March 29, 2006

Tudo o que queria: o fim exacto das nossas explosões a derramar o sal do que sinto para lá do que digo e o teu sorriso igual a quando estás na praia ao sol e te desejo passar os dedos pela pele mesmo à beira do biquini.

Publicado por A.F. às 09:20 PM | Comentários (0)

Não percebo a violência do gesto com que te abro quando o que sinto por ti ao ver-te no parque é carinho e agora só quero preencher-te e ver-te gemer e unir em nós a necessidade antiga e bruta.

Publicado por A.F. às 08:20 PM | Comentários (0)

O calor da praia é mais saboroso quando na penumbra fresco do quarto, quentes do sol, nos deitamos e saboreio finalmente o sabor a sal da tua pele.

Publicado por A.F. às 05:21 PM | Comentários (0)

As palavras que caem da boca dos outros enrolam-se como baba petrificada e o que para mim são flores ou perfumes na minha boca são pedras viscosas aos olhos dos outros.

Publicado por A.F. às 01:19 PM | Comentários (0)

March 28, 2006

A tua inocência atrapalha-me mas continuo a desejar-te toda, sem rodeios.

Publicado por A.F. às 11:18 PM | Comentários (0)

Vestidos a rigor tramam os seus pudores mas é na cama aberta e no gemido suado que somos realmente verdadeiros e o resto são apenas perversões do desejo.

Publicado por A.F. às 10:17 PM | Comentários (0)

Às vezes essas rapidezes nocturnas de gestos e despejos em que relampejam os teus olhos a meus olhos no lugar da cara anónima da companhia descartável que em baixo sinto a mexer-se como animal sabem-me bem mas depois percebo que é apenas uma masturbação mais elaborada. Nos sonhos, em que te vejo toda e toda te toco sem restrições, tudo é mais agradável.

Publicado por A.F. às 09:17 PM | Comentários (0)

O fumo cru prega-me cansado na cadeira e vejo as luzes e sinto os sons e levanto-me e, como não estás aqui tu para te mexer e fazer sentir algo mais além, acabo por escolher alguém em quem sentir a lucidez pespontada de uns sentidos feridos, ficando mais aquém.

Publicado por A.F. às 07:15 PM | Comentários (0)

A tua perfeição atrapalha-me e tremo ao juntar-te o corpo às minhas mãos. Há uma rapidez de gestos e, no fim, ris-te e não percebes que assim tem de ser - é próprio dos deuses desprezar os mortais.

Publicado por A.F. às 06:19 PM | Comentários (0)

Há sempre um certo nojo no fim da função e é o prazer que sinto quando vejo, ainda, o teu sorriso que me lembra o quão gosto de ti.

Publicado por A.F. às 05:59 PM | Comentários (0)

Não, não me contento com a contemplação distante de ti. Muito menos com a amizade próxima de quem me toca ao de leve, como que a pedir desculpa de não me amar. Quero-te toda: quando te vejo o quarto desarrumado, quero desarrumar-to mais ainda. Quando te pergunto se queres ir a minha casa, é mesmo nisso que estou a pensar. Porque te amo concreta e definida, como só tu sabes ser.

Publicado por A.F. às 05:40 PM | Comentários (0)

Gosto que me saboreies como os prazeres simples da vida: como as gomas que comias em criança, como uma peça de roupa que fica mesmo bem, como o passeio na praia, como um filme saboroso depois dum dia cansado, como um gelado num dia de calor, como uma cama lavada depois de tomar banho e um livro bom na cabeceira.

Publicado por A.F. às 05:30 PM | Comentários (0)

Quando te vejo a sorrir ao sol, há um tumulto em mim e apetece-me que me sintas.

Publicado por A.F. às 05:20 PM | Comentários (0)

É exactamente em ti que me quero depositar. Inteiro.

Publicado por A.F. às 05:11 PM | Comentários (0)

Sim, tudo, quero que faças tudo e tudo a ti farei. Quando te via, linda, a conversar, era nas coisas sujas que pensava e nas tuas palavras, depois, de manhã, com a memória dos corpos ainda na ponta dos dedos, a conversarmos como se não tivéssemos feito aquilo que acabáramos de fazer. Digo-te: sei bem explicar-te o que é preciso. Só tens de dizer que sim. O resto é fácil: nós e a liberdade imensa de uns lençóis lavados.

Publicado por A.F. às 04:30 PM | Comentários (0)

Cama, cama, lençóis desalinhados. Um travo de acidez nos olhos. A porta do prédio, rápida, o distante trânsito da manhã. No sossego abafado aqui em cima, uma almofada suja. E sangue. E esperma.

Publicado por A.F. às 04:15 PM | Comentários (0)

Hoje havia já na rua a luz da Primavera e o canto feliz do calor na relva. As tuas roupas escondem mal a nudez quente que me apetece em ti.

Publicado por A.F. às 04:00 PM | Comentários (0) | TrackBack (0)