agosto 31, 2004

ONE

The one... but not the ONLY ONE.
Do you remember the time when you make me belive that we`re one?

U2 - ONE

Is it getting better
Or do you feel the same
Will it make it easier on you, now
You got someone to blame


You say, one love, one life
When it's one need in the night
One love, we get to share it
It leaves you baby if you don't care for it


Did I disappoint you
Or leave a bad taste in your mouth
You act like you never had love
And you want me to go without

Well it's too late tonight
To drag the past out into the light
We're one but we're not the same
We get to carry each other, carry each other
One

Have you come here for forgiveness
Have you come to raise the dead
Have you come here to play Jesus
To the lepers in your head

Did I ask too much, more than a lot
You gave me nothing now it's all I got
We're one but we're not the same
Well, we hurt each other then we do it again

You say love is a temple, love a higher law
Love is a temple, love the higher law
You ask me to enter but then you make me crawl
And I can't be holding on to what you got
When all you got is hurt


One love, one blood
One life, you got to do what you should
One life, with each other
Sisters, brothers
One life, but we're not the same
We get to carry each other, carry each other
One
One

Publicado por Nuno Teixeira em 03:39 PM | Comentários (0)

O barco

Mais um filme que estreou no passado Domingo.
Enquanto continuarmos a ser o país dos velhos costumes e da "política de igreja" vamos ter de ouvir coisas como aquela que eu ouvi esta manhã quando uma ginecologista do womem on waves disse que Portugal tem uma política medieval em relação ao aborto.
Aí está mais uma forma de o BE conseguir depois mais alguma notoriedade.
O BE está cada vez mais parecido com aquela personagem do Gato Fedorento, o homem que lhe aconteceu qualquer coisa mas que não sabe bem ao certo o quê!!!
É um tormento constante, está sempre alguma coisa mal... é uma aflição...enfim é um desassossego corrosivo. Algo está mal porque está mal.

E agora também há senhores que são "comentaristas" que já tiveram oportunidade de mudar alguma coisa neste país mas que agora por estarem numa posição de destaque (onde o minuto publicitário é o mais caro da tv), já mandam postas de pescada.

Publicado por Nuno Teixeira em 10:47 AM | Comentários (0)

agosto 30, 2004

Luis Fabiano no Futebol Clube do Porto

Luis Fabiano no Futebol Clube do Porto

Publicado por Nuno Teixeira em 05:18 PM | Comentários (1)

O Público apresenta hoje na primeira página uma foto da manifestação anti-Bush. Dá um "bom" efeito. Daquela perspectiva, dá mesmo a ideia de milhares de caixões.
Claro que agora está na moda ser anti-Bush. É verdade que o homem é burro mas parece que hoje em dia só é intelectual quem fala ou escreve mal do Bush.
Mas voltando às boas fotos, o meu companheiro está de regresso e a partir de amanhã creio que é possível voltarmos à carga.
A imagem e as palavras...

Publicado por Nuno Teixeira em 10:42 AM | Comentários (0)

agosto 28, 2004

...

Hoje vim aqui rebuscar as coisas do fundo do baú.
Recolher os cacos, as sobras de construção bonita dos maravilhosos dias passados na planície.
Como me custa a deitá-los no lixo. Como me custa a aceitar que não serviram para nada.

Publicado por Nuno Teixeira em 04:02 PM | Comentários (0)

agosto 26, 2004

E depois do amor

Silêncio.
Os novos dias são feitos de silêncio.
Para retribuir as noites tempestuosas e as mentiras em torno da construção do amor.
Serenidade.
Os novos dias são feitos de serenidade.
Para retribuir a falta de comparência nas horas marcadas pela lua.
Ironia.
Os novos dias são feitos de ironia.
Para retribuir a troca de uma amizade perfeita por uma amizade fora de tempo.
Os novos tempos não anunciados são assim em crescendo de vitalidade.

Publicado por Nuno Teixeira em 07:24 PM | Comentários (0)

agosto 25, 2004

Paris libertada

Hoje é um daqueles dias que não devemos esquecer. Porque devemos lembrar todos aqueles que em todas as nações lutaram para que o nosso futuro pudesse ser de esperança.
No dia de hoje mas no ano de 1944, o pesadelo de Hitler e seus compinchas dava os seus sinais de fraqueza.
De Gaulle entra em Paris a 25 de Agosto. As suas primeiras palavras ficam marcadas para sempre na história da capital: "Paris ultrajada, Paris prostrada, Paris martirizada, mas Paris libertada". Uma Reportagem a não perder na edição de hoje no Público.

Publicado por Nuno Teixeira em 03:04 PM | Comentários (0)

agosto 24, 2004

Romeo

Romeo must die in silence.

Publicado por Nuno Teixeira em 04:16 PM | Comentários (0)

agosto 23, 2004

Bazamos ou ficamos?

Ontem tive a oportunidade de voltar a recordar o filme Inteligência Artificial.
Para além das reflexões sobre o futuro da humanidade e dos avanços tecnológicos, o filme é portador de uma outra mensagem muito importante. Central em todo o filme. O amor. O que fazemos por amor.
Pergunto-me se um dia uma máquina pode dar mais amor do que o próprio ser humano!?
Para onde caminhamos? Todos os dias nos esquecemos disso mesmo mas todos dias lutamos por algo a que resolvemos chamar felicidade. Algo que já perguntamos uns aos outros quando precisamos de orientar os nossos objectivos. Eis que surge a inevitável pergunta:
“O que procuramos todos?”. Pergunta à qual vem a mais que óbvia resposta. A FELICIDADE.
E será que fazemos por encontrá-la? E será que já não a encontrámos um destes dias por entre um mero acaso de olhares cruzados e resolvemos negá-la só porque o momento do olhar não se fez acompanhar por um clic (termo tão vulcanicamente usado nos dias que correm para se definir a ausência de razão)!?
E porque a felicidade se constrói com base no amor, não seria óbvio existir uma construção igualmente repartida desse mesmo amor?
Sensibilidades diferentes. Poemas, melodias, histórias de encantar, sonhos…
Abandonamos muitas vezes quem nos ama. É um facto. Achamos que nos fartámos à brava de quem, por excesso de ansiedade em querer partilhar um mundo connosco, comete essa estranha loucura de nos abraçar e dizer que nos ama.
Alguns chegam a dizer que têm medo do amor, por isso voltam de novo à caminhada.
Um sonho como o da felicidade tem de dar luta, não pode ser assim tão simples!!! Ou então que novidade terá um novo nascer do sol? – interrogamo-nos mais uma vez.
Procuramos, fugimos, escondemo-nos. Procuramos, encontramos, fugimos, escondemo-nos. Procuramos, encontramos, lutamos e perdemos… procuramos. Procuramos algo que por vezes nem sabemos muito bem. Se procuramos amor, porque fugimos dele quando o encontramos? Melhor. Porque preferimos amar o que nos foge?
Como escreveu Torga; “…não sei amar, ou amo o que me foge. Já com deus foi assim, na juventude…”.
Que estranha motivação essa de vaguear por aí em busca do que às vezes está tão perto de nós. E quando por vezes damos conta que a felicidade sempre esteve ali tão perto, à espera de um sim, de uma mão, eis que é tarde de mais…
Que estrada tão longa essa que faz escrever tanta tinta e vender tantos livros.
Deixo-lhes mais duas reflexões:
Afinal o amor existe? Ou cedemos ao amor porque este nos dá uma certa noção do desconhecido?

Publicado por Nuno Teixeira em 11:54 AM | Comentários (0)

agosto 20, 2004

...

Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê?... Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê?...
O que se perdeu?

Publicado por Nuno Teixeira em 05:22 PM | Comentários (3)

E a vida segue dentro de momentos...

Este fim de semana:
Bons motivos para ficar em casa. A política está de férias e a tv promete.
As desgraças alheias vão entrar e chorar na nossa sala. Pode ser que alguém se lembre de falar das energias renováveis e do galopante preço dos combustiveis.
"Tudo se passou..." dará o mote do jójó manipulado.
Ao virar da esquina um jogo de futebol daqueles que fazem correr tinta durante uma semana.
As bandeiras penduradas continuam a perder a cor. Ainda me chamam irónico quando afirmo que é mesmo o sindroma da árvore de natal fora de tempo. E dura e dura... e seca e seca.
Vou passar o fim de semana a recordar as minhas cassetes... de música. Felizmente ninguém me roubou nenhuma e que não contéem segredos.
Entretanto continua a medalhite aguda e chegam-nos as recordações dos saudosos momentos de Lopes e Rosa Mota bem como as conquistas ultramarinas.
Ainda havemos de ser alguém na vida, até porque já temos um homem parecido com primeiro-ministro à frente dos destinos Europeus... até o nome é parecido!
E a uma escala mais pequena, alguns ainda tentam remendar fracassos e inventam tribunais absurdos e outras big-manias para tentar sair da cepa torta.
O estagiário volta a sofrer sem aprender... também é bem feito. Ninguém os manda obedecer aos parâmetros da escravidão.
Os cogumelos (festivais) ainda não acabaram. Festa. Ritmos. Poeira... saudades da crise!? Qual crise!?
E o amor? O amor não é notícia e muito menos quem é amado se lembra dele.
E a vida segue dentro de momentos... no mundo silly da silly season

Publicado por Nuno Teixeira em 02:22 PM | Comentários (0)

...

Quem me dera ter uma máquina de efeitos especiais. Utiliza-la num sonho meu.
Voar como Super-Homem em volta do mundo. Fazer regredir o tempo e regressar à tua cama.
Trocar os turbilhões pelos abraços fortes, pelo cheiro do teu cabelo... pelo toque nas tuas ancas quentes.
Pela imagem resmungona que repousava em silêncio. Pelas palavras soltadas durante o sono.
Ver-te passear pelo teu quarto. Abrir os olhos e ver os teus pés a brincar com a tua roupa por debaixo da porta do guarda-fatos. Sorrir.
Sorrir com essa imagem matinal e voltar a adormecer.
Mas não há efeitos especiais que o valham nem sequer uma nave espacial que me leve daqui para fora.
Porque estou longe. Cada vez mais longe de voltar a sentir o teu mundo.

Publicado por Nuno Teixeira em 01:11 PM | Comentários (0)

Teu corpo, teu poema


Quando escrevo sobre teu corpo,
Os meus poemas se apagam.
O teu corpo ofusca as minhas palavras,
Como a mais bela obra de arte,
Chama para si todas as luzes do mundo,
Assim como o teu corpo chamava a lua...
Como guardo bem a imagem da tua pele.
Suave, Branca, macia.
Um corpo rebelde deitado e repousado.
Como guardo o perfume nos meus lábios,
Como mexe comigo esse odor.
E só ficou o odor desse corpo belo.
Que pena.
Porque ainda há noites em que sonho,
Com o entrelaçar das nossas pernas.
De mansinho. Dos poucos abraços,
dos corpos nus.
Com a suavidade do amor.

Publicado por Nuno Teixeira em 12:56 PM | Comentários (0)

"Prometido é devido"

Os amores de "borbulha na cara". Canções... às vezes sentimo-lo assim.

A dupla.

Rui Veloso e Carlos Tê no album da geração. Mingos e Samurais.


Naquele trilho secreto,
Com palavra santo e senha.
Eu fui língua e tu dialecto.
Eu fui lume, tu foste lenha.
Fomos guerras e alianças,
Tratados de paz e passangas.
Fomos sardas, pele e tranças,
Popeline, seda e ganga.
Dessa vez tu não cumpriste,
E faltaste ao prometido.
Eu fiquei sentido e triste.
Olha que isso não se faz.
Disseste se eu fosse audaz,
Tu tiravas o vestido,
E o prometido é devido.
Rompi eu as minhas calças.
Esfolei mãos e joelhos.
E tu reduziste o acordo,
A um montão de cacos velhos.
Eu que vinha de tão longe,
Do outro lado da rua.
Fazia o que tu quizesses,
Só para te poder ver nua.
Quero já os almanaques.
Do Fantasma e do Patinhas,
Os Falcões e os Mandrakes.
Tão cedo não terás novas minhas.
Dessa vez tu não cumpriste,
E faltaste ao prometido.
Eu fiquei sentido e triste.
Olha que isso não se faz.
Disseste se eu fosse audaz,
Tu tiravas o vestido,
E o prometido é devido.

Publicado por Nuno Teixeira em 10:58 AM | Comentários (0)

agosto 19, 2004

Apenas dois corpos

Dois corpos que jamais se tocam,
Sentiram as contradições de tactos,
Em noites de contrafação de sentimentos.

Dois corpos. Dois seres intactos,
Julgaram ter prazeres e momentos,
Viveram com os contraditórios factos.

Duas almas. Uma amou outra chorou...
Com o sacríficio e com os poemas,
Que jamais sentiu em si, corou
Corou com o contrangimento.

(Nuno Teixeira)

Publicado por Nuno Teixeira em 05:15 PM | Comentários (0)

FAUSTO

Ora aí está uma das poucas oportunidades de ouvir Fausto ao vivo.
Os espectáculos de Fausto é coisa que não abunda, o que é pena porque é um tipo de música que deve sair favorecida em concerto.
O espectáculo de Fausto acontece hoje à noite em Bragança na praça da cidade às 22 horas e a entrada é gratuita.
Este concerto de Fausto vai basear-se no seu novo disco, "Ópera mágica do cantor maldito".

Publicado por Nuno Teixeira em 12:10 PM | Comentários (0)

Absolute Beginners

Hoje acordei ao som de uma das melhores canções de amor. Há muito tempo que não acordava ao som do velhinho camaleão.
Quando deixamos de ouvir alguns temas que gostamos e depois voltamos a recordar mais tarde, parece que nos nasce uma alma nova.
Deixo-vos uma das mais belas canções de sempre. Revitalizem.
Do album Tonight, Mr. Bowie.

Absolute Beginners

I've nothing much to offer
There's nothing much to take
I'm an absolute beginner
And I'm absolutely sane
As long as we're together
The rest can go to hell
I absolutely love you
But we're absolute beginners
With eyes completely open
But nervous all the same

REFRÃO
If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean/sail over heartaches (2º Refrão)
Just like the films
There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true

Nothing much could happen
Nothing we can't shake
Oh we're absolute beginners
With nothing much at stake
As long as you're still smiling
There's nothing more I need
I absolutely love you
But we're absolute beginners
But if my love is your love
We're certain to succeed

REFRÃO

Publicado por Nuno Teixeira em 10:52 AM | Comentários (0)

agosto 18, 2004

Se tu viesses ver-me...

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri...

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

(Florbela Espanca)

Publicado por Nuno Teixeira em 02:47 PM | Comentários (2)

Ao perder-te...

Um simples mas belo trocadilho...

"Ao perder-te a ti perdemos os dois
eu porque tu eras o que eu mais amava
e tu porque eu era quem mais te amava.
Mas de nós os dois és tu quem perde mais
porque eu poderei amar outras como te amava a ti
mas a ti não te hão-de amar como eu te amava[...]"

Ernesto Cardenal, in "Ao perder-te..."

Publicado por Nuno Teixeira em 12:45 PM | Comentários (1)

De regresso à Amortopia

Já vai alta a noite nos voluptuosos jardins da noite por onde gritam suspiros entre todas as árvores. Os jardins deixaram de ser uma celebração de músicas, de olhares, de luas e de olhares enganados. Lá longe ainda ilha e o desejo de navegar.
O velho barco de retalhos vacila com os socalcos da água e convida-me para a viagem repetida de diversas formas e estratégias de abordar a entrada para um pequeno paraíso em alto mar. Qual técnica especial de navegação? Qual a nova estratégia? Quais os novos livros de poemas a levar como companhia na viagem? E onde está a velha saudação, guardada durante anos à espera de ser gritada em saltos de alegria dentro do velho bote na aproximação ao apetecido paraíso? A humidade rasurou a mensagem guardada dentro da velha garrafa. Ainda bem que está gravada na minha mente.
Partimos. Desta vez sem algum plano previamente pensado, sem a ansiedade de tantas outras partidas mas com a mesma vontade de alcançar e pisar a terra firme da felicidade prometida.
Durante a viagem recordo os dias efusivos de viagens passadas. As palavras desenhadas no ar. Sinais de fumo feitos por Kamala do alto da montanha da Amortopia. Uma fogueira que nunca vi de perto mas cujo o fumo era de uma cor verde esperança que se transformava no céu em palavras convidativas mas curiosamente subversivas. Contraditórias por vezes. Mas sempre palavras de esperança.
Estranhamente, ao contrário de outras tentativas de abordar a ilha, o mar estava assustadoramente calmo.
De repente o silêncio até então embalado pelo dobrar das águas calmas, foi quebrado já a poucas léguas de terra. Do fundo do oceano surge rasgando as águas uma criatura gigante de longos cabelos brilhantes que vestia um longo véu azul que alastrava à sua volta. Um véu aproveitado com as ondas do mar. A ilha transformou-se perante os meus olhos e deu lugar a um grande rochedo que sugou para o seu interior as árvores e toda a vegetação. O céu apagou-se em tons carregados.
“Volta para trás”, instou a criatura vezes sem conta. “Este não é o mundo que te pertence. Este não é sequer o mundo que tu pensas realmente ser. Olha bem e diz-me o que vês. Não acreditas que todo o tempo viste uma ilusão!? Não vês que todos os olhares que trocaste com o paraíso foram sempre uma mentira!?”
Não podia ser. O paraíso tem de ser real porque Kamala foi habitar para lá das montanhas da Amortopia e Kamala é bem real. Já subimos juntos outras montanhas, já corremos noites fascinantes. Já abraçámos os nossos corpos por entre os lençóis e cruzámos olhares de amor em várias luas que partilhámos. Tudo isto gritei à estranha criatura que me barrava a passagem.
“Sim. Kamala é real tal como reais são esses momentos. Mas diferente foi a maneira como foram sentidos. Kamala não vivia a mesma intensidade das luas mas apreciava a tua companhia. Kamala viveu os momentos e os abraços com carinho especial, por isso jamais poderias repetir esses momentos na ilha da felicidade porque aí não fariam sentido. Poderás encontrar novamente Kamala mas nunca aqui na ilha da felicidade. Porque Kamala foi sempre a palavra amiga e não a palavra paixão ou muito menos amor”.
Depois disso a criatura desapareceu no mar. Eis de novo o silêncio. Eis um novo e perturbador silêncio. Sentei-me no velho barco e fiquei ali horas com o mar e olhando agora um rochedo no lugar da bela ilha. Sem palavras para mim mesmo durante horas acabei por adormecer e quando voltei a mim a ilha tinha desaparecido.
Peguei nos remos e fiz de novo o caminho de regresso. Apenas com um pensamento constante. O pensamento de que tudo não tinha passado de uma luta infrutífera. De que os momentos, as palavras, as melodias e todas as cumplicidades com Kamala não tinham passado de um mero monologo de amor. De conversas desencontradas e de maneiras diferentes de ver a lua e de sentir o abraçar dos corpos por entre o turbilhão dos lençóis.
Hoje apenas o mar. O imenso mar. O mesmo que engoliu a terra da felicidade.

Publicado por Nuno Teixeira em 10:15 AM | Comentários (0)

agosto 17, 2004

O jardim do amor

Entrei no jardim do amor,
E nem queria acreditar;
Uma capela fora construída no meio
Da relva onde costuma brincar.

E a porta dessa capela estava fechada,
E "Não ousarás" escrito à entrada;
Regressei então ao jardim do amor,
Que antes estava todo em flor.

E vi que estava juncado de campas sombrias,
E no lugar de cada flor uma pedra tumular;
E padres de negro passavam e voltavam a passar,
Prendendo com silvas os meus desejos e alegrias.

William Blake

Publicado por Nuno Teixeira em 05:32 PM | Comentários (0)

Ritmos da chuva

Como sabe bem sentir a chuva bater nos vidros.
Não sei como se atrevem a apelidar estes dias de tristes!
Para quem gosta de ritmo deve entender-me. É tão bom fazer amor ao ritmo da chuva.
Mas é claro... que é tudo uma questão de bom ritmo. Há quem tenha e há quem não tenha.
Fantasias verticais a meio de uma tarde de trabalho. Tem de se regressar à terra.

Publicado por Nuno Teixeira em 03:41 PM | Comentários (0)

...

O amor só nasce da ausência do próprio.
Saber amar é ter competência para aprender a amar.
Esse talvez seja o verdadeiro amor. Todas a as outras formas de amor são prejudiciais? Ou talvez não?
Talvez sejam formas que se percam lentamente no tempo?
Talvez sejam ilusões de um momento?
Talvez seja desnecessário defenir várias formas de amor?

Publicado por Nuno Teixeira em 10:39 AM | Comentários (0)

agosto 16, 2004

She

She

Elvis Costello

She
May be the face I can't forget.
A trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay.
She may be the song that summer sings.
May be the chill that autumn brings.
May be a hundred different things
Within the measure of a day.

She
May be the beauty or the beast.
May be the famine or the feast.
May turn each day into a heaven or a hell.
She may be the mirror of my dreams.
A smile reflected in a stream
She may not be what she may seem
Inside her shell

She who always seems so happy in a crowd.
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them when they cry.
She may be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past.
That I'll remember till the day I die

She
May be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough and ready years
Me I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is

She, she, she

Publicado por Nuno Teixeira em 09:06 PM | Comentários (0)

...

Eis-me de novo diante da cidade sem renovação.
Espaços são os mesmos e as recordações já não sabem o que são.

Publicado por Nuno Teixeira em 03:29 PM | Comentários (0)

agosto 14, 2004

A mais jovem nação do mundo

A mais jovem nação do mundo, é o nome da exposição de fotografia e artesanato que está patente no Museu do Ferro e da Região de Moncorvo.
As fotos são da autoria de Raquel Biscaia e José Gomes e são ambos professores de lingua portuguesa em Timor.
Durante a inauguração a autora das fotos mostrou-se agradada com o facto de as pessoas estarem receptivas ao seu trabalho e ressalvou que não se trata de "uma profissional da fotografia", referiu.
Mas não parece. As fotos têm aquele brilho próprio que encontramos nos rostos que apesar de desgastados, mostram um sorriso do tamanho do mundo e uns "olhitos" que brilham e brilham.
Fotos muito boas.
Esta exposição vai estar patente até ao dia 4 de Setembro.

Publicado por Nuno Teixeira em 05:42 PM | Comentários (1)

agosto 13, 2004

Canção de viagem

"[...] E assim, terei em cada dia renovado
Outros aliados, novas afeições,
Até que, sem pena, de todos os corações
E estrelas, possa ser amigo e convidado".

(Hermann Hess)

Publicado por Nuno Teixeira em 06:02 PM | Comentários (0)

Sugestão de fim-de-semana

A minha sugestão para hoje é que visitem Torre de Moncorvo que está em festa durante este fim-de-semana. Festas da terra em honra da nossa senhora da Assunção.
Recomendo os bons vinhos e pratos da terra. Uma boa posta à mirandeza acompanhada por exemplo com Bons Ares (1997).
Depois visite as magníficas paisagens naturais (algumas delas enquanto a barragem não chega) e parta à descoberta dos mais belos encantos transmontanos.
Divirta-se nos arraiais.
Se tiver tempo dê um saltinho às aldeias típicas ou se quer mais animação dê um salto a Espanha que fica já ali ao lado.

Publicado por Nuno Teixeira em 04:52 PM | Comentários (0)

Boas companhias

Aroma intenso. Profundo.
É elegante e aveludado.
Ainda sinto o paladar cheio e fresco. Sabores de fruta fresca, da cereja e ameixa.
Vestia um vermelho vivo.
Assim é um tinto Bons Ares da região transmontana.
Um excelente vinho para acompanhar (e desculpem a redundância) com boas companhias. Com olhos castanhos brilhantes rodeados de uma pele morena e suave salpicada de sinais. São estrelas nesse universo lindo.
Se me emprestares uma nave espacial eu parto à descoberta da tua galáxia.
Temos de saborear outras... ocasiões esp(a)ciais.

Publicado por Nuno Teixeira em 03:42 PM | Comentários (0)

Converse comigo no msm.

rtmoncorvo@hotmail.com

Publicado por Nuno Teixeira em 01:57 PM | Comentários (0)

...

Que ninguém pense que a felicidade se procura ou se conquiste.
A felicidade é um acaso. Um acaso que depois é preciso agarrar.
A noite passada a felicidade bateu à minha porta. Não entrou. Mas voltará um dia para ficar.
Como são mais belos os novos dias das manhãs do mundo. É bom voltar a sonhar.
Quando dois seres perseguem a paixão consegue ler-se nos seus olhares. É algo imenso.

Publicado por Nuno Teixeira em 10:39 AM | Comentários (1)

agosto 12, 2004

Sem comentários...

Saberás que não te amo e que te amo
pois que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem sua metade de frio.

Amo-te para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Amo-te e não te amo como se tivesse
nas minhas mãos a chave da felicidade
e um incerto destino infeliz.

O meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.

(Pablo Neruda)

Publicado por Nuno Teixeira em 03:50 PM | Comentários (0)

"O livreiro de Cabul"

Comecei a ler o "livreiro de Cabul". Parece-me um bom livro.
É daqueles livros que antes de começarmos a ler, já sabemos à partida que vamos gostar. Não sei se é pelo título.
"O livreiro de Cabul" de Asne Seierstad uma jornalista norueguesa, conta a sua passagem por Cabul logo após a queda do regime. Foi aí que conheceu um homem charmoso que era o livreiro mais importante do seu país e também um patriota desiludido com as sucessivas guerras em que o Afeganistão vive mergulhado.
Dá para conhecer um pouco do tipo de vida de uma família afegã.
É uma edição da Editorial Presença.

Publicado por Nuno Teixeira em 03:25 PM | Comentários (0)

Descodificação de odores

Já tinha lido aquela história impressionante do assassíno do "perfume", mas fiquei chocado quando soube que durante o periodo da guerra fria, na RDA, a polícia recorria ao método da descodificação de odores.
Pensava sinceramente que fosse uma coisa dos livros e do cinema mas pensei que não fosse coisa da vida real.

Publicado por Nuno Teixeira em 01:37 PM | Comentários (0)

agosto 11, 2004

Mas sou quem és!

Mas quem penso que sou eu afinal?
Quem sou eu para exigir dos outros,
a coabitação no meu mundo?

Se és sorriso, porque choras afinal?
Se és muro, barreira forte de betão,
porque se sente a derrocada?

Se penso que sou a fronteira,
Entre o disparate e a sensatez,
Porque retalio contra a minha loucura?

Se te odeiam, se te insultam,
Ou se te apedrejam de altivo,
Porque te sorriem na rua?

E se eu me cruzar comigo na rua?
E se eu me espancar?
E se eu em vez de lutar,
Sorrir e silenciosamente,
Cruzar os braços?

Há muito que sinto que algo me ameaça.
Há muito que me sinto desiludido de lutar.
Há muito que tenho medo de não saber quem sou.

Publicado por Nuno Teixeira em 05:56 PM | Comentários (0)

Novas emoções disfarçadas

Sou o único detentor de um passado que de nada serviu.
Um passado rasgado das páginas do futuro.
Uma mão cheia de palavras feitas em cinza e escorridas contra o céu azul.
É uma espécie de morte anunciada.
Resta inventar novas palavras e disfarçar as emoções.

Publicado por Nuno Teixeira em 04:43 PM | Comentários (0)

Encarcerado

Os meus poemas foram encarcerados.
Foi para isso que serviram.
Não tiveram tempo de se tornar homens,
E de voar livremente.

Os meus poemas não passaram,
De um monólogo.
Não criaram nunca amor,
Apenas expectativas de amizade.

Nunca foram amados,
Nunca foram sentidos por mais de um olhar.
Foram apenas enganados,
Por odores que nunca conheceram amor,
Encarcerados porque dedicados a outro qualquer luar.

Obrigado a deixar de ser quem sou.
Caminhar sem sair do lugar.
Sem palavras novas.
Sem inspiração. Fugiu-me a arte do amor.

Não mais voltará.

Publicado por Nuno Teixeira em 11:19 AM | Comentários (0)

agosto 10, 2004

"O último poema"

"Sonhei tanto contigo,
caminhei tanto contigo, falei tanto,
amei tanto a tua sombra
que já não me resta nada de ti.
Só me resta ser uma sombra entre as sombras,
ser cem vezes mais sombra que a sombra,
se a sombra que virá e voltará a vir
na tua vida ensolarada".

Robert Desnos, in O último Poema

Publicado por Nuno Teixeira em 05:52 PM | Comentários (2)

"Que pena. Éramos uma invenção tão boa"

"[...] Que pena. Éramos uma invenção
Tão boa e amável.
Um aeroplano feito de um homem e de uma mulher.
Com asas e tudo.
Pairávamos ligeiramente por cima da terra.

Até voávamos um pouco".

(Yehuda Amichai)

Publicado por Nuno Teixeira em 03:36 PM | Comentários (0)

O AMEAÇADO

Com raizes em Torre de Moncorvo, poeta do Mundo. Poemas com sangue, com vida própria.
Um excerto de "O ameaçado" de Jorge Luis Borges.

"[...] É o amor com as suas mitologias, com as suas pequenas magias inuteis.
Há uma esquina pela qual não me atrevo a passar.
Já os exércitos me cercam, as hordas.
(Esta habitação é irreal; ela não a viu.)
O nome de uma mulher me denuncia.
Dói-me por todo o corpo uma mulher".

Publicado por Nuno Teixeira em 03:28 PM | Comentários (0)

Os Jornalistas e os sons. A habilidade e a sede de informar. Querer ser primeiro

Ontem alguém dizia na RTP, a propósito das gravações do jornalista do CM, que a ética do jornalista obriga a que pergunte antes se pode gravar a conversa ou a que determinada altura o pode fazer.
Eu pergunto. Com a competição informativa que continua a existir e com a sede que há em notícias, qual será o jornalista, que ainda antes de iniciar uma conversa telefónica não estará a gravar?
É o mais vulgar... nas rádios é o prato do dia. Há sempre o risco de se perder alguma informação de interesse ou uma mera curiosidade.
É assim que o jornalista é "treinado". Não é ético mas acontece.
Mais grave, é fazer "colecção" de sons que deviam ser conversas informais entre fonte e jornalista.
É mais grave os sons desaparecerem de uma redacção.
E no final de contas fica sempre a pergunta da praxe. De quem é a culpa? Do jornalista (porque ainda há liberdade de imprensa e o direito de informar, embora não a todo o custo) ou das fontes que deviam manter o segredo de justiça!?

Publicado por Nuno Teixeira em 10:22 AM | Comentários (0)

agosto 09, 2004

Por paisagens transmontanas

Como invejo o "meu" repórter fotográfico.
Anda de mãos dadas com as serras do meu país e com o "meu" Anjo da guarda.
Que venham essas fotos do mais lindo canto do mundo.
Que venham as palavras ao encontro da arte da imagem.
Que chegue até a ti amigo a arte de criar. Que chegue até vós a arte da competência para amar.
Fico triste sem as imagens que refrescam o meu espaço mas contente por vocês.
Um beijo aos meus "cónós" preferidos e boas férias.

Publicado por Nuno Teixeira em 05:06 PM | Comentários (0)

PORTAS

No que diz respeito ao amor, não é novidade, que nem sempre que pensamos que estamos certos e em sintonia isso se confirma de facto.
A novidade é quando olhamos para trás e constatamos também que o simples facto de em determinada altura não temos estado certos, influenciou outras decisões que tomámos como também erradas.
Confuso? Talvez. Assim como tudo o que diz respeito às relações entre pessoas.
Por isso talvez também seja confuso toda a máquina onde existem várias relações humanas.
E isto tudo para dizer, que afinal, também é possível gostar racionalmente.
Como alguém disse um dia, quando se nos fecha uma porta, por norma abre-se outra. Mas estamos tão obsecados com a primeira que a segunda nos passa completamente desapercebida.

Publicado por Nuno Teixeira em 04:54 PM | Comentários (0)

FELICIDADE

"[...] Existem para cada falante as palavras que lhe são favoritas e as que são estranhas, as preferidas e as evitadas, as quotidianas, mil vezes utilizadas sem nelas recearmos um desgaste, e outras, festivas, que por muito que lhes tenhamos amor, apenas empregamos com grande ponderação e parcimónia, dizêmo-las e escrevêmo-las com a raridade e criteriosa selecção apropriadas ao seu carácter festivo.
Entre estas conta-se, para mim, a palavra "felicidade". É uma das palavras que sempre amei e sempre apreciei escutar. Pode discutir-se e argumentar-se o quanto se quiser acerca do seu significado, que não deixa em todo o caso de designar algo belo, algo bom e desejável [...]."


Hermann Hess

Publicado por Nuno Teixeira em 03:14 PM | Comentários (0)

agosto 06, 2004

Bom...

...não é nada de novo, mas o Sr Chouriço barricou-se por uma causa justa.
É justo.
Abraço

Publicado por Nuno Teixeira em 05:19 PM | Comentários (0)

Paraíso virtual

Há um mensageiro que percorreu uma longa distância.
A mensagem foi entregue. A missão está cumprida.
No longo caminho de regresso muitos recordarão mais o seu esforço que propriamente o objectivo da missão. Principalmente os amigos que avisaram e também as aves agoirentas que se cruzavam no caminho de ida "não vás"
Alguém um dia recordará o paraíso. Não o mensageiro. Porque o tempo tudo apaga. Principalmente os paraísos de onde somos expulsos.
Como diz Cervantes, "se ladram é sinal de que cavalgamos".
Cavalgar sempre.
Estamos de volta ao alívio das luta.
Adeus paraíso virtual.

Publicado por Nuno Teixeira em 01:37 PM | Comentários (0)

Para ti

Para ti que não lês estas linhas só te posso dizer um OBRIGADO daqueles bem cheios.
Obrigado por teres acreditado sempre em mim. Obrigado por a tua mão ter estado sempre presente.
Para sempre a melhor mãe do mundo. Parabéns pelo teu aniversário.
Para ti as palavras serão sempre pequenas porque nunca vão conseguir traduzir a tua importância.
Beijos grandes.

Publicado por Nuno Teixeira em 12:09 PM | Comentários (0)

agosto 05, 2004

Ao chegar ao fim

Como me sinto um pouco saudosista dos ritmos. Ritmos que pautaram a vida. Outra vida.
Sinto-me como o Ricardo dos Bep`s. Saudosa banda do Porto.

Espero que a noite vá,
Já é quase manhã,
E eu aqui deitado,
E o meu olhar. Parado.

Dizes bem quem fui.
Para onde irei.
Só agora compreendo,
Todas aquelas que magoei.

Não.
Nunca eu me senti assim.
Sempre longe e longe de mim.
Faz-me sentir ao chegar,
Ao chegar ao fim.

As falas que eu contive.
As coisas que eu perdi.
As mulheres que eu não tive.
Por amor, sim, por amor a ti...

Nem a um cão da rua,
A gente larga assim,
Minha alma anda nua,
Nos bancos desse jardim.

Adios amigos

Publicado por Nuno Teixeira em 06:51 PM | Comentários (0)

Ainda as viagens

Em vez de uma nave espacial, ao menos que alguém me empreste um Peugeot Brilhante... para percorrer a cidade com brilho

Publicado por Nuno Teixeira em 04:53 PM | Comentários (0)

Paraíso

As palavras podem ser ignorados, nunca os sentimentos.
Julguei ver o paraíso mas de repente o céu ficou negro e as nuvens trouxeram a chuva e as tempestades.
Eis-me ainda assim, no paraíso.

"...paraíso mutilado, mas ainda assim o paraíso"
In éder, rio da morte, Henrique de Campos.

Obrigado Mestre R. Paz à nossa alma.

Publicado por Nuno Teixeira em 04:51 PM | Comentários (0)