February 21, 2005

«A DIFÍCIL ARTE DE AMAR OU COMO ATURAR UM MACHO NOS DIAS QUE CORREM»

Minhas caras: apesar de nos encontrarmos em pleno século XXI, desenganem-se as que acham que vivemos em completa harmonia/ igualdade com a espécie “homem”. Infelizmente, os cro-magnon desta classe ainda existem. Não conhecem?! E que tal, se eu os chamar de “macho man”? Já se situam? Bem me parecia... Pois é! Apesar de todas as “regalias” que nos foram concedidas ao longo deste infinito e longo percurso histórico, como estudar, trabalhar, ter autonomia financeira e até votar e que, afinal de contas de regalias não têm nada, pois, nesse caso, também o seriam para o homem, ainda nos falta derrubar uma última barreira: o macho latino. Para quem ainda tem dúvidas quanto a esta aberração da Natureza, cá fica uma descrição o mais precisa possível. Normalmente, associamos a este cromo o “cabelo à Marco Paulo”, a camisinha (de preferência padronizada e berrante) aberta para se ver a reluzente medalhinha dependurada do cordão de oiro grotesco a sobressair no emaranhado de pêlos do peito supostamente másculo; um bigode lustroso bem como a costumeira brilhantina na crina (hoje substituída pelo gel); no braço um coração a dizer qualquer coisa do género “amor de mãe” (actualmente há outras tatuagens pirosas bem piores que essas...); e claro, não esquecer do pormenor do sapatinho preto (rebrilhoso como o resto) e a meiinha branca a contrastar. Para finalizar este retrato físico (agora mais a nível da performance) deve-se referir o andar típico de um macaco misturado com a avestruz, ou seja, peito e cabeça erguidos, costas arqueadas e andar bamboleante com as mãos afastadas do tronco ou então a pentear a guedelha; o olhar dominador e porco despe toda e qualquer mulher que se lhe atravesse (especialmente as que têm idade para ser suas netas...); no carro (de preferência um tunning – sobre isso daria para escrever um artigo inteiro...), música em altos berros pimba ou shake, tipo “carro do circo”. Na boca, axiomas do tipo “És boa como o milho.” Ou “Comia-te toda”, isto para ser eufemista... ah! E não esquecer o assobio, um clássico!... (Isto para não falar em sensações olfactivas... nesse caso teríamos que referir o aromático perfume mata-ratos que insiste em usar para mal da poluição do ar e que deixa qualquer uma de nós KO.) É esta a ideia que tem de um “macho man”? Esqueça-a . Esta estirpe é inofensiva e facilmente domada, verificando-se, na maior parte das vezes, que “quem manda é a patroa.” É tudo pose e nada mais. São de evitar por uma questão de estética. Não combinam com nada... Sempre defendi que a mulher deveria ganhar o mesmo ordenado que o homem... acrescido de um subsídio feminino. Passo a explicar: 1º As mulheres trabalham mais que os homens. Para além do seu trabalho fora de casa (que dependendo das profissões também pode ter sido mais dificultoso o seu acesso e a manutenção do mesmo), as mulheres chegam a casa e ainda têm o dobro do trabalho para fazer. Sim, pelo menos o dobro, porque se trouxerem trabalho para fazer em casa ainda é pior. Mas esse o homem também pode ter, por isso fiquemo-nos pelo dobro. Por muito querido, habilidoso e honesto que seja o nosso companheiro, a mulher acaba sempre por realizar a maioria das tarefas domésticas. Está cientificamente provado que o homem só consegue fazer uma coisa de cada vez, daí se podem deduzir as respectivas conclusões... e depois, não é só isso, é que, por sistema, os homens são mais aselhas que as mulheres e, hoje em dia, qualquer mulher já consegue fazer os “trabalhos dos homens” e se não consegue, graças à sua independência financeira arranja quem o faça sem ter de mandar uma queca por causa disso ou esperar uma eternidade... Já o contrário não acontece (porque acham que os homens ainda se casam?...) 2º As mulheres também são mães: pois é, para além dessa catrefada de coisas que é tratar de uma casa, ainda vêm as crianças. Não bastava já sermos nós a andarmos nove meses a sofrer em que inchamos, enjoamos, vomitamos, engordamos, temos desejos, desmaiamos, deformamos o nosso corpo, ou seja, mudamos radicalmente o nosso sistema, depois do sofrimento atroz que é o parto, ainda somos nós que servimos de apoio aos nossos filhos por toda a vida. Não é que não existam pais extremosos, mas quando os filhos estão doentes é pelas mães que eles chamam e olhem que eles não são nada parvos ao fazê-lo... 3º As mulheres para serem femininas precisam de tempo e dinheiro: Surpreendida? Só se for “maria-rapaz”. Vejamos uma lista de “bens essenciais” ao feminismo de uma mulher: a) vestuário b) calçado c) acessórios d) cabelo e) unhas f) depilação g) cremes de corpo (celulite incluído) h) cremes da cara i) maquilhagem e perfumaria j) exercício físico (a mais que os homens - quem mandou que vocês considerassem que o expoente máximo da beleza feminina, hoje em dia, fosse uma tísica?) k) cuidados de saúde mais específicos, como o ginecologista l) Psicólogo: porque vos aturamos a vocês, aos nossos filhos e o trabalho e a nós ninguém nos ouve porque “somos mulheres e só nos sabemos queixar”... portanto, uma exigência imperiosa e necessária. Meu querido homem: sabe, por acaso quanto custa actualmente uma depilação completa (perna, axila e virilha)? Quase 20 euros! Sabe com que frequência temos de fazer a depilação para mantermos este toque suave que vocês tanto apreciam? Pelo menos, em média, de três em três semanas. E uma ida ao cabeleireiro e manicure? No mínimo 15 euros e de preferência duas visitas por semana. E o preço dos cremes? Já se deu ao trabalho de ver quanto custa um bom creme para manter esse aspecto juvenil que vocês tanto apreciam? (se não, por que olhariam para miúdas vinte anos mais novas?). Nem vou falar nas restantes coisas. Isso daria pano para mangas, mas, como podem ver, há argumentos evidentes para que as mulheres usufruam de um “subsídio feminino” acrescido ao seu ordenado. Uma redução no horário de trabalho também não era mal pensado... mas tenhamos paciência por enquanto (afinal, essa é uma das nossas maiores qualidades/ defeitos – depende do ponto de vista...).

Publicado por susanafigueiredo às 10:00 PM | Comentários (1)

CONTO DO DIA DE S. VALENTIM

As coisas mais belas da vida são mesmo assim: simples. O que fode tudo é que as pessoas que as vivem são complicadas, logo quem fez o Universo cometeu uma borrada enorme e por causa disso, nós, simples mortais, estamos condenados a penar através da nossa existência…
Vejamos o caso do “Dia dos Namorados” ou “Dia de S. Valentim”.
Ponto número um: o que têm os santos a ver com isso?
Ponto número dois: é suposto só se namorar uma vez por ano?
Ponto número três: quem não namora nesse dia deve eclipsar-se?
Ponto número quatro: e já agora… também não há um dia do ano reservado aos “não enamorados”?
Quanto ao último ponto, passo já a esclarecer: claro que não! Para além da educação católica que levámos que nos diz para nos multiplicarmos (e só depois da sacra união), hoje em dia, o argumento mais visível é que, simplesmente esse dia não se traduziria em vendas, “cash”, “plata”, portanto. Quem iria jantar sozinho? Ou enviar um cartão a si próprio? Bem, talvez euzinha, mas eu não me incluo na “normalidade” da nossa sociedade…
Assim, cá estou eu, sozinha, com o meu gato ao lado, a escrever o que deveria ser um conto romântico e acabou por ser um protesto talvez algo ciumento e frustrado desta data comemorada a nível mundial.
Pior ainda deve ser sair para jantar com um amigo. Tive alguns convites, confesso, mas não aceitei nenhum e prefiro o meu gato a esse tipo de evento. Vejamos porquê:
Primeiro (perspectiva idílica): o amigo em causa pode aspirar a ser algo mais que isso e, portanto, não estaríamos a ser justas nem com ele, nem connosco próprias. Imaginem-se num restaurante com ambiente romântico e com casais verdadeiramente apaixonados. E nós ali com alguém que sabemos que gosta de nós, mas o contrário não se aplica. Ele, todo se desmancha em galanteios e insinuações e nós, ali, com aquele sorrizinho amarelo (para não fazermos desfeita), se calhar, a pensarmos em outro alguém (pior ainda) e a ansiarmos para aquele martírio acabar depressa e irmos para casa sozinhas, a sentirmo-nos vazias, traídas (por nós próprias) e traidoras (do nosso acompanhante). Para além de que, provavelmente, passaríamos o jantar a imaginarmos como raio nos iríamos esquivar delicadamente do famoso beijo de despedida que ele muito naturalmente vai querer dar. Hum… Não me parece….
Segundo (perspectiva realista): mesmo que o amigo seja só isso mesmo e não deseje nada mais que isso, seja onde for que vá jantar, toda a gente vai achar que namora com o tal, o que vai fazer com que, inadvertidamente, acabe por perder algum suposto admirador. Péssima ideia…
Mas, o pior que pode fazer nesse dia é ir sair com um ex. Antes que pondere essa hipótese “oiça” uns conselhos:
Se ele a convidou só há duas explicações possíveis: ou porque quer retomar a relação (nesse caso cabe a si aceitar se estiver mesmo interessada na mesma coisa – se houver dúvidas, esqueça) ou então (muito mais grave) porque, simplesmente não tinha mais ninguém com quem sair e acha que “em nome dos velhos tempos” consegue “tirar a barriga de misérias” ou, quanto mais não seja, pavonear-se como macho por estar com uma mulher.
Pense bem. É preferível comprar uma bela caixa de chocolates ou então embebedar-se em casa até cair, do que ter de conviver com a humilhação que isso lhe iria trazer quando (tarde já) se apercebesse que (se calhar uma vez mais) acabou por ser um objecto dos seus caprichos.
Antes que alguém me interprete mal, não é que eu seja contra os namoros, ou o romantismo e afins (muito pelo contrário). Mas, por acaso não costumo ter muita sorte neste dia… mas quando vejo um casal junto e apaixonado neste dia (e nos outros) fico feliz. Também existem aqueles que parecem e não são… e isso é que é o pior a meu ver.
Bem, viva o verdadeiro amor e a verdadeira paixão, que são coisas simples da vida e diferentes. Não é por acaso que um é masculino e o outro feminino. O casamento das duas é a relação ideal. Ideal mesmo, porque impossível.
Permitam-me apenas, neste dia, mostrar um ponto de vista diferente…e bom dia de S. Valentim a todos!

Publicado por susanafigueiredo às 09:51 PM | Comentários (0)

Por Amor...


Por amor passamos por mal de amar...

Tanto faz sermos fortes ou fracos
Feios ou belos
Por dentro ou por fora...

Somos sempre pequenos
Perante esse suserano
Somos simples vassalos ajoelhados...

Sob o peso da sua espada atroz
Não há argumentos nem racionalidade que vença
A força diáfana do seu manto que encobre
Todos os nossos medos e os nossos sonhos...

Sonhamos apenas
Que seja real
Esse tal “amor”...

Mas só muito depois
Percebemos que a armadura que enverga
É fria, cortante e metálica
Como a de um cavaleiro andante...

Só que
Este cavaleiro de romântico nada tem
E nada quer.

Quer apenas devastar a sanidade dos seus conquistados
E iludir em ardis febris os corações
E a carne trespassada de desejo das suas vítimas.

Por amor...
Acorda-se a loucura e apela-se ao desespero!
Chama-se a dor e deixa-se ser possuído pela vergonha!
Crê-se na mentira e afugenta-se a verdade!
A insanidade torna-se nossa guia...

E no fim,
Quando nos chupa o sangue e alma,
Segue esse tal de Amor,
Incólume, insensível e insaciável.

Publicado por susanafigueiredo às 09:50 PM | Comentários (0)

Há coisas que não mudam…


Aventura com a Segurança Social

Ora, então, vamos lá a ver se eu consigo transpor para a escrita esta minha aventura com essa gaja ordinária que é altiva, inacessível, fria e incompetente que é a segurança social portuguesa e que, por isso mesmo, nem merece as maiúsculas…
Tendo ficado desempregada a 30 de Janeiro, quando o meu contrato cessou em Moreira de Cónegos (é isso mesmo: a terra do Moreirense… aliás, o futebol e as indústrias era o que havia naquele local inóspito e atrasado) lá vim eu para casa, providencialmente, na altura do Carnaval (o timming não podia ser melhor…) cerca de um mês e tal.
Como tinha esperanças de ser chamada para trabalhar em pouco tempo, decidi não avançar logo com o pedido de reinício do subsídio social de desemprego, visto o trabalho que este processo homérico implica, o facto de eu já só poder usufruir de mais 3 meses (o que tanto fazia ser antes ou depois) e a miséria que é (cerca de 50 contos por mês, para quem descontava 40…).
Portanto, aguardei até chegar quase ao mês que eu achava que era o terminus do prazo para o receber (afinal são 3 meses) e depois lá fui eu para Moreira de Cónegos fazer 250 quilómetros, 3 auto-estradas e gasóleo correspondente a fim que preenchessem o famoso (e deve ser top-seller) modelo 346, dando aí início à autêntica gincana que ainda teria que passar pelo Centro de Emprego (um dos sítios com maior concentração de incompetência por m2) e, finalmente, pela segurança social;… tudo isto para receber a tal fantástica maquia a que já me referi anteriormente (os celebérrimos 50 contos, ups, 250 € - esqueci-me desse pormenor…).
Onde é que eu ia?!
Pois, cabe-me aqui chamar a atenção do leitor para isso mesmo: que esteja atento durante a leitura, ou correrá o risco de se perder nos meandros da modernidade e exemplo de simplicidade que é o nosso sistema de protecção social e protecção ao (des)empregado.
A propósito: sabe por que coloquei os parêntisis em (des)empregado?!
É que, de facto, não há desempregados neste país. O Governo encarrega-se nos ocupar! Oh sim, nem que seja com corridas estúpidas ao Centro de Emprego só para se certificarem que estamos desempregados, ou palestras para criarmos o nosso próprio emprego (pasme-se!), ou em humilhantes e inúteis acções de formação a que somos forçados a participar (sob a espada de não mais recebermos o subsídio) totalmente alheias à nossa vida profissional (mas que descem significativamente as desastrosas taxas de desemprego deste país e enchem os bolsos com os PEDIP’s europeus a entidades formadoras e responsáveis/directores/delegados/coordenadores – depende da designação do tacho – desses ditos cursos) e até chamam agora os (des)empregados ao Centro de Emprego para ensinar a fazer um Curriculum Vitae! Eh! Muito bem, sim senhor!
Não é que eu duvide que haja por aí muito boa gentinha que não o saiba fazer, mas fazerem isso a pessoas, que já enviaram centenas de currículos é considerado um insulto. Será que custa perguntar quando vamos à entrevista com o “técnico de emprego” (esta também é muito boa…) se temos essa necessidade?! Ou até se temos outras?! Sem comentários…
E já me afastei do assunto em causa com esta conversa toda… “voltando às vacas frias”…
Ia eu a relatar que corri esses sítios todos, coleccionando papéis e despesas e culminei na segurança social de Estarreja, onde entreguei tudo “direitinho”, donde encaminhariam o meu processo para Braga (distrito de Moreira de Cónegos).
Felizmente, passado uns dias, fui chamada para trabalhar e, como é devido, mais uma vez fui à segurança social cessar as prestações do subsídio que ainda não tinha recebido e mandei o postalzinho para o Centro de Emprego para reduzir as taxas dos (des)empregados.
Apenas uma palavra para caracterizar todo este processo: ridículo. É absurdo que todas estas empresas/serviços/o-que-lhe-queiram-chamar, afinal, pertençam ao Estado (inclusivamente a do meu local de trabalho) e esse mesmo Estado ter gasto milhões de euros (e de escudos) na computorização dos seus serviços. Para quê? Para continuarmos a viver no país do papel e da burocracia. Bastava cruzar os dados por rede informática… Dah?!
Bem, posto tudo isto, já sabia que antes dos 3 meses não veria a cor dos euros, mas quando passou esse prazo e nem uma carta recebi, resolvi dirigir-me à segurança social para ver se era só o costumeiro atraso.
Curiosamente, nos dias em que lá fui (e depois de apanhar uma boa seca de meia hora, pelo menos, para ser atendida – e estou a falar da secção de Estarreja e não de Aveiro!) nunca me fizeram consultas porque eram “dias de pagamento” e o sistema não o permitia.
Dah?! Custava colar um papel à entrada nesses tais dias a avisar isso mesmo?! Não, ainda gastava a tinta da impressora, tão necessária para imprimir coisas fora do serviço…
Apanhei 3 desses dias em 2 meses. Finalmente, passados 5 meses do requerimento do dito, finalmente apanhei um dia “sim” e foi só aí que a minha queridíssima interlocutora me informou que esta sucursal só dá informações de Aveiro e Coimbra!! (Chegou a regionalização e eu não sabia…) Para Braga ou ia lá (paródia!) ou telefonava eu!
Quase que a mandava ao merecido sítio, porque já poderia ter feito isso há que tempos (bastava informarem-me – aí está um acto desconhecido nesses locais…) e assim, evitava 3 secas, com esta 4!...
Pensam vocês que o karma acaba aqui? Desenganem-se!
Saio de lá já com as “ventas a arder” e sem sequer imaginar que um pouco mais tarde, além de arder, as minhas ventas exploderiam!
Ligo para o número da segurança social de Braga parido quase a ferros pela funcionária que me atendeu e atendeu-me o brugesso do telefonista que nem sequer disse de onde falava, de modos que tive de perguntar se era da segurança social. Como era, comecei a desfilar o meu rosário, quando, subitamente, e sem qualquer explicação fui brutalmente interrompida e em vez da voz do brugesso, durante quase 40 minutos (sem exagero – a conta do telefone dá para ver) tive um som de um telefone a chamar como companhia. Estava, portanto, em espera há 40 minutos a praguejar contra tudo e contra todos. Perante isto, resolvi mudar a minha estratégia bélica (sim, já era uma guerra): desliguei e voltei a ligar pedindo para ele se identificar, antes de mais nada. Depois, expliquei-lhe num tom já alterado que eu era a parva que tinha ligado há bocado de Aveiro e que ele me tinha deixado pendurada. De tal modo deve ter sido a minha alteração, que o brugesso resolveu levantar o cú da cadeira e fazer o obséquio de dizer à surda de serviço que me atendesse o telefone. Um milagre aconteceu de imediato: a surda voltou a ouvir e depois de lhe explicar o meu caso, informou-me gentilmente que ninguém lhes tinha enviado absolutamente nada até àquela altura!
Já com as “ventas em lume” grego, mais uma vez fui à segurança social local, onde, uma vez mais, apanhei outra seca para novamente falar com uma das incompetentes de serviço que revelou a incompetência de terem perdido o meu processo! Nem um registo tinham, ou melhor: tinham o de cessação; o de pedido, não. Eu, já na fase de explosão perguntei-lhe se me estava a chamar de tola, pois, como vou cessar algo que não tive?!
Resumindo, depois desta autêntica saga, não mais verei a cor desses malogrados euros, pelo menos, por agora…
“Há males que vêm por bem”, porque já que não recebi esse dinheiro em Fevereiro, agora vou reiniciar um processo novo e vou ter direito, pelo menos, a mais 1 ano de subsídio social de desemprego.
Moral da história: Se for à segurança social, leve testemunhas…

Publicado por susanafigueiredo às 09:42 PM | Comentários (0)