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<title>gato do monte</title>
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<title>Gamuínha</title>
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<![CDATA[<p>A Gamuínha não chorou quando recebeu a picada da agulha e a seringada do líquido anti-meningite. Chamava por ela, abanava a minha mão à frente dos seus olhitos grandes. Com a outra rodava o lai-lai e voltava a rodar antes de a melodia se esgotar.<br />
Gamuínha é uma laileirinha. Ninguém como ela se ri e chuta a bola.<br />
Ninguém como ela arregala os olhos, pula e se estica quando avista o Manghusto, seu gato pardo nascido dias depois dela.</p>]]>

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<title>dentada de gato bravo</title>
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<summary type="text/plain">Cá de novo estou, em folha nova. Antes de mais, quis não me extinguir no éter em que estou diluído. Como pôde a gataria ser tão mortal no ataque que exterminou toda a população do Peso da Régua? Os gatos,...</summary>
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<![CDATA[<p>Cá de novo estou, em folha nova. Antes de mais, quis não me extinguir no éter em que estou diluído.<br />
Como pôde a gataria ser tão mortal no ataque que exterminou toda a população do Peso da Régua?<br />
Os gatos, ao longo de toda a história de relacionamento com a humanidade, foram-se tornando profundos conhecedores do carácter humano. A nefasta e gratuita influência do Homem sobre tudo à sua volta foram concentrando nos gatos, de geração em geração, doses cada vez maiores de raiva. A raiva dos gatos transformou-se em veneno nas suas glândulas salivares, um veneno a que eram eles próprios imunes. Não sabiam os gatos, até que as notícias do ataque ao Peso da Régua começaram a circular, que estavam munidos de tão poderosa arma. A fúria de matar o tirano era a arma que todos os gatos julgavam ter. E para eles era suficiente e decisiva.<br />
Sabiam agora os homens que o Peso da Régua tinha sido vítima da Raiva sob a forma de dentada de gato bravo.</p>]]>

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<summary type="text/plain">VOU SER PAI! A menina é um segredo, gerou-se no interior da mãe e cresceu no coração. Quer-nos tanto!...</summary>
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<![CDATA[<p>VOU SER PAI!</p>

<p>A menina é um segredo, gerou-se no interior da mãe e cresceu no coração. Quer-nos tanto! </p>]]>

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<title></title>
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<summary type="text/plain">What Am I? A part in it’s place. Mais do que tudo, quero conhecer o teu sagrado. Sagrado físico, sagrado psicológico, sagrado sexual, sagrado consciente. Sagrada criação poética. Se tudo se apaga, recriar é um tormento sem conforto. Step back,...</summary>
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<![CDATA[<p>What Am I? A part in it’s place. Mais do que tudo, quero conhecer o teu sagrado. Sagrado físico, sagrado psicológico, sagrado sexual, sagrado consciente. Sagrada criação poética. Se tudo se apaga, recriar é um tormento sem conforto. Step back, my past! Be one more day behind! O que sei não sei, está muito além de mim.<br />
Me in a diferente time, diferent me, never read, never turned back, never contemplated, never stoped. Passed time, memories from yesterday, so close. Lágrimas esfriadas.<br />
</p>]]>

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<title>matrix facilex</title>
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<summary type="text/plain">Genuinamente nada me interessa: nem poema nem paisagem. Lá fora, a bem dizer, não se passa nada, apenas se emancipam revoltosos lapsos de vida. Cá dentro, leio o meu pensamento, the matrix facilex. Neste momento leio que tenho medo de...</summary>
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<![CDATA[<p>Genuinamente nada me interessa: nem poema nem paisagem. Lá fora, a bem dizer, não se passa nada, apenas se emancipam revoltosos lapsos de vida. Cá dentro, leio o meu pensamento, the matrix facilex. Neste momento leio que tenho medo de me esgotar, daí economizar e amealhar para o tempo da secura. O plasma do tempo atribui-me uma forma de ser; sou um filho do tempo, faço parte dele, cada vez mais velho como o tempo. Para aqui estou, precisamente aqui, átomo degenerado, célula maligna. Não me vejo poisado, vejo-me suspenso, em órbita, e a revolta de morrer é tão grande como a potência atómica de explodir o mundo.</p>]]>

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<summary type="text/plain">Há que séculos não mexo em mim! A parte do mundo que me toca está abandonada. O que ando a fazer não interessa, sobretudo a mim. O que me ando a fazer é que me intriga. Se são hormonas, se...</summary>
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<![CDATA[<p>Há que séculos não mexo em mim! A parte do mundo que me toca está abandonada. O que ando a fazer não interessa, sobretudo a mim. O que me ando a fazer é que me intriga. Se são hormonas, se são as drogas ou a televisão, pretendo cessar todas as influências. Nada me agrava ultimamente. Todos os meus actos se reconduzem ao passado por um caminho curto. Nada tenho de visionário. </p>]]>

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<![CDATA[<p>O que é que eu tinha escrito nas minhas paredes? Que te odiava? E é tão grande a minha culpa do teu destino? De todas as minhas missões, desculpar-me tem sido a mais fácil. Pouco a pouco removo toda a moral do meu caminho, ferida que está de morte a minha religião. Razões económicas suportam o meu passado e o meu futuro. Invejo, contudo, os missionários, os prosélitos, que esventraram fervorosamente seres humanos em nome de razões mais elevadas que a humanidade.</p>]]>

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<summary type="text/plain">Matar-te, meu amor, é o mais puro de mim. A morte é o fim de que o amor mais nos aproxima, é a ternura maior que as minhas mãos desejam conhecer no teu corpo....</summary>
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<![CDATA[<p>Matar-te, meu amor, é o mais puro de mim. A morte é o fim de que o amor mais nos aproxima, é a ternura maior que as minhas mãos desejam conhecer no teu corpo. </p>]]>

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<summary type="text/plain">Não tenho imaginação para agir e te divertir. Sou um filho do passado que se sustenta na sua nascente, que não me reconhece. A alma nela supõe-se do corpo, lugar da alma, lugar do corpo. A memória envelhecida, companhia de...</summary>
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<![CDATA[<p>Não tenho imaginação para agir e te divertir. Sou um filho do passado que se sustenta na sua nascente, que não me reconhece. A alma nela supõe-se do corpo, lugar da alma, lugar do corpo. A memória envelhecida, companhia de fogo, estala a pele dos anos.</p>]]>

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<title>unháfero</title>
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<summary type="text/plain">Está decidido! Vou experimentar-me até ao fim! Vazio após vazio, compilação após compilação....</summary>
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<![CDATA[<p>Está decidido! Vou experimentar-me até ao fim! Vazio após vazio, compilação após compilação.</p>]]>

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<title></title>
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<summary type="text/plain">Finda a missão, a espantosa horda de gatos-bravos regressou às montanhas, como um rio que regressa à sua nascente. Extintos os desvairados silvos de raiva assassina, extintos os estretores de breve agonia final, nenhuma onda de clamores da vitória se...</summary>
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<![CDATA[<p>Finda a missão, a espantosa horda de gatos-bravos regressou às montanhas, como um rio que regressa à sua nascente. Extintos os desvairados silvos de raiva assassina, extintos os estretores de breve agonia final, nenhuma onda de clamores da vitória se insinuou. Um silencio de susto os trouxe, um silêncio de morte os levou.<br />
Novamente reunidos sob a lua nos planaltos do Marão, os gatos-bravos por minutos fitam novamente a cidade fumegante que tinham destruído. Unha Negra, aproximando-se do píncaro mais alto, sobre o precipício, ergue a cabeça e os seus olhos fulminantes. Num instante prescuta todos os rumores de vida do outro lado do Douro, no sopé da Serra das Meadas. E mesmo antes de acabar esse instante cerra os olhos como uma cortina que se fecha, uma sentença que se consuma.<br />
Eis como Unha Negra decidiu a destruição de Lamego. Sobre aquele solo e a mesma lua se haveriam de reunir pela segunda vez na madrugada do dia 9 de Setembro. Voltando-se para os batalhões, ordenou o regresso dos gatos domésticos à cidade e mandou dispersar os gato-bravos pelas suas origens.<br />
Regressados à cidade, os gatos domésticos reuniram-se aos seus donos mortos, e velaram-nos até ao raiar do dia com a indiferença e a parcimónia de coveiros, insuspeitos assassinos.</p>]]>

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<created>2006-09-05T00:12:17Z</created>
<summary type="text/plain">Finda a missão, a espantosa horda de gatos-bravos regressou às montanhas, como um rio que regressa à sua nascente. Extintos os desvairados silvos de raiva assassina, extintos os estretores de breve agonia final, nenhuma onda de clamores da vitória se...</summary>
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<![CDATA[<p>Finda a missão, a espantosa horda de gatos-bravos regressou às montanhas, como um rio que regressa à sua nascente. Extintos os desvairados silvos de raiva assassina, extintos os estretores de breve agonia final, nenhuma onda de clamores da vitória se insinuou. Um silencio de susto os trouxe, um silêncio de morte os levou.<br />
Novamente reunidos sob a lua nos planaltos do Marão, os gatos-bravos por minutos fitam novamente a cidade fumegante que tinham destruído. Unha Negra, aproximando-se do píncaro mais alto, sobre o precipício, ergue a cabeça e os seus olhos fulminantes. Num instante prescuta todos os rumores de vida do outro lado do Douro, no sopé da Serra das Meadas. E mesmo antes de acabar esse instante cerra os olhos como uma cortina que se fecha, uma sentença que se consuma.<br />
Eis como Unha Negra decidiu a destruição de Lamego. Sobre aquele solo e a mesma lua se haveriam de reunir pela segunda vez na madrugada do dia 9 de Setembro. Voltando-se para os batalhões, ordenou o regresso dos gatos domésticos à cidade e mandou dispersar os gato-bravos pelas suas origens.<br />
Regressados à cidade, os gatos domésticos reuniram-se aos seus donos mortos, e velaram-nos até ao raiar do dia com a indiferença e a parcimónia de coveiros, insuspeitos assassinos.</p>]]>

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<title>Speaker on the Corner</title>
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<modified>2006-07-27T23:50:29Z</modified>
<issued>2006-07-27T23:44:23Z</issued>
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<summary type="text/plain">A realidade existe se houver uma intenção. Mesmo errada, a intenção adivinhada suporta a realidade. E a caneta não escorrega entre os dedos da mão. Tu finges que me queres bem. Eu recuo para prosseguir no meu caminho. Vou dizer-te...</summary>
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<![CDATA[<p>A realidade existe se houver uma intenção.<br />
Mesmo errada, a intenção adivinhada suporta a realidade. E a caneta não escorrega entre os dedos da mão. Tu finges que me queres bem. Eu recuo para prosseguir no meu caminho. Vou dizer-te o que penso, o que percebo - e tu verás que existo denso como uma pedra. E após.<br />
Digo-o sem nenhuma intenção. E uma pedra é sobretudo poros. Na realidade não existe.</p>]]>

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<title>Este é nosso</title>
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<modified>2006-06-30T15:23:42Z</modified>
<issued>2006-06-30T15:22:59Z</issued>
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<summary type="text/plain">- Uma energia – disseste tu. Tudo o que tu dizes é importante, bem me podes crer. Ouço-te com encantamento. Por vezes meu encantamento de te falar diminui o encantamento de te ouvir, quero que me deixes exprimir. Se insistes,...</summary>
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<email>moises.lacerda@portugalmail.pt</email>
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<![CDATA[<p>- Uma energia – disseste tu.<br />
Tudo o que tu dizes é importante, bem me podes crer. Ouço-te com encantamento. Por vezes meu encantamento de te falar diminui o encantamento de te ouvir, quero que me deixes exprimir. Se insistes, sufocas-me.<br />
- as tuas palavras estão vivas – disse eu, consolado. <br />
Mal sinto as minhas palavras. Fogem da boca mal sentidas. Acredito no que digo quando me amas ofegantemente e repetes as minhas últimas palavras até desmaiares em orgasmo, sei lá eu, cansaço, paciência.<br />
- descansa os olhos, não fujas, estou ligada a ti – disseste tu, de mãos penduradas nas minhas bochechas imaginárias.<br />
Tanto me prendem os teus olhos e eu mal me ajeito a eles. Tu me acusas de mil crimes para me salvar, mas eu não quero confessar.<br />
Desta vez não sei o que vai acontecer, serpente mágica. A tua magia não tinha qualquer efeito sobre mim até que estalei os dedos e! Toda a gente à nossa volta regressou ao seu esconderijo. Este é o nosso.<br />
</p>]]>

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<title>Poema #2</title>
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<modified>2006-06-06T02:20:19Z</modified>
<issued>2006-05-21T00:29:46Z</issued>
<id>tag:gatodomonte.weblog.com.pt,2006://2590.171702</id>
<created>2006-05-21T00:29:46Z</created>
<summary type="text/plain">Oh my memory, you are lost! Oh my last day, you are lost! The wisper of silent moon The toys traped in this room The unsaid call, self scream The lack of father and son Oh myself you are out...</summary>
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<name>gatodomonte</name>

<email>moises.lacerda@portugalmail.pt</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://gatodomonte.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Oh my memory, you are lost!<br />
Oh my last day, you are lost!<br />
The wisper of silent moon<br />
The toys traped in this room<br />
The unsaid call, self scream<br />
The lack of father and son<br />
Oh myself you are out of tune!</p>]]>

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