julho 31, 2004

Pobreza...

Se hoje o recinto não apresentar uma moldura humana aceitável, acho melhor alguém começar a pedir responsabilidades.
Não podemos continuar a inventar numeros e a mentir às pessoas.
Porque quem vem e vê vergonhas, não volta.
Sinto-me triste... como transmontano e como amigo daquele que fez nascer um dia, um "concurso" numa praça de aldeia.
Só critico porque me sinto amigo para o fazer.
Não deixem tombar, porque se cair não mais se levanta.

Publicado por Nuno Teixeira em 04:32 PM | Comentários (0)

...

Um adeus não se repete. Assume-se.
Não se pode acreditar eternamente no regresso dos tempos felizes.

Publicado por Nuno Teixeira em 04:25 PM | Comentários (0)

Vergonha

Não foi por falta de aviso.
Enquanto se começar a fazer as coisas em cima do joelho nunca mais há progressos.
Os senhores pensadores e produtores dos "eventos" andam a brincar com o povo mas o povo não é nem nunca foi burro.
A seu tempo terão a sua paga...
Raios partam os urbanoides pensadores de euros.

Publicado por Nuno Teixeira em 04:19 PM | Comentários (0)

julho 29, 2004

...

Muito para sentir hoje. Mas nada posso escrever.
Quando não temos nada de bom a dizer é melhor prevalecer o silêncio ou então desabarmos na música.
Mas prefiro o sentir e nada escrever ao não sentir e escrever linhas tortas de desorientação e ambiguidade.
Há dias assim.

Publicado por Nuno Teixeira em 03:03 PM | Comentários (0)

Rodrigo Leão


Na madrugada de Quarta-feira tive a oportunidade de ver mas essencialmente escutar o concerto de Rodrigo Leão gravado ao vivo no Fórum Lisboa dia 30 de Junho.
Só é pena que tenha passado tão tarde na Sic Notícias. Eram quase 4 da manhã quando terminou. Mas valeu a pena.
O álbum cinema é realmente espectacular. Um hino de várias sonoridades que nos transporta para uma banda sonora daqueles filmes que nos enchem de paixão latina. Mais uma fusão feliz entre instrumentos mais clássicos como o violino ou o violoncelo e o eléctrico da guitarra.
Se o objectivo da música é deixar-nos felizes, o álbum cinema é a concretização poética da felicidade. Só é pena que a diversidade de participações que enriquece o disco não seja concretizada em todos os concertos.
Não vou entrar por caminhos de definições musicais ou de exaustivas considerações.
Apenas quero acrescentar que fazer música assim parece simples. Tão simples quanto escutar Rodrigo Leão em qualquer espaço de paixão e em qualquer cenário.
Talvez por isso o nome cinema. As melodias encaixam em qualquer imagem ou tela de fortes paixões.
Na minha opinião, até ao momento, o disco do nacional do ano. Concordam?

Publicado por Nuno Teixeira em 02:57 PM | Comentários (2)

julho 26, 2004

Que me espanta?

Como me espanto com a incoerência!
Ora querem o mar ora querem a terra. Ora querem o absurdo ou escolhem a paz.
Que triste silhueta a de quem vive consoante as aparições.

Publicado por Nuno Teixeira em 12:11 PM | Comentários (0)

Alguém me empresta uma nave espacial?

Se tivesse uma nave espacial pirava-me daqui. Não sei pilotar uma nave espacial, mas se alguém me emprestar alguma, eu piro-me daqui. Quero alcançar a lua com a ponta da minha língua e abraçar as minhas ilusões de criança. Como desejo pirar-me daqui e saborear de novo a inocência de voltar a ser criança a bordo de uma nave espacial em velocidade de cruzeiro. Como seria bom voltar a acreditar que a lua acompanha a nossa viagem. Mas não é só por isso que gostava de me pirar daqui. Não conheço verdadeiramente o brilho das estrelas nem o perfume do espaço.
Conheço a crueldade dos homens no preciso momento da construção do amor terrestre. Conheço a negação através do silêncio. Desconheço a vontade de não fazer amor e a insistência em guarda-lo na algibeira como se de um saco de berlindes se tratasse.
Choro a vulgaridade da minha insistência em perseguir sombras e lugares que afinal só eu os compreendo, só eu os conheço. Por isso também só eu os persiga.
Rigorosamente só. A deambular pelas palavras, construo monólogos. Aparentemente lúcido, sou um louco incurável que acredita na possibilidade de existir amor para além da vida.
Alguém me empreste uma nave espacial por favor. Alguém me dê a oportunidade de me pirar daqui para fora para partilhar a solidão com o silêncio das estrelas. Lá de cima tudo deve parecer bem mais fácil.

Publicado por Nuno Teixeira em 10:13 AM | Comentários (5)

julho 23, 2004

Torga e Paredes no Éter da paixão

Um dia resolvi dar voz e alma às palavras de Torga que cruzei com a guitarra de Carlos Paredes.
Bons tempos. Boas expectativas. Um som para recordar aqui com carinho especial.

Publicado por Nuno Teixeira em 03:18 PM | Comentários (0)

Uma capa negra em cada janela. Passem a mensagem

Estendam as vossas capas negras nas janelas de Coimbra.
Acolham a passagem do mestre da poesia tocada.
Passem a poesia.

Publicado por Nuno Teixeira em 11:48 AM | Comentários (0)

Poesia nos dedos

Sinto através de ti, do toque da poesia acesa que atravessa a recordação de uma calçada antiga, de um coração.
Sinto gritos de euforia embalados pela tua poesia. Sinto um beijo uma pele cada vez que ouço os teus dedos. Sinto a magia. Sinto a melodia de quem me ajudou em noites brancas, nas minhas caminhadas, por outros poemas não cantados, mas suspirados atrávés de ti.
Ainda hoje te sinto. Na poesia rasgadas por toques de seda que ecoam nas capas negras que choram hoje nas janelas da velha cidade.
Passem a mensagem. Não importa quem chorou primeiro. Coloquem uma capa negra nas vossas janelas.
Não é moda. É a paixão velhinha da poesia.
Adeus amigo Paredes.

Publicado por Nuno Teixeira em 11:46 AM | Comentários (0)

CALOU-SE A GUITARRA DE COIMBRA

Calou-se a guitarra .
Carlos Paredes morreu vítima de doença prolongada

A guitarra que várias vezes me serviu de inspiração nas caminhadas. Por entre o amor e até nos tempos do éter.
Carlos Paredes compôs o primeiro tema de referência, "Movimento Perpétuo", quando tinha 11 anos. Estávamos em 1936. Muito depois, em 1958, é preso e levado para Caxias pela PIDE, sob a acusação de pertencer ao Partido Comunista.
A SIC cita hoje um dos companheiros de cela, Severiano Falcão que recorda assim os dias seguidos em que Carlos Paredes percorria a cela, dum lado para o outro, fazendo gestos como se tivesse uma guitarra na mão, enquanto explicava: "Ando a compor música! Por isso é que eles dizem que eu sou maluco!"
Também nos meus verdes anos, Paredes ajudou-me a amar.


Publicado por Nuno Teixeira em 10:22 AM | Comentários (1)

julho 22, 2004

Poetas alegres e esquerdistas moderados

Assim anda a vida triste das rosas.
A velha esquerda poética numa luta desleal contra o novo enfant terrible cá do sítio. O mesmo, que já afirmou que as rosas sempre pertenceram à esquerda moderada.
Já nem o velho pai socialista é visto e achado.
MEDO. MUITO MEDO.

Publicado por Nuno Teixeira em 11:06 PM | Comentários (0)

julho 21, 2004

Para nunca mais sentir...

...é bem melhor dizê-lo a cantar. Solto nas palavras. Solto com a raiva de ter sonhado, deixo apenas sonhar os que ainda podem.

Ornatos Violeta - Chaga

Foi como entrar, foi como arder!
Para ti nem foi viver!
Foi mudar o mundo sem pensar em mim!

Mas o tempo até passou,
e és o que ele me ensinou:
uma chaga p'ra lembrar que há um fim!

Diz sem querer poupar meu corpo:
"Eu já não sei quem te abraçou."
Diz que eu não senti teu corpo sobre o meu!
Quando eu cair eu espero ao menos que olhes para trás!
Diz que nao te afastas de algo que é também teu!

Não vai haver um novo amor,
tao capaz e tao maior,
para mim será melhor assim!
Vê como eu quero e vou tentar,
sem matar o nosso amor,
não achar que o mundo é feito para nós...

Foi como entrar, foi como arder!
Para ti nem foi viver!
Foi mudar o mundo sem pensar em mim!

Mas o tempo até passou,
e és o que ele me ensinou:
uma chaga p'ra lembrar que há um fim!

Uma chaga p'ra lembrar que há um fim...

Ornatos Violeta - Nuvem

Vi do meu quarto a nuvem mãe
Em negra carga a par do fim
Vibrou no vidro até se ouvir
Eu abro a dor de ser quem sou
De tudo amar
Vai pra casa
Esquece a rua
Que eu vi
Hoje o tempo vai mudar

Eu já trinquei a maçã
Deixei-me olhar a fundo
Mas eu acordo a cada dia
Eu abro a dor de ser quem sou
De tudo amar
Vai pra casa
Esquece a rua
Que eu vi
Hoje o tempo vai mudar

Publicado por Nuno Teixeira em 08:18 PM | Comentários (0)

...

São quase 20 horas de uma Quarta-feira de verão.
Muito para sentir. Nada para escrever.
Como invejo quem hoje não sente e também nada escreve. Chegam muito mais longe e são mais valorizados no final.
Puta de vida.

Publicado por Nuno Teixeira em 08:03 PM | Comentários (0)

Jazz latino

Apetece deixar-me levar pelos ritmos quentes da bossa nova e do jazz latino e da voz sensual de Lisa Ekdahl, num fim de tarde junto ao mar, enquanto sorrio e sinto a areia que se move à minha volta. Danço calmamente com o mar.
É lindo! É lindo sentir.

Publicado por Nuno Teixeira em 04:59 PM | Comentários (0)

Considerações sobre mediáticos


Estamos a caminhar para a chamada política espectáculo enquanto mediatização de personagens e também das próprias “medidas políticas”
Pacheco Pereira dizia aqui há dias, que um bom líder para ganhar eleições não é por norma um bom primeiro-ministro. Pois aqui estamos nós perante tempos de difíceis escolhas, entre votar ou não votar, entre lutar ou baixar os braços.
Já aqui tinha escrito sobre como seriam os debates políticos a partir deste momento, o que vem de facto a confirmar-se com a eleição mais que certa de José Sócrates para liderar os combates da oposição. Entregues ao destino de ver em directo um autêntico show de luta de galos emproados e mediáticos com a concordância da comunicação social, que embora não esteja isenta de culpas, não poderá passar ao lado do espectáculo degradante a que vamos assistir.
E tomando como exemplo esse rumo da comunicação social, lembro a este propósito a intervenção de uma jornalista de uma rádio com responsabilidades acrescidas no nosso país aquando do anúncio público da candidatura a secretário-geral do PS por parte de José Sócrates. Foi durante aquele período de “compasso de espera”, quando o jornalista tem de encher a antena, que a senhora em causa referiu: “e prepara-se para falar José Sócrates com um fato e gravata azul”. Se rádio é som, aí está um belo exemplar. É caso para dizer, ligue à figura, ligue à moda, ligue à rádio.
Depois desta nota curiosa e voltando ao panorama problemático de eleições por rostos simpáticos e comunicativos, há duas consequências que me assustam.
Uma que é óbvia e que tem a ver com o facto de a política enquanto actividade nobre para servir as pessoas dê lugar a um populismo apoiado na comunicação social que temos.
Uma outra consequência tem a ver com uma ligeira subida de pequenos partidos radicais, que a meu ver se vai verificar. E isto porque algumas pessoas desiludidas com as actuais posições dos dois maiores partidos portugueses procurarão no espectro político português alternativas que julgam mais “combativas”. E como a história já o confirmou um pouco por esse mundo fora e nos mais variados contextos históricos, em alturas de crises socais e políticas regista-se um maior apoio popular do eleitorado que não se revê nas políticas seguidas pelos maiores partidos, em partidos situados radicalmente à esquerda ou à direita. É portanto de prever no nosso país um maior apoio popular ao Bloco de Esquerda tendo em conta que toda a direita se encontra no poder.
Para concluir, há um vazio de ideias na nova geração de políticos. Cito novamente JPP quando afirma que alguns pensam ganhar eleições "com a cara e com o corpo".

Publicado por Nuno Teixeira em 04:19 PM | Comentários (0)

julho 20, 2004

SITIADOS

Quem não se lembra do fenómeno Sitiados? A banda liderada pela energia de João Aguardela e a sensual genica de Sandra Baptista.
Foram sem dúvida, na minha opinião, um fenómeno que marcou a música portuguesa.
Hoje merecem a minha homenagem porque ontem dei por mim a ouvir o albúm "E agora".
Uma boa viagem no tempo. Boas recordações de concertos de verão entre o rock e o popular. Os Pogues à boa maneira portuguesa.
Como referiu um dia um dos elementos da banda, «Penso que fizemos uma coisa semelhante ao Conjunto António Mafra. Costumo dizer que ele é o avô, o Sérgio Godinho o pai e os Sitiados os filhos.»
Aqui fica uma letra de amor à boa maneira popular. Aliás, assim devia ser a definição de amor. Alegre, popular. A simplicidade.

O amor é um bicho,
Que nos come a solidão.
O amor é uma flor,
Que canta uma canção.

O amor é uma casa,
Onde nunca estamos sós.
O amor é um bicho,
E eu cá sou uma nós.

O amor. O amor. O amor.
O amor, o amor somos nós.

O amor é um barco,
Que nunca vai afundar.
O amor é um avião,
Que nunca vai aterrar.

O amor é um disco,
Que não pára de girar de girar.
O amor é um livro,
Que nunca vai acabar.

O amor é uma janela,
Que só dá para o coração.
O amor é um telheiro,
Que nos protege da monção.

O amor é um guarda-chuva,
Onde cabe sempre mais um e mais um.
O amor não é dinheiro,
Não precisa de nenhum.
(SITIADOS)

Publicado por Nuno Teixeira em 04:25 PM | Comentários (0)

Ainda o Baixo Sabor

Em democracias modernas costuma assistir-se a uma convergência entre as maiores forças partidárias para medidas de fundo nos seus países.
No nosso país a convergência política só existe nas chamadas medidas eleitoralistas em que ninguém quer perder a oportunidade de perder o sentido do assento do poder.
Em questões mais complexas, em que as populações mais envelhecidas não percebem muito bem o contexto de certos parâmetros que actualmente regem a sociedade em várias vertentes, como sejam a integração europeia e os novos rumos que a economia nacional tem de seguir, dependendo esta de factores internacionais, os maiores partidos portugueses convergem esforços para o voto fácil quando deviam fazê-lo com o intuito de informar e esclarecer.
Tomo como exemplo a construção da barragem do baixo sabor. Os líderes partidários e as diversas autarquias da região (seja qual for a sua orientação política) apoiam em total consenso a realização desta obra.
Hoje as populações do país esquecido ainda procuram outras condições de vida que não aquelas a que foram destinadas pelos políticos de Lisboa e por alguns autarcas gastadores e saltadores de trampolim. As populações ainda olham para a construção de uma barragem como a salvação das suas vidas. São os engenheiros e os trabalhadores que chegam de novo, que significa um aumento considerável de população (estamos a falar de terras afligidas pelo fenómeno da desertificação) e logo de um eventual acréscimo de negócios na restauração, comércio e serviços. Ideia mais errada.
A construção de mega barragens é ainda vista como o grande avanço da modernidade e de desenvolvimento tecnológico mas na verdade é apenas uma medida pouco compensatória tendo em conta os custos ambientais que provoca.
E o Baixo Sabor não foge à regra. A destruição de habitats naturais, o desaparecimento de espécies, em particular as migradoras. Ainda a ter conta as alterações climáticas que uma barragem pode provocar e as devidas consequências que daí resultam.
A conclusão é que alguns autarcas artistas pretendem salvar a época, outros pretendem juntar mais um troféu de betão ao espólio de obra feita e as oposições políticas abrem o olho à cadeira apetecida do poder. Para algumas concelhias partidárias, é também uma forma de não mostrar o podre e a inércia em que estão mergulhadas.
E o povo, esse continua a ver partir os filhos da terra para outras paragens à procura de uma vida e de um sonho que a barragem não pode concretizar.
Eu espero não ver nenhum autarca ou político a apostar na barragem como a salvação. Que olhem à sua volta e vejam que cada vez há menos gente e a que fica está cada vez mais envelhecida.
Que se preocupem em tomar medidas que levem à fixação da população. De que nos valem algumas megalomanias de betão se qualquer dia não há ninguém que possa usufruir dessas obras!?
Bem sei que o poder central se esquece constantemente do interior do país mas é preciso pressão e não jogos políticos de concórdia que no final valem apenas votos.
Como disse Michael Moore. "Shame on you. Shame on you".


Publicado por Nuno Teixeira em 01:05 PM | Comentários (15)

julho 19, 2004

ESPELHO MEU...

Escrevi hoje no espelho lá de casa. “Todas as manhãs serão diferentes, porque acordar não é um simples estalar de dedos mas é o primeiro passo para começar outra caminhada”.
Podemos sempre dizer não quando já não há sim.

Publicado por Nuno Teixeira em 11:46 AM | Comentários (2)

julho 16, 2004

FEBRE DO EURO

A febre do euro 2004 ainda não passou e a prova disso mesmo está na exposição que vai ser inaugurada no próximo Domingo em Torre de Moncorvo pelas 16 horas no Museu do Ferro.
São algumas fotos que abordam a temática e a festa do euro 2004 sob o olhar atento do grande amigo Orlando Mesquita. Uma excelente oportunidade de apreciar as fotos do amigo moncorvense.
Orlando Mesquita já afirmou que se sente orgulhoso da vossa presença. Façam o rapaz corar e apareçam.
Para quem não conhece, aproveite também para visitar o Museu do Ferro. Aproveio para mandar um grande abraço ao Nelson Rebanda que também continua a lutar.
Moncorvo somos nós. Não são as demagogias apuradas de quem dorme com o protagonismo debaixo da almofoda.

Publicado por Nuno Teixeira em 10:41 AM | Comentários (0)

julho 15, 2004

MULHERE(S)

Há mulheres e mulheres. Como dizia um amigo da Bolivia em relação às mulheres. "As mulheres na cama são todas iguais, uma faz mais aquilo e outra mais aquilo... mas fora da cama é que se vê uma mulher".
Existem mulheres. Mas há sempre UMA mulher.
A música de Martinho da Vila é o reflexo disso mesmo, embora eu ache que a música acabou por se "banalizar" com más utilizações.

Martinho da Vila
Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei
Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz
Mulheres cabeças e desequilibradas
Mulheres confusas de guerra e de paz
Mas nenhuma delas me fez tão feliz como você me faz
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim

Publicado por Nuno Teixeira em 05:37 PM | Comentários (0)

julho 14, 2004

Cavaleiro andante

Infindáveis músicas de momentos eternos. Quantas são as músicas? Quantos foram os momentos? Onde, como e porque se perderam?

Cavaleiro andante

Porque sou o cavaleiro andante
Que mora no teu livro de aventuras
Podes vir chorar no meu peito
As mágoas e as desventuras

Sempre que o vento te ralhe
E a chuva de maio te molhe
Sempre que o teu barco encalhe
E a vida passe e não te olhe

Porque sou o cavaleiro andante
Que o teu velho medo inventou
Podes vir chorar no meu peito
Pois sabes sempre onde estou

Sempre que a rádio diga
Que a América roubou a lua
Ou que um louco te persiga
E te chame nomes na rua

Porque sou o que chega e conta
Mentiras que te fazem feliz
E tu vibras com histórias
De viagens que eu nunca fiz

Podes vir chorar no meu peito
Longe de tudo o que é mau
Que eu vou estar sempre ao teu lado
No meu cavalo de pau

(Carlos Tê)

Publicado por Nuno Teixeira em 10:00 PM | Comentários (0)

Bandeiras esquecidas?

Já lá vão quase duas semanas depois do final do Euro 2004 e as bandeiras nacionais continuam em muitas das janelas e varandas deste país.
Claro que isto deve ser qualquer dia, motivo de reportagem da Tvi (se é que ainda não o foi), é sempre bom ter qualquer coisa para, como se costuma dizer, "encher chouriço", embora estejamos a chegar à Silly Season que também já não é o que era. Nesta altura os editores já procuram a fumaça de verão nas serras ou a chapa amolada e a desgraça alheia nas estradas portuguesas. Mas não é sobre isto que eu quero escrever.
Não tenho nada contra a campanha da bandeira estimulada pelo Sr Scolari. Eu pessoalmente não coloquei nenhuma bandeira na janela ou varanda de minha casa.
Aqui há dias ouvi alguém dizer que os portugueses se encontraram de novo com o seu país e com a sua bandeira. Pois claro. Nem podia ser outra coisa... os portugueses até têm muitos motivos para andarem contentes.
Mas começo a entender este sentido patriótico da presença prolongada da bandeira nacional como o sindroma da árvore de natal fora de tempo. Alguns pinheiros de natal são esquecidos durante algum tempo.
Estão a perceber-me? Desculpem ser tão frio mas a mim é o que me parece e acreditem que não há ninguém mais patriota do que eu.
Algumas das bandeiras já começaram a perder as cores originais e qualquer dia vamos poder observar algumas que serão mais parecidas com bandeiras holandesas ou brasileiras, se é que me estão a perceber.

Publicado por Nuno Teixeira em 03:29 PM | Comentários (0)

"Deus é o único equívoco que eu não posso perdoar à humanidade"
(MARQUÊS DE SADE)

Publicado por Nuno Teixeira em 03:05 PM | Comentários (0)

julho 13, 2004

SÓCRATES

Não há avanço de António Vitorino para ocupar o lugar deixado vago por Ferro Rodrigues. Prevê-se o avanço de José Sócrates para o lugar de secretário-geral do PS.
Em 2006, prevê-se também uma luta interessante nas eleições legislativas.
Há algumas semelhanças (óbvias) entre Sócrates e Santana.

Publicado por Nuno Teixeira em 05:17 PM | Comentários (0)


(Foto: António Nunes)

Vejo o sol desaparecer no horizonte.
Leva-me de regresso a casa, leva-me ao encontro do teu sorriso. Quero perseguir o mesmo sol que brilha nos cabelos que soltas belos, por entre os saudosos dias em que apenas vejo e sinto a recordação da tua presença.
Que dias estes de fortes recordações, onde procuro, ao longe o sol e um sopro de coração que não se esquece.
Afasto-me da paisagem mas não esqueço o sol nem a leve brisa, nem as palavras que te dedicarei sempre.

Publicado por Nuno Teixeira em 01:48 PM | Comentários (0)

julho 12, 2004

O amor é...?

De entre as inúmeras definições de amor...

“O que é o amor senão um puro jogo de enganos”.
(Balzac)

"O amor é a mais forte das paixões, porque ataca simultaneamente a cabeça e os sentidos".
(Voltaire)

"É bem pobre o amor que faz calculos".
(SHAKESPEARE)

Publicado por Nuno Teixeira em 04:39 PM | Comentários (2)

A decisão presidencial.

À primeira vista, até parece que a decisão do Sr Presidente da República apanhou toda a gente de surpresa. Não se trata de uma teoria da conspiração mas se tivermos um pouco de atenção esta acaba por ser uma decisão acertada e a seu tempo, aceite por todos.
Nestas duas semanas assistiu-se a uma dança política no mínimo caricata.
A demissão do Dr Ferro Rodrigues, em consequência da decisão do Sr Presidente da República (deixem-me rir), faz-me lembrar aquele anúncio de uma água com gás. Eu lembro uma versão contextualizada. “Dizem que a decisão do Presidente da República só serve para curar a má disposição. Vamos fazer uma experiência (e o Dr Sampaio convocava eleições antecipadas). Estou igual. Ai que estou que nem posso”.
O que posso dizer!? Querem dizer-me que a liderança do Dr Ferro Rodrigues enquanto secretário-geral do PS, não era uma liderança com os dias contados?
Mais. Querem dizer-me que enquanto membros da comunidade europeia, os dois maiores partidos políticos (PSD e PS), não têm de seguir a mesma orientação política?
Mais. Não sei porque toda a gente se queixa das políticas deste governo, porque se trata de um governo de direita (vamos falar de direita e esquerda…). Porque se trata exactamente disso. Um governo de direita. Faz um bocado de sentido interrogar-nos sobre as políticas socialistas adoptadas no governo Socialista. Quais foram? O rendimento mínimo?
A verdade é que o lugar do Dr Ferro Rodrigues, há muito que estava ameaçado, dentro do próprio Partido Socialista mas parece que de repente toda a gente se esqueceu disso.
Parece que toda a gente esqueceu o estado adormecido em que se encontrava o PS!
O Dr. Ferro Rodrigues sai na minha opinião pela porta grande porque aguentou uma fase ingrata do PS. Ninguém se lembra mais do Dr Fernando Nogueira em condições políticas (internas) mais ou menos semelhantes porque também avançou quando ninguém do PSD queria avançar.
A decisão do Dr Jorge Sampaio foi a mais acertada. Revela serenidade política. Revela sentido de estado, ainda por cima tendo em conta o passado político do Dr Jorge Sampaio, que ele próprio teve a preocupação de referir bem como a vigilância atenta que o Sr Presidente prometeu fazer aos dois anos de mandato desta coligação.
Um discurso que revela sinceramente um grande sentido estadista. Porque a política é de facto, uma actividade nobre.
A decisão só pecou tendo em conta os intervenientes. Mantenha-se atento Dr Sampaio e mantenha-se na corrida do melhor presidente da república deste país.
Que se mantenham também atentos os maiores partidos políticos. À esquerda e à direita. Há partidos radicais a subir nas intenções de voto do eleitorado. Um deles já consegui atingir o poder.
Para o bem da democracia (que não está em perigo como faziam querer as opiniões de certas pessoas com a mania da teoria do caos), que se ouça a voz do povo. Que não se faça propaganda ao radicalismo.
Cuidado com os efeitos secundários deste governo, Sr Presidente.
Em 2006 o povo vai escolher. A democracia é isto.

Publicado por Nuno Teixeira em 12:03 PM | Comentários (0)

julho 09, 2004

Rio de pedra


(Foto: António Nunes)

"Senta-te aqui ao pé de mim e olha de frente o rio. Não era bem este local que eu procurava mas estamos bem aqui. Esquece o que se passou"

Serenos. Unidos por um olhar ali ficaram breves instantes ao romper do dia.
De poucas falas foram aproveitando o silêncio para cruzar olhares e aproveitar a calma do velho rio.
Não guerrearam nessa madrugada.
Não a repetiram. Talvez o rio tenha levado para longe o que restava numa das almas.
Estupidamente só, continuo à procura do que perdi e nem o velho rio me dá respostas.

Publicado por Nuno Teixeira em 02:36 PM | Comentários (0)

"LUA, LUA..."


(Foto: António Nunes)

Se a lua esteve perto e se iluminou os meus passos, então traiu o mais belo dos sentimentos.
As sombras que vês na noite são os movimentos de um homem que todas as noites volta ao mesmo lugar para recordar outras luas que passámos entre olhares apaixonados.
Temos a mesma maneira de caminhar com a lua, isso não o podes negar.
Procura-me nos passos que dou na calçada enrola-me de novo na tua pele branca e suave.
Talvez voltaremos ao velho rio. Talvez choremos, talvez sorrimos toda a noite.

Moonlightshadown - Mike Oldfield
"The last that ever she saw him, carried away by a moonlightshadown,
He passed on worried and warning, carried away by a moonlightshadown,
Lost in the riddle last Saturday night, far away on the otherside,
he was caught in the middle of a desperate fight, and shecouldn't find how to push through.

Verse 2

The trees that whisper in the evening, carried away by amoonlight shadown,
Sing the song of sorrow and grieving, carried away by a moonlightshadown,
All she saw was a silhouette of a gun, far away on the otherside,
He was shot six times by a man on the run, and she couldn't findhow to push through.


Four a.m. in the morning, carried away by a moonlight shadown,
I watched your vision forming, carried away by a moonlightshadown,
Star was glowin' in a silvery night, far away on the other side,
Will you come to talk to me this night, but she couldn't find howto push through.


I stay, I pray, I see you in heaven far away,
I stay, I pray, I see you in heaven one day"


Publicado por Nuno Teixeira em 11:31 AM | Comentários (0)

"16 anos da TSF"

É bem verdade que 16 anos não cabem em 18 minutos.
O cd editado este ano pela TSF, por altura do 16 aniversário é qualquer coisa que nos faz arrepiar.
É daquelas coisas que quanto mais ouvimos, mais gostamos de ouvir. Ainda hoje tenho de ouvi-lo com alguma frequência.
"...vamos ao fim da rua. Ao fim do mundo".
É mesmo a "paixão da rádio".

Publicado por Nuno Teixeira em 10:32 AM | Comentários (1)

julho 08, 2004

"VIOLÊNCIAS MACHISTAS"

É o nome do artigo publicado na edição portuguesa do mês de Julho, do Le Monde Diplomatique por Ignacio Ramonet.
Ramonet começa por escrever, "Passam-se estas coisas na Europa".
A verdade é que em pleno século XXI continuamos a assistir na velha Europa, bastião da cultura mundial, a brutalidades típicas do terceiro mundo.
Apoiado em alguns estudos europeus, Ramonet escreve sobre a violência doméstica na europa, mais concretamente a violência exercida contra as mulheres pelo parceiro íntimo.
Na Europa dos 15 (antes do alargamento), morrem mais de 600 mulheres em consequência de brutalidades que ocorrem no seio familiar.
Um artigo a não perder, porque além da questão da violência, são ainda analisados alguns números representativos da mulher na sociedade actual, como por exemplo no campo da medicina.

Publicado por Nuno Teixeira em 12:09 PM | Comentários (1)

"Que pobreza..."

Os órgãos de comunicação social regionais estão a cair no marasmo.

Publicado por Nuno Teixeira em 10:50 AM | Comentários (1)

julho 07, 2004

Um novo oásis de palavras

"Regressa à nossa ilha, inda se podes. Vamos
viver, de novo, o sonho do oásis aberto.
- Para cada manhã de bruma há sempre um Encoberto
e, em cada primavera, reflorescem os ramos."

(Daniel Filipe)

Publicado por Nuno Teixeira em 05:55 PM | Comentários (0)

Dás-me o céu mais uma vez?


(Foto: António Nunes)

"Se de repente te abraçasse e me quisesses outra vez..." (Fausto) então o céu vibraria de novo com novos instantes felizes.
Seria eu, tu e uma nova brisa de emoções que só nós conseguimos descobrir entre cada segmento do tempo em que nos tocamos.
Um abraço não se perde com o tempo, continua a ser invocado no alto das serras do meu país. Assim como o teu nome.
E no final de tudo, o melhor. O melhor era mesmo rir contigo.
Como não se pode ter saudades?

Publicado por Nuno Teixeira em 04:47 PM | Comentários (0)

julho 06, 2004

A Woman Of The World

Divine Comedy

A Woman Of The World (Casanova)

When she was just a girl she became a woman of the world
Soon there wasn't room enough for her
in between the bosoms of her family
She popped the cork, got on the Greyhound to New
York
Small-talked her way round just the sort
of playboys' playground she'd once dreamed about

Maybe I love her, but I'm jealous of her
She's a woman of the world

She's a fake sure but she's a real fake
On the make making up for lost time
Just you wait hey, give the girl a break
And a fifty dollar bill will see to that
That ain't enough to feed the cat
Serve up the rats and super rats
Well they just get fatter while she fades away

Maybe I love her 'cause I'm jealous of her
She's a woman of the world
Maybe I hate her 'cause I didn't create her
It's human nature girl
Maybe I'll suffer just to be her lover
just to be part of her world
Maybe I need her, because I want to be her
baby can I be your girl?
Maybe I'll kill her, just trying to thrill her
if she don't kill me first

We're making eye-contact
Oh those hypnotic eyes attract such philanthropic flies
That's that, you cannot stop it so why the devil do you try?

Publicado por Nuno Teixeira em 04:55 PM | Comentários (0)

Bandas confirmadas no Festival

Orishas e Spiritualized são para já, dois nomes confimados para a edição deste ano do Carviçais Rock em Trás-os-Montes entre os dias 30 de Julho e 1 de Agosto.
Duas boas apostas para o cartaz deste ano, até porque ambos os nomes já recolhem uma apreciável legião de fãs em terras lusitanas.
A título de curiosidade, Spiritualized vão também marcar presença no mais importante festival espanhol de Verão, Benicassim, que este ano festeja o 10º aniversário.
Hip-hop cubano e psicadelismo fazem para já as honras do maior festival de rock transmontano.
Espero poder lá estar.

Outras bandas já confirmadas:
- Clã
- Mão Morta

O Dom Quixote sabe também que a organização está a pensar em dedicar o último dia para bandas de metal embora ainda não esteja confirmada esta informação.

Publicado por Nuno Teixeira em 02:42 PM | Comentários (2)

PAZ

Eu não tenho paz. Vivo com o rosto escurecido de pinturas de guerra. Mas essa é outra guerra.
Procuro a paz. Mas outra paz. Se não me serenaste com um beijo, porque me procuras sem me entregar a paz, já que aqui não sou o amor que procuras?

Publicado por Nuno Teixeira em 01:13 PM | Comentários (2)

AOS QUE TOMBAM

Vão tombando os ladrões de luar.
Só tenho pena do éter que nenhuma culpa tem dos imbecis que a tomaram de assalto.
A guerra ainda nem sequer começou e já vou rindo. Pergunto a mim mesmo.
Por onde andará a pose de artista que se pavoneava pela cidade?
É a vida.

Publicado por Nuno Teixeira em 11:39 AM | Comentários (0)

julho 05, 2004

Dás-me lume?

Se alguém houvesse que ao chegar fosse despertando "um sem mais nada", um crescendo de multiplas coisas que se conjugam enquanto se cruzam dois olhares, então isso é algo em que mergulhamos. E ninguém se lembra de como tudo aconteceu.
Aconteceu simplesmente. Por entre noites que em si nada prometem a não ser aquele olhar que interrompe qualquer dança, conversa, discursão ou simplesmente a solidão.
É o que Palma consegue descrever de forma fenomenal. Mas como nada é perfeito neste mundo, faltaria mais um verso na música. Porque a vida nem sempre é uma canção de amor.

Dá-me Lume

Chegaste com três vinténs
E o ar de quem não tem
Muito mais a perder
O vinho não era bom
A banda não tinha tom
Mas tu fizeste a noite apetecer
Mandaste a minha solidão embora
Iluminaste o pavilhão da aurora
Com o teu passo inseguro
E o paraíso no teu olhar

Eu fiquei louco por ti
Logo rejuvenesci
Não podia falhar
Dispondo a meu favor
Da eloquência do amor
Ali mesmo à mão de semear
Mostrei-te a origem do bem e o reverso
Provei-te que o que conta no universo
É esse passo inseguro
E o paraíso no teu olhar

Dá-me lume, dá-me lume
Deixa o teu fogo envolver-me
Até a música acabar
Dá-me lume, não deixes o frio entrar
Faz os teus braços fechar-me as asas
Há tanto tempo a acenar

Eu tinha o espírito aberto
Às vezes andei perto
Da essência do amor
Porém no meio dos colchões
No meio dos trambolhões
A situação era cada vez pior
Tu despertaste em mim um ser mais leve
E eu sei que essencialmente isso se deve
A esse passo inseguro
E ao paraíso no teu olhar

Dá-me lume, dá-me lume
Deixa o teu fogo envolver-me
Até a música acabar
Dá-me lume, não deixes o frio entrar
Faz os teus braços fechar-me as asas
Há tanto tempo a acenar

Se eu fosse compositor
Compunha em teu louvor
Um hino triunfal
Se eu fosse crítico de arte
Havia de declarar-te
Obra-prima à escala mundial
Mas eu não passo dum homem vulgar
Que tem a sorte de saborear
Esse teu passo inseguro
E o paraíso no teu olhar
Esse teu passo inseguro
E o paraíso no teu olhar

Publicado por Nuno Teixeira em 10:46 PM | Comentários (0)

O TEMPO FUGIU...

...com a promessa de um não anunciado.
Lembro-me dos beijos negados e dos beijos sacrificados.
Não eram os meus lábios que deviam estar ali, naquela noite. Os teus pensamentos voavam para longe.
Tudo se perde mas nem tudo se esquece por entre a clara, escorregadia e sábia palavra. Porque as palavras não amam, não odeiam. Fogem. Fogem dos sentimentos quando não os embalam.

Publicado por Nuno Teixeira em 09:44 PM | Comentários (0)

A LUA ESTEVE PERTO


(Foto: António Nunes)

Aqui. Fomos muito mais felizes. A lua estava mais perto e havia cumplicidade em vários olhares.
Quem nos manda iluminar a vida de quem depois nos foge? Quem nos manda dedicar a lua a quem não a merece?
Hoje a lua é tão e só, um candeeiro de rua, testemunha da maior paixão inventada nas calçadas de uma rua e suspirada nos trambolhões entre lençois.

Publicado por Nuno Teixeira em 03:34 PM | Comentários (0)

julho 02, 2004

Duas sugestões de fim-de-semana

FURA DELS BAUS
A companhia catalã La Fura Dels Baus celebra 25 anos de carreira.
O navio NAUMON é o palco onde se realizam sete acções inscritas genuinamente na linguagem furera.
O público vai flutuar no navio e sem pisar terra firme pode sentir-se rodeado e perseguido pelo espectáculo desta companhia catalã.
O publico poderá assim escolher se desce ao porão que representa o inferno ou sobe ao convés, que representa o céu.

Um espectáculo a não perder nos dias 2, 3 e 4 de Julho no navio NAVIO NAUMON no Cais Comercial da Figueira da Foz.

Entrada: 35,00€

A segunda sugestão mas que é prioritária:
FAÇAM O FAVOR DE SER FELIZES.
UM ABRAÇO DO DOM QUIXOTE.

Publicado por Nuno Teixeira em 05:19 PM | Comentários (6)

CÃES DE GUARDA

Ainda bem para alguns, que a selecção nacional de futebol chegou à final.
É uma boa altura para "fazer passar" outras notícias.
Que diria Halimi deste circo!?
E VIVA PORTUGAL.

Publicado por Nuno Teixeira em 03:59 PM | Comentários (0)

DESENCONTROS

Uma mulher. Uma lágrima encoberta pela vaidade.
Uma mulher e uma noite escura. Uma almofada de lágrimas e uma recordação.
Uma mulher e um amor antigo que agora não a deixa amar um outro homem que a ama.
Um homem. Um outro homem e uma lágrima que se derrama. Um Homem que ama a mesma mulher que não pode amar.
Desencontrados no amor. De costas voltadas. Ambos amam a vontade de amar.
Ambos sentem a ansiedade de um encontro. Apenas um não disfarça quem ama.

Publicado por Nuno Teixeira em 11:59 AM | Comentários (0)

Novo CICLO político?

O que sabemos?
Sabemos que é bom para o país termos um português a dirigir os destinos da união europeia, principalmente numa fase crítica em que a Europa se alargou a leste, em que existe ainda uma certa divisão política causada pela guerra no Iraque e também pela aprovação da constituição europeia.
Sabemos desde ontem (mais ou menos), que o Dr Santana Lopes é o próximo presidente do PSD o que resulta que temos um novo primeiro-ministro e um novo corpo de ministros. Não sabemos quem é o novo ministro das finanças.
Sabemos que o Dr Santana Lopes não deve concorrer às próximas eleições presidenciais o que deixa antever uma clara candidatura do Prof. Cavaco Silva.
Ganha-se provavelmente uma política mais populista e demagógica.
Desconfio que apesar da boa relação que existe entre o Dr Portas e Dr Santana penso que a coligação pode ter os dias contados em 2006.
Sinceramente, acho que vamos entrar numa fase política (se já não tinhamos entrado só que agora mais acentuada), de favores e de "ascensão fácil".
Mais tristes serão os debates políticos. Acho que vamos assistir a sucessivas lutas políticas na lama.
Volte Prof. Cavaco.

Publicado por Nuno Teixeira em 10:58 AM | Comentários (2)

julho 01, 2004

Ecos

(foto: António Nunes)

Ecos. Ecos que não chegam até ti, nunca chegaram.
Do alto da minha serra ainda grito o teu nome.
Não chega o grito que ecoa para lá das serras do meu país.
Não foram suficientes os gritos de amor e os abraços que esqueceste.
Não chegou o silêncio de uma noite passada a inventar cumplicidade.
Do alto da minha serra ainda grito o teu nome.
Em vão.

Publicado por Nuno Teixeira em 02:41 PM | Comentários (1)

SEMPRE

Sempre o mesmo dia encalhado repetidamente no avanço da conquista, que se queria pura e cristalina.
Sempre o mesmo abraço virtual por entre palavras sempre verdadeiras.
Sempre o mesmo amor. Sempre os teus olhos verdes, sempre o teu cabelo, sempre a tua pele... sempre.
Sempre um sorriso que não vejo. Sempre tenho saudades, porque não te vejo, porque não te encontro, porque não sei de ti e não sei como te encontrar.
Ma sempre.
Sempre tu.

Publicado por Nuno Teixeira em 12:04 PM | Comentários (0)