10 de outubro de 2007

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11 de maio de 2007

wall2.jpg

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4 de maio de 2007

Sea Of Letters...

sea.jpg

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18 de abril de 2007

ABSOLUT... NOT!

abs-vagares.jpg
(Manipulação de imagem original para o De Vagares)

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18 de setembro de 2006

Fim?

Oh meus amigos...
Será que a velocidade do "De Vagares..." se compadece do ritmo alucinado do pós-modernismo?
Iremos fechar a chafarica só porque não há posts, só porque o número de visitantes tende para zero?
Da parte que me toca, eu confesso: estou sem inspiração para escrever!
Não me sai nada!
A não ser este triste desabafo de falta de inspiração.
Mas a inspiração, para aquele que tem paciência, funciona como as marés. Vai e vem.
Um dia, este blogue voltará a estar cheio de textos.
Então a ideia de criar um espacito como este não era a de poder escrever quando nos desse na telha? Sem pressões nem imposições?
Requiems?
Fim de emissão?
Ah, homens de pouca fé...

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17 de setembro de 2006

Fim de emissão?

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3 de setembro de 2006

Requiem

Ao ouvir o Requiem de Mozart lembrei-me do De...vagares. Incrível e horrível, não é? Mas se há uma coisa contra a qual estive sempre é o "encarniçamento terapêutico". Há alturas em que a vida se torna mais digna com a morte do que com um prolongamento artificial e vegetal.
Por mim, despeço-me, com a lição aprendida, com algum prazer e gozo, mas com umas enormes saudades do Afixe.
Inté.
Mário

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1 de setembro de 2006

De tempos a tempos...

...andarei por aqui.
Para desenjoar.

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27 de agosto de 2006

qwert

qwert.
terqw.
ewrtq.

palavras.
apalsarv.

Um teclado.

27 letras.

Qwertyuiopasdfghjklçzxcvbnm.

Mnbvcxzçlkjhgfdsapoiuytrewq.

O resto, !”#$%&/()=;:^`´*¨¨?; são bengalas de fraco escrevinhador.

2004825114811teclado.JPG

Pequenas são as probabilidades de, batendo insistentemente nas teclas, não se conjugar uma palavra. E, de forma insistente, uma frase. E, daí, um texto.

Partindo deste pressuposto, a coisa afigura-se fácil.

O título? Deste para o texto ou do texto para este?

À vontade do freguês, que é como quem diz, do batedor de teclas.

Era uma vez…

Há quem diga que um gato maltês.

Outros preferem coisas sórdidas entre uma pálida donzela e meia dúzia mais um de nanicos.

Tente-se…

Era uma vez…

Sem bengalas.

Era uma promessa que lhe tinha feito

(arranja-me aí umas vírgulas)

Era uma promessa que lhe tinha feito. Havia de escrever um livro. Chegou a pôr um alarme no telemóvel: 2ª feira, 15 horas, avisar 10 minutos antes (era um nokia): "Escrever". Assim mesmo. "Escrever". Como se estas coisas de escrever pudessem ser programadas.

Levanta-se pela manhã, toma um duche, engole os cereais e vai à bolina no seu carro que "pelo menos é seguro" e que "já não é a primeira pessoa que me diz, e até já li num livro: tem mais 28 cavalos do que diz o livro - sabes como é que é! Questões fiscais".

E vai asinha porque não pode chegar atrasado ao seu novo emprego de escritor. O patrão é severo. Tem prazos a cumprir. Agora é um romance. Uma história de tragédia. Dois irmãos que se apaixonam um pelo outro e são obrigados a terminar a relação quando descobrem que, afinal, não são irmãos. Depois chega a hora de almoço e à tarde tem de se embrenhar numa comédia.

Há que arranjar um herói. Pode ser o terceiro irmão dos atrás avindos - e que hão-de deixar de o ser. Que nome lhe havemos de dar? Passa este escriba pelas mesmas agruras dos pais que lhe escolheram o nome, assim como "uma espécie de pai sem o ser". Martim. Pronto. Pelo menos aqui não tenho quem discorde. Martim será e pouco me importa que lhe chamem Martins. Afinal as crianças são cruéis e os adultos são medíocres. Quase todos. Não podem ser todos. O próprio conceito e o simples facto de existir, como tal o impõe. Se o oposto da mediocridade, qualquer que ele seja, como de resto tudo o que é ou não é, não existisse, ou não fosse reconhecido, a própria mediocridade não existiria.

Mas já chega de conversa fiada. Vamos às coisas sérias.

Falava-vos do nosso herói! Lindo! Bela tirada: "o nosso herói". Livro que o queira ser, deste escritor de empreitada (que não sou eu, atenção, não se esqueçam da promessa), tem de ter um princípio, um meio e um fim e, mais que tudo, tem de ter um narrador - aqui posso ser eu - que possa dizer coisas como: "o nosso herói".

Martim. Irmão do Fulano e da Beltrana - assumi o "Beltrana". Irmã borralheira da Fulana, a preferida, e da Sicrana, irmã do meio a quem pouco falta. Não é a sério, não se esqueçam, porque irmãos são mesmo só três - recapitulando, Martim, Fulano e Beltrana. Nesta história, sempre que não se quiser nomear alguém, Beltrana será. E assim no feminino, que fica giro. E o raio do corrector ortográfico automático quer à força mudar-lhe o género. Pois que aguente. Não é Beltrano. Nesta estória não há paneleirices, se o outro é fulano, esta tem de ser Beltrana. Bem bonda o incesto que afinal não era.

O Martim, como não pode deixar de ser, é aprendiz de feiticeiro. Genericamente: bruxo - como se intitula. Num mundo de medíocres ninguém quer ser aprendiz de nada. Vamos todos fazer de conta. Fazer de conta que somos felizes. Fazer de conta que somos experimentados. Fazer de conta que temos dinheiro. Fazer de conta que não são os nossos papás que nos sustentam. Fazer de conta que nos esfalfamos a trabalhar. Sábados, Domingos e feriados. E dizer mal do vizinho que é um calão e não trabalha nos dias de descanso - deve-lhe vir da droga. Mesmo que estejamos conscientes, e alguns não fogem a esse estado, o que só lhes deve aumentar a agrura, mesmo que estejamos conscientes que não fazemos a ponta de um corno, que é só para inglês ver e, pior que tudo, que somos, na maior parte das vezes, o nosso próprio inglês. O que interessa é que o nosso vulto apareça na fotografia, que os movimentos mecânicos do trabalho se possam vislumbrar. Mesmo que o produto de toda essa presença no local da ilusória faina não passe dum enorme flato, dado bem alto e ao vento para que ninguém possa ouvir nem cheirar.

Mesmo assim. Como num enorme auto de fé de bruxas vaidosas. E um bruxo não dorme, um bruxo não come, um bruxo não bebe, um bruxo não fode. Pois bem, este aprendiz de feiticeiro faz isso tudo e mais uma botas que sejam precisas para algum pobre ucraniano que por ai ande de pata ao léu.
E lá vai então o Martim para o escritório. Chegou. As estórias misturam-se, a do criador e da criatura. Está quase a tocar o alarme das 10 para as 10. Ele espera, pacientemente. Escrever. Tá bem, tá. Escreve tu que tens bom vagar. Eu tenho muito com que me entreter - afinal, sou o vosso herói, o protagonista desta história. Embora não me desagrade de todo a ideia de tão tonta corrente literária, não gabo a sorte de quem a quiser aproveitar. Demasiado trabalhoso e, tecnicamente, não passa de uma bela dor de cabeça. Ah, e não vende.

Tocou o alarme, toca a escrever.

"Era uma vez um gato maltês tocava piano e falava francês."

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esparrame e encante na bodega andaluza

bodega.JPG

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26 de agosto de 2006

Os olhos dourados de Samarcanda

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Gharb

fala.JPG

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21 de agosto de 2006

tumor

9to5

(imagem: 9 to 5, de João Cóias)


Não olhes para mim assim.
Tenta não ocupar o meu campo de visão com essa tua gaifona de bezerro acabado de parir.
Reconheço que não é coisa assim tão complicada e que é tarefa ao teu alcance.
Mesmo tu serás capaz de a cumprir a contento.
Não, lamento, não te odeio.
Nada que merecesse sequer a pena ser escrito.
Não te coles à parede quando passo, nem me peças desculpa por a tua massa ocupar espaço. Em cada palavra, até nos bons dias. Evita, isso sim, olhar para mim.
Continuemos a respirar o mesmo ar contaminado.
A partilhar os mesmos cheiros fétidos.
Os mesmos sabores acres.
A visão das mesmas pessoas. As que eu suporto e as que tu detestas. Porque eu as suporto.
Não digas nada.
Não te atrevas a dizer nada.
Está tudo dito. E desde que a tua mísera figura se interpôs entre o destino do meu olhar.
Simplesmente estava tudo errado. Mexias-te de maneira inconveniente. Vestias-te de forma descortês. O que noutra pessoa ficaria bem, em ti é uma chapada nas trombas. Andas a querer provocar-me. Está-se mesmo a ver. Nasceste para isso.
Qualquer dia, levanto-me 5 minutos mais cedo e mato-te.
Assim eu arranje dia para ser estragado com rotinas quebradas, não é meu costume matar.
Arranco-te a vida do corpo.
E tu hás-de ser condenado por teres aparecido morto dessa forma desacostumada.
E isso dá trabalho, tenho de perder alguns minutos a pensar na coisa. Se forem 10, serão já 15 os minutos que te dedico.
E tu, perdido, está-se mesmo a ver que acabas por morrer feliz. Perceberás, no último estertor, que te dediquei 15 minutos do meu dia.
Os teus melhores, que nos outros se querem de fama.
E isso está completamente errado, meu pequeno tumor reverencial.
Há que reflectir.
Até lá, evita apenas olhar para mim.
Fecha os olhos.
Havemos de pensar em algo melhor.

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17 de agosto de 2006

... pelo fim.

Gurugu.JPG

Disse coisas que tinham que ser ditas, fez coisas que tinham que ser feitas.

(publicado em simultâneo no Getting Even)

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7 de agosto de 2006

Um pensamento para Haifa

haifa2.jpg

Haifa. Cidade da tolerância, do encontro de culturas, de religiões, de homens e de mulheres. Cidade da paz.
É este o desgosto desta guerra - Israel, Hezbollah, Hamas, Teerão e tantos outros, cegos pelo ódio.
O negócio de armas é a maior economia do mundo. Às claras e às escuras. Bate a droga e o tráfico de mulheres e de crianças. Talvez resida aí parte do problema. A água é um bem escasso - outra machadada. A perda e dor nas famílias motivo suficiente para a vingança. A manipulação das pessoas através dos grupos de pertença - outra realidade.
Haifa mostra que o mal existe. Não enquanto apenas a ausência de bem. Não. É uma entidade nosológica própria.

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18 de julho de 2006

sentexto

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27 de junho de 2006

O Regresso da Blogosfera ou Vou Ali Já Venho

paused
Em Portugal cultiva-se a filosofia do eterno retorno, também conhecida pelo regresso eterno. É este nosso lado saudosista que sofre daquilo que já teve e que deixou de ter. Pessoalmente acho que a nossa situação geográfica é a grande culpada nesta questão: impedidos de progredir para dentro por causa dos malditos e persistentes castelhanos, fomos obrigados a fazermo-nos ao mar, com todas as consequências que daí adviram.
Ir para o mar, ir em direcção a uma linha do horizonte inexorável e misteriosa, sem a certeza de que voltaríamos, foi o combustível deste nosso mito do eterno retorno (com as devidas vénias e desculpas a Mircea Eliade, que inventou o termo noutras circunstâncias que um dia terei imenso prazer em escrever aqui). Dizia eu que ir para o mar, com a devida imponderabilidade do vazio e daquilo que desconhecemos, contribuiu para que o regresso fosse algo valorizado e esperado pelos portugueses. O caso mais paradigmático deste eterno regresso é D.Sebastião, cujo regresso num dia de nevoeiro sobreviveu à sua existência e continua válido até hoje. Digamos que este será para sempre o regresso que nós esperaremos. Mas há outros. Nós gostamos que hajam. O regresso de Cavaco Silva e de Mário Soares, por exemplo. Podemos não gostar das figurinhas mas aplaudimos com fervorosa estupidez o seu regresso, porque para os portugueses o regresso é uma espécie de recomeço, de eliminação sumária de um passado que é sempre penoso e para esquecer. O regresso é para nós um reinício onde nunca somos intervenientes, mas sempre espectadores – alguém há-de regressar para mudar as nossas vidas, para nos salvar de nós próprios.

[Humor Negro]

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25 de junho de 2006

Até poderá ter "existido", mas eu estava a falar de um ponto de vista ontológico


Não gostaste menos do que eu.

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A Blogosfera Existiu, Sim Senhor!

Também gostei muito.

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A Blogosfera Nunca Existiu

Gostei muito.

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Por mil palavras... (país dum catano!)

Portugal.JPG

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Estamos a perder o gás.

espuma-redes.jpg
Fotografia: MC

Estamos a perder o gás.
O Devagares ainda não encontrou o seu fil rouge e está emaranhado. Encontrará?
Tenho pena. Dei por mim a ter saudades do Afixe.
Falta qualquer coisa, e essa qualquer coisa que não consigo definir faz toda a diferença.
Alguém me ajuda?
Abraços
Mário

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19 de junho de 2006

Alka Seltzers Literários

digest
Acho piada aquelas edições digest reescritas por uns tipos que têm um imenso poder de síntese, e cuja função consiste em pegar em duas dúzias de páginas escritas e transformá-las numa única página que significa exactamente a mesma coisa. A existência destes indivíduos suscita-me dúvidas filosóficas sobre o papel dos autores originais da obra: se há indivíduos que conseguem dizer em meia dúzia de linhas aquilo que os tipos que escreveram originalmente disseram naqueles calhamaços monstruosos, tipo o «Ulisses» do James Joyce, é porque há ali imensa palha desnecessária que me faz perder tempo desnecessário. Tempo esse que poderia estar a utilizar para ler outras obras em versão digest. Pensem na quantidade de livros que já leram até hoje e multipliquem por 12 ou por 20 e vejam só o que têm andado a perder porque há gajos que não têm a capacidade de resumir a sua lógica de pensamento.
Eu gostaria de ver o que estes tipos que resumem fariam às coisas que a Margarida Rebelo Pinto escreve. Aquilo é tão fácil de digerir que os livros da senhora se traduziriam em apenas uma frase. Por exemplo:

Sei Lá – Gosto de gajos mas não faço ideia do que é uma relação estável.

Não há Coincidências
– Gosto de gajos mas não faço a mínima ideia do que é ter uma relação estável e excitante.

Alma de Pássaro – Gosto de gajos.

Artista de Circo
– Gosto de gajos do circo e com uma elasticidade fora do normal.

I’m in Love with a Popstar – Gosto de gajos desde que cantem.

Nazarenas e Matrioskas – Gosto de gajos e não tenho jeitinho nenhum para arranjar títulos para os meus livros.

Pessoas como Nós – Gosto de gajos normais (à falta de melhor).

Diário da Tua Ausência – Gosto de tudo o que mexa.

Estão a ver? Já leram oito obras da Margarida Rebelo Pinto em apenas 10 segundos. E agora podem dedicar os vossos próximos 5 minutos a ler todas as obras escritas nos últimos dez anos por tias encalhadas com a ilusão vertiginosa que são escritoras. Não haja dúvida que as versões digest são úteis à brava.


[Humor Negro]

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15 de junho de 2006

Dias lentos...

Lentos como sombras, os dias escorrem. Teimam em contrariar a mudança e sucedem-se iguais, oscilando entre o matraquear de teclas e os silêncios que me entram em casa por portas e janelas entreabertas. Escorrem cinzentos, dias cor de chumbo, silenciosos e abafados como a chuva envergonhada de hoje.
Tragam-me tempestades, raios e trovões, dias azul eléctrico, noites púrpura, madrugadas súbitas e inesperadas.
Tragam-me velocidade, embriaguez, incertezas, quedas, tragédias, desgostos de amor.
Deixem-me suspensa numa vertigem de abismo, ou quebrada no meio do chão.
Façam-me rir ou chorar como um palhaço.
Tudo menos esta exaustão de tédio.

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13 de junho de 2006

Mais uma lamentável provocação islamófoba

ballFIFA.jpg

Entre a panóplia de produtos de merchandising do actual "FIFA World Cup", Mundial para os mais íntimos, está esta bola de futebol que certamente foi concebida por algum sionista neo-liberal bushista-sharonesco (acho que não me falhou nenhum adjectivo): como se já não bastasse terem colocado a sacro-santa Arábia Saudita no mesmo grupo da mui católica Espanha, potência ocupante do Al-Andaluz, ainda tiveram o atrevimento de conceber um esférico em que o estandarte daquela, decorado com as luminosas palavras do Profeta, surge entalado entre os pavilhões de Israel e da Dinamarca. Se isto não é estar a brincar com coisas sérias...

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