abril 27, 2006

Só pra dizer


Sobre «Papel Manteiga»: AQUI

Publicado por Ana Tropicana às 08:07 AM | Comentários (0)

janeiro 11, 2006

«Suavidades»


"suavidades #02" de maria branco

Geralmente trocamos frases, eu e a Maria. Hoje conversámos. Sobre «suavidades». Porque "sim". Nada mais.

Publicado por Ana Tropicana às 05:07 PM | Comentários (5)

janeiro 02, 2006

Vivos Sopros de Vento Manso


«nessas horas...» de viviane coppola

«Nessas horas, eu me esforçava em analisar o que estava acontecendo no meu coração, enquanto admirava as partículas de luz flutuando nesse espaço silencioso. O que afinal eu procurava? E o que afinal as pessoas procuravam em mim? Eu era incapaz de obter uma resposta conclusiva. Às vezes estendia a mão em direção às partículas de luz flutuando no ar, mas as pontas dos meus dedos não tocavam em nada.»

Haruki Murakami

(...)
Serve o "decalque" fiél do presente post para render tributo ao notável trabalho feito de detalhes, argúcias e tilintares, da minha amiga Viviane. Grata, eu. Pela amizade.





Foto: «Nessas horas...» (autor: Viviane Coppola)

Publicado por Ana Tropicana às 02:27 PM | Comentários (2)

dezembro 16, 2005

«Touched By The Hand Of God»


25 praias cariocas de vários

Afinal, o Natal chegou-me mais cedo. Acabo de receber, nesta margem do Atlântico, 25 visões do paraíso, em livro de fino trato organizado por Bia Corrêa do Lago e publicados pela Editora Capivara.

São 25 praias cariocas pela lente de 12 excelentes fotógrafos brasileiros: a prova provada de que há lugares «abençoados por Deus / e bonitos por natureza»... Mas que beleza!




Segundo Zuenir Ventura, o jornalista que redige o trecho de apresentação da obra, Praias do Rio: 25 Ensaios Fotográficos, produz «uma tensão estética que leva o observador do estranhamento à identificação, seja pelo inusitado do ângulo ou da perspectiva, seja pelo deslocamento do ponto de vista ou pela diversidade da linguagem e das técnicas, que vão das fotos em cor até as em preto e branco, passando por polaróide ou digital».









Fotos: Ana Carolina Fernandes, Alexandre Sant’Anna, Bruno Veiga, César Barreto, Marcelo Tabach, Márcia Kranz, Marcos André Pinto, Marcos Bonisson, Marco Terranova, Milton Montenegro, Rogério Reis e Zeca Fonseca.

Publicado por Ana Tropicana às 02:24 PM | Comentários (0)

outubro 02, 2005

«Uma Infância Sem Violência»


infância na ilha grande de erich l. blagay

A ONG sueca, Save the Children, aposta na fotografia como forma de divulgar a sua luta contra a violência infantil. Este ano escolheu trabalhos de sete brasileiros. Notáveis trabalhos, na verdade, diga-se!



































Fotos: Crias (Autor: Vários - c.f thumbnails abaixo)




Uma Infância sem Violência foi o tema do concurso que a ONG sueca Save the Children promoveu na América Latina e Caribe, seleccionando sete brasileiros entre os vencedores. Alexandre Severo, Jacqueline Maia Braga, Erich Laver Blagay, Gilson de Souza, Gisella Maria Bulkool, Flavio Canalonga e Valéria Simões concorreram com fotografias preto-e-branco, que agora vão fazer parte do material gráfico da Instituição em 2006. A ONG trabalha pelos direitos da criança e do adolescente em vários pontos do mundo, garantindo a sua cidadania e futuro, desde 1919.










Podem ver-se todos os eleitos deste ano AQUI.

Publicado por Ana Tropicana às 11:13 AM | Comentários (0)

setembro 23, 2005

Houston, Are You There?!

A repórter da BBC Brasil, Denize Bacoccina, está em Houston, no Texas, próxima das áreas atingidas pelo furacão Rita. O relato das suas impressões sobre o estado da cidade e a reacção das pessoas em plena tempestade, vai sendo registado no Blog do Furacão.




Foto: Denize Bacoccina (Autor: BBC Brasil)



25/09, domingo, 8h (10h de domingo em Brasília)

Passei o sábado percorrendo, com dois colegas, as áreas mais atingidas pelo furacão Rita, entre Beaumont, no Texas, e Lake Charles, na Louisiana.

A destruição material é grande, com árvores caídas sobre casas, telhados parcial ou totalmente destruídos, postes caídos no meio da estrada e ruas inundadas. A maioria das casas resistiu sem danos, mas muitas garagens, de madeira, mais frágeis, simplesmente desmontaram com a força dos ventos.

Toda a região está sem energia elétrica.

Mas, pelo menos até onde conseguimos ir, pouquíssimas pessoas estavam em casa quando o furacão chegou. A grande maioria atendeu às ordens das autoridades de ir para um lugar mais seguro. As casas estavam trancadas e vazias. Algumas com tábuas protegendo as janelas.

Desta vez parece que não vão se repetir as cenas dramáticas que vimos após a passagem do furacão Katrina, quando milhares de pessoas ficaram presas em áreas inundadas ou entre os escombros das casas.

Uns poucos ficaram, porque tinham familiares que não podem se locomover, como um casal que encontramos em Lake Charles, ou porque não tinham para onde ir. Outros passaram a noite em outra cidade e estavam voltando pra casa para ver o estrago.

Em Houston, embora milhares de pessoas já tenham voltado desde sábado de manhã, o comércio ainda estava todo fechado até a noite de sábado, e o único restaurante aberto no centro da cidade era o do hotel onde estou hospedada.

O grande problema agora na região é a falta de gasolina. Era grande a fila nos poucos postos que tinham combustível. Muitos que saíram da região não conseguem voltar porque não têm como encher o tanque. Outros que ficaram nas áreas afetadas e estão com a casa intacta não conseguem sair pelo mesmo motivo.


24/09, sábado, 12h (14h de sábado em Brasília)

Muitos moradores já estão voltando para a cidade. No meio da manhã, já era grande o movimento nas rodovias que dão acesso à cidade.

Mas todo o comércio ainda está fechado. A expectativa é que a vida comece a voltar ao normal ainda neste fim de semana.

A prefeita de Galveston, que havia ordenado evacuação obrigatória, disse que os moradores não devem voltar para a cidade porque ainda o local ainda não está seguro.

Boa parte do sistema de energia elétrica foi danificada e existe o risco de as pessoas serem eletrocutadas.


24/09, sábado, 10h45 (12h45 de sábado em Brasília)

Com a confirmação de que o estrago em Houston foi pequeno, é intenso o movimento de saída do hotel onde estou hospedada.

Famílias inteiras trouxeram roupas, comidas e bebidas e se prepararam para ficar no hotel por vários dias, temendo pelo que poderia acontecer com suas casas, mas muitas já estão voltando.

"Não tem lugar como a casa da gente", me disse uma mulher que às 9 horas da manhã já estava pronta para ir embora.

A situação não é tão tranqüila, no entanto, em lugares como Beaumont, no Texas, e Lake Charles, na Lousiana, atingidos em cheio pelo olho do furacão.


24/09, sábado, 7h (9h de sábado em Brasília)

Fui dormir esperando acordar a qualquer momento com o alarme do hotel avisando que o furacão estava se aproximando, e os 3 mil hóspedes deveriam ir para o salão de festas do hotel, onde ficariam mais protegidos.

Em vez disso, acordei com o telefone celular tocando.

Bom sinal: não apenas o furacão não atingiu Houston diretamente, como os telefones estão funcionando. Assim como as luzes da cidade.

As ruas ainda continuam vazias, mas o número de carros nas grandes avenidas que circulam o centro já é bem maior do que ontem.

Rita poupou a quarta maior cidade dos Estados Unidos. O olho do furacão passou mais ao leste, na divisa entre os Estados do Texas e da Louisiana.

E provocou inundações e derrubou prédios em várias cidades do litoral dos dois Estados, mas a destruição, pelo menos pelas informações que chegaram até agora, foi menor do que se temia.

Ainda é um furacão categoria 2, mas a previsão é que se torne uma tempestade tropical até domingo.


23/09, sexta-feira, 22h (0h de sábado em Brasília)

"Do alto do 14º andar do Hotel Hilton, no centro de Houston, tudo parece estranhamente calmo. Calmo demais para quem espera um furacão de categoria 3 para as próximas horas.

Da enorme parede de vidro dá pra ver que as ruas estão vazias. Sem carro, sem gente. Somente carros de polícia guardam as ruas do centro da quarta maior cidade dos Estados Unidos, com uma população metropolitana de 4 milhões – incluindo 5 mil brasileiros.

E apesar da tempestade que se aproxima e já provocou chuva forte em outros lugares, o céu se mantém ensolarado durante boa parte do dia. Só começa a chover no início da noite. Ainda assim, uma chuva fraca, quase uma garoa.

Mas logo após um pôr do céu que tingiu o céu de um amarelo cálido, a mensagem da gerência do hotel na secretária eletrônica avisando que o hotel deve ficar sem energia elétrica durante a tempestade não deixa dúvidas: a cidade está prestes a receber a força devastadora de um dos maiores furacões já registrados na história dos Estados Unidos.

Mas a perspectiva de ficar sem energia elétrica não é que mais assusta. Já vim equipada com carregadores de carro para computador e telefone. O que dá medo é a possibilidade - bastante provável - de ficar sem comunicação telefônica. Sem telefone, como informar o que está acontecendo aqui?

Além disso, é possível que tenha que passar a noite com os outros 3 mil hóspedes do hotel - todos instruídos a levar sua coberta e travesseiro para o grande salão de festas do prédio, protegido do estrago que o furacão pode causar às janelas.

Por enquanto, pelo menos, o vento forte levou as nuvens embora e a cidade lá embaixo continua iluminada."

Pode ler-se mais sobre a temporada dos furacões AQUI e ver-se algumas fotos AQUI ou AQUI
e AQUI e ainda AQUI.

Publicado por Ana Tropicana às 09:49 AM | Comentários (0)

setembro 03, 2005

Aloha Spirit


Waves de vários autores

Apesar da mudança de planos à última hora, descubro que há sempre um perdão a corrigir os desvios mais felizes. É fim de semana em Ribeira de Ilhas. Não vou ficar para a festa das ondas. Retomo o rumo do Sul. Levo na bagagem o livro que o Cação, a Marina e a Renata trouxeram de presente.








Fotógrafos:

Adriano Becker, Afonso Paiva, Agobar Jr., Alberto "Cação" Sodré, Alberto Woodward, Aleko, Alexandre Gennari, Alex Uchoa, Ana Salvatore, Beto Paes Leme, Chico Padilha, Christian Herzog, Cícero Lehmann, Clemente Coutinho, Cly LoylIe, Delfim Martins, Dener Vianez, Eduardo Marco, Eduardo Moody, Ed Viggiani, FAbio Bonotti, Fernando Bronzeado, Fernando Mesquita, Flávio Vidigal, Francisco Chagas, James Thisted, Jesus Carlos, Jota Correia, Juca Martins, Klaus Mitteldorf, Levy Paiva, Lisandro de Almeida, Luis Salvatore, Marcello Lourenço, Marcos Vilas Boas, Marina Ribeiro, Motaury Porto, Nilton Barbosa, Paulo Santos, Paulo Soares, PlInio Bordin, Ptolomeu Cerqueira, Renata Mello, Ricardo Azoury, Ricardo Resende, Rick Werneck, Silvia Winik e Wagner Setúbal.

Título: Brasil do Surf
Projeto gráfico: Renata Zincone
Edição: Alberto J. R. Woodward
Publisher: Romeu Andreatta Filho




Juntamente com um grupo de fotógrafos brasileiros, especializados na modalidade ou no fotojornalismo em geral, estes três acabam de colaborar na edição de um livro belíssimo, cujo objectivo consistiu em mostrar o litoral brasileiro através da óptica do surf, uma espécie de alinhavo de imagens exuberantes das mais belas praias, com um enfoque paralelo na história e na cultura local.

A Renata conta-me as aventuras e desventuras para colocar de pé um projecto editorial cuja mais valia o governo e os patrocinadores têm eterna dificuldade em "vislumbrar". A Marina continua convicta de que o surf é a cultura de vida que mais cresce no Brasil. Muito mais que um simples desporto, costuma ela defender, está presente na vida de praticamente todo o povo brasileiro: seja por uma camiseta que se veste ou pela pura paixão humana de deslizar nas ondas do mar.

Folheio as primeiras páginas. Entre os meus dedos perfila-se um retrato lúdico e poético do litoral brasileiro, produzido sob a perspectiva dos surfistas, calcado na beleza das fotos e nos ângulos inusitados. Das paisagens gélidas de Torres até as muralhas de coqueiros do Nordeste. De sul a norte. De norte a sul. Maresias, Matinhos, Guarda do Embaú, Saquarema, Itacaré, Serrambi, Pipa, Noronha… Fundos de areia e de rochas, saídas de rio, costões de pedras, lajes… Ondas que habitam o imaginário dos que perseguem as incríveis formas da energia e pelo caminho descobrem os mais exóticos e inóspitos pontos da costa: balneários como Garopaba, metrópoles como o Rio, praias como a da Pipa ou pontos isolados como Ilhabela e a pororoca do Araguari.

Sim, este livro é uma homenagem ao surf com o Brasil incrustado: "do Oiapoque ao Chuí", com diria o Cação. Brasil singular. Brasil do mar. Brasil do surf. Do Amapá ao Rio Grande do Sul. No verão e no inverno. Chova ou faça sol. Saudades!... Muitas. E, só por isso, talvez na volta ainda passe por Ribeira de Ilhas: por ser o mais parecido que por cá temos.

Publicado por Ana Tropicana às 11:38 PM | Comentários (0)

«Alma Limpa»


eyes wide open de andré f.

Fico a saber que o Pedro inaugura, hoje, na Galeria Leme uma exposição de trabalhos na área social. São imagens captadas através de câmaras fotográficas artesanais, confeccionadas com latas de tinta. Longe de São Paulo, deixo o abraço e o convite aberto sobre a mesa: para quem estiver a passar lá por Butantã, «pertinho da Ponte Eusébio Matoso».











Foto: Alma Limpa (autor: Pedro M.)

Estes dois trabalhos resultam do atelier de pinhole que o Pedro aceitou orientar, inserido no âmbito projecto Imagem Mágica, que visa a integração social de jovens através do ensino da fotografia. Uma extraordinária ideia do André. Há nove anos atrás.


Publicado por Ana Tropicana às 03:39 PM | Comentários (0)