outubro 27, 2006

Selvagem

A selva urbana é definitivamente o novo habitat do homosapiens.
Não sabemos é se o fruto do engenho foi voluntário ou se nasceu de uma catadupa de situações que o seu irracionalismo foi criando.
O certo e que esse lixo civilizacional ocupa hoje o lugar de uma memória obsoleta, mas altamente significante, daquilo que é a condição do homem Contemporaneo.
O urbanismo conserva os traços de funções há muito desaparecidas, hoje inúteis , a luz dos novos meios de produção da vida.
No limiar da nova era ciber, o conceito de humanidade estende-se á simbiose com a maquina, o futuro faz antever uma dependência total em relação a próteses auxiliares da vida, numa apoteose da manipulação tecnocientifica do mundo natural, que deixa a vontade humana sob o controlo de cérebros artificiais, capazes de autonomia total.
A “neurologia” destes seres envolverá a criação de tecidos vegetativos, pré- fabricados para servirem de suporte auto- plástico a vida desses seres, verdadeiros descendentes da humanidade.
Ficcionar, antecipar melhor dizendo ,este futuro, deixa-nos uma certa angustia, motivada pelo enfraquecimento do nosso protagonismo e consequente desautorização do projecto humano de felicidade, que sempre foi o nosso, e nos atirou para a maquina e todos os seus sempre acrescidos poderes, incluso os conceptuais.
A nossa felicidade revolta-se neste cenário de dependências, parece que a sua substancia é a independência em si mesmo.
Antipatizamos com os objectos que criamos eles são a imagem da nossa servidão.
O mundo urbano traduz essa subserviência em cada esquina e dá-nos sinal da nossa miséria, da dimensão do buraco escuro que seria faltar-nos os apetrechos de que hoje dependemos para vivermos.
A sua função é toda ela um enorme desejo de redenção através da matéria, o que quer dizer através do corpo, sede de uma ilusão a que chamamos eu, imbuídos de um realismo ingénuo a espera da sua revolução coperniana.
Materialismo ideológico nascido com a vilania dos tendeiros e feirantes medievais, sedentos do vil metal, produto alquimico, tal pedra filosofal ,que transformaria tudo num êxtase de conforto sem limites.
Com este sonho ergueram as suas vilas e cidades, consagradas ao dinheiro, novo Deus, fundador dessa religião burguesa que se chama Capitalismo.
Cujo o rito é a troca de mercadorias, a catedral a bolsa e o Vaticano os E.U.A.
Chamar ao seu Presidente Papa ,eleito pelo clero de capitalistas de todo o mundo a ele fieis e dispostos a todo o tipo de cruzadas, para acabar com a vida autónoma e com o que resta de humanidade, eis o verdadeiro objectivo que alimenta a fúria bélica e tecnocientifica.
Relativismo a sua moral ,sofista a sua filosofia, pequeno-burguês o seu exercito
A carne para canhão que todos os dias em todo o lado sai para a luta quotidiana ,pronta a acabar com o mundo natural, que os obriga ao respeito pela Criação, aquela que o seu cérebro não aceita que esteja fora do seu controlo
Diabolismo militante, que reina neste mundo senhor do maquiavelismo mórbido de submeter tudo e todos a lei da dependência tecnológica, os mísseis apontados a cabeça de cada um, partem os pequenos vilões, para o sustento das famílias.
Os pequenos burgueses replica descartável dos grandes burgueses, seus modelos e gurus, sargentos do vale tudo, ai estão eles os sempre em pé, hoje são os mercenários do yuppismo.
O sector terceiario, comercio e serviços indica a preferencia ocupacional no 1º mundo, com vista a estender-se ao planeta.
Não fossem alguns “talibãs” resistentes á febre consumista, e teriamos a certeza que o mundo virava um mega-estado Coca-Cola.

Publicado por egg em 11:29 AM | Comentários (1040)

outubro 26, 2006

Critica Literária

Não ! Decididamente não!
Somos pessoas, se for na rua e levar um soco de um desconhecido sem qualquer razão; fico indignado!
O que não quer dizer que o homem ou mulher não tenham as suas razões, a vida é um equivoco ,e assim, que cada um avalie de sua justiça.
Serei vitima ?perante quem?
Perante a minha consciência de não haver razões para isso, ou haveria? Ai se instala a dúvida .....e o pequeno burguês!
A duvida enfraquece e o pequeno burguesito quer-nos fracos, o seu mundo vulcânico, fervilha de inquietação, todos serão potenciais inimigos, até o seu reflexo no espelho.
Em casos graves de descontrolo podem até lutar com a sua sombra.
Esquizofrenia!gritam os psicanalistas de direita, desesperados sem futuro histórico, comenta a esquerda ortodoxa.
Portugal é o País deles, a sua angustia,nunca saber onde vão dormir amanhã,
se no cadeirão do bem bom, se debaixo da ponte.
A diferença com as outras classes é que este sintoma comum a qualquer crise, neles e permanente, o que quer dizer que a sua crise veio para ficar, daí o estilo catastrófico, e o ódio que tem à vida, que lhes cobra a toda hora, a consciência da desigualdade, nos outros suportável, mas neste pequenos duendes tão doentia.
Terão que se extinguir para bem da humanidade! Sempre que ascendem ao poder temos ditadura, em qualquer área, ou no caso de não o conseguirem sabotam tudo e são terroristas por excelência, só uma lei existe ,a sua!
Com pésinhos de lã, são os amigos da onça ,de mãozinha mole ,no aperto , campeões do jogo duplo, a esquizofrenia é a sua melhor condição sobretudo quando se babam e andam sem rumo.
Actualmente são donos da humanidade, inventaram o capitalismo popular e sonham em comerem-se uns aos outros, são políticos, empresários, escritores,artistas.mas o seu mundo caracteriza-se pela crueldade com que lidam consigo e com os outros.
A solidão demoníaca é o seu nicho, o inferno, drogam-se com tudo,.. tem de esquecer, para investir: cerrar os dentes e avançar na ilusão de serem alguém, são deselegantes em tudo, atabalhoados, tímidos mas ferozes, acossados em suma.
Se fossem grandes burgueses resolvidos, seriam como o pai natal, e andariam com aquele ar bonacheirão a dar sorrisos ao mundo, sobretudo aos pobrezinhos das africas que por ai há.
Se fossem operários seriam camaradas resignados á solidariedade do futuro comum ou camponeses eternos pastores da vida vegetal e animal, santos bebedores dos néctares da terra e da sua alegre saúde.
Mas não !São os malditos, divididos entre o céu e a terra, entre a cidade e o campo, entre a honestidade e usurpo.
Terão de entender a sua doença, e aceitar essa condição como um vale do Céu, enviado aos do inferno, para uma longa espera no purgatório.

Publicado por egg em 06:25 PM | Comentários (1582)

s.o.s. cobardia

Ainda mal refeito das patranhas daquele drogado a quem dei abrigo na minha casa na esperança de o regenerar.
Irritado pelo o cigano, e as suas ciganices, que levam os meus detractores a comentar que faço negócios escuros quando apenas evito exclui-lo do meu leque de relações pois não sou xenofobico antes pelo contrario.
Já não bastava as 3 cadelinhas abandonadas que recolhi na cidade, atirarem-se as galinhas do meu vizinho ,fomentando a má vizinhança
Não contando com aquela mãe desnaturada, que fugindo do marido cigano que lhe batia, e que tentei tirar da prostituição e morte certa.
Ou aquela betinha amiga de infancia que casada com um pop star servia de vazadouro para todo o tipo de ignominias da parte da vedeta, com os filhos a assistir e a aprender o que não é o respeitinho.
Ou aquele falso poeta e amigo que se serviu disso para esvaziar os colhões na beta a borla, dando-lhe conselhos e apalpões nos artelhos, usando as confidencias que eu lhe tinha feito para lhe espicaçar o ciúme e abrir-lhe as perninhas e a carteirinha nums meses de turismo 5 estrelas na lisboa das marias papoilas em demanda do sucesso para o nosso orgulho porteguesinho...inho
Ou aquele madraço já morto, antes do que os que quis levar com ele, que depois de sadicamente injuriar a sua mal amada esposa lhe atirava com o bidé que sabia arrancar em dia de fúria,Nunca me fez frente quando a sua bonequinha se meteu debaixo de mim a tremer e suplicar amor, que lhe dei e muito, e que fugiu de mim depois, porque eu não lhe podia dar uma vida tão boa como a do dito energúmeno.
.....e muitas mais anedotas reais , estou hoje um bocado indisposto.
Esta minha tendência quixotesca para servir tantos cobardes........

Publicado por egg em 03:56 PM | Comentários (2160)

outubro 25, 2006

O Amante da mulher, do que rouba as mulheres dos outros por medo que lhe roubem a sua


Tenho pena de ti!
Merecias ter tido a tua parte ,nesse negocio, de reforçar a auto-estima.
És bonita e não terias dificuldade em arranjar quem te quisesse amar.
Eu por exemplo, sonho contigo, dou por mim a querer saber como são os teus pés.
Porquê pés?
Acho que todos temos a nossa parte mais erótica ,o nosso segredo sensual, o teu são os pés
Toda tu és um alibi ,para os esconderes, mostrarias mais rapidamente a vagina a um desconhecido, do que essas tuas preciosas extremidades.
Só eu conheço o teu segredo!
Como?
Francamente não sei explicar, mas é uma certeza!.
Guardaste-os para mim, o teu marido não os merece!
Não tem sentido de humor, para ele és a vagina da mãe, o lugar mais seguro para fugir de tudo.
Por isso corre a enfiar-se dentro dela assim que te despes
Os teus pés ficam estáticos, impávidos ,como num parto, aguentam!
Comigo o dialogo começaria com eles ,por isso estou certo do meu amor, e tu não estas em condição de o rejeitar é tudo uma questão de tempo e oportunidade
O tipo já nem te olha , só pensa nas amantes , marca encontros pela net.
Podemos aproveitar enquanto o abutre se masturba com as meninas inocentes que enrola, Vamos ser o homem e a mulher que aguardam por nós.
Espero por ti, no local que o destino nos reservou, à hora há tanto tempo desejada.

Publicado por egg em 02:15 AM | Comentários (450)

Nova onda

Ai! Mais um dia a terminar!
Ponho-me a escrever nesta maquina infernal, que veio substituir a esferográfica e assim obrigar-me a estar aqui sentado, em vez de por o rabo onde realmente me apetecesse.( mal esta frase)!
Não tenho portátil, é muito caro, e a bem dizer não merece o sacrifício.
Qualquer dia alguém me vai dar um ou encontro no lixo, nalguma loja de 2ª mão.
Nâo escrevo por obrigação.não sou escritor, escrevo porque sinto vontade de saber o que é que ele anda a congeminar.
Ele o Zé ,o meu gajo, aquele que os meus pais baptizaram com esse estranho e raro nome, que se não fosse ,o reflexo condicionado, que as refeições a horas certas e os amigos do toca e foge, associarem a minha pessoa, sofreria de uma maior fragmentação da personalidade que o fernandinho .
Ele tinha a favor , o facto de ser Pessoa, como alias os seus parentes.
Apesar de não ser um nome muito ilustre tem em seu abono, serem os deste apelido ,duplamente pessoas, diga-se de passagem ,eu não o desejaria.
Persona, parece que vem do latim mascara, teríamos assim que o fernandinho, poder-se-ia chamar, Fernando Mascara, o que teria mais impacto e seria menos comum em Portugal.
Para poeta é um tanto ao quanto obvio,telo-ia no entanto impedido de dizer :
-o poeta é um fingidor!
Todos teriamos reconhecido,por sugestão do apelido, que o Mascara se escondia atrás da poesia
Alias o nome só parece ter impacto para um lutador de luta livre, coisa que o homem não praticava, a sua luta era bastante cheia de regras, tão asfixiantes, que tinha que meter umas “doses” para aliviar.
Vicissitudes da urbanidade hoje cada vez mais na moda; as vicissitudes e a urbanidade.
Bom já fiz o gostinho ao Zé, e agora vou dar de comer aos cães de guarda, que esperam por mim para os alimentar enquanto espero pelo seu ladrar.... mas,por favor, só em caso de ameaça senão incomodam:
o Zé e a vizinhança!

Ivan Ivanov

Publicado por egg em 01:20 AM | Comentários (276)

outubro 13, 2006

Publicado por egg em 07:30 PM | Comentários (362)