da Vialitoral é cheia de particularidades e especificidades pois trata-se de uma via rápida com 44 km de extensão, dos quais 15 em túnel e sete em ponte ou viaduto, ou seja, apenas 50% é traçado corrente de plena via".

REPARAÇÕES FEITAS A CADA 7 MILHÕES DE VEÍCULOS

Deste modo, "posso dizer que, comprovando-se deficiências de conservação, as grandes reparações do pavimento estão previstas no modelo em função do tráfego, mais precisamente, a cada passagem de 7 milhões de veículos pesados".

Não obstante, destaca ainda o engenheiro, "no âmbito da manutenção corrente do pavimento e/ou de reparações ao abrigo das garantias de boa construção, numerosas intervenções têm tido lugar para assegurar os critérios de bom estado global dos pavimentos medidos por coeficientes de resistência ao deslizamento, regularidade superficial, fissuração e assentamentos.

No modelo da Vialitoral, tal como noutras concessões nacionais, estas grandes reparações são complementadas por acções periódicas de tratamento superficial da camada de desgaste do pavimento, denominadas de "chip seal", previstas a cada 7 anos".

VISTORIAS ANUAIS E A CADA 5 ANOS

Naturalmente que a manutenção de tão elevado número de pontes, túneis e viadutos torna esta concessão um caso singular, com Jorge Pereira a realçar isso mesmo: "As obras de arte (pontes e viadutos) sofrem inspecções de rotina todos os anos e inspecções principais a cada 5 anos. Em função das observações, são programados os trabalhos a fazer que cobrem tudo, começando na estrutura propriamente dita (fendilhamento, assentamentos, etc.) e indo até ao seu equipamento (juntas, aparelhos de apoio, etc.).

Nos túneis, garantimos o funcionamento da iluminação, ventilação, CCTV, equipamento de combate a incêndios, sinalização cruz/seta, painéis de mensagens variáveis, galerias de emergência, etc.. As paredes dos túneis são pintadas quando se justifica, em princípio, uma vez a cada 5 anos".

A nosso pedido, o administrador-delegado da Viaexpresso e Vialitoral realça, no plano dos investimentos, o que foi feito: "Gestão interligada dos túneis do Cortado e da Encumeada, a recuperação praticamente integral dos sistemas de iluminação, do equipamento de controlo da ventilação dos túneis, das guardas metálicas de segurança, a limpeza, incluindo pintura de hasteais, a nova sinalização de ocorrências, as reparações das estruturas de emboquilhamento dos túneis danificadas por "quebradas". Só no troço associado São Vicente-Porto Moniz estão quase permanentemente três pessoas com meios mecânicos a varrer e a limpar o que vai caindo e, como é sabido, de vez em quando são necessários muitos mais.

A muito curto prazo, para além do sistema de controlo e vigilância de que já falámos, começaremos a reparar os pavimentos precisamente pelos troços associados e, até ao final do ano, iniciaremos as obras de construção da sede e do futuro centro de controlo, seguindo-se os centros de assistência e manutenção".

SINISTRALIDADE DIMINUIU

Grande aposta das concessionárias tem sido a segurança viária, preocupação que é expressa num conjunto de indicadores que provam, com evidente satisfação para Jorge Pereira, que a sinistralidade tem vindo a diminuir.

"Em 2005, tivemos 960 acidentes na Vialitoral de que resultaram 135 sinistrados. A sinistralidade é normalmente medida pelo número de sinistrados por cada mil milhões de veículos x km. A sua evolução tem vindo a diminuir, fixando-se em 24,02 em 2005, o mais baixo de sempre, abaixo da generalidade das concessões nacionais".

Um dos dados a ter em conta, também, diz respeito ao número de veículos que circulam por dia na via rápida, com a entrada de dezassete mil através da Ribeira Brava e um número superior a circular entre Santa Cruz e Machico, com ligação ao aeroporto, número que no troço entre Santo António e o Pinheiro Grande, na Cancela, varia entre os quarenta e os 56 mil veículos dia.

Dados a que tivemos acesso dão conta de que, em 2005, a Vialitoral, por exemplo, tinha efectuado o reboque a 4.404 veículos, retirado 98 viaturas abandonadas e detectado 360 veículos parados indevidamente na via.

Resta acrescentar que trabalham com contrato directo com a Vialitoral cerca de 30 pessoas e um pouco menos na Viaexpresso, já que "é filosofia destas a subcontratação, pelo que a maior parte do trabalho resulta de prestações de serviço contratadas externamente, sobretudo na área das obras, patrulhamento e assistência permanente, iluminação, ventilação, limpeza, conservação de verdes, consultorias diversas, etc.", destaca, por fim, Jorge Pereira.


Miguel Torres Cunha

Publicado por João Carvalho Fernandes em 05:01 PM | Comentários (7)

junho 26, 2006

Machico recriou Mercado Medieval

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

Aula de História ao vivo

A iniciativa da Escola Básica e Secundária de Machico arrancou com a chegada de Tristão Vaz Teixeira à baía, após se ter deslocado ao Funchal, onde comprou escravos para o cultivo da cana-de-açúcar. Desembarcou da nau “Santa Maria”, na companhia da esposa, Branca Teixeira. Seguiu-se o cortejo, que envolveu cerca de 300 figurantes, até à Praça do Município, onde decorria o Mercado Medieval. Este evento, de acordo com o presidente da Câmara Municipal de Machico, Emanuel Gomes, poderá ser o primeiro passo de uma iniciativa cultural de grande valia para o concelho. Na opinião da professora Dalila Ornelas, o Mercado Medieval é, sobretudo, «uma aula de História ao vivo».

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João Gonçalves Zarco foi o comandante da expedição que, ao serviço do Infante D. Henrique, “descobriu” o Porto Santo, em 1418, e a Madeira, em 1419. Nesta viagem, fez-se acompanhar por Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo.

Apesar de o Porto Santo ter sido descoberto antes da Madeira, a verdade é que foi esta a primeira das ilhas a ser povoada, isto porque a primeira tentativa de povoar a “ilha dourada” não resultou, devido à aridez do solo.
A responsabilidade de povoar a ilha da Madeira, na capitania de Machico, ficou a cargo de Tristão Vaz Teixeira, com carta de doação de 1440.
Fixou-se em Machico, tendo casado com Branca Teixeira e deixado numerosa descendência, hoje largamente espalhada pelo arquipélago.
Para que os madeirenses, e, sobretudo, a população da cidade de Machico, fique a conhecer melhor um pouco da sua história, a Escola Básica e Secundária de Machico organizou o Mercado Medieval, uma recriação do século XV, tendo como protagonista Tristão Vaz Teixeira (personagem a cargo do professor Pedro Correia).
A iniciativa, que decorreu no passado dia 9, contou com o apoio da Câmara Municipal de Machico, envolvendo professores, alunos, encarregados de educação e funcionários da escola.

O evento arrancou com a chegada do navegador à baía de Machico, após se ter deslocado ao Funchal, onde comprou escravos para o cultivo da cana-de-açúcar. Desembarcou da nau “Santa Maria”, na companhia da esposa, Branca Teixeira (Dalila Ornelas, também docente). Só o “desembarque” envolveu um total de 97 pessoas.
Seguiu-se o cortejo, que contou com cerca de 300 figurantes, até à Praça do Município, onde decorria o Mercado Medieval. Quinze barracas comercializavam produtos como legumes, peixe, carne, fruta, compotas, formas de açúcar, entre outros. Estavam ainda patentes pequenas demonstrações de serviços como o de sapateiro, ferreiro ou oleiro.

Esta iniciativa, organizada pela Escola Básica e Secundária de Machico, com o apoio da autarquia local, foi aplaudida por largas centenas de pessoas.
Segundo a professora Raquel Gonçalves, uma das responsáveis pela organização do evento, esta acção surgiu no âmbito da Área de Projecto, explicando que a ideia era fazer «uma actividade para a comunidade», e, neste contexto, «o professor Alexandre Pacheco pensou numa feira medieval». A responsável salientou à “Olhar”, no dia do espectáculo, que «existem alguns testemunhos que apontam que realmente tenha acontecido um mercado no Largo da igreja matriz de Machico», espaço que actualmente acolhe a estátua de Tristão Vaz Teixeira.
Quanto à recriação do desembarque, Raquel Gonçalves lembrou que Tristão, «mais conhecido por Tristão das Damas», fazia inúmeras viagens à capitania do Funchal, onde tratava de negócios, nomeadamente da compra de escravos para a cultura da cana-de-açúcar.

De referir que também a elaboração dos trajes ficou a cargo dos professores da escola, que «foram incansáveis» para dar vida a este projecto.
Pedro Correia, que interpretou o papel do colonizador, considerou que o Mercado Medieval «é uma excelente ideia», salientando que «Tristão Vaz Teixeira fez muita coisa boa pela capitania de Machico e merece ser recordado».
Na opinião de Dalila Ornelas, esta iniciativa é «uma aula de estudo ao vivo», porque, para além de “repor” alguns factos históricos, serve também de incentivo para que as pessoas e, sobretudo os alunos, se interessem mais pela história de Machico.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Machico, Emanuel Gomes, considerou a iniciativa brilhante, anunciando que a edilidade está disponível para apoiar a continuidade deste projecto.
«Se houver garantia de que o evento mantém esta qualidade e este nível de participação, julgo que temos aqui um cartaz com muito valor», disse o autarca, acrescentando que tudo fará para que este seja «o primeiro passo de uma iniciativa cultural de muita valia».
Refira-se que a iniciativa da Escola Básica e Secundária de Machico não só atraiu a curiosidade da população local como também de muitos turistas, que registaram os momentos históricos.

Odília Gouveia

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:41 AM | Comentários (1)

junho 23, 2006

MADEIRA BALLOONVISION

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Grupos de até 30 pessoas voando a uma altitude de 150 metros, para 15 minutos de voo

Mais informações em Madeira Balloon

Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:31 PM | Comentários (4)

PISCINAS PORTO MONIZ

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:19 AM | Comentários (3)

junho 21, 2006

Museu Etnográfico da Madeira celebra 10.º aniversário

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

Quotidiano dos tempos idos “vive” na Ribeira Brava

No Museu Etnográfico, na Ribeira Brava, os mais novos podem aprender como eram os tempos árduos dos nossos avós e bisavós, nos trabalhos agrícolas, por exemplo. Podem visitar o passado, olhando com respeito e admiração para as diversas peças e utensílios rudimentares que vivem nas salas de um edifício que, em tempos idos, foi uma casa solarenga (no século XVIII) e depois foi convertido numa unidade industrial, com um engenho de cana-de-açúcar (século XIX).
Ali, os mais velhos podem recordar o que muitos viveram há alguns anos atrás e reconhecer, nos utensílios, “a culpa” pelas linhas ásperas gravadas nas suas mãos por, eles próprios, terem desempenhado alguns dos ofícios ali representados.

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A 15 de Junho de 1996 nascia o Museu Etnográfico da Madeira, um espaço que reúne e preserva as tradições do povo madeirense que se foram perdendo nos meandros do tempo, no caminhar do desenvolvimento ou entre uma e outra geração. Ali, na Ribeira Brava, os mais novos podem aprender como eram os tempos árduos dos nossos avós e bisavós, nos trabalhos agrícolas, por exemplo. Podem visitar o passado, olhando com respeito e admiração para as diversas peças e utensílios rudimentares que vivem nas salas de um edifício que, em tempos idos, foi uma casa solarenga (no século XVIII) e depois foi convertido numa unidade industrial, com um engenho de cana-de-açúcar (século XIX). Ou seja, a própria estrutura “fala” por si, sendo um testemunho da arquitectura e do património industrial madeirense.
Como dizíamos, os novos podem aprender muito. Mas os mais velhos podem recordar o que muitos viveram há alguns anos atrás e reconhecer, nos utensílios, “a culpa” pelas linhas ásperas gravadas nas suas mãos por, eles próprios, terem desempenhado alguns dos ofícios ali representados.
Os tempos idos já lá vão, mas as memórias continuam bem guardadas no museu, para que não nos esquecemos quem fomos.
Como nos refere Lídia Goes Ferreira, directora do museu, dentro do público em geral, os idosos gostam especialmente de visitar o espaço, “porque conta a sua história, a história de todos nós mas que, no caso deles, é também uma forma de relembrarem o quotidiano dos tempos antigos”. Os mais novos, por sua vez, têm a oportunidade de conhecer como foi o passado dos pais e dos avós. Há evidentemente, esse interesse acrescentado atendendo ao tipo de colecções que temos no Museu”.

5.329 visitantes de Janeiro a Maio

Este ano, de Janeiro a Maio, o Museu registou a entrada de 5.329 visitantes. Desse número, 4.267 foram visitas orientadas pelos serviços educativos. O facto da maioria das pessoas que visitaram o museu ter sido acompanhada pelos serviços educativos “é excelente”, acrescenta a responsável. Isso porque “vem servir um dos nossos objectivos principais, que é o de trabalhar com e para a comunidade, o que inclui jovens, idosos e vários tipos de público”. Em relação aos restantes visitantes do total de 5.329, referem-se a entradas individuais de turistas e madeirenses, apontou ainda.
Do ponto de vista de Lídia Goes Ferreira, os jovens estão mais receptivos às unidades museológicas. “No nosso caso concreto, sentimos que há mais jovens a nos visitar e, inclusivamente, trabalham activamente com o museu nas actividades que desenvolvemos. Notamos que eles gostam muito não só do nosso acervo e das exposições, mas também das nossas actividades. Penso que este tipo de público é cativado através de iniciativas específicas para o chamar mais ao museu. É isso que os Serviços Educativos têm feito ao longo do tempo e tem resultado sem dúvida alguma”. Este serviço do museu acaba por ser “um mediador entre o público e o significado daquilo que é exposto”, tentando proporcionar aos visitantes, especialmente os mais novos, “uma leitura adequada e frutífera da informação que se pretende transmitir”.
Da parte dos utentes em geral, os comentários ao exposto têm sido positivos. “Temos fichas de avaliação e um livro de honra onde as pessoas deixam a sua impressão sobre o museu. Até agora, temos tido as melhores observações em relação ao Museu”, revela.
Mostrar aos visitantes um ofício ao vivo é um atractivo deste espaço museológico. Maria da Conceição Pereira trabalha no Museu Etnográfico desde o dia da abertura. É tecelã. Faz tapetes, cobertas, colchas finas com lã e cortinados com linho. Quem visita a unidade museológica não fica indiferente ao funcionamento do tear. As pessoas costumam parar à volta do instrumento rudimentar e observar Maria da Conceição Pereira enquanto esta tece.

Trabalhar no museu é gratificante

A trabalhar no Museu Etnográfico desde a sua abertura, Lídia Goes Ferreira diz que o projecto tem sido aliciante e gratificante. “Sou antropóloga e nem toda a gente tem a felicidade de trabalhar na sua área, porque há um mercado de emprego muito restrito. Isso acontece em parte porque não se conhece as potencialidades deste ramo das Ciências Sociais e, portanto, para mim é um privilégio trabalhar naquilo que eu me formei e naquilo que eu gosto”, salienta. Em relação à sua experiência à frente do museu, diz que é “muito gratificante poder dirigir esta instituição atendendo a que é a única unidade museológica oficial que existe na Região, com esta vocação”.
O balanço que faz a esta primeira década é bastante positivo, sublinha. “A comunidade tem correspondido cada vez mais, ao contrário do que acontece em certas instituições em que há um grande impacto no primeiro, segundo ou terceiro ano e, depois, uma vez que as pessoas já conhecem a exposição permanente, as visitas diminuem. Até agora, isso não tem acontecido com o Museu Etnográfico. Felizmente, o público — e principalmente os madeirenses — continua a visitar o Museu e a participar nas nossas actividades”, enalteceu ainda.
Esta unidade museológica recebe apoios financeiros, logísticos e técnicos, e um grande incentivo por parte da Secretaria Regional do Turismo e Cultura e da Direcção Regional dos Assuntos Culturais, que tutelam a instituição. Para além disso, “pode até haver poucos recursos humanos ou financeiros, mas desde que haja boa-vontade e essencialmente que se goste daquilo que se faz, consegue-se desenvolver sempre actividades. Por exemplo, as comemorações deste aniversário devem-se a uma grande boa-vontade por parte dos grupos e elementos que vão colaborar nas iniciativas e ao apoio da Câmara Municipal da Ribeira Brava”, destaca.
De referir que o programa comemorativo do 10.º aniversário aposta na música tradicional, no que se refere à apresentação e fabricação dos instrumentos musicais tradicionais e com dez espectáculos musicais, sob o título de “Dez Anos, Dez Espectáculos”, como foi divulgado na edição do JM, da passada quinta-feira.

Moradia, indústria e museu

Uma casa é muito mais que uma simples construção. Abriga pessoas, famílias, peças criadas pelo homem. A própria estrutura física guarda na sua construção a história. É isso que acontece com o Museu Etnográfico da Madeira, um edifício que se começou a contar no início do séc. XVII, altura em que era da pertença do Convento de Santa Clara do Funchal. Era uma casa térrea na antiga Rua da Bagaceira. Foi adquirida por Luís Gonçalves da Silva, capitão das ordenanças da Ribeira Brava, que casou em 1682 com D. Antónia Meneses. A casa foi ampliada, tendo crescido um piso e, na ilharga sul do prédio, o proprietário mandou edificar em1710, uma capela dedicada ao patriarca São José, onde viria a ser sepultado. “Ainda podemos observar, embora modificado, implantado no edifício onde se instala o Museu Etnográfico, o portal da referida ermida”, escreve Jorge Valdemar Guerra, no historial do museu.
“Luís Gonçalves da Silva e a sua mulher, por disposição testamentária, efectuada em 1716, instituíram um vínculo perpétuo imposto na casa onde residiam, em diversas fazendas e na própria capela de São José, o qual seria somente abolido em 1860. Em 1853, José Maria Barreto, último administrador do vínculo de São José, converteu o arruinado solar numa unidade industrial, tendo para o efeito constituído uma sociedade com Jorge Oliveira. Foi então ali montado um engenho de moer cana-de-açúcar, de tracção animal e um alambique de destilação de aguardente. Em 1862, a sociedade fabril, com um novo sócio, o Pe. António de Macedo Correia e Freitas, passou a utilizar energia hidráulica, instalando-se nesse ano, uma roda motriz de madeira, servida por uma levada e um engenho de moer cana com três cilindros de ferro horizontais. Em 1868, funcionavam naquela fábrica dois moinhos de cereais”.
Jorge Valdemar Guerra escreve ainda que ao longo dos anos, foram ocorrendo sucessivas transacções das quotas da empresa e, finalmente, em 1974, os herdeiros de João Romão Teixeira, proprietários do edifício, venderam-no à Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal”. Anos mais tarde, o Governo Regional decidiu instalar no antigo engenho o Museu Etnográfico da Madeira, projectado pelo arquitecto João Francisco Caires, que teve a sensibilidade de preservar testemunhos da história do edifício, como é o caso da máquina de moer cana.

Paula Abreu


Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:53 AM | Comentários (5)

PONTA GORDA

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COMPLEXO BALNEAR DA PONTA GORDA - FUNCHAL

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:04 AM | Comentários (10)

junho 19, 2006

FLOR

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:02 AM | Comentários (2)

CLUBE NAVAL - FUNCHAL

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:40 AM | Comentários (1)

junho 18, 2006

12 anos que mudaram o Funchal

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Fernão de Ornelas assumiu a presidência da Câmara do Funchal a 14 de Janeiro de 1935. À frente dos destinos da autarquia durante cerca de doze anos, foi responsável pelo grande plano de urbanização da cidade que viria a transformar a capital madeirense, conferindo-lhe modernidade.

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"A obra de Fernão de Ornelas na Presidência da Câmara Municipal do Funchal 1935-1946" é precisamente o título de uma tese de mestrado apresentada este ano na Universidade da Madeira pelo investigador Agostinho Lopes e que contou com a orientação do professor Rui Carita.

Fernão de Ornelas, formado em Direito, considerado um dos melhores quadros intelectuais da ilha, nasceu em 1908, na freguesia de São Pedro. «Ainda durante o curso chamou a atenção pelas capacidades e pelas suas notas», diz o investigador.

Em 1934 regressa à Madeira e, no ano seguinte, Salazar nomeia-o presidente da Câmara do Funchal. Para a escolha terá contribuído, segundo Agostinho Lopes, a influência de figuras como Avelino Quirino de Jesus e o coronel José Vicente de Freitas, que tinha sido governador da Madeira em 1915 e desempenhou funções de chefe do Governo e de ministro do Interior.

A nomeação surge após um período conturbado na governação camarária que pôs fim à liderança de Juvenal Raimundo de Vasconcelos. Luís da Rocha Machado, que o substitui, não consegue manter-se no cargo. A sua equipa demite-se 56 dias depois, deixando um conjunto de recomendações aos vindouros

A Câmara atravessava graves dificuldades financeiras, desvio de fundos, ao ponto de serem vendidos prédios para fazer face à falência. Apesar da comparticipação do Estado para obras de utilidade pública, a situação agudizava-se. «Eram necessários todos os recursos para resolver os problemas, ao ponto de se falar na venda do camarote do teatro. Não se conseguia encontrar uma solução para equilibrar as contas do município».

Para perceber a entrada de Fernão de Ornelas é necessário perceber o contexto em que ocorre, acrescenta Agostinho Lopes. Conforme explica, nos anos que antecedem a sua presidência, a Madeira apresenta dificuldades. Vivem-se situações de crise, frequentemente noticiadas nos jornais regionais. A fome e a dependência do exterior vão gerando descontentamento, insatisfação, numa altura em que os sentimentos autonomistas ganham alguma força, não só na ilha, mas também nos Açores.

As caricaturas publicadas no jornal humorístico "Re-Nhau-Nhau" ilustram as desigualdades sociais que existiam. «É um período conturbado da História nacional, que atravessa os últimos anos da monarquia, a implantação da República, a ditadura militar e a afirmação do Estado Novo», recorda.

No início do século, anos 20/30, o Funchal era ainda rural. «Como cidade apresentava algumas lacunas. Por exemplo, na Ribeira de Santa Luzia, junto à Câmara, ainda era possível observar galinhas que eram levadas em selhas pela manhã e ali passavam o dia. A zona mais citadina ficava compreendida entre Santa Maria Maior, Câmara Municipal e o cais. Não existiam grandes avenidas que permitissem a circulação entre os vários pontos da ilha», salienta.

Em 1935, coincidindo com a nomeação de Fernão de Ornelas, são substituídos em bloco os principais líderes dos organismos locais. Para a Junta Geral é nomeado João Abel de Freitas.

«Nessa altura João Abel de Freitas e Fernão Ornelas trocam informações com o objectivo de tentar resolver os problemas sentidos pela população. No "Ofício-memorandum" - que constitui uma resposta da Câmara a uma carta da Junta Geral - apontam-se as principais necessidades que a ilha atravessava. Considera-se fundamental resolver as dificuldades económicas e afirma-se a necessidade de reforço financeiro. Fernão de Ornelas chega à Câmara com um conjunto de ideias sólidas que, apoiadas por outros dirigentes políticos, parecem querer de imediato ganhar forma», explica Agostinho Lopes.

Fernão de Ornelas conhece naturalmente a proposta de alteração da cidade apresentada por Ventura Terra. Este arquitecto, que caracterizou a moderna arquitectura portuguesa, tinha projectado um Funchal com largas avenidas e praças, que atendia ao seu crescimento e a um futuro ligado ao turismo.

No referido memorando são estabelecidos doze pontos, as principais medidas que urge implementar. Considera-se necessário instalar convenientemente os vários serviços municipais para que funcionem correctamente. O calcetamento das ruas, a instalação de esgotos, a construção de fontanários, um mercado, um matadouro, bairros económicos e escolas são propostas então enunciadas.

Entre 1935/38 foram construídos cerca de 50 fontanários e estavam previstos outros 20. As ruas do Funchal encontravam-se em mau estado, com terra e lama, impróprias para a circulação de pessoas e de uma cidade turística. O calcetamento foi de imediato iniciado. Fernão de Ornelas previu que os trabalhos decorressem ao longo de seis anos e estipulou um plano que foi cumprido.

Atendendo à quantidade de ruas abertas e aos alargamentos efectuados, não havia paralelepípedos suficientes e foi necessário trazê-los do continente. Posteriormente, para fazer face a este problema, mandou abrir uma pedreira em Câmara de Lobos.

«Aos poucos o Funchal foi apresentando um novo aspecto. O "Re-Nhau-Nhau" satirizava. Na tomada de posse de Fernão de Ornelas o jornal apresentava-o de triciclo, mais tarde de motociclo e depois de avião...»

Atendendo a que as obras condicionavam temporariamente a circulação, planificou os chamados "roteiros turísticos" para que «os turistas não passassem nas ruas "menos aconselháveis" e ficassem com uma boa imagem» da cidade.

O lançamento de esgotos surge em força. Planifica-se um mercado de frutas, flores e peixe.

Foram efectuados estudos para saber qual a melhor localização, salvaguardando a higiene pública «que na altura era uma fonte de preocupação. A construção do Mercado dos Lavradores e do matadouro foi decidida na mesma reunião camarária e foram inaugurados no mesmo dia».

Inicia-se um plano de grandes construções escolares para o Ensino Primário e até o actual Liceu, numa altura em que as escolas funcionavam em casas arrendadas, muitas vezes sem condições para a prática lectiva.

A Escola Salazar, situada no Ilhéus, é deste período e vai constituir o estabelecimento modelo. Em simultâneo, assiste-se também à construção de bairros económicos como Santa Maria Maior, Madalenas, São Gonçalo, Ajuda, São Martinho, Louros e a urbanização dos Ilhéus.

A Câmara publica várias posturas para regulamentar diversos sectores. No âmbito da higiene pública, proíbe cuspir no chão, manda pintar as casas a uma só cor, disciplina a circulação de animais no centro do Funchal e o transporte de canas que deixavam as ruas num estado lastimável.

«Surgem regulamentações em todas as áreas - com o objectivo de organizar os vários sectores do município - e quem não as cumprisse sujeitava-se ao pagamento de multas», destaca o investigador.

É deste período a construção da Praça do Município tal como a conhecemos hoje. O projecto é do arquitecto urbanista Faria da Costa, que trabalha com Fernão de Ornelas e é responsável por um conjunto de grandes obras no Funchal.

«Ali existia o Liceu e vários edifícios, incluindo o Palácio Torre Bela. Alguns foram alterados e outros deitados abaixo, para a construção de uma das ruas». Raul Lino é outro dos arquitectos portugueses que intervém na cidade. Foi o responsável pelo projecto da fonte ali edificada.

A Praça do Município transforma-se segundo os ideais de desenvolvimento da época, obedecendo a um plano de construção de uma cidade mais moderna, mais aberta, com uma nova funcionalidade, organizada, também ao jeito do Estado Novo.

Foi durante a gestão de Fernão de Ornelas que foram trasladados os corpos do antigo Cemitério das Angústias para o de São Martinho. A zona que integrava as quintas Bianchi, Pavão, Angústias foi também transformada e decorreram as negociações e os projectos para a construção do Parque de Santa Catarina.

«São projectadas, e em alguns casos edificadas, obras como centros de saúde, a cadeia, o Aquário do Museu Municipal, o edifício do Banco de Portugal, o Casino da Madeira, a Avenida do Mar e do Infante. São feitos grandes investimentos no montado do Pisão e do Barreiro, procede-se à distribuição de luz eléctrica, à instalação de cabos telefónicos e de sinalização luminosa, à organização do comércio e da indústria e à edição de publicações literárias».

A Avenida do Mar e a do Infante são fundamentais para a abertura da cidade. «Para permitir circular facilmente surgem largas avenidas com passeios de ambos os lados, dando a ideia de maior urbanidade».

Foram muitas as obras realizadas durante os 12 anos da presidência deste autarca. Algumas foram concluídas após o seu mandato, como a Rua dos Mercadores (actual Fernão de Ornelas), que dava acesso ao novo mercado.

Em Janeiro de 1935, Fernão de Ornelas encontrou uma câmara falida. Numa primeira fase havia que pagar as dívidas que atingiam um valor considerável. Depois, era imperioso gerar receitas para que o plano que projectara para a cidade avançasse.

No sentido de angariar receitas foram tomadas várias medidas. «Recorreu a empréstimos bancários e cobrou impostos criteriosamente.

Por exemplo, a Fábrica Hinton, que não pagava o imposto camarário há vários anos, foi obrigada a pagar 1000 contos, em 1936. Todos os que desempenhavam uma actividade comercial ou industrial estavam sujeitos a impostos, desde a vendedeira, ao leiteiro, à Fábrica Hinton. Foi uma gestão criteriosa dos recursos da Câmara que conseguiu ir buscar, a todos os escalões, um conjunto de pagamentos. A determinada altura o "Re-Nhau-Nhau" escreve em jeito de brincadeira: «pagar sim, mas devagar...»

As mudanças implementadas não foram pacíficas. As obras na cidade implicavam derrubar, cortar edifícios, esquecer interesses particulares. Algumas expropriações foram amigáveis, como, por exemplo, as da zona do mercado, mas muitas outras foram executadas por via judicial, o que gerou divergências.

«A determinada altura o somatório dessas situações de contestação deixa de ser pontual para partir de grupos organizados e aumentar as forças de reacção. Mexer com hábitos, ideias instituídas, interesses de privados não foi tarefa fácil».

Conforme refere Agostinho Lopes, «podemos dizer que era uma utopia de construção, de uma cidade moderna, que se radicava na luta entre antigos e modernos. A modernização que era preciso fazer - tentando não chocar com os interesses de uns, e fazendo com que as reacções não impedissem o progresso - era difícil de conseguir».

A situação é evidente em 1945, aquando da saída de um dos vereadores, por razões pessoais. Na sua carta de despedida admite que a administração de Fernão de Ornelas luta com dificuldades de vária ordem e com «uma campanha surda e inconcebível, sendo tanto mais para lamentar quando ela parte de indivíduos que deviam servir a mesma causa nacional», cita o investigador.

«Esta carta clarifica o que está implícito ao longo da consulta de todas as actas da câmara durante a sua governação. É uma prova fundamental que Fernão Ornelas recebe apoio pelo que faz, mas também contestação. As expropriações são um problema e vão levar a divergências e à sua saída».

Ao longo do mandato surgem dificuldades entre a Câmara Municipal e outras instituições que tutelavam áreas onde a autarquia pretendia intervir, nomeadamente com a Junta dos Portos. Os desentendimentos motivaram a intervenção do governador civil e, na perspectiva de Agostinho Lopes, podem constituir mais uma das razões que levam à destituição de Fernão de Ornelas.

Em 1946, por parte do Tribunal de Contas, surge também uma reacção inesperada, ao decidir repetir a inspecção às contas da câmara relativas a 1944. Colocou-as em causa, quando já tinham sido aprovadas e merecido elogios.

«Não sei se é completamente inocente. A inspecção veio aumentar a agitação, a instabilidade e fazer com que fossem levantadas mais questões sobre a gestão camarária».

Ainda em 1946, um grupo de apoiantes do presidente considerou que Fernão de Ornelas merecia um jantar de homenagem pelo seu trabalho em prol da transformação do Funchal. A iniciativa, que teve lugar a 5 de Outubro, no Hotel Savoy, acabou por se transformar na gota de água que levaria à sua demissão. A presença, ou não, do governador no jantar transformou-se numa questão política.

Nomeado em 1946, para mais um mandato de quatro anos, Fernão de Ornelas, na sequência dos desentendimentos com o governador, recebe uma carta de Daniel Vieira Barbosa que prepara o caminho para a sua saída: «Não é fácil para mim, senhor presidente da Câmara do Funchal, distinguir a dignidade da minha pessoa da dignidade das funções que estou investido e sendo assim, compreende Vossa Excia, dispenso a sua colaboração. De facto e pelo que me diz respeito não pretenderia manter num lugar de confiança uma pessoa que deixou de ma merecer», escreve o governador.

Fernão de Ornelas não assume a sua demissão. Numa reunião extraordinária responde: «…nada, absolutamente nada, me pode levar em consciência a pedir a demissão. Entretanto disponho tudo para entregar quando Vossa Excelência o determine as funções de presidente da Câmara do Funchal».

Na sequência dos acontecimentos, a vereação considerou que não havia condições para continuar e solidarizando-se com o seu presidente solicitou ao governador, em acto contínuo, que desse por terminado o seu mandato.

Óscar Baltazar Gonçalves foi quem sucedeu a Fernão de Ornelas, a 8 de Maio de 1947. Coube ao Professor João Rafael Basto Machado, vice de Fernão de Ornelas, assegurar as funções até à tomada de posse.

Teresa Florença

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:45 AM | Comentários (0)

junho 16, 2006

“Madeira Natura” cativa

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

Até domingo, o Jardim Municipal do Funchal transformou-se num espaço de meditação e da realização de iniciativas com vista a hábitos de vida saudáveis. 14 “stands” mostram as suas sugestões.

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O Jardim Municipal do Funchal recebe, desde ontem e até domingo, a II Feira Madeira Natura, organizada pelo Centro de Yoga e Meditação Ananda Marga. No âmbito desta iniciativa, e como explicou David Aveiro, da organização, decorreram no dia de ontem aulas de yoga, uma palestra sobre “Energia e Conforto em Edifícios: Soluções Sustentáveis”, com Filipe Oliveira, e ainda outra conferência sobre “Alimentação Vegetariana Para Bebés e Crianças”, por Tânia Adão, da Ananda Marga. Entre outras acções, decorreu ainda uma peça de teatro, “O Planeta dos 3 R's”, com o GRUTCAPE.
David Aveiro salientou que o objectivo foi o de criar um programa com várias actividades relacionadas com os quatro vectores principais da feira, nomeadamente alimentação vegetariana, terapias alternativas, agricultura biológica ou educação ambiental e estilo de vida holístico.
O voluntário salientou que, no ano passado, a aceitação à feira foi bastante positiva, por parte da população em geral. Este ano, espera-se uma procura maior. “Começa a haver um despertar”. No seu entendimento, os madeirenses estão cada vez mais conscientes da importância de um estilo de vida saudável, daí que procurem alternativas aos seus hábitos. A propósito, uma das preocupações da organização foi ter um espaço para refeições vegetarianas. Ao todo, 14 “stands” ocuparam o Jardim para mostrar aos madeirenses e visitantes formas de viver mais saudáveis.
Em síntese, até domingo, o Jardim Municipal acolhe diversas iniciativas como palestras, aulas de yoga, actividades para os mais pequenos, ateliers com reutilização de materiais usados, demonstrações de karaté e dança do ventre.


Paula Abreu

Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:01 AM | Comentários (3)

junho 15, 2006

VENDEDORAS DE FLORES - FUNCHAL

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:59 PM | Comentários (1)

junho 12, 2006

MONTE: Carreiros com instalações e percursos mais curtos

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

A Secretaria Regional do Turismo espera lançar ainda este ano o concurso para adjudicação da obra da estação de apoio aos carreiros do Monte. A garantia foi dada na última semana, ao DIÁRIO, pelo director regional do Turismo, Dinarte Camacho.

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Integrada na iniciativa denominada por "Revitalização Turística do Núcleo Histórico da Freguesia do Monte", a "Central de Apoio aos Carreiros do Monte" deverá localizar-se, de acordo com o presidente da Junta de Freguesia local, José Rodrigues, nas imediações do Caminho de Ferro, abaixo dos reservatórios de água, e vai acolher um café-esplanada, uma praça de táxis e espaços destinados ao estacionamento de autocarros.

Com este investimento orçado em cerca de 400 mil euros, o Governo Regional pretende acabar com o caos no percurso junto ao Livramento. A estratégia agrada à oposição, cujas críticas se centram apenas na «demora em avançar» com o projecto.

«Este é um assunto que tem de ser visto com urgência. Aquilo mais parece um mercado de Terceiro Mundo. Há certas praças marroquinas com melhor impacto visual», critica Gabriel Oliveira, membro da Assembleia de Freguesia do Monte, queixando-se da confusão causada pela forma desordenada com que estacionam os autocarros e os táxis, na zona do Livramento.

CARREIROS ENCURTAM PERCURSO MAS MANTÊM OS PREÇOS

Bastante satisfeitos com o projecto para a construção da central de apoio, os carreiros do Monte temem agora que o encurtamento do percurso possa desmotivar os turistas.

Norberto Gouveia, responsável pela gestão deste negócio, adianta que vai manter o preço das viagens em 12,5 euros, embora o «passeio» vá encurtar dos 2 Km para menos de 1,5 Km.

Actualmente, os carreiros dispõem de 87 carros de cesto em serviço, mas o facto de não terem um local de recolha obriga a uma manutenção frequente - custos que vão ser reduzidos com a construção da central de apoio.

«Os carros ficam à chuva e isso desgasta muito. Com as novas instalações, o conforto será maior para todos», refere Norberto Gouveia.

A mesma opinião têm os profissionais deste sector. Para José Mendonça, por exemplo, as novas instalações vão por fim «à confusão do Livramento» e assegurar mais segurança aos turistas.

«É mais seguro e dá outra imagem ao sector», declara o carreiro para quem o investimento traduz, finalmente, o interesse das entidades competentes por uma tradição «única do Monte».

Patrícia Gaspar

Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:51 PM | Comentários (3)

junho 09, 2006

REID'S PALACE HOTEL

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 02:52 AM | Comentários (1)

junho 06, 2006

Novos desafios para o "velho" Dodge

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

O velho Dodge Brothers de 20 lugares que em outros tempos fazia viagens entre o Funchal e Câmara de Lobos, e também a carreira dos Barreiros, regressou à estrada.

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Hoje, com 73 anos, totalmente reconstruído, rivaliza com os mais recentes modelos, não pela velocidade que possa atingir, mas pelo seu estilo inconfundível. Causa sensação por onde passa. Um passeio até ao Porto do Funchal para a reportagem fotográfica, confirma a atracção e a curiosidade que suscita a quem o vê.

A paixão por carros antigos levou João Menezes a apostar na sua recuperação, apesar de admitir que comprar um autocarro há 30 anos era «uma maluquice, mas até achei piada...»

A atitude salvou a velha máquina - que já não respondia às novas exigências do quotidiano - da sucata ou do fundo do mar, como acontecia na altura. A I Guerra Mundial trouxe mudanças. Os autocarros a gasolina foram abandonados, suplantados pelos veículos movidos a gasóleo.

O pesado de passageiros deixou de fazer viagens há mais de 40 anos. Pertenceu, em primeira mão, à Companhia de Autocarros de Câmara de Lobos, mas «deve ter estado ao serviço durante pouco tempo». Depois, passou a integrar a empresa Rodoeste, «mas nunca chegou a circular por esta companhia», conta o actual proprietário.

O destino que se seguiu foi o armazém da Rodoeste no Ribeiro Seco, (ex-Vespas), onde permaneceu durante muitos anos até que em 1974 o transferiram para a garagem daquela empresa, no Campo da Barca, com o objectivo de ser abatido.

«Passava muitas vezes por ali e via-o. Era o mais antigo entre os que ali estavam e gostei. Um dos sócios da companhia era meu vizinho e soube que o carro ia ser desmantelado». Foi quando decidiu comprá-lo por 20 contos.

João Menezes recorda que desde o primeiro dia pensou em recuperá-lo.

O automóvel foi fabricado nos Estados Unidos pela Dodge Brothers Motor Vehicle Company, uma empresa constituída em 1914 por John Dodge e Horace Dodge, cuja reputação assentou na construção de veículos com durabilidade, e que em 1928 integrou a Chrysler Corporation.

«Só os chassis, o motor, ou seja a mecânica, pertenciam à Dodge. A carroçaria era feita na Madeira pois as empresas de transporte que existiam na ilha tinham os seus carroçadores», explica João Menezes.

Na reconstrução da actual carroçaria, toda em madeira, trabalhou RuiVieira, bate-chapas e ex- ajudante de antigos carroçadores. Os trabalhos decorreram durante os fins de semana e à noite e prolongaram-se por cinco anos.

Quanto à mecânica, a maioria das peças necessárias foram mandadas fazer no Norte de Portugal. O processo não foi fácil. O motor esteve na oficina Leacok para reparações, atravessou o período de encerramento daquela empresa, e perderam-se peças. «Comprei um camião em Espanha para aproveitar algum material», acrescenta.

O trabalho de montagem foi da responsabilidade do eng. Alfredo Pereira e do Nelson Rodrigues. Os acertos finais foram efectuados na empresa Horários do Funchal, sob a orientação do mestre Miguel Teixeira.

Hoje, o pesado de passageiros, com a matrícula MA-16-94 conserva as cores da companhia de Câmara de Lobos.

João Menezes é também proprietário de outros carros antigos, nomeadamente de uma Mercedes 319, de 20 lugares.

No momento, conforme adianta, «a ideia é recuperar algo do investimento que tem sido feito». Nesse sentido está a criar uma empresa de animação turística e pretende utilizar o pequeno autocarro para fazer alguns percursos turísticos duas ou três vezes por semana. Uma das hipóteses é fazer um circuito entre a Pontinha e Câmara de Lobos, destinado aos turistas dos cruzeiros. «Vamos ver se resulta. A recuperação do Dodge Brothers é também a prova que um carro com mais de 70 anos, a andar ao lado de carros novos, vale a pena».

Teresa Florença (texto) / Agostinho Spínola (fotografia) « Voltar




Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:04 AM | Comentários (9)

junho 05, 2006

TIVOLI OCEAN PARK HOTEL

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:00 AM | Comentários (1)

junho 04, 2006

Secretaria do Ambiente cria percursos de bicicleta nas serras

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Portela Paul da Serra e Fonte do Bispo são alguns dos locais que os madeirenses e turistas podem percorrer a pedal

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Os madeirenses e turistas que sempre ambicionaram andar de bicicleta nas serras da Madeira, em breve, vão ter essa oportunidade. A Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais vai "abrir", no decorrer deste Verão, alguns itinerários para serem percorridos de bicicleta.

À margem da visita efectuada ontem ao Pico Escalvado, Manuel António Correia avançou, ao DIÁRIO, a localização de três desses percursos: um vai ficar na zona da Portela, outro no Paul da Serra e, por fim, um na Fonte do Bispo.

Por forma a avaliar as condições em que se encontram estes percursos, o secretário testou o da Fonte do Bispo. Após ter percorrido a pedal o itinerário, Manuel António Correia aproveitou para sugerir algumas modificações ao nível da sinalética e da recolha selectiva do lixo.

No início de cada percurso vai ser colocado um ecoponto, assim como outras informações, a dar conta de vários pormenores, como a localização exacta do local onde o ciclista se situa.

Os painéis vão conter ainda informações sobre as características do terreno onde o ciclista está a pedalar.

Apesar de alguns destes itinerários estarem já criados, sendo oficialmente apresentados ainda este Verão, a ideia é dotar as serras da Madeira com outros percursos específicos, dispostos de forma ordeira.

Manuel António Correia alertou, no entanto, que estes caminhos «devem ser feitos nos sítios adequados e de forma a não prejudicarem a natureza».

A Secretaria pretende, assim, criar «alguns espaços alternativos» em toda a Região que possam ser utilizados não só pelos madeirenses, mas também pelos turistas que nos visitam.

Em declarações ao DIÁRIO, o titular regional da pasta do Ambiente e Recursos Naturais disse que os passeios de bicicleta têm vindo a ter uma procura crescente por diversas pessoas que se mostram interessadas.

A criação destes itinerários vai «tornar a nossa terra mais atractiva e proporcionar maior qualidade de vida», defendeu Manuel António Correia.

Filipe Gonçalves

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:12 PM | Comentários (1)

junho 02, 2006

LEVADA DO RISCO

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LEVADA DO RISCO - RABAÇAL

Publicado por João Carvalho Fernandes em 02:30 PM | Comentários (2)

Comboio no Monte no fim de 2007

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

A reformulação do centro do Monte prossegue a bom ritmo. Ontem, foram inaugurados melhoramentos em mais uma acessibilidade e outras já estão em curso. Quanto ao comboio, Miguel Albuquerque disse que deve ficar pronto até final de 2007.

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Tudo se encaminha para que o comboio do Monte possa estar em circulação até final de 2007. Miguel Albuquerque, presidente da Câmara garantiu que, neste momento, estão a ultimar-se os estudos no sentido de se iniciar a obra. «Como sabem, este é um concurso de concepção, construção e exploração, que tem alguma complexidade, sobretudo, na saída do comboio, uma vez que tudo estamos a fazer para garantir a boa circulação junto ao Largo da Fonte», sublinhou o autarca, durante a inauguração de novos melhoramentos na freguesia do Monte.

As perspectivas apontam para que a obra se inicie antes do fim do corrente ano, sendo o prazo de execução de um ano. Para além da ligação funicular (uma réplica do antigo comboio do Monte), o projecto terá duas estações. Uma ficará no Largo da Fonte, numa réplica da antiga estação de saída do combóio. Esta terá um estabelecimento de restauração, onde as pessoas vão estar vestidas à época. À chegada ao Terreiro da Luta, será construída uma segunda estação, com todas as condições de oferta turística.
Miguel Albuquerque sublinhou ainda que o percurso que o funicular vai seguir é o mesmo que era usado pelo antigo comboio.

Relativamente aos melhoramentos ontem inaugurados, que consistiram na acessibilidade ao Caminho das Tílias, através do alargamento do Caminho do Monte, entre o Colégio do Infante e uma nova ponte construída sobre o Caminho de Ferro, o autarca salientou que estes inserem-se dentro das preocupações da Câmara no sentido do desenvolvimento, arranjo urbanístico e viário de todo o centro daquela freguesia. No caso das obras ontem inauguradas, o investimento ascendeu a 325 mil euros.

Para completar o arranjo do Monte, Miguel Albuquerque frisou que falta, neste momento, a recuperação da Casa dos Carreiros (a cargo do Governo Regional), assim como a ligação do Caminho do Desterro ao Caminho da Lombada que vai permitir que todo acesso à zona central ao Monte seja predominantemente pedonal.
Por outro lado, ficará concluído em Setembro o Caminho das Lajinhas, obra que neste momento já se encontra em execução.

Ao longo da obra ontem inaugurada, foi construído um novo parque de estacionamento — o terceiro na zona central do Monte — para servir de complemento aos serviços religiosos da igreja do Monte. Na ocasião, o pároco local aproveitou para dizer que esta era uma aspiração com 21 anos, tendo em conta a movimentação na freguesia, por altura dos casamentos e baptizados, entre outros eventos.

Celso Gomes

Publicado por João Carvalho Fernandes em 08:54 AM | Comentários (2)

maio 31, 2006

Lobos marinhos regressam à Madeira

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

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A população de lobos marinhos das Desertas é a única que está a crescer em termos mundiais. Desde 1989 que foram detectados 36 nascimentos, inicialmente um por cada ano, mas o número tem vindo a aumentar. Em Novembro de 2005 nasceram três crias e estão todas vivas. Hoje estima-se que existam 30 animais.

A Bi-risca, a Risca Grande, a Desertinha são algumas das fêmeas reprodutoras. O macho dominante é o Esbranquiçado, nomes que são atribuídos atendendo às características que apresentam, como as cicatrizes, a cor do pêlo e outros pormenores que os identificam.

Restringidos durante muito tempo às ilhas Desertas, nos últimos anos começaram a ocupar a Madeira. De acordo com trabalhos de realizados pelo Parque Natural da Madeira (PNM), há registos de 300 avistamentos que se concentram a Sudeste, desde Câmara de Lobos até à costa sul da Ponta de São Lourenço. Muitos deles são efectuados por populares que informam o PNM.

Rosa Pires, coordenadora da Reserva Natural das Desertas e do projecto de conservação do lobo marinho, considera que «a colaboração da população é importante pois é impensável cobrirmos toda a ilha. Deste modo a comunidade madeirense tem oportunidade de contribuir para o estudo do lobo marinho, que deixou de ser um animal só das Desertas, para passar a ser de todos nós».

A sua presença na costa madeirense contraria o que vinha a acontecer desde o início do século XX. Nessa altura, os lobos marinhos eram raros na Madeira e nas décadas de 70 e 80 os avistamentos continuaram a ser esporádicos. Depois, em 1997, ocorrem observações e desde então o número tem vindo a aumentar, atingindo uma centena em 2004.

As estimativas, baseadas no número de nascimentos e mortos e na dinâmica da população, mostram que a colónia «está em recuperação, invertendo um pouco a tendência mundial».

O lobo marinho ou foca-monge do Mediterrâneo, "Monachus monachus" é uma espécie ameaçada e por isso protegida. Em todo o mundo existem apenas 500 indivíduos. Em alguns casos existem populações estáveis, noutros desconhece-se o que está a acontecer e há mesmo locais onde está em regressão, explica a bióloga.

A sua raridade tem levado a esforços contínuos de preservação. Nas Desertas, o projecto em curso visa essencialmente um acompanhamento do estado da população através de um programa de monitorização que se baseia na observação directa dos animais sem interferência nas suas actividades.

«Pretendemos saber se há nascimentos - onde e quando ocorrem- e conhecer as ameaças reais. Para isso fazemos, sempre que é possível, fotoidentificação, com base nas características de cada animal, principalmente das cicatrizes - que são muito pessoais nos lobos marinhos - o que permite que tenham um cartão de identidade.

Neste momento, apenas uma fracção da população está identificada porque os indivíduos mais novos mudam de características, nomeadamente a tonalidade do pêlo, as manchas esbranquiçadas alteram-se, adquirirem cicatrizes...»

Segundo a bióloga, a identificação correcta - e que passa a ser utilizada durante a vida - só pode ser feita aos 4, 5 anos. Estima-se que o seu tempo máximo de vida atinja os 35 anos.

«Adquirir conhecimentos para podermos preservar é o grande objectivo do nosso trabalho. A investigação realizada serve para obtermos as informações necessárias para adoptarmos as estratégias mais eficazes destinadas à protecção da espécie», acrescenta a investigadora.

Neste momento, não estão a ser adoptados métodos de obtenção e processamento de dados à distância, como a telemetria e a "radio-tracking", pois «são métodos intrusivos». A opção tem sido pelo acompanhamento da população, pela utilização de um método científico itinerante que permite um conhecimento a médio e a longo prazo do padrão de actividade dos animais.

Conforme destaca Rosa Pires, «a população é muito pequena e estamos a lidar com uma espécie classificada pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) como em perigo crítico. Há determinadas técnicas que não devem ser utilizadas, uma vez que perturbam e não sabemos até que ponto é que podem afectar negativamente a colónia. Por isso temos optado por um método de monitorização não invasivo».

O aumento do número de nascimentos confirma o sucesso dos métodos utilizados. Os trabalhos de monitorização permitem conhecer um pouco do quotidiano destes mamíferos marinhos.

Sabe-se que os nascimentos ocorrem em Novembro na gruta do tabaqueiro, considerada a gruta de maternidade, situada no extremo sul da Deserta Grande. É nesta área que as crias efectuam as primeiras incursões para o mar acompanhadas das suas mães. Com cerca de quatro meses, as crias já são bastante autónomas e então tendem a abandonar o local, dispersando-se.

«É nesta altura, durante o período de reprodução que os animais são mais gregários. As fêmeas agrupam-se naquela zona para cuidarem das crias. Em Março, os machos aproveitam essa concentração para tentarem o acasalamento, que pode ocorrer com diferentes fêmeas pois, à partida, há poligamia nesta espécie.

O acasalamento é subaquático e o período de gestação é de cerca de 9 meses. As crias nascem em terra e passam por um período de amamentação que poderá atingir os 120 dias, embora esse tempo possa variar pois, como mamíferos, cada caso é um caso», acrescenta a bióloga.

A partir de Março verifica-se uma redução da actividade dos animais que começam a desaparecer. «Não sabemos para onde vão, pois não os seguimos. Presumo que a há um alargamento da área de distribuição e que passam a ter hábitos solitários. Uns ficarão nas Desertas, outros vêm para a Madeira. Há registos de dois avistamentos no Porto Santo e há outros locais que não são frequentados pelo homem e por isso não sabemos se aparecem ou não».

A partir de 1997, alguns lobos marinhos começaram a ser observados numa praia aberta e desde então tem acontecido todos os anos. «Pensamos que alguns dos nascimentos podem ter ocorrido nessa praia. Este comportamento é extremamente positivo e alegrou-nos muito, pois demonstra que estão a voltar aos seus hábitos originais. Muitos investigadores associam a sua ligação às grutas, ao facto de terem sido perseguidos pelo homem. Demonstra também que os métodos utilizados, muitas vezes alvo de críticas, estão a dar resultados. Esse comportamento só recentemente ocorreu na Grécia.

Manter a vigilância e ter conhecimento de onde e quando os animais nascem permite actuar caso seja necessário, como já aconteceu. Muitas vezes, ao contrário do que se pensava, as fêmeas abandonam as crias para se alimentarem no mar, o que pode constituir um risco em caso de mau tempo. Por isso, em 1997, construímos uma unidade de reabilitação na doca, de acordo com os modelos que observámos em Pieterburen, um centro de reabilitação e investigação holandês. Este centro colabora connosco em termos veterinários caso exista um paciente. Realizamos um treino naquela unidade e, sendo o lobo marinho uma espécie ameaçada, têm toda a disponibilidade para dar apoio, como ocorreu recentemente com a Desertinha».

O intercâmbio de experiências acontece com outros países. No início do mês de Maio, Rosa Pires esteve presente num congresso que se realizou na Polónia, organizado pela Sociedade Europeia de Cetáceos. «Trata-se do grande fórum onde se debatem as questões relacionadas com os mamíferos marinhos. Levámos a informação que tínhamos e trocámos experiências».

O Parque Natural da Madeira mantém contacto com a organização MOM, da Grécia, e com a Fundação CBD, do Ministério do Ambiente de Espanha, que está a trabalhar na Mauritânia, países onde Rosa Pires esteve em trabalho. «Também já recebemos biólogos da Grécia e da Espanha».

No âmbito da Reserva Natural das Desertas decorrem outros projectos científicos sobre aves protegidas, caso da cagarra, da alma negra e da freira. «Este ano iniciámos um estudo sobre a freira do Bugio. Um dos pontos fortes da reserva será conhecer melhor esta ave marinha e o seu habitat.

Propusemos um Projecto LIFE com esse objectivo e para adoptarmos medidas para a sua conservação, uma vez que é uma ave rara que só nidifica na ilha do Bugio e não se sabe se também em Cabo Verde, pois desconhecemos se efectivamente se trata, ou não, da mesma espécie.

Está também a ser feita uma inventariação e um estudo da flora das Desertas, que permitirá comparar os novos dados com uma catalogação que já existe. Assim saberemos que alterações ocorreram em termos florísticos.

Estamos igualmente a tentar conhecer um pouco melhor os invertebrados. É um grupo de animais extremamente importante e deve haver inúmeros endemismos. Como não os vemos, por vezes deixamos para segundo plano, mas em termos de biodiversidade têm a mesma importância que os outros animais», destaca.

É frequente a presença de investigadores na reserva, quer do PNM, quer da Região ou do continente. «Recebemos biólogos de todo o mundo. Uma equipa internacional alemã estudou a geologia das Desertas e fizeram a sua datação».

Apesar de ser uma reserva as «portas não estão fechadas», diz Rosa Pires. «O nosso objectivo é permitir que as pessoas a visitem e divulguem, mas é preciso fazer uma gestão adequada. Pretendemos não só receber os visitantes, mas também passar informação»

A fiscalização é efectuada por um grupo de vigilantes da Natureza que fazem o patrulhamento e detectam as infracções.

Em relação à possível presença dos pescadores numa área protegida, a responsável diz que a situação está controlada. «A partir do momento que mantemos os patrulhamentos temos quase a garantia que não haverá muitas infracções, mas também sei que no dia em que não existir vigilância elas vão aconteceu. Não verificamos o uso de redes, que seria muito grave para a população de lobos marinhos. Digamos que as infracções detectadas não são muito graves».

Mas o trabalho dos vigilantes não se resume à fiscalização. São eles que fazem o acompanhamento dos biólogos que se deslocam às ilhas e participam activamente nos trabalhos de campo, sendo responsáveis pela continuidade de alguns. Também fazem a recepção de visitas de estudo. Por vezes há trabalhos desenvolvidos que são resultado de propostas dos vigilantes.

No final de cada período de vigilância apresentam um relatório. «A informação é utilizada para tornar eficaz a gestão da reserva e é importante pois são eles que estão no terreno», diz a responsável.

Para além da coordenação da Reserva Natural das ilhas Desertas e do respectivo projecto de conservação do lobo marinho, Rosa Pires coordena também a área protegida da Ponta de São Lourenço, que integra o Parque Natural da Madeira.

Neste último caso, a acção incide substancialmente na gestão das visitas e na vigilância para que os turistas não saiam dos trilhos. «A vereda não está limitada e é muito procurada até a Casa do Sardinha. O grande interesse da reserva é essencialmente a vegetação e se as pessoas pisotearem perde-se o que existe. Para além disso, há uma fiscalização no mar relativamente à utilização das redes de emalhar, cuja utilização é proibida em todo o arquipélago».

Neste momento, estão a decorrer estudos sobre as aves e a flora, mas Rosa Pires admite que a Ponta de São Lourenço é o "parente pobre" atendendo ao trabalho que está a ser efectuado com o lobo marinho. «Queremos alterar a situação e trabalhar mais no local. Nesse sentido, esperamos em breve promover uma regata de "wind surf" para divulgação".

A Educação Ambiental, o envolvimento das escolas nas actividades do PNM é fundamental diz a bióloga. Por isso tem apostado na produção de material de divulgação do lobo marinho das Desertas e da Ponta de São Lourenço.

«O lobo marinho é uma espécie ameaçada que de certa forma entrou em conflito com o homem, que passou a ocupar os seus espaços. Neste momento, quando os animais estão a regressar à Madeira, é preciso informar as pessoas como se devem comportar na sua presença pois, ao contrário daquilo que se possa pensar, o lobo marinho é um animal selvagem e deve ser tratado como tal. Temos receio que as pessoas tentem se aproximar e possam ter acidentes. Se isso acontecer será negativo. Por isso apostamos na divulgação».

No âmbito das acções de sensibilização decorreu recentemente nas Desertas uma limpeza simbólica do fundo do mar, que envolveu alunos de uma escola de Santa Cruz. «O objectivo foi alertar para os problemas do lixo nos oceanos e levar as pessoas a reflectirem. Todo o lixo que é lançado ao mar vai para algum lado, neste caso para as Desertas».

Co-autora do livro "O Lobo Marinho no Arquipélago da Madeira", publicado em 1999, tem um projecto que quer concretizar. Trata-se do lançamento de um catálogo de identificação do lobo marinho. «Uma vez que eles começam a aparecer na Madeira, seria interessante dar essa informação ao público».

Outro dos objectivos é obter financiamento para compensar os pescadores que possam ser prejudicados por aqueles animais. «Propusemos à Universidade do Algarve que seja feito um estudo dos efeitos negativos do lobo marinho sobre determinadas actividades piscatórias de modo a encontrarmos uma solução, e para sabermos o que vamos compensar».

Quanto ao trabalho futuro com o lobo marinho, o objectivo é prosseguir com o que está a ser feito. «É extremamente importante continuarmos a ter um conhecimento das áreas utilizadas e da época de reprodução, isto porque uma das ameaças efectivas para a população são as tempestades marinhas que ocorrem na época dos nascimentos», salienta a bióloga.

Teresa Florença

Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:40 AM | Comentários (2)

maio 30, 2006

CHOUPANA HILLS RESORT

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Choupana Hills Resort

Publicado por João Carvalho Fernandes em 07:46 PM | Comentários (0)

maio 23, 2006

MADEIRA HOJE E SEMPRE

Um blog, com excelentes fotografias!

Madeira hoje e sempre

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 02:37 PM | Comentários (2)

dezembro 06, 2005

A vida nas areias

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

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Conhecer a biologia marinha da ilha da Madeira, em especial os moluscos que vivem nos fundos das areias da plataforma insular, entre os 20 e os 100 metros da linha da costa, foi um dos objectivos da tese de doutoramento de Domingos Abreu, director regional do Ambiente, apresentada em Julho na Universidade da Madeira (UMa).

Intitulada "Povoamentos malacológicos de substrato móvel ao longo da plataforma insular Sul da ilha da Madeira", a investigação foi orientada pelo professor Francisco Andrade, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

A propósito da escolha do tema, Domingos Abreu salienta que a Madeira é um laboratório natural e é conhecida sobretudo pela sua fauna e flora terrestres, uma situação que ao nível da biologia marinha não é ainda tão evidente, pois «exceptuando os peixes, conhece-se muito pouco. Sabemos mais sobre os planetas que constituem a nossa galáxia do que sobre o mar que rodeia as nossas ilhas.

Depois, havia que escolher uma unidade que tivesse dupla valência: por um lado, aumentar o conhecimento de um grupo pouco conhecido - os moluscos marinhos de um ecossistema particular - e, por outro lado, desenvolver um trabalho com os meios financeiros disponíveis, pois o trabalho foi realizado com o apoio da Estação de Biologia Marinha, de onde era investigador.

Em estudo estiveram os moluscos, onde se incluem todos os animais que têm concha, como lapas, caramujos, grandes búzios e microanimais. Segundo afirma, constituem «um grupo interessante, de grande diversidade e abundância. Cobrem todos os domínios e tipos funcionais ao nível trófico. Existem moluscos herbívoros, carnívoros, filtradores e de todas as estratégias alimentares conhecidas.

Habitam todas as posições relativas aos fundos de areias, no topo destas, no seu interior. Possuem uma enorme diversidade em termos de dimensão e diferenciação morfológica. Na literatura científica estão referenciados como indicadores da diversidade. Considera-se por isso que são um excelente modelo para análise integral de um ecossistema».

A ideia era conhecer este tipo de fauna, saber que espécies existem, conhecer a sua densidade e estrutura populacional e ensaiar a interpretação desses povoamentos malacológicos, como são compostos - qualitativa, quantitativamente - integrando os resultados com os dados ecológicos restantes, ou seja, tipos de areias e características químicas, matéria orgânica e profundidade.

Outro dos objectivos foi conferir ao estudo um carácter utilitário. Nesse sentido um dos propósitos iniciais «foi tentar cartografar o padrão espacial dos povoamentos e dos descritores, de modo a que possamos perceber, de uma forma intuitiva, como funciona e está distribuído, para depois disponibilizar essa informação no sentido da gestão integrada das zonas costeiras».

O investigador recorda que a ilha é vulcânica e tem à sua volta profundidades abissais de 3, 4, 5 mil metros. Possui também uma plataforma insular que é caracterizada por ser muito estreita. Trata-se de um ambiente litoral entre, os 20 e os 100 metros de profundidade, e que corresponde a fundos de areias. É onde também se faz a extracção de inertes para a construção. «Do ponto de vista ambiental, o interesse da zona reside no facto de constituir o interface entre o mar e a terra», explica.

A investigação incidiu particularmente sobre a vertente sul, entre a Tabua e a Ponta de São Lourenço. Exigiu a definição de uma rede de amostragem ou estações. Foram traçadas 24 linhas imaginárias entre a costa e a frente aos 20, 35, 50, 75 e 100 metros de profundidade, que no total perfizeram 120 pontos de amostragem e 600 amostras (5 para cada ponto). Esta rede de estações constituiu áreas específicas para recolha de areias que foram submetidas a análise.

«Implicou "catar" no microscópio todos os animais, alguns com a dimensão de graus de areia. No global, foram vistas toneladas de areia e retirados 20 mil exemplares de moluscos. Em simultâneo foram caracterizadas as areias, ao nível químico e de granulometria, matéria orgânica...

Numa primeira fase, o trabalho permitiu concluir que, ao longo da costa Sul, as areias não são todas iguais, predominando as médias e finas. «Em termos de matéria orgânica, ficamos a saber que ocorre em teores percentuais elevados. São ambientes que acumulam tudo o que vem de terra, assim como restos de organismos marinhos. De modo geral, os fundos são mais ou menos ricos em matéria orgânica, com picos na zona da Ponta da Cruz ou com maior densidade na zona de Santa Cruz».

Em relação à fauna, foram analisados 17620 animais e referenciadas 116 espécies, como vivendo exclusivamente nas areias. Distribuem-se por quatro grupos ecológicos que se mantêm constantes.

«Algumas destacam-se pela abundância. Três delas aparecem em pelo menos 90% das situações. Há um conjunto de seis espécies que surgem em 60% dos casos e há 18 espécies que são raríssimas, registando-se apenas em menos de 1% das situações.

Cada uma destas espécies desempenha um papel ecológico. Por isso é importante tentar perceber se podem servir de indicadores de stress ambiental, poluição, instabilidade do ecossistema ou de abundância em termos de matéria orgânica e disponibilidade trófica», acrescenta.

Outra das variáveis estudadas foi a densidade com que estas espécies ocorrem, que é variável. «Por exemplo, a Turritella turbona" - que está presente em 60% dos casos - chega a atingir os 3936 mil indivíduos por m2. A distribuição da densidade também varia. Para Leste do Funchal, é menor. Uma das zonas mais ricas é a baía de Machico. Relativamente à diversidade, segue o mesmo padrão: também é maior na zona Leste, do que na zona Oeste».

Domingos Abreu destaca que, «através de métodos estatísticos, foi possível transformar os dados numéricos obtidos em vectores no espaço de "n" dimensões, tantas quantas as variáveis ecológicas estudadas e com isto conseguimos discernir a estrutura elementar que define a complexidade do ecossistema estudado».

De forma resumida, as principais conclusões obtidas apontam, em relação aos povoamentos, «uma elevada riqueza específica. Existem 116 espécies e algumas delas apresentam uma abundância particular tremenda, quer em densidade, quer em distribuição. Não há uma correlação entre diversidade/densidade. A dominância de uma espécie é o factor mais importante, não tanto a densidade com que ela aparece».

Conforme refere, a profundidade constitui um factor determinante para a organização destes ecossistemas. É geradora de grupos coerentes, quer de espécies e de estações.

«Em termos de espécies, surgem quatro grupos distintos, quer se analise os dados pelas semelhanças ou pelas dissimilaridades e estes grupos são sempre homogéneos, logo, coerentes do ponto de vista ecológico».

Sendo assim, explica o investigador, «se elas se repetem sempre juntas e se soubermos quais as situações ou factores ecológicos que as promovem, podemos usá-las como elementos indicadores.

O agrupamento maior pode ser assumido como uma unidade típica e servir como indicador de referência da qualidade do ambiente, da conservação da natureza, da biodiversidade, recursos naturais e obviamente para a gestão integrada das zonas costeiras e do mar».

A extracção de areias nestas zonas marítimas tem suscitado interrogações por parte de ambientalistas no que se refere à preservação dos ecossistemas.

A propósito Domingos Abreu diz que o trabalho não pretendeu fazer uma análise de impactes, nem de avaliação de qualquer actividade sobre o ecossistema. Tinha como essência conhecê-lo e fornecer elementos que pudessem apoiar a sua gestão.

Acrescenta que, «por feliz coincidência», estão a decorrer, no presente, as avaliações de impacte ambiental da extracção de inertes. «O Governo Regional, determinou através da direcção regional de Ordenamento do Território, que se faça a análise para sustentar a exploração».

Ficou satisfeito porque o estudo está a se basear também em informação contida na sua tese. «Está a comparar, a fazer uma avaliação com base numa situação de referência. É possível repetir uma amostra - que o próprio trabalho sugere - e ir avaliando, de uma forma consistente e constante, os impactes e apoiar a tomada de decisões».

Recorda que há alguns anos o Executivo tinha solicitado ao Instituto Hidrográfico uma avaliação do potencial e da disponibilidade do recurso "inertes no meio marinho". O investigador salienta que, sem as informações facultadas por aquele organismo, e sem conhecer o funcionamento dos ecossistemas, não era possível fazer uma avaliação. «Creio que neste momento há informação e apraz-me muito ter contribuído nesse sentido».

Quanto a novos projectos, dedica-se no momento a uma actualização do conhecimento global sobre moluscos marinhos da Madeira. Trata-se de um catálogo que está a ser efectuado em conjunto com dois investigadores belgas e que deverá estar concluído em 2010/11. «Estamos a proceder à revisão de todo o conhecimento, desde o Capitão Cook à actualidade. Estimamos que existam na Madeira entre 700 a 800 espécies, muitas delas novas para a ciência».

Defende que os investigadores que residem na ilha devem privilegiá-la em matéria de estudos. «Lá fora há muitos investigadores, laboratórios e dinheiro. Sou crítico quando ouço alguém, sediado na Madeira, afirmar que a ilha é um bom laboratório e depois não a use na sua investigação.

A ciência não é fechada, deve ser feita em colaboração, mas não há lugar melhor do que a Madeira para efectuar estudos, em especial de biologia marinha. Não faz sentido, com os poucos recursos que temos, com as dificuldades de acesso a fundos e fontes de financiamento, que nos debrucemos sobre matérias fora da Região, quando há muito para fazer cá dentro».

Acrescenta ainda que, cada vez mais temos a percepção que a Madeira é muito sensível ao nível ambiental, que o turismo e a qualidade de vida estão intimamente ligados ao ambiente, e que quanto melhor o conhecermos melhores serão as decisões.

Relativamente ao futuro, não pensa desencadear novas linhas de investigação, para além da área da biologia marinha, em especial dos moluscos e da ecologia. «É preciso consolidar o trabalho nessa matéria e felizmente começam a aparecer jovens licenciados com gosto pelo tema».

Pessoalmente interessa-se mais pela integração da informação. «Chegamos a um momento em que no nosso país se faz muita investigação, mas ela não é integrada no modelo de gestão das decisões públicas e privadas. É preciso fazer o interface para que ela não se circunscreva ao nível dos investigadores, sem ter uso».

Considera que toda a investigação tem aplicação. «Muitas vezes o que falta são instrumentos, experiência, hábitos de integrar a informação que se produz, ao nível académico, na realidade. Também é preciso que os investigadores saibam disponibilizá-la para a sociedade pois é quem paga a investigação. Esta não pode servir unicamente para satisfação pessoal nos congressos científicos e revistas, apesar desse ser um aspecto fundamental. Estou muito motivado para essa área, para ajudar a fazer a interface entre investigação e gestão», conclui.

B.I.

Nome: António Domingos de Sousa Abreu

Filiação: António Tiago Abreu e Fernanda Macedo de Sousa Abreu

Idade: 41 anos

Naturalidade: Freguesia do Monte

Percurso académico: Licenciatura em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, pós-graduação pela Universidade de Cádiz e doutoramento em Biologia Marinha pela Universidade da Madeira.


Teresa Florença (texto) / Manuel Nicolau (fotos)

Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:57 AM | Comentários (8)

novembro 28, 2005

SITE DA SÉ CATEDRAL DO FUNCHAL

E a Sé do Funchal tem site, onde se podem consultar pormenores da construção e do interior, informações sobre a Consagração, sobre o orgão, construído em 1884 e dados históricos.

Sé Catedral do Funchal

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:30 AM | Comentários (13)

novembro 17, 2005

SÉ CATEDRAL DO FUNCHAL

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 03:30 PM | Comentários (1)

novembro 02, 2005

GRUPO FOLCLÓRICO DA CASA DO POVO DA CAMACHA

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira e a José Salvador.

Apostar cada vez mais nas crianças «com o objectivo de lhes despertar o interesse pelas tradições da Camacha» é o desafio que o Grupo Folclórico da Casa do Povo local assume ao celebrar 57 anos, que se completam na próxima terça-feira.

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Essa é a ideia de Elsa Nóbrega, presidente do agrupamento, ao revelar o programa que arranca sábado. «Pelas 18h00 temos a abertura de uma exposição fotográfica, na Casa do Povo da Camacha, alusiva às actividades realizadas desde o anterior aniversário. Seguindo-se a entrega do "Pão por Deus" ao seu presidente. Às 19h30 haverá uma missa e depois actuações no adro da igreja e, como habitualmente, no Café Relógio».

Para domingo, ainda segundo Elsa Nóbrega, estão agendadas «uma romagem ao cemitério, homenageando os elementos falecidos, um almoço com a gastronomia típica da Camacha a ter lugar na Casa do Povo» e, prosseguindo, a responsável do grupo fala de "Tecelagem de Ideias", iniciativa a decorrer a partir das 15h00. «Este ano vamos trazer os membros que fizeram parte da formação para conhecerem os elementos mais novos. O encontro tem o objectivo de mostrar à primeira geração que o grupo continua a trabalhar e a renovar os seus elementos».

Por último, um magusto às 18h00 no Largo da Achada encerra o programa do domingo. O ciclo das celebrações dos 57 anos do Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha prossegue a 1 de Novembro com «a realização de um almoço a decorrer num local a designar oportunamente», processando-se o encerramento dos festejos a 5 de Novembro. «Iremos visitar pelas 15h00 a Santa Casa da Misericórdia em Machico».

Sobre a evolução qualitativa dos grupos de folclore na Região Elsa Nóbrega entende «que houve formações que demonstraram a vontade de fazerem um trabalho mais sério enquanto houve outros que, infelizmente, pararam por várias razões» e deposita esperanças «na Associação de Folclore que está a começar a trabalhar para ajudar os grupos que queiram melhorar a sua maneira de estar no folclore», não deixando de se referir às "48 Horas a Bailar" como «uma grande prova de fogo».

Questionada sobre as "transformações" que os trajes têm sofrido, sobretudo com a subida das saias, a responsável do Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha, defende «que elas têm de bater pelo menos pela beira da bota, porque acima disso a perna fica descoberta e isso já não é permitido» mas admite «que as saias mais curtas possam existir, desde que o traje seja estilizado».

Por último, sobre o futuro, Elsa Nóbrega diz «que ainda há muito para fazer».

José Salvador

Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:34 PM | Comentários (6)

outubro 13, 2005

BUZICO

Um blog e um site, que vale a pena consultar.

Parte do conteúdo do blog é sobre a Madeira. O site é quase exclusivamente constituído por (excelentes) fotos, divididas por concelhos e com uma secção que se recomenda - Fotografias históricas.

BUZICO E já agora, vão lá ver o significado de buzico...

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:00 PM | Comentários (6)

outubro 07, 2005

FUNCHAL

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:00 AM | Comentários (17)

setembro 28, 2005

PORTO SANTO

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:17 PM | Comentários (12)

setembro 26, 2005

TELEFÉRICO DO JARDIM BOTÂNICO

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

O teleférico do Jardim Botânico foi inaugurado no passado dia 17 de Setembro, oferecendo uma viagem de 1600 metros até ao Largo das Babosas

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O céu estava claro e o dia convidava a um passeio diferente, talvez numa vertente mais natural. De surpresa, vimo-nos convidados a participar numa viagem de teleférico, uma ideia que decerto não agrada muito àqueles que têm um certo receio de alturas. Mas aceitámos o desafio e decidimos embarcar nesta curta, mas inesquecível, "viagem".

Não foi complicado encontrar a estação do Jardim Botânico, localizada algumas centenas de metros acima deste espaço do Funchal. Dotado de vários lugares de estacionamento, este edifício foi construido segundo a tradicional "arquitectura" dos "poios", estando dividido em várias plataformas.

No piso superior, temos o acesso às várias instalações e é ali que nos espera uma pequena viagem de elevador. Passados dois andares, chegámos ao piso zero, onde para além do local de embarque e desembarque, das bilheteiras, das lojas temáticas e de um bar, as pessoas que por ali passam têm o privilégio de perder alguns instantes num pequeno miradouro que oferece uma vista imperdível sobre a baía do Funchal, que, ainda assim, em nada prepara para a viagem que se segue.

Ainda sem a esperada "lufa-lufa" de passageiros, temos a estação quase ao dispor da nossa curiosidade, mas a expectativa vai para a travessia do vale da ribeira de João Gomes, agora possibilitada pelo teleférico do Jardim Botânico. Esperámos alguns instantes para que nos fosse disponibilizada uma das doze espaçosas cabinas que oferece este transporte e logo que ela chega, regressada da estação Babosas-Monte, entrámos rapidamente, sem que ela perca a velocidade de andamento (a tal que não ultrapassa os 4,2 metros por segundo).

Respirámos fundo e em poucos segundos saímos da rampa relvada daquela estação. Aí é o verde vertiginoso que nos espera, numa vista panorâmica sobre o vale da Ribeira e sobre as escarpas que o limitam. A viagem é lenta, dando tempo para que percamos qualquer receio prévio.

Nove minutos é o tempo que nos separa da estação das Babosas, um momento em que temos a oportunidade de apreciar mil e seiscentos metros de natureza e um dos locais mais belos da cidade do Funchal. Longe da civilização, dos amontoados de prédios e do tom cinzento que tanto nos lembra a poluição dos ambientes puramente urbanos, ali, onde chegamos a estar a 110 metros de altura, temos a sensação de estarmos a ser engolidos pela grandeza natural do vale da ribeira de João Gomes.

Pouco depois estamos já a chegar às Babosas. A viagem é curta e a vontade é regressar pelo mesmo meio, só para ter o prazer de apreciar um outro ângulo da paisagem.

Desembarcámos também rapidamente e aproveitámos alguns instantes para conhecer aquele espaço que nos dá acesso ao Largo das Babosas (no Monte). É ali que estão implementadas as outras infra-estruturas deste novo projecto regional. Bilheteiras, um bar-esplanada e ainda um posto de informação fazem parte desta estação localizada numa espécie de plataforma do miradouro das Babosas.

Regressámos à zona de embarque para a viagem de regresso à estação do Jardim Botânico. Depois de entrarmos na cabina para esta segunda parte do trajecto, é com menor sobressalto que sentimos o chão a "fugir-nos debaixo dos pés". Estamos ansiosos para os outros nove minutos e para a paisagem que nos espera. Agora já não é apenas o vale que nos brinda e, a pouco e pouco, surgem, por entre o recorte das escarpas, a ponte sobre aquela ribeira e, ao longe, a baía do Funchal. Corta-nos a respiração esta visão que, a pouco e pouco, nos enche os olhos, a tal paisagem que se recorta em direcção ao azul do oceano Atlântico e à linha do horizonte.

Agora que foi inaugurado, o teleférico do Jardim Botânico está a funcionar todos os dias, das 9.30 às 17.30 horas, permitindo que por ali viajem 400 passageiros por hora. Para experimentar este novo meio de transporte os custos são de 12 euros para os adultos (7,50 euros só ida) e de 6 euros para crianças entre os 4 e os 14 anos (3,75 euros só ida), porém, até ao próximo dia 18 de Outubro, os residentes têm direito a preços promocionais, com 50% de desconto em cada bilhete.

Ana Luísa Correia

Publicado por João Carvalho Fernandes em 05:30 PM | Comentários (0)

setembro 13, 2005

ESTALAGEM QUINTA JARDINS DO LAGO

Trata-se de um dos mais luxuosos estabelecimentos hoteleiros da Madeira. Esta Quinta de 5 estrelas de luxo oferece uma atmosfera com conforto e elegância, numa área com cerca de 25.000 metros de jardins tropicais.

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Situada no topo de uma achada sobranceira ao Funchal, logo acima do núcleo museológico mais importante da Ilha, a Estalagem Jardins do Lago é um dos mais belos exemplares da interligação perfeita entre a riqueza histórica e patrimonial e as exigências de bem estar e conforto para as pessoas que procuram o ambiente genuíno das tradicionais Quintas madeirenses. Edificada em meados do século XVIII por uma família madeirense, a Quinta da Achada foi posteriormente residência de outras duas bem conhecidas famílias francesas e inglesas.

Reza a história que, durante a ocupação da Madeira no período das guerras napoleónicas, esta Quinta serviu de residência ao General Beresford, comandante das forças inglesas. Uma das provas da sua presença, é o magnífico "sideboard" que ainda faz parte do recheio do Restaurante da Casa Mãe.

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A Estalagem Jardins do Lago abriu uma nova página no já rico historial desta Quinta. O empreendimento compreende 31 quartos duplos, 5 Suites e 4 Junior Suites, todos virados a Sul, para os jardins e para o mar. Perfeitamente integrada no estilo colonial da Casa Mãe, oferece o conforto e requinte, próprios das unidades pequenas e personalizadas, servida por profissionais imbuídos do espírito acolhedor, característico da melhor tradição do turismo madeirense.

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Beneficiando de grande exposição solar durante todo o dia, possui uma extensa área de jardins verdadeiramente únicos, dispersa por uma área plana de 2.5 hectares, abrangendo raros e fantásticos exemplares de árvores centenárias (como a Dracaena Draco da Madeira, a Syncarpia Glomelifera da Australia ou a Cinnamomum Campitora da China e Japão).

Muitas das árvores da Quinta foram plantadas no século XVIII, tendo os sucessivos proprietários mantido contactos com Jardins Botânicos espalhados pelo mundo.

Existe também um bonito Lago que originou o nome desta Estalagem, onde pode ser encontrada uma tartaruga gigante, a "Colombo", com 47 anos de idade.

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A piscina, de grande dimensão, aquecida e parcialmente coberta, integra um magnífico solário com ambiente tropical, que proporciona momentos de grande descontracção, devido à sua localização solarenga. A sala de jogos, a sauna, o ginásio, o banho turco e o campo de ténis, ajudam a complementar a oferta de ocupação dos tempos de lazer. Para aqueles que apreciam o sossego, nada como passar algumas horas na sala de leitura ou nalgumas das recatadas zonas de estar.

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Dispõe de um restaurante, "The Beresford", onde num ambiente requintado são servidas especialidades regionais e internacionais.

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Também dispõe de espaços específicos para crianças, como um "kid's club".


Morada: Rua Dr. João Lemos Gomes, n. 29
9000 - Funchal - Madeira
Tel: (351) 291 750 100
Fax: (351) 291 750 150

E-mail: info@jardins-lago.pt

Dispõe de um site: Jardins do Lago

Publicado por João Carvalho Fernandes em 05:00 PM | Comentários (10)

setembro 09, 2005

Cruzamento de cabos adiou teleférico das Babosas

Texto: Diário de Notícias da Madeira

Fotos do fim de Julho e início de Agosto, na altura em que as obras eram concluídas.

Com a licença de exploração para breve a Câmara já tem data marcada para a inauguração: dia 17

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Ultrapassadas todas as questões de ordem regulamentar, o teleférico que liga o Jardim Botânico às Babosas (Monte) tem já data para a inauguração: dia 17 deste mês. O cruzamento de um cabo de alta tensão da empresa Electricidade da Madeira (EM) com a linha do teleférico foi um dos aspectos que mais suscitou dúvidas ao Instituto Nacional de Transportes Ferroviários (INTF). A licença de exploração está finalmente para breve.

Uma vez concluídos os trabalhos de construção civil, o Departamento de Obras Públicas da Câmara Municipal do Funchal está agora a «ultimar questões do serviço administrativo», para depois ser alvo de vistorias técnicas. O responsável pelo projecto, José Perneta, disse que estão a ser tratados aspectos relacionados com o sistema de segurança do teleférico que têm de ser cumpridos, entre os quais a proximidade dos cabos de alta tensão, para que a entidade licenciadora deste tipo de infra-estruturas (INTF) emita a licença de exploração.

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Questionado pelo DIÁRIO, o responsável explicou que aquela é uma linha eléctrica de reserva e que não está em funcionamento. Ainda que possa vir a ser utilizada pela EM, para reforçar o abastecimento de energia eléctrica à cidade, «a distância mínima regulamentar está cumprida».

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O plano de evacuação de emergência do teleférico prevê mecanismos automatizados. Por exemplo, em caso de falha do sistema eléctrico, há o recurso a um motor a gasóleo. Se o vento soprar com rajadas, é accionado um alarme que faz com que a velocidade abrande. Neste sentido, José Perneta considerou que apenas em casos de catástrofe, como sismos, é que seria necessário recorrer à evacuação. Apesar disso, garantiu que os planos existem e são «evolutivos». Tal como acontece no teleférico Funchal/Monte, são os exercícios periódicos dos bombeiros que vão testar a capacidade de evacuação e de emergência do novo teleférico.

Ricardo Duarte Freitas

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setembro 06, 2005

FRUTAS DA MADEIRA

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Duas das frutas que prefiro na Madeira: a banana prata e a banana ananaz. A foto foi tirada no mercado do Funchal.

A banana ananaz é desconhecida da generalidade das pessoas. É uma fruta sui-generis, que não se serve em restaurantes devido à particularidade de se dever ir comendo à medida que vai ficando madura. Quando isso acontece, começam a cair pedaços da casca e é a altura de comer o interior, de cor branca. Normalmente este fruto é para ser comido em 3 a 4 dias, dado que como amadurece progressivamente é impossível comê-lo de uma só vez. É uma delícia! Se tiverem oportunidade experimentem-na.

A surpresa é que este fruto é de uma planta relativamente conhecida: a Costela de Adão, cujo nome científico é Monstera deliciosa.

Adenda: O Emanuel Bento informa que o nome real deste fruto é fruto maravilha.

Adenda 2: Segundo o leitor Helder Dantas o nome mais correcto é, de facto, banana ananás. As designações "fruto maravilha" ou "fruto delicioso" têm origens populares pouco conhecidas.

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:00 AM | Comentários (24)

setembro 01, 2005

AQUÁRIO EM PORTO MONIZ

Com a devida vénia à Revista diário do Diário de Notícias da Madeira

Um aquário em construção

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A Norte da ilha da Madeira, na frente-mar da pacata vila do Porto Moniz, biólogos e pescadores ultimam a abertura do Aquário da Madeira, que deverá ser inaugurado durante a primeira semana do próximo mês.

O dia-a-dia da jovem bióloga responsável pelo departamento de aquariologia, Licínia Gouveia, está dividido entre a captura e a adaptação das diferentes espécies marinhas que vão morar nos 11 tanques do aquário, construídos de raiz no interior do remodelado Forte São João Baptista.

No tanque principal a atenção vai quase toda para um tubarão capturado no mar ao largo da vila, não muito longe do local onde o aquário foi construído. Dado que é um tubarão de mar alto, e por isso não estava habituado a contornar obstáculos, sentiu algumas dificuldades nos primeiros dias, embatendo constantemente com o focinho nas rochas e no vidro do aquário.

No dia em que se colheram os elementos para este texto, o grande peixe não estava a alimentar-se. Por enquanto, a situação não era considerada alarmante, pois trata-se de um animal capaz de permanecer longos períodos sem o fazer, graças a uma «digestão muito lenta», explicou a bióloga.

Daí que até tornar-se claro que este tubarão pode ambientar-se ao habitat providenciado pelo aquário - com capacidade de 500 metros cúbicos -, não virão outros da mesma espécie, observou.

O espécime esguio e imponente trazido para cativeiro pela mão dos pescadores do Porto Moniz tem entre sete e nove meses de idade.

Com ele nadam douradas, bodiões, pargos, safia, chopas, peixes-porco, castanhetas, meros. Mas parece indiferente à sua presença.

Para Licínia Gouveia, uma explicação para tal comportamento poderá residir no facto de ser «um predador». «Está a habituado a caçar e não a "conviver" com as presas», lembrou. Em fase de ambientação estava também um ratão que, à altura da reportagem da REVISTA, partilhava um tanque com uma moreia com cerca metro e meio. Ao contrário do seu companheiro, esta última não revelava qualquer problema ao nível da alimentação. «Farta-se de comer…», contou a interlocutora.

A exemplo do tubarão, também o ratão tem recusado a alimentação, pelo que não se pode afirmar que venha a ser uma das atracções do Aquário.

Outro caso especial que precisou da atenção de Licínia Gouveia nos últimos tempos assumiu a forma de uma tartaruga. Pescadores do Porto Moniz vieram entregá-la ao Aquário após a terem capturado no mar. «Têm sido muito prestáveis, auxiliam na pescaria dos animais, disponibilizando embarcações para a captura e transporte», agradece a bióloga. Mas, tal como o tubarão ou o ratão, a tartaruga é um «animal de uma certa complexidade». Por isso «revela mais tempo em se ambientar, ao contrário dos peixes, que têm outra maneira de funcionar», observa.

O animal também não comia nem se mostrava interessado em vir a fazê-lo nos próximos dias, pois deixava a «comida cair ao chão». E como era praticamente impossível e complicado forçá-la, pois costuma debater-se bastante e é muito forte, para além de ter umas mandíbulas poderosíssimas, foi necessário enviá-la para o Funchal, para a Estação de Biologia Marítima. Aqui será tratada e alimentada por pessoas qualificadas para levar a cabo essa missão complexa.

Segundo os pescadores, conta a responsável, a tartaruga já não estava a comer quando foi apanhada.

«A captura de tartarugas, para além de ser errado, constitui um acto de ilegalidade bastante grande», lembra a bióloga, apelando aos pescadores para terem isto sempre presente. Mas ainda bem que «o fizeram para a trazer para nós», desculpabiliza, dado que aparentava estar doente.

Depois de tratada, a tartaruga poderá ser exposta no Aquário do Porto Moniz. Mas, para tal, será necessário ultrapassar um conjunto de formalidades que não se afiguram nada fáceis, lembra a bióloga.

«Qualquer uma das cinco espécies de tartarugas que podem aparecer no arquipélago da Madeira, umas mais raras do que outras, mas todas ameaçadas de extinção, são bastante vulneráveis, sendo necessário seguir uma série de procedimentos legais para podermos expô-la», explica.

«Se conseguimos obter licença ou permissão do Parque Natural da Madeira, entidade que tem a competência na Região para fazer valer as tartarugas», a exposição do animal poderá contribuir para a sua protecção.

O Aquário passará a dispor de uma componente pedagógica importante. «As pessoas que visitarem o Aquário, e que já ouviram falar nas tartarugas e nos perigos de extinção que as ameaçam, poderão criar ainda mais laços de afinidade com o animal se o puderem ver ao vivo, embora num meio não natural, mas num que lhe é propício», explica. «Ao terem a possibilidade de ver a beleza que é um animal estar no seu meio e se comportar naturalmente, penso que as pessoas vão começar a ter consciência de como é importante proteger este tipo de animais, não só estes mas todos em geral, especialmente aqueles que são mais vulneráveis».

Já agora, acrescenta Licínia Gouveia, «também era importante que as pessoas começassem a ter consciência de que é preciso proteger não só os animais em particular», mas também a «natureza no seu todo».

«Não é mentira que isto está tudo ligado, e que sujando as águas matam-se os peixes e matam-se as tartarugas. Não é só capturando os animais que os pomos em risco de extinção, é também a poluição que ocorre no mar», alerta.

Raúl Caires

Publicado por João Carvalho Fernandes em 06:45 PM | Comentários (25)

agosto 30, 2005

PORTO MONIZ

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:30 PM | Comentários (9)

agosto 26, 2005

BRISA MAR

E como tinha dito, depois de um dia ou umas horas bem passadas na Praia da Laje, nada melhor do que ir comer ao Seixal (no porto), ao Brisa Mar.

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A recomendação, como podem ver nesta duas fotos, é para o filete de espada (com banana), que vem acompanhado de batata frita, salada e um magnífico arroz com lapas.

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A vista é esta!

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Restaurante BRISA MAR

Seixal (cais)
9270-130 SEIXAL PMZ
Telefone: 291 854 476
Fax: 291 854 477
e-mail: brisamar@clix.pt

Publicado por João Carvalho Fernandes em 08:30 AM | Comentários (6)

agosto 22, 2005

PRAIA DA LAJE

Trata-se de uma praia de areia negra como podem ver nas fotos. Começou por ser mais ou menos selvagem, apenas com uma "barraca de comes e bebes" à entrada.

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Em 2004 foi contruído um apoio de praia, com balneários e restaurante. Passou também a ter nadador salvador e em 2005 já teve bandeira azul. Apesar de tudo, continua a ter pouca afluência, pelo que é muito agradável.

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Esta praia situa-se entre o Seixal e Porto Moniz, a cerca de um quilómetro do Seixal e a meia dúzia de Porto Moniz. Vale a pena passar lá umas horas! E depois nada como ir comer uns filetes de espada ao Brisa Mar de que já aqui falei e que tem um horário contínuo...

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:30 AM | Comentários (36)

agosto 09, 2005

PONTA DO SOL

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:20 PM | Comentários (4)

agosto 05, 2005

CANA ÍNDICA

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CANA ÍNDICA (Canna)

Publicado por João Carvalho Fernandes em 07:05 PM | Comentários (0)

agosto 04, 2005

JARDINS DO MONTE

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 07:17 PM | Comentários (0)

TROMBETEIRA

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TROMBETEIRA (Datura Mollis), também conhecida como BUSINAS

Publicado por João Carvalho Fernandes em 06:00 PM | Comentários (1)

agosto 02, 2005

TEA AT THE REID’S HOTEL

Um chá no Reid’s é um ritual a não perder, para quem visita a Madeira, quer pela qualidade do lanche, quer pelo cerimonial.

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A qualidade é excepcional e vale mesmo a pena gastar os 23 euros por pessoa que custa! A tradição ainda é o que era…

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Chá à escolha entre cerca de uma dezena de variedades, com explicação sobre o sabor de cada um, que aqui se reproduz:

Earl Grey
Chinese tea, scented with oil of bergamot. Low in tannin.

Darjeeling
A full orange pekoe long leaf tea from India; light, fine flavour.

Ceylon
Refreshing cup of tea with a fine delicate flavour, low in tannin.

English Breakfast
A blend of rich, full teas for drinking at any time.

Reid’s Blend
A light, but satisfying cup of tea at any time of the day.

Lapsang Souchong
Chinese tea, lightly smoked.

Green Tea
Chinese tea, light and refreshing.

Bancha
Japanese tea, green tea without caffeine.

Tropix
Tea with tropical fruit and fruit essence.

Infusions
Lime-blossom, verbena, jasmine, peppermint, camomile

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Meia dúzia de sandes diferentes (queijo, camarão, abacate, salmão…) e meia dúzia de bolos por casal, para além de um scone, com duas variedades de manteiga e doce, tudo com excepcional qualidade e serviço cinco estrelas.

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Ao estar naquela varanda panorâmica a saborear um lanche inesquecível como este percebe-se claramente por que é que Sir Winston Churchill na sua estadia na ilha não prescindia deste ritual.

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Reid’s Palace Hotel
Estrada Monumental 139
Funchal

Afternoon Tea servido das 15 horas até às 17h30

Marcações através do telefone 291 71 71 71

Site do hotel: Reid's Palace Hotel


Publicado por João Carvalho Fernandes em 04:30 PM | Comentários (3)

julho 27, 2005

IGREJA DO MONTE

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:58 PM | Comentários (4)

julho 23, 2005

LEVADA RIBEIRO FRIO - PORTELA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 01:12 AM | Comentários (2)

julho 21, 2005

MADEIRA ISLAND

Um dos mais completos portais sobre a Madeira, com centenas de links para sítios de interesse sobre a ilha.

Mapas, passeios, locais, fotos, vídeos, há de tudo. Um manancial quase inesgotável de informação. Imprescindível!

Madeira Island (Portugal) - madeira, weather, map, portugal, funchal, photos, hotel, travel, island

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 05:41 PM | Comentários (2)

julho 20, 2005

JARDIM BOTÂNICO JÁ TEM TELEFÉRICO

É ao longo do vale da Ribeira de João Gomes, mais precisamente na extensão entre o Jardim Botânico e o acesso ao Curral dos Romeiros, nas Babosas, que se estende o novo teleférico. Marcadamente diferente do que faz a ligação do Monte ao Almirante Reis, no Funchal, este novo meio de transporte está integrado no ambiente circundante, permitindo um mergulho no vasto arvoredo verde que se estende a seus pés.

A estrutura ainda não está acessível à população, só devendo entrar em funcionamento na primeira semana de Agosto, mas ainda assim o FIM-DE-SEMANA foi explorar as estações e descobrir o que de bom se pode ver numa visita a este lugar.

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O teleférico do Jardim Botânico é composto por duas estações, uma mãe, a maior situada na zona Norte do Jardim, e outra secundária, construída uns metros ao lado da capela nas Babosas.

A principal conta, para além da estrutura de ancoradouro das 12 cabinas, com um restaurante, um bar e quatro espaços para lojas, infra-estruturas que ainda não estão prontas, mas que deixam já antever os espaços agradáveis que ali se vão criar, resultado sobretudo da bela vista sobre a baía e zona Oeste do Funchal destacada por uma vasta área envidraçada e pelas zonas de esplanada.

Junto ao edifício, construído em estilo de socalcos com relvados nas partes superiores, as paredes foram revestidas de pedra aparelhada, um verdadeiro trabalho de artistas, concebido pelo arquitecto Vasco Marques.

Aqui se compram os bilhetes de ida, ou de ida e volta, pelo valor de 7,5 e 12 euros. As crianças dos 4 aos 14 anos têm desconto de 50%. A aventura pode começar neste ponto do percurso ou no outro, onde também há uma bilheteira e um bar.

Ao todo são nove minutos para se maravilhar com o arvoredo característico da Laurissilva, numa extensão de 1600 metros montanha acima ou abaixo, dependendo do ponto de partida. Ao longe, numa ilusão de óptica, os cabos de aço do teleférico parecem cruzar-se com os fios de luz das torres montadas nas redondezas e são raros os telhados que se vislumbram.

De baixo é visível o outro extremo do teleférico, feito em túnel para não chocar com o meio onde foi integrado. A parte exterior desta estação secundária foi totalmente revestida a pedra e o acesso melhorado.

No Largo das Babosas foi construída ainda a bilheteira, em ferro pintado a verde, um alusão aos antigos coretos e quiosques do século XIX. A partir daqui o visitante pode descobrir outros pontos de interesse, nomeadamente os jardins, carros de cesto, igreja e levadas, dos Tornos e do Bom Sucesso.

No lado de baixo, depois de uma viagem com o mar ao fundo, é o Jardim Botânico a principal atracção. A estação do teleférico tem ligação directa através de um portão à vasta área de plantação e está a ser negociada a criação de um bilhete único para as duas estruturas.

O teleférico conta agora com 12 cabinas, com capacidade para 8 pessoas. Mais tarde, se houver vontade e necessidade disso, podem ser adicionadas mais nove, uma vez que o sistema totalmente eléctrico, está preparado para 21.

O teleférico do Jardim Botânico está a ser explorado pela empresa MTA Transportes Alternativos da Madeira S. A. A empresa aguarda o certificado do Instituto Nacional de Transporte Ferroviário para dar início à actividade.

De referir ainda que a estação principal está servida de um parque de estacionamento com capacidade para 4 autocarros e 13 viaturas ligeiras e que o teleférico vai funcionar diariamente entre as 9h00 e as 17h00.

Paula Henriques (TEXTO) / Manuel Nicolau (FOTOS)

Coma devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

Publicado por João Carvalho Fernandes em 05:30 PM | Comentários (1)

julho 19, 2005

JARDIM TROPICAL MONTE PALACE - FOTOS

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:30 AM | Comentários (4)

julho 15, 2005

JARDIM TROPICAL MONTE PALACE (II)

O Jardim Tropical Monte Palace ocupa uma área de 70.000 m2.

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Desde a sua aquisição tem sido renovado, com plantas exóticas endémicas de vários países (Cicas e proteas da África do Sul, azáleas da Bélgica, urzes da Escócia, etc.) assim como com plantas indígenas das florestas madeirenses (Laurissilva, nomeadamente, fetos, cedros, loureiros, loureiros das Canárias, etc.).

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A vegetação luxuriosa mistura-se com enormes lagoas repletas de peixes Koi, proporcionando aos visitantes um agradável espectáculo repleto de brilho e cor. Inicialmente a introdução de peixes Koi foi nas lagoas já existentes. Depois, foram construídas mais duas lagoas com a capacidade de 300.000 litros. Estas lagoas estão equipadas com um sistema sofisticado de filtragem e purificadores de água, sem o uso de químicos, assegurando, assim, um habitat saudável para os peixes, que apresentam aos visitantes uma esplendida variedade de cores.

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Os passeios dos jardins estão enriquecidos com ornamentações ostentosas, cantaria, janelas, nichos, pagodes, budas, lanternas de diferentes partes do mundo e esculturas em bruto ou pedras trabalhadas.

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As Alamedas do jardim foram enriquecidas com painéis de azulejos, dos Séculos XVI a XX. Expostos no meio da vegetação tropical representam diversas eras e provêm de palácios, igrejas, capelas e casas privadas de todas as partes do país. A grande maioria descreve acontecimentos sociais, culturais e religiosos. Dos muitos trabalhos destaca-se uma porta do séc. XVIII, emoldurada por uma frontaria proveniente de uma capela. Esta frontaria é constituída por duas figuras laterais, que seguram a tábua dos 10 Mandamentos e uma espada.

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Merecem também destaque os painéis em terracota, (166 azulejos vidrados de terracota) nomeadamente o intitulado 'A Aventura dos Portugueses no Japão' e 40 painéis sobre a Historia de Portugal começando a narrativa no reinado de D. Afonso Henriques e terminando com um painel dedicado à 3.ª República. Pelo jardim podemos ver ainda brasões, cantarias, esculturas, nichos, pagodes, budas, lanternas, em pedra bruta ou trabalhada .

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Mais informações em: Monte Palace

Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:00 AM | Comentários (5)

julho 14, 2005

JARDIM TROPICAL MONTE PALACE (I)

A história

No séc. XVIII, o Cônsul inglês, Charles Murray, comprou uma propriedade a sul da igreja do “Monte” e transformou-a numa belíssima quinta, então chamada “Quinta do Prazer”. Nos fins do séc. XIX, algumas da famílias mais prósperas da Madeira costumavam viver em belas quintas situadas nos arredores do Funchal.

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Em 1897, Alfredo Guilherme Rodrigues, adquiriu a referida quinta e, inspirado nos palácios que ele havia visto nas margens do Rio Reno, construiu uma residência com características de palácio e que, mais tarde, foi transformada num hotel com o nome de Monte Palace Hotel.

Este hotel era frequentado por pessoas importantes, nacionais e estrangeiras, que apreciavam e gozavam este maravilhoso recanto com a sua esplendorosa vista sobre o Funchal e toda a paisagem natural que o circundava.

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Em 1943, Alfredo Guilherme Rodrigues, faleceu. Infelizmente, a sua família não deu seguimento ao seu projecto, o que originou o encerramento do hotel, tendo, entretanto, passado para as mãos da instituição financeira “Caixa Económica do Funchal”.

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Em 1987, aquela instituição financeira vendeu a propriedade ao empresário José Manuel Rodrigues Berardo, que, por sua vez, a doou à Fundação que ele próprio fundou e à qual ele deu o seu nome. Foi assim que nasceu o “Monte Palace Tropical Garden” (Jardim Tropical Monte Palace).

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:00 AM | Comentários (2)

julho 13, 2005

PISCINAS PORTO MONIZ

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 06:00 PM | Comentários (12)

PISCINAS NATURAIS DE PORTO MONIZ

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 02:15 PM | Comentários (11)

julho 12, 2005

SANTANA

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Santana apresenta-se, actualmente, como Cidade e sede de Concelho.

Fica localizada na costa Norte da ilha da Madeira, a cerca de 312 metros de altitude e ocupa uma área de 96,2Km2.

O Município de Santana foi criado em 1832 e instalado em 1835. Inicialmente componha-se pelas freguesias de Santana, S. Jorge, Arco de São Jorge, Faial, São Roque do Faial e Porto da Cruz. Esta última foi porém desanexada do município, em 1852, passando a fazer parte do município de Machico.

Actualmente volta a contar com seis freguesias, já que em 15 de Abril de 1989, o sítio da Ilha na freguesia de São Jorge, foi elevada à categoria de freguesia, por Decreto Legislativo Regional nº 11/89/M.

Conjuntamente oferecem ao visitante paisagens pitorescas e vislumbrantes que reflectem a associação harmoniosa entre os elementos físicos e humanos. Cada freguesia relata e guarda, à sua maneira, os traços etnográficos e folclóricos mais significativos na memória das suas histórias, tradições, usos e costumes, pois é um concelho fortemente enraizado por laços desta natureza.

O seu nome deve-se à sua padroeira Sant´Ana; como freguesia foi fundada a 04 de Junho de 1552 e elevada a concelho a 05 de Novembro de 1835.

Mais informações no site da Câmara Municipal de Santana

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:10 AM

julho 11, 2005

FUNCHAL

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MARINA E PORTO DO FUNCHAL

Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:00 AM | Comentários (0)

julho 10, 2005

DESERTAS

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(Foto composta da aglutinaçãos de várias, pelo que se pede desculpa por alguma imprecisão)

As Ilhas Desertas são compostas por três pequenas ilhas de origem vulcânica, situadas a SE da ilha da Madeira, que constituem uma reserva natural classificada como Reserva Biogenérica pelo Conselho da Europa. As Ilhas Desertas são: Ilhéu Chão, Deserta Grande e Bugio.

Este espaço foi protegido em Maio de 1990, através do Decreto Legislativo Regional n.º 14/90/M, que criou a Área de Protecção Especial das Ilhas Desertas, passando a Reserva Natural, em 1995, através do Decreto Legislativo Regional n.º 9/95/M.

Embora a protecção destas ilhas tenha sido motivada pela urgência de tomada de medidas para a conservação do Lobo Marinho, o seu objectivo é a protecção e preservação de todo um conjunto de fauna e flora únicos e que englobam várias espécies raras e endémicas.

Como reconhecimento do valor natural e ecológico destas ilhas, em 1992 o Conselho da Europa classificou-as como Reserva Biogenética.

Mais informações em: Reserva Natural das Ilhas Desertas

Publicado por João Carvalho Fernandes em 06:01 PM | Comentários (6)

julho 09, 2005

FORA D'ÁGUA

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Este restaurante fica situado na “promenade” marítima que parte do Lido, por baixo do hotel Tivoli Ocean Park.

Com uma decoração moderna, minimalista, tem ampla superfície vidrada que permite ver a promenade e o mar, para além de uma (pequena) esplanada com algumas mesas.

Entre os pratos existentes, destaco o carpaccio de vaca, a lasagna de salmão fresco com requeijão e espinafres salteados, o lombo de vitela recheado com farinheira e o peito de pato com arroz basmati de legumes e molho de soja (um espanto de sabores!). Como sobremesas entre outras a túlipa de fruta fresca com gelado caseiro e o crumble de maça com gelado de baunilha.

Promenade do Lido
Telef. 291 766 992
Aberto de 2ª ao jantar a sábado , das 12h30 às 15h00 e das 19h00 às 23h00.

Publicado por João Carvalho Fernandes em 06:00 PM | Comentários (0)

julho 08, 2005

VAGRANT

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Trata-se de um iate que pertenceu aos Beatles (é mais conhecido com essa indicação...). Sofreu um acidente nas Ilhas Canárias e quase foi parar à sucata. Mas João Bartolomeu Faria, um empresário madeirense adquiriu-o em 1984 e instalou-o no porto do Funchal no lado oposto à marina, convertendo-o em restaurante e bar.

Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:30 PM | Comentários (0)

julho 07, 2005

JARDIM DOS LOIROS

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 06:40 PM | Comentários (0)

julho 06, 2005

DUNAS - PORTO SANTO

Uma pequena empresa na área do turismo, que opera na ilha de Porto Santo.

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Tem um excelente passeio de jeep por Porto Santo, diferente do proporcionado por outras empresas, dado que cobre quase toda a ilha e tem uma duração de mais de três horas.

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PEDREIRA DO "PIANO" - PORTO SANTO

Para quem tenha disponibilidade para o fazer, esse passeio é de não perder, dado que se fica a conhecer grande parte da ilha, o que não seria possível em tão pouco tempo de outra forma.

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DUNAS
Rua Nuno Silvestre Teixeira, 38
9400-162 Porto Santo
Tel: 291983088
Fax: 291983091
Email: dunaspt@oninet.pt


Publicado por João Carvalho Fernandes em 04:30 PM | Comentários (3)

julho 05, 2005

TELEFÉRICO FUNCHAL - MONTE

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:30 AM | Comentários (1)

julho 04, 2005

NOVO TELEFÉRICO QUASE CONCLUÍDO

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira


Ligação Babosas-Jardim Botânico

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Teleférico disponível a partir de Julho

As obras de execução do novo teleférico que irá ligar as Babosas ao Jardim Botânico estão praticamente no fim. De acordo com a Câmara Municipal do Funchal, mais de 90 por cento da infra-estrutura já está concluída, pelo que na próxima semana devem iniciar-se os testes da linha, com a colocação das 12 cabinas que ali vão operar.

O objectivo da edilidade passa por pôr o teleférico a operar entre a terceira semana e o último dia de Julho.

Com as estações, quer do Monte quer do Jardim Botânico, terminadas, a edilidade apenas aguarda pelas decisões do INTF e do CATIM. O primeiro é o Instituto Nacional de Transportes Ferroviários, entidade que, em Portugal, confere as licenças para este tipo de meios. Quanto ao CATIM, é o laboratório nacional que tem a seu cargo a segurança deste tipo de infra-estruturas, desde a fase de execução até ao início da exploração.

Recorde-se que esta é uma empreitada de concepção, construção e exploração da responsabilidade da Câmara Municipal do Funchal, cujo valor irá um pouco acima dos seis milhões de euros. No âmbito do concurso público internacional, foi decidido entregar ao consórcio formado pelas empresas AFA e Tâmega a exploração desta linha, pelo período de 50 anos, a exemplo do que já acontece com o outro teleférico já em funcionamento no Funchal.

Viajar entre os 10 e os 100 metros de altura

A linha compreende duas estações. Uma está localizada na vereda de acesso entre as Babosas e o Curral dos Romeiros. A segunda, foi construída no Jardim Botânico. Ao todo, o percurso terá 1.600 metros, ligados por sete pilares, e com algumas emoções fortes pelo caminho. É que a orografia do vale da própria ribeira de João Gomes vai colocar o teleférico entre os 10 e os 100 metros de altura do solo. Ao todo, serão 12 as cabinas — a linha permite ir até às 30 —, com capacidade para 8 pessoas cada. Desta forma, o teleférico poderá transportar, aproximadamente, 400 pessoas por hora. No que concerne à exploração comercial, José Perneta, responsável da Câmara Municipal pelo projecto, revelou que ainda estão a ser negociados os valores, se bem que ao JM deixou no ar a possibilidade de serem inferiores aos do teleférico já em funcionamento. Medida que poderá levar, inclusive, a um reajustamento por parte deste consórcio.

Celso Gomes

Publicado por João Carvalho Fernandes em 07:22 PM | Comentários (0)

julho 01, 2005

PONTA DO SOL

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PRAIA DE PONTA DO SOL

Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:10 AM | Comentários (0)

junho 30, 2005

SITE OFICIAL DO TURISMO DA MADEIRA

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É sem dúvida o mais completo e melhor site generalista sobre a Ilha da Madeira. Disponível em português, inglês, alemão e francês.

Múltiplas indicações desde a história, àquilo que não se deve perder na visita, mapas, alojamentos, restaurantes, vida nocturna, informações sobre diversas localidades da ilha, etc...

Uma galeria multimédia, com centenas de fotos.

Muita informação para quem visite a ilha!

Turismo da Madeira

Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:30 AM | Comentários (0)

junho 29, 2005

CRISTO DO GARAJAU

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A inauguração, em 1927:


Excerto da reportagem então publicada no Diário de Notícias

"O dia de domingo passado teve umas horas de verdadeira grandiosidade: a cerimónia da inauguração solene da estátua do Cristo do Garajau, ali erguida por um voto do senhor conselheiro Ayres de Ornelas e de sua ilustre esposa, a senhora D. Maria de Jesus de Sousa Holatein de Ornelas, "numa das crises maiores da vida" dos ilustres fidalgos. São palavras do Sr. Conselheiro Ayres de Ornelas.

Da cidade, arredores e de longínquas povoações, partiram em romagem ao Garajau, muitos milhares de pessoas. E todas as classes ali estiveram largamente representadas – desde a mais alta aristocracia até ao povo que trabalha, ardorosamente, na grande luta da conquista do pão.

Pelas ruas da cidade e pelas estradas e pelos caminhos, há grupos compactos que fazem a romagem a pé. Outros estacionam junto às casas, ou aproveitando a sombra dos muros que ladeiam as estradas, esperando automóveis de retorno ou omnibus com lugares vagos, porque todos são tomados, todos andam em correria num vaivém contínuo.

Mas lá para os lados da Cancela, quando se volta para o Garajau, a multidão é mais densa ainda. E sob os arcos de verdura e flores, por entre os estandartes marcados, em sua maioria, com a cruz de Cristo, quase se não pode transitar. Vai-se descendo para o Garajau.

E entra-se na estrada nova, mandada construir pelo sr. Conselheiro Ayres de Ornelas. Há uma certa rusticidade na paisagem. As tabaibeiras ladeiam os caminhos sinuosos por onde andam formigueiros de gente, corricando...

Numa volta da estrada, divisa-se como se estivesse rente ao mar, a grandiosa estátua. E como está longe ainda e não se apercebem detalhes, o Cristo, de braços abertos, dá a impressão duma enorme cruz, posta ali, dominando o Oceano, orientando os que sobre o oceano labutam.

É meio dia. Um meio dia de sol encoberto, mas um meio dia pesado, quase ardente. E chegamos ao Garajau. O sr. Conselheiro Ayres de Ornelas recebe fidalgamente os seus convidados. E a estátua olha o Infinito e tem gesto de abraçar o Infinito.

Não se preocupou com detalhes de modelação o Escultor. Não podia preocupar-se. Preocupou-se com a grandiosidade. Fez linhas fortes, sem serem duras. Marcou-lhe a traços firmes a fisionomia e soube dar-lhe realeza.

Os braços erguem-se em cruz, mas não crucificam, abraçam e abençoam. E em pregas largas e fundas, duma sobriedade notável, numa admirável visão de realidade, compôs o manto, amplo, solto, para que possa abranger todos os que sofrem. E o pedestal é de linhas direitas, fortes também, numa harmonia completa com a sobriedade de traços da estátua. Grinaldas de flores naturais, campestres, o ornam em graciosas curvas que mãos patrícias desenharam".

in Diário de Notícias, dia 01 de Novembro de 1927

Este excerto voltou a ser publicado na secção "Diário de Notícias no passado", no dia 01 de Novembro de 1989.

Pesquisa: Lília Mata

Com a devida vénia ao CANIÇO ONLINE

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:41 PM | Comentários (3)

junho 03, 2005

ESTRELÍCIA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:35 AM | Comentários (3)

outubro 01, 2004

DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

Trata-se do melhor jornal diário da Madeira. Quem queira seguir a actualidade da ilha não tem melhor escolha.

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Ao domingo tem um suplemento muito interessante, a Revista DIÁRIO. Destaco também outro suplemento, FIM DE SEMANA, publicado à sexta-feira.

Tem site na internet, com quase todos os conteúdos. Para se poder aceder, obriga a inscrição prévia, mas é gratuito.

Diário de Notícias da Madeira

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:49 AM | Comentários (6)

setembro 22, 2004

FUNCHAL

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FUNCHAL, ZONA DO CLUBE NAVAL

Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:41 PM | Comentários (3)

setembro 17, 2004

FUNCHAL: 32º38'N 16º58'W

Um blog, autoria de Ricardo Figueira, que não sendo exclusivamente sobre o Funchal, tem a publicação diária de uma foto tirada nessa cidade.

FUNCHAL: 32º38'N 16º58'W

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:30 AM | Comentários (4)

setembro 10, 2004

COSTA NORTE, PERTO DE SANTANA

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 04:07 PM | Comentários (5)

setembro 09, 2004

LE JARDIN

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Trata-se de um dos melhores restaurantes da zona velha do Funchal.

Destaco especialmente os pratos flambeados, nomeadamente o Camarão com Caril, o Espada Martini, o Bife de Pimenta e o Strognoff.

Tem igualmente uma grande variedade de entradas e nas sopas recomenda-se a (substancial) Sopa de Tomate e Cebola.

Para além dos tradicionais Espada e Atum, tem outras variedades de peixe. Nas carnes a Espetada é muito boa.

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R. Campo D. Carlos I (zona velha)
9050 041 Funchal
Telef: 291 225023

Tem site: Le Jardin

Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:06 PM | Comentários (1)

setembro 07, 2004

HIBISCUS

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 01:20 PM | Comentários (0)

setembro 03, 2004

JARDIM BOTÂNICO (VI) - SITE

E por fim, a indicação do site do Jardim, muito completo e extenso e que vale mesmo a pena esquadrilhar! (de preferência antes de uma visita ao local)

Jardim Botânico da Madeira

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 02:44 PM | Comentários (0)

setembro 02, 2004

JARDIM BOTÂNICO (V)

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HERBÁRIO

Outro aspecto interessante das instalações do Jardim Botânico da Madeira, é a existência de um herbário. Nada melhor do que o site do Jardim para nos falar dele:

O QUE É UM HERBÁRIO?

O herbário é uma colecção dinâmica de plantas secas prensadas de onde se está constantemente a extrair, utilizar e a adicionar informação sobre cada uma das populações e/ou espécies conhecidas, e sobre novas espécies de plantas.

O papel vital que os herbários podem desempenhar nos estudos de biodiversidade são cada vez mais reconhecidos por um maior número de investigadores.

Os herbários albergam uma grande quantidade da informação e dados sobre a diversidade vegetal que variadas disciplinas, tais como a conservação, ecologia, fisiologia, farmacologia, agronomia (melhoramento vegetal), necessitam de conhecer para conduzirem esforços na recuperação do coberto vegetal, recuperação de paisagens degradadas, cruzamentos com incremento de resistência a pragas, melhoramento vegetal, extracção de produtos farmacêuticos e outros.

Todas estas disciplinas formulam questões aos taxonomistas sobre a Identificação, Nomenclatura (especificar um nome para essa planta), Classificação (parentes mais próximos e o seu agrupamento), Distribuição (passada e presente), Ecologia (tipo(s) de habitat), etc, as quais podem ser respondidas em parte por uma etiqueta de cada exemplar de herbário e pela qualidade do exemplar de herbário e representatividade que cada herbário possui da flora de uma dada região.

Objectivos gerais de um herbário:

1. Preservar e albergar material vegetal de referência e que esteja ordenado de uma forma simples e indexada;

2. Possibilitar a identificação rápida de exemplares colhidos através de comparação com aqueles existentes na colecção. Para tal, os espécimes devem estar ordenados de uma forma que reflicta as similaridades entre diferentes grupos de plantas;

3. Constituir uma referência sobre os nomes correctos de cada espécie. Para tal, é necessário uma referência cruzada frequente com trabalhos de revisão taxonómica e nomenclatural;

4. Constituir uma base de dados o mais completa possível sobre a diversidade e vegetação de uma dada região. Enriquecimento das colecções com espécimes de grande qualidade científica, com registo da sua localização o mais exacta possível, dados ecológicos, altitude, tipo de vegetação e outros dados de interesse. Intercâmbio com outros herbários;

5. Extracção da informação e utilização dos dados de cada exemplar de herbário através da disponibilização dos exemplares para consulta ou empréstimo.

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(Foto do Herbário do Jardim - ©Jardim Botânico da Madeira)

Colecções

MADJ - Herbário do Jardim Botânico da Madeira. Neste Herbário encontra-se incorporado o Herbário Histórico do Seminário do Funchal (MADS).

O Herbário do Jardim Botânico da Madeira (MADJ), foi iniciado em 1957,pelo Eng.º Rui Vieira, Eng.º Malato-Beliz e Sr. Rui Santos,antes da criação oficial do Jardim Botânico da Madeira a 30 de Abril de 1960.

Em 1957 foram herborizadas cerca de 642 plantas vasculares de diversos locais do arquipélago da Madeira e Selvagens.

Ao longo dos anos o herbário (MADJ) foi enriquecido com novas colheitas e colecções cedidas por vários botânicos sendo actualmente de 21.570 exemplares de plantas Vasculares, Avasculares e Líquenes (inclui o herbário do seminário do Funchal MADS). Estes exemplares são na maioria da Madeira, Porto Santo, Desertas, Selvagens e de outros arquipélagos Macaronésicos.

Neste herbário também encontram-se incluídas colecções de plantas cultivadas e medicinais.

MADS - Herbário Histórico do Seminário do Funchal, à guarda do Jardim Botânico da Madeira desde 1982, o qual está incorporado no MADJ.

Publicado por João Carvalho Fernandes em 05:17 PM | Comentários (0)

setembro 01, 2004

JARDIM BOTÂNICO (IV)

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No Jardim Botânico da Madeira, existe um Museu de História Natural, com muito interesse. Transecreve-se de seguida, o texto de apresentação no site do Jardim:

MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL

No ano de 1874, o padre Ernesto João Schmitz, ornitólogo alemão, estabeleceu-se na Ilha da Madeira, e assumiu a 27 de Setembro de 1881 a vice-reitoria do Seminário Diocesano do Funchal. Desde 1882 até 1908, o padre Ernesto Schmitz, organizou um Museu de História Natural no Seminário do Funchal. Reuniu colecções de vários ramos das ciências da natureza, com inúmeros exemplares endémicos, novos e raros, recolhidos, organizados e classificados pelo mesmo. A sua especialidade era sobretudo a Ornitologia (parte da Zoologia que se ocupa das aves), mas também se interessou por insectos, moluscos terrestres e marinhos, peixes, corais, toda a flora de superfície oceânica especialmente no campo das algas.

Ao Museu de História Natural do Seminário foram adicionadas as importantes colecções de Muscíneas e Fanerogâmicas, organizadas pelo naturalista inglês James Yate Johnson.

Do espólio do Museu, ainda fazem parte as colecções de líquenes e fungos, organizadas pelo padre Jaime de Gouveia Barreto, que substituiu o padre Ernesto Schmitz nas funções de conservador do Museu do Seminário.

É de assinalar os contributos do biólogo madeirense, padre Armando Sardinha, na conservação e indexação das colecções existentes no Museu.

O padre Manuel de Nóbrega que em 1981 entrou para os serviços do Jardim Botânico da Madeira, iniciou a instalação do espólio do antigo Museu Diocesano do Funchal, em 3 salas do edifício principal do Jardim Botânico, nomeadamente as colecções de aves, fósseis, rochas, minerais, animais invertebrados e outros vertebrados, de modo a constituir o núcleo do Museu.

Este espólio propriedade da Diocese, foi entregue à guarda do Jardim Botânico em 1982.

A partir de 1 de Outubro de 1982, foi aberto ao público. Desde então, tem sido visitado por inúmeras pessoas, quer nacionais, quer estrangeiros.

Publicado por João Carvalho Fernandes em 05:13 PM | Comentários (0)

agosto 31, 2004

JARDIM BOTÂNICO (III)

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O Jardim Botânico da Madeira dedica-se à investigação da Flora Macaronésica e em particular ao estudo da biodiversidade vegetal do arquipélago da Madeira. A investigação desenvolvida nesta instituição incide sobre vários aspectos da sistemática e biologia das plantas, essenciais para a conservação da diversidade vegetal e de outros ramos de investigação.

O Jardim Botânico da Madeira reúne nos seus quadros peritos em florística, sistemática e evolução, e conservação da Flora Macaronésica. Presentemente, alguns grupos de plantas estão a ser estudados, com destaque para as orquídeas madeirenses (Goodyera, Dactylorhiza, Orchis, Gennaria e Neotinea), Digitalis e Isoplexis (Dedaleiras), Echium (Massarocos), hepáticas (Porella).

O financiamento de um projecto apresentado ao programa Life 99 Nat/P/006431 da União Europeia, possibilitará iniciar nas instalações do Jardim Botânico da Madeira, o estudo da diversidade genética de espécies ameaçadas, com repercussões importantes no desenvolvimento de estratégias de conservação. Os esforços de conservação apenas podem ser bem sucedidos e dirigidos, se forem apoiados por estudos sobre a variação genética de cada uma das populações ou espécies ameaçadas, ou mesmo espécies já extintas no seu habitat natural, mas que ainda subsistem em cultivo.

(Texto: Jardim Botânico da Madeira)

Publicado por João Carvalho Fernandes em 08:48 AM | Comentários (0)

agosto 30, 2004

JARDIM BOTÂNICO (II)

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Por incrível que pareça, no Jardim Botânico da Madeira, coexistem plantas originárias de locais tão diferentes como os Himalaias ou a América do Sul, devido às particularidades do microclima da zona onde está instalado.

Existem cerca de 2500 plantas, algumas delas ameaçadas de extinção pelo que são objecto de estudo, sendo dada maior atenção à sua multiplicação.

O Jardim colabora estreitamente com o Parque Natural da Madeira, na monitorização de espécies e habitats que necessitam de acções de conservação.

Também lidera um projecto (LIFE 99), cujo objectivo á a preservação de oito espécies endémicas ameaçadas de extinção, bem como a recuperação da vegetação natural do Pico Branco - Porto Santo, um dos últimos refúgios da flora indígena daquela ilha.

(Fonte utilizada: Jardim Botânico da Madeira)

Publicado por João Carvalho Fernandes em 07:06 PM | Comentários (0)

julho 22, 2004

JARDIM BOTÂNICO (I)

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JARDIM BOTÂNICO - FUNCHAL - 2003

O Jardim Botânico da Madeira foi criado no dia 30 de Abril de 1960, depois de mais de um século passado sobre a emissão de opiniões em tal sentido por parte de ilustres naturalistas que defendiam essa criação devido às potencialidades da região.

Está aberto ao público todos os dias, excepto dia de Natal, entre as 9 e as 18 horas.

A sua morada é: Caminho do Meio – Bom Sucesso, a cerca de 3 quilómetros do centro do Funchal, sendo servido por várias carreiras de autocarros.

A entrada é gratuita para crianças até aos 6 anos, custando 1 euro para jovens dos 7 aos 18 anos e 3 euros aos adultos. Inclui a entrada no Jardim dos Loiros.

Publicado por João Carvalho Fernandes em 01:54 PM | Comentários (7)

julho 20, 2004

QUINTA DA VIGIA

Trata-se de uma casa senhorial, do século XIX, com um grande jardim e uma excepcional vista sobre o porto do Funchal.

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QUINTA DA VIGIA - FUNCHAL - 2003

O primeiro nome desta quinta foi Quinta das Angústias, por a capela anexa, que data de 1662 evocar esta Santa.

Nela viveram várias personalidades importantes, nomeadamente a Imperatriz D. Amélia.

Em 1979, o Governo Regional adquiriu a quinta, tendo-a remodelado, bem como aos jardins, onde se podem encontrar alguns espécimens próprios da flora madeirense, como barbusanos e dragoeiros e outras plantas exóticas de África e da América.

Em Maio de 1984 passou a residência oficial do Presidente do Governo Regional.

Normalmente é possível visitar os jardins da quinta.

Publicado por João Carvalho Fernandes em 08:00 PM | Comentários (1)

julho 19, 2004

FUNCHAL

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FUNCHAL - VISTA DO JARDIM BOTÂNICO - 2003

Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:26 PM | Comentários (1)

julho 16, 2004

LOBO MARINHO

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O navio Lobo Marinho, da Porto Santo Line, está em utilização desde Junho de 2003. Veio substituir outro navio, com o mesmo nome, que demorava cerca de uma hora mais a fazer a ligação marítima entre a Madeira e Porto Santo. O actual navio, demora cerca de duas horas a percorrer a distância entre as duas ilhas.

O actual ferry, construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo é o primeiro navio de passageiros feito em Portugal nos últimos anos. Pode-se dizer que se trata de um pequeno paquete de luxo, que teve um custo de cerca de 35 milhões de euros, permitindo ligar a Madeira a Porto Santo em cerca de duas horas, em condições de extrema comodidade.

Este navio permite transportar cerca de 1.150 passageiros e 160 veículos por viagem, tendo 112 metros de comprimento e 20 de largura. Apresenta interiores com acabamento de grande qualidade.

Para mais informações e consulta de horários e preços, podem consultar o site da Porto Santo Line

Publicado por João Carvalho Fernandes em 12:49 PM | Comentários (0)

julho 14, 2004

SANTANA

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SANTANA - CASAS TÍPICAS - 2003

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:17 PM | Comentários (6)

julho 13, 2004

RESTAURANTE LE BUFFET

Trata-se de um pequeno restaurante/bar, com esplanada, situado na turística localidade do Caniço de Baixo.

Os pratos são simples, muitos deles à base de frango; recomenda-se o "roast-beef" com alho. Para quem queira comer razoavelmente, sem gastar muito, tem aqui uma opção muito correcta.

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Restaurante - Take Away - Snackbar

Le Buffet

Rua D. Francisco Santana
9125-031 Caniço de Baixo

Tel.: 351 291 936549

tem site: Le Buffet


Publicado por João Carvalho Fernandes em 08:00 PM | Comentários (0)

março 31, 2004

FLOR

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:17 PM | Comentários (1)

março 16, 2004

NOVO TELEFÉRICO

Está em fase de expropriação dos terrenos necessários à sua construção um novo teleférico na Madeira, entre o Monte (Largo das Babosas) e o Jardim Botânico.

A data prevista para a conclusão deste investimento de grande importância turística, conforme se pode ler na Resolução do Governo Regional da Madeira é Outubro de 2004. Destaquei a bold os aspectos mais interessantes:

Resolução n.º 213/2004
Considerando que a Câmara Municipal do Funchal solicitou ao Conselho do Governo Regional a declaração de utilidade pública, com carácter de urgência, da expropriação das parcelas dos imóveis necessárias à realização da obra denominada “Concessão do Projecto, Construção, Financiamento, Exploração e Conservação de um Teleférico para ligação do Largo das Babosas (Monte) ao
Jardim Botânico (S. Gonçalo)”, a qual já se encontra adjudicada;

Considerando que a execução deste projecto é tida de fulcral importância para a cidade do Funchal e para a Região, nomeadamente na sua vertente turística, oferecendo outros atractivos e destinos de lazer, de cultura e de turismo;

Considerando que a execução deste projecto definirá um novo percurso panorâmico, privilegiando as vistas sobre o vale da Ribeira de João Gomes, local de exótica e rara beleza natural, e também sobre a Cidade, contribuindo, por outro lado, para um melhor acesso às levadas dos Tornos, Bom Sucesso e ao Curral dos Romeiros, pólos de atracção turística muito visitados;

Considerando que, para a execução desta obra, cuja conclusão está prevista para Outubro de 2004, torna-se necessário que a Câmara Municipal do Funchal adquira, o mais urgente possível, as parcelas dos imóveis demarcados na planta anexa, pois só assim poderá dar início às obras e cumprir com o Quadro de Programa de Trabalhos aprovado.

O Conselho do Governo reunido em plenário em 19 de Fevereiro de 2004, resolveu o seguinte:
1 - Usando das competências atribuídas pelo n.º 1 artigo 90.º do Código das Expropriações, aprovado em anexo à Lei n.º 168/99, de 18 de Setembro, e nos termos e ao abrigo dos artigos 11.º, 12.º, 15.º, 20.º e seguintes do citado
Código, ficam declaradas de utilidade pública, com carácter de urgência da expropriação, as parcelas de terreno identificadas na lista e plantas anexas à presente Resolução da qual fazem parte integrante, e todos os direitos a elas inerentes e/ou relativos (servidões e serventias, colonias, arrendamentos, acessões, regalias, águas, pertences e acessórios, prejuízos emergentes da cessação de actividades e todos e quaisquer outros sem reserva alguma), por as mesmas serem indispensáveis à execução da obra pública de “Concessão do Projecto, Construção, Financiamento, Exploração e Conservação de um Telefé -
rico para ligação do Largo das Babosas (Monte) ao Jardim Botânico (S. Gonçalo)”, a promover pela Câmara Municipal do Funchal, que, para o efeito, é designada entidade expropriante
2 - Simultaneamente e em consequência, assume aquela Autarquia a imediata posse administrativa das referidas parcelas de terreno, nos termos dos artigos 15.º, n.º 2 e 20.º e seguintes do citado Código das Expropriações, na parte aplicável, por se considerar essa posse indispensável ao início imediato dos trabalhos.

Presidência do Governo Regional.
- O PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL,
Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim.

Anexos à Resolução n.º 213/2004, de 19 de Fevereiro

Publicado por João Carvalho Fernandes em 01:04 PM | Comentários (2)

março 08, 2004

FLOR

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 01:36 PM | Comentários (2)

março 01, 2004

MADEIRA BY NIGHT

Um site dedicado à noite madeirense, com as últimas novidades, os concertos, as notícias, entrevistas, moda, fotos e tudo "o que está a dar".

MADEIRABYNIGHT

Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:22 PM | Comentários (8)

fevereiro 11, 2004

VESPAS

Um clássico da Madeira, esta discoteca. Antigamente, mais pequena, ao lado do viaduto perto do actual Madeira Carlton (na altura Sheraton). Agora, na zona do porto, na Avenida Francisco Sá Carneiro, nº 60. Telef: 291 231 202

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É conhecida como a catedral da noite madeirense, abrindo à meia-noite e só fechando ao raiar do dia. Tem frequentemente actuações ao vivo.

Publicado por João Carvalho Fernandes em 02:08 PM | Comentários (16)

fevereiro 09, 2004

JARDIM DOS LOIROS

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JARDIM DOS LOIROS - MADEIRA - 2003

Publicado por João Carvalho Fernandes em 07:33 PM | Comentários (2)

fevereiro 03, 2004

AEROPORTO DA MADEIRA (III)

Algumas curiosidades:

Em 2003 a TAP-Air Portugal representou em número de aeronaves comerciais metade do tráfego do Aeroporto da Madeira, mas em número de passageiros, apenas cerca de 38%. A Air Luxor e a SATA, ficaram com uma quota respectivamente de cerca de 12% e 8%, quer quanto a aviões, quer a passageiros.

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Os passageiros portugueses representaram cerca de metade do tráfego total, sendo os ingleses quase 20% e os alemães 12%.

O avião que mais aterra (e descola...) do Aeroporto da Madeira é o Airbus-320.

O dia da semana com mais movimento é a segunda feira (devido ao time-sharing).

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Actualmente o Aeroporto tem capacidade para acolher até 3.500.000 passageiros/ano, tendo em 2003 recebido cerca de 2.260.000, o que representa quase cem vezes os 25.000 acolhidos em 1964 (meio ano apenas).

O primeiro ano em que foi ultrapassada a cifra de um milhão de passageiros foi 1989, tendo-se registado um número superior aos dois milhões no ano 2000.

Desde a inauguração, faz em 2004 quarenta anos, já passaram pelo Aeroporto da Madeira quase 55 milhões de passageiros (54,3 até Dezembro passado).

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Site da ANAM - AEROPORTOS E NAVEGAÇÃO AÉREA DA MADEIRA:

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 09:17 AM | Comentários (1)

fevereiro 02, 2004

AEROPORTO DA MADEIRA (II)

Em 1990 foi tomada a decisão de alargar o aeroporto. Após aprovação do financiamento por parte da Comissão Europeia, foi lançada a primeira pedra da obra a 6 de Fevereiro de 1995.

Com um custo total de cerca de 530 milhões de euros, a remodelação da aerogare e a nova pista, com 2.781 metros, permitem que sejam recebidos até 16 aviões simultaneamente.

O projecto base inicial foi da autoria do Engº Edgar Cardoso, que faleceu alguns meses antes da inauguração. O projecto final e implementação, foi da responsabilidade do Engº Segadães Tavares, que com ele ganhou o maior prémio de Engenharia Estrutural mundial, o prémio da IABSE (International Association for Bridge and Strctural Engineering) de 2004 que será entregue em Xangai em Setembro.

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Foto ANAM

A pista foi construída em parte sobre o mar, tendo-se efectuado um aterro onde assentam os 180 pilares que suportam a parte nova.

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Foto ANAM

A inauguração daquela que foi a maior obra de sempre da Madeira, ocorreu a 15 de Setembro de 2000, com a presença do Primeiro Ministro António Guterres e tendo como convidados de honra de Alberto João Jardim, Presidente do Governo Regional, Cavaco Silva, Valente de Oliveira e Ferreira do Amaral.

Publicado por João Carvalho Fernandes em 11:18 PM | Comentários (8)

AEROPORTO DA MADEIRA (I)

Com uma pista que tinha um comprimento de 1.600 metros, o aeroporto da Madeira (na altura denominado Aeroporto do Funchal), foi inaugurado a 8 de Julho de 1964, com toda a pompa e circunstância, pelo Presidente da República, Américo Tomás.

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Foto ANAM

Situado a 16 quilómetros do Funchal, foi utilizado durante o resto desse primeiro ano de utilização por cerca de 800 aviões, que transportaram à volta de 25.000 passageiros.

Em 19 de Novembro de 1977 ocorreu um trágico acidente, que custou a vida a 130 pessoas, quando um avião da TAP falhou a aterragem, caindo ao mar. Nessa altura, ficou claro que a necessidade de ampliação da pista era real. No entanto, apenas em 1985 foi possível inaugurar a primeira ampliação da pista, para mais 200 metros.

Publicado por João Carvalho Fernandes em 07:32 PM | Comentários (3)

janeiro 29, 2004

FLOR

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Publicado por João Carvalho Fernandes em 01:50 PM | Comentários (5)

janeiro 26, 2004

RESTAURANTE BRISA MAR

MAD0002.jpg Situado na zona do porto de pesca do Seixal (perto de Porto Moniz), trata-se de um restaurante e estalagem (três estrelas) muito simples, mas onde se serve (quanto a mim) o melhor filete de peixe espada de toda a ilha. E não é por acaso que muitos estrangeiros lá vão parar, trazidos por taxistas conhecedores. É necessário descer até ao cais, dado que a estrada que vai para Porto Moniz passa em cima, algo longe.

Seixal (cais)
9270-130 SEIXAL PMZ
Telefone: 291 854 476
Fax: 291 854 477
e-mail: brisamar@clix.pt

Publicado por João Carvalho Fernandes em 06:38 PM | Comentários (17)

janeiro 19, 2004

Aloë arborescens


Publicado por João Carvalho Fernandes em 10:59 PM | Comentários (5)

A DESCOBERTA DA MADEIRA

Madeira2.jpgO Arquipélago da Madeira é constituído por : ilhas da Madeira e Porto Santo (habitadas) e grupos de ilhas Desertas e Selvagens (desabitadas).

A Ilha da Madeira fica situada a cerca de 700 Km da costa africana e a 1.000 Km de Portugal continental.

Madeira1.jpgAs primeiras alusões à Madeira datam da antiguidade clássica, sendo feita referência a paradisíacas ilhas atlânticas. Posteriormente, o Arquipélago foi representado em mapas italianos e catalães do século XIV. No entanto, oficialmente a descoberta data do século XV.

Zarco1.jpgA primeira a ser (re)descoberta, Porto Santo, foi avistada em 1419 (1418 segundo algumas versões), por João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, depois de muitos dias à deriva pelo alto mar, afastados da sua rota pela costa de África devido ao mau tempo. No entanto, alguns historiadores defendem que estes foram enviados precisamente para colonizar as ilhas que já eram conhecidas dos tais mapas antigos.

A ilha da Madeira seria descoberta no ano seguinte. Reza a lenda que de Porto Santo se avistavam umas nuvens escuras que os marinheiros pensavam ser o inferno (o fumo das almas penadas a arder...) ou o sítio onde os barcos cairiam num abismo, borda fora do mundo!

Apesar destes temores, João Gonçalves Zarco embarcou com alguns homens num barco e foi andando, apesar do pânico da tripulação, até encontrar terra firme: a Ponta de S. Lourenço, à qual foi dado este nome por ser o do navio do capitão.

Publicado por João Carvalho Fernandes em 07:24 PM | Comentários (31)

ILHA DA MADEIRA - LUÍS DE CAMÕES


"Passamos a grande Ilha da Madeira,
Que do muito arvoredo assim se chama;
Das que nós povoamos a primeira,
Mais célebre por nome do que por fama.
Mas nem por ser do mundo a derradeira,
Se lhe avantajam quantas vénus ama;
Antes, sendo esta sua, se esquecera,
De Cypro, Guido, Paphos e Cythera."

"Os Lusiadas", Canto V
Luis de Camões


Publicado por João Carvalho Fernandes em 01:20 PM | Comentários (9)

MAPA DA ILHA DA MADEIRA

MAD_mapa3.jpg
MAPA DA MADEIRA


ATENÇÃO: Quem procura certidões antigas, poderá eventualmente encontrar o que procura aqui: http://ilhadamadeira.weblog.com.pt/arquivo/263146.html

Publicado por João Carvalho Fernandes em 01:09 PM | Comentários (203)

NOTA DE ABERTURA

Começa hoje (e após múltiplas vicissitudes, entre as quais um primeiro falso arranque na blogger brasileira) este blog, que se pretende tenha um cunho essencialmente turístico. Serão abordados locais, restaurantes, hotéis, passeios e figuras da Ilha da Madeira.

A periodicidade será pelo menos semanal, com actualização, predominantemente à segunda-feira. Sempre que o tempo disponível o permitir ocorrerão mais actualizações.

Espero que se divirtam pelo menos tanto a ler este blog como eu a escrevê-lo!

Publicado por João Carvalho Fernandes em 08:10 AM | Comentários (14)
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