julho 09, 2004

A Via Verde contra-ataca

Recebo um comentário do Querias Brisa. Deverá ser dos comentários mais longos da blogosfera.
Por isso, considero que devo dar honras de post com alguns comentários meus.
Aqui vai:

Confirmo! Eu e a minha mulher fomos daqueles que não aceitamos a renovação! e à cerca de 2 meses o seu identificador começou a dar amarelos e logo após o primeiro amarelo começou a levar à hora do jantar (20.30-22) consecutivamente com telefonemas da Brisa (contratam uma empresa que por sua vez contrata malta nova ao preço da uva mijona para fazerem telefonemas-estilo atendimento ao cliente das empresas de telemóveis), que "estes identificadores ao fim de 2 meses avariam", blá-blá-blá, para um engenheiro achei isto uma estupidez completa! sem sentido, e desconfiei da golpada, digam ao "puto" dos telefonemas que vão parar o carro e que não querem mais telefonemas, já agora tomem lá a notícia do Expresso:

A Via Verde Portugal vai processar os autores de uma mensagem anónima divulgada na Internet com acusações da prática de fraude. Na missiva, é dito que a empresa provoca falhas nos identificadores para obrigar os utilizadores a celebrarem novos contratos.

(Mas vai processar quem ? Se são anónimos? E com que base? Já não exite liberdade de expressão neste país)

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor - Deco já «solicitou por
escrito uma reunião com a Brisa para esclarecer as acusações», adianta o
secretário-geral da associação, Jorge Morgado.
Contactada pelo EXPRESSO Online, a Via Verde Portugal confirma a existência
daquela informação, mas garante que é falsa.
«A mensagem é anónima e o que relata não existe», diz o porta-voz, Franco
Caruso. Já na próxima segunda-feira, vão entregar «uma queixa-crime na Polícia Judiciária contra os autores dos boatos difamatórios que foram postos a circular na Internet», revela fonte oficial da empresa. Ainda assim, o assunto motivou «uma auditoria interna, que permitiu provar que as informações divulgadas são totalmente falsas», acrescenta aquele responsável.

(continuo sem perceber quem vão poder em tribunal. A mim, porque divulguei? Ou a quem escreveu este comentário? Ou a quem me enviou o mail, que já sido enviado provavelmente por mais 10 ou 15 pessoas?)

Na mensagem a que o EXPRESSO Online teve acesso, é dito que «através de uma manobra fraudulenta, os identificadores com mais de três anos (garantia que possuem) automaticamente começam a dar sinal amarelo», lê-se. A anomalia induz os «proprietários a deslocarem-se às instalações da Brisa no sentido de substituírem a pilha. Três dias depois, são surpreendidos com a informação que o contrato cessou devido a uma avaria no identificador. A empresa obriga à celebração de um novo contrato, com novas taxas», acusam.
Os autores anónimos esclarecem ainda que «esta medida foi aprovada pela
administração da Via Verde há cerca de dois meses». Acusações que a empresa
refuta: «Não há mudanças de contrato forçadas», diz Franco Caruso. Contudo,
houve um processo de migração para um novo acordo.
Em Outubro último, a Via Verde Portugal - constituída a partir da Brisa em 2001
- apresentou uma proposta para a celebração de um novo contrato com mais
serviços. A saber: a utilização do identificador em parques de estacionamento, a
facturação através da Internet ou de acordo com parâmetros definidos pelo
beneficiário e até a possibilidade de anexar várias «Vias Verdes» a um
utilizador, entre outros.
Quem o subscrevesse teria ainda de escolher entre as modalidades de aquisição
(30 euros) ou de aluguer (10 euros por ano) dos identificadores. As novas regras foram previstas para os «clientes novos, enquanto aos mais antigos foi dado o direito de opção», diz o porta-voz. Contudo, todos os utilizadores - mais de 1milhão e 600 mil - preferiram a nova modalidade, garante Caruso. E o responsável explica que «em caso de avaria, o identificador é substituído sem custos para o utilizador», quer seja proprietário ou locatário.

(Caro Caruso, tenho a informá-lo que tenho Via Verde na minha viatura, e até à data ainda não recebi qualquer indicação para as novas modalidades! Não me digam, que assumiram que eu quereria a nova?)

A mensagem continua a circular na Internet, mas a Deco «não tem, para já,
nenhuma reclamação», diz o secretário-geral. Contudo, «vamos insistir para que a reunião seja agendada ainda esta semana», salienta Jorge Morgado.

Pois continua e deverá concerteza continuar.
Agora passo a minha própria experiência, há uns dois anos, comecei a passar na Via Verde e com a luz amarela a acender. Não liguei até porque era situação que por vezes acontecia, para no mesmo dia, não acontecer.
Recebi então uma carta da Via Verde a informar que provavelmente teria a pilha do identificador esgotada, e por isso, deveria enviar o respectivo identificador para troca da respectiva pilha.
Na mesma missiva a Brisa não efectuava qualquer referência ao pagamento de qualquer importância.
Qual não é o meu espanto que na factura seguinte é cobrado pela Brisa um valor correspondente a um novo identificador.
Após contacto com a Brisa sou informado que paguei o valor da pilha, dos selos, do envelope e ainda, o melhor de tudo, do novo autocolante colocado no identificador, que afinal continuava a ser o mesmo, apesar de eu estar a pagar um novo.

Publicado por TMA em julho 9, 2004 12:39 AM
Comentários

E mais vos informo ... O SISTEMA DA VIA VERDE É UMA FRAUDE... mais concretamente no que diz respeito à atribuição das classes das viaturas. Dizem que é um processo automático e no entanto é feito a "olhómetro". Já passei com a minha viatura nas portagens e umas vezes dá como classe 1 e outras como classe 2. Porque será? E o que responder quando um dos funcionários portageiros nos responde; "SE CALHAR O MEU COLEGA ENGANOU-SE" ...???

Afixado por: David Almeida em setembro 30, 2004 12:36 AM