julho 06, 2004

O ABC do Euro

Alegria – De um povo, de um país, dos visitantes. Foram três semanas de rostos felizes, alegres e de um colorido imenso.

Bandeiras – Passado 30 anos percebemos que possuímos uma bandeira linda, que devemos usar, beijar, exibir. Elas continuam por todo o lado e ainda bem.

Caravagio – Entra no léxico religioso e social de um país. Muitos foram os que acreditaram nela.

Dinastia – A geração de ouro, deixa uma dinastia que poderá ser ainda mais histórica. Sinceramente há futuro.

Escandinavas – Foram um sucesso aos olhos dos muitos portugueses. Loiras, de olho azul e bonitas. Quem não se recorda da sueca de biquíni.

Fiasco – Todas as putativas campeãs que fracassaram a todos os níveis neste Euro. França, Itália, Espanha, Alemanha e Inglaterra. Alguém deu por eles?

Greves – Todos aqueles que existiram sem qualquer mediatização. As organizações sindicais cometeram o maior erro dos últimos tempos. Quem esperaria que existisse alguma mediatização em pleno Euro? Só ficaram mal aos olhos do povo que queria que tudo corresse bem, como correu.

Hellas – Campeões. Futebol feio, mas prático e eficaz. Dá que pensar.

Incêndios – Todos aqueles que foram esquecidos ao longo do Euro, mas que irão começar a ser notícia de primeira página, infelizmente.

Jornais – Que bonitas as capas dos jornais portugueses ao longo da caminhada da Selecção. Fabulosas as suas primeiras páginas.

Karagounis – Um dos heróis gregos.

Lisboa – Que bonita ficou a capital do país com toda aquela festa que andou pelas suas ruas.

Manifestações – As manifestações populares por todo o país de apoio a uma Selecção, a um país. Que loucura que foram aquelas viagens de Alcochete para os estádios da Luz e Alvalade.

Números – Os números do Euro são superiores aos esperados. Estádios cheios, shares televisivos a baterem recordes, bandeiras e camisolas vendidas aos molhos.

Ostentação – A de Roman Abrahmovic que passeou os seus barcos, a sua fortuna.

Portugal – O país, a Selecção. O país que soube receber os seus visitantes de forma cordial e a segurança que lhes proporcionou. A selecção que nos fez sonhar, que brilhou nos nossos estádios e que nos fez sorrir em tempos de crise.

Querer - Queríamos todos, queriam os jogadores, mas....

Religião – Mandou neste Euro. Muito se falou dela, até para justificar estadias nos balneários. A igreja sem fazer por isso, teve a oportunidade para ganhar um novo fôlego.

Scolari – O homem do povo, o homem em que uma nação passou a acreditar, a ouvir, a idolatrar. Passou a ser o treinador que todos querem nas suas equipas, mas que voltou a “casar” com Madaíl. O homem que veio de um país irmão, fez o que nenhum em Portugal alguma vez tinha conseguido, por um país uno em volta de algo, pôs as pessoas a porem bandeiras nas janelas.
Foi líder e se é bom num dia, não deixa de ser à noite.

Televisões – Bateram todos os recordes. Todos os shares. E quando vimos 87% na Final, pensamos que os restantes 13% estavam nos Fun Parks, nos cafés, e alguns, serão aqueles pseudo intelectuais que consideram o futebol algo de ignóbil.

Unidade – A de um povo em torno de um desígnio. E que bonito foi ver.

Vitória – As muitas que fomos arrecadando ao longo do Euro.

Wayne Rooney – Nasceu um ídolo inglês, um novo ídolo para o mundo do Futebol. Até onde irá este menino?

Yes – Gritámos todos, quando vimos aquele menino a defender sem luvas, e a marcar aquele penalty inesquecível.

Zagorakis – O homem do Torneio escolhido pela UEFA. Para muitos, é discutível, mas foi o escolhido, como poderia ter sido, Maniche, Ricardo Carvalho ou Poborsky, mas nunca Zidane, que nem merecia estar nos 23.

Publicado por TMA em julho 6, 2004 10:03 PM
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