maio 31, 2004

OS SONS DOS MEUS 15 ANOS DE RADIO

Aqui ficam mais alguns sons que fizeram a minha história na rádio.
Alguns indicativos e também algumas peças de informação.
Conto ainda durante esta semana, apresentar o resto das faixas que fazem parte de um cd que está a ser distribuído aos amigos mais intimos.
E porque de intimidade e de cumplicidade, é feita a minha relação com o éter, algumas das minhas memórias mais pessoais, também aqui estarão presentes.
E para vocês, meus amigos do éter da velha Torre, aqui vai novidade... consegui passar a novela de terror de cassete para mp3... uau!!!
Melhor só mesmo os artigos da Tv shop, que ninguém sabe para que porra aquilo serve!!!
Mas ainda esta semana, terei o prazer de partilhar com todos vocês as minhas memórias "sonoras"

Publicado por Nuno Teixeira em 04:38 PM | Comentários (0)

maio 28, 2004

De Turbo Junkie a Plaza

Há quem considere o album dos irmãos Praça, agora integrados no projecto Plaza, como o o melhor álbum pop/electrónica do ano, Simão Praça classifica-o ainda de «psicadélico» e «psicotrópico.
Eu penso que por vezes mais vale é estarmos quietos. De Junkie a um pop-disco, não se percebe! Claro que as bandas não podem andar sempre "por cima", mas não se percebe que se mude tão radicalmente em termos de estilo musical.
Deixou-se o ambiente esotérico e tribal para se optar por um degradante visual de unhas pintadas e fatiotas "POPéticas".
Acho que bateu no fundo. Quando se deixa de ter sucesso, podemos sempre optar por outros caminhos que não nos desviem demasiado do nosso objectivo. Isso é quase o mesmo que renunciar às origens, a não ser que estas nunca tenham sido para levar demasiadamente a sério.
As modas não ditam rumos.

Publicado por Nuno Teixeira em 05:11 PM | Comentários (3)

UMA DAS MELHORES LETRAS DE AMOR

Problema de Expressão - Clã

Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.

Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.

E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.

Publicado por Nuno Teixeira em 04:58 PM | Comentários (1)

AINDA ORNATOS

Das melhores dos Ornatos.

Nuvem

"Vi do meu quarto a nuvem mãe,
em negra carga a par do fim.
vibrou no vidro até se ouvir:
eu abro a dor de ser quem sou,
de tudo amar!'
vai pra casa,
esquece a rua
que eu vi!
hoje o tempo vai mudar...


eu já trinquei a maçã,
deixei-me olhar a fundo...
mas eu acordo a cada dia!
eu abro a dor de ser quem sou,
de tudo amar!
vai pra casa,
esquece a rua
que eu vi!
hoje o tempo vai mudar..."

ORNATOS VIOLETA

Publicado por Nuno Teixeira em 12:32 PM | Comentários (0)

maio 27, 2004

CONSIDERAÇÕES SOBRE O ESTADO ACTUAL DA COMUNICAÇÃO SOCIAL 2

Mais intimas reflexões...

Não se percebe, com tantos congressos, colóquios, seminários que se realizam de norte a sul do país, que ainda hoje se deite conversa fora e que nada se decida quanto aos direitos dos jornalistas.
Há quem diga que algumas rádios locais e regionais, saõ autênticas aldeias gaulesas e que resistem à treta da globalização. Não pode! Não pode. Há gente que hoje em dia gere(?) algumas rádios de uma forma imbecil.
Ouvem-se coisas escabrosas. Rádios sem fio de programação, de serviços informativos (quando os há e se lhe podemos chamar informação), de qualidade duvidosa.
Os teóricos dos congressos conhecem muito pouco do panorama actual dos órgãos de informação regional ou tapam os olhos e não querem ver!?
Hoje em dia qualquer "zé dos anzois" chega a uma rádio, põe e dispõe sem perceber patavina. As rubricas dos zés das couves, a mania de imitar o sensacionalismo, ou seja, imita-se o pior que há nos grandes órgãos de comunicação social deste país.
Em vez dos teóricos passarem horas a discutir o sexo dos anjos e a bater naquele assunto que fica bem a qualquer um discutir, a ética, que discutam de forma séria uma maneira proteger os jornalistas contra a exploração laboral. Que se discutam formas de combater aqueles que se aproveitam dos jovens estagiários. Que se investigue as empresas de comunicação social que não cumprem as suas obrigações fiscais. Não podemos continuar a assistir que alguns "empresários" e "meninos bonitos" continuem a ser prepotentes e aldrabões, enquanto os funcionários têm meses de ordenados em atraso.
Mas há mais. Hoje em dia e à escala das grandes empresas nacionais, quando somos despedidos de um órgão, ficamos com entrada vetada em mais 4 ou 5 órgãos da mesma empresa. À escala regional onde toda a gente se conhece, os meninos ou senhores acima citados, limitam o emprego das pessoas com as suas conversas de bastidores. Isto anda tudo muito mal distribuído.
São 1000 cães a um osso. Infelizmente, por várias vezes tenho de assumir uma postura hipócrita e continuar a falar bem para quem por trás nos engana. O pior é que eles (não é conspiração), nem sonham que tudo se sabe. E as manobras de bastidores acabam por ser descobertas.
Há quem nos tente lixar a vida. Mas temos de denunciar esta gente que manda em pequenas parcelas do poder.
Não há mundo mais sujo que o da comunicação e jornalismo. Toda a gente fala mal de toda a gente. Generaliza-se a hipocrisia, a mentira e a traição.
Roubam-se sonhos a gente boa.

Publicado por Nuno Teixeira em 05:14 PM | Comentários (1)

Amar é ser Feliz

Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas me pareciam as pequenas satisfações que a vida me dava, tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte das alegrias da vida.

Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo.

O dinheiro não era nada, o poder não era nada.

Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.

A beleza não era nada.

Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.

Também a saúde não contava tanto assim. Cada um tem a saúde que sente.

Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.

A felicidade é amor, só isto.

Feliz é quem sabe amar.

Feliz é quem pode amar muito.

Mas amar e desejar não é a mesma coisa.

O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.

O amor não quer possuir.

O amor quer somente AMAR.

Herman Hesse

Publicado por Nuno Teixeira em 01:32 PM | Comentários (0)

maio 26, 2004

AINDA PROCURO PISTAS TUAS NA CIDADE

"A noite passada fui perseguido pela polícia.
Fui surpreendido a pintar em letras grandes um grande mural, junto à esquina da paixão. Onde um beijo numa noite fria era abruptamente atacado por gotas de chuva grossa.
Enquanto fugia, procurava nos meus passos rápidos, as pistas que me levassem ao tempo em que te perdi.
Não há pistas. Não há caminhos. Não há sequer aquela telepatia curiosa de chamamentos melódicos e coincidentes.
Não há esperança. Não há respostas bonitas e feias. Não há noites estupidamente atravessadas pela beleza de palavras futeis.
Não há pistas. Foram apagadas à tua passagem.
Continuei a fugir. Escondi-me no jardim e escrevi toda a noite".

Publicado por Nuno Teixeira em 05:12 PM | Comentários (1)

SENTIR PARA GANHAR

Nem sempre o velho e sombrio são sinónimos de tristeza.
Há uma cidade, berço de paixões, que hoje pode voltar a ser o expoente máximo de um país.
Há uma pronúncia de todo o norte que tem uma maneira mais versátil e segura de estar e de enfrentar os desafios.
Por vezes os nossos sonhos não se concretizam e como tal é bom ver outros de quem gostamos, dar-nos uma alegria. FORÇA PORTO.
Como escrevi aqui da última vez que o FCP jogou para a milionária liga dos campeões, ainda antes de entrar em campo com Deportivo, eu tinha a certeza que íamos ganhar e estar na final, mas e agora!? Agora queria voltar a sonhar com 1987.
Indiferente a tudo isto não fica a cidade. O Porto é lindo e há vários factores externos à própria cidade que se conjugam com ela. Esta cidade, esta paisagem, esta gente banhada pelo Douro puro (sem barragens nos seus mais belos afluentes), merece uma vitória. Merece milhões de poemas.
Só quem sente, pode sentir o Porto. Não é redundante. Há gente que passa anos sem sentir, sem se apaixonar. Ou então a enganar-se a elas próprias. Sentir é poder vestir a paisagem de um poema e acreditar.

Porto Sentido

Rui Veloso


Quem vem e atravessa o rio
junto à serra do Pilar
vê um velho casario
que se estende ate ao mar

Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, são-joanina
dirigida sobre um monte
no meio da neblina.

Por ruelas e calçadas
da Ribeira até à Foz
por pedras sujas e gastas
e lampiões tristes e sós.

E esse teu ar grave e sério
dum rosto e cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria

[refrão]


Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento

E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa

Publicado por Nuno Teixeira em 02:21 PM | Comentários (0)

maio 25, 2004

Ninguém quer saber... quando não estamos

Há corpos deitados naquele chão de pedra fria.
Ninguém pergunta o porquê dos nus que se rebolam em poças de lágrimas.
Não há revolta espelhada nos rostos pálidos. Não há medo. Não há vida interior.
Correm lá fora no grande jardim, escondem-se num sorriso por detrás das sebes.
Mergulham no pequeno riacho e transformam-se na água pura e limpa. Lavam-se da dor, desfazem-se do amor e dos poemas fantasmagóricos.
Ninguém quer saber dos corpos que gemem, entretanto, colados ao chão frio e inerte do solitário casarão desfeito pela traição.
Não vou procurar quem espero. Quero navegar.

Não vou procurar quem espero:
Se o que eu quero é navegar!
Pelo tamanho das ondas
Conto não voltar.

Parto rumo à primavera,
Que em meu fundo se escondeu!
Esqueço tudo do que eu sou capaz:
Hoje o mar sou eu...

Esperam-me ondas que persistem,
Nunca param de bater!
Esperam-me homens que desistem,
Antes de morrer!

Por querer mais do que a vida,
Sou a sombra do que eu sou.
E ao fim não toquei em nada,
Do que em mim tocou.

Eu vi,
Mas não agarrei...

Parto rumo à maravilha,
Rumo à dor que houver pra vir.
Se eu encontrar uma ilha,
Paro pra sentir!

Dar sentido à viagem,
Pra sentir que eu sou capaz!
Se o meu peito diz coragem,
Volto a partir em paz.

Eu vi,
Mas não agarrei...

Ornatos Violeta . Capitão Romance

Publicado por Nuno Teixeira em 05:02 PM | Comentários (0)

maio 24, 2004

Rio Sabor

Palavras de ordem.
A bem do rio Sabor e das características inalteráveis do meio envolvente. Querem matar uma das mais belas paisagens do mundo.
Não à demagogia. Não à megalomania. NÃO À BARRAGEM.
Sim à evolução.
Veja aqui o que pretendem fazer ao único rio selvagem português.

Publicado por Nuno Teixeira em 05:31 PM | Comentários (2)

maio 19, 2004

Hold on

Sons que ficam. Voltam com as velhas recordações de noites vividas no éter das paixões.
Pela janela avisto uma Torre que afinal não está diferente. Há sempre uma Torre de recordações. Cá e lá. Perpetuam as músicas no infinito. Baladas de guerreiros e de almas feridas. Aqui ficam duas que às vezes vou buscar ao fundo do baú.

POISON - Every rose has its thorn

We both lie silently still
in the dead of the night
Although we both lie close together
We feel miles apart inside

Was it something I said or something I did
Did the words not come out right
Though I tried not to hurt you
Though I tried
But I guess that's why they say

Chorus:
Every rose has its thorn
Just like every night has its dawn
Just like every cowboy sings his sad, sad song
Every rose has its thorn
Yeah it does

I listen to our favorite song
playing on the radio
Hear the DJ say loves a game
of easy come and easy go
But I wonder does he know
Has he ever felt like this
And I know you'd be here right now
If I could have let you know somehow
I guess

Chorus

Though it's been a while now
I can still feel so much pain
Like a knife that cuts you the wound heals
but the scar, that scar remains

I know I could have saved a love that night
If I'd known what to say
Instead of makin' love
We both made our separate ways
But now I hear you found somebody new
and that I never meant that much to you
To hear that tears me up inside
And to see you cuts me like a knife
I guess

Hold On To My Heart
Wasp

There's a flame, flame in my heart
And there's no rain, can put it out
And there's a flame, it's burning in my heart
And there's no rain, ooh can put it out
So just hold me, hold me, hold me

Take away the pain, inside my soul
And I'm afraid, so all alone
Take away the pain, that burning in my soul
Cause I'm afraid that I'll be all alone
So just hold me, hold me, hold me

Hold on to my heart, to my heart, to me
Hold on to my heart, to my heart, to me
And oh no, don't let me go cause all I am
You hold in your hands, and hold me
And I'll make it through the night
And I'll be alright, hold on, hold on to my heart

Publicado por Nuno Teixeira em 05:00 PM | Comentários (1)

Sou a palavra amiga

Sou a palavra amiga que se encontra na forma de um abraço sempre que uma lágrima descer o teu rosto. Sou a voz que se manifesta em todas as formas de natureza que se estende no desenrolar dos teus olhos.
Sou a almofada onde escondes as lágrimas longe dos rituais quotidianos. Estou escondido no escuro das sombras longe dos olhares indiscretos que à tua passagem me revelo sobre a forma de um grito silencioso escondido na folha de um poema. Sou a palavra amiga que ficou para sempre a boiar num baú onde vais buscar memórias sempre que o resto das amargas palavras te façam mal.
Sou isso. Uma palavra que ficou para sempre calada no turbilhão de olhares que cruzas ao pousar da noite com o esquecimento quase presente.
Sou um rio que passou rumo ao sul dos dias onde me vou perder para sempre perante a ingratidão de gestos e palavras que fui e que amanhã nada serei.
Serei só, talvez, a palavra amiga onde vais repousar as lagrimas que deixas correr mas sem brilho no olhar.

Publicado por Nuno Teixeira em 03:11 PM | Comentários (1)

maio 18, 2004

CONSIDERAÇÕES SOBRE O ESTADO ACTUAL DA COMUNICAÇÃO SOCIAL 1

Fala-se de crise. Escrevem-se linhas opinativas, conforme o quadrante político, sobre o estado actual da nação e sobre a orientação política do governo.
O combate ao desemprego e os problemas sociais que daí resultam, onde a recuperação económica parece ser a bandeira de luta de qualquer área ou vertente empresarial deste país.
A fundo, entenda-se concretamente a cada uma das empresas que constituem o suporte de cada domínio empresarial, assiste-se cada vez mais a uma exploração sistemática de recursos que visam apenas a estabilização, manutenção e o lucro fácil, nem que isso constitua um decréscimo de qualidade em termos de produção.

Perante isto e concretamente na área da comunicação social, as empresas e algumas delas com responsabilidades acrescidas dado o seu contributo informativo para o todo nacional ou de uma vasta região em particular, apostam na mão de obra barata e em alguns recursos que lhes facilitam a vida embora alguns deles sejam desprovidos de moral e ética e que ficam na fronteira da (i)legalidade (partindo do príncipio que algumas das empresas, desde sempre, enganam o estado e também o trabalhador do qual se livram quando já não precisam dele), para com isto conseguirem manter, não a empresa mas sim a sua confortavel situação económica e nível social.
Um dos sacrificados é o estagiário que agora acaba o seu curso e que ainda acredita na trabalho e dedicação como forma de mostrar de se valorizar perante a sociedade e a área onde gostava de laborar. Mas o estagiário acaba por ser o recurso utilizado para todo o tipo de acção e trabalho forçado.
"Contrata-se" estagiários ao peso. Perde-se na qualidade, até porque o estagiário quer ainda aprender mas que não encontra quem o oriente de forma coerente e perde-se também a credebilização junto do público. Mas isso é qualquer coisa que não importa aos "gestores" que apenas se importam com a sua barriga.
Ou seja, não se ganha o céu mas também não se perdem os cantos na terra.
Ironia. Pura ousadia empresarial. Eu pessoalmente entendo que reina a primeira.
Quem não tem unhas não toca guitarra. Não basta ter experiência de comunicação (em alguns casos duvidosa), para ser um gestor de homens e de órgãos de comunicação social.
Com tanto energumeno a pisar o risco da legalidade, a cometer erros atrás de erros e a explorar tanto talento com o factor chiclete, continuo sem perceber para que servem tantos congressos, colóquios ou seminários de conversa deitada fora. Onde tudo se discute e onde nada se discute e muito menos se apresentam soluções decentes.
(continua)

Publicado por Nuno Teixeira em 05:37 PM | Comentários (0)

maio 17, 2004

LÁ LONGE, ONDE SE PERDEM OS SONHOS

Cabelos longos com milhões de caracois.
Uma pele linda e morena. Uma música que se perde no tempo e no brilho desses lindos olhos negros.
Apenas uma mão cheia de fotos que guardo com carinho e saudade naquela parede virada para a alegria dos dias.
Estamos longe. Não sei onde estamos e onde ficámos e porque ficámos. Estamos longe. Separados pela rotina do comum dos dias. Mostra-me onde estás e leva-me de novo à tua aldeia para beber da mesma água onde molhámos os lábios.
Deixa-me pedir-te desculpa e oferecer-te de novo um sorriso que pode apagar os cinzentos que nos separaram.

Publicado por Nuno Teixeira em 06:26 PM | Comentários (1)

maio 15, 2004

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A QUEIMA DE COIMBRA

Deixo aqui algumas considerações sobre a edição deste ano da queima das fitas de Coimbra.
Em termos musicais, o espectáculo de Blasted Mechanism foi na minha opinião o único que merece criticas positivas. Isto porque as queimas das fitas são cada vez mais um negócio e menos uma manifestação musical e cultural. Qual é a banda que sente motivação ao entrar em palco às 22h para tocar para meia duzia de pessoas!? Os Blasted não entraram às 22h mas bandas houve (cabeças de cartaz e com um auditório bem recheado), que apresentaram uma atitude musical que fica muito aquém das expectativas de quem vai para ouvir as sonoridades da nossa praça. Bem sei que na queima de Coimbra a maior parte dos estudantes prefere aderir à seita de barracos e barracas onde se pode dar largas à imaginação ao ritmo de banhos de multidão, que mais não são do que uma ilusão em cada noite. Não critico quem o faz. Critico apenas o facto de algumas pessoas terem de pagar por um bilhete que contempla uma série de espectáculos no palco principal ou secundário que acabam de passar ao lado de muita gente. Mas isso é outra conversa. O que quero dizer realmente é que, as queimas são de facto injustas para muitas bandas porque cada vez existe menos gente que vai a uma queima das fitas para ouvir uma banda.
Os Blasted são uma autêntica obra de arte representada em cada espectáculo que realizam. Um conjunto de sonoridades completamente original encarnada em palco por uma postura imponente que é um chamamento a quem se aproxima. Não perecebo porque razão não passam mais vezes na rádio. Houve muita gente que passou por mim naquela noite que se questionava qual a nacionalidade das imponentes máquinas musicais. "Sim. São portugueses". TAMBÉM JÁ MERECIAM outra sorte além fronteiras porque não se encontra uma sonoridade com um suporte tão sólido e original como os Blasted. Para isso foi preciso também dar-se a metamorfose. Quem os viu e quem os vê. Só não evolem os fracos. Os Blasted são a banda nacional do momento.
O mesmo não se pode dizer de Primitive Reason. Um Ská(?) desfazado e uma inércia em palco com contagiou alguns bocejos ao publico presente. Acho que bateram no fundo.
Rádio Macau também não foi melhor. A atitude positiva de Flak não se encaixa ali. Pouco para dizer sobre uma banda que já não consegue arrancar muitos aplausos nem com os temas mais antigos que agora são calmamente arrastados.
Os Clã não são banda para queima das fitas. Mas a Manuela tem uma energia contagiante. Ora terna ora selvagem, agitada...ora surpreendente. Aquele momento de pura magia acústica com "Capitão Romance" dos Ornatos Violeta foi sem dúvida o momento lindo e poético da noite.
Uma palavra para a área de imprensa. Mais arejada e sem os habituais intrusos do costume. Apenas faltou um espaço propício para o convívio entre os profissionais da comunicação. A falta de bebidas foi considerada por alguns uma enorme falha. Talvez não fosse necessário uma medida tão radical mas a verdade é que este ano não se registaram problemas dentro da área de imprensa. Mas uma águas, sumos, umas mesas e umas cadeiras para as pessoas se sentarem também não faziam mal a ninguém. Bem como mais informação sobre as conferências de imprensa das bandas. Um quadro onde se registassem as horas de cada conferência podia resolver essa falta de informação. O aviso boca a boca não é suficiente. Os jornalistas não passam a vida dentro da área de imprensa até porque há outro trabalho a realizar no recinto.

Publicado por Nuno Teixeira em 12:06 AM | Comentários (7)

maio 14, 2004

Eu não sei quem te perdeu...

Lindissima letra de Pedro Abrunhosa. Um homem do norte sabe escrever e sabe compôr carago!

Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".

E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.

E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.


Pedro Abrunhosa.

Publicado por Nuno Teixeira em 06:49 PM | Comentários (2)

maio 13, 2004

DOM QUIXOTE NÃO DESISTE

Não baixes os braços. Eu sei que o inimigo não se vê, mas enquanto te mantiveres de pé, não serás derrotado. Ainda melhor: ele nunca poderá ser vencedor.

Serve-me este comentário afixado no domquixote no dia 1 de Abril, por Francisco Amaral, para voltar aqui de novo e renovado.
Volto especialmente pelos apelos sucessivos dos meus amigos que me enviaram algumas palavras de força para o meu e-mail e também pelos comentários afixados na entrada anterior. Antes de mais, o meu obrigado a todos. De facto a maior falência do mundo é quando o homem perde o entusiasmo.
O entusiasmo por uma luta contra alguns inimigos invisiveis (quais moinhos), mas também contra aqueles que de forma cobarde nos cortam os caminhos com intrigas de bastidores.
Estou de volta. De pé e firme para continuar a luta e para tentar surpreender os espantalhos um destes dias.
Um abraço a todos os amigos. É bom ter a companhia de pessoas que nestes dias se transformaram em autênticos Sancho Pança. Terei todo o gosto em também ser um Sancho sempre que um de vós precisar de um fiel amigo.
Troca de posições conforme as lutas de cada um de nós e de cada batalha perdida ou ganha.
OBRIGADO.

Publicado por Nuno Teixeira em 06:31 PM | Comentários (0)

maio 06, 2004

FINAL ANUNCIADO DO DOM QUIXOTE

É com tristeza que anuncio que em breve este Blog será extinto.
Não o faço com gosto. Faço-o porque sempre tive uma postura na vida. Uma forma de dar passos e acções com firmeza, modéstia e acima de tudo SINCERIDADE. Sem venenos e sem falsas expectativas, sempre aqui tentei deixar palavras verdadeiras bem como variados estados de espírito. Mas a verdade é que o mundo não é feito de bondade ou de poemas.
A vida não é um poema. A vida deste país de brilhantes filhos da puta usurpadores de sonhos, não se compadece com a existência de pessoas com ideais e com honestidade. Vivemos rodeados de pseudo-amigos ou pseudo-conhecidos que são na verdade os parasitas da nossa vivência. E como neste país só se safa quem "corre por uma cunha" e só se safa o parasita que só tem em mente encher a barriga. País de TACHEIROS. Cidades de Doutores protagonistas.
Que metade das pessoas deste país orienta a sua vida com base na inveja, intriga e usurpação contra a outra metade, isso eu já sabia. O que eu não sabia é que essas pessoas de má formação podem estar mesmo ao virar da esquina. Podem ser mesmo aqueles que por vezes nos dão palmadinhas nas costas.
Estou cada vez mais convencido.
Estou extremamente triste com muito que se passa ali mesmo ao virar da esquina.
Estou farto de levar porrada sem ter pedido nada. Estou farto de ver pessoas com mérito neste país a serem passadas para plano de fundo numa altura da vida em que tanto têm para oferecer.
Uma vez entrevistei um músico que me disse o seguinte, "o meu pai disse-me uma vez que este país é feito de muita inveja. É assim na medicina, na engenharia, em todas as áreas. Inclusive na música".
Inclusive na comunicação e no jornalismo.
Bem haja a todos os amigos. Um dia deixarei aqui uma mensagem mais concreta onde explicarei concretamente os motivos que me levam a tomar esta decisão. Para já só posso dizer que, se virem um VAMPIRO na rua cumpam-lhe na cara.

Publicado por Nuno Teixeira em 07:36 PM | Comentários (6)

HOJE É QUINTA-FEIRA DE SAUDADE.

Hoje é quinta-feira de saudade. Quando soarem as 12 badaladas, será sexta-feira de recordação.
O som das guitarras e as vozes ecoam pelos mantos negros que fazem a noite.
Não poderei recordar nem terei ouvidos para recordar por mim hoje.
Foi um tempo que acabou e que já quase nem marcas deixou. Tenho um manto negro atirado para o dentro de um guarda fatos. As poucas marcas ficaram aí. As outras vagueiam por cada rua, café, e recanto dessa cidade.
Há ainda restos de mim atados em troncos de uma árvore. Foi uma folha que se rasgou do meu livro e que perdi.
Hoje é quinta-feira de saudade. Dia da partida até ao fundo de uma garrafa. Noite de procura de um amor que se perdeu por entre a imensidão do engano.
Histórias de uma noite que não volta com o som das mesmas guitarras e das mesmas vozes. Neste mundo tudo acaba. Tudo se esquece... até mesmo dos bons momentos. Se calhar não foram tão bons quanto isso porque assim não caíam em esquecimento.

Publicado por Nuno Teixeira em 01:42 PM | Comentários (0)

maio 05, 2004

O ESPECTÁCULO E O PALCO. HOJE E AMANHÃ.

O sorriso vai voltar aos palcos.
A lua vai corar novamente e projectar sentimentos novos nas paredes das casas e nas calçadas das ruas.
A plateia vai rir com os devaneios de um homem que volta a ser criança, que brinca de novo com as nuvens e que rodopia em euforia nos carroceis das paixões.
Lá longe, no fundo da sala escura, estás tu e o teu sorriso de lágrimas a recordar que a feira das vaidades afinal não passou, de um castelo de cartas que já lá vão partindo no tempo mas que não trouxeram o anseio de amor e de libertação.
No fundo da sala abres o caderno dos poemas velhinhos que agora fazem sentido mas que não te abrem o caminho que afastaste com um abanar de ombros despreocupado.
Sais a meio do número, deixas atrás das costas o palco e as luzes. Ainda deixas um suspiro e ergues um novo olhar mas... mas... os sonhos afinal não voltam.
O espectáculo continua na sala e num mundo onde já não consegues entrar.

Publicado por Nuno Teixeira em 09:27 PM | Comentários (0)

FUTEBOL DOS SONHOS

Eram quase 4 da manhã quando a equipa do Futebol Clube do Porto chegou ao estádio do Dragão.
Molhados até aos ossos, não desistimos de ver chegar ao estádio aqueles que nos transformam os sonhos.
Valeu a pena fazer 100 km para ir mergulhar numa multidão azul.
Vá lá que ainda há alguém que nos dá alegrias.
Para a história fica esta caminhada do FCP que quanto a mim já começou na época passada.
Desde o início que eu sabia que o FCP ia estar presente na final. É altura de recolher as apostas, ahahahah.
FIca a pronuncia do norte.

Há um pronúncio de morte

Lá do fundo de onde eu venho

Os antigos chamam-lhe ralho

Novos ricos são má sorte

É a pronúncia do norte

Os tontos chamam-lhe torpe

Hemisfério fraco outro forte

Meio-dia não sejas triste

A bússola não sei se existe

E o plano talvez aborte

Nem guerra bairro ou corte

É a pronúncia do norte

Não tenho barquiro nem ei-de remar

Procuro caminhos novos para andar

Tolheste os ramos onde pousavam

Da geada as pérolas pontes secaram

Corre um rio para omar

E há um prenúncio de morte

E as teias que vidram nas janelas

Esperam um barco parecido com elas

Não tenho barqueiro nem ei-de remar

Procuro caminhos novos para andar

E é a pronúncia do norte

Corre um rio para o mar

Rui Reininho. GNR.

Publicado por Nuno Teixeira em 02:43 PM | Comentários (0)

maio 04, 2004

F. C. DO PORTO RUMO À FINAL

Hoje apetece-me sorrir.
A todos os Portistas um grande abraço de felicidade. Tenho a certeza de que hoje passaremos à final.
Tudo azul. Cantem e bebam à saúde do FCP.
Um abraço especial ao amigo SR. Chouriço... sim. Gostei mais ou menos.

Publicado por Nuno Teixeira em 05:15 PM | Comentários (0)

maio 03, 2004

SEGREDOS DE UMA MADUGADA

O sol não entra pela janela. São ainda 6 horas da manhã e a única coisa que entra através das persianas do meu quarto, são as primeiras businas dos automoveis.

Uma busina de uma locomotiva. Um despertador que à mesma hora me acordava em pleno sobressalto para mais um dia de atarefadas correrias por entre a selva quotidiana das notícias ou das estórias de impressão mediática.
A recordação de sensações. Lembro-me que estes tempos que ficam entre o ligar, apontar e desligar o microfone, como se um captador de emoções se tratasse foi talvez a única coisa que conseguiu nos últimos tempos trazer algo de bom e ritmado a uma vida.
O resto perdeu-se nas horas vagas de sorrisos alheios ao meu. Perdeu-se fora da minha razão sentimental, se é que isso existe.
Hoje tenta-se respirar por terras do bem e do mal. Já sem o microfone das emoções e sem a visão da adrenalina dos dias.
Perdeu-se o carinho à arte? Não. A arte não se confunde com a má vontade e a ignorância de alguns que se misturam na boa arte do éter. A luta também não se perdeu.
Perdeu-se sim, a inspiração. Não se respira tão bem sem esperança de amor.
Talvez as madugadas e os segredos que se escondem sob as sombras esquisitas, me contem o que se perdeu entretanto por entre linhas direitas, as tortas que se escreveram.
Por mais moinhos que se avistem e que se ultrapassem, ficará sempre a frustação de não ter conquistado vários castelos que escreviam no céu jactos de tinta de paixão.
Não sei o que se ganha nos dias que correm quando lutamos e somos sinceros.

Publicado por Nuno Teixeira em 10:48 PM | Comentários (0)

COIMBRA

Soube de uma coisa espantosa!
A canção Coimbra tem mais de 200 versões. Entre elas contam-se a de Amália Rodrigues, Caetano Veloso e... agora vem a surpresa. Louis Amstrong também fez uma versão desta canção. Com o titulo April in Portugal.
Um tema que nasceu de uma visita de Amália a New Iorque.
Coimbra é uma canção do mundo.

Publicado por Nuno Teixeira em 10:23 PM | Comentários (4)