novembro 29, 2006

Quase 3 anos

Do outro lado...

Hoje o sol, não nasceu para todos...

A princípio é tudo simples. Deixamo-nos divagar junto com o reflexo do nosso mundo, num rio que corre morto rumo ao cinzento dos dias...

Foi assim que nasceu o Dom Quixote naquela tarde de chuva de 4 de Dezembro de 2003.
Três anos é pouco tempo mas muita coisa muda em três anos bem como há coisas que ao longo de três anos permancem inalteráveis.
Quantas vezes me passou pela cabeça, encerrar este espaço.
Por falta de tempo, por ter por vezes a sensação de ser um espaço inútil, tendo em conta os objectivos com que foi criado.
No entanto, ainda fiel ao conceito de um "quase diário", resisti à tentação de o encerrar.
Percebi que este espaço, era também a minha companhia.

Mesmo que não tenha servido para alcançar ou progredir rumo ao que desejava, a verdade é que pelo menos sei que de resto, não foi um grito sem retorno.
Serviu para ouvir-me a mim próprio e para pelo menos ter a noção que não estava insano.
Fez-se o possível dentro desse contexto ingrato de alcançar o que é impossível de alcançar.

Aprendi também muitas outras coisas. Que a imagem redundante que os outros têm de nós próprios transforma-se em sentimento desgastante e repulsivo.
Aprendi a não desistir e a saber desistir.
Mas mais do que tudo, aprendi a viver com coisas das quais não podemos simplesmente desistir, porque estão connosco.
Aprendi também os verdadeiros significados de ganhar e perder.
E porque nunca gostei de perder, aprendi a encarar que em vários cenários da vida, não há jogos.
Há apenas factos.

Quase 3 anos... naquele início de tarde, de sentimentos diversos. De saudade, de revolta, de alegria e alguma frustração.

E o amor há-de continuar por aí, numa qualquer esquina da cidade, numa aldeia sem luz ou lá longe onde a vista não alcança, porque nessas coisas do amor, nunca se avista, apenas se sente.

Voamos?

Publicado por Nuno Teixeira em 07:04 PM | Comentários (8)

O GRANDE POVOADOR

Grande povoador do Reinado de D. João II, em 1487.
Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo

SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço7)

"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.

Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinqüenta e três mulheres".

MAS...


"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".

Publicado por Nuno Teixeira em 03:05 PM | Comentários (2)

PARM está de parabéns

O PARM (Projecto Arqueológico da Região de Moncorvo) comemora o 20º Aniversário.
O tempo passa num piscar de olhos. Lembro-me do brilho nos olhos, no dia em que fui entrevistar esse tal mestre, com que falava desse projecto. Do carinho e da forma poética com que abraçava a arqueologia.
No próximo Sábado, dia 2 de Dezembro, será feito um balanço de 20 anos de actividades, com vários intervenientes.

No final da tarde haverá um Porto de Honra servido no Auditório do Museu,
onde ainda poderá visitar a Exposição de Beatriz Sendin, intitulada "Traz os
Montes, faço laços".

O encontro encerra com um jantar-convívio, num restaurante de Torre de
Moncorvo.
A todos os interessados fica o contacto para confirmar a presença: telef. 279252724.

Parabéns ao PARM e parabéns ao MESTRE.

Publicado por Nuno Teixeira em 02:57 PM | Comentários (1)

Monotone

... e esqueces essa canção,
Que já não passa na rádio,
Mas que vive secretamente dentro de ti...


A Naifa

Publicado por Nuno Teixeira em 02:47 PM | Comentários (0)

novembro 28, 2006

Voltar aos dias

Cá estamos de novo.

Entre dias de envergonhados raios de sol e as chuvas que lavam as nossas praças.

Publicado por Nuno Teixeira em 02:38 PM | Comentários (1)

novembro 24, 2006

Sugestões de fim de semana

Apenas resta um silêncio.
Único e estranho.
Como se nunca tivesse existido vida, para além das palavras escondidas.
E chega esse inverno e nem a chuva que bate nas vidraças e nos pauta os sonhos, afasta esse silêncio.
É mais cómodo o silêncio que um suspiro que adivinharia um estado de debilidade mental do género, lá vamos começar tudo de novo.
Quando o silêncio apenas quer matar e enterrar, mesmo o que resta das palavras novas e escondidas na madrugada, bem como matar aquelas que estão arquivadas nos passos que dei em ti.

Eis que vamos para fim-de-semana
.
Hoje à noite Coimbra recebe os Violent Femmes. Nome de referência na década de 80 da música alternativa.
O concerto terá lugar no Pavilhão Gimnodesportivo AAC/OAF, pelas 21h30 e os bilhetes custam 20€.
Na próxima Quarta-Feira, será noite mágica em Coimbra. O Teatro Académico de Gil Vicente, recebe a Companhia de Ballet Imperial Russo e O Quebra Nozes. A história baseada no conto "O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos", de Hoffman, mais tarde adaptado por Alexandre Dumas e musicado por Tchaikovsky. Um apelo ao espírito natalício, já no próximo dia 29 em Coimbra pelas 21h30 com preços que variam entre os 20 e os 25€.
Nos livros;
A História do Amor de Nicola Krauss das Publicações Dom Quixote.
A Texto Editores propõe cinco contos do génio Oscar Wilde
O Pescador e a Sua Alma e Outros Contos .

Façam por ser felizes.
Bom fim-de-semana.

Voamos?

Publicado por Nuno Teixeira em 01:40 AM | Comentários (0)

novembro 21, 2006

A não perder de ouvido...

Jacinta amanhã no TAGV.
O esplendor da voz mais marcante do Jazz português, estará em palco com o disco Day Dream.

Bilhetes:
Preço 1ª plateia: 25,00€
Preço Normal 2ª plateia: 20,00€
Preço Estudante 2ª plateia: 18,00€
Preço Normal balcão: 15,00€
Preço Estudante Balcão: 13,00€


Informações e reservas na Bilheteira do TAGV
Horário: 17h00-22h00 | telefone: 239 855 636

Publicado por Nuno Teixeira em 03:36 PM | Comentários (0)

Ainda as Metamorfoses

Quando uma manhã Gregor Samsa acordou de sonhos inquietos, viu-se na sua cama transformado num monstruoso insecto

Kafka

Publicado por Nuno Teixeira em 02:22 PM | Comentários (2)

Bom dia mundo

Será tudo como antes. A absoluta rotina.
A surpresa. O engrandecer das almas. O depositar de esperanças. A correria entre as gotas de chuva e os passos firmes e apaixonados na calçada, num sentimento que ninguém ouve a horas tardias.
A ambiguidade das palavras. Baixar a cabeça. Consentir e recolher o acampamento.
Olhar o mundo e preferir não esquecer.

Como escreveu Oates. Depois de se ter, deixa-se de desejar.
É como a maldição.

A queda do acreditar no ter, para se tornar a desejar outro ser.

Ainda há mesmo estradas que não usamos?

Bom dia mundo

Publicado por Nuno Teixeira em 04:39 AM | Comentários (1)

novembro 20, 2006

Travessia sem nome

As madrugadas e as tardes uniram-se, na surrealidade dos dias.
É tão irrefutável a tua ausência, como a presença das noites sem brilho ou manhãs sem nomes claros.
Apenas a passagem a um estado de embriaguez literária, onde se cria a nostalgia entre madrugadas e tardes que deixaram de viver em protesto.
Uma passagem apenas.
Porque do alto da travessia ainda avisto as noites brilhantes e aquelas manhãs escritas com o nome do perfume natural da tua pele clara.

Não posso prostestar.
As únicas faixas aqui, são as recordações do teu sorriso.

Publicado por Nuno Teixeira em 02:29 PM | Comentários (7)

Bom dia mundo

Quando encontro uma rapariga bonita e lhe peço: "sê simpática, vem comigo" e ela passa por mim sem dizer nada, então o que ela quer dizer com isto é:

"Não és um duque com um nome sonante, um americano forte com porte de índio, com olhos equilibrados e sossegados, uma pele massajada pelo ar das pradarias e dos rios que por elas passam, não fizeste qualquer viagem até aos grandes mares nem navegaste por eles, onde quer que eles se encontrem. Por isso te pergunto, porque é que uma bela rapariga como eu havia de ir contigo?"

"Esqueces-te de que não há automóvel que te leve com longos solavancos a baloiçar pela rua; que não vejo o teu séquito de senhores apertados nos seus fatos que deviam seguir-te num perfeito semicírculo e abençoar-te com múrmurios; os teus seios estão bem arrumados no corpete mas as tuas coxas e ancas contrastam com essa contenção; trazes um vestido de tafetá com pregas plissadas como os que no Outono passado nos puseram todos contentes e no entanto sorris - com este perigo mortal sobre o teu corpo - de vez em quando."

"Pois é, temos ambos razão e para não tornarnos consciência disso de uma forma irrefutável seria melhor, não é verdade, cada qual prosseguir o seu caminho para casa"

Kafka - A rejeição

Publicado por Nuno Teixeira em 04:53 AM | Comentários (3)

novembro 17, 2006

Sugestões

E partimos para fim de semana.

Salazar - Agora, na hora da sua morte.
É a história da vida de António de Oliveira Salazar em banda desenhada, por João Paulo Cotrim, e Miguel Rocha.
Uma edição Parceria A. M. Pereira.
O novo de Philip Roth dá por nome de O Animal Moribundo.
O autor de A Mancha Humana está de volta e mais uma vez pelas publicações Dom Quixote.
Sobre o Amor e a Morte. Dois temas que andam quase sempre lado a lado ao longo da história. Se bem que se diga que nunca se morreu de amor houve pelo menos quem morresse pelo amor. O amor e a morte temas também quase sempre explorados a exaustão nas várias manifestações artísticas. Agora com uma nova abordagem de Patrick Suskind. O autor de O Perfume, analisa o tema através de várias personagens que marcaram esta temática. Uma proposta da Editorial Presença.

Na música eis que surge o novo de Lambchop. Damaged parece ser até ao momento, um disco de madura sensibilidade.
A minha outra proposta é o projecto Tap Tap que surge com o disco Lanzafame. Algo que me parece roçar o som de Arcade Fire ou Clap Your Hands and Say Yeah.
O nome a não perder de ouvido na próxima semana em Coimbra será...
Jacinta.
A autora de Day Dream estará no TAGV no próximo dia 22 e este eu não vou perder. O nome mais quente e envolvente do Jazz português.


Bom fim de semana.
E não se esqueçam de ser felizes.

Publicado por Nuno Teixeira em 02:24 PM | Comentários (961)

BOM DIA MUNDO

O mais importante de tudo, no final de contas...
é quem nos ama, nunca quem julgamos amar.

Até mais logo nosso mundo.

Publicado por Nuno Teixeira em 03:15 AM | Comentários (1415)

novembro 15, 2006

HOJE EM COIMBRA. A não perder de ouvido

Hoje no Teatro Académico Gil Vicente pelas 21:30.

Precário:
Preço plateia_ 20,00€
Preço balcão_ 18,00€

Informações e reservas na Bilheteira do TAGV
Horário: 17h00-22h00 | telefone: 239 855 636

Publicado por Nuno Teixeira em 12:09 PM | Comentários (1281)

pensamento do dia

Quando o silêncio faz de nós objecto de indiferença.
Quando queremos ocupar um lugar que por não nos pertence e quando se esgotam todas as lutas... finalmente desistimos.
Olhamos em frente e seguimos caminho sem dizer adeus.
Desaparecemos apenas por entre a multidão das palavras.

Publicado por Nuno Teixeira em 11:22 AM | Comentários (1)

O DIA EM QUE A MULHER DESCEU A MONTANHA

Uma vez um homem subiu ao cume da montanha e entregou um poema de amor a uma mulher.
A mulher agradeceu e continuou a brincar com uma nuvem.
O homem, desceu da montanha e contou na aldeia que amava a mulher da montanha que gostava das nuvens
Os habitantes da aldeia uniram-se e organizaram uma caça ao homem que gostava de amar a mulher da montanha.
O homem foi caçado e linchado por amar a mulher da montanha.
As suas lágrimas interiores vieram pelas nuvens e escorreram montanha abaixo e inundaram todo o vale.
A mulher da montanha entregou o poema a um outro homem que ela amava na montanha
Só quando um dia desceu da montanha viu que o vale se tinha transformado num campo de poemas não entregues.
A mulher chorou mas já não havia nada a fazer.

Publicado por Nuno Teixeira em 10:22 AM | Comentários (3)

novembro 14, 2006

Bom dia mundo

[.... se o amor é vão... então porque sopra ao ouvido?
...e apesar disso eriça pele

Sopra é doido...

...e o que foi (?)...]

[...o teu mundo está tão perto do meu
e o que digo está tão longe
como o mar está do céu
e é tão difícil...
Dizer amor]


Publicado por Nuno Teixeira em 05:12 AM | Comentários (1)

novembro 13, 2006

Bom dia mundo

Preparava-me para dormir quando de dentro de um livro de contos alguém me fez um sinal.
- Psiu. Entra aqui.
Uma personagem de uma estória de amor igual e diferente de tantas outras convidou-me para trabalhar a partir da 17ª página.

Quis saber mais pormenores contratuais.
- Aqui é o trabalho de uma vida. Uma estória de amor dá trabalho, ainda para mais tratando-se da sua personagem principal. Tens de estar disponível a tempo inteiro e preparado para qualquer facto por mais esquisito, bizarro ou surpreendente que possa parecer.
Nunca tinha trabalhado em estórias de amor. Parecia algo arriscado, no entanto era a oportunidade de uma vida. Algo que se espera que nos aconteça ao virar de uma página de vida.
- Aceito - referi.
O livro fechou-se atrás de mim e hoje vivo por essas folhas onde te conheci precisamente à 17ª página.
Mas onde estás agora que não te encontro neste mundo romanceado? A que página eu tenho de aparecer para que a estória tenha um final feliz?
Ou então, porque não saímos os dois entre estas capas e amontado de palavras e vamos ler-nos do lado de fora?
Afinal, dar uma oportunidade aos contos, do lado real do mundo não deve ser assim tão difícil. Dá trabalho, acredito que sim mas desconfio que o meu lado do mundo deve ter muito a ver com o teu.
Porque provavelmente, nem todas as estórias de amor são iguais mas alguma cumplicidade de olhares quando nos cruzamos naquela 17ª página, leva-me a acreditar que até podes ser o complemento do final feliz.
Vamos voar daqui para fora e saltar das palavras escritas e promover na vida sem actos de palco, uma estória que às tantas... até faz sentido, basta arriscar e voar um pouco.
Abre-me o livro.

Voamos?

Publicado por Nuno Teixeira em 02:53 AM | Comentários (2)

novembro 09, 2006

Ainda voamos?

Todos os dias tento sentir o teu pulso,
Saber se te aproximas ou se te afastas,
Todos os dias ouço o mesmo,
O silêncio.

Temos estradas
que não usamos,
Somos loucos,
Lindos e soltos voamos.

Publicado por Nuno Teixeira em 02:40 PM | Comentários (1)

novembro 08, 2006

Dez músicas para fazer amor

O blogue Sangue Oculto lança o desafio.
Dez temas para fazer amor.
Há muito por onde escolher. Porque não deixarem as vossas sugestões?

www.sangueocultos.blogspot.com

Publicado por Nuno Teixeira em 11:30 AM | Comentários (4)

novembro 07, 2006

Duas a não perder de ouvido

...e carregadas de sensualidade.
Um apelo ao toque, à envolvência dos corpos e viagens transcendentes...

BELOVED - Anoushka Shankar

TARANA - Sultan Khan

Num Versions perto de si.

Publicado por Nuno Teixeira em 02:48 PM | Comentários (1)

Still got the blues ?

I WAS A SAILOR, I WAS LOST AT SEA
I WAS UNDER THE WAVES BEFORE LOVE RESCUED ME
I WAS A FIGHTER, I COULD TURN ON A THREAD
BUT I STAND ACCUSED OF THE THINGS I'VE SAID

WHEN LOVE COMES TO TOWN
I WANT TO JUMP THAT TRAIN
WHEN LOVE COMES TO TOWN
I WANT TO CATCH THAT FLAME
MAYBE I WAS WRONG TO EVER LET YOU DOWN
BUT I DID WHAT I DID BEFORE LOVE CAME TO TOWN

I USED TO MAKE LOVE UNDER A RED SUNSET
I WAS MAKING PROMISES I WAS SOON TO FORGET
SHE WAS PALE AS THE LACE OF HER WEDDING GOWN
BUT I LEFT HER STANDING BEFORE LOVE CAME TO TOWN

I RAN INTO A JUKE JOINT WHEN I HEARD A GUITAR SCREAM
THE NOTES WERE TURNING BLUE
WHEN I FELL INTO A DREAM
AS THE MUSIC PLAYED I SAW MY LIFE TURNED AROUND
THAT WAS THE DAY BEFORE LOVE CAME TO TOWN

WHEN LOVE COMES TO TOWN
I WANT TO JUMP THAT TRAIN...

WHEN I WOKE UP I WAS SLEEPING ON THE STREET
I FELT THE WORLD WAS DANCING
AND I WAS DIRT BENEATH THEIR FEET
WHEN I LOOKED UP I SAW THE DEVIL LOOKING DOWN
BUT MY LORD HE PLAYED GUITAR
THE DAY LOVE CAME TO TOWN

I WAS THERE WHEN THEY CRUCIFIED MY LORD
I HELD THE SCABBARD WHEN THE SOLDIER DREW HIS SWORD
I THREW THE DICE WHEN THEY PIERCED HIS SIDE
BUT I'VE SEEN LOVE CONQUER THE GREAT DIVIDE

WHEN LOVE COMES TO TOWN
I WANT TO JUMP THAT TRAIN...

Publicado por Nuno Teixeira em 02:25 PM | Comentários (0)

Don` t you (Forget about me)

Porque sou um saudosista da década de 80, quando na minha opinião as discotecas juntavam apesar de tudo, mais gerações através da união que a música promovia.
Há quem apelide a década de 80 como a "época foleira", quando começou a aparecer a dance music. Apesar de tudo as pistas não eram formatadas e coisas que à partida não eram "dançaveis", eram presença assídua.
Tal como este Don`t You dos Simple Minds. Nunca foi uma das bandas da minha preferência musical, até porque vivia uma fase um pouco à deriva, o que me permitiu felizmente, hoje ter uma certa versatilidade em relação à música. "Don ´t you", é antes pelas recordações de muitas noites do éter e em ambientes de vários odores, sorrisos, empatias e paixões. Dos olhares cruzados e sorrisos malandros e envergonhados e beijos que pareciam ir durar toda a vida tendo em conta a paixão dos momentos. Mas eram apenas isso.
Momentos. Pequenos momentos felizes que não podemos repetir ou perdem a sua piada.

Por isso fui buscar este Don`t you dos Simple Minds como haverá muitos outros.

Publicado por Nuno Teixeira em 11:54 AM | Comentários (2)

pensamento do dia

Há dia em que pareces querer assumir o meu mundo com o sorriso e brincar com ele na palma da mão.
Outros, em que o mesmo mundo te parece meter medo. Dias em que o esqueces. Dias em que o ignoras.
Sem saber de que côr posso pintar os teus dias, por vezes dá vontade de rasgar a tela.

Publicado por Nuno Teixeira em 11:38 AM | Comentários (0)

novembro 06, 2006

Mais um para ver antes de morrer


( Paris, Je t`aime )

Mais uma(s) estória(s) de amor.

Publicado por Nuno Teixeira em 01:53 PM | Comentários (0)

TRÊS A NÃO PERDER DE OUVIDO

Dentro do universo musical que na minha perspectiva assume um certo ambiente para o sonho ou filme das nossas vidas, eis que surgem três propostas que acompanharam o meu fim de semana chuvoso. Discos para ouvir e deixar em repeat.
Thievery Corporation com Versions. Onde se juntam nomes como Nouvelle Vague, Bebel Gilberto (numa das minhas preferidas com Cada Beijo), Sister Nancy, Sarah Maclachan (outra das minhas preferidas com Dirty Little Secret) ou mesmo no mítico Jim Morrisson com Strange Days.
Confere mais uma vez ao projecto um misto de várias sonoridades num convite para a dança.
Mais uma proposta séria é o nome de Susanna And the Magical Orchestra. Uma voz calma e limpa que nos faz viajar por hinos como Hallelujah ou Love Will Tear us Apart (sei lá quantas versões já foram feitas).
Mojave 3 é um caso de evolução. Este novo disco Puzzles Like You vem mostrar a tal evolução sem no entanto se perder a identificação com a sua sonoridade. Já não sei em que ano os vi no Festival de Carviçais mas nota-se um claro crescimento musical.

Publicado por Nuno Teixeira em 11:26 AM | Comentários (0)

Bom dia mundo

Há sempre o horizonte distante,
Onde nos encontramos sempre,
Em conversas banais e profundo olhar,
Quando sabes tão só que te quero abraçar
E mostrar-te o mundo que não acabámos,
Com toda a cumplicidade abraçada,
Em coincidências que nos fazem voltar,
A esse horizonte distante,
Onde teimas adiar o nosso sonho constante.


Que medo é esse de dar-me a mão na multidão?
Porque não dás a oportunidade à nossa cumplicidade?
Sabias que um acto de amor pode saldar a nossa dívida para sempre?
Saldar todos os créditos que deixámos para trás,
E viver apenas e voar sem medos, só viver,
Voamos amor?
Dá-me essa oportunidade de voar,
De mostrar-te que o amor nunca é cansativo,
Quando o desconheces no seu futuro.
Quando há tanto que tenho de mostrar,
E tanto tens de conhecer, num infinito para te surpreender,
Porque só contigo faço magia, porque és tu e sempre tu.
Voamos amor?

Publicado por Nuno Teixeira em 01:02 AM | Comentários (1)