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<title>grunho</title>
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<copyright>Copyright (c) 2005, ruipmartins</copyright>
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<title>Morte do Grunho... Nascimento do oGrunho !!!</title>
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<![CDATA[<p>Depois de ter andado semanas às turras com o http://grunho.weblog.com.pt e com erros crónicos (indexes, 404, etc.) acabei por desistir de usar a Weblog e criar este Blogue no Blogger... O serviço da Weblog é mais que mau, tão mau como o desempenho da nossa economia e pior que a desilusão que Sócrates me provocou. Consegue ser ainda pior que a candidatura de Soares a Belém (o que é difícil). </p>

<p>Sendo assim, embarquei no http://www.blogger.com que além de gratuito (o weblog não é) usa software mais robusto e mais intuitivo que a treta do Movable Type da Weblog (má escolha!). </p>

<p>E cá vamos! </p>

<p>Peço que tenham paciência e actualizem os vossos links para este novo blogue... <a href="http://ogrunho.blogspot.com"> http://ogrunho.blogspot.com </A></p>

<p><br />
O outro blogue permanece no ar, mas sem possibilidade de inserir comentários (essa foi a gota de água), e vou passar para aqui a maioria dos posts que estavam visíveis por lá.</p>]]>

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<title>Os Malefícios do Catolicismo</title>
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<summary type="text/plain">Boa parte da situação em que Portugal se encontra agora encontra as suas raízes na época em que Dom João II introduziu a Santa Inquisição no nosso país. 1. A Fuga de Capitais Com as perseguições que a partir de...</summary>
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<![CDATA[<p>Boa parte da situação em que Portugal se encontra agora encontra as suas raízes na época em que Dom João II introduziu a Santa Inquisição no nosso país. </p>

<p>1. A Fuga de Capitais</p>

<p>Com as perseguições que a partir de Dom Manuel foram feitas em Portugal à comunidade hebraica foram criadas as condições que obrigaram os judeus a deslocarem a maioria dos seus "cabedais" (como se dizia na época) para o estrangeiro, sobretudo para os países do norte da Europa, criando aqui as bases de capital para a prosperidade de que ainda hoje gozam e esvaziando a capacidade portuguesa de financiar e organizar empreendimentos no exterior. </p>

<p>2. A Perda do Espírito Empreendedor</p>

<p>Sendo especuladores e empreendedores natos a fuga dos judeus retirou à sociedade portuguesa as suas características mais dinâmicas e activas tornando-a num monstro social passivo e ressentido sempre pronto a colocar no exterior todas as responsabilidades por tudo. Se na raíz do impulso para os Descobrimentos estiveram várias razões de teor económico e religioso o financiamento dos empreendimentos e até o progresso científico esteve nas mãos de muitos judeus. A sua fuga esvaziou Portugal de uma preciosa energia vital cuja falta é hoje observável em tantos aspectos da vida portuguesa contemporânea.  </p>

<p>4. A Vingança</p>

<p>Muitas das famílias judaicas que foram perseguidas, expulsas ou que foram vítimas da "Santa" Inquisição e que acabaram por encontrar refúgio nos países do norte da Europa (sobretudo na Holanda) viriam a alimentar um forte sentimento de ressentimento contra o país que os expulsou e assassinou os seus familiares.</p>

<p>O princípio do fim do Império Português coincidiu com os primeiros ataques de corsários ingleses e holandeses a navios portugueses da Rota do Oriente, seguidos pouco depois pelas primeiras ocupações de feitorias portuguesas na Ásia e pelas expedições frustadas contra Angola e o Brasil. Todas estas actividades exigiram uma grande concentração de  capital e este estava em grande medida nas mãos dos mesmos judeus  que a sanha católica tinha expulso de Portugal e que assim encontraram forma de vingar - justamente - as perseguições contra eles lançadas.<br />
 <br />
5. O Receio pela Diferença e da Inovação</p>

<p>Provavelmente o maior dano jamais provocado pelo catolicismo a Portugal foi o sentimento de receio pela Diferença, Inovação no Pensamento que existe imanente em todos os portugueses e que gravada na memória colectiva de Portugal por muitos séculos depois do fim da actividade da Inquisição em Portugal. O virus entao inserido na Alma Portuguesa haveria de chegar ate hoje, e a opressao pesada do Salazrismo com uma censura omnipresente e mais sentida do que real (o que é infinitamente mais danoso, porque implica uma interiorização do Sentimeno e não mais uma impressão exterior) levaria Portugal à triste situação em que hoje se encontra.</p>

<p>6. O Medo pelo Estado</p>

<p>A Inquisição Católica sempre dependeu do chamado "Braço Secular" para fazer aplicar as suas vis "cristãs" torturas e execuçðes pelo fogo. O "Braço Secular" era o do Estado, obviamente. Posteriormente, em pleno sêculo XX Portugal conheceu o segundo grande momento castrador da sua História no Salazarismo, onde de mão dada com a Igreja Católica se haveria de cometer o segundo grande crime contra a grandeza dos destinos de Portugal com a instauração da Censura e da PIDE, ávidas por perseguir e fazer calar todos aqueles que se erguessem contra o Beatismo feito Regime e Religião oficial do Estado português. O receio provocado na Alma Portuguesa por sobressair, por "chamar a atenção à PIDE" haveria de se infliltrar subliminarmente em todos nós e seria o causador da Inveja, sentimento colectivo que tanto dano causa, porque critica negativamente a acção e convida ao imobilismo que tanto era apreciado por Salazar e pelos seus pares políticos contemporâneos e que hoje se faz sentir de forma particularmente intensa na acção bloqueadora dos Lobbies de interesses (Advogados, Juízes, Médicos, Funcionários Públicos, ec.) que se movem sempre para defender a manutenção do Status Quo que mantém Portugal um país atrasado e retrógado.</p>

<p>Uma cópia deste Post foi colocada em <a href="http://movv.blogspot.com"> Movimento Quintano </a><br />
</p>]]>

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<title>Os Cinco Impérios de António Vieira</title>
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<![CDATA[<p>O conceito de "Quinto Império" não é uma invenção absoluta da mente do Padre António Vieira, que o elaboraria no papel, pela primeira vez numa nota manuscrita que haveria de ser anexada ao seu processo na Inquisição e que foi redigida em 1649, quinze anos antes da redacção da "História do Futuro". É contudo certo que foi através deste padre jesuíta que a expressão "Quinto Império" veio a conhecer a luz do mundo, diversos autores referiam anteriormente a chegada eminente de um civilização de novo tipo, prenhe de promessas de paz e estabilidade que se estendesse por todo o Mundo.</p>

<p>O poeta romano Virgílio (Bucólicas, Poema IV) acreditava na vinda de uma criança que haveria de reinar como Deus num mundo de abundância. O poeta chegaria a identificar essa criança com o filho do imperador Augusto, mas quando a gravidez da imperatriz chegou ao termo e esta deu à luz uma menina, a profecia haveria de se revelar inconcreta, assim como a de Vieira que insistiria até ao último momento em identificar Dom João IV com o prometido "Imperador do Quinto Império".</p>

<p>Antes de Virgílio, também o poeta grego Píndaro e o filósofo Platão acreditavam no regresso a um "Mundo de Ouro", uma época ídilica em que todos os homens haveriam de viver em paz e harmonia. Provavelmente, a tese de Vírgilio há-de ter encontrado aqui a sua inspiração....</p>

<p>Mas até em Portugal, ainda antes da aparição de Vieira no século XVII, já corria em Portugal a corrente subterrânea de que para o país estaria reservado um papel diferente e supremo, tão cedo desde o misterioso "Milagre de Ourique" que estaria na base da fundação da nacionalidade e até na sua refundação aquando da chegada do Mestre de Aviz à realeza e que o cronista Fernão Lopes deixa transparecer quando na sua crónica escreve: "Da Sétima Idade que começou no tempo do Mestre (...) na qual se levantou outro mundo novo e nova geraçom de gentes"</p>

<p>Na Profecia de Daniel (II, 31-45), invocada na "História do Futuro" de António Vieira (obrigado ao Espreitador pela recordação). o jesuíta apresenta a sua lista (e podemos dizer que esta é a lista "original", uma vez que existem outras versões) dos Quatro Impérios a que sucederá o Quinto: Assírios (Ouro), Persas (Prata), Gregos (Bronze) e Romanos (barro e Ferro).</p>

<p>Em primeiro lugar, estranha-se a inclusão nesta lista do "Império dos Gregos", porque efectivamente não houve nunca nenhum império grego na mais pura acepção da palavra... Os gregos da Antiguidade Clássica sempre foram demasiado desunidos, turbulentos e ciosos da independência das suas cidades-estado para formarem qualquer coisa semelhante a "Império Grego", o que houve efectivamente foi um "Império Macedónico ou de Alexandre Magno" que não sobreviveu à morte do seu sonhador, e que sendo de língua grega e dominado fundamentalmente por cidadãos oriundos da península grega pode merecer tal designação com alguma propriedade. Vieira esclarece esta questão quando escreve: "dividiu-se em três reinos, do Egipto. da Macedónia, e da Ásia, em que se continuou com desigual fortuna e duração". Sendo estes três reinos, o do Egipto Ptolomaico, o da Síria e Ásia dos Seleucidas e a Macedónia, que se separou das províncias orientais e sobreviveria até à conquista romana.</p>

<p>Umas últimas notas a propósito dos Cinco Impérios de Vieira:</p>

<p>a) Os quatro primeiros estão associados a metais, ou seja, a produtos da actividade metalúrgica humana, mas o quinto é o da Pedra, um material de origem natural que escapa ao fabrico humano... É como se Vieira quisesse dizer que todos os impérios universais anteriores tinham sido coisa humana, "fabricação do Homem", mas que o Quinto haveria de ser diverso, verdadeiramente natural e original, além de superior aos quatro precedentes, porque haveria de derribar a estátua formada em diferentes partes pelas alegorias destes quatro impérios.</p>

<p>b) A deslocação do centro de poder de Oriente para Ocidente é evidente nesta lista de Vieira. À medida que os impérios dão lugar aos seus sucessores, o seu centro de gravidade desloca-se cada vez mais para Ocidente. Começa em Nínive, capital Assíria, mantem-se depois no Oriente, em Persepolis e desloca-se depois para a Grécia, Síria e Egipto e por fim para Roma. O Quinto Império esse, haverá de ser localizado no extremo europeu, nessa Finisterra de Pessoa chamada Portugal, o ponto mais ocidental do verdadeiro continente chamado Eurásia (onde o falso continente "Europa" não representa mais do que um apêndice).</p>

<p>c) A sucessão dos metais: Ouro, Prata, Bronze, Ferro e regresso ao Ouro (Quinto Império) invoca os mitos hindus que referem o ciclo Yuga, uma sucessão de quatro idades do mundo e um regresso ao "Mundo do Ouro" no final da passagem da roda do tempo. Este "mito do eterno retorno" (Mircea Eliade) está gravado na consciência colectiva de todos os povos de matriz indoeuropeia e trespassa todas as sociedades europeias modernas. Neste ponto, Vieira deixa transparecer esta influência e insere-se num quadro de pensamento indoeuropeu</p>

<p>Uma cópia deste Post foi colocada em <a href="http://movv.blogspot.com"> Movimento Quintano </a></p>]]>

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<title>Quinto Império: O Papel da Pulsão Sexual no Governo das Sociedades</title>
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<![CDATA[<p>A nossa tese é a de que todos os actos humanos são de uma forma ou de outra motivados pela pulsão sexual. É ainda nossa tese segundo a qual a aversão íntriseca e antinatural do Cristianismo em relação à Sexualidade explica a decadência do homem cristão (o Islão é hoje a religião universal com maior nùmero de crentes) e o aborto do projecto de Império Universal sonhado por Dom Manuel I e pelos portugueses de Quinhentos.</p>

<p>Efectivamente, o Sexo é a força motriz da Arte, do Poder, da Guerra, da Ciência, de todas as actividades humanas. Se alguém busca a fama usando para tal o seu cérebro quando elabora uma profunda e detalhada teoria científica; se alguém usa a mão e a Mente para pintar um belo quadro ou uma escultura desenvolta, fá-lo para merecer a admiração alheia e para granjear a atenção do sexo oposto, aumentando assim as suas possibilidades de gerar descendência, essa eterna obsessão da Mãe Natureza.</p>

<p>Negar ao Sexo a importante e central parte que ele ocupa nas nossas vidas é promover a aparição de traumas e desvios de comportamento que não afectam um indíviduo isolado mas que corroem e destroem sociedades inteiras. É certo  que a energia anímica que o Homem deixa de consumir nas actividades sexuais com a repressão do Sexo fica disponível para as restantes actividades e essa disponibilidade explica os sucessos espectaculares mas fugazes de fenómenos como a conquista espanhola da América do Sul ou como a expansão dos Puritanos ingleses na América do Norte. Mas estas sociedades não geram corpos estáveis e duradouros, ou a américa espanhola não se revoltou em peso e não houve uma Guerra Civil nos EUA no século XIX ? Em oposição, o Brasil português - onde sempre houve uma atitude muito mais  tolerante em relação à pulsão sexual manteve-se unificado e conheceu um processo de independência muito mais pacífico onde o próprio filho do rei português assumiria o governo.</p>

<p>Em conclusão, estabelecer um qualquer tipo de regime de governo que assente num qualquer tipo de negação ou repressão da poderosa pulsão sexual é estabelecer uma sociedade doente e instável.</p>

<p>Uma cópia deste Post foi colocada em <a href="http://movv.blogspot.com"> Movimento Quintano </a></p>]]>

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<title>Parte 5: Os Descobrimentos Portugueses: Teses sobre a Conquista de Ceuta</title>
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<summary type="text/plain">Tese Tradicional sobre a Conquista de Ceuta Desde Zurara e até à &quot;Monarquia Lusitana&quot; que se defendia que a ida a Ceuta resultara da necessidade de armar cavaleiros os filhos de Dom João I. Era a chamada Tese da Cavalaria....</summary>
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<![CDATA[<p><strong>Tese Tradicional sobre a Conquista de Ceuta</strong></p>

<p>Desde Zurara e até à "Monarquia Lusitana" que se defendia que a ida a Ceuta resultara da necessidade de armar cavaleiros os filhos de Dom João I. Era a chamada Tese da Cavalaria.</p>

<p>Esta tese, conhecida como "tradicional", sobreviveu até aos nossos dias na versão melhorada de Oliveira Martins, descrita no seu livro: "Os Filhos de Dom João I". </p>

<p><br />
<strong>Tese de António Sérgio sobre a Conquista de Ceuta<br />
</strong></p>

<p>No "Ensaio de Interpretação Não-romântica do Texto de Azurara". <br />
O ensaio é antes do mais uma reacção à obra "Os Filhos de Dom João I". Este enaltecimento da História leva ao engrandecimento da figura do Infante Dom Henrique, de "sangue celta" (Oliveira Martins julga ter encontrado no Infante o autor do projecto). </p>

<p>Embora António Sérgio se oponha a Oliveira Martins no tocante à sua visão romântica, admite contudo que Ceuta marca o começo do processo de Expansão. António Sérgio defende uma tese económica e burguesa, uma posição que pretendeu esvaziar a ida a Ceuta de todo o seu pendor nacionalista. Para o autor, a viagem a Ceuta resulta do projecto de um grupo social, a Burguesia, representada por João Afonso, o intermediário entre os Infantes e os Burgueses. A Burguesia pretenderia alcançar as rotas comerciais do Oriente. António Sérgio diz que não precisou de ler a Crónica de Zurara, visto que nela não encontraria as informações de ordem económica que julgava determinarem a conquista da cidade. </p>

<p>O autor julgava que Ceuta era o ponto de chegada a Marrocos da rota que levava, desde o Oriente, o ouro e as especiarias ao norte de África. Escreveria igualmente que Ceuta se encontrava numa zona rica em cereais.</p>

<p>Continuando o seu raciocínio, encontra em Dom João I, o monarca de:<br />
uma Revolução, de uma Revolução Burguesa. A mesma burguesia que financiaria a expedição...</p>

<p></p>

<p><strong>Tese de David Lopes sobre a Conquista de Ceuta<br />
</strong></p>

<p>A tese de David Lopes surgiu essencialmente como uma resposta à posição manifestada por António Sérgio. Apesar disso, começa por criticar Oliveira Martins: <br />
No prefácio do "Que Fomos Nós Fazer a Marrocos?" (1924): David Lopes defende que Ceuta não sendo um centro cerealífero, deveria ter sido preterida por uma cidade inserida numa das regiões cerealíferas marroquinas, se essa fosse a principal motivação da conquista. <br />
A tese deste autor é principalmente, uma Tese Política: <br />
A conquista de Ceuta dificultaria a actividade do corso muçulmano nas nossas costas. </p>

<p>É também uma Tese Religiosa: Uma vez que se tratava de um ataque aos muçulmanos, inimigos da Fé Cristã. E, finalmente, é igualmente uma Tese Geo-estratégica: Porque a sua conquista enfraqueceria o Reino muçulmano peninsular de Granada. </p>

<p><br />
<strong>Tese de António Borges Coelho sobre a Conquista de Ceuta<br />
</strong></p>

<p>António Borges Coelho baseia a sua tese na chamada "Carta do Pão" de 1414, nesta se diz que "Ceuta era um sorvedouro de homens e dinheiro". Alguns historiadores contrapõe que Pedro de Menezes teria regressado de Ceuta rico, mas a verdade é que esta riqueza se devia não ao comércio mas ao resultado da pilhagem nos arredores da praça forte.</p>

<p>Em suma, A. Borges Coelho diz que a Burguesia foi o primeiro motor da conquista, mas seria a Nobreza a recolher os únicos lucros.</p>

<p>Por fim, para o historiador a conquista de Ceuta não teria resultado num desastre económico. Essa noção teria sido induzida pela Nobreza para impedir o crescimento e implantação da burguesia na praça marroquina.</p>]]>

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<title>Pequena Nota sobre Bandarra e o Espreitador</title>
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<summary type="text/plain">Pequena Nota sobre Bandarra A propósito da referência do Espreitador a &quot;o Quinto Império anunciado para depois do segundo é o império espiritual português.&quot; gostaria de acrescentar o seguinte: A citação é da primeira quadra do III corpo das Trovas...</summary>
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<email>ruipmartins@iol.pt</email>
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<![CDATA[<p>Pequena Nota sobre Bandarra</p>

<p>A propósito da referência do <a href="http://espreitador.blogspot.com"> Espreitador </a> a "o Quinto Império anunciado para depois do segundo é o império espiritual português." gostaria de acrescentar o seguinte:</p>

<p>A citação é da primeira quadra do III corpo das Trovas de Bandarra:</p>

<p>Em que haveis de ser o Quinto<br />
Depois de morto o Segundo<br />
Minhas profecias findas<br />
Nestas letras que vos aqui pinto.</p>

<p>Bandarra deixa claro que se trata de "profecias" e como em qualquer profecia, o papel deixado a interpretação é imenso, do tamanho do Mar Oceano. É assim que existem tantas interpretações das Centúrias de Nostradamus quantos os autores que delas trataram... Com Bandarra nâo será diferente. Contudo, não nos parece absurdo associar a este "segundo", o nome de el Rei Dom João II, precisamente aquele com o qual se deu início à gesta dos Descobrimentos e da fundação do primeiro Império Português, o Quinto começaria assim com Dom Manuel I, o Venturoso, o monarca que levaria a bandeira das Quinas até às índias, formando o cerne do Império Universal e Universalista que depois a sanha católica de Dom João III haveria de perder pela mâo da Santa Inquisição e que o fanatismo de Dom Sebastião se encarregaria de encerrar de um modo quase definitivo.</p>

<p>O Quinto (Quinto Império) seria assim o sucessor do Segundo, fundado por Dom joão II (Segundo), continuando este na intençâo universalista e mundial, na boa tradição da esfera armilar manuelina e após terem sido vencidos os obstáculos lançados pelo fanatismo católico no Destino e Caminho de Portugal. </p>

<p>Uma cópia deste Post foi colocada em <a href="http://movv.blogspot.com"> Movimento Quintano </a></p>]]>

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<title>A Submissão da Europa à China</title>
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<issued>2005-09-06T21:50:53Z</issued>
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<summary type="text/plain">&quot;Em Pequim, continuam as conversações entre a UE e a China a propósito da questão dos têxteis.&quot; O local onde decorrem estas negociações é Pequim - a capital chinesa - e a sua conclusão favorável aos interesses do gigante asiático...</summary>
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<![CDATA[<p>"Em Pequim, continuam as conversações entre a UE e a China a propósito da questão dos têxteis."</p>

<p>O local onde decorrem estas negociações é Pequim - a capital chinesa - e a sua conclusão favorável aos interesses do gigante asiático revelu que, mais uma vez, os negociadores europeus se apresentaram nas negociações numa posição enfraquecida.</p>

<p>A Europa e - em menor grau os EUA -  assumem constatemente para com a arrogante e racista China posições de inferioridade que não so concordantes com o negro historial de violência, violações aos direitos humanos e invasões de países pacíficos (o Tibete) que a China tem. A Europa, verdadeira sede e origem da democracia e das liberdades cívicas devia assumir para com o tirânico gigante chinês uma postura mais forte e bloquear completamente as suas exportações enquanto as empresas e o Estado chinês não assumissem leis laborais e políticas mais humanas. Ingerência? Nem por sombra, uma vez que é precisamente a selvagaria humana do capitalismo chinês que lhe tem dado as vantagens competitivas que têm arrasado com as industrias europeias.</p>

<p>Querem vender na Europa? Tratem humanamente os vossos cidadãos.<br />
</p>]]>

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<title>Parte 24: A Escrita Cónia: O Culto do Touro</title>
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<issued>2005-09-05T22:51:58Z</issued>
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<summary type="text/plain">São frequentes as representações de personagens com capacetes de cornos, de cabeças de touro, ou de outros elementos directamente relacionáveis com o touro. Temos provas físicas deste culto entre os cónios na necrópole de Fonte Santa (Ourique) onde não longe...</summary>
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<![CDATA[<p>São frequentes as representações de personagens com capacetes de cornos, de cabeças de touro, ou de outros elementos directamente relacionáveis com o touro. Temos provas físicas deste culto entre os cónios na necrópole de Fonte Santa (Ourique) onde não longe do Túmulo VIII Caetano Beirão encontrou uma máscara de cerâmica em forma de uma cabeça de touro, que se destinava obviamente a ser utilizada num ritual hoje desconhecido. Também no Túmulo IX de uma outra necrópole, desta feita a de Keition (Alcácer do Sal) Virgílio Correia descobriu associados a alguns enterramentos da II Idade do Ferro pequenos bovinos em argila. Não é impossível estarmos aqui perante uma influência oriental, trazida até à Península através de contactos comerciais. De facto, este elemento é comum na civilização micénica, na Idade do Bronze cipriota. Também os soldados do Império Hitita são representados com estes capacetes no alto relevo de Ramsés II que comemora a sua vitória na batalha de Kadesh. Aliás, já Diodoro Sículo mencionava que o Culto dos Touros era comum entre os Iberos, algo a que Estrabão alude indirectamente na sua descrição do mito do roubo dos touros de Geryon por Herakles. Na Irlanda e em Inglaterra, a cabeça de touro era utilizada como um símbolo de adoração divina.</p>]]>

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<title>Os Arqueólogos Saqueadores da SIC Radical</title>
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<![CDATA[<p>Está a ser emitida na SIC Radical uma série cuja temática me despertou o interesse: nesta série norte-americana os protagonistas percorrem o mundo em busca de artefactos de civilizações perdidas, do tesouro dos templários, do Santo Graal, etc. Obviamente, os criadores da série quiseram aproveitar a enorme vaga de curiosidade que o sucesso comercial de Dan Brown despertou e decidiram fazer uma série de televisão que explorasse os mesmos temas. Até aqui, nada de reprovável, mas o modo como agem os pseudo-arqueólogos da série e, sobretudo, a imagem que introduzem no público sobre o que é a Arqueologia e aquilo que se pode ou não fazer numa escavação raia os limites da incitação ao crime.</p>

<p>Não é preciso alongar-me em detalhes e basta focarmo-nos em dois momentos do episódio de passado domingo para encontrarmos dois exemplos dessa incitação ao crime:</p>

<p>A) Quando a equipa se encontra na capela de Rosburn (Roslyn) o "doutor" Zond com uma faca levanta uma tampa metálica (sem corrosão desde o século XIV?) com a ponta de uma navalha e retiram do contentor um mapa templário. Tudo isto é feito furtivamente, sem obter autorizações das autoridades locais, sem identificar o contexto do achado, sem um único desenho ou fotografia do local saqueado e fugindo depois levando consigo os artefactos encontrados! Um arqueólogo não faria nada disto! Uma escavação é sempre algo público e os seus resultados são sempre publicados e como é óbvio os saqueadores de túmulos desta série não publicam o resultado dos saques nem convocam conferências de imprensa (se o fizessem seria para se entregarem à polícia...)</p>

<p>B) Em vários episódios da série, os saqueadores recolhem artefactos, manuscritos e até múmias que a troco de pagamentos a autoridades locais (corrupção!) fazem sair do país do achado arqueológico e transportam até aos EUA. A imagem transmitida é de qualquer turista pode levar qualquer objecto ou artefacto de qualquer país visitado - extraindo até estátuas de igrejas e roubando objectos a museus - desde que os leve para a "civilização" (os EUA).</p>

<p>A série e a sua temática vivem óbviamente do sucesso comercial de "Código da Vinci" onde aliás gestos de idêntica índole criminosa são praticados, mas os responsáveis da SIC Radical deviam considerar as mensagens das séries que emitem em lugar de uma visão estritamente comercial, dado que o seu canal é visto maioritariamente por jovens em pleno período de formação moral e personalidade. Ou será que queremos ensinar aos jovens deste país que roubar/saquear é bem, correcto e até legítimo?<br />
</p>]]>

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<title>Parte 24: A Escrita Cónia: Divindades Guerreiras</title>
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<![CDATA[<p>Seguindo ainda atentamente o trabalho de Varela Gomes, citamos mais uma passagem do seu artigo “Testemunhos iconográficos na Proto-história do sul de Portugal: smiting gods ou deuses ameaçadores”: “Foi possível atribuirmos, através da observação da sequência estratigráfica, técnica e estilística, à Idade do Bronze Final, uma cena pintada existente no Abrigo Pinho Monteiro. Este, situa-se nos contrafortes da serra de São Mamede, perto da Aldeia da Esperança, no concelho de Arronches (Portalegre)”.<br />
 <br />
“A cena que nos propomos agora tratar, e para a qual não detectamos nenhum contexto material, é constituída por dois antropomorfos. Um oferece corpo quase bitriangular, braços caídos e pernas dispostas em V invertido, encontra-se sobre o dorso de um quadrúpede esquemático e tem na cabeça um gorro ou tiara cónica. A parte inferior do corpo e metade das pernas parecem cobertas por um saiote. A identificação do quadrúpede é dado o seu grau de esquematismo, difícil de concretizar. Pois poder-se-á tratar de um equídeo controlado pelo antropomorfo através de uma rédea que este quase agarraria na mão esquerda, ou, antes, de um touro, cuja armação seria representada com certo grau de perspectiva, interpretação para a qual mais nos inclinamos. À esquerda, e pintado da mesma cor mas um pouco mais acima, encontra-se o segundo antropomorfo, ostenta na cabeça o que julgamos ser a representação de um capacete de cornos e, na mão esquerda, segura um bastão. Encontramo-nos, por certo, perante uma figuração de carácter guerreiro.”</p>

<p>Apesar do carácter pacífico dos povoamentos cónios, um carácter que podemos deduzir a partir da ausência de muralhas ou de qualquer outra estrutura defensiva, o certo é que são frequentes a referências a guerreiros entre os vestígios cónios, como aquelas que Varela Gomes descobriu. Não se tratando de uma sociedade guerreira, quem serão então essas personagens? Líderes tribais? Heróis míticos? Divindades Guerreiras? É difícil saber. Podem ser vestígios de uma época de transição, de uma época em que a ameaça dos invasores célticos vindos da Meseta se começava a fazer sentir, o que explicaria a aparição de homens armados no seio de uma sociedade que não protegia as suas povoações. À parte esta questão, a presença do touro, aliás muito comum noutros locais arqueológicos do sul de Portugal, indica a existência de um culto contínuo desde o Neolítico.</p>]]>

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<title>Sobre a Má Qualidade dos governantes europeus</title>
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<![CDATA[<p>Existe um problema hoje um pouco por todo o mundo: a má qualidade média dos políticos. Essa qualidade nada tem a ver com a sua côr política, Aznar era do PP, mas foi um excelente PM, Santana era do PSD e foi o que se sabe.</p>

<p>O problema está no divórcio crescente entre políticos e população, e no seu descrédito provocado por um sistema "democrático" que dá cada vez mais poder aos poderes de pressão (lobbies) e menos à vontade do eleitorado.</p>

<p>Neste sistema, os governantes são eleitos pelos grupos de pressão e preocupam-se sobretudo por satisfazer os interesses de quem os financiou e só depois os interesses do Estado.</p>

<p>O controlo dos Media pelos grandes grupos económicos só veio aumentar a incidência deste fenómeno.</p>]]>

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<title>Hansel e Gretel</title>
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<![CDATA[<p>Comprei na semana passada um pequeno livro infantil para a minha filha de dois anos, desta feita uma versão da história clássica de Hansel e Gretel.</p>

<p>A história é bem conhecida e não a irei resumir aqui. Mas posso adiantar que na história as duas crianças se perdem numa floresta até que encontram uma casa feita de açúcar e chocolate. São confrontados com a bruxa que a habita e que obriga Gretel a varrer o chão e encerra Hansel numa jaula. Conseguem libertar-se, empurrando a bruxa para dentro de uma panela com água a ferver e fogem levando o cofre de moedas de ouro. E esta é a parte relevante da história... Portanto está a ser comercializado em Portugal um livro onde se ensina às crianças que é moralmente correcto assassinar alguém pelo crime de pôr outrém a trabalhar (escravizar) ou por encerrar alguém num jaula. Assim se passa às crianças a ideia de que a pena de morte é legítima e correcta e que a justiça popular é um meio legítimo de aplicação de Justiça.</p>

<p>Ora nem a pena de morte é "justa", nem a justiça popular é legítima. Conto popular ou não, a difusão desta história entre as crianças devia ser proíbida e os conteúdos dos livros infantis vigiados por alguma instituição do Estado.</p>

<p>Noutro post abordarei mais profundamente o tema da pena de morte, mas para defender a tese da sua injustiça basta invocar o argumento de Lavoisier: "não acredito na pena de morte, porque ainda não me mostraram um juíz infalível".</p>]]>

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<title>Michael Moore em carta aberta ao presidente Bush</title>
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<summary type="text/plain">Friday, September 2nd, 2005 Dear Mr. Bush: Any idea where all our helicopters are? It&apos;s Day 5 of Hurricane Katrina and thousands remain stranded in New Orleans and need to be airlifted. Where on earth could you have misplaced all...</summary>
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<![CDATA[<p>Friday, September 2nd, 2005</p>

<p>Dear Mr. Bush:</p>

<p>Any idea where all our helicopters are? It's Day 5 of Hurricane Katrina and thousands remain stranded in New Orleans and need to be airlifted. Where on earth could you have misplaced all our military choppers? Do you need help finding them? I once lost my car in a Sears parking lot. Man, was that a drag.</p>

<p>Also, any idea where all our national guard soldiers are? We could really use them right now for the type of thing they signed up to do like helping with national disasters. How come they weren't there to begin with?</p>

<p>Last Thursday I was in south Florida and sat outside while the eye of Hurricane Katrina passed over my head. It was only a Category 1 then but it was pretty nasty. Eleven people died and, as of today, there were still homes without power. That night the weatherman said this storm was on its way to New Orleans. That was Thursday! Did anybody tell you? I know you didn't want to interrupt your vacation and I know how you don't like to get bad news. Plus, you had fundraisers to go to and mothers of dead soldiers to ignore and smear. You sure showed her!</p>

<p>I especially like how, the day after the hurricane, instead of flying to Louisiana, you flew to San Diego to party with your business peeps. Don't let people criticize you for this -- after all, the hurricane was over and what the heck could you do, put your finger in the dike?</p>

<p>And don't listen to those who, in the coming days, will reveal how you specifically reduced the Army Corps of Engineers' budget for New Orleans this summer for the third year in a row. You just tell them that even if you hadn't cut the money to fix those levees, there weren't going to be any Army engineers to fix them anyway because you had a much more important construction job for them -- BUILDING DEMOCRACY IN IRAQ!</p>

<p>On Day 3, when you finally left your vacation home, I have to say I was moved by how you had your Air Force One pilot descend from the clouds as you flew over New Orleans so you could catch a quick look of the disaster. Hey, I know you couldn't stop and grab a bullhorn and stand on some rubble and act like a commander in chief. Been there done that.</p>

<p>There will be those who will try to politicize this tragedy and try to use it against you. Just have your people keep pointing that out. Respond to nothing. Even those pesky scientists who predicted this would happen because the water in the Gulf of Mexico is getting hotter and hotter making a storm like this inevitable. Ignore them and all their global warming Chicken Littles. There is nothing unusual about a hurricane that was so wide it would be like having one F-4 tornado that stretched from New York to Cleveland.</p>

<p>No, Mr. Bush, you just stay the course. It's not your fault that 30 percent of New Orleans lives in poverty or that tens of thousands had no transportation to get out of town. C'mon, they're black! I mean, it's not like this happened to Kennebunkport. Can you imagine leaving white people on their roofs for five days? Don't make me laugh! Race has nothing -- NOTHING -- to do with this!</p>

<p>You hang in there, Mr. Bush. Just try to find a few of our Army helicopters and send them there. Pretend the people of New Orleans and the Gulf Coast are near Tikrit.</p>

<p>Yours,</p>

<p>Michael Moore<br />
MMFlint@aol.com<br />
www.MichaelMoore.com<br />
</p>]]>

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<title>O contraste entre o Caos em Nova Orleães e o Tsunami da Ásia</title>
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<summary type="text/plain">Ainda a propósito do caos e da tomada da cidade por gangs armados: O modo como os países da Ásia resistiram ao Tsunami foi neste aspecto infinitamente melhor e mostraram onde está a verdadeira &quot;civilização&quot;... Não houve nem uma notícia...</summary>
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<email>ruipmartins@iol.pt</email>
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<![CDATA[<p>Ainda a propósito do caos e da tomada da cidade por gangs armados: O modo como os países da Ásia resistiram ao Tsunami foi neste aspecto infinitamente melhor e mostraram onde está a verdadeira "civilização"... </p>

<p>Não houve nem uma notícia de disparos contra helicópteros de salvamento nem contra médicos em hospitais, nem sequer de saques organizados a refugiados e orgias descontroladas de violações, nem sequer de pilhagens massivas, nem de tomada de cidades inteiras por gangs armados.</p>

<p>Quem é "civilizado" agora?</p>]]>

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<title>Caos em Nova Orleães</title>
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<summary type="text/plain"> À medida que se conhece melhor a escala dos prejuízos e das mortes provocadas pelo furacão Katrina assumem especial relevância a incompetência e incúrias das autoridades americanas. Embora a catástrofe estivesse prevista desde à pelo menos 10 dias pouco...</summary>
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<![CDATA[<p><img src="http://www.publico.clix.pt/getimage.asp?tb=IMAGENS&id=143359"></p>

<p>À medida que se conhece melhor a escala dos prejuízos e das mortes provocadas pelo furacão Katrina assumem especial relevância a incompetência e incúrias das autoridades americanas.</p>

<p>Embora a catástrofe estivesse prevista desde à pelo menos 10 dias pouco ou nada foi feito para evacuar as populações afectadas - NEM UM - camião , helicóptero ou navio foi enviado para evacuar populações, e quem deixou as zonas afectadas fê-lo pelos seus próprios meios, por isso quem os não tinha, ficou para trás. Os ricos puderam fujir nas suas SUVs, mas os pobres ficaram para trás, e é por essa razão que as imagens mostram sobretudos afroamericanos...</p>

<p>A resposta do exército americano e da sua "guarda nacional" foi em si mesmo deplorável... Perante um cenário de deserção de 20% da força policial que pouco mais fez além de se barricar nas esquadras e resistir aí aos ataques dos gangs que se apossaram impunemente da cidade de Nova Orleães, os militares só ontem (SEIS dias depois) começaram a chegar e as poucas centenas que já lá se encontravam estavam desarmados e sem munições e não passavam de alvos humanos (oito deles foram feridos pelos gangs). O cenário dantesco completava-se com gangs disparando contra hospitais, helicópteros de evacuação, violando mulheres e saqueando refugiados, tudo na maior impunidade, no mesmo momento em que Bush (que só ontem finalmente interromperia as férias no seu rancho) dizia que "os saqueadores serão severamente punidos". Por quem? Por Deus? Sim, porque o que resta da polícia só pensa em salvar a sua vida e os militares estão todos no Iraque e só a muito custo conseguiram enviar 1.400 militares (recém vindos do Iraque, é claro) para a zona... As notícias que falam de 20 mil militares na região SÃO PROPAGANDA. Os números reais rondam os 2 a 4 mil, na maioria desarmados.</p>

<p>A catástrofe revela que as cidades americanas são autênticos barris de pólvora prester a explodir como os acontecimentos de Los Angeles bem provaram e como agora a tomada de Nova Orleães torna a demonstrar. O modelo de desenvolvimento neoconservador que exclui enormes camadas da população expôr agora as suas consequências: uma guerra civil latente...</p>

<p>Por outro lado, a concentração da maioria dos meios operacionais do exército americano nos cenários de guerra do Afeganistão e do Iraque mostra a incoerência de manter guerras distantes e esgotantes esvaziando o próprio território dos EUA dos soldados indispensáveis para fazer frente a uma catástrofe de grande escala. Em certa medida, o Caos em Nova Orleães é também o resultado do Erro Monumental que foi a invasão do Iraque.</p>

<p>Como é que a maior potência do mundo pôde chegar a este ponto? Votando duas vezes em Bush...</p>]]>

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