janeiro 24, 2007

Mudança de endereço

Este blog passou para o seguinte endereço:
www.emgestaocorrente.blogs.sapo.pt

Agradeço a sua visita no novo endereço.
Obrigado.
António Ventura

Publicado por António Ventura às 10:57 AM | Comentários (0)

janeiro 20, 2007

Laranjices (2)

Prémio: Mamã Quero Ser Líder Parlamentar

PSLopes, o menino guerreiro, o tal que sabia pelos jornais da demissão dos ministros que eram seus amigos intimos, no meio das lições de piano que diz frequentar (de certo nos intervalos da night), lançou uma campanha nos jornais para ser líder parlamentar.
Antes o Bota a cantar canções pimba!

Publicado por António Ventura às 11:25 PM | Comentários (0)

Prémio Excomunhão Automática

Castelo de Vide é uma das terras mais bonitas do país.
A norte de Portalegre e junto a Marvão, forma com aquelas 2 localidades o mais interessante triângulo turistico do interior de Portugal.
No alto de uma colina, integrada no Parque Natural de S. Mamede, possui um castelo, umas muralhas, um casario medieval, casas senhoriais e um património religioso e monumental único no país.
Ao arrepio desta riqueza cultural há anos que tem de suportar um pároco que, noutros tempos, faria as delicias de Camilo Castelo Branco.
Pois este sr. abade ameaça, segundo o semanário Sol, todos os cristãos com a excomunhão automática se votarem sim no referendo do aborto.
No Irão já assistimos a cenas semelhantes!

Publicado por António Ventura às 11:06 PM | Comentários (0)

Prémio: Um embrião muito pesado e pouco evoluído

Citada pelo semanário Sol, Matilde Sousa Franco (aquela simpática matrona que é deputada do PS por ser viúva do Prof. Sousa Franco), afirmou, em campanha pelo não, que "no fundo, somos uns embriões evoluídos"!
Por mim considero que aquela anónima e irrelevante deputada socialista poderá ser um embrião pesado, mas de certo muito pouco evoluído!

Publicado por António Ventura às 10:54 PM | Comentários (0)

Um aborto de campanha

Parecia que a campanha para o referendo sobre o aborto ia, desta vez, decorrer com um nível menos rasteiro do que a anterior.
Mas não!
Um obscuro Bispo de Bragança e Miranda resolveu declarar, para quem teve paciência de o ouvir, que o aborto era pior que o enforcamento do Sadam.
Invejosa por, até então, ninguém lhe ligar nenhuma, a starlete Edite Estrela (não sei se lembram da antiga Presidente da Câmara de Sintra, que o PS, em boa hora, tinha escondido no Parlamento Europeu) veio dizer que às 10 semanas havia vida, mas era pouca...!
Já que Deus não nos livra do aborto, ao menos que nos livre desta gente!!!

Publicado por António Ventura às 10:35 PM | Comentários (0)

Com a delicadeza de um elefante (2)

Em meados de Dezembro, no meio do maior aparato na comunicação social, é distribuído, pelas instituições de saúde, um despacho ministerial que proibe a todos os profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a acumulação com funções directivas e/ou de coordenação no sector privado.
Agora, após publicação em Diário da República, e no meio dos protestos do costume (Ordem dos Médicos, quem havia de ser?), o Ministro com a delicadeza que os elefantes usam para sair de uma loja de porcelanas, dá o dito por não dito, e diz que aquela acumulação é permitida aos médicos do SNS que estiverem com horário semanal de 20 horas.
O problema é que esse horário não existe..!

Publicado por António Ventura às 09:25 PM | Comentários (0)

janeiro 19, 2007

Mesmo a propósito para quem está em gestão corrente

A história da moral


Você tem-me cavalgado,
seu safado!
Você tem-me cavalgado,
mas nem por isso me pôs
a pensar como você.

Que uma coisa pensa o cavalo;
outra quem está a montá-lo.


Alexandre O'Neill
De ombro na ombreira, 1969

Publicado por António Ventura às 10:42 PM | Comentários (0)

Para um amigo tenho sempre um relógio

Para um amigo tenho sempe um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas ess relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.

António Ramos Rosa
Viagem através de uma nebulosa, 1960

Publicado por António Ventura às 08:48 PM | Comentários (0)

janeiro 16, 2007

Os espinhos da rosa (2)


Uma vez mais o sistema telefónico do 112 falhou; desta vez a falta de rede ocorreu em Lisboa e no Porto durante uma hora, a meio da tarde de ontem.
O 112 recebe à volta de 980.000 chamadas por ano.
Cerca de 80% são chamadas abusivas, sendo uma grande parte "brincadeiras" (de mau gosto!)de "engraçadinhos" - portugueses, pobretes mas alegretes!
Um mau serviço para um mau povo, ou um mau povo com um mau serviço?
O povo tem o governo que merece, ou o governo não merece melhor povo?

Publicado por António Ventura às 06:41 PM | Comentários (0)

Os espinhos da rosa (1)

O Público de hoje faz manchete com o facto de 2 milhões de trabalhadores portugueses terem perdido poder de compra em 2006.
Com efeito a inflacção foi de 3,1% (calculada pelo INE), o aumento dos funcionários públicos (cerca de 700.000) foi de 1,5% e mais de 1,3 milhões de trabalhadores por conta de outrém do sector privado não foram além de aumentos inferiores a 2,8%.

Publicado por António Ventura às 11:46 AM | Comentários (0)

Laranjices (1)

P.S.Lopes (mais conhecido por "menino-guerreiro") informou as revistas cor de rosa que andava a aprender a tocar piano.
Prevê-se um grande aumento da venda de bolas de algodão para os ouvidos.

Publicado por António Ventura às 11:07 AM | Comentários (0)

janeiro 15, 2007

O que aconteceria se o Arcebispo de Beja fosse ao Porto e dissesse que era Napoleão

O QUE ACONTECERIA
SE O ARCEBISPO DE BEJA
FOSSE AO PORTO
E DISSESSE QUE ERA NAPOLEÃO

Toda a gente acreditava que era. O presidente da Câmara nomeava-o Comendador. Iam buscar a coluna de Nelson, tiravam o Nelson e punham o arcebispo lá em cima. E davam-lhe vinho do Porto.
Então o arcebispo de Beja dizia:
- Sou a Josefa de Óbidos.
Ainda acreditavam que era, embora menos. O presidente da Câmara apertava-lhe a mão. Iam buscar o Castelo de Óbidos, tiravam os óbidos e punham o arcebispo na Torre de Menagem. Além disso davam-lhe trouxas d’ovos.
Nessa altura, convicto, o arcebispo de Beja afirmava:
- Sou o arcebispo de Beja.
Não acreditavam. Davam-lhe imediatamente uma carga de porrada. E punham-no no olho da rua. Nu.

Mário-Henrique Leiria
in “Novos Contos do Gin”, 1989

Publicado por António Ventura às 11:45 PM | Comentários (0)

Espanhóis transformam terras abandonadas e improdutivas em explorações de sucesso

O Jornal de Noticias de hoje publica uma reportagem em que afirma que "milhares de hectares de terrenos áridos e desertos do Alentejo estão a ser transformados em campos férteis e prósperos".
O segredo está no empreendorismo e no sentido empresarial de andaluzes e extremenhos.
Mesmo em concelhos onde o regadio do Alqueva é, ainda, uma miragem, os empresários agrícolas espanhois conseguem boas reservas de água e transformam olivais de sequeiro pouco produtivos em olivais de regadio com elevados índices de produção.
Parece que os espanhois já detêm 20% dos olivais do Alentejo e chegaram atraídos pelos preços dos terrenos de regadio (cerca de !/4 do valor praticado em Espanha).
Um caso exemplar é, ainda segundo o Jornal de Noticias, o da Herdade da Fonte dos Frades, anteriormente propriedade de Rosado Fernandes (ex-Presidente da CAP e ex-dirigente do CDS/PP) e hoje em mãos espanholas.
Esta propriedade nada produziu em 20 anos; vendida a espanhóis, que nela aplicaram 18 milhões de € (aquisição do terreno, máquinas e plantas), está a ser um caso de sucesso e já emprega 15 trabalhadores efectivos e 40 sazonais.
Infelizmente, os espanhóis ainda não se interessaram pelos hospitais portugueses.

Publicado por António Ventura às 10:52 PM | Comentários (0)

janeiro 14, 2007

Um poema para uma tarde de domingo


TARDE

Teus olhos húmidos eram lagos
em que o nosso desejo se mirava.

Tua boca entreaberta era a mensagem
do teu corpo moço que se dava.

Teu hálito quente
embrulhado de desejo
vinha de não sei lá que profundezas
em que de amor tuas entranhas se abrasavam.

E havia, amor, a envolver-nos,
essa solidão enorme
entre pinheiros, céu e terra quente

da tarde que dorme…

in “Obra Poética”
João José Cochofel

Publicado por António Ventura às 02:58 PM | Comentários (0)

janeiro 11, 2007

Que Vergonha, Rapazes!

Que vergonha, rapazes!


Que vergonha, rapazes! Nós práqui,
Caídos na cerveja ou no uísque,
A enrolar a conversa no “diz que”
E a desnalgar a fêmea (“vist’? Viii!”)

Que miséria, meus filhos! Tão sem jeito
É esta videirunha à portuguesa,
Que às vezes me soergo no meu leito
E vejo entrar quarta invasão francesa.

Desejo recalcado, com certeza…
Mas logo desço à rua, encontro o Roque
(“O Roque abre-lhe a porta, nunca toque!”)
E desabafo: -Ó Roque, com franqueza:

Você nunca quis ver outros países?
- Bem queria, Snr. O’Neill! E … as varizes?

Alexandre O’Neill
In “De ombro na ombreira” 1969

Publicado por António Ventura às 11:47 PM | Comentários (0)

Portugal: O Lanterna Vermelha

O Eurostat, organismo estatístico da União Europeia, publicou hoje, em comunicado de imprensa (5/2007), a evolução do PIB (Produto Interno Bruto) no 3º trimestre de 2006 nos países comunitários.

Mais uma vez, Portugal ocupou o último lugar, apresentando uma evolução positiva de 1,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o que corresponde a metade do verificado da União a 27 (já com a Roménia e a Bulgária)- que foi 3%.

Refira-se que estes dois últimos países apresentaram evoluções positivas de 8,3 e 6,7%, respectivamente!

Refira-se, ainda, que outros países da antiga "cortina de ferro" - Lituânia e Letónia - apresentaram crescimentos de 7,1 e 11,8%, respectivamente!

A nossa vizinha Espanha mais que duplicou o nosso crescimento, apresentando uma evolução positiva de 3,8%!

Apetece voltar a perguntar ao Primeiro Ministro José Socrates se não se pode contratar ministros em Espanha, ou mesmo nos antigos países "comunistas", estes, decerto, muito mais baratos que os nossos.

Publicado por António Ventura às 11:40 PM | Comentários (2)

janeiro 07, 2007

Com a delicadeza de um elefante

Na última semana, uma vez mais, o povo e a comunicação social entreteve-se com episódios de "revista à portuguesa" só possíveis de acontecer em Portugal.

Um dos mais espantosos (e ridículos)teve como pano de fundo o controle da assiduidade e do cumprimento dos horários em hospitais.

Tradicionalmente esse controle, na função pública (e não só nos hospitais), é efectuado por assinatura de livros ou de folhas de ponto, à entrada e à saída.

Quando nas empresas privadas já estava generalizado o uso de meios eletrónicos, algumas instituições públicas montaram aparelhos mecânicos.

Ainda hoje, em muitos instituições de saúde públicas, os médicos, nos primeiros dias do mês assinam, de afogadilho, as folhas do mês anterior!

Escusado será salientar todo o tipo de abusos e fraudes que este sistema permite.

Há pouco mais de meia dúzia de anos, e por pressão da Inspecção-Geral da Saúde, saíram directrizes no sentido daquele controle ser feito por meios mecânicos ou eletrónicos em todos os hospitais.

Como acontece com alguma frequência, a generalidade das administrações hospitalares, submersas em deficites e dívidas crescentes, a braços com sub-financiamentos crónicos, "passaram" ao lado e aplicaram as escassas verbas disponíveis em aquisições de material e equipamento que consideraram mais prioritário.

Com nova insistência da Inspecção-Geral de Saúde, alguns hospitais dispuseram-se, agora, a adquirir meios eletrónicos de controle com reconhecimento da impressão digital de cada trabalhador, óbvamente um método muito menos susceptível de permitir abusos e fraudes.

O Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, foi o (ou um dos)primeiros.

Foi o bom e o bonito!

Os Directores de Serviço (ou ex-, ou futuros ex-, ou ex-futuros ex-)puseram-se em bicos de pés e apresentaram um abaixo-assinado em que amaçavam uma demisão colectiva.

A comunicação social, sôfrega de pequenos escândalos e fogos fátuos, pôs-se a caminho na esperança de novos acontecimentos que enchessem as primeiras páginas e fizessem vender papel e tempo de antena (sim, que Matosinhos, nesse aspecto, não é uma terra qualquer!).

O inefável Bastonário da Ordem dos Médicos (as eleições não estão longe e já há um outro candidato assumido) deu-se ao trabalho de se deslocar à provincia para reunir com meia dúzia de médicos e aparecer nas televisões e jornais a debitar dislates, arvorado em supremo defensor dos pobrezinhos dos doentes que, segundo o seu ponto de vista, são contra o controle da assiduidade e do cumprimento dos horários pelo pessoal hospitalar!

Os sindicalistas do costume (e mais alguns anónimos) não perderam a oportunidade para aparecer nos media, repetindo as mesmas aleivosias do Bastonário e, tanbém, com o fito único de defenderem os interesses dos coitados dos doentes!

Só assim os portugueses ficaram a saber, decerto espantados, que é contra o interesse dos doentes que os profissionais da saúde, designadamente os médicos sejam assíduos, pontuais e cumpridores de horários!

Outras personagens menores, mas tanbém sequiosas de mediático protagonismo, como dirigentes sindicais e da Ordem dos enfermeiros, aproveitaram a boleia e lá repetiram os mesmos disparates, mas cedo se apercebendo que o filme não era com eles, desapareceram pela esquerda baixa.

De todas as outras categorias profissionais apenas um profundo silêncio.

O Ministro, que tanbém não perde uma oportunidade de aparecer nos media, teve a coragem de se deslocar ao local e de se reunir com os contestatários ao efectivo controle da assiduidade e do cumprimento dos horários.

Mas com a delicadeza de um elefante numa loja de porcelanas, à saída, o Ministro em vez de se dirigir directamente aos portugueses e explicar o que estava em jogo, enredou-se em considerações sobre assuntos laterais, que só aos próprios interessavam, enredando-se em considerações sobre a legalidade da demissão colectiva, em abaixo-assinado, das prima donnas que desencadearam o processo.

Falando sério:

- É de todo o interesse para os médicos (que na sua maioria são, òbviamente, pessoas de bem e cumpridoras dos seus deveres, muitas vezes para além das suas obrigações estritamente legais) que a assiduidade e cumprimento integral de horários seja demonstrada por sistemas de controle eficazes e credíveis.

- Só assim se livram do anátema que os media e sucessivos governantes têm lançado, fazendo crer que os casos de incrumprimento (que os há!)são generalizados.

- Só assim credibilizam a exigência de pagamento de horas extraordinárias que, com alguma frequência, fazem e que só nas urgências são consideradas.

- O sistema tem de ser flexível e gerido com inteligência e bom senso, não tendo em vista a uniformização e o controle burocrático ao segundo, mas avaliar ao fim de um período razoável (semanal, quinzenal ou mensal) o grau de cumprimento e as eventuais necessidades de ajustamentos, bem como o "deve e haver" de horas de trabalho; este ponto de vista foi tanbém expresso pelo Ministro na TSF no passado sábado e se tivesse sido assumido logo no início teria evitado aleivosias como a do Bastonário que, concorrendo directamente com o Herman, dizia que o sistema era perigoso para os doentes porque os cirurgiões tinham de abandonar operações a meio para virem ao sistema assinalar a sua impressão digital à hora exacta!

- O sistema de controle só por si tem pouco interesse se não fôr acompanhado pela monitorização da produtividade e da qualidade do trabalho efectuado por cada profissional e/ou respectiva equipa e, neste aspecto, os sistemas informáticos (como o Allert) podem ter uma importância fundamental.

- Finalmente, e ponto mais importante, as duas últimas premissas têm de ter consequências: o mérito tem de ser recompensado (e não estamos a falar só de dinheiro) e o desleixo tem de ser penalizado(!) - promessa de dúzias de ministros e de governos mas que até agora continua atirada para as calendas gregas.

Siga o Ministro da Saúde esta linha de acção e terá decerto o apoio de todos os médicos (e são estes que estão efectivamente em causa) que cumprem e que se devotam ao exercício da sua profissão, muitas vezes para além do que legalmente lhes é exigido, e, assim, "a boa moeda poderá expulsar a má moeda".

a.venturaemgestaocorrente


Publicado por António Ventura às 04:16 PM | Comentários (0) | TrackBack (0)

E não se pode contratar um Ministro espanhol?

Segundo a OCDE, a Espanha, que já vai no 3º ano consecutivo de excedente orçamental, irá reduzir a dívida pública de 50 para 35% do PIB, entre 2005 e 2010.

Portugal, que mantém enormes déficites orçamentais (tão grandes que o Tribunal de Contas não consegue determinar com clareza), pelo contrário, vai aumentá-la de 72 para 75% do PIB no mesmo período de tempo!

Portugal será mesmo, entre os 13 países do euro e naquele período de tempo, o único que continuará a aumentar a divida pública, expressa em percentagem do PIB.

Mas será que o Primeiro Ministro José Socrates, um pouco à semelhança do que Manuela Ferreira Leite fez para a Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (com os resultados conhecidos), não poderá contratar um Ministro das Finanças espanhol, mesmo pagando as remunerações que por lá se praticam?

Portugal e os portugueses agradeceriam!

a.venturaemgestaocorrente

Publicado por António Ventura às 03:37 PM | Comentários (1)