julho 31, 2004

Para quê Comissões?

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Pausa para Café

Ghent, Belgium - Joe Patronite

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julho 30, 2004

Físicas

Recebido no Baú da Avozinha:

"O inferno é exotérmico ou endotérmico?

Resposta de luxo num exame de física na Universidade de Aveiro.

O Dr. X (vamos manter o anonimato na medida do possível), do Dep. de Física da Universidade de Aveiro é conhecido por fazer perguntas do tipo:
"Porque é que os aviões voam?".
A sua única questão na prova final de Maio de 1997 para a turma de "Transmissão de Momento, Massa e Calor II" foi: "O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique a sua resposta." (ou seja, se o Inferno é um sistema que liberta calor ou que recebe calor).
Vários alunos justificaram as suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma, mas um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:

"Primeiramente, postulamos que, se as almas existem, então devem ter alguma massa. Se tiverem, então uma mol de almas também tem massa. Então, em que percentagem é que as almas estão a entrar e a sair do inferno? Eu acho que podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra no inferno nunca mais sai. Por isso, não há almas a sair. Para as almas que
entram no inferno, vamos dar uma olhadela às diferentes religiões que existem no mundo hoje em dia. Algumas dessas religiões pregam que, se não pertenceres a ela, então vais para o inferno. Como há mais de uma religião
desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projectar que
todas as pessoas e almas vão para o inferno. Com as taxas de natalidade e mortalidade da maneira que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar para a taxa de mudança de volume no inferno. A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem constantes, a relação entre a massa das almas e o volume do Inferno também deve ser constante. Existem então duas opções:

1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir.

2) Se o inferno se estiver a expandir numa taxa maior do que a de entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele.

Então, qual das duas opções é a correcta? Se nós aceitarmos o que a aluna Maria Leonor me disse no primeiro ano: Haverá uma noite fria no inferno antes de eu ir para a cama contigo" e levando em conta que ainda NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações sexuais com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o inferno é exotérmico."

O aluno António José tirou o único "20" na turma !!"

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julho 29, 2004

...

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Assim está em 2004 !

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Assim foi em 2003

Publicado por TMA em 12:30 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 28, 2004

Perguntas sobre Fogos

Porque será que ardem parques naturais?
Porque será que existe pessoas a viverem nesses parques e outros não?
Será por isso, que quem não vive ponha a arder esses mesmos parques?
Porque será que quem não caça em certas reservas, elas a seguir ficam a arder?
Porque será que os aviões atiram pára-quedas para atear fogos, e ninguém quem são?
Será que esses aviões não possuem uma rota, onde se possa saber onde descolam e onde aterram?
Porque será que o contrato com os helis é de 90 horas para três meses?
Porque será que pagamos a dobrar, desde o momento em que se esgota o plafond?
Será por isso, que há mais fogos desde começaram a existir meios aéreos?
Porque será que estando na UE temos que pagar a ajuda internacional para este tipo de calamidade?
Porque será que o Comandante da incorporação vendeu um Jipe todo equipado por 1.300 contos, para depois ir comprar um UMM por 200 contos, e gastou 3.000 a equipá-lo?
Porque será que o Jipe foi equipado na oficina do irmão do comandante?
Porque será que o Estado pagou a factura
Porque será que o Presidente da Câmara e Presidente da Mesa de Assembleia dos Bombeiros?

Porque será?

Como diria alguém: Triste país, o nosso!

Publicado por TMA em 06:40 PM | Comentários (2) | TrackBack

Os fogos

Passou um ano, e regressaram em força os fogos florestais a Portugal.
Depois de tudo o que acompanhamos o ano passado, esperava que este ano fosse um pouco mais, digamos "soft", mas não, começou e em verdadeiro
"hard-core".
A questão que se coloca, foi o que realmente foi feito, e devemos perguntar não só ao Governo como aos muitos proprietários portugueses.
O João Miranda alertava e bem que os particulares detêm 88% das florestas portuguesas, sendo o restante pertença do Estado ou do Poder Local.
E o que os proprietários fizeram?
Rigorosamente nada!
Passado um ano voltei ao meu querido Alentejo, e qual não é o meu espanto, quando observo que nada foi feito em termos de prevenção.
Como podem as pessoas vir para as televisões reclamar ajudas e apoios, se durante um ano não limparam as suas matas?
Ou não cortaram as silvas nas suas propriedades?
Ou possuem toneladas de cortiça e lenha à porta de suas casas?
Para completar, julgo que o Estado também não se preocupou como todos esperávamos.
Figueiredo Lopes, que hoje estará a apagar outros fogos, mas na praia, preocupou-se muito e bem com o Euro, e que realmente correu como todos queríamos, mas quando comprou os carros da polícia, os jactos de água, também podia não se ter esquecido de comprar uns helicópteros, uns carrinhos para os bombeiros, o mesmo um canadair, bem mais útil, que os submarinos do Paulinho.
Portugal continua negro e bem negro, e quando isso acontece, ficamos petrificados, quando lemos a notícia da Lusa em que o Governo dispensou a ajuda exterior, porque não havia necessidade.
Alguém tem coragem para explicar porquê?

Publicado por TMA em 06:32 PM | Comentários (0) | TrackBack

julho 26, 2004

A Gasolina em Espanha

Agora que viajei até ao Alentejo e pude atravessar a fronteira, tive oportunidade para constatar a vergonha de preços que as gasolineiras andam a praticar em Portugal.

Sabiam que a Sem Chumbo 95 custa em Espanha 0,87 Euros, e que a mesma companhia (Repsol) em Portugal cobra 1,07 Euros.
Vinte cêntimos, 40 paus!!
Em 40 litros, a média de depósito cheio, perfaz uma diferença de 1.600$ de diferença.
Percebem agora, porque as bombas de Castelo de Vide, Marvão e Portalegre não têm ninguém a abastecer.

E sabia que as bilhas de gás em Espanha custa menos 1.200$ que em Portugal?

Viva a Liberalização!
O que fariam as companhias se a fronteira com Espanha ficasse ao pé de Lisboa ou Porto?

Publicado por TMA em 11:12 PM | Comentários (3) | TrackBack

Confusões Ministeriais

Se não começou bem, porque o discurso foi mau, porque os ministros não sofrem contestações, as confusões ministeriais forma ainda maiores.
Não terá Santana explicado a Portas o que realmente iria gerir, para não se dar aquela figura triste sobre o Mar.
Pedro, porquê a confusão sobre a Teresa Caeiro, não poderia a decisão ter sido tomada antes de todas as televisões e convivas presenciarem aquela cobaiada?

Como dizia o outro “Não habia nexexidade!”

Publicado por TMA em 11:11 PM | Comentários (0) | TrackBack

O Novo Governo

Santana precisava fazer um governo imaculado, sem qualquer tipo de contestação.
Não o fez!
E não o fez, porque coloco pessoas que não serão as que muito esperavam.
Mas será por isso, um governo fraco?
Isso só saberemos no final desta legislatura, no final destes dois anos, em que pela frente Santana terá a maior contestação que alguma vez teve.
Álvaro Barreto foi a pessoa escolhida para auxiliar em termos governativos Santana, e foi pela sua postura, pela sua experiência, pela sua antiguidade, e também para uma possível aproximação a Cavaco.
Quanto às Finanças, julgo que Bagão Félix, apesar de todas as críticas, pode ser um bom Ministro das Finanças, tem com toda a clareza, uma vantagem em relação à sua antecessora, comunicação.
António Monteiro, é um excelente diplomata, e portanto um bom político.
Tenho por ele uma estima pessoal, porque foi ele que me colocou num avião em 92, para fugir dos confrontos de Luanda.
Mexia julgo ser um dos promissores políticos em Portugal, podendo ainda, abrandar a contestação do Compromisso Portugal.
Arnaut, Morais Sarmento e Graça Carvalho mantém-se e bem no Governo.
Filipe Pereira merece ficar nem que seja para realmente ver se as suas políticas são as mais correctas.
Rui Gomes da Silva, amigo de há muito, vai +ara uma pasta que julgo não ser a sua, ainda para mais, quando tem como comparação o pequeno grande ministro chamado Marques Mendes.
Telmo Correia e Nobre Guedes poderão ser um erro de casting, a ver vamos.
Quanto a Nobre Guedes espanta-me a contestação porque era advogado de uma empresa ligada ao ambiente.
Então este país o quer? Não será pessoas informadas sobre o assunto em causa para o dirigir?
Finalmente, um último comentário ao discurso de posse.
Santana não esteve naquela sala, não pode ter estado, porque aquele discurso não é seu, e mais, nem sequer o leu.
Foi enfadonho, foi maçudo, foi carrancudo.
Pedro, mais valia ter feito de improviso, porque provavelmente te terias saído melhor.

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julho 24, 2004

Regresso de Férias

O regresso de férias já aconteceu para minha tristeza e dos meus.
Hoje, o cansaço da viagem impede qualquer post minimamente bem elaborado.
Em todo o caso, nos próximos dias não posso deixar de comentar:

- O novo Governo.
- As confusões ministeriais.
- O PS depois de Ferro.
- O Benfica de Trapp.
- A gasolina em Espanha.
- O sol alentejano.
- Os fogos, bombeiros.

Amanhã talvez.

Publicado por TMA em 11:58 PM | Comentários (1) | TrackBack

julho 11, 2004

Férias

Aqui vou.
Chegou a hora.
Aqui irei a banhos bem a menos de 100 metros de casa.

Até dia 23, já com novo Governo.

Portagem, Marvão


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As bandeiras

Faz uma semana, e estávamos a maior parte de nós, concentrados, esperançados na concretização de um sonho que há muito ambicionamos.
Não foi possível, porque não fomos melhores, porque não tivemos a estrela, etc., etc., disso já tudo foi dito.
Agora, passado uma semana, o maior espanto em toda a festa que foi o Euro, é constatar que os portugueses continuam com o seu país, e que a ideia da bandeira passou.
Durante alguns anos, e muitos diga-se, os portugueses tinham a ideia da bandeira, do hino, em algo relacionado com uma época que marcou o país, ou seja, o salazarismo.
Foi preciso vir um estrangeiro, um irmão como se costuma dizer, em boa hora, demonstrar ao país que era necessário ter orgulho nos seus símbolos.
Hoje, passado uma semana as bandeiras continuam nas janelas, nos carros, e isso, sou sincero, muito espanto me traz.
Estava como a maioria, presumo, convicto que no dia a seguir à final do Euro, as bandeiras iriam sair, serem arrumadas num qualquer armário, para daqui, a dois anos, saírem a cheirar a mofo ou a naftalina.
Não foram e ainda bem, porque apesar de todas as derrotas, de todas as decisões, de todas as politiquices, conseguimos ganhar algo.
O Euro foi positivo em muitas áreas, económicas, desportivas, de segurança, mas a mais importante na minha perspectiva, foi a patriótica.
Passamos a acreditar no país, passamos a ser portugueses com P.
É bonito, é pena é o tempo que perdemos para perceber o bom que é ser português.

Publicado por TMA em 06:20 PM | Comentários (0) | TrackBack

A caminho

Kennedy Space Center, Florida - Jon Schneeberger

Não vou a caminho do espaço, mas a caminho das férias, falta um dia para as tão merecidas...

Publicado por TMA em 06:08 PM | Comentários (0) | TrackBack

julho 10, 2004

A morte de uma geração

Há pouco perguntavam ao telefone se estava tudo a decidir morrer ao mesmo tempo.
Não.
O problema é que as pessoas que nos habituamos a ver nas nossas televisões, nas nossas rádios, são pessoas que fizeram parte de uma geração.
Para mim, que vi essas pessoas já com a meia-idade (se é que podemos assim chamar) tinha a perfeita noção que de um momento para o outro essas mesmas pessoas iriam morrer de um dia para outro.
Foram pessoas que deram muito ao nosso país, seja eles, Sousa Franco, Henrique Mendes, Sophia, Lurdes Pintassilgo, entre outros.
O país fica mais pequeno, mais pobre sem estas e outras pessoas, que muito deram na sua geração ao nosso país.
Esta é infelizmente a lei da vida, daqui a uns 20, 30 anos, vamos ver a outra geração aquela que era mais nova no 25 de Abril a falecer também desta forma tão próxima.
O que não é normal é aquelas mortes de jovens que tanto nos horroriza, porque isso não faz parte da lei da vida.
Permitam-se que me curve perante Lurdes Pintassilgo no momento em que nos abandona deste mundo chamado Terra.
Agora, por amor de Deus, Dr. Boaventura Sousa Santos retracte-se, porque depois de tanto histerismo ontem, só me faltava ouvir o senhor colar a morte de Lurdes Pintassilgo à decisão de Jorge Sampaio.
Tenhamos alguma decência, nem que seja, pela morte de uma das mais importantes mulheres do país.

Publicado por TMA em 08:18 PM | Comentários (0) | TrackBack

Mulher de Pedra

Cornwall, England - James C. Richardson

Publicado por TMA em 03:46 AM | Comentários (0) | TrackBack

Ferro Rodrigues

Ferro Rodrigues aproveitou a decisão de Sampaio para sair do PS, de forma a não perder as eleições em Outubro no seu próprio partido.
Se Ferro achava que Durão tinha fugido, o que Ferro fez? Fugiu!
Num momento em que o país tem obrigatoriamente que ter uma oposição forte, Ferro demite-se, porque considera não ter capacidade para assumir essa função.
Mas, não ter essa capacidade, já há muito nós sabíamos, há muito o PS sabia, e por isso, apesar da tal vitória estrondosa que tanto falaram a seguir às Europeias, o PS obteve logo, três candidatos ao lugar de Ferro, existindo ainda, a hipótese de um quarto, o tão falado D. Sebastião.
Ferro só comete um erro neste aspecto, que é sair do PS, considerando que a sua saída se deve a uma derrota pessoal e política, após a decisão do seu amigo e Presidente da República, Jorge Sampaio.
Não é uma derrota pessoal, nem política é apenas uma decisão presidencial.
Ferro num momento difícil da vida do país, vira-lhe as costas, e faz o mesmo que Guterres fez há dois anos, deixa o PS a navegar num Mar das Tormentas, de onde só se salvará se aparecer no nevoeiro o D. Sebastião.
Como poderia assumir-se como candidato a PM, um homem, que nos momentos de emoção, grita por calúnias, aclama presos preventivos, ou abandona o barco por uma decisão do Presidente.
Ferro estava fraco, Ferro sabia que ninguém acreditava nele, Ferro sabia que só resistia no partido se houvesse eleições antecipadas, mas Ferro nunca podia colocar as culpas da sua demissão na decisão do PR.
Não devia ter sacudido do capote para cima do PR.
Faz-me lembrar, o quem vier atrás, que feche a porta.
Terá sido também por isto, que Sampaio terá tomado a decisão que tomou, porque Sampaio sabia que o PS não queria Ferro a PM, porque sabia que Ferro não se aguentava mais de dois anos como PM.
Razão tem Alberto João Jardim, o mal é do PSD, porque agora vai ter mais dificuldades, porque o novo líder será mais forte, porque Ferro era fraco.
O homem pode vestir slips azuis bebé, pode desfilar no Carnaval, mas às vezes (poucas, diga-se) até tem alguma razão.

Publicado por TMA em 03:43 AM | Comentários (0) | TrackBack

A decisão de Sampaio

Não era a favor de eleições antecipadas, e julgo que ainda tenho direito, neste país, a poder ter esta opinião.
Sampaio tomou uma das medidas mais difíceis na história política de Portugal.
Mas temos acima de tudo que percebe que Sampaio é o Presidente dos portugueses, eleito por uma maioria mais que suficiente para vencer na primeira volta.
Para quem se esqueceu ganhou com 55,76% contra os 34,54% de Ferreira do Amaral.
Quando essa maioria votou em 2001 em Sampaio, ninguém concerteza imaginava, nem o próprio, da crise política que iria enfrentar três anos após a mesma eleição.
Sampaio como Presidente da República tem o direito de decidir o que é melhor para os portugueses, mesmo que essa decisão irrite a grande maioria dos que votaram nele em 2001.
Caso não saibam, uma das primeiras medidas de Sampaio em 96 foi entregar o seu cartão de militante do PS, porque desde essa data, Sampaio era o nosso representante.
Nunca fui um grande entusiasta de Sampaio, como Monteiro, também eu votei contra Sampaio em 96 e 2001, porque Sampaio não seguia a minha linha ideológica.
Hoje, não passei a adorar Sampaio, porque não considero que Sampaio seja um Presidente de Direita, é apenas o Presidente dos Portugueses.
E porque Sampaio toma esta medida?
Toma-a porque:

- Considera que a coligação governamental lhe dá mais garantias de estabilidade do que a marcação de umas eleições antecipadas.
- Com a retoma que está a chegar ao país, marcar eleições significa perder o comboio da mesma retoma, porque Portugal parava mais de nove meses, com governos de gestão, eleições e orçamentos fora de horas.
- Apesar de todas as medidas de contenção orçamental, Sampaio tem a consciência de que se as mesmas, não tivessem sido feitas o país tinha caído num buraco negro.
- Poderá controlar o governo de uma forma como nunca nenhum Presidente em Portugal teve oportunidade, podendo com isso, controlar PSL e Portas.
- Não teria a mesma oportunidade se marcasse eleições, podendo o governo seguinte desbaratar toda a política económica dos últimos anos.
- Não sabia como o povo votaria, não sabia que governo iria ter a seguir às eleições, se PS-BE, se PSD-PP, se nenhum.
- Arriscava-se a uma verdadeira salada russa na AR e aí sim, instabilidade.

Julgo que Sampaio tomou a atitude correcta, e não compreendo como podem o chamar de cobarde, o homem ainda é Presidente do país, e não o deixa de ser só porque não decidiu o que queríamos.
Não considero nenhuma derrota pessoal, nem política, apenas uma decisão presidencial.
Continua a acreditar na Democracia, não a vamos perder.
Dra. Ana Gomes, por amor de Deus, emigre para Jacarta, porque só prejudica o partido que defende, a Sra. Hoje fez a figura mais idiota que alguma vez vi nos políticos portugueses.
A outros, apenas digo, que ninguém morreu, portanto não é preciso pintar os blogs de negro.

Publicado por TMA em 03:30 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 09, 2004

A Via Verde contra-ataca

Recebo um comentário do Querias Brisa. Deverá ser dos comentários mais longos da blogosfera.
Por isso, considero que devo dar honras de post com alguns comentários meus.
Aqui vai:

Confirmo! Eu e a minha mulher fomos daqueles que não aceitamos a renovação! e à cerca de 2 meses o seu identificador começou a dar amarelos e logo após o primeiro amarelo começou a levar à hora do jantar (20.30-22) consecutivamente com telefonemas da Brisa (contratam uma empresa que por sua vez contrata malta nova ao preço da uva mijona para fazerem telefonemas-estilo atendimento ao cliente das empresas de telemóveis), que "estes identificadores ao fim de 2 meses avariam", blá-blá-blá, para um engenheiro achei isto uma estupidez completa! sem sentido, e desconfiei da golpada, digam ao "puto" dos telefonemas que vão parar o carro e que não querem mais telefonemas, já agora tomem lá a notícia do Expresso:

A Via Verde Portugal vai processar os autores de uma mensagem anónima divulgada na Internet com acusações da prática de fraude. Na missiva, é dito que a empresa provoca falhas nos identificadores para obrigar os utilizadores a celebrarem novos contratos.

(Mas vai processar quem ? Se são anónimos? E com que base? Já não exite liberdade de expressão neste país)

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor - Deco já «solicitou por
escrito uma reunião com a Brisa para esclarecer as acusações», adianta o
secretário-geral da associação, Jorge Morgado.
Contactada pelo EXPRESSO Online, a Via Verde Portugal confirma a existência
daquela informação, mas garante que é falsa.
«A mensagem é anónima e o que relata não existe», diz o porta-voz, Franco
Caruso. Já na próxima segunda-feira, vão entregar «uma queixa-crime na Polícia Judiciária contra os autores dos boatos difamatórios que foram postos a circular na Internet», revela fonte oficial da empresa. Ainda assim, o assunto motivou «uma auditoria interna, que permitiu provar que as informações divulgadas são totalmente falsas», acrescenta aquele responsável.

(continuo sem perceber quem vão poder em tribunal. A mim, porque divulguei? Ou a quem escreveu este comentário? Ou a quem me enviou o mail, que já sido enviado provavelmente por mais 10 ou 15 pessoas?)

Na mensagem a que o EXPRESSO Online teve acesso, é dito que «através de uma manobra fraudulenta, os identificadores com mais de três anos (garantia que possuem) automaticamente começam a dar sinal amarelo», lê-se. A anomalia induz os «proprietários a deslocarem-se às instalações da Brisa no sentido de substituírem a pilha. Três dias depois, são surpreendidos com a informação que o contrato cessou devido a uma avaria no identificador. A empresa obriga à celebração de um novo contrato, com novas taxas», acusam.
Os autores anónimos esclarecem ainda que «esta medida foi aprovada pela
administração da Via Verde há cerca de dois meses». Acusações que a empresa
refuta: «Não há mudanças de contrato forçadas», diz Franco Caruso. Contudo,
houve um processo de migração para um novo acordo.
Em Outubro último, a Via Verde Portugal - constituída a partir da Brisa em 2001
- apresentou uma proposta para a celebração de um novo contrato com mais
serviços. A saber: a utilização do identificador em parques de estacionamento, a
facturação através da Internet ou de acordo com parâmetros definidos pelo
beneficiário e até a possibilidade de anexar várias «Vias Verdes» a um
utilizador, entre outros.
Quem o subscrevesse teria ainda de escolher entre as modalidades de aquisição
(30 euros) ou de aluguer (10 euros por ano) dos identificadores. As novas regras foram previstas para os «clientes novos, enquanto aos mais antigos foi dado o direito de opção», diz o porta-voz. Contudo, todos os utilizadores - mais de 1milhão e 600 mil - preferiram a nova modalidade, garante Caruso. E o responsável explica que «em caso de avaria, o identificador é substituído sem custos para o utilizador», quer seja proprietário ou locatário.

(Caro Caruso, tenho a informá-lo que tenho Via Verde na minha viatura, e até à data ainda não recebi qualquer indicação para as novas modalidades! Não me digam, que assumiram que eu quereria a nova?)

A mensagem continua a circular na Internet, mas a Deco «não tem, para já,
nenhuma reclamação», diz o secretário-geral. Contudo, «vamos insistir para que a reunião seja agendada ainda esta semana», salienta Jorge Morgado.

Pois continua e deverá concerteza continuar.
Agora passo a minha própria experiência, há uns dois anos, comecei a passar na Via Verde e com a luz amarela a acender. Não liguei até porque era situação que por vezes acontecia, para no mesmo dia, não acontecer.
Recebi então uma carta da Via Verde a informar que provavelmente teria a pilha do identificador esgotada, e por isso, deveria enviar o respectivo identificador para troca da respectiva pilha.
Na mesma missiva a Brisa não efectuava qualquer referência ao pagamento de qualquer importância.
Qual não é o meu espanto que na factura seguinte é cobrado pela Brisa um valor correspondente a um novo identificador.
Após contacto com a Brisa sou informado que paguei o valor da pilha, dos selos, do envelope e ainda, o melhor de tudo, do novo autocolante colocado no identificador, que afinal continuava a ser o mesmo, apesar de eu estar a pagar um novo.

Publicado por TMA em 12:39 AM | Comentários (1) | TrackBack

julho 08, 2004

Novamente a Justiça!

Quem quer?

Publicado por TMA em 11:59 PM | Comentários (0) | TrackBack

Henrique Mendes

Morreu um dos mais destacados homens da televisão portuguesa.
Sofreu a seguir ao 25 de Abril as loucuras de um extremismo que muitos ainda continua a achar que era o melhor para o nosso país.

Publicado por TMA em 07:22 PM | Comentários (0) | TrackBack

Vale Azevedo já saiu

Vale Azevedo acaba de sair da prisão com termo de identidade e residência e proibido de falar à comunicação social.
Já passaram mais de 14 segundos até porque Vale Azvedo já voa para a sua casa.
Eis a troca de mails de alguns benfiquistas:

" Vale e Azevedo sai em liberdade."

"E porque não?! Se saíram os pedófilos, os traficantes, os Pintos e Valentins, os Casos Modernas, porque não deveria sair também o Vale"

" Exactamente, o problema é que ele não tem bons amigos como os outros".

Publicado por TMA em 07:13 PM | Comentários (0) | TrackBack

Que Justiça ?

A que ele nunca proporcionou!

Publicado por TMA em 02:08 AM | Comentários (2) | TrackBack

julho 07, 2004

POrque o Bloco não quer governar?

Eu percebo que alguns não queiram falar sobre a notícia de primeira página que o Público traz hoje para as bancas dos jornais.
Outros preferem falar em páginas narcisistas.
Agora que não façam para não distrair a ilegitimidade de um governo sem eleições, eu discordo.
Temos que ter consciência que caso Sampaio marque eleições antecipadas, as probabilidades indicam que o PS não obterá maioria absoluta, ficando talvez a dois ou três por cento dessa mesma maioria.
E essa maioria, seria logicamente conquistada com o apoio do BE.
Sampaio tem que pensar nas eleições antecipadas, com esta ideia na cabeça.
Sampaio tem que se perguntar se o povo português quer um governo do PS com coligação com o BE.
Tem que perguntar a si mesmo, se é benéfico para o país um governo em que esteja o BE, apesar de Louça afirmar que não quer pastas ministeriais, o que duvido sinceramente.
E mesmo, que Louça não queira a pasta, irá concerteza querer contrapartidas para deixar passar o programa de governo e os orçamentos.
E para começar Louça irá propor três excelentes medidas:
- A liberalização do aborto;
- Os casamentos homossexuais;
- e claro, a Liberalização das drogas leves.
Agora, também temos que perceber que não interessa a Louça ir para o Governo, por uma razão simples, é que o BE é um partido do Contra e nunca poderia ser do contra ao ir para uma coligação governamental.
Como é que Louça e o seu bloco poderiam fazer parte de um governo que vê na Europa a sua política futura, num governo socialista que iria aprovar a constituição europeia, e que faria negócios ao estilo que tanta Louça renuncia.
Sendo apenas o garante de um governo PS em termos parlamentares, o BE poderá continuar a sua cruzada do contra.
Sampaio vai agendar o conselho de Estado o que faz indicar que irá agendar eleições antecipadas.
Esperemos que o conselho e Estado pense nas consequências de um governo de Ferro Rodrigues em verdadeira retoma e com um apoio do BE parlamentar.
E que pensem que com eleições vamos viver quatro meses em verdadeira gestão, num período que devia ser de "renascimento" após o Euro, que tanto auto-estima trouxe aos portugueses.
Viveremos os incêndios com um governo de gestão, viveremos o início da retoma com um governo de gestão, viveremos uma fase de investimento com um governo de gestão.

Publicado por TMA em 07:41 PM | Comentários (0) | TrackBack

A Moleirinha

Pela estrada plana, toque, toque, toque
Guia o jumentinho uma velhinha errante
Como vão ligeiros, ambos a reboque,
Antes que anoiteça, toque, toque, toque
A velhinha atrás, o jumentinho adiante!...

Toque, toque, a velha vai para o moinho,
Tem oitenta anos, bem bonito rol!...
E contudo alegre como um passarinho,
Toque, toque, e fresca como o branco linho,
De manhã nas relvas a corar ao sol.

Vai sem cabeçada, em liberdade franca,
O jerico ruço duma linda cor;
Nunca foi ferrado, nunca usou retranca,
Tange-o, toque, toque, moleirinha branca
Com o galho verde duma giesta em flor.

Vendo esta velhita, encarquilhada e benta,
Toque, toque, toque, que recordação!
Minha avó ceguinha se me representa...
Tinha eu seis anos, tinha ela oitenta,
Quem me fez o berço fez-lhe o seu caixão!...

Toque, toque, toque, lindo burriquito,
Para as minhas filhas quem mo dera a mim!
Nada mais gracioso, nada mais bonito!
Quando a virgem pura foi para o Egipto,
Com certeza ia num burrico assim.

Toque, toque, é tarde, moleirinha santa!
Nascem as estrelas, vivas, em cardume...
Toque, toque, toque, e quando o galo canta,
Logo a moleirinha, toque, se levanta,
Pra vestir os netos, pra acender o lume...

Toque, toque, toque, como se espaneja,
Lindo o jumentinho pela estrada chã!
Tão ingénuo e humilde, dá-me, salvo seja,
Dá-me até vontade de o levar à igreja,
Baptizar-lhe a alma, prà fazer cristã!

Toque, toque, toque, e a moleirinha antiga,
Toda, toda branca, vai numa frescata...
Foi enfarinhada, sorridente amiga,
Pela mó da azenha com farinha triga,
Pelos anjos loiros com luar de prata!

Toque, toque, como o burriquito avança!
Que prazer d'outrora para os olhos meus!
Minha avó contou-me quando fui criança,
Que era assim tal qual a jumentinha mansa
Que adorou nas palhas o menino Deus...

Toque, toque, é noite... ouvem-se ao longe os sinos,
Moleirinha branca, branca de luar!...
Toque, toque, e os astros abrem diamantinos,
Como estremunhados querubins divinos,
Os olhitos meigos para a ver passar...

Toque, toque, e vendo sideral tesoiro,
Entre os milhões d'astros o luar sem véu,
O burrico pensa: Quanto milho loiro!
Quem será que mói estas farinhas d'oiro
Com a mó de jaspe que anda além no Céu!

Guerra Junqueiro

Faz hoje 81 anos que nos deixou.

Publicado por TMA em 05:16 PM | Comentários (0) | TrackBack

Fogo e Gelo

Heimaey island, Iceland - Emory Kristof

Publicado por TMA em 05:12 PM | Comentários (0) | TrackBack

julho 06, 2004

A justiça?!

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Os Nossos

Ricardo – Contra tudo e contra todos lutou. Provou que a opção que Scolari fez era merecida. Nunca nos esqueceremos Ricardo daquela noite com a Inglaterra. Fica apenas manchado no golo da Final em que foi mal batido.

Quim – O eterno nº 2.

Moreira – O prémio por uma excelente época. É o futuro da nossa baliza, terá o seu tempo.

Nuno Valente – Foi das melhores supresas do Euro. Não subiu muito, mas também não comprometeu. Deu-se ao luxo de secar Luque, Joaquin, Beckham e Overmars.

Miguel – Outra das grandes supresas. Anulou o lateral mais caro do Mundo, e fez sempre bons desafios. No dia em que poderia ter sido o seu, teve azar, lesionou-se e lesionou uma Selecção que estava a depender e muito de si.

Ricardo Carvalho – O melhor Central da Europa. Numa palavra: Gigante. Para mim, o melhor jogador do Euro.

Jorge Andrade – Irregular. Alternou boas exibições com exibições menos conseguidas, entre elas, os dois jogos com a Grécia.

Rui Jorge – Jogou o primeiro jogo, foi saneado e do banco mais saiu.

Paulo Ferreira – Não foi o lateral que precisávamos. Cometeu um erro grave no primeiro jogo e na Final não fez esquecer a exibição que Miguel estava a fazer. Talvez impressionado com as libras de Abramovic.

Fernando Couto – O capitão. Dentro e fora. Teve humildade para o reconhecer.

Beto – O esperado. Não jogou.

Costinha – Não esteve ao seu nível, ao nível que nos habituou no Porto. Faltou com a Inglaterra e na Final deixou o grego marcar.

Maniche – Foi um senhor, mandou no meio campo nacional, provando a Scolari, que fez bem em chamá-lo e acabar com a “birra”. Infelizmente não apareceu como queríamos na Final. Marcou o melhor golo do Euro. Para mais tarde recordar.

Petit – Sempre que foi chamado estabilizou o meio campo nacional.

Tiago - Como se esperava não jogou e ainda entrou em polémicas com Veiga a meio do Euro.

Simão Sabrosa – Uma das maiores desilusões na Selecção. Não produziu aquilo que toda época fez no Benfica, não apareceram os golos, e terá que correr muito para ter lugar na Selecção.

Cristiano Ronaldo – O novo menino bonito da Selecção. Quem fica indiferente aos nós cegos que Ronaldo espalhou pelos relvados neste Euro. Marcou dois golos de cabeça o que denota muito trabalho nesse capítulo. Será provavelmente no futuro o novo Figo da Selecção.

Luís Figo – Como ele anunciou nas televisões e rádios continuou a ser a nossa Bandeira. Dele esperávamos tudo. Não rendeu o que esperávamos, fez apenas um grande jogo contra a Holanda.
Amuou quando saiu e foi rezar com a santinha. Figo se ficar arrisca-se a ser o menino que joga os últimos 15 minutos, se sair fá-lo pela porta grande.

Deco – Ouvem alguém que a meio do Euro, disse: Se Deco não e português então eu sou Decolês. Deco foi em muitos jogos sublime, suando a camisola, carregando a equipa às costas. Falhou na Final, onde não conseguiu fugir às marcações gregas.

Pauleta – Não foi o ciclone, nem vento forte. Poderá ter perdido a titularidade na Selecção nacional.

Nuno Gomes – Esteve bem sempre que entrou. Foi feliz com a Espanha, e foi feliz em todo o Euro como já o tinha sido em 2000. Scolari poderia ter acreditado mais nele.

Postiga – Para muitos foi uma surpresa na convocatória, mas da sua cabeça nasceu a mudança contra a Inglaterra. O futuro poderá ser risonho para ele.

Rui Costa – Deixo para o fim, o 10, o maestro. Despediu-se da Selecção na Nova Luz, um palco que uns metros ao lado, foi o seu na Velhinha Luz.
Rui Costa não gostou de sair, como ninguém gosta, mas quando foi chamado mostrou a falta que faz ter um trintão no banco, que ainda é maestro da orquestra. Aquele golo á Inglaterra será sempre para sempre, como foi o penalty em 91, ou o golo à Irlanda em 95.
Obrigado Rui por tudo, e se haveria alguém não merecia, tu eras um deles.

Scolari – Líder, ambicioso, religioso, amável, carinhoso, lutador, sábio. Scolari foi tudo isto, porque conseguiu pôr o país a gritar, a saltar, a emocionar-se com o hino, a vestir as cores nacionais, a usar as bandeiras em tudo o que era sítio.
Ainda bem, que Madaíl teve coragem para o contratar e o defender quando o teve que fazer.
Muitos devem ter guardado os tais cartazes que exibiram há uns meses atrás.

Uma última palavra para Madaíl, Governo e Forças de Segurança.
Parabéns!

Scriptum - Rui, como prémio se pedirem para ires aos Olímpicos, recusas?

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O ABC do Euro

Alegria – De um povo, de um país, dos visitantes. Foram três semanas de rostos felizes, alegres e de um colorido imenso.

Bandeiras – Passado 30 anos percebemos que possuímos uma bandeira linda, que devemos usar, beijar, exibir. Elas continuam por todo o lado e ainda bem.

Caravagio – Entra no léxico religioso e social de um país. Muitos foram os que acreditaram nela.

Dinastia – A geração de ouro, deixa uma dinastia que poderá ser ainda mais histórica. Sinceramente há futuro.

Escandinavas – Foram um sucesso aos olhos dos muitos portugueses. Loiras, de olho azul e bonitas. Quem não se recorda da sueca de biquíni.

Fiasco – Todas as putativas campeãs que fracassaram a todos os níveis neste Euro. França, Itália, Espanha, Alemanha e Inglaterra. Alguém deu por eles?

Greves – Todos aqueles que existiram sem qualquer mediatização. As organizações sindicais cometeram o maior erro dos últimos tempos. Quem esperaria que existisse alguma mediatização em pleno Euro? Só ficaram mal aos olhos do povo que queria que tudo corresse bem, como correu.

Hellas – Campeões. Futebol feio, mas prático e eficaz. Dá que pensar.

Incêndios – Todos aqueles que foram esquecidos ao longo do Euro, mas que irão começar a ser notícia de primeira página, infelizmente.

Jornais – Que bonitas as capas dos jornais portugueses ao longo da caminhada da Selecção. Fabulosas as suas primeiras páginas.

Karagounis – Um dos heróis gregos.

Lisboa – Que bonita ficou a capital do país com toda aquela festa que andou pelas suas ruas.

Manifestações – As manifestações populares por todo o país de apoio a uma Selecção, a um país. Que loucura que foram aquelas viagens de Alcochete para os estádios da Luz e Alvalade.

Números – Os números do Euro são superiores aos esperados. Estádios cheios, shares televisivos a baterem recordes, bandeiras e camisolas vendidas aos molhos.

Ostentação – A de Roman Abrahmovic que passeou os seus barcos, a sua fortuna.

Portugal – O país, a Selecção. O país que soube receber os seus visitantes de forma cordial e a segurança que lhes proporcionou. A selecção que nos fez sonhar, que brilhou nos nossos estádios e que nos fez sorrir em tempos de crise.

Querer - Queríamos todos, queriam os jogadores, mas....

Religião – Mandou neste Euro. Muito se falou dela, até para justificar estadias nos balneários. A igreja sem fazer por isso, teve a oportunidade para ganhar um novo fôlego.

Scolari – O homem do povo, o homem em que uma nação passou a acreditar, a ouvir, a idolatrar. Passou a ser o treinador que todos querem nas suas equipas, mas que voltou a “casar” com Madaíl. O homem que veio de um país irmão, fez o que nenhum em Portugal alguma vez tinha conseguido, por um país uno em volta de algo, pôs as pessoas a porem bandeiras nas janelas.
Foi líder e se é bom num dia, não deixa de ser à noite.

Televisões – Bateram todos os recordes. Todos os shares. E quando vimos 87% na Final, pensamos que os restantes 13% estavam nos Fun Parks, nos cafés, e alguns, serão aqueles pseudo intelectuais que consideram o futebol algo de ignóbil.

Unidade – A de um povo em torno de um desígnio. E que bonito foi ver.

Vitória – As muitas que fomos arrecadando ao longo do Euro.

Wayne Rooney – Nasceu um ídolo inglês, um novo ídolo para o mundo do Futebol. Até onde irá este menino?

Yes – Gritámos todos, quando vimos aquele menino a defender sem luvas, e a marcar aquele penalty inesquecível.

Zagorakis – O homem do Torneio escolhido pela UEFA. Para muitos, é discutível, mas foi o escolhido, como poderia ter sido, Maniche, Ricardo Carvalho ou Poborsky, mas nunca Zidane, que nem merecia estar nos 23.

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O fim da Festa

O fim da festa, tem destas coisas: a tristeza de ver partir, de saber ver perder.
Agora que a ressaca se foi embora, apercebemo-nos que também a Euromania se foi embora.
Percebemos que os gregos, os holandeses, os espanhóis, os checos se foram embora.
Percebemos que a Baixa de Lisboa ficou mais triste, sem festas sem uma pluralidade de culturas que inundou este país, esta cidade.
Aquela noite de Domingo tinha tudo para ser linda, para ser feliz, para ser bela.
Não o foi na sua totalidade, porque não ganhamos, porque não fomos felizes.
Em todo o caso, fui para a rua festejar.
E festejar o quê?
- Festejar a excelente organização do Euro.
- O vice Campeão chamado Portugal.
E que bonita foi a festa, que bonito foi ver à beira rio, portugueses e gregos a confraternizar, porque todos percebemos que apesar de tudo, apesar de todas as rivalidades, o futebol é isto: FESTA!
Falei com muitos gregos, com alguns espanhóis, ingleses e italianos.
Todos, mesmo os gregos, foram unânimes, Portugal foi a melhor equipa do Euro, merecia ganhar, mas quem marca é quem ganha, está nos livros.
E por estar nos livros, apesar de todo o seu futebol feio, a Grécia soube ler esses mesmos livros, e perceber qual a sua fórmula para o sucesso.
Mas, não devemos estar tristes, porque podemos sempre nos orgulhar das conquistas que este Euro nos trouxe.
Ficamos todos a saber que afinal, continuamos a ser um todo, um país que vai de Norte a Sul, passando pelas ilhas, e que ainda continuamos a merecer o amor e carinho de todos aqueles povos que ainda nos consideram irmãos.
Ficamos a saber que continuamos a ter orgulho na nossa Nação, no nosso hino, na nossa bandeira.
E que bom que é ouvir todos os nossos visitantes sem excepção, que vão voltar, porque realmente, somos um país fantástico, apesar de todas as politiquices que por aí andam.
Foi bom, foi muito bom, e como o anúncio dizia:

Ganhou quem soube receber bem.
Ganhou quem pôs a bandeira na janela, outra no carro e quem seguiu o autocarro da Selecção.
Ganhou quem soube perder.
Ganhou quem ficou mais perto de saber o que é ser português
.

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julho 05, 2004

Hoje não escrevo

Hoje não escrevo nada.
A ressaca está a ser valente e duradoira.

Publicado por TMA em 09:06 PM | Comentários (0) | TrackBack

julho 04, 2004

As capas do DIA D

Adenda: Faltava este!

Publicado por TMA em 02:23 PM | Comentários (0) | TrackBack

Uma careca Diferente

Publicado por TMA em 03:35 AM | Comentários (0) | TrackBack

O caneco que desejamos

Publicado por TMA em 03:30 AM | Comentários (0) | TrackBack

A última Aposta

Portugal - 4/11

Grécia - 2/1

Jogo:

Vitória Portugal - 4/6

Empate (90m) - 9/4

Vitória Grécia - 9/2

Publicado por TMA em 03:27 AM | Comentários (0) | TrackBack

Esquecimento

Esquecimento espero perdoável.
Os meus parabéns por um ano de vida ao amigo António Colaço do Ânimo e ao Rui do Adufe.

Publicado por TMA em 01:06 AM | Comentários (2) | TrackBack

A ponte de um país

Ponte Vasco da Gama

Publicado por TMA em 12:42 AM | Comentários (0) | TrackBack

Num qualquer balneário

Poderia ser um qualquer balneário de uma equipa de futebol, em especial, gerida por Mister Scolari.

Publicado por TMA em 12:40 AM | Comentários (0) | TrackBack

Crítica a um País

Como nunca pode ser bom, aqui fica um artigo escrito por um estrangeiro e recebido no Baú da Avozinha:

"O artigo é grande, real, irritante e revoltante.... Porque a verdade irrita e
revolta... Percam uns minutos e leiam... no Pravda Este artigo do jornal
"Pravda" da Federação Russa, resume bem aquilo que toda gente sente e diz em
voz baixa; falta-lhe, talvez, referência a um aspecto fundamental do
diagnóstico do estado actual da nossa psique colectiva, isto é, a acção
extremamente negativa, "desinformativa" e imbecilizante" dos media lusitanos.
Aqui se segue o artigo que é longo mas vale a pena ler.

PESSIMISMO E PEDOFILIA
São dois os principais problemas de Portugal: os poucos pessimistas profissionais, que passam a vida a contaminar o resto da população, e uma governação inadequada, ineficiente, ineficaz e fora de contacto com a realidade no país.
Que Portugal e os portugueses têm inegáveis qualidades, não hajam dúvidas. Não é por nada que Portugal é um país independente e a Catalunha, a Bretanha, a Escócia e a Bavária o não são.
Não é por nada que o português é a sétima língua mais falada no mundo, à frente do alemão, do francês e do italiano.

No entanto, estas qualidades precisam de ser cultivadas por quem foi eleito para liderar e dirigir o país.
O que acontece é que nem agora, nem por muito tempo, Portugal tem tido líderes dignos do seu povo, capazes de liderar a nação, realizar os projectos que foram escolhidos para realizar. O resultado é uma onda de pessimismo, no meio dum mar de desemprego, desinteresse e desorientação que serve de combustível para a economia emocional não funcionar, aquela economia que é tão importante quanto a economia das quotas de oferta e procura.
A consequência é uma retracção não só da economia mas também do psique da
sociedade, com uma introversão patológica a manifestar-se no escrutínio colectivo do umbigo nacional, ou um pouco mais abaixo. A não-história da pedofilia, já uma psicose nacional, é um belíssimo exemplo de até onde pode
chegar uma sociedade quando nem é orientada nem estimulada a pensar em
horizontes mais saudáveis. Há mais que um ano, a imprensa portuguesa
regurgita a história do abuso sexual de meninos do orfanato/escola Casa Pia,
apontando nomes sonantes da vida pública que nem têm lugar aqui, visto que
até ser provado ao contrário, uma pessoa numa sociedade civilizada, é
considerado inocente. Na busca de quem foi ou quem não foi, deu origem ao
levantamento na praça pública duma lista substancial de nomes do mundo
artístico, desportivo, e político, aos mais altos níveis. Não é a causa do pessimismo em Portugal, mas espelho dele. A noção que "nós não prestamos,
somos os coitadinhos da Europa e a alta sociedade é podre" se ouvia nos finais
dos anos 70, desapareceu e com a não governação do primeiro ministro José
Barroso, voltou. Está tangível, quanto mais para um estrangeiro que ama e
estuda este país há 25 anos. Outra manifestação deste pessimismo é a
negatividade ao nível das conversas nos cafés (inaudíveis nos claustros de
cristal onde pairam os governantes do país) acerca dum evento que a priori é
a melhor hipótese que Portugal alguma vez tem tido para se projectar na
comunidade internacional ? o Euro 2004. O Euro 2004 é o ponto desportivo mais
alto na história quase milenar de Portugal. É um dos três mais vistos eventos televisivos no mundo e é uma excelente oportunidade de enterrar de vez a falácia que Portugal é uma província espanhola.
Mas o que é que acontece?
Enquanto o resto da Europa se prepara com entusiasmo para o Campeonato da
Europa em Futebol, se ouve em Portugal por todo o lado que os estádios não
estão preparados, ou que não são seguros, ou que os aeroportos não estão
adequados ou que vai haver problemas com hooliganismo ou com terrorismo.
Disparate!
Ou pior, uma vergonha, por quem perpetua este tipo de lixo que se chame notícias por aí.
Para começar, os estádios estão tão prontos que já se joga futebol neles. Segundo, as normas de segurança têm de obedecer a rigorosíssimas normas de controlo estipuladas pela inflexível UEFA.
Terceiro, os aeroportos têm dos sistemas mais avançadas de controlo de tráfico aéreo, total e completamente integrados nos da União Europeia e mais, os adeptos não vão todos chegar no mesmo dia, nem todos de avião.
Quarto, quando os bilhetes foram vendidos na Internet, foi consultada a base de dados proferida pelas forças policiais dos países presentes no Euro 2004. Quinto, Portugal é alguma vez um alvo para ataques terroristas, desde quando? Só se fossem as FP-25 de Abril.
Porém, onde estão as autoridades a explicarem a verdade, a estimular a população, a instilar o optimismo, não só para o Euro 2004 mas para galvanizar a economia, a liderar o país?
Exactamente onde estiveram, estes ou outros, quando os interesses dos portugueses estavam a ser vendidos por um preço barato, o que levou gradualmente à situação actual em que uma família portuguesa gasta substancialmente mais do seu ordenado em necessidades básicas do que no resto da Europa. Não se admite que num supermercado espanhol, se encontram exactamente os mesmos produtos bem mais baratos do que em Portugal, não se admite que no Reino Unido o cesto básico de alimentos custa bastante menos, quando se ganha cinco, seis ou sete vezes mais. Há duas
semanas, vi três restaurantes no centro de Londres com a cartaz "Comam o que quiserem por £5.45 - 9 Euros, ou um pouco menos. Os portugueses gastam uma fatia tão grande do seu ordenado em mantimentos fundamentais que não há capital disponível para os serviços, restringindo a economia a um modelo básico e muito primário. Se bem que Portugal é um país pequeno, também é a Bélgica, a Dinamarca, os Países Baixos, o Luxemburgo, a Suiça, a Irlanda.
Estes países têm um plano de médio e longo prazo e nestes países ganham os
lugares de destaque pessoas competentes e devidamente qualificadas e formadas.
Em Portugal, o plano é ganhar as próximas eleições, ponto final. O que acontece depois? Há uma onda laranja (PSD - Actual gov) ou cor-de-rosa (PS -
gov anterior) a varrer o país e ocupar todos os quadros altos e médios, seja
em ministérios, em faculdades, em firmas, até em hospitais. O grande plano
é, quanto muito, de quatro anos, o que explica pequenez de pensamento e a
falta de visão personalizada por uma ministra das finanças que trata a
economia do país como se fosse uma dona de casa maníaca, que, munida com uma tesoura gigante, tenta transformar um lençol de cama de casal numa bata para uma boneca diminuta? Corta, corta, corta. O resultado disso tudo é o que se vê: desempregados à espera de desemprego durante largos meses, não semanas, sem receberem um tostão do governo que elegeram para os proteger.
Quão conveniente por isso que o país fale de pedófilos e não da economia, do
emprego, da falta de poder de liderança deste "governo" PSD/PP, da ausência
duma cariz democrático, ou social, ou popular, da ausência do contacto ou
calor humano destes, que foram eleitos para proteger seus cidadãos.
O que fizeram? Absolutamente nada.
Lamentaram que o país era um caos, e calaram-se.
Então, onde estão as políticas de salvação? Portugal está, e por muito tempo tem sido, liderado por uma argamassa de cinzentos incompetentes que
venderam os interesses do país irresponsável e negligentemente para fora.
Portugal precisa de quem tenha o brio e a chama suficiente para incendiar a
paixão do povo deste país lindo, desta pérola do Atlântico, de ajudá-lo a ir ao encontro dos seus sonhos, acreditar em si, redescobrir as suas consideráveis qualidades e colocar Portugal num lugar de destaque entre a comunidade internacional. O leitor pode apontar quem tenha feito isso nos últimos anos? O José Barroso está a fazê-lo? Caso contrário, se não descobrir, e rapidamente, quem for competente para governar este país, os projectos audazes e brilhantes, que vão de mãos dadas com o espírito e a alma portuguesa, como por exemplo a EXPO 98 e a EURO 2004, ambos com uma gestão excelente e uma preparação de que poucos países se poderiam gabar, perder-se-ão no mar de lamúria de assola Portugal. Francamente, a paciência dos que tanto lutaram para fazer qualquer coisa deste rectângulo atlântico, começa a esgotar-se. Já que gostam de dizer que quem não está bem deve mudar-se, começa a ser uma excelente ideia.

Publicado por TMA em 12:38 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 02, 2004

Sophia até um dia destes!

Um dos melhores poemas sobre Lisboa.
Hoje realmente o dia não está a ser feliz.

Lisboa

Digo:
"Lisboa"
Quando atravesso - vinda do sul - o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas -
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade
- Digo para ver

Sophia de Mello Breyner Andresen

Publicado por TMA em 11:34 PM | Comentários (0) | TrackBack

Para que lado remamos

Para que lado vai remar este país?

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Morreu o Padrinho

Aos 80 anos o Padrinho não resistiu.
Morre uma das maiores lendas do cinema Mundial

Publicado por TMA em 06:13 PM | Comentários (0) | TrackBack

Elogio espanhol a Portugal

Como não é nada normal, fiquei aterrado ao ver tal elogio espanhol a este Portugal.
Acordaram, meus amigos?
Quem o escreve é Jesús Cacho, ontem, no jornal electrónico Confidencial
Eis uma forma de ver as nossas qualidades:

"ELOGIO DE PORTUGAL, UN PAÍS CON UNA FEROZ LIBERTAD DE EXPRESIÓN, DEL QUE LOS ESPAÑOLES TENEMOS MUCHO QUE APRENDER

Muchos españoles están descubriendo estos días, aparentemente sorprendidos, la existencia en la casa de al lado de un vecino llamado Portugal, un vecino bastante más pobre que nosotros pero capaz de organizar una evento tan importante como un Campeonato de Europa de fútbol, de construir una serie de estadios, todos magníficos, de ganar a la millonaria selección española, e incluso de colocar como presidente de la Comisión Europea a uno de sus políticos, José Manuel Durao Barroso.
Ese país, cuya selección jugó y ganó ayer la primera semifinal de dicho campeonato contra Holanda, lo cual ya es de por sí un triunfo, sigue siendo un gran desconocido para España y los españoles. ¿Por qué? Porque los españoles, con la inveterada suficiencia de quien se cree superior, se han negado siempre a entender -en realidad ni siquiera lo han intentado- a Portugal y los portugueses.
Cuando la realidad es que España y los españoles tendrían -tendríamos- mucho que aprender de nuestros vecinos atlánticos. Aprender y lamentar la ausencia en España de esa elite intelectual, empresarial y política que habla idiomas, elite muy cercana a Gran Bretaña y a la cultura francesa, muy poco hispanófila, pero muy tolerante, muy abierta, muy cosmopolita.
En Portugal sería impensable contar con un presidente de la República que no hablara francés e inglés. La mayoría de los portugueses se esfuerzan por hablar español ante españoles, haciendo gala de una actitud cívica en el trato que tan difícil es de encontrar en el páramo hispano.
El presidente, Jorge Sampaio, vive en su casa, en su propio domicilio, como el primer ministro. A ninguno le da por convertirse en un Trillo. Nadie enloquece con el cargo. Nadie se prevale de su condición. Antonio Vitorino, actual comisario europeo, dimitió de su cargo como ministro -socialista, por cierto- tras descubrirse un desfase de 8.000 escudos (unas 6.000 pesetas) en las cuentas de su ministerio.
Semanas atrás, el presidente ZP se trasladó a Lisboa en su primera visita relámpago al país vecino, y no se quedó a cenar con Durao Barroso a pesar de haber sido invitado. Todo un síntoma. Vistas así las cosas, no es extraña esa inveterada desconfianza que comparte la clase política portuguesa hacia España, desconfianza que la prensa se encarga de mantener viva. Sus razones tendrán.
Todo el edificio de ese Portugal Abierto -la vieja aspiración de quienes aquí persiguen una España Abierta capaz de superar sus viejos atavismos- se asienta seguramente sobre una feroz libertad de expresión que todos defienden y que se manifiesta en los debates -políticos, económicos- que se celebran en la televisión y en los textos que aparecen en diarios y semanarios (de gran importancia en el país vecino).
Comparar esa libertad de prensa, ese valor cívico del que hacen gala las elites portuguesas para hablar alto y claro, y criticar lo que juzgan merecedor de crítica, con el miedo a hablar de nuestros ricos, de nuestros empresarios, de nuestros políticos, fieles devotos de la ley del silencio, y con el secretismo y la rendición a los poderes políticos y económicos que hoy caracteriza a la prensa española -no digamos ya a la televisión- es como para echarse a llorar. ¿De qué presumen, entonces, los españoles ante Portugal y los portugueses? Ese es, sin duda, uno de los grandes misterios de la Historia Universal.
"

Publicado por TMA em 01:13 PM | Comentários (0) | TrackBack

E este país?

E este país para onde corre?
Onde desaguará este rio chamado Portugal?

Publicado por TMA em 12:40 AM | Comentários (2) | TrackBack

Até onde vai o apoio à Selecção?

Tudo começou com uma bandeira, hoje já se recebem mails assim:

Domingo, dia 4 de Julho, pelas 16:00 horas vamos todos formar um cordão
humano na 2ª Circular entre o ramo de acesso da Ponte vasco da Gama e o
Estádio da Luz.
São 9 Km,... mas vamos ser mais de 18.000 a apoiar a Selecção de Portugal. Depois do autocarro da nossa equipa passar, ainda vamos todos a tempo de ir ver o jogo, seja no Estádio, seja no Fan Park, em outros parques, em cafés, ou mesmo nas casas de cada um.
Importante é que cada Um, contribua com o seu Apoio para a Vitória Final. Vamos dar as mãos!
Divulga este email e comparece.
VIVA PORTUGAL

Publicado por TMA em 12:37 AM | Comentários (1) | TrackBack

Ontem

Ontem foi daqueles dias que poucos portugueses se irão esquecer.
Por muito anos, por muitas festas que já tenha vivido ontem foi realmente um dia dos mais emocionantes que alguma vez vivi.
Tudo começou às 17.30 ao ver todo aquele povo à volta de uma carrinha laranja (original!!) a caminhar de Alcochete até Alvalade.
Depois foi ver todo aquele de vermelho bandeira num estádio que não tem por hábito receber essas cores.
E finalmente, a emoção dos rostos, a felicidade, o abraço dos irmãos Figo-Rui Costa (e tanto eles merecem esta Final).
As ruas engalanaram-se, o povo saiu à rua, manifestou-se por uma razão comum, e que bonito estava o Marquês, a 24 de Julho, a Liberdade, o Parque das Nações, as Docas.
Agora, bem agora, é pensar que o coração vai bater muito no Domingo, do princípio ao fim, e que apesar, dos ricos se terem ido embora, este não é o Euro dos Pequeninos, este é o Euro de um povo grande.
Se dúvidas houvesse, vejam as imagens de Díli, de Luanda, de Paris (aquele Arco estava mais lindo ontem), de São Tomé, de Maputo, de Bragança ao Funchal.
São as centenas de anos de História.

Adenda: Repararam que hoje no Dragão jogavam a Rep. Checa contra a Grécia?
É que só se ouvia "Portugal Alé!Portugal Alé!


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julho 01, 2004

Imagens de uma noite Linda

(Que figura triste estou eu a fazer!)

(Esta é para si, P.C.!)

(Vou mas é levar já este Gajo para Madrid! Boa!)

(Onde está a santinha?)

(Obrigado Santinha)

Publicado por TMA em 03:13 PM | Comentários (3) | TrackBack

O adeus de uma Laranja esmagada, esprimida

Publicado por TMA em 03:03 PM | Comentários (0) | TrackBack

As capas a caminho de uma Final III

~

Publicado por TMA em 02:54 PM | Comentários (0) | TrackBack

As capas a caminho de uma Final II

Publicado por TMA em 02:46 PM | Comentários (0) | TrackBack

As capas a caminho de uma Final I


Publicado por TMA em 02:39 PM | Comentários (0) | TrackBack