julho 07, 2004

POrque o Bloco não quer governar?

Eu percebo que alguns não queiram falar sobre a notícia de primeira página que o Público traz hoje para as bancas dos jornais.
Outros preferem falar em páginas narcisistas.
Agora que não façam para não distrair a ilegitimidade de um governo sem eleições, eu discordo.
Temos que ter consciência que caso Sampaio marque eleições antecipadas, as probabilidades indicam que o PS não obterá maioria absoluta, ficando talvez a dois ou três por cento dessa mesma maioria.
E essa maioria, seria logicamente conquistada com o apoio do BE.
Sampaio tem que pensar nas eleições antecipadas, com esta ideia na cabeça.
Sampaio tem que se perguntar se o povo português quer um governo do PS com coligação com o BE.
Tem que perguntar a si mesmo, se é benéfico para o país um governo em que esteja o BE, apesar de Louça afirmar que não quer pastas ministeriais, o que duvido sinceramente.
E mesmo, que Louça não queira a pasta, irá concerteza querer contrapartidas para deixar passar o programa de governo e os orçamentos.
E para começar Louça irá propor três excelentes medidas:
- A liberalização do aborto;
- Os casamentos homossexuais;
- e claro, a Liberalização das drogas leves.
Agora, também temos que perceber que não interessa a Louça ir para o Governo, por uma razão simples, é que o BE é um partido do Contra e nunca poderia ser do contra ao ir para uma coligação governamental.
Como é que Louça e o seu bloco poderiam fazer parte de um governo que vê na Europa a sua política futura, num governo socialista que iria aprovar a constituição europeia, e que faria negócios ao estilo que tanta Louça renuncia.
Sendo apenas o garante de um governo PS em termos parlamentares, o BE poderá continuar a sua cruzada do contra.
Sampaio vai agendar o conselho de Estado o que faz indicar que irá agendar eleições antecipadas.
Esperemos que o conselho e Estado pense nas consequências de um governo de Ferro Rodrigues em verdadeira retoma e com um apoio do BE parlamentar.
E que pensem que com eleições vamos viver quatro meses em verdadeira gestão, num período que devia ser de "renascimento" após o Euro, que tanto auto-estima trouxe aos portugueses.
Viveremos os incêndios com um governo de gestão, viveremos o início da retoma com um governo de gestão, viveremos uma fase de investimento com um governo de gestão.

Publicado por TMA em julho 7, 2004 07:41 PM
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