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<title>Há dias...</title>
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<tagline>Cada dia possui uma essência única... E és tu que lhes dás forma. </tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2005, Adartha</copyright>
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<title>Onde quer que estejas</title>
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<summary type="text/plain">E como hoje é dia do PAI, um grande BEIJO para ti, onde quer que te encontres. As coisas nem sempre correram bem, mas és o meu pai e por isso fazes parte de mim para sempre. Feliz dia para...</summary>
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<![CDATA[<p>E como hoje é dia do PAI, um grande BEIJO para ti, onde quer que te encontres. As coisas nem sempre correram bem, mas és o meu pai e por isso fazes parte de mim para sempre.<br />
Feliz dia para ti.</p>]]>

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<title>Inicial</title>
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<summary type="text/plain">O mar azul e branco e as luzidias Pedras - O arfado espaço Onde o que está lavado se relava Para o rito do espanto e do começo Onde sou a mim mesma devolvida Em sal espuma e concha regressada...</summary>
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<name>Adartha</name>

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<![CDATA[<p>O mar azul e branco e as luzidias<br />
Pedras - O arfado espaço<br />
Onde o que está lavado se relava<br />
Para o rito do espanto e do começo<br />
Onde sou a mim mesma devolvida<br />
Em sal espuma e concha regressada<br />
À praia inicial da minha vida.</p>

<p><em>Sophia de Mello Breyner Andresen</em></p>

<p>Este poema da Sophia traduz tão bem o estado de alma em que me encontro, que me senti impelida a postá-lo. Às vezes este regresso às origens é o melhor que nos pode acontecer, relembrarmos quem fomos, o que somos hoje e o que queríamos ser. E retomar o caminho.</p>]]>

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<title>Agora</title>
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<modified>2005-03-14T14:00:57Z</modified>
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<summary type="text/plain">Agora é diferente. A mágoa já não existe. A tua presença continua forte em mim mas aquela onda que rebentava sempre que te imaginava sem mim, essa não voltou quando a maré subiu. Ficou uma réstea de esperança que sobrevive...</summary>
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<![CDATA[<p>Agora é diferente.<br />
A mágoa já não existe.<br />
A tua presença continua forte em mim<br />
mas aquela onda que rebentava<br />
sempre que te imaginava sem mim,<br />
essa não voltou quando a maré subiu.<br />
Ficou uma réstea de esperança<br />
que sobrevive não sei bem como,<br />
esperança, não que volte tudo ao início<br />
mas que evolua, de alguma maneira,<br />
e nos faça feliz, a mim e a ti.<br />
Continuas a fazer parte de mim, da minha vida,<br />
e a ternura que te tenho é como o mar.<br />
Foi amor? É (apenas) agora amor?<br />
Não sei... Não sei sequer se alguém me pode responder.<br />
Sei que serei sempre tua amiga<br />
e que existe algo só nosso<br />
que ninguém mais partilha.<br />
A serenidade que esta certeza emana<br />
diz-me que assim é.<br />
Não sei o que foi<br />
não sei o que é ou será.<br />
Sei o que fui<br />
o que sou<br />
e o que quero ser.<br />
Sei o que foste<br />
o que és ainda<br />
e o que serás sempre.<br />
E continuo a sorrir.<br />
</p>]]>

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<title>Porque</title>
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<modified>2005-03-12T13:51:13Z</modified>
<issued>2005-03-12T12:27:59Z</issued>
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<summary type="text/plain">Porque nem sempre te vejo e a solidão abraça-me nesses dias tristes em que a luz por mais que brilhe não consegue entrar em mim. Porque te sinto perto nessa busca que não acaba nunca na brevidade de encontros que...</summary>
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<![CDATA[<p>Porque nem sempre te vejo<br />
e a solidão abraça-me nesses dias tristes<br />
em que a luz por mais que brilhe<br />
não consegue entrar em mim.<br />
Porque te sinto perto<br />
nessa busca que não acaba nunca<br />
na brevidade de encontros<br />
que não satisfazem por mais de um momento.<br />
Porque por vezes somos como estranhos<br />
e és outra pessoa no mesmo corpo<br />
alguém que não reconheço<br />
nem mesmo quero conhecer.<br />
Porque sou sempre para ti<br />
o que adivinho completar-te<br />
e porque és para mim o que desejo<br />
e em ti reconheço-me a mim própria.</p>]]>

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<title>Enganos</title>
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<summary type="text/plain">Porque há dias em que os enganos são muitos e o que se diz não é o que se percebe, hoje tinha de ser um dia desses. Hoje foi um acumular de situações de engano, cada um agravando o outro...</summary>
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<![CDATA[<p>Porque há dias em que os enganos são muitos e o que se diz não é o que se percebe, hoje tinha de ser um dia desses. Hoje foi um acumular de situações de engano, cada um agravando o outro que o antecedeu. Como é possível que a interpretação pessoal, os ouvidos e sei lá mais o quê possam distorcer tanto uma simples mensagem inicial?</p>

<p>(E o dia ainda só vai a meio...)</p>]]>

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<title>Quero descanço!</title>
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<summary type="text/plain">Hoje é um dia cheio de trabalho. Mas é mesmo assim para quem estuda e tem estágio ao mesmo tempo... Ahhh! Será que este ano lectivo ainda demora muito para acabar? Quero descanço!!!!!...</summary>
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<![CDATA[<p>Hoje é um dia cheio de trabalho. Mas é mesmo assim para quem estuda e tem estágio ao mesmo tempo... Ahhh! Será que este ano lectivo ainda demora muito para acabar? Quero descanço!!!!!</p>]]>

</content>
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<title></title>
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<summary type="text/plain">Hoje estou muito cansada. Foi uma semana mesmo cansativa......</summary>
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<![CDATA[<p>Hoje estou muito cansada. Foi uma semana mesmo cansativa...</p>]]>

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<title>A NOITE TEM SONS E CORES</title>
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<modified>2005-02-24T16:36:14Z</modified>
<issued>2005-02-24T16:24:04Z</issued>
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<summary type="text/plain">A noite tem sons e cores diferentes, que nos envolvem e convidam para lhe pertencer, fazer parte dela e sermos com ela não uma cor cinzenta de um mundo a preto e branco, mas um morcego que voa às cegas...</summary>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ha-dias.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>A noite tem sons e cores diferentes, que nos envolvem e convidam para lhe pertencer, fazer parte dela e sermos com ela não uma cor cinzenta de um mundo a preto e branco, mas um morcego que voa às cegas e vê claramente o seu caminho e sente no seu corpo aquele frio que apetece quando tudo mais nos queima.A noite tem cores esquivas, disfarçadas, espias, tem sons que arrepiam, aceleram,entorpecem, que são noite escura e clara sempre a girar num crescendo que fere e dói. A noite tem cores e sons que são meus e eu sou o som e a cor da noite que veio para ficar...</p>]]>

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<title>Ausência</title>
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<summary type="text/plain">Num deserto sem água Numa noite sem lua Num país sem nome Ou numa terra nua Por maior que seja o desespero Nenhuma ausência é mais funda do que a tua. Sophia de Mello Breyner Andresen...</summary>
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<![CDATA[<p>Num deserto sem água<br />
Numa noite sem lua<br />
Num país sem nome<br />
Ou numa terra nua</p>

<p>Por maior que seja o desespero<br />
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.</p>

<p><em>Sophia de Mello Breyner Andresen</em><br />
</p>]]>

</content>
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<title>Ternura</title>
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<modified>2005-02-18T13:40:34Z</modified>
<issued>2005-02-18T13:35:09Z</issued>
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<summary type="text/plain">Desvio dos teus ombros o lençol que é feito de ternura amarrotada, da frescura que vem depois do Sol, quando depois do Sol não vem mais nada... Olho a roupa no chão: que tempestade! há restos de ternura pelo meio,...</summary>
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<![CDATA[<p>Desvio dos teus ombros o lençol <br />
que é feito de ternura amarrotada, <br />
da frescura que vem depois do Sol, <br />
quando depois do Sol não vem mais nada... </p>

<p>Olho a roupa no chão: que tempestade! <br />
há restos de ternura pelo meio, <br />
como vultos perdidos na cidade <br />
em que uma tempestade sobreveio... </p>

<p>Começas a vestir-te, lentamente, <br />
e é ternura também que vou vestindo, <br />
para enfrentar lá fora aquela gente <br />
que da nossa ternura anda sorrindo... </p>

<p>Mas ninguém sonha a pressa com que nós <br />
a despimos assim que estamos sós! </p>

<p>De David Mourão-Ferreira</p>]]>

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<title>Eterno...</title>
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<modified>2005-02-17T18:47:58Z</modified>
<issued>2005-02-17T18:44:49Z</issued>
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<summary type="text/plain">Eterno nascer do sol, eterno pôr do sol, eterna madrugada e crepúsculo, no mar, nos continentes e nas ilhas, cada um na sua vez, enquanto a terra redonda gira. De John Muir...</summary>
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<![CDATA[<p>Eterno nascer do sol, eterno pôr do sol, eterna madrugada e crepúsculo, no mar, nos continentes e nas ilhas, cada um na sua vez, enquanto a terra redonda gira.</p>

<p>De John Muir</p>]]>

</content>
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<title>Confidências II</title>
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<modified>2005-02-12T02:37:38Z</modified>
<issued>2005-02-12T02:40:42Z</issued>
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<summary type="text/plain">O autocarro estava tão cheio que parecia que a qualquer momento o ar respirável ia pura e simplesmente esgotar-se... Àquela hora da manhã era sempre a mesma coisa, a mesma correria, os mesmos atropelos. O que interessa é apenas o...</summary>
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<![CDATA[<p>O autocarro estava tão cheio que parecia que a qualquer momento o ar respirável ia pura e simplesmente esgotar-se... Àquela hora da manhã era sempre a mesma coisa, a mesma correria, os mesmos atropelos. <em>O que interessa é apenas o eu, a minha vida, as minhas necessidades, o meu lindo e perfeito umbigo... Os outros? Que outros?</em> E pensar que todos os dias vejo exemplos disto mesmo... todas as manhãs... e basta entrar no autocarro...<br />
O dia começou como sempre e eu a desejar que ele chegasse rapidamente ao fim, para correr para casa e ligar o computador e ligar-me ao meu mundo virtual, que em tantos sentidos me parecia mais humano. Desde que ele me deixou que o meu refúgio era a internet, esse mundo virtual onde podes ser quem quiseres, falar ou não falar, viajar pela mundo todo e até estar em vários lugares ao mesmo tempo.<br />
Alguém me calca e os meus pensamentos perdem-se. A súbita dor liga-me à realidade e por reflexo olho em redor para ver quem me calcou. Naquele momento sinto-me mais só do que nunca.</p>]]>

</content>
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<title>Confidências I</title>
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<modified>2005-02-03T02:43:02Z</modified>
<issued>2005-02-03T02:06:42Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Passo lentamente a mão pela cara e lembro-me de ti... do teu cheiro, do teu sabor, da tua presença. Eras tu que tinhas esse hábito. Demoravas-te nesse gesto, como se quisesses memorizar cada pormenor do meu rosto. Depois encostavas...</summary>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ha-dias.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>  Passo lentamente a mão pela cara e lembro-me de ti... do teu cheiro, do teu sabor, da tua presença.<br />
  Eras tu que tinhas esse hábito. Demoravas-te nesse gesto, como se quisesses memorizar cada pormenor do meu rosto. Depois encostavas a boca ao meu ouvido e, num sussurro leve como uma pena, dizias "és linda!", mas nunca foste capaz de dizer que me amavas. Não. Fugias dessas palavras com uma agilidade felina e contornavas a questão com um beijo, profundo, quase insaciável... E eu acreditava que era apenas uma questão de tempo até seres capaz de as dizer. Ingénua.<br />
  Agora sei que nunca me amaste e que eu nunca te tive verdadeiramente. Não sei o que fui para ti, apenas sei o que foste para mim. Não uma ilusão completa, nem sequer uma miragem, porque exististe. Estiveste ali, comigo, eu senti o teu calor e as tuas lágrimas quando me disseste que não dava mais. Tinhas de seguir por outro caminho que não o meu...<br />
  Sinto lágrimas novamente, mas hoje são as minhas. As memórias são muitas vezes crueis, aparecem quando não o esperamos, sem serem chamadas. Passo lentamente a mão  pela cara e afasto a sua presença indesejável.</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>Espera</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://ha-dias.weblog.com.pt/arquivo/2005/01/espera.html" />
<modified>2005-01-31T18:27:21Z</modified>
<issued>2005-01-31T17:24:14Z</issued>
<id>tag:ha-dias.weblog.com.pt,2005://633.68581</id>
<created>2005-01-31T17:24:14Z</created>
<summary type="text/plain">Há dias como o de hoje, em que os nervos estão à flor da pele e a ansiedade pura e simplesmente não te deixa estar quieta... A espera, seja por que for, deixa-me sempre assim, completamente irritadiça, cheia de dúvidas,...</summary>
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<name>Adartha</name>

<email>adartha@hotmail.com</email>
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<![CDATA[<p><em>Há dias</em> como o de hoje, em que os nervos estão à flor da pele e a ansiedade pura e simplesmente não te deixa estar quieta... A espera, seja por que for, deixa-me sempre assim, completamente irritadiça, cheia de dúvidas, de inseguranças.<br />
Hoje, essa espera resume-se tão somente a uma simples mensagem, que não chega nunca e que ocupa todos os meus pensamentos.<br />
Mas quem não tem dias assim?...</p>]]>
<![CDATA[<p>Espera</p>

<p>Dei-te a solidão do dia inteiro.<br />
Na praia deserta, brincando com a areia,<br />
No silêncio que apenas quebrava a maré cheia<br />
A gritar o seu eterno insulto,<br />
Longamente esperei que o teu vulto<br />
Rompesse o nevoeiro.</p>

<p><em>Sophia de Mello Breyner Andresen </em></p>]]>
</content>
</entry>
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<title>Os princípios deste meu blog</title>
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<modified>2005-02-28T19:15:31Z</modified>
<issued>2005-01-29T15:38:30Z</issued>
<id>tag:ha-dias.weblog.com.pt,2005://633.68165</id>
<created>2005-01-29T15:38:30Z</created>
<summary type="text/plain">Para mim esta é uma nova experiência. Partilhar sentimentos, pensamentos com outras pessoas é sempre difícil, mas o enriquecimento que certamente resultará dessa troca de opiniões ultrapassa em muito a timidez com que o faço. Espero que apreciem este meu...</summary>
<author>
<name>Adartha</name>

<email>adartha@hotmail.com</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ha-dias.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Para mim esta é uma nova experiência. Partilhar sentimentos, pensamentos com outras pessoas é sempre difícil, mas o enriquecimento que certamente resultará dessa troca de opiniões ultrapassa em muito a timidez com que o faço. Espero que apreciem este meu cantinho!</p>]]>
<![CDATA[<p>Para ser grande, sê inteiro: nada<br />
Teu exagera ou exclui.<br />
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és<br />
No mínimo que fazes.<br />
Assim em cada lago a lua toda<br />
Brilha, porque alta vive. </p>

<p><em>Ricardo Reis</em>, em "Odes"<br />
</p>]]>
</content>
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