março 19, 2005

Onde quer que estejas

E como hoje é dia do PAI, um grande BEIJO para ti, onde quer que te encontres. As coisas nem sempre correram bem, mas és o meu pai e por isso fazes parte de mim para sempre.
Feliz dia para ti.

Publicado por Adartha às 01:49 PM | Comentários (0)

março 15, 2005

Inicial

O mar azul e branco e as luzidias
Pedras - O arfado espaço
Onde o que está lavado se relava
Para o rito do espanto e do começo
Onde sou a mim mesma devolvida
Em sal espuma e concha regressada
À praia inicial da minha vida.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Este poema da Sophia traduz tão bem o estado de alma em que me encontro, que me senti impelida a postá-lo. Às vezes este regresso às origens é o melhor que nos pode acontecer, relembrarmos quem fomos, o que somos hoje e o que queríamos ser. E retomar o caminho.

Publicado por Adartha às 02:12 PM | Comentários (2)

março 14, 2005

Agora

Agora é diferente.
A mágoa já não existe.
A tua presença continua forte em mim
mas aquela onda que rebentava
sempre que te imaginava sem mim,
essa não voltou quando a maré subiu.
Ficou uma réstea de esperança
que sobrevive não sei bem como,
esperança, não que volte tudo ao início
mas que evolua, de alguma maneira,
e nos faça feliz, a mim e a ti.
Continuas a fazer parte de mim, da minha vida,
e a ternura que te tenho é como o mar.
Foi amor? É (apenas) agora amor?
Não sei... Não sei sequer se alguém me pode responder.
Sei que serei sempre tua amiga
e que existe algo só nosso
que ninguém mais partilha.
A serenidade que esta certeza emana
diz-me que assim é.
Não sei o que foi
não sei o que é ou será.
Sei o que fui
o que sou
e o que quero ser.
Sei o que foste
o que és ainda
e o que serás sempre.
E continuo a sorrir.

Publicado por Adartha às 01:48 PM | Comentários (0)

março 12, 2005

Porque

Porque nem sempre te vejo
e a solidão abraça-me nesses dias tristes
em que a luz por mais que brilhe
não consegue entrar em mim.
Porque te sinto perto
nessa busca que não acaba nunca
na brevidade de encontros
que não satisfazem por mais de um momento.
Porque por vezes somos como estranhos
e és outra pessoa no mesmo corpo
alguém que não reconheço
nem mesmo quero conhecer.
Porque sou sempre para ti
o que adivinho completar-te
e porque és para mim o que desejo
e em ti reconheço-me a mim própria.

Publicado por Adartha às 12:27 PM | Comentários (0)

março 11, 2005

Enganos

Porque há dias em que os enganos são muitos e o que se diz não é o que se percebe, hoje tinha de ser um dia desses. Hoje foi um acumular de situações de engano, cada um agravando o outro que o antecedeu. Como é possível que a interpretação pessoal, os ouvidos e sei lá mais o quê possam distorcer tanto uma simples mensagem inicial?

(E o dia ainda só vai a meio...)

Publicado por Adartha às 03:07 PM | Comentários (0)