agosto 28, 2003

A Ignorância é muito atrevida!

Esta notícia é de nos deixar completamente espantados! Há um velho ditado "o berço o dá a tumba o leva", que define perfeitamente estes indivíduos que desempenham funções de relevo sem estarem habilitados para tal.
Mas não é só no Brasil; aqui em Portugal há muitos. Políticos, empresários, e os tais chamados de "boys".

Publicado por Manuel Marques em 05:47 PM

agosto 27, 2003

Atenção! Perigo!

Um amigo meu mandou-me hoje um email dizendo "já conheces este?" .
Fiquei impressionado e curiosamente, ao percorrer a blogosfera encontrei vários companheiros a partilhar desta minha opinião.

Publicado por Manuel Marques em 12:08 PM

agosto 26, 2003

Os blogs e os bloggers

Joaquim Amado Lopes escreve uma carta digital sobre os blogues.
Apresenta uma crítica pertinente, está no seu direito, todavia penso que também tem o dever de escrever a sua opinião para melhorar “algo moderno”.

Lamento que JAL afirme:
- que os "blogues" são especialmente interessantes para os respectivos autores e mais ninguém;
- acredito mesmo que a maior parte das visitas à maior parte dos "blogues" são feitas por quem os escreve;
- não são funcionais como repositório de informação;

Concordo com JAL quando afirma:
- Os deputados poderiam ter decidido a criação de um espaço de verdadeira informação. Um espaço, no site da AR, com informação sobre cada deputado (incluindo o contacto), as suas iniciativas legislativas, intervenções, votos, viagens, etc.

Cumpre-me informar JAL que não conheço outro qualquer espaço onde possa exprimir a minha opinião, não censurada, e com a certeza de que é publicada.
JAL conhece?

Publicado por Manuel Marques em 12:54 AM

agosto 24, 2003

E agora a reconstrução!

Li na revista ÚNICA (Expresso de 23 de Agosto de 2003) na página 8, sob o títuto “Bocas maldosas”, que o Primeiro-Ministro encarregou o Ministro da Agricultura de lhe apresentar uma verdadeira “reforma da floresta”…….
E mais adiante,
“É que a área florestal tem sido das menos prioritárias (digamos assim…) naquele Ministério. E se Sevinate Pinto é mais um reconhecido especialista em economia agrária e desenvolvimento rural, o Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Bianchi de Aguiar, que tem o pelouro das florestas, é engenheiro agrónomo e especialista em viticultura.”

Há dias li, com muita atenção “Incêndios: então até Maio!...” e cumprimento com muita admiração pTd. Já tive ocasião de lhe dizer por email que sou leitor assíduo do seu blog (o vento lá fora)* .
Precisamos de cidadãos capazes de expressar aquilo que sentem, cidadãos que são a voz da maioria da população responsável, que se manifestem com frontalidade, isenção, não manipulados por “forças” obscuras.

Já aqui tive ocasião de escrever que, o nosso país, só terá desenvolvimento se perseguir projectos com aquele objectivo. Mas pelo que se vê, não me parece que tal objectivo esteja no horizonte dos governantes.
O Senhor Primeiro-Ministro quere a “reforma da floresta”! Não é um projecto.
É construir uma casa, começando pelo telhado.

O problema de Portugal é uma questão de estrutura; primeiro que tudo é necessário reformar o mapa do território, que não é mexido, ao que parece, desde 1835.
A divisão administrativa do território tem de ser revista, de modo a permitir que o país seja governável a nível local. É excelente a hierarquia de governação no nosso país, juntas de freguesia e concelhos; são excelentes os técnicos portugueses (séniores e júniores) que sabem desta matéria e que certamente estão disponíveis para estudarem e proporem uma nova divisão administrativa.
E será a nova divisão administrativa que ditará a organização da agricultura e da floresta. E, paralelamente, a gestão da água.
Não se ouve falar sobre a gestão da água. E o Alqueva? Alguém sabe alguma coisa sobre o Alqueva?
E assim se constroe um projecto nacional que, colocado no terreno, dirigido por quem saiba dirigir, com um objectivo muito concreto, tem certamente o sucesso inicialmente previsto.

Mas, para se promover um projecto nacional tem de haver uma participação de todos os partidos políticos, isentos da preocupação de cuidar dos interesses partidários antes dos interesses nacionais. Daí ser legítimo perguntar aos partidos políticos:
Estão interessados no desenvolvimento de Portugal?
Estão interessados na defesa e ajuda aos que mais precisam?
Estão interessados na instrução para dotar os jovens com a necessária preparação intelectual tendo em vista torná-los capazes de perceber e interpretar o que lêem e o que lhes transmitem oralmente?

Winston Churchill afirmava que "a democracia é o pior dos sistemas, com excepção de todos os outros"
porque não nós, Portugal, envidarmos esforços para tornar a democracia o melhor dos sistemas? se calhar temos de reformar a relação entre os partidos!
No presente, o mérito de cada partido vai para a sua capacidade de dizer mal, contrariar a acção do partido que, no momento, está no poder e não cooperar com os objectivos da governação ainda que esses sejam os objectivos do país.
Os partidos políticos têm por objectivo a conquista do poder a qualquer preço, ainda que esse preço seja o que não interessa à sociedade em geral, defendem os seus interesses antes dos interesses nacionais, e têm permanentemente na mira o próximo período de eleições, porque só o poder lhes interessa.
Os membros, militantes, dos partidos, todos desejam ser políticos de profissão, obter as benesses que o partido lhes pode dar, fazer carreirismo em áreas que não dominam.
O comportamento nos períodos eleitorais é degradante, a falta de postura dos políticos é notória. Daí o estado degradado da classe política, da corporação da política.
Ora isto tem de ser modificado de raiz. Os políticos têm de ter um curso de formação em política e gestão, perseguir uma carreira, tal como é exigido para actividades como, médicos, engenheiros, militares, homens de leis, etc.

Publicado por Manuel Marques em 09:49 PM

agosto 12, 2003

O Livro Branco

O Senhor Ministro da Administração Interna vai publicar um Livro Branco.
Estamos a seguir pelo mesmo caminho do antigamente. Custa a acreditar que estes homens que aceitaram ser governantes não tenham capacidade para perceber que uma catástrofe como aquela que ainda está a assolar-nos tem de ser encarada com medidas sérias, medidas que já deviam estar a ser analisadas por pessoas competentes, para rapidamente serem implementadas.
É confrangedor assistir a um tam elevado grau de mediocridade.
Quere o Senhor Ministro ouvir os intervenientes para depois se saber o que correu mal. A criatura ainda não percebeu que correu tudo mal.
Portugal tem especialistas em segurança interna, são eles que devem ser ouvidos.

Publicado por Manuel Marques em 12:25 AM

agosto 09, 2003

Ainda os Fogos Florestais

Os dias vão passando e os fogos continuam imparáveis.
Assistimos à destruição de um património que Portugal levará muito tempo a recuperar, se o conseguir recuperar, porventura à alteração climática das regiões afectadas, à modificação do “habitat” natural.
Os noticiários referem os locais onde os fogos lavram, quantos homens estão envolvidos nas operações de combate, o dinheiro estimado em prejuizos;
A TV relata histórias, entrevista os actores no terreno, ouve os desabafos de quem perdeu tudo;
Os políticos abrem a boca para dizer disparates, o Ministro do Ambiente atribue “responsabilidades aos combatentes na guerra colonial”, o Líder Parlamentar do PSD diz que “o número de vítimas foi relativamente restrito”, o Primeiro-Ministro diz que “não entra em polémica” e manifesta a sua confiança política no Ministro do Ambiente e no Ministro da Defesa; enfim, pessoas que não se apercebem da responsabilidade que transportam, por virtude do cargo que desempenham, completamente alheios ao que se está passando, numa demonstração de falta de respeito para com os seus compatriotas.
Agora, a “zanga” entre a Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais e o Cooerdenador Nacional de Operações de Socorro.
E o mais que virá a acontecer!!!

Surpreende-me que os meios de comunicação, os políticos, os comentadores, os que se julgam responsáveis, não tenham começado já a questionar as razões porque aconteceu esta tragédia.
Não quero acreditar que os que se julgam responsáveis pela gestão do país e repito, meios de comunicação, políticos, comentadores, uns sigam tranquilos para as suas férias, outros continuem de férias, e pacatamente aguardem as primeiras chuvas para limpar as cinzas depositadas no terreno.

A discussão tem de ser feita e é necessário pensar Portugal. Eu sei que, para alguma gente, pensar faz doer a cabeça e para outra gente, não pensar é consequência de não conhecer o país em que vive.
A este propósito, lembro-me de um artigo de Vasco Pulido Valente, publicado o ano passado, creio que no Diário de Notícias, que dizia mais ou menos o seguinte:
“Salazar e Cunhal são 2 personagens com algumas coisas em comum; durante quarenta anos representaram a nação dividida em 2 partes e nem um nem o outro conheciam o País”.

Desde que o sistema mudou, a situação não teve alterações significativas. Continuamos a ter governantes que não conhecem o País, com excepção de algumas feiras e mercados, arraiais e a praça do município de algumas terras que podem render votos.

A tragédia que agora se abateu sobre Portugal tem necessariamente causas que têm de ser estudadas, com o objectivo de eliminar o que está mal e tomar medidas para pôr em prática um projecto nacional que vise o desenvolvimento do país.
Mas, tenham dó senhores governantes, não entreguem este estudo a uma qualquer comissão parlamentar de inquérito.
Pensamos nós que esta vaga de calor e as trovoadas secas poderão ser consequência das experiências que os Estados Unidos e outros países estão realizando, sem respeito pelo meio ambiente e pelas alterações climáticas; aqui pouco podemos fazer para além da actividade diplomática.
Quanto ao ordenamento florestal, aqui a música toca com notas diferentes; suponho que não existe um plano de ordenamento florestal que, sem produzir a destruição dos solos, crie riqueza e se prolongue através dos tempos, estudado e concebido por técnicos especialistas, conhecedores profundos do terreno, idóneos e isentos, impermeáveis aos “lobbies”. Então chegou a oportunidade de o realizar e fazer dele um grande projecto nacional.

E já agora, um recado para o Senhor Primeiro-Ministro: a gestão de um país faz-se a partir da concepção de projectos nacionais que perdurem no tempo; e como o Senhor sabe, Portugal não tem projectos.

Publicado por Manuel Marques em 02:34 AM

agosto 06, 2003

O Ministro

A notícia da TSF.PT
«Há muita gente que inconscientemente levou armas para casa»
Em Oleiros, o ministro do Ambiente, Amílcar Theias, avançou uma explicação nova para algumas das situações que se continuam a viver: o armamento guardado por antigos combatentes da guerra colonial.

Aquele Ministro é uma grande cabecinha! Olha o que se perdia, se ele não fosse Ministro???
Bem pensado. Que mais ideias peregrinas irá ter aquele insigne governante?

Publicado por Manuel Marques em 12:05 AM

agosto 05, 2003

Referências

Quero agradecer ao “Cruzes Canhoto” a referência que faz ao”Ensaio”.
É gratificante saber que nos leram e que se comente, ainda que seja com uma brincadeira, que por sinal até tem piada.
O “Cruzes Canhoto” diz-se esquerdino mas não é conservador. É uma virtude que aprecio. É rico em informação e sabe tirar partido daquilo que escreve.
Longa vida, muitos visitantes e felicidades são os meus votos.

Publicado por Manuel Marques em 12:38 PM

A Senhora Deputada

Foi com alguma consternação que tomei conhecimento, pelo jornal, sobre a suspensão do mandato da Senhora Deputada da Nação, Maria Elisa Domingues, por motivos de saúde.
Posteriormente, foi com alguma surpresa que tomei conhecimento, também pelo jornal, que a Senhora Jornalista, Maria Elisa Domingues, se tinha apresentado na RTP para ocupar o seu antigo lugar tendo-lhe, de imediato, sido atribuida a tarefa de criar um novo programa.
Põe-se a pergunta: Será que a Senhora Deputada e a Senhora Jornalista são a mesma pessoa? Depois de alguma investigação, apurei que realmente são a mesma pessoa. E agora? Então a Senhora está doente em São Bento e está de boa saúde na Avenida 5 de Outubro?
Há qualquer coisa que me escapa! Aquela criatura quis ser deputada porquê e para quê? Naturalmente que teve de meter cunhas para ser inscrita nas listas do partido com vista à sua eleição; e então andou a maçar as pessoas e agora bate com porta?! Claro que não falo nos seus eleitores, que saem defraudados, porque certamente nem eles sabiam em quem estavam a votar.
Parece-me que a Senhora Deputada foi eleita por Castelo Branco; durante a sua época de trabalho na Assembleia quais as bandeiras que desfraldou a favor da região que representava? Era bom que isso foi dito aos portugueses.
E depois dizem que a classe política está abandalhada; que são incompetentes; que não dignificam a Assembleia da República; só má lingua!
Agora fico aguardando a 3ª parte do filme que é a conclusão a que vai chegar a comissão parlamentar de ética.
Haja Deus!

Publicado por Manuel Marques em 01:49 AM

agosto 04, 2003

Factos da Semana

A semana foi fértil em acontecimentos, no entanto vou referir-me apenas a 3 deles.
1. O Secretário de Estado da Administração Local dá uma entrevista no “Expresso” falando do mapa do território e da necessidade da sua reforma, uma vez que não se mexe na sua organização desde 1835.
Até aqui tudo bem.
Mas, pelas palavras do Secretário de Estado pareceu-me que viria ele a ser o dinamizador e coordenador da reforma a desenvolver; então aqui tudo mal.
Vamos tentar perceber que para mexer no ordenamento do território têm de se chamar pessoas especializadas, e com provas dadas, nas diversas áreas da ciência relacionada com o território.
A análise do país é um projecto que deverá ser desenvolvido com objectivos bem definidos e envolve áreas tam importantes, como:
• A população autóctone e a imigrante
• O ambiente cultural e religioso
• O estádio de desenvolvimento e o nível de alfabetismo
não esquecendo que aqueles estudos devem ser enquadrados num todo onde deverá sobressair a componente económica e financeira.
Creio que hoje começa a não haver dúvidas quanto ao método de governação a nível local que deve ser exercido por pessoas profissionalmente formadas para aquela actividade. Só que, do meu conhecimento, não existem em Portugal cursos de nível superior que satisfaçam as exigências para o desempenho daquela função.
É desprovido de senso que hajam presidentes e vereadores de câmara, presidentes e vogais de juntas de freguesia, que o são só e apenas porque são filiados num partido político.
Este tipo de recrutamento tem de acabar ou então acaba o país.

2. É muito difícil de compreender porque, todos os anos, os fogos florestais são uma calamidade. E porque acontecem?
Há uma certeza; os responsáveis não conhecem o terreno, oportunamente, não pensam e não programam a prevenção, tam pouco elaboram ordens de operações para ataque aos fogos e definem cadeias de comando para aquelas operações. E porquê? Porque não são profissionalmente formados.
Ouvi na TV o Senhor Primeiro-Ministro, quando instado sobre a razão dos fogos, dizer que não entra em polémica e que todos os meios estão accionados. É uma resposta muito frágil, própria de quem está completamente ausente do problema, que não se apercebeu do desastre que é para a economia do país, de quem nunca pensou Portugal. O Senhor Primeiro-Ministro porventura terá uma idea sobre se Portugal é um país agrícola ou um país florestal? Se sim para um ou para outro, que tipo de floresta devemos produzir e onde? que tipo de agricultura e onde?

3.E por fim falemos da demissão do Chefe do Estado Maior do Exército.
Fiquei chocado ao ouvir na TVI, no seu comentário semanal, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa referir-se ao jantar dos antigos CEME como uma reunião da brigada do reumático. O Senhor Professor, antes de abrir a boca, tem de pensar o que vai dizer. Pode não concordar com a atitude dos generais, está no seu direito, mas não deve pejorativamente servir-se de um “dito” que fez parte da terminologia utilizada na linguagem militar para menosprezar os generais. O Senhor Professor não pode esquecer-se que foram aqueles generais que devolveram ao poder político os destinos de Portugal e subordinaram as Forças Armadas a esse mesmo poder político.
Não cabe aqui falar do Ministro da Defesa, até porque o Professor Marcelo também não falou. Porquê?

Publicado por Manuel Marques em 02:27 AM