dezembro 31, 2006

O que sobra de 2006 para 2007

Dois grandes traços marcaram o ano de 2006.
O crescimento de económico e o domínio a oriente da China e India e a queda de importância do ocidente, numa tendência que vai ser cada vez mais forte e para a qual nem Europa nem Estados Unidos com as suas tecnologias ou militarizações vão disfarçar muito mais tempo.

Enquanto o Iraque permanece num caos, sem solução para a embrulhada em que agora a administração americana não encontra solução. Um Vietname?
O final de 2006 fica marcado pela execução de Saddam Hussein. Provavelmente será feito mártir e ondas de seguidores fanáticos podem transtornar ainda mais a região cada vez mais instável com um vizinho Irão a ganhar este ano a sua bomba atómica.

Por cá tivemos um ano em que Sócrates se mostrou como a figura do ano, porque conseguiu eclipsar toda a oposicão (muito fraca, diga-se) mas também apagou o próprio PS. Resta saber, que PS ficará quando o estado de graça de Sócrates desaparecer.
Numa aparente concordata presidencial e governamental lá vamos andando nesta vida do desce o défice à custa do sacrifício.
2007 não será um ano de maravilhoso à ideia do discurso de natal do primeiro ministro.
A nossa vizinha Espanha está de novo a sofrer o sindroma ETA, depois de 9 meses de cessar fogo.
Em anos de medo generalizado e de guerra aberta ao terrorismo, a própria europa dentro das suas fronteiras não consegue apagar os próprios conflitos.

Neste clima instável é bom saber no entanto que podemos saborear a vida;
Sem dúvida que youtube e Myspace marcaram o ano de 2006. Janelas abertas à liberdade e à criatividade. O mundo está mais próximo e nós estamos cada vez mais aldeia grande.
O cinema trouxe este ano grandes filmes.
As minhas preferências vão para Match Point e Munique embora o cinema fosse dominado na minha opinião pelas produções sobre o 11 de Setembro.
Borat, Idade do Gelo II e o Cofre do Homem Morto foram os filmes que mais me fizeram rir.
Na música foi um ano de boas novidades e confirnações:
-Tv on The Radio - Return to cookie Mountain
-Final Fantasy - He poos clous
-Clap Your Hand Say Yeah
- Nouvelle Vague - Band à Part
- Thievery Corporation - Versions
- Tom Waits - Orphans
- Susanna and the Magical Orchestra - Melody Moutain

... e as melhores tugas:

- A Naifa - 3 minutos antes de a maré encher
- Cool Hipnoise - Cool Hipnoise
- Jacinta - Day Dream
- Rodrigo Leão - O Mundo (1993-2006)
- Dead Combo - Quando a Alma não é pequena vol.II
- Legendary Tiger Man - Masquerade

Coimbra conheceu este ano o melhor espaço livreiro da cidade.
A Livraria Almedina Estádio Cidade de Coimbra.

Nos livros...

- W.G. Sebald - Aneis de Saturno
- Philip Roth - Animal Moribundo
- Leon Goldensohn - Entrevistas de Nuremberga
- Pós-Guerra - História da Europa desde 1945 - Tony Judt
- História da Guerra - John Keegan
- História Vrtual - Niall Ferguson
- A História do Amor - Nicola Krauss
- A Minha Andorinha - Miguel Esteves Cardoso

Uma palavra para um edição que pode ser muito interessante.
Utopia - Thomas More (Ed. da gulbenkian fac-similada)

Para todos um excelente ano de 2007.

Temos estradas que não usamos,
Somos loucos
Lindos e soltos
Voamos.

Até amanhã mundo

Publicado por Nuno Teixeira em 02:46 PM | Comentários (40) | TrackBack

dezembro 30, 2006

Sempre tu

Num céu repleto de estrelas e um rio calmo à nossa frente.
Apenas eu e tu se onde dia houvesse regresso, era assim que a tua força estaria presente.
Será talvez a imagem que acalma algumas tempestades quando por vezes há lágrimas que tentam empurrar as memórias.

Serás tu e sempre quando depois de caminhos percorridos me lembrar que é verdade que o amor existe.
Tenho a certeza que existe e viverá sempre em mim mesmo que agora tente fazer de ti apenas uma memória dos tempos, desse amor nunca vivido e sabe-se lá porque motivo, bem no fundo... sabe-se lá.

Nunca entendi ou nunca me deste o tempo para entender.

Temos um ano pela frente e depois mais outro e outro...
Será assim sempre e serás sempre e sempre tu, nessa imagem quase única e viva da poucas vezes em que me deste a mão.
Num céu repleto de estrelas e um rio calmo à nossa frente.

Até um destes dias.
Se aprenderes a amar.
Ou se eu aprender a desistir de amar.

Publicado por Nuno Teixeira em 08:10 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 29, 2006

Amanha...

... os meus livros de 2006.

Publicado por Nuno Teixeira em 04:07 PM | Comentários (0) | TrackBack

Pensamento do novo ano

Eis que se aproxima um novo ano.
Temos sempre grandes expectativas, fazemos planos e promessas.
Mas na verdade o que nos separa do ano velho quase e tão só o marco no calendário.

Se o dia 24 vale pelo convívio com a família, o dia 31 vale pelo convívio com os amigos, cada vez mais difícil dadas as circunstancias da vida de cada um.

Mais do que sugestões para o novo ano, resolvi deixar aqui uma palavra de incentivo para cada um de vocês.
Mesmo tratando-se de um marco, há novos ciclos que começam, que mais a nível profissional são obrigatórios e que interferem com a nossa vida.
Numa perspectiva de crescimento económico do país, já ano após ano se fala numa recuperação... ah isto para o ano melhora... para o ano é que vai ser
Na minha opinião o novo ano vai permitir uma abertura do mercado em algumas áreas. Nota-se algumas movimentações na área da comunicação social e empresas e pessoas perdem um pouco o medo de investir, resta saber quais as condições contratuais que conseguem oferecer aos funcionários tendo em conta que quase sempre se pautam por condições contratuais e salariais precárias.

O meu ano será para cimentar a minha posição profissional e estabilização.

As minhas expectativas são que 2007 possa trazer um pouco de serenidade e solidez.
Espero que o vosso ano seja de crescimento pessoal e profissional e não se esqueçam que na maior parte das situações, o vosso sucesso e dos outros, passa pelo vosso esforço e empenhamento ao longo do ano.

Voltaremos aqui em 2007.
Na expectativa de voar mais alto e de gritar ao mundo que ainda estamos cá.

Para todos um excelente 2007

Publicado por Nuno Teixeira em 04:04 PM | Comentários (0) | TrackBack

HOJE...

... as sugestões Dom Quixote para o tal ano de 2007.

Bom dia mundo.
Voamos?

Publicado por Nuno Teixeira em 03:57 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 28, 2006

A não perder de ouvido....


De preferência em boa companhia ao nascer do dia de um novo ano.
Ah. Já agora não se dispensa a boa lareira e o bom vinho.

A little sound of Django Reinnhardt et le quintette Du Hot Clube de France.

The funtastic jazz

Publicado por Nuno Teixeira em 02:08 PM | Comentários (0) | TrackBack

Fantastic Stainboy

Publicado por Nuno Teixeira em 01:05 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 26, 2006

... e assim foi mais uma vez.
Despedi-me sem dizer adeus com o desejo de começar um novo ano com a consciência de que todas as tentativas tinham realmente sido esgotadas.

Despedi-me quase em palavras, porque também de poucas palavras sempre tive do outro lado.

Ficou provado, que quem sente faz por isso, não há muito que inventar neste mundo, quando até o amor já tem os passos mais ou menos contados.
Mesmo assim perdeu-se qualquer coisa para sempre, eu sei disso.

Voamos.

Publicado por Nuno Teixeira em 03:27 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 24, 2006

Cem anos de magia

Era para voltar apenas na próxima Terça-Feira.
Mas hoje o dia é especial, não pelo nascimento que à partida julgam mais óbvio e mesmo assim mais comercial e mediático mas pelo aniversário dos cem anos do éter.
Foi no ano de 1906 que os navios ao largo da costa de Boston começaram a receber algo mais melódico do que as habituais mensagens em Morse.
Oh Holy Night chegava enchia os receptores e fazia de Reginald Fessenden o primeiro homem no mundo a enviar voz em sinal via rádio.
Desde essa data que a rádio evoluiu até ao conceito de rádio que conhecemos hoje, que procura actualmente, adaptar-se aos novos desafios que as novas tecnologias da comunicação e que a própria globalização exigem.

A minha rádio.

A rádio para mim nasceu quando, ainda em criança, acompanhava a minha mãe nos serões da central telefónica, quando as comunicações exigiam a permanência, até mesmo de madrugada, de telefonistas.
Aí eu inventava "rádio a brincar" por outros sinais.
Entre brincadeiras à rádio, lembro-me da febre dos Walkie-talkies que recebi como prenda de natal que rapidamente transformei como emissor e receptor de rádio para poder brincar lá por casa com a ajuda de um pequeno gravador de cassetes (também utilizado para carregar jogos do spectrum), para emitir programas familiares.
Foi em Setembro de 1989, no entanto, que conheci um estúdio de rádio que ainda hoje guardo no meu coração.
O meu primeiro programa aconteceu aos meus 14 anos e dava por nome de Paris-Texas (com genérico da respectiva banda sonora de Ry Cooder).
A rádio foi e continua a ser a minha maior paixão. Era na altura o meu maior vício.
Nem sempre bem entendido pelos meus pais que não gostavam das horas perdidas nas madrugadas a inventar genéricos, indicativos, spot`s e isto porque me dava prazer ouvir um acordar diferente da rádio.
Foi a rádio que despertou em mim a paixão pela comunicação.
Houve pessoas que marcaram os meus dias da rádio. Desde a teoria à prática passando pelos sentimentos de paixão e amor à camisola desde os tempos de rádio local.
Álvaro Leonardo já me explicava os primórdios da rádio, enquanto Américo Monteiro me ensinava o que era música enquanto disponibilizava toda a sua colecção pessoal de Vinil ao serviço da estação.
Mesmo sem o conhecer nunca pessoalmente, Fernando Alves materializou aquilo que a rádio sempre foi para mim. Um poema eterno que se solta no éter.
E por fim, Francisco Amaral.
Tenho pena no entanto de não ter conseguido ter realizado um trabalho de fim de curso como devia, por culpa própria mas também de outros factores externos.

Passado estes anos a rádio ainda vive dentro de mim.

Não quero morrer, sem pelo menos, sentir novamente o odor de um estúdio de rádio nem que seja por mais uma vez.

Parabéns pelos cem anos.

Publicado por Nuno Teixeira em 11:49 AM | Comentários (1) | TrackBack

dezembro 22, 2006

Bom natal

Dom Quixote cala-se nos próximos dias.
Estará de volta na próxima Terça-Feira.

Desejo a todos um excelente natal.

Voltaremos aqui.

Voamos?

Publicado por Nuno Teixeira em 10:18 AM | Comentários (3)

dezembro 18, 2006

Ensaio sobre o monólogo do amor e da estória que se repete

Uma reposição de poucas alterações.

- Olha em teu redor.
Imagina que tudo isto que nos rodeia te pertence.
Eu o criei para ti e agora te ofereço.
Sei que só choras de vez em quando, por isso não vais chorar desta vez.

Aliás, poucas alterações ao mundo exterior. Lisboa 10º, Porto com 7º e Coimbra com 8º. .
O trânsito continua o costume. Alguns acidentes ali naquela circular e os engarrafamentos rotineiros, de gente como a gente, que se afasta sabe-se lá para onde. Provavelmente ninguém saberá.
Tudo igual desde a última despedida.
Só mudava o mundo, quando este se pautava pelo calor da tua presença.
Pouco diferente. Até mesmo as coincidências teimavam em persistir, sem se saber sempre muito bem porque raio nos brindavam quando não faziam sentido. Afinal, as cumplicidades, coincidências e pequenos momentos felizes só servem para quem os vive juntos no mesmo abraço.
Deixo-te o mesmo mundo. Fascinante ou indiferente, foi aquele que criei.
Sabes que sempre foi a tua presença com a qual o talhei.
De certa forma estarei sempre por cá. Aliás, uma presença pouco diferente da minha presença actual. Apenas presente e tratado como ausente.
Estarei deste lado e poderás encontrar-me como de costume, no canto das aves, sempre que te pousem na mão para cantarem aquelas nossas melodias. Nas palavras que dançam calmamente no rio e que vão abraçar-te o corpo, sempre que nele entrares nua para mergulhar longe de um mal que te atormenta. Serão também as águas velhinhas mas também sempre renovadas pelas palavras. Sim, também as palavras, também as recordações. Assim como uma música que ouvimos vezes sem conta e que cada vez que a ouvimos descobrimos uma coisa nova. E como ficamos felizes quando acontece. E vai acontecer sempre que abrires as páginas deste livro de aventuras e nele entrares.
Será assim toda a vida.
Olha o céu. Será sempre azul e o sol terá sempre um sorriso. E a pequena brisa que vai arrancar as folhas das árvores será sempre um eco das palavras que não ouvimos.
E as fantasias que se perdem por entre as árvores da floresta. Invenções imediatas de encontros e desencontros, todos eles fascinantes. Criaturas que conferenciam de volta de segredos bem guardados. Falam uma linguagem própria que só nos dois conhecemos.
Aqui não há nem nunca houve lobos porque aqui o mundo foi criado como uma caneta sincera e de tinta corrente, ao ritmo de um sentimento crescente e verdadeiro.
E assim nasceu este mundo que te deixo. Ao qual voltei na esperança de novo abraço.
Aqui está tudo de mim.
Deixo-te agora. Tens este mundo só para ti. Ainda que seja eu que parta ainda olho outra vez para trás. Mais uma vez. Só para ter a certeza que ficas bem.
Embora me vá afastando ainda avisto o brilho dos teus olhos.

Publicado por Nuno Teixeira em 08:50 PM | Comentários (2)

dezembro 15, 2006

Bom dia mundo

Entre um ano e outro e outro e outro...
A chuva lenta apetece voltar.

Pode ser entendido como um plágio mas apetece sempre voltar a Rodrigo Leão.
"O Mundo" é sempre aquele local que apetece voltar mesmo que rejeitados. Seja pela indiferença ou outro sinal qualquer.

Voltar aqui faz toda a diferença. Nem que volte apenas eu.
Voltarei sempre até que a caminhada se revele objectiva nesse acto de voltar.
Voltarei nem que seja por uma vez.
Quero voltar aqui.
Quero voltar ao microfone de uma rádio.
Quero voltar ao meu verdadeiro país.
Quero voltar a mim no exacto local onde me perdi.
Quero voltar naquela madrugada onde deixei a minha infância a pensar como...

...Queria voltar a ti.
Mas isso o tempo vai levando para longe.

Como todos os sonhos, reformula-se assim, desta forma o conhecido "plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro";

Plantar uma árvore. Ter um filho. Escrever um livro de sonhos realizados"

Afinal de contas...

Temos estradas que não usamos
Somos loucos.
Lindos e soltos voamos.

Bom dia mundo

Publicado por Nuno Teixeira em 02:43 AM | Comentários (2)

dezembro 13, 2006

Gira gira

[...]portanto, ainda hoje quando algo corre mal, eu rodopio.
Volto uma mão para o céu e rodopio. Volto uma mão para a terra e rodopio. O céu gira sobre mim. A terra gira sob mim. Deixo de ser eu e torno-me um desses átomos que giram em torno do vazio que é o todo[...]


Eric-Emmanuel Schmitt in O Senhor Ibrahim e as Flores do Corão

Publicado por Nuno Teixeira em 02:15 PM | Comentários (0)

Good morning world

Nothin`much to say i guess
Just the same as all the rest
Benn tryin`to trow my arms around the world
A woman needs a man
Like a fish needs a bicycle
When you`re tryin`to throw your arms around the world

Nothin`much to say i guess
I need my friends, not hypocritical women

Publicado por Nuno Teixeira em 01:59 AM | Comentários (4)

dezembro 12, 2006

Porque tenho eu frieiras
se nunca tiro as luvas?
porque tenho eu arranhões
se os meus gatos são meigos?
como dizia uma pobre rapariga
que era criada e mal sabia ler
também eu vou dizer
coração partido
pé dormente
vou para a cama
que estou doente
porque me traíste tanto
se os meus gatos são meigos?
porque me atraíste tanto
se nunca tiro as luvas?

A Naifa

Publicado por Nuno Teixeira em 02:59 PM | Comentários (0)

dezembro 11, 2006

A não perder de ouvido...

...antes do final do ano.

Boas propostas 2006.

- A Naifa - 3 minutos antes de a maré encher
- Cool Hipnoise - Cool Hipnoise
- Jacinta - Day Dream
- Rodrigo Leão - O Mundo (1993-2006)

- Nouvelle Vague - Band à Part
- Thievery Corporation - Versions
- Tom Waits - Orphans
- Susanna and the Magical Orchestra - Melody Moutain
- Mojave 3 - Puzzles like you

Publicado por Nuno Teixeira em 12:27 PM | Comentários (0)

dezembro 07, 2006

Alheira, essa nobre criatura


(Autor da foto quis manter anonimato com receio de ser molestado)


A foto publicada hoje pelo Dom Quixote, revela-nos aparentemente duas criaturas.
Uma delas racional.
Quanto à outra, a que veste de amarelo... ao que parece hoje está de parabéns.
Parece que nasceu mesmo neste dia embora não existam registos que confirmem tal facto.
Bom mas o que interessa para o caso, é que a criatura de amarelo (diga-se a bem da verdade uma côr mariquinhas), é tipo a outra cara metade deste Blogue, embora seja parecido com um fantasma. Por vezes ele aparece.
Apesar de tudo isto, digo-o com toda a frontalidade que é um Grande amigo. Boa pessoa e com um apetíte voraz pela vida (e não só).

Podemos então recordá-lo mais uma vez no Dom Quixote dessa maneira tão peculiar que o caracteriza. Vestido de amarelo e em ritual de acasalamento ou simples preparação de jantar.

BOM ANIVERSÁRIO AMIGO.
ABRAÇO DESTE LADO DO MUNDO.

VOAMOS?

Publicado por Nuno Teixeira em 06:36 PM | Comentários (7)

dezembro 06, 2006

Começa a nova caminhada

Bom dia mundo.

Publicado por Nuno Teixeira em 12:46 AM | Comentários (0)

dezembro 05, 2006

Publicado por Nuno Teixeira em 09:00 PM | Comentários (0)

dezembro 04, 2006

amor em conta gotas solto nas telas

Quando todos forem dormir,
deverás soltar a voz lá do fundo,
pintar nosso mundo a pincel,
não te esqueças de entornar,
tinta pelo chão.
É por elas que saltitamos,
para chegar aos abraços pelos chão,
e às loucuras que não vivemos.
As lágrimas soltas enquanto fazemos amor,
Serão apenas o começo do nosso mundo.

Publicado por Nuno Teixeira em 07:30 PM | Comentários (0)

Será

Será que ainda me resta tempo contigo,
ou já te levam balas de um qualquer inimigo.
Será que soube dar-te tudo o que querias,
ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias.
Será que fiz tudo que podia fazer,
ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer.
Será que lá longe ainda o céu é azul,
ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul.
Será que a tua pele ainda é macia,
ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia.
Será que ainda te posso valer,
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer.
Será que é de febre este fogo,
este grito cruel que da lebre faz lobo.
Será que amanhã ainda existe para ti,
ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri.
Será que lá fora os carros passam ainda,
ou estrelas caíram e qualquer sorte é benvinda.
Será que a cidade ainda está como dantes
ou cantam fantasmas e bailam gigantes.
Será que o sol se põe do lado do mar,
ou a luz que me agarra é sombra de luar.
Será que as casas cantam e as pedras do chão,
ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão.

Será que sabes que hoje é domingo,
ou os dias não passam, são anjos caindo.
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir.
Será que sabes que te trago na voz,
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós.
Será que te lembras da côr do olhar
quando juntos a noite não quer acabar.
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra.
Será que consegues ouvir-me dizer
que te amo tanto quanto noutro dia qualquer.
Eu sei que tu estarás sempre por mim
não há noite sem dia, nem dia sem fim.
Eu sei que me queres, e me amas também
me desejas agora como nunca ninguém.
Não partas então, não me deixes sózinho
Vou beijar o teu chão e chorar o caminho.
Será,
Será,
Será!

Pedro Abrunhosa in Tempo

Publicado por Nuno Teixeira em 07:17 PM | Comentários (0)

Já lá vão três anos

Também hoje, uma tarde de chuva.
E em dia de aniversário, vendo bem, deste lado do mundo, pouco mudou.
E voamos.

Publicado por Nuno Teixeira em 01:29 PM | Comentários (3)