julho 06, 2004

Os Nossos

Ricardo – Contra tudo e contra todos lutou. Provou que a opção que Scolari fez era merecida. Nunca nos esqueceremos Ricardo daquela noite com a Inglaterra. Fica apenas manchado no golo da Final em que foi mal batido.

Quim – O eterno nº 2.

Moreira – O prémio por uma excelente época. É o futuro da nossa baliza, terá o seu tempo.

Nuno Valente – Foi das melhores supresas do Euro. Não subiu muito, mas também não comprometeu. Deu-se ao luxo de secar Luque, Joaquin, Beckham e Overmars.

Miguel – Outra das grandes supresas. Anulou o lateral mais caro do Mundo, e fez sempre bons desafios. No dia em que poderia ter sido o seu, teve azar, lesionou-se e lesionou uma Selecção que estava a depender e muito de si.

Ricardo Carvalho – O melhor Central da Europa. Numa palavra: Gigante. Para mim, o melhor jogador do Euro.

Jorge Andrade – Irregular. Alternou boas exibições com exibições menos conseguidas, entre elas, os dois jogos com a Grécia.

Rui Jorge – Jogou o primeiro jogo, foi saneado e do banco mais saiu.

Paulo Ferreira – Não foi o lateral que precisávamos. Cometeu um erro grave no primeiro jogo e na Final não fez esquecer a exibição que Miguel estava a fazer. Talvez impressionado com as libras de Abramovic.

Fernando Couto – O capitão. Dentro e fora. Teve humildade para o reconhecer.

Beto – O esperado. Não jogou.

Costinha – Não esteve ao seu nível, ao nível que nos habituou no Porto. Faltou com a Inglaterra e na Final deixou o grego marcar.

Maniche – Foi um senhor, mandou no meio campo nacional, provando a Scolari, que fez bem em chamá-lo e acabar com a “birra”. Infelizmente não apareceu como queríamos na Final. Marcou o melhor golo do Euro. Para mais tarde recordar.

Petit – Sempre que foi chamado estabilizou o meio campo nacional.

Tiago - Como se esperava não jogou e ainda entrou em polémicas com Veiga a meio do Euro.

Simão Sabrosa – Uma das maiores desilusões na Selecção. Não produziu aquilo que toda época fez no Benfica, não apareceram os golos, e terá que correr muito para ter lugar na Selecção.

Cristiano Ronaldo – O novo menino bonito da Selecção. Quem fica indiferente aos nós cegos que Ronaldo espalhou pelos relvados neste Euro. Marcou dois golos de cabeça o que denota muito trabalho nesse capítulo. Será provavelmente no futuro o novo Figo da Selecção.

Luís Figo – Como ele anunciou nas televisões e rádios continuou a ser a nossa Bandeira. Dele esperávamos tudo. Não rendeu o que esperávamos, fez apenas um grande jogo contra a Holanda.
Amuou quando saiu e foi rezar com a santinha. Figo se ficar arrisca-se a ser o menino que joga os últimos 15 minutos, se sair fá-lo pela porta grande.

Deco – Ouvem alguém que a meio do Euro, disse: Se Deco não e português então eu sou Decolês. Deco foi em muitos jogos sublime, suando a camisola, carregando a equipa às costas. Falhou na Final, onde não conseguiu fugir às marcações gregas.

Pauleta – Não foi o ciclone, nem vento forte. Poderá ter perdido a titularidade na Selecção nacional.

Nuno Gomes – Esteve bem sempre que entrou. Foi feliz com a Espanha, e foi feliz em todo o Euro como já o tinha sido em 2000. Scolari poderia ter acreditado mais nele.

Postiga – Para muitos foi uma surpresa na convocatória, mas da sua cabeça nasceu a mudança contra a Inglaterra. O futuro poderá ser risonho para ele.

Rui Costa – Deixo para o fim, o 10, o maestro. Despediu-se da Selecção na Nova Luz, um palco que uns metros ao lado, foi o seu na Velhinha Luz.
Rui Costa não gostou de sair, como ninguém gosta, mas quando foi chamado mostrou a falta que faz ter um trintão no banco, que ainda é maestro da orquestra. Aquele golo á Inglaterra será sempre para sempre, como foi o penalty em 91, ou o golo à Irlanda em 95.
Obrigado Rui por tudo, e se haveria alguém não merecia, tu eras um deles.

Scolari – Líder, ambicioso, religioso, amável, carinhoso, lutador, sábio. Scolari foi tudo isto, porque conseguiu pôr o país a gritar, a saltar, a emocionar-se com o hino, a vestir as cores nacionais, a usar as bandeiras em tudo o que era sítio.
Ainda bem, que Madaíl teve coragem para o contratar e o defender quando o teve que fazer.
Muitos devem ter guardado os tais cartazes que exibiram há uns meses atrás.

Uma última palavra para Madaíl, Governo e Forças de Segurança.
Parabéns!

Scriptum - Rui, como prémio se pedirem para ires aos Olímpicos, recusas?

Publicado por TMA em julho 6, 2004 10:06 PM
Comentários

Apenas duas notas. Só para reforçar, que concordo completamente com o que está escrito. Ricardo Carvalho. Não me lembro de ver um central assim. Couto e Costa no seu melhor, talvez, mas não melhores...iguais, no máximo. O próprio me pareceu menos "monstruoso" durante toda a época. Brilhante.

Rui Costa. Já tenho saudades de o ver jogar! :)
Um "Senhor" cuja presença desportiva só será muito a custo substituida (Deco é genial, sem dúvida...e desejo que nos dê ainda muitas alegrias ao serviço da selecção...mas Rui Costa é um artista. Prefiro ver alguém que se furta às faltas que quem se faz a elas...); a outra, a importância simbólica e a representatividade do homem, do jogador em si, Rui Costa...essa ficará por muitos e muitos anos. Será por muito tempo o "nosso" nº 10...muito para além da final do euro e do próprio final da sua carreira que (creio) a breve prazo ocorrerá. De facto merecias a taça! Até sempre!

Afixado por: João em julho 6, 2004 10:35 PM

Meu caro João,

Agradeço o comentário feito.
Sobre Rui Costa, uma das perguntas que me assalta a mente nestes dias, é o que iria no pensamento daquele homem quando olhou para aquele estádio, com papelinhos azuis e brancos a caírem em cima de si.
O choro do Rui ficará tão marcado na história do nosso país como o de Eusébio em 66.

Afixado por: TMA em julho 7, 2004 01:11 AM