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<title>Freelance</title>
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<modified>2007-01-25T11:07:14Z</modified>
<tagline>Blogue de jornalismo independente dirigido por Olavo Aragão - olavo.aragao@hotmail.com</tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2007, olavo aragão</copyright>
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<title>A palavra e a imagem</title>
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<![CDATA[<p>Uma imagem valerá mais do que mil palavras. Mas eu não sei o que significam realmente estas imagens. Poderão ser as últimas imagens de Rute. Ou talvez não. A ambiguidade é menos apelativa do que a verdade, justamente por causa disto: não nos traz estabilidade, nem crédito. Fico à espera dos próximos episódios.<br />
Por que me terão enviado a mim estas imagens? Talvez eu saiba coisas que não deveria saber.</p>]]>

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<title>Jornalista portuguesa raptada no Líbano</title>
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<modified>2007-01-25T11:06:47Z</modified>
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<![CDATA[<p><object width="425" height="350"> <param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fp_57Hl3-Jo"> </param> <embed src="http://www.youtube.com/v/fp_57Hl3-Jo" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"> </embed> </object></p>]]>

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<title>Ainda o Caso Rute Monteiro</title>
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<modified>2007-01-24T12:47:17Z</modified>
<issued>2007-01-24T10:43:30Z</issued>
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<![CDATA[<p>Tenho novas revelações sobre o caso Rute Monteiro. Foram-me enviadas do Médio-Oriente e estou a ponderar se as coloco online ou não.</p>

<p>Vou decidir até amanhã (ou nem tanto...).</p>

<p>Muito se tem escrito sobre o caso e nem sempre de modo esclarecido. O que sei sobre o caso impede-me, para já, de responder.</p>

<p>Aos amigos jornalistas que me têm contactado, apenas peço que compreendam a reserva com que comuniquei o que está em causa. Afinal também sou jornalista e sei o que é a deontologia.</p>]]>

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<title>Jornalista portuguesa desaparecida no Líbano</title>
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<modified>2007-01-19T00:15:22Z</modified>
<issued>2007-01-19T01:07:51Z</issued>
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<summary type="text/plain">Nos primeiros dias de Outubro de 2006, foi sequestrada no Líbano uma jornalista portuguesa, de nome Rute Monteiro, residindo há alguns anos no Brasil (no estado de Mato Grosso do Sul). O sequestro foi reivindicado pela &quot;Jihâd Santa&quot; e terá...</summary>
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<![CDATA[<p>Nos primeiros dias de Outubro de 2006, foi sequestrada no Líbano uma<br />
jornalista portuguesa, de nome Rute Monteiro, residindo há alguns anos no Brasil (no estado de Mato Grosso do Sul).<br />
O sequestro foi reivindicado pela "Jihâd Santa" e terá ocorrido quando a jornalista alegadamente estava trabalhando para uma reportagem independente no sul do Líbano, na região de Marjayún. As Brigadas da "Jihâd Santa" - a mesma designação de um grupo desconhecido que sequestrou na Faixa de Gaza, em Agosto de 2006, dois jornalistas da Fox News - começaram por exigir, até às primeiras 72 horas após o sequestro, a liberação do mais famoso dos presos políticos libaneses, Samir Qantar, preso em Israel desde 1979.<br />
Fontes ligadas ao governo libanês garantiram na altura que o caso podia estar a horas do seu "desfecho", enquanto, do lado do Hezbollah, o silêncio foi total. Tal como aconteceu com o caso dos jornalistas de Gaza, a declaração dos sequestradores nunca chegou a especificar consequências, no caso de a libertação não se verificar. Entretanto, o governo de Israel fez saber, no final de Novembro de 2006, através de uma curta nota de imprensa, que Samir Qantar "representa a face mais hedionda do terrorismo e que por<br />
isso mesmo está cumprindo uma pena de 592 anos de prisão. Não há<br />
negociação possível num caso extremo como esse".<br />
Junto com a declaração dos sequestradores, várias fontes referiram a<br />
existência de uma fita de vídeo mostrando a jornalista portuguesa com outros dois jornalistas italianos e afirmava ainda que "estavam os três a ser bem tratados" e de "boa saúde".<br />
Estranhamente, o caso raramente mereceu atenção dos media e dos governos envolvidos, nomeadamente o português. Já em Dezembro de 2006, um blogue árabe, o "<a href="http://latadhab.blogspot.com">Lâ Tadhad</a>" ("Não Partas!" - <a href="http://latadhab.blogspot.com">http://latadhab.blogspot.com</a>), referia: "On October 3th a<br />
portuguese journalist was taken hostage in Libanon. According to some arabic sources, namely blogs, she was taken to Afghanistan" (No dia 3 de Outubro, uma jornalista portuguesa foi raptada no Líbano. De acordo com fontes árabes, nomeadamente blogues, teria sido levada para o Afeganistão).<br />
Ao longo de Janeiro de 2007 nada mais se soube acerca de Rute Monteiro.<br />
Por que será?<br />
</p>]]>

</content>
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<title>A Justiça e o cinegrafista Bradley Will</title>
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<modified>2007-01-18T19:25:14Z</modified>
<issued>2007-01-18T19:19:39Z</issued>
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<created>2007-01-18T19:19:39Z</created>
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<email>olavo.aragao@hotmail.com</email>
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<![CDATA[<p><br />
O<a href="http://portalimprensa.uol.com.br/new_ultimasnoticias_data_view.asp?code=4436"> Portal Imprensa</a> de S. Paulo dá conta das movimentações diplomáticas norte-americanas para que se faça justiça aos assassinos do jornalista Bradley Will. Um tema que está a apaixonar a opinião pública:</p>

<p>"Antonio Garza, embaixador dos Estados Unidos no México, exigiu nesta semana, em nome de seu país, ações mais enérgicas do Governo de Felipe Calderón nas investigações do assassinato do jornalista Bradley Will.</p>

<p>O cinegrafista, que trabalhava para o canal independente Indymedia, foi morto por paramilitares pró-governo durante conflitos na província de Oaxaca em 27 de outubro passado.</p>

<p>As batalhas em Oaxaca começaram com reivindicações sindicais, mas se agravaram com a reação violenta do governador Ulises Ruíz e a criação de uma assembléia, a APPO, que exigia a renúncia de Ruíz. Pelo menos 11 pessoas, entre elas o jornalista, foram mortas.</p>

<p>O embaixador norte-americano emitiu comunicado à imprensa ontem (17/01), manifestando preocupação e exigindo mais ações do Governo.</p>

<p>"A investigação sobre a morte de Bradley ainda não levou a nenhuma detenção, e estamos profundamente preocupados com a falta de progressos", escreveu Garza, que recomendou cuidados a conterrâneos que queiram visitar Oaxaca.</p>

<p>"Continuamos pedindo às autoridades mexicanas que apresentem à justiça os responsáveis pela morte de Will", exigiu. <br />
</p>]]>
</content>
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<title>Rede e jornalismo: naturezas diferentes?</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://freelance.weblog.com.pt/arquivo/2007/01/rede_e_jornalis.html" />
<modified>2007-01-18T12:05:57Z</modified>
<issued>2007-01-18T11:52:12Z</issued>
<id>tag:freelance.weblog.com.pt,2007://4052.382194</id>
<created>2007-01-18T11:52:12Z</created>
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<email>olavo.aragao@hotmail.com</email>
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<![CDATA[<p>Retiro do <a href="http://luiscarmelo.blogspot.com">Miniscente</a> este texto que reflecte uma visão de autonomia recíproca entre o que se designa por "jornalismo" ou "media tradicionais" e o novo "espaço comunicacional da rede". O pretexto foi a discussão de ontem, no Clube de jornalistas, onde estiveram presentes <a href="http://pauloquerido.net/">Paulo Querido</a>, <a href="http://industrias-culturais.blogspot.com/">Rogério Santos</a> e <a href="http://dn.sapo.pt/ficha_tecnica/">João Morgado Fernandes</a>.<br />
Eis o <a href="http://luiscarmelo.blogspot.com/2007_01_01_luiscarmelo_archive.html#116912056453293965">post</a>:</p>

<p>"Segui ontem a discussão no Clube de Jornalistas. O grande pecado destes debates – sobretudo quando são organizados no meio jornalístico – é a imediata colagem referencial dos media tradicionais à lógica expressiva que está a hoje a vingar na rede. Como se esta projecção do jornalismo sobre os actuais mecanismos de rede não constituísse em si uma rotunda falácia e pudesse, portanto, aceitar-se como ponto de partida para uma discussão eficaz.</p>

<p>Neste tipo de diálogo, tende a esquecer-se que os códigos construídos em dois séculos para tutelar a actividade jornalística pouco ou nada têm que ver com a invenção de regras que hoje tentam ajustar os novíssimos e variados dispositivos da rede às linguagens que chegaram até aos nossos dias (e que foram, nos últimos cinco milénios, moldadas para finalidades ‘verticais’ – religando emissores inacessíveis e poderosos a auditórios passivos – e não para a súbita horizontalidade da rede).<br />
 <br />
A fusão emissor/editor é, nesse contexto, um factor decisivo mas não único. O fundamental situa-se na natureza expressiva completamente nova que está a superar géneros milenarmente herdados, amalgamando-os e dando origem a novos tipos de comunicabilidade, de interacção e de reposição e efabulação do real. As “deontologias”, a natureza da “notícia” e da “informação” – dados que ‘fizeram academia’ no meio jornalístico dos últimos dois séculos – constituem entidades de outra galáxia (com excepção para as extensões online dos media tradicionais) quando confrontadas com o espaço comunicacional que as múltiplas expressões em rede estão a gerar e a problematizar na actualidade. </p>

<p>Não me parece, pois, aconselhável esta assunção quase universal que acata a tradição do jornalismo como ponto de partida para discutir a força elocutória do universo hipertecnológico (é interessante como as próprias designações – é o caso da “Web 2” – também acabam por denotar a impaciência desse novíssimo e difícil ajuste entre a linguagem disponível e a lógica das novas interacções).</p>

<p>Curiosamente, noto – neste tipo de debates – um certo azedume e até ressentimento por parte de alguns jornalistas (postura ontem tão bem encarnada pelo director adjunto do DN) face à nova realidade da rede, como se ela constituísse um subversão ou um desvirtuar de uma certa legitimação do poder (profissional, deontológico e social) e não uma autónoma e novíssima esfera da comunicação e da expressão globais (ainda à procura de si própria) de natureza completamente diferente."</p>

<p><br />
</p>]]>
</content>
</entry>
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<title>Jornalistas e blogues: que relação?</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://freelance.weblog.com.pt/arquivo/2007/01/jornalistas_e_b.html" />
<modified>2007-01-17T13:41:06Z</modified>
<issued>2007-01-17T13:33:09Z</issued>
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<created>2007-01-17T13:33:09Z</created>
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<name>olavo aragão</name>

<email>olavo.aragao@hotmail.com</email>
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<![CDATA[<p>Óptimo artigo de David Carr sobre jornalistas e blogues no <a href="http://www.nytimes.com/2007/01/15/business/media/15carr.html?ex=157680000&en=f7dbbb37da5e0a40&ei=5124&partner=permalink&exprod=permalink">The New York Times </a>de 15/01/07:</p>

<p>24-Hour Newspaper People </p>

<p>By DAVID CARR</p>

<p>Like a lot of modern newspaper people, I have a blog.</p>

<p>For those of you who don’t have a blog yet, think of one as a large yellow Labrador: friendly, fun, not all that bright, but constantly demanding your attention.</p>

<p>Having a blog (mine, which happens to be about the Oscar race, is at carpetbagger.blogs.nytimes.com) makes me approachable, reader-friendly and engaged. Perhaps too engaged. </p>

<p>There is a serial commenter on my blog and others at The New York Times, “Mark Klein, M.D.,” an older, accomplished gentleman with a lot of opinions and time on his hands. He can be a bit of a crank, politically incorrect to the point of provocation, and yet he always writes as though we are friends. </p>

<p>And maybe we are. A week ago, he posted a note saying that he was traveling to Israel and that I wasn’t to interpret his sudden silence as a sign that he’d lost interest in me. As if I cared.</p>

<p>Except that I did. I sort of missed him. I dropped him a note and then called him in Israel about being off the grid (in particular, my grid).</p>

<p>“It’s nice to hear from you. I missed you too,” he said, as if it were the most natural thing in the world. </p>

<p>“There is an intimacy to the exchange of electrons — almost like an online romance — that means you are a real person to me,” he said. “We were already having a conversation of sorts.”</p>

<p>Independent bloggers can laugh all they want about the imperious posture of the mainstream media, but I and others at The Times have never been more in touch with readers’ every robustly communicated whim than we are today. Not only do I hear what people are saying, but I also care. </p>

<p>Sometimes I wonder whether I care to the point that I neglect other things, like, oh, my job. Tweaking the blog is seductive in a way that a print deadline never is. By the time I am done posting entries, moderating comments and making links, my, has the time flown. I probably should have made some phone calls about next week’s column, but maybe I’ll write about, ah, blogging instead.</p>

<p>“We are living through the largest expansion of expressive capability in the history of the human race,” said Clay Shirky, an adjunct professor in the graduate interactive telecommunications program at New York University. “And it wouldn’t be a revolution if there were no losers. The speed of conversation is a part of what is good about it, but then some of the reflectiveness, the ability for careful summation and expression, is lost.”</p>

<p>Even as Mr. Shirky is saying this, I peek at the comments section of my blog, and he goes on, “There is an obsessive, dollhouse pleasure in configuring and looking at it, a constant measure of social capital.”</p>

<p>There has always been a feedback loop in journalism — letters to the editor, the phone and more recently e-mail messages. But a blog provides feedback through a fire hose. The nice thing about putting out a newspaper was that, at some point, the story was set and the writer got to go home. Now I have become a day trader, jacked in to my computer and trading by the second in my most precious commodity: me. How do they like me now? What about ... now? Hmmmm ... Now? </p>

<p>Josh Quittner, editor of Business 2.0 magazine, recently asked his writers to come up with blogs, and he writes his own. He decided to encourage them with (small) bonuses based on the number of visitors to their blogs, after one of his star reporters, Om Malik, left the magazine to tend to his own immensely popular blog. (Mr. Malik still contributes a column to the magazine.) “I don’t want that to happen here again,” Mr. Quittner explained.</p>

<p>“We are having an amazing good time,” he said, in the midst of a week when chatter about the new Apple phone was driving page views. “It is like Pinocchio when they are caught in the belly of the whale and very hungry. They finally figure out they should drop a fishing line in and start hauling in all sorts of tuna.”</p>

<p>“One of the wrong turns that we have taken in journalism is that to give people information they want and need is somehow pandering,” he said. </p>

<p>The desire to connect is a pure impulse, but it can lead to bad behavior on the part of writers. Sometimes, I feel a little lonely on my Oscar blog. The solution: I take a rhetorical baseball bat to a fan favorite, “Borat,” and hundreds of rabid commentators appear. Hey, I’ve got readers. </p>

<p>Web analytics — that ugly term of art — is changing newspapers, too. Here at The Times, the Most E-Mailed list on our Web site has gone from being an in-house curiosity to a measure of salience, as much as getting an article on the front page. The list can be wonderfully idiosyncratic — last Friday, a six-month-old goof on using animal training on husbands (“What Shamu Taught Me About a Happy Marriage”) reappeared alongside Thomas Friedman’s meditation on the president’s plan to send more troops to Iraq. </p>

<p>But at some point, ratings (which print journalists, unlike their television counterparts, have never had to contend with) will start to impinge on news judgment. “You can bemoan the crass decision-making driving by ratings, but you can’t really avoid the fact that page views are increasingly the coin of the realm,” said Jim Warren, co-managing editor of The Chicago Tribune.</p>

<p>So when that’s the case, what happens to those other qualities, “the reflectiveness, the ability for careful summation and expression,” in Mr. Shirky’s lovely phrase? </p>

<p>“The best thing about the Web — you have so much information about how people use it — is also the worst thing,” said Jim Brady, executive editor of Washingtonpost.com. “You can drive yourself crazy with that stuff. News judgment has to rule the day, and the home page cannot become a popularity contest.”</p>

<p>My personal referendum continues, albeit without Dr. Klein for the time being. When he returns home, he plans to test the waters for a presidential run on a platform of improved rights for noncustodial parents. That sounds like the kind of hobby that could cut into his time spent commenting on my blog. “No, I don’t think I’ll stop,” he said. “I think if I am successful in running for the White House, I would continue to blog and comment.”</p>

<p>I can’t help feeling a little pride. I could go on, but the results of the awards by the Broadcast Film Critics just came in at 1:17 a.m., and I need to update my blog. No time like the present.</p>

<p>Ver também no <a href="http://www.ciberjornalismo.com/pontomedia/">Ponto Media</a> de António Granado.</p>]]>
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<title>As newsletters e as correcções  da ERC</title>
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<modified>2007-01-16T11:04:39Z</modified>
<issued>2007-01-16T10:56:13Z</issued>
<id>tag:freelance.weblog.com.pt,2007://4052.382028</id>
<created>2007-01-16T10:56:13Z</created>
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<name>olavo aragão</name>

<email>olavo.aragao@hotmail.com</email>
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<![CDATA[<p>A 8 de Janeiro, a <a href="http://www.erc.pt/index.php?op=noticias&lang=pt&mainLevel=8">ERC</a> editava a Newsletter nº1 do ano, embora ainda com data de Dezembro de 2006: "Bem- Vindos à primeira edição da Newsletter mensal da ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social! Neste espaço poder-se-ão manter informados sobre as actividades e deliberações tornadas públicas pelo Conselho Regulador, ao longo do último mês".<br />
Nesse mesmo dia, duas horas depois, surgia uma correcção à Newsletter assim como uma ligação para o "Relatório da Cobertura Jornalística de Incêndios". <br />
Por fim, a 11 de Janeiro, o reconhecimento dos enganos e desenganos tornava-se óbvio:</p>

<p>"A Direcção Executiva da Entidade Reguladora para a Comunicação Social vem por este meio esclarecer todos os que receberam, a 8 de Janeiro, a "Newsletter" prevista no seu sítio electrónico, que aquela era uma versão experimental, em fase ainda embrionária de desenvolvimento pelos nossos serviços, e cujo envio se ficou a dever a um bug originado na aplicação informática utilizada.<br />
A publicação do primeiro número oficial da Newsletter da ERC relativo a Janeiro de 2007, de periodicidade mensal, está prevista para a primeira semana do mês de Fevereiro.<br />
Com os melhores cumprimentos"</p>

<p>Sem comentários (ver post do <a href="http://contrafactos.blogspot.com/2007/01/vitamedias_1483.html">ContraFactos & Argumentos</a>)</p>]]>
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<title>15% de futebol na Antena1!</title>
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<modified>2007-01-16T10:49:41Z</modified>
<issued>2007-01-16T10:24:09Z</issued>
<id>tag:freelance.weblog.com.pt,2007://4052.382025</id>
<created>2007-01-16T10:24:09Z</created>
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<name>olavo aragão</name>

<email>olavo.aragao@hotmail.com</email>
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<![CDATA[<p>O <a href="http://ouve-se.blogspot.com/2007_01_01_ouve-se_archive.html#116880955235196184">Blogouve-se </a>continua a referir-se ao excesso do futebol na Antena 1. E bem. Leiamos:</p>

<p>"15% da Antena 1 é futebol? <br />
É um dos <a href="http://search.blogger.com/?q=SERVI%C3%87O+p%C3%9ABLICO+R%C3%81DIO+blogurl%3Aouve-se.blogspot.com&btnG=Search+Blogs&hl=en&ie=UTF-8&ui=blg">assuntos</a> recorrentes neste blogue. E é também um daqueles assuntos que lamento não seja discutido noutros espaços: a Antena 1 é realmente uma rádio de serviço público ou comporta-se como mais um agente no mercado das audiências?</p>

<p>Se volto ao assunto foi porque ouvi ontem o <a href="http://www.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_ouvinte/programa.php">provedor</a> do ouvinte dizer que o assunto mais tratado na Antena 1 é o desporto/futebol com 12 a 15 por cento do tempo total (<a href="http://multimedia.rtp.pt/?prog=2493">esperei</a> que o programa estivesse disponível para confirmar, mas como a esta hora ainda não está...).</p>

<p>Haverá alguém que consiga defender que numa rádio de (real) serviço público o futebol seja o assunto mais tratado? A minha explicação continua a ser a mesma, e lamento: a rádio não é importante; basta a RTP dar dois jogos de futebol na mesma semana para haver logo críticas...</p>

<p>(obviamente que isto não é uma crítica a quem trabalha na editoria desportiva da Antena 1; são dos melhores a nível nacional e cumprem bem o que lhes pedem; é uma crítica ao poder político e ao Conselho de Administração que tem claramente dois conceitos diferentes nas duas empresas, a televisão e a rádio)</p>

<p>PS - boa notícia: o programa do provedor do ouvinte deixa o gulag dos sábados depois da uma e passa a estrear-se às quatro da tarde de um dia da semana (sexta?)"</p>]]>
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<title>Conselhos de Steve Outing para pequenos jornais</title>
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<modified>2007-01-15T20:00:46Z</modified>
<issued>2007-01-15T19:53:09Z</issued>
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<![CDATA[<p>No seu <a href="http://editorandpublisher.com/eandp/columns/stopthepresses_display.jsp?vnu_content_id=1003526363&imw=Y">Editor & Publisher</a>, Steve Outing postulou uma série de conselhos que se destinam sobretudo às publicações de pequena dimensão (tradução em <a href="http://atrium.wordpress.com/2007/01/04/conselhos-para-publicacoes-pequenas/">Atrium - Media e Cidadania</a>) .<br />
Vale a pena ler com atenção e reflectir:</p>

<p>1. Copiem / construam a partir de aquilo que já foi testado pelos ‘grandes’.<br />
2. Não contratem pessoas centradas no negócio do papel.<br />
3. Seja de que forma for, contratem um bom programador/editor de internet.<br />
4. Encontrem ajuda (gratuita ou barata) e não se inibam de experimentar.<br />
5. Envolvam-se com os cursos universitários da área da Comunicação na vossa região.<br />
6. Juntem forças com outras publicações da mesma dimensão.<br />
7. Desenvolvam comunidades centradas numa localidade.<br />
8. Recorram ao potencial ‘exército’ de câmaras em punho que anda pelas ruas.<br />
9. Misturem informação feita por profissionais com a que é enviada por amadores.<br />
10. Aproveitem tudo o que está disponível online.</p>]]>
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<title>Sobre o regresso do Jornal Digital</title>
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<modified>2007-01-15T19:49:19Z</modified>
<issued>2007-01-15T19:43:36Z</issued>
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<![CDATA[<p>Um mês após a <a href="http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news_history.asp?section_id=3&id_news=72707">suspensão</a> de todos os títulos da Portuguese News Network (PNN), o <a href="http://www.jornaldigital.com/index.php">Jornal Digital</a> volta agora a ser actualizado.</p>

<p>Notícia <a href="http://blog.icicom.up.pt/archives/014394.html#014394">JornalismoPortoNet</a></p>]]>
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<title>Jornalismo: uma questão de ética</title>
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<modified>2007-01-14T19:27:40Z</modified>
<issued>2007-01-14T19:26:35Z</issued>
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<![CDATA[<p>Jornalismo: uma questão de ética<br />
 <br />
por <a href="http://www.mnemocine.com.br/aruanda/eticajornalistica.htm">Alessandra Silvério</a>*<br />
 <br />
Sem dúvida nenhuma, fatos relevantes são notícias que o povo quer ver, mas nem sempre o que as emissoras de TV, rádios, jornais e revistas divulgam, são necessariamente verdades jornalisticamente éticas e incontestáveis. No atual contexto, em que o capitalismo dita as regras da economia, tudo passa a ter seu valor mercadológico, inclusive a notícia. Até aí, tudo bem. Mas notícia como mercadoria pode e deve ser tratada dentro dos princípios da conduta ética e profissional, tendo como objetivo, acima de tudo, oferecer boa qualidade de informação e satisfazer às necessidades de consumo dos leitores com um produto fidedigno. E este aprendizado sobre o que é ético e o que não é começa nas escolas de jornalismo. </p>

<p>Com base nas aulas de Ética em Jornalismo é possível constatar que o Código de Ética rege a conduta profissional do jornalista e dos veículos de comunicação. No entanto, a cada dia que passa tenho a nítida sensação que esta cadeira parece ter sido abolida na prática profissional de alguns jornalistas e responsáveis por meios de comunicação atualmente integrados ao mercado de trabalho. Não é raro você abrir um jornal ou ver na TV notícias tendenciosas, pejorativas, que visam beneficiar uma das partes ou mesmo mascarar a verdade dos fatos.</p>

<p>Parece estarmos vivendo numa "redoma de vidro", em que a ética do jornalista em si por vezes tem de ser deixada para trás, a fim de o jornalista não se ariscar a perder o emprego ou por medo de simplesmente não acatar a "ética" do veículo a que se trabalha. E é justamente nesta "ética" do veículo que se encontram os interesses escusos que geralmente caminham em sentido contrário ao Código de Ética que rege a conduta moral e legal do jornalista.</p>

<p>A conseqüência do monopólio dos meios de comunicação, da pressa inerente ao jornalismo, da briga acirrada e diária pela notícia exclusiva ou da guerra pela audiência é que os jornalistas e seus patrões muitas vezes se afastam da conduta ética e oferecem ao público uma informação de má qualidade. Neste momento em que a lógica do espetáculo e do entretenimento contamina os veículos jornalísticos, em que as megafusões de empresas de comunicação aumentam como nunca o poder da mídia em todo o mundo, há uma significativa perda de valores de cunho ético e jornalístico entre exercício da profissão e dos profissionais envolvidos no contexto.</p>

<p>Baseando-se no art. 6º do Código de Ética, a conduta profissional do jornalista, o exercício da profissão do jornalista é uma atividade de natureza social e com finalidade pública, subordinada, portanto, ao Código de Ética. Código que constantemente é desrespeitado.</p>

<p>O compromisso fundamental do jornalista com a verdade dos fatos e o seu trabalho parecem nem sempre estarem pautados diariamente em todos os meios de comunicação, pela precisão da apuração dos acontecimentos e sua correta informação. Porém, diariamente, vemos jornalistas atentando contra a moral e os bons costumes das pessoas. Este é um exemplo de delito grave, dizer que fulano cometeu um crime, mas que na verdade ele não cometeu, porque ainda não foi julgado e condenado pela Justiça, caracterizado como calúnia no Código Penal (art. 138). Temos vários casos que ilustram bem isso, como o das "Bruxas de Guaratuba", "Escola Naval", entre outros.</p>

<p>Bem como dizer que "fulano é gay" é uma injúria (art. 139), e se for acrescido de um fato - fulano de tal viu ele se agarrando com outro aqui na faculdade - classifica-se como difamação (art. 140). Tanto a injúria quanto a difamação agridem a moral de uma pessoa, mas o crime mais grave é a calúnia, porque atenta contra moral e os bons costumes.</p>

<p>É inaceitável, segundo o Código de Ética do Jornalista, art. 10º, inciso II, que o jornalista concorde com a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, políticos, religiosos, raciais, de sexo e de orientação sexual. Assim como é imprescindível que ele respeite o direito à privacidade do cidadão (art. 9º, do Código de Ética e Constituição Federal). Além de ainda dever evitar a divulgação de fatos com interesse favorecimento pessoal ou vantagens econômicas e de caráter mórbido contrário aos valores humanos (art. 13º, inciso III).</p>

<p>Mas o mais importante ao meu ver: "o jornalista sempre deve ouvir antes da divulgação dos fatos todas as pessoas objetos de acusações não comprovadas, feitas por terceiros e não suficientemente demonstradas ou verificadas" (art. 14º, inciso III). Já os jornais afiliados à Associação Nacional de Jornais (ANJ) devem comprometer-se a cumprir entre outros preceitos: sustentar a liberdade de expressão, o funcionamento sem restrições da imprensa e o livre exercício da profissão; apurar e publicar a verdade dos fatos de interesse público, não admitindo que sobre eles prevaleçam quaisquer interesses; garantir a publicação de contestações objetivas das pessoas ou organizações acusadas em suas páginas de atos ilícitos ou comportamentos condenáveis; preservar o sigilo de suas fontes e respeitar o direito de cada indivíduo à sua privacidade, salvo quando este direito constituir obstáculo à informação de interesse público (Constituição e Código de Ética).</p>

<p>Portanto, os desvios de interpretação durante uma entrevista e/ou depois na construção deturpada de um texto, podem ter vários motivos: o desejo de autopromoção do repórter em fazer um "furo de reportagem"; a mudança de rumo dos fatos, dando-lhe outros significados e sentidos, a fim de satisfazer a linha editorial do veículo de comunicação - supondo que o que mais interessa é a "ética" do meio de comunicação em questão; e talvez a necessidade de transformar aquela pauta morna em algo mais interessante, que renda quem sabe até uma manchete de primeira página; a montagem tendenciosa na edição, entre outros recursos de manipulação dos fatos. </p>

<p>Embora cada um dos motivos citados seja diferente, todos são desvios de conduta ética jornalística. Isso é algo deprimente para a categoria dos jornalistas que consideram os valores morais e éticos essenciais para o bom desempenho do exercício da profissão e, conseqüentemente, do profissional.</p>

<p>De acordo com a Declaração Internacional de princípios para a conduta dos jornalistas, é proclamada como um padrão coletar, transmitir, publicar e comentar notícia e descrever acontecimentos. No entanto, o jornalista deverá considerar como graves delitos plágio, deturpação maliciosa, calúnia, injúria, difamação e suborno em troca de publicação ou omissão de notícias, já mencionados à cima. Mesmo assim, tais delitos continuam sendo feitos por jornalistas que não pautam pela ética no exercício da profissão.</p>

<p>Conforme o artigo 8º e também no inciso 5º da Constituição Federal, o jornalista deve, sempre que considerar correto e necessário, resguardar a origem e a identidade das suas fontes de informação. Assim como deverá guardar segredo profissional da fonte de informação obtida em segurança. Mas nem sempre isto acontece, às vezes por descuido da própria edição no caso da TV.</p>

<p>Já na Internet, não é muito diferente, em se tratando de desvios éticos. Apesar de ela ter trazido inúmeros aspectos inovadores e revolucionários de comportamento e atitude social, tornou-se corriqueira a pirataria ou cópia indevida de músicas, fotos e textos (mesmo assinados na Rede) jornalísticos ou não. Este ato caracteriza-se como plágio.</p>

<p>No entanto, um mito é acreditar que a cópia não autorizada é boa porque permite disponibilizar a todos a informação. Já muito material de boa qualidade, que poderia estar disponível para todos na Intenet, não está disponível porque os responsáveis temem a cópia não autorizada. Muitos pintores, poetas, fotógrafos e até jornalistas deixam de colocar seu material na web porque sabem que não podem impedir a pirataria. </p>

<p>Outro mito é crer que quem não tem dinheiro para pagar pelo uso de imagens não tem alternativa a não ser copiar sem pedir autorização. Na verdade, em boa parte das vezes, basta pedir permissão para usar, de forma honesta, gratuita dentro dos princípios éticos da Lei, para usar fotos, textos etc. de terceiros. Freqüentemente, o autor não pede mais do que a citação do crédito, além de um link para o site original. <br />
Muitas pessoas acham natural a cópia de material alheio, até mesmo por desconhecer que isto é uma prática ilegal. A Internet é repleta de sites que violam os direitos autorais. Alguns inclusive plagiam textos e fotos de outros sites da própria Rede. </p>

<p>Sejamos realistas, faz parte do cotidiano do brasileiro a cópia não autorizada "xerocamos" livros inteiros, ao invés de comprá-los, como também o usamos software (programa) de computador não registrado. No entanto, são parâmetros diferentes. Quem xeroca livros não está dizendo necessariamente que é autor deles, já quem usa no site textos e fotos sem citar a fonte, praticamente se coloca como autor das obras intelectuais. E aí fica uma pergunta neste caso a lei é clara? Ao meu ver não.</p>

<p>“A obra criada por jornalista só é protegida pelo direito de autor se estiver assinada por ele. Como qualquer outra criação intelectual de espírito é protegida pelo que apresenta de novo, original, inventivo e criativo. Sendo ela própria uma extensão da personalidade do seu autor, assegura o legislador a proteção ao direito moral do jornalista criador original da obra. A assinatura do nome, junto ao título deixa claro, sem margem de dúvidas quem é o autor moral da mesma”, define Jaury de Oliveira, em “Direito autoral não é salário: a obra do jornalista e a lei atual de direito de autor”. </p>

<p>Baseando-se no artigo 36, conforme afirma Jaury, o direito de utilização econômica de artigos assinados pertencem ao editor, desde é claro, que não estejam assinados pelo jornalista. Neste caso estamos na hipótese acima. Quando não estiverem assinados pertencem ao editor / empresa jornalística. “É aí que o direito de criação intelectual do jornalista é deixado de lado. Como ocorre isso? Ao ser contratado o jornalista assina, obrigatoriamente, pois do contrário talvez não consiga o emprego, um contrato de trabalho, pelo qual obrigam-no a ceder seus direitos autorais sobre as obras que vier a criar. Transmite, dessa forma, desde logo todos os direitos de exploração econômica sobre suas criações”, diz.</p>

<p>Ironicamente, a justificativa geralmente usada pelos meios de comunicação que agem desta maneira coerciva é de que a obra jornalística é uma obra coletiva, isto é, realizada por várias e diferentes pessoas e por isso, impossível de ser individualizada. Mas como? A individualização é elemento constituitivo da criação intelectual. Logo, se a obra não permite a identificação do autor, é porque ela não tem autor! Mas como certos veículos de comunicação podem afirmar tal aberração, que o criador não é um só, mas vários e por isso, ele não é identificável. Neste caso, conclui-se que o autor é o editor, a pessoa jurídica.</p>

<p>”O resultado disso é a perplexidade que ficamos ao ver o jornalista de mãos abanando, sem seus direitos patrimoniais de autor. Maior ainda é o espanto quando sabemos que a mesma matéria por ele preparada e pela empresa apropriada será reproduzida e vendida pelo editor através das suas agências de notícias sem que nem direito ao nome tenha o criador original da obra, o jornalista. O direito de autor que um jornalista possui é aquele que exerce sobre toda criação intelectual por ele produzida e em seu nome divulgada. Tem direito de explorar economicamente sua criação intelectual toda pessoa que cria uma obra passível de proteção pelo direito de autor”, explica Jaury de Oliveira.</p>

<p>De acordo com a Costituição Federal, art. 5, inciso XXVII e a Lei 9.610/98, a Lei dos Direitos Autorais, quando um jornalista assina um texto, uma imagem áudio-visual, desenhos, charges e projetos gráficos, seu direito de autor é inequívoco, com fundamento na Constituição Federal, art.5, inciso XXVII e na Lei 9.610/98, a Lei de Direitos Autorais. Ocorre, no entanto, segundo Oliveira, que os jornais são considerados "obras coletivas" cuja autoria não pode ser identificada, na medida em que não seria possível individualizar a pessoa física criadora daquela obra. A partir daí os direitos patronais e autorais da criação do jornalista passam-se imediatamente para as mãos das empresas de jornalismo e o jornalista dissolve-se na “multidão anônima” das redações. </p>

<p>Sabe-se que o jornalista de um grande jornal diário produz muito mais do que é aproveitado diariamente. O restante não é jogado fora, mas repassado adiante no mercado pelo editor para as agências de notícias. Eis aí uma técnica arrojada de não pagar os direitos autorais ao trabalho dos jornalistas. Aos free-lancers acostumados a negociar com o editor, convém adotar contratos, prevenindo-se contra os usos indevidos e sempre com cláusulas restritivas a favor do autor. Isto é, a cada uso da obra um novo contrato e uma nova remuneração.</p>

<p>É preciso evitar esses e outros abusos de poder no ponto de vista dos interesses dos jornalistas e na defesa dos seus direitos de autor e criador de uma obra de propriedade intelectual, aliás, reconhecida, mas ainda deficiente. Se faz necessária a reformulação tanto da Constituição Federal quanto do Código de Ética do Jornalismo. </p>

<p>Como isso, o que se espera é o pleno reconhecimento dos direitos intelectuais da categoria, o devido valor moral e porque não dizer reconhecimento profissional até de certa forma àqueles que lutam eticamente para os brasileiros serem pessoas mais bem informadas e destituídas do rótulo "habitante de país em subdesenvolvimento social e intelectual".</p>

<p><br />
*Alessandra Silvério é formada em Jornalismo pela Universidade Tuiuti do Paraná e pós-graduanda em Comunicação Audiovisual pela PUC-PR<br />
 <br />
</p>]]>
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<title>O jornalismo brasileiro e a internet</title>
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<modified>2007-01-12T21:28:22Z</modified>
<issued>2007-01-12T21:23:41Z</issued>
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<email>olavo.aragao@hotmail.com</email>
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<![CDATA[<p>Como o jornalismo brasileiro absorveu a internet<br />
(de <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2005/05/11/como-o-jornalismo-brasileiro-absorveu-a-internet/">Webinsider</a>)</p>

<p>Sobre a discussão que envolve jornalismo, diploma, banalização da profissão e tempos modernos: o blog facilita, mas não determina o "ser jornalista". Se é assim, por que os jornalistas não invadem a rede?<br />
Por <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2005/05/11/como-o-jornalismo-brasileiro-absorveu-a-internet/">Nara Franco</a></p>

<p>Há algo de estranho no reino da internet brasileira. Nesta semana, num intervalo de 24 horas, li dois interessantes artigos que tratavam de um mesmo assunto: blog e jornalismo. No primeiro, o jornalista Pedro Doria, de NoMinimo, classifica como um mistério o fato de haver tão poucos blogs brazucas voltados para a informação. No segundo, publicado aqui no Webinsider (Jornalismo virou commodity. Aceite e aja, veja ao lado), o também jornalista Julio Daio Borges diz que o blog banaliza a profissão de tal maneira que qualquer pessoa pode ser um jornalista hoje em dia. </p>

<p>Quem está certo ou errado, não sei. Mas que está estranho, isso está. Parece aquela discussão do biscoito: vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? Na verdade, os dois artigos não explicam nada. Nem a ausência de blogs informativos, muito menos a banalização da profissão. Creio que a questão é bem mais profunda e antiga e não passa por comparações com outros países ou por questões pessoais.</p>

<p>Primeiro é preciso entender como o jornalismo brasileiro absorveu a internet. Sabemos que a rede desfigurou muitas redações, que abriu um importante mercado de trabalho e que possibilitou maior agilidade na apuração e divulgação de uma matéria. Mas ficamos só nisso? Não. A internet deu voz a muita gente boa do mercado, como o próprio Julio Daio, e no vácuo da rede surgiram diversos blogs, zines e revistas abordando temas não muito presentes na grande mídia. </p>

<p>A internet abre portas, possibilita que você expresse seu ponto de vista sem passar pelo editor, o patrão ou o cliente assessorado. Ela é território livre e cabe a cada um escolher sobre o que falar. Se não há muitos blogs informativos no Brasil talvez seja o momento da classe jornalística se unir para discutir o porquê de ainda hoje, nos jornais, as redações online serem discriminadas e seus profissionais tratados como &#147;jornalistas de segunda&#148; pelos colegas de redação &#147;offline&#147; ou o porquê de muitos desses profissionais colocarem um jornal inteiro no ar na base do Ctrl + C, Ctrl + V e ainda assim terem menos prestígio e ocuparem aquele fundinho de sala da redação. E pior: de serem aqueles que mendigam por uma credencial para eventos que, na maioria das vezes, ignoram totalmente a existência dos veículos web. </p>

<p>Dizer que qualquer um pode ser jornalista porque pode criar um blog é ler de maneira superficial o que de fato é a profissão. Jornalismo com credibilidade exige muito trabalho de redação e apuração, conhecimento de fontes, responsabilidade de saber que o que você publica pode beneficiar e/ou prejudicar alguém. Isso tanto é verdade que atualmente muitos blogs estão sendo alvo de processos judiciais. </p>

<p>Para cativar um público e ter dele respeito é preciso saber informar e isso, creio, não é tarefa para qualquer um. O blog é uma poderosa ferramenta da internet. Há casos de sucesso envolvendo jornalistas, há casos de fugaz notoriedade e há a massa que se diverte no papo de bar. Os motivos que levam os jornalistas a ignorarem esse espaço ou a mal aproveitá–lo merece uma crítica em conjunto dos profissionais. É preciso perder o medo da tecnologia e entender que o processo de comunicar vai além da atuação na rua. </p>

<p>Por outro lado, o blog, pelas oportunidades que cria, não é tábua de salvação para os que não têm espaço na grande imprensa. Mais uma vez, repito: a profissão vai além. É preciso buscar alternativas. Mas acima de tudo é preciso zelar pelo que é feito e, principalmente, respeitar e encorajar aqueles que almejam, como nós almejamos, abraçar a profissão.</p>]]>
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<title>Estatuto Editorial de O Freelance</title>
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<modified>2007-01-12T21:20:29Z</modified>
<issued>2007-01-12T19:06:51Z</issued>
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<name>olavo aragão</name>

<email>olavo.aragao@hotmail.com</email>
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<![CDATA[<p>O Freelance é um blogue orientado por critérios de rigor mas também de criatividade editorial, sem dependência de esferas de natureza ideológica, política, económica ou outras.<br />
O Freelance é um blogue aberto a todos os jornalistas independentes, sobretudo àqueles que não estejam ligados a nenhum órgão de comunicação social. <br />
O Freelance estabelece as suas escolhas editoriais, independentemente da natureza dos acontecimentos e das agendas mediáticas.<br />
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O Freelance é apenas responsável perante quem o lê e assegura uma relação rigorosamente autónoma face a todo o tipo de poderes. </p>

<p>Olavo Aragão<br />
</p>]]>
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