fevereiro 27, 2007

Bom dia mundo

Tinham qualquer coisa.
Havia ali isso mesmo.
Mas nunca aprofundaram.
Não descobriram a fundo.
Ficaram.

E voltaram…
Voltaram várias vezes
Como a onda do mar.
E partiam.
Onde ficavam?

Ficava.
Gritava em silêncio
Preciso de salvação.
Enviava esses sinais.
Vivia... mas sem razão.

Encarado na falsa perspectiva
Do medonho.
Do insólito da razão contrária.
A tua revolta não acontecia.
Os versos que via…
transformados em areia,
desvanecia.

Gritar sem silêncio,
fazer amor no papel,
é sinal de abismo mental?

E do outro lado crescias.
Cresces.
Sem saberes, caminhas.
E que foges do anormal,
que definhas.
Que esqueces.
Que enlouquece.
Padece.

Ao teu ego em ascensão,
Ao qual se adivinha o limite,
Quando a indiferença der lugar,
À estranha razão,
de quereres voltar,
àquele meu pedido de salvação
ao clímax dos reencontros,
quando já o mar não puder voltar,
quando as terras te fugirem dos pés,
e o futuro se adivinhar,
razão do amor que és…

que se calhar…
já éramos
“Havemos sempre de assim estar”?
Ou haverá lugar para…
Não mais gritar
E escrever irremediavelmente,
Que alguém houve que se apaixonou,
Digo, verdadeiramente.
E que não voltou.
Tristemente.
Ficou

Alguém haverá de cantar…

Tinham qualquer coisa.
Havia ali isso mesmo.
Mas nunca aprofundaram.
Não descobriram a fundo.
Ficaram.
Morreram naquela praia.

bomdiamundo

Publicado por Nuno Teixeira em fevereiro 27, 2007 04:19 AM | TrackBack
Comentários

morremos naquela praia...

hoje esta frase doeu... :( mas tudo passa...

Afixado por: t_lencastre em maio 9, 2007 06:14 PM
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