abril 24, 2006

A «Cultura do Secreto»

Leio na edição do NYT desta manhã:

«as part of the CIA's efforts to reemphasize a culture of secrecy, dozens of employees took polygraph tests. Even the agency's independent inspector general participated--a highly unusual measure, since only the president can remove him. Meanwhile, former employees say the agency is being more aggressive in censoring their books and articles and trying to block publication even when no single piece of information is classified.»

... e fico a revirar por dentro os sinuosos mecanismos da estratégia, enquanto vou fazendo o exercício abstracto de imaginar em que tipo de degredo se transformaria a nossa vida, se submetessemos ao teste do polígrafo todos aqueles que nos chegam mentindo com os dentes todos, todos aqueles que nos chegam velados ou com meias-verdades. E depois desisto da "brincadeira" mental. Deixo para os EUA o perturbado fervor de "repor" a tal «Cultura do Secreto». Bom proveito!

Publicado por Ana Tropicana às 11:22 AM | Comentários (0)

março 26, 2006

Cheias e Vazantes


jacaré na vazante de rodrigo mesquita

A impaciência do rio Madeira não o deixa esperar a época das águas, que ainda está para chegar, lá mais para Junho. Nas últimas semanas, engrossou o curso e transbordou do leito. As palafitas das casas ribeirinhas não chegaram para proteger 45 das famílias que albergam do fulgor da correnteza, e os municípios de Humaitá (600 Km de Manaus) e de Manicoré (681 Km de Manaus) tiveram que cancelar as aulas em diversas escolas por causa das enchentes. Entretanto, as águas já baixaram um pouco. Mesmo assim, sei que mais de dois mil estudantes continuam sem ir à escola.
Aqui, em Lisboa, comento o facto com as meninas que, de dia para dia, acusam uma saturação crescente diante do interminável segundo período lectivo e, entre manhas e artimanhas, vivem a contar o que falta ao calendário até às Férias de Páscoa. A pré-adolescência é crítica, e isso é bom. E também é injusta, o que é mau. Crivam-me de perguntas e querem perceber porque continuam sem aulas os meninos do Humaitá e de Manicoré, se as águas já desceram, suspeitando (quem sabe) que sejam talvez mais brandas as regras no país das tropicalidades mornas e coloridas. E eu tento explicar-lhes, como posso, a bravia interrupção imposta, se é que faz sentido dizer às pré-adolescentes de Lisboa (que fogem das abelhas e nunca viram uma lagarticha) que quando as águas recuam, nem sempre os animais as seguem, e que pode muito bem suceder que os meninos do Humaitá e de Manicoré tropecem ainda numa surucucu pico de jaca, em plena sala de aula, ou que quando a campaínha tocar para a saída dêem de caras com um jacaré a "brincar" no pátio da escola.







Fotos de Rodrigo Mesquita e Ana Tropicana

As intensas chuvas que vêm atingindo o Amazonas nas últimas semanas provocaram a cheia do rio Madeira, que atravessa o leste do estado, e pelo menos dois municípios da região foram afectados pelas inundações nas áreas ribeirinhas.

A Defesa Civil Estadual informou que os municípios de Humaitá (e de Manicoré tiveram que cancelar as aulas em diversas escolas em função das enchentes, obrigando mais de dois mil estudantes a ficar em casa, nas últimas duas semanas.

Além da interrupção das aulas, a cheia do rio ainda destruiu ou alagou dezenas de casas na região de Humaitá, deixando 45 famílias desalojadas.

De acordo com os dados do Serviço Geológico do Brasil, o nível do rio Madeira chegou a 25,55 metros na última medição, ficando apenas quatro centímetros abaixo da cota de emergência, que é de 25,59 metros.

Os hidrólogos consideram a situação no rio Madeira preocupante, já que o seu nível vem subindo em ritmo bastante acelerado, mais de dois meses antes do período de ocorrência das maiores cheias na região, por volta do mês de junho.

Em toda a série histórica de medições (que teve início em 1967), a maior cheia já observada no rio Madeira ocorreu em 1997, quando as águas atingiram a marca de 27,26 metros, causando uma série de inundações próximas ao estado de calamidade.


Publicado por Ana Tropicana às 02:46 PM | Comentários (0)

Decidir o Destino dos Impostos

A Lei permite que 0,5% do IRS liquidado seja atribuído a uma instituição de apoio social e humanitário. Para ajudar a UNICEF, por exemplo, basta preencher o Anexo H (modelo 3) no Quadro 9, o Campo 901, com o NIPC do Comité Português para a UNICEF (500 883 823), que se encontra expressamente registado para receber o donativo, no artº32 nº6 da Lei nº 16/2001, de 16 de Junho.

Ajude a passar a mensagem, reencaminhando o email.

Publicado por Ana Tropicana às 05:10 AM | Comentários (0)

março 23, 2006

Protestar por Protecção


santa tereza do oeste de diocir lourenço

Na sequência da invasão de protesto organizada pela Via Campesina em duas fazendas de Quedas do Iguaçu, no Centro-Oeste, pedindo a interdição das unidades multinacionais da Syngenta Seeds por desenvolverem o plantio de sementes geneticamente modificadas numa zona considerada de amortecimento (raio de 10 quilômetros em volta do Parque Nacional do Iguaçu), o Brasil multou em cerca de 383 mil euros a empresa suíça.

Conforme o artigo 11º da Lei 10.814/2003, que estabelece normas para o plantio, transporte e comercialização de organismos geneticamente modificados, é proibido o plantio de sementes não-convencionais nas áreas de conservação e respectivas zonas de amortecimento.

Folgo em saber que, desta vez, o governo brasileiro não se esqueceu da lei.




Brasil: Governo multa multinacional por cultivo de transgénico em área proibida
Fonte: Lusa | Data: 22-03-2006 13:30:00


O governo brasileiro multou em um milhão de reais (383 mil euros) a multinacional suíça Syngenta Seeds por experiências com sementes geneticamente modificadas em um campo próximo a uma área de preservação, foi hoje divulgado.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Syngenta Brasil estaria desrespeitando a Lei de Biossegurança e colocando em risco o ecossistema.

O campo experimental de trangénicos da Syngenta encontra-se a apenas seis quilómetros do Parque Nacional do Iguaçu, no Estado do Paraná, Sul do Brasil, sendo que, por lei, as experiências com organismos geneticamente modificados não podem ser feitas a menos de 10 quilómetros de uma área de preservação.

A empresa tem 20 dias para recorrer da decisão do Ibama.

O campo da Syngenta Seeds foi ocupado (cf. notícias AQUI, AQUI e clipping AQUI) na semana passada por centenas de manifestantes do movimento Via Campesina (*) que protestavam contra o cultivo de soja transgénica perto do Parque Nacional do Iguaçu (cf. AQUI também).

Os fiscais ambientais detectaram também outras 12 propriedades rurais próximas ao parque com culturas transgénicas, que deverão ser igualmente embargadas e multadas esta semana.

Ver também AQUI




(*) Movimento Via Campesina

- sobre a constituição do movimento: AQUI
- site internacional: AQUI
- Cartilha de Princípios: AQUI

Publicado por Ana Tropicana às 01:02 PM | Comentários (0)

Combate à Pobreza

De acordo com um estudo, ontem tornado público, um sexto das famílias brasileiras recebe subsídios do Governo, no âmbito da política de combate à pobreza.
Contas feitas, importa dizer que estamos a falar de oito milhões de famílias, cerca de 15,6% do total de famílias existentes no "Brasil de hoje"...



A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, com dados de 2004, indica que oito milhões de famílias brasileiras, cerca de 15,6 por cento do total, vivem de subsídios do Governo.

Na região do Nordeste, a mais pobre do Brasil, a percentagem de famílias que recebe assistência ascende a 32 por cento, segundo o estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

No Sudeste, a região mais rica e desenvolvida, são 7,9 por cento as famílias que recebem subsídios governamentais.

O estudo do IBGE, que ouviu 399.300 pessoas em diversas regiões do Brasil, indica ainda que cerca de 39 milhões de brasileiros receberam subsídios em 2004.

Um dos principais programas do Governo brasileiro é a chamada Bolsa Família (*), criada pelo antigo Presidente Fernando Henrique e alargada pelo actual Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

O estudo mostra que 66,6 por cento das famílias beneficiadas são de raça negra ou mestiça, 57,6 por cento não tem acesso a esgotos e 31 por cento não tem água potável.

Em quase 91 por cento dos domicílios onde algum dos moradores beneficiava de subsídios do Governo a renda per capita mensal era inferior a 138 euros.





(*) O Bolsa Família foi instituído pelo Governo Federal através da Medida Provisória nº 132, em Outubro de 2003. Destinado às famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, o Programa visa unificar os procedimentos de gestão e execução das acções de transferência de renda e do Cadastramento Único do Governo Federal.
Nesse âmbito, decidiu-se ainda pela migração dos programas Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, PCA e Auxílio Gás para o Programa Bolsa Família. Actualmente é gerido pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
Acontece, por arrasto, que se um Município possui programas próprios de transferência de renda, poderá somar esforços com o Governo Federal para ampliar a base de atendimento de seus programas e, desta forma, ampliar o valor máximo dos benefícios para as famílias atendidas. Neste sentido, o Governo Federal tem vindo a assinar vários termos de cooperação com os municípios brasileiros destinados a este fim.


Publicado por Ana Tropicana às 12:34 PM | Comentários (0)

março 20, 2006

«A Perigosa Profissão da Maternidade»


mãe angolana (1998) de m.c

Em média, cada mulher angolana tem 7 filhos. O primeiro filho nasce, em 70% das mulheres, ainda durante a adolescência. O risco de morte materna durante o parto é à razão de 1 em 7. Na Europa, o mesmo risco existe na razão de 1 em 2000.

Lê-se aqui: «Angola: The dangerous profession of motherhood»




Angola: The dangerous profession of motherhood
Fonte: Inter Press Service
Wednesday, 08 March 2006


No-one offers her assistance or a kind word. No-one mops up the blood. The scene is a telling illustration of how perilous child bearing in this Southern African country can be -- and of the difficulties Angola will have in meeting the fifth Millennium Development Goal (MDG) of reducing maternal mortality by three quarters, come 2015.


Walking into the Angolan capital's main maternity hospital, the first thing that hits any visitor is the stench: a nauseating combination of blood and excrement. After a short while, the stomach settles and the eyes adjust to the poor light in the Maternidade Lucrecia Paim; then, the true wretchedness of the grey walls and broken windows begins to sink in.

A heavily-pregnant woman wearing a tatty T-shirt full of holes is obviously in a lot of pain. Unable to find relief, she stumbles up and down the corridor, fretfully tying and untying her grubby sarong. She is wearing no underwear and as she leans, exhausted and moaning, against the wall, blood trickles down her legs and onto the floor.

No-one offers her assistance or a kind word. No-one mops up the blood. The scene is a telling illustration of how perilous child bearing in this Southern African country can be -- and of the difficulties Angola will have in meeting the fifth Millennium Development Goal (MDG) of reducing maternal mortality by three quarters, come 2015.

The United Nations Children's Fund estimates that for every 1,000 live births in Angola, 17 women die from pregnancy-related causes. Angolan women are thought to carry a one-in-seven risk of maternal death, higher than the one-in-16 risk for sub-Saharan Africa -- and much, much worse than the one-in-2,000 and one-in-3,000 risk in Europe and the United States.

To a large extent, these figures are a legacy of Angola's 27-year civil war between government and the Union for the Total Independence of Angola (União Nacional para a Independência Total de Angola -- UNITA).

While the country may now be enjoying its fourth year of peace, there is still a general lack of basic health facilities. Roads made impassable by potholes or landmines render the few services that do exist inaccessible to many in remote areas.

Pregnant women often go without basic antenatal care that includes advice on AIDS, nutrition, hygiene and the prevention of malaria -- a disease which leads to anemia among pregnant women, and is a chief culprit in both maternal and infant mortality.

They also continue with established, but sometimes dangerous practices of plying their trade at the market or working in the fields right up until childbirth. When expectant mothers fear that something is amiss, they struggle to get to a health facility -- and often arrive too late. "There is a lack of facilities, but the women also come seeking help at a very late stage," says Maryse Ducloux, assistant medical coordinator with the Belgian branch of Doctors without Borders, an international aid group.

Furthermore, many births take place in the absence of medical staff, meaning that complications which need not prove fatal often result in death. "There is a long belief in traditional medicine and having babies at home, either on your own or with family members -- mothers, sisters, cousins -- to help. These beliefs are difficult to counteract," notes Ducloux. "When the women reach the hospitals, the harsh reality is that there is often nothing we can do for them. They just come to die."

Then there is the sensitive issue of abortion, illegal in Angola except in instances where it is required to save a woman's life. "There are no facilities for abortion, but it doesn't stop some women from trying at home using traditional medicine. They often arrive in our hospitals in a terrible state," says Ducloux.

High levels of fertility and precocious sexual activity mean the threat of complications, infection and death during childbirth is greatly increased.

Government claims to be very concerned about the health of its mothers, and wants to reduce the number of maternal deaths by a third, by 2008 -- something that would also mark substantial progress on MDG five. (In all, eight MDGs were adopted by global leaders at the U.N. Millennium Summit in New York six years ago -- this to address several of the main barriers to development, such as child and maternal mortality, environmental degradation and unfair global trade rules.)

But Angola faces an almost endless list of equally pressing needs, and with maternal health seen as a weaker cash-generator among donors than the fight against child mortality, there are fears that little will be done to make provision for expectant mothers.
Such a development would be especially grim in a country where many women lack access to education, and have few prospects apart from motherhood.

Angolan women have seven children on average. They also start having babies at an early age, with an estimated 70 percent giving birth to their first child while they are still teenagers.

Family planning information is scarce, and while medical practitioners in the field say women are willing to try contraception and birth spacing, the husbands and partners of these women often see this as an affront to their virility.

At Maternidade Lucrecia Paim, Teresa Miguel (not her real name) is confronting the consequences of under-investment in maternal health.

Her family lives in Viana, a poor suburb just a few kilometers from the centre of Luanda; but her young daughter, pregnant with her second child at just 21 years old, arrived at the hospital too late -- and her baby girl was born dead.

Tears coursing down her cheeks, Miguel clasps her head in her hands and prays out loud for Lucia, who is still in the emergency ward, and still hemorrhaging.

The nurses have sent her out to buy drugs for Lucia, but in her distressed state she doesn't really know what to buy or where to go. Within a few minutes, she is back at the emergency room, empty-handed and panicky.

A young girl of about 16 years old looks on anxiously as she strokes her swollen belly. "If you don't have the money to buy the drugs and the dressings, then you don't get the treatment," she explains, clutching a 200 kwanza note (about 2.2 dollars) in her hand.


Sadly, she, Lucia and even the bleeding woman roaming the hospital corridor can count themselves lucky. At least they live near the capital and have some access to basic antenatal and post-partum care. Most women in Angola's vast hinterland often have to manage on their own.

Publicado por Ana Tropicana às 01:16 AM | Comentários (0)

março 18, 2006

Zona Franca

Leio no Jornal do Comércio de Manaus, a respeito do Pólo Industrial da capital do Estado do Amazonas:

«Na história do planejamento regional da Região Amazônica a ZFM é o único modelo de crescimento econômico que deu certo. Graças a incentivos fiscais que estimulam a produção e a competitividade, ao invés de subsidiar o fator capital – como ocorreu com a Sudene e com a Sudam –, a ZFM criou na capital do Amazonas um pólo industrial economicamente próspero. Esse pólo de crescimento marca a presença brasileira no interior da Amazônia Ocidental (onde se situa Manaus), a parte menos povoada e com o maior segmento da linha de fronteiras internacionais da Região, onde estão os maiores desafios geopolíticos do Brasil. Além disso, trata-se de um modelo ambientalmente limpo que foi decisivo para o Amazonas manter intactos 98% de sua cobertura florestal.»




Follow-up - ZFM, um modelo de sucesso Economia
Ronaldo Bomfim do Cieam


Na semana em que são comemorados os 39 anos da Suframa, vale recordar que na história do planejamento regional da Região Amazônica a ZFM é o único modelo de crescimento econômico que deu certo.

Graças a incentivos fiscais que estimulam a produção e a competitividade, ao invés de subsidiar o fator capital – como ocorreu com a Sudene e com a Sudam –, a ZFM criou na capital do Amazonas um pólo industrial economicamente próspero, detentor de significativo aporte tecnológico, que gera renda, empregos, tributos e exportações.

Esse pólo de crescimento marca a presença brasileira no interior da Amazônia, onde se situa Manaus. O sucesso obtido talvez decorra do fato de ser um projeto de natureza capitalista em que os ônus dos investimentos correm exclusivamente por conta e risco do empreendedor. Não há nenhuma ajuda financeira do governo. Quando um projeto é aprovado, recebe apenas uma expectativa de incentivo (redução ou isenção de impostos). Além disso, trata-se de um modelo ambientalmente limpo que foi decisivo para o Amazonas manter intactos 98% de sua cobertura florestal, evitando o que ocorreu em outros locais da Região (desmatamentos em Rondônia e no sul do Pará).

Composto de cerca de 500 empresas, o Pólo Industrial de Manaus (PIM) alcançou em 2005 um faturamento de US$ 19 bilhões, utilizando um contingente de mão-de-obra direta que supera 100 mil pessoas. Para tanto, as empresas importaram US$ 4,5 bilhões de insumos (matérias-primas e componentes), produzindo um valor agregado de US$ 14,5 bilhões na economia nacional, que beneficia principalmente São Paulo.

No que tange à arrecadação tributária total (acrescida das contribuições sociais), as empresas da ZFM transferiram para o governo (nos três níveis da administração), em 2005, US$ 4 bilhões, ou seja, 21% do faturamento, que equivalem a uma carga tributária sobre o PIB estadual da ordem de 30%. Esse número não está longe da carga nacional de 37% do PIB, o que mostra a pequena margem (vantagens comparativas) com que as empresas do PIM operam para manter sua competitividade. Como costumava dizer o professor Samuel Benchinol, “a ZFM não é um paraíso fiscal, é um paraíso do Fisco”.

Isto demonstra que o modelo promove significativa alavancagem de negócios em estados fora dos limites de sua jurisdição, o que revela o alto grau de sua integração na economia nacional. As exportações crescem a cada ano, tendo atingido US$ 2,2 bilhões em 2005. Nesse ritmo, em dois ou três anos a Suframa estima atingir o equilíbrio de sua balança comercial. A partir daí, a ZFM será um importante gerador líquido de divisas. .

Ao longo de sua existência, a ZFM passou por diversas fases. Nos anos iniciais, quando a economia era fechada, floresceu a atividade comercial – centenas de lojas foram abertas para vender variada gama de artigos estrangeiros. Nessa época, Manaus era um paraíso de compras para turistas domésticos, vindos de todos os cantos do País, desejosos de adquirir produtos tecnologicamente avançados. Essa fase estendeu-se até o final dos anos 80, arrefecendo e praticamente desaparecendo com a abertura econômica.

O crescimento do setor industrial se consolidou nos anos 70 e 80 com a instalação de fábricas para produzir eletrônicos de consumo (áudio e vídeo), motocicletas, relógios etc. No final dos anos 80, quando a ZFM perdeu a reserva de mercado que deteve durante a época da economia fechada, as empresas integrantes do PIM sofreram forte impacto: passaram a enfrentar a concorrência de produtos importados pelos centros de consumo do País. Foi um período difícil, em que se chegou a cogitar que a indústria implantada na ZFM desapareceria.

Contrariando as expectativas, o desafio da abertura da economia foi respondido de forma positiva pelos empresários. As fábricas modernizaram-se, incorporaram normas de qualidade e elevaram sua eficiência técnico-econômica. O grande número de empresas certificadas com as normas de qualidade ISO (cerca de 250) reflete o esforço feito em treinamento e em educação da força de trabalho. É importante também mencionar que a logística também teve melhora, o que permitiu a progressiva inserção internacional dos produtos fabricados na ZFM.

Em prazo mais longo, as ocorrências de óleo e gás na bacia do Urucu e em suas proximidades, juntamente com o potencial da fantástica biodiversidade regional, ensejam um cenário favorável para o futuro. Entretanto, para que essa expectativa se concretize, é necessário que os brasileiros valorizem e fortaleçam o projeto ZFM como instrumento eficaz para garantir a presença brasileira na Amazônia Ocidental, a parte menos povoada e com o maior segmento da linha de fronteiras internacionais da Região, onde estão os maiores desafios geopolíticos do Brasil.

Suframa

Ocorreu ontem na Suframa, no auditório Floriano Pacheco, uma reunião para apresentação do sistema de indicadores de desenvolvimento na Amazônia, visando à definição de um padrão de referência para as agências de desenvolvimento da região. Dirigida pela superintendente Flávia Grosso, com a presença do superintende adjunto de planejamento Eliude Menezes, do diretor geral da ADA Djalma Mello, de representantes da Fieam, do Cieam, da Ufam e da UEA e de técnicos e assessores da Suframa, o evento contribuiu para listar uma seleção de indicadores do desenvolvimento regional que permitam monitorar o processo. Trata-se de um feedback importante para orientar o sistema de planejamento regional, tornando-o mais consistente com a realidade amazônica.

(*) Esta coluna é publicada às quartas, quintas e sextas-feiras e é elaborada sob a coordenação do economista Ronaldo Bomfim
Email: follow-up@cieam.com.br

Publicado por Ana Tropicana às 08:37 AM | Comentários (0)

março 13, 2006

«Inéditos» da Terra.

Fico a saber que: «A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) assinaram hoje um acordo inédito de cooperação para a gestão da terra, divulgou a agência governamental Brasil».

Fico a interrogar-me, depois, acerca do significado da expressão «inédito».




CPLP e FAO assinam acordo inédito para gestão da terra
Fonte: Lusa | 10-03-2006 22:12:00


Brasília - A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) assinaram hoje um acordo inédito de cooperação para a gestão da terra, divulgou a agência governamental Brasil.

O documento foi assinado durante a II Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural, que reuniu de segunda-feira a hoje delegações de 81 países em Porto Alegre, Sul do Brasil.

Com o apoio dos países de língua portuguesa, a FAO vai garantir recursos ao programa "Capacitação Regional sobre Regime de Propriedade e Gestão da Terra e Aspectos Legais Associados", que terá um material pedagógico comum.

"A FAO não quer somente trabalhar em países separados, mas ajudar a fortalecer a cooperação entre eles", afirmou Paolo Groppo, da Divisão de Desenvolvimento Rural da FAO à agência Brasil.

Segundo a responsável, a FAO vai aproveitar as instituições existentes nesses países e elaborar uma proposta de fomento a programas nacionais como forma de reforçar os laços culturais e permitir a elaboração do material comum em língua portuguesa.

Foi anunciada também durante a conferência internacional a criação de uma rede entre os países latino-americanos para trocar experiências sobre questões relacionadas com a terra, nomeadamente projectos bem-sucedidos de reforma agrária e desenvolvimento rural.

Essa rede de integração contará com a participação dos organismos estatais responsáveis pelos projectos de desenvolvimento rural do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Colômbia, Peru, Chile, Haiti, Guatemala, Guiana, Cuba e República Dominicana.

Fontes oficiais informaram também que o actual assessor especial da Presidência do Brasil para o combate à fome, José Graziano, aceitou o convite do director geral da FAO para ser o representante regional da organização para a América Latina e Caribe.

A representação da FAO, com sede no Chile, é responsável por cerca de 40 países na região.

A escolha de Graziano deveu-se a sua experiência na elaboração e implantação do programa Fome Zero do Governo Lula da Silva.

Publicado por Ana Tropicana às 08:49 AM | Comentários (0)

janeiro 29, 2006

A Primeira Vez

Ainda que de forma atabalhoada, venho apenas para dizer não posso arredar pé da janela, pelo que me limito a aumentar o som à grafonola e a partilhar o que se houve cá em casa. Digamos que a canção fica entre o anacronismo da quadra, a homenagem e a infantilidade (aceito!) da euforia. Mas é que ... NEVA, em Lisboa!!!!


(*) Mais tarde cuido do crédito da canção, ainda que me pareça que a voz dispensa grandes rodapés.

Publicado por Ana Tropicana às 04:22 PM | Comentários (1)

janeiro 02, 2006

Breus de Lua

Durante o ano que agora acaba, no Estado do Amazonas, o programa «Luz para Todos» (até 2008) levou pela primeira vez energia eléctrica a 9 mil domicílios. O governo brasileiro estava satisfeito: o número representava mais de um terço da meta a que se tinha proposto, tendo em conta que, segundo os seus cálculos, estariam por atender as necessidades de 81 mil famílias. Acontece que um levantamento da Fundação Nacional de Saúde [Funasa] e do Sistema de Protecção da Amazônia [Sipam] mostrou que esse número não corresponde à verdade. Para o corrigir é preciso considerar quase o dobro: nos tempos que correm, vivem na realidade cerca de 150 mil famílias que nunca tiveram acesso a electricidade.




Luz para Todos atende pouco mais de um terço das famílias previstas no Amazonas
Fonte: Agência Brasil | Autor: Thaís Brianezi | Data: 02 Jan 2006 - 17:28


Manaus - No Amazonas, o programa Luz para Todos cumpriu 36%, pouco mais de um terço, da meta de atendimento até 2005. No estado, a energia elétrica chegou a 9 mil domicílios (4,2 mil deles na capital e o restante em 17 municípios do interior), quando a previsão inicial era de que 25 mil famílias fossem beneficiadas. "Nossa meta neste ano é atender 30 mil famílias. O ministério repassará à Companhia Energética do Amazonas [Ceam] e à Manaus Energia cerca de R$ 90 milhões", informou hoje (2) o representante do Ministério de Minas e Energia (MME) e coordenador estadual do programa Luz para Todos, Robson de Bastos.

Segundo ele, o não-cumprimento da meta se deve a fatores climáticos, como a seca severa de 2005, e a questões operacionais – falta de mão-de-obra qualificada e de planejamento. "Não são raros os casos de fornecedores que demoram oito meses para receber o pagamento", contou Bastos. "Isso, de certa forma, faz o programa cair em descrédito. O ministério só pode liberar a verba quando o serviço já está executado, mas ele demora a receber a notificação oficial de conclusão das obras."

Até agora, o MME repassou cerca de R$ 70 milhões à Ceam e à Manaus Energia. O recurso foi utilizado em obras de extensão da rede de distribuição de energia e na construção de pequenas usinas hidrelétricas, com capacidade de gerar até 800 quilowatts, energia suficiente para abastecer 2 mil famílias. "O consumo desses novos beneficiados inicialmente é pequeno, porque eles não possuem equipamentos eletroeletrônicos. Só quando a energia chegar é que eles podem começar a sonhar com eletrodomésticos", ponderou Bastos.

A meta do governo federal é de que até 2008 todos os brasileiros tenham acesso à energia elétrica. No Amazonas, o Luz para Todos foi planejado para atender 81 mil famílias. "Em 2003, usamos dados do IBGE, do Censo 2000. Mas um levantamento da Fundação Nacional de Saúde [Funasa] e do Sistema de Proteção da Amazônia [Sipam] mostrou que esse número é quase o dobro – cerca de 150 mil famílias", revelou Bastos. "Queremos até 2008 cumprir pelo menos a meta inicial. Essas famílias não-previstas significam que o programa deveria ser estendido por mais dois ou três anos."

Publicado por Ana Tropicana às 11:10 PM | Comentários (1)

Entrar Em África Com a Noite


embarque de schlesser

Ao fim do dia de hoje terá sido feita a ligação de mais de 300 Km entre Portugal a Málaga. Aí se estará a fazer, por esta altura, o embarque rumo a Nador. São sete longas horas de travessia. Imagino as últimas horas de conforto nas cabines “quentes” do barco que antecedem o desembarque previsto para as cinco da madrugada, já em território Marroquino. O segundo dia do ano cumpre-se com a primeira especial africana, nada mais, nada menos que 314 quilómetros. Ás portas do deserto, então! Seja.




Com o objectivo de tornar a disputa do maior rali do mundo mais acirrada e proporcionar maior emoção aos aficcionados da modalidade, foram introduzidas algumas novidades na prova. Para começar, a partida foi transferida para Lisboa e a largada alterada para o último dia de 2005 e não mais no dia 1º de janeiro.

Sob a alegação de assegurar a segurança dos concorrentes, na 28ª edição do Dakar, foi reduzido em 99% o uso do GPS, aparelho de navegação por satélite, a velocidade limitada para 160 km/h, devido ao excesso de acidentes em 2005 (que culminaram em duas mortes), e a capacidade do tanque das motos reduzida.

No total serão 748 veículos, com 240 motos, 188 carros, 80 camiões e 240 viaturas de apoio. Na edição 2006, o Dakar terá um total de 9.043 quilômetros – 4.813 km de trechos cronometrados – e passará por sete países: Portugual, Espanha, Marrocos, Mauritânia, Mali, Guiné e Senegal, durante 16 dias de provas. A etapa mais longa será no dia 9 de janeiro, após o único dia de descanso, entre as cidades de Nouakchott e Kiffa, na Mauritânia, com um total de 874 quilômetros de distância, dos quais 599 cronometrados.
A organização da prova aumentou o número de trechos longos para peneirar os competidores até a Mauritânia. Com o percurso traçado mais para o sul da África diminuirá os troços com dunas e aumentará o trajecto em terreno duro.

Durante 15 dias, uma caravana de 2.200 pessoas irá percorrer 9.043 quilômetros de Lisboa, em Portugal, até Dakar, no Senegal. São 1.465 competidores, 385 membros da organização, 250 jornalistas e mais de 100 pilotos e ajudantes contratados para serviços diversos.
O comboio integra 508 veículos competidores: 240 motos, 188 carros e 80 camiões -, seguidos por outras 240 viaturas de apoio directo.
Para transportar organizadores, jornalistas e todo o tipo de equipamento necessário ( incluindo os acampamentos montados no deserto), serão utilizados 18 aviões, numa média de 30 vôos diários, a que se junta o apoio dos helicópteros: oito deles estarão disponíveis para a organização, sendo um para acompanhar o trajecto, quatro com as equipas de televisão, um com fotógrafos e mais dois tripulados por equipas médicas. Além do transporte aéreo, a organização conta com 27 carros e 11 caminhões de assistência.

Todo o combustível utilizado para mover as máquinas - incluindo os veículos em competição - é da responsabilidade dos organizadores. Estima-se que será necessário transportar pelo deserto cerca de 1.200.000 de litros de gasolina e diesel, longe de qualquer posto de combustível, o que torna o líquido tão precioso como a água (ou mesmo o ouro).

Publicado por Ana Tropicana às 04:39 AM | Comentários (1)

Estradas d'Água


mirante de autor desconhecido

Da Praça do Império saiu também Ricardo Diniz: velejador desde os 12 anos, conta no currículo com mais de 60 mil milhas náuticas, incluindo quatro travessias do Oceano Atlântico. É a primeira vez que vai fazer uma viagem entre Lisboa e Dakar, a bordo do «Taylor's Port», um veleiro de cruzeiro veloz, com 12,5 metros, contruído na Africa do Sul e desenhado por Angelo Lavranos. Tirando o equipamento e os diversos meios técnicos, Ricardo segue tendo como únicos companheiros a bordo a música, os livros e o mar. Para quê mais, quando «o inferno são os outros»?!...

A ideia é ir-lhe acompanhando os ventos AQUI





Foto: Veleiro «Taylor's Port» (Autor: )




Lisboa-Dakar num barco à vela
A aventura portuguesa de um jovem lobo do mar

Fonte: InfoDesporto | Data: 27/12/2007


Um jovem português prepara-se para fazer sozinho a ligação entre Lisboa e Dakar à vela, embarcando em pleno Inverno numa aventura em que tudo pode acontecer, mas com a confiança de superar dificuldades e o objectivo de simplesmente chegar.
Ricardo Diniz tem 28 anos e a experiência de já ter navegado mais de 60 mil milhas náuticas o que equivale a dar duas voltas e meia ao mundo.

Contudo esta é a primeira vez que vai fazer uma viagem entre Lisboa e Dakar, a bordo do veleiro "Taylor's Port", com 12,5 metros equipado com diversos meios técnicos e tendo como únicos companheiros a música, os livros e o mar.

às 15:30 de 31 de Dezembro Ricardo estará a passar frente ao Padrão dos Descobrimentos, dando início a uma viagem que previsivelmente demorará cerca de 15 dias.

Os imprevistos podem ir dos mais normais como embater num contentor à deriva no mar, aos mais absurdos como o que aconteceu uma vez, em que uma vaca caiu (de um avião) em cima de um barco, diz.

"É normal nestas viagens as coisas correrem menos bem, mas cabe ao velejador saber superá-las e eu tenho que ter confiança na minha preparação", afirma.

E preparação não falta a Ricardo Diniz que veleja desde os 12 anos e entre as mais de 60 mil milhas náuticas que compõem o seu currículo, contam-se quatro travessias do Oceano Atlântico e muitas outras viagens já repetidas diversas vezes como as ligações de Lisboa a Londres ou a Cabo Verde.

Esta não será a primeira vez que Ricardo veleja sózinho e embora afirme que gosta muito e que necessita destes momentos solitários, reconhece que não são fáceis e que há períodos particularmente difíceis de ultrapassar.

A vontade de velejar surgiu aos oito anos quando em Inglaterra o pai o levou a ver o navio Cutty Sark e ele se encantou com outro barco pequenino à vela que estava perto.

Quando lhe foi explicado que nesse mesmo barco um homem sozinho tinha dado a volta ao mundo, Ricardo Diniz pensou:"Uau! A volta ao mundo sozinho. Também quero."Foi nesse momento que nasceu esse sonho". Mas hoje em dia Ricardo diz já não ser um sonho e sim "um objectivo" pelo qual está há anos a trabalhar e para o qual já contactou com mais de quatro mil empresas de todo o mundo.

Ricardo Diniz deixa bem claro que não se trata de nenhuma corrida e que não está a competir com ninguém, apenas entrou no espírito do Lisboa-Dakar e impôs-se um único objectivo: conseguir chegar.




Ricardo Diniz ruma a Dacar de... barco
Fonte: Correio da Manhã | Data: 2005-12-28


“A prova enquadra-se num projecto criado em 2003, chamado ‘Made in Portugal’, que visa promover o nosso país, a cultura, produtos. Foi um gesto natural aderir a esta competição, que liga duas cidades que têm portos. É uma maneira de honrar a prova e dizer a todos os envolvidos bem-vindos”, disse Ricardo Diniz que, às 15h30 de sábado, espera estar a passar frente ao Padrão dos Descobrimentos. “Vou adiar a partida em algumas horas para vê-los partir. A vela é sempre imprevisível e, na melhor das hipóteses, espero chegar a Dacar dentro de 13, 14 dias, num total de 1600 milhas”, acrescentou.

Para abraçar este projecto rumo à capital do Senegal, este jovem vai comandar uma embarcação nada fácil para uma aventura a solo. “Velejá-lo sozinho é complicado. As velas são pesadas e vai ser um desafio físico muito grande. Mas é rápido e robusto”, disse ao Correio da Manhã.

Um boneco da Fundação do Gil vai fazer companhia – “identifico-me com o projecto e na Expo andei mesmo vestido de Gil” – e vai matar o tempo com a biografia de Belmiro de Azevedo e com o ‘Código da Vinci’. Mas nunca esquecendo a segurança. “Um relógio salvou-me a vida, depois de em 2001 ter batido num contentor e de ter ficado à deriva. Como o relógio tinha bússola, consegui orientar-me e pedir ajuda.”

Ricardo Diniz diz que todos os participantes do Dacar, “cheguem ao fim ou não”, têm um ponto comum. “Todos eles tiveram de enfrentar uma luta familiar, de trabalho e financeira”.




Este é o traçado original da viagem - que se iniciou às 15h 30 de Sábado dia 31 de Dezembro - , mas deixo o link para os mapas diários do percurso AQUI.





Publicado por Ana Tropicana às 03:52 AM | Comentários (1)

dezembro 22, 2005

Entre Amigos

O Nuno (que andou por AQUI e depois AQUI) e o Zé (que esteve AQUI, continuou AQUI, e agora também se estreia a solo AQUI) voltaram. Com Aspirina B. «Não mata mas alivía»!...

Planos para fim de serão: vou conhecer a nova morada dos rapazes (até q'enfim!... eu sei!).

Publicado por Ana Tropicana às 04:05 AM | Comentários (2)

dezembro 20, 2005

Leões Sem Destino


perdidos, na estrada de alex d.

Soube do caso ainda no Domingo: durante a tarde, apareceram cinco leões abandonados na beira de uma estrada em Uberaba, a 472 quilômetros de Belo Horizonte, na região do Triângulo Mineiro, Estado do Mato Grosso. Os animais foram encontrados por agentes da Polícia Rodoviária Estadual na caçamba de uma carreta, no km 40 da rodovia MG-427, que liga Uberaba a Conceição das Lagoas. Hoje fico a saber que o destino dos animais continua por definir.

... E um aperto no coração: de que vale ser rei da selva e ter rumo incerto?






Foto: Amor Sem Uma Cabana (Autor: Alex Durban)



Cinco leões são abandonados em rodovia mineira
Fonte: Estadão | Autor: Eduardo Kattah

Belo Horizonte - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) busca um destino para os cinco leões que foram abandonados no início da tarde de domingo na rodovia MG-427, próximo a Uberaba, no Triângulo Mineiro.

Os animais - dois machos e três fêmeas - estavam na jaula de uma carreta adaptada e sem qualquer tipo de identificação. Os leões foram deixados na altura do quilômetro 40 da rodovia. A Polícia Militar do Meio Ambiente foi informada do abandono por funcionários de uma usina de álcool localizada nas proximidades.

Os felinos foram levados para o posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), a cerca de seis quilômetros de Uberaba.

A PM e o Ibama acreditam que o mais provável é que os leões tenham sido abandonados durante a madrugada por algum circo em turnê pela região do Triângulo Mineiro ou interior paulista. A carreta com os animais foi encontrada a cerca de 1,5 quilômetro de um acesso à divisa com o estado de São Paulo.

"É um problema permanente que a gente enfrenta. É um animal que se reproduz muito em cativeiro, tem um custo muito alto e quando deixa de ser interessante é abandonado. Estamos tentando localizar o proprietário, que tem de ser responsabilizado", afirmou o gerente substituto do Ibama em Minas, Alisson José Coutinho.

O veículo em que estavam os leões não tinha placas e os policiais não haviam encontrado a numeração do chassi. Segundo Coutinho, caso seja identificado, o dono dos animais será enquadrado na lei de crimes ambientais. "No mínimo por maus tratos ele está enquadrado na lei de crimes ambientais".


Zoológico
O gerente substituto do Ibama disse que os animais poderão ser encaminhados amanhã, "em caráter emergencial", para o zoológico de Uberlândia. "Vai ser um apoio emergencial mesmo. O tempo necessário para a destinação final", observou. Segundo ele, a carreta e a jaula estavam em estado "precário". Por isso, o Ibama iria solicitar o apoio logístico de uma transportadora da região.

De acordo com os policiais, aparentemente, os leões estão em boas condições de saúde. Os felinos enjaulados às margens da rodovia chamaram a atenção dos motoristas que trafegavam ontem pela MG-427. "Muitos param, tiram fotos. Viraram atração turística e de uma certa forma estão tumultuando a rodovia", contou o tenente da PM do Meio Ambiente, Alexsandro Augusto Rita.

Para alimentar os animais, os policiais contaram com doações de uma granja e um frigorífico de Uberaba. "Cada animal desse come em média oito quilos de carne por dia. É bem complicado", observou o tenente.




Sobre o assunto, há mais informação AQUI e ajuda AQUI.

Publicado por Ana Tropicana às 11:51 AM | Comentários (3)

dezembro 18, 2005

«A Amazónia é Nossa»

O exército brasileiro está a investigar as ONG's que actuam na Amazónia. Eis na verdade uma questão delicada: distinguir as entidades que desenvolvem um trabalho sério, das que utilizam o pretexto do trabalho de campo para fins mais nebulosos. A transparência é urgente, é certo, mas receio que a vaga de suspeição possa representar também uma tentativa do Estado para neutralizar tantas e tantas vozes incómodas que o interpelam por parte das ONG's.




Forças Armadas investigam atuação de ONGs na Amazônia
Fonte: Jornal do Brasil | Data: 17 Dezembro de 2005 - 18h 51

BRASÍLIA – O Exército brasileiro está investigando a atuação de organizações não-governamentais (ONGs) na Amazônia. A informação é do comandante Francisco Albuquerque, durante audiência pública, esta semana, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.


Segundo ele, o Exército é favorável à atuação de organismos na área desde que não haja uma desnacionalização da região. ''Os trabalhos de ONGs nos países em desenvolvimento são uma realidade e precisamos entender o que há por trás disso'', afirma ao dizer que ''a Amazônia é nossa'' e que o país lutará para defendê-la e administrá-la.


Para o deputado André Costa (PDT-RJ), autor do requerimento que solicitou a audiência com membros das Forças Armadas, a investigação é uma ação crescente que deve ser trabalhada para se transformar numa política pública brasileira.


O parlamentar enfatizou que muitas organizações são bem intencionadas. Mas disse acreditar que outras "atuam de uma forma um tanto mais cínica, porque atendem ao interesse geopolítico de uma potência, geralmente financiadora desse trabalho, e poderiam ter outras razões além do sentido de cooperação e solidariedade para com os povos da Amazônia". Agência Brasil.




Para associação, suspeita contra atuação de ONGs na Amazônia não tem base real
Fonte: Agência Brasil | Autor: Fernanda Muylaert | Data: 17 de Dezembro de 2005 -18:46

Brasília - A suspeita que levou o Exército a iniciar uma investigação sobre a atuação das organizações não-governamentais (ONGs) na Amazônia "não tem base real". A avaliação é de Alexandre Cicconelo, advogado da Associação Brasileira das Organizações Não-Governamentais (Abong). Ele afirma não ter fundamento a tese de que ONGs são financiadas por recursos de organizações de outros países e por isso agem em defesa de interesses internacionais. "Esse é um argumento simplista, porque mesmo recebendo financiamento de agências de cooperação internacional, não necessariamente defenderemos um interesse específico", conta.

Cicconelo lembra que há três anos uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instaurada no Senado para apurar a atuação dessas organizações na Amazônia. "Esse discurso que as Forças Armadas usa não tem base em fatos reais e a CPI é prova disso, porque durante todos esses anos de investigação nada foi comprovado", diz.

Para o advogado, o governo brasileiro mostra um medo de um inimigo interno e externo que não existe: "Esse discurso das Forças Armadas até se justifica um pouco pela falta de um papel claro e definido para suas atuações no país. E com todas essas falsas teorias apresentadas, eles usam a tese de um inimigo que pode invadir a Amazônia para justificar alguma atuação da corporação na região".

Publicado por Ana Tropicana às 10:25 AM | Comentários (0)

dezembro 16, 2005

Inquietações

Dois apontamentos que me inquietam particularmente esta manhã:

- No hemisfério Norte, 2005 foi o ano mais quente desde que, em 1860, se começou a medir a "febre" ao planeta.

- A orla das águas, em redor da Praia de Ponta Negra, amanheceu sob um imenso "tapete verde" formado pela moreru, uma planta aquática que, é sabido, desponta sempre que a natureza necessita de sinalizar o seu desequilíbrio.




2005 é ano mais quente da história no hemisfério norte
Fonte: BBC Brasil | Data: 15/12/2005 - 15h50


O ano de 2005 vem sendo o mais quente no hemisfério norte desde que os registros começaram, na década de 1860.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo Departamento de Meteorologia Britânico e da Universidade de East Anglia, na Inglaterra.

Os dados mostram que a temperatura no hemisfério norte durante 2005 foi 0,65 graus Celsius superior à da média entre 1961 e 1990, normalmente usada por cientistas como base de comparação.

Segundo os cientistas britânicos, globalmente, 2005 também vem sendo o segundo ano mais quente de que se tem registro.

Globalmente, a temperatura média só é foi inferior à de 1998, cujo número foi inflado pelo fenômeno El Niño.

Os cientistas dizem que o hemisfério norte está se aquecendo mais rapidamente do que o sul porque tem uma proporção maior de terra, que responderia mais imediatemente ao aquecimento global do que os oceanos.




Desequilíbrio forma "tapete verde" em Manaus
Fonte: Terra | Data: Quinta, 15 de dezembro de 2005, 23h10

A capital amazonense registra desde quarta-feira um fenômeno natural inédito: a chegada de grande quantidade da planta aquática conhecida como moreru que formou tapetes verdes sobre vários pontos da orla. O visual esverdeado da praia da Ponta Negra, localizada no lugar mais nobre da cidade, espantou banhistas.
A chegada da planta levantou suspeitas de desastre ecológico e medo de que o espesso capim aquático esteja trazendo para a cidade animais peçonhentos, como cobras, aranhas caranguejeiras, escorpiões, lacraias.

Após analisar em campo a chegada do moreru, a pesquisadora do Inpa, a bióloga Auristela Conserva, informou que a planta aquática não é nociva à saúde. Igualmente, segundo ela, não é habitat de animais peçonhentos. "Na verdade, ela é uma planta que age limpando o meio ambiente", diz a cientista.

As autoridades ambientais suspeitam, porém, que a seca rigorosa pode ter produzido alterações nas populações desta planta. Com a subida das águas, todas as que ficaram desgarradas pela seca, foram arrastadas rio abaixo.

Publicado por Ana Tropicana às 07:53 AM | Comentários (0)

dezembro 14, 2005

Lá: Onde «Cruza a Ipiranga e a Av. S.João»

Fico a saber que nunca mais voltaremos a passar despercebidamente nas avenidas São João e Ipiranga, nem pelos serões na zona do Teatro Municipal, nem na Praça da Sé ou nos passeios pelo Parque Dom Pedro!...

Instalaram 35 cameras para vigiar 93 ruas, no centro de S. Paulo.
R$ 2,4 milhões, foi quanto custou dar-nos "segurança" ao passo.




Centro será monitorado por 35 câmeras
Fonte: Folha de S.Paulo | Autor: Luisa Brito | Data: 14/12/2005 - 10h21


A partir do segundo semestre do próximo ano, a região central de São Paulo contará com um sistema de monitoramento por câmeras. Serão instaladas 35 câmeras para vigiar 93 ruas, a um custo de R$ 2,4 milhões.

Onze equipamentos ficarão na região do Teatro Municipal e avenidas São João e Ipiranga, entre outras, nove na área da praça da Sé, cinco na região do parque Dom Pedro, quatro na Nova Luz (ex-Cracolândia) e quatro no Vale do Anhangabaú. Outras duas devem ser instaladas no alto do prédio da prefeitura.

Os equipamentos serão capazes de girar 360º e poderão monitorar áreas a mais de mil metros de distância. Quando instalados sobre prédios, podem captar imagens de diversas ruas.

Segundo a assessoria de comunicação da GCM (Guarda Civil Metropolitana) - que fez o projeto de instalação em parceria com a Subprefeitura da Sé -, os locais foram definidos de acordo com o campo de abrangência visual, a facilidade de manutenção e a proteção contra chuvas e danos.

A central de monitoramento ficará na sede da GCM e fará parte de um sistema integrado de comunicações do qual a Polícia Militar deve participar.


Revitalização

Também ficarão para 2006 duas das obras mais importantes do projeto de revitalização da região central: as reformas das praças da Sé e da República.

Previstas para começar neste ano, as obras não tiveram nem o edital de licitação lançado.

De acordo com a Subprefeitura da Sé, não houve atraso, pois os prazos estipulados anteriormente eram técnicos porque dependiam da tramitação junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que liberou a verba para o serviço.

Segundo o subprefeito, Andrea Matarazzo, o banco solicitou alguns ajustes nos editais.

A restauração da praça da Sé está orçada em R$ 5,15 milhões e a da República, em R$ 4,5 milhões.

Pelo novo cronograma, o edital de licitação será lançado no próximo mês e as obras devem começar em abril.





Sobre as virtudes do «monitoramento» há mais AQUI.

Publicado por Ana Tropicana às 11:10 PM | Comentários (0)

dezembro 11, 2005

Por Arenas da Roma Antiga


o prisioneiro de animal

No seguimento de uma investigação sob disfarce, iniciada em Agosto de 2003, a Animal Defenders International (ADI) e a ANIMAL acabam de divulgar um relatório pioneiro sobre a realidade de vida dos animais que integram as companhias de circo portuguesas. Elementos das organizações conseguiram ser aceites como empregados, tendo fotografado e gravado diversos materiais em video que comprovam diversas situações de maus tratos e abusos graves. Na investigação foram alvo de observação grandes companhias de circo, como Victor Hugo Cardinali, Chen 1 e 2, Soledad Cardinali, Roberto Cardinali, Atlas, David Cardinali, Dallas, Americano e Magic.

As imagens foram colocadas on line AQUI e o relatório «Basta de Sofrimento Nos Circos» está disponível para download AQUI.




Activistas da Animal acorrentaram-se duas vezes no Porto
Contra animais nos circos

Fonte: O Primeiro de Janeiro | Autor: Isabel R. Monteiro | Data: 11 de Dez 2005

Contra o uso de animais nos espectáculos de circo, activistas da Animal acorrentaram-se ontem no Parque da Cidade, em frente à entrada do Circo Soledad Cardinali. Miguel Moutinho denunciou as “condições miseráveis e violentas” registadas numa investigação recente.

A Associação Animal promoveu ontem no Porto duas acções para alertar a população para as condições em vivem os animais dos circos portugueses. Cerca de uma dezena de activistas acorrentaram-se de manhã na Rua de Santa Catarina e de tarde no Parque da Cidade, junto da entrada do Circo Soledad Cardinali, uma das companhias que a Animal diz ter condições inadequadas para os animais.
Na base desta campanha pública, que em acções futuras deverá ser repetida em Vila Nova de Gaia e Lisboa, está a observação de investigadores em Agosto de 2003 e entre Junho e Agosto deste ano das actividades de 11 circos com animais, uma exposição de serpentes e animais e um circo sem animais. Na investigação foram alvo de observação grandes companhias de circo, como Victor Hugo Cardinali, Chen 1 e 2, Soledad Cardinali, Roberto Cardinali, Atlas,
Davide Cardinali, Dallas, Americano e Magic. Os resultados desta investigação são resumidos por Miguel Moutinho, director executivo da Animal, que em declarações ao JANEIRO relatou as “condições miseráveis e violentas” em que vivem os animais. Durante estes meses em que um dos activistas conseguiu emprego no Circo Soledad Cardinali e registou imagens em vídeo e fotografia, a Animal conclui
que o problema de reclusão dos animais “é agravada” em Portugal com “alojamentos inadequados para as espécies” e que a violência usada passa por situações como “elefantes a serem agredidos com ganchos e aguilhões de metal, e espancados e agredidos na cabeça”. Os animais são normalmente enjaulados em exíguos espaços, poucos mais largos do que o próprio corpo e, segundo a associação, nem sempre as condições de limpeza são asseguradas.
Durante a permanência do activista no Circo Soledad Cardinali, diz Miguel Moutinho, foi registado um pónei a ser esbofeteado esmurrado e chicoteado sucessivamente durante uma sessão de treino para que se mantivesse e caminhasse apenas sobre as suas pernas traseiras. Estas são algumas das situações que a Animal quer divulgar junto da população em geral, manifestando-se contra o uso de animais nos circos. A investigação foi também divulgada junto das entidades governamentais e bancadas parlamentares, com o objectivo de fazer cumprir parca legislação que existe neste sector, nomeadamente as inspecções da Direcção-Geral de Veterinária.
Joaquim Cardinali, responsável pelo Circo Soledad Cardinali, em declarações ao JANEIRO desvaloriza as acusações e exorta a que a Animal apresente queixa às entidades competentes quando tem provas de que os animais são mal tratados nos circos.




Uma nota minha:

O recurso a animais em espectáculos de circo foi proibido na Áustria, nos estados brasileiros do Rio de Janeiro e de S. Paulo, e em dez municípios da Irlanda e outro da Croácia.

Está a circular uma petição europeia para incentivar a Comissão Europeia a produzir uma directiva de teor semelhante.

Publicado por Ana Tropicana às 11:39 PM | Comentários (2)

Michelle Bachelet II

Pronto! Confesso que corro para saber novidades do Chile: as primeiras contagens de votos dão vantagem a Michelle Bachelet, a mulher que quer ser Presidente no País de Allende.




Chile/Eleições: Encerraram primeiras mesas de voto, Bachelet à frente
Fonte: LUSA | Data: 11-12-2005 21:02

A contagem dos votos das eleições presidenciais e parlamentares hoje realizadas no Chile já começou em diversos pontos do país, após o encerramento das primeiras mesas de voto, ocupando a socialista Michelle Bachelet a dianteira.

No Chile, não existe um encerramento oficial das assembleias de voto e cada mesa inicia a contagem ao fim de nove horas ininterruptas de funcionamento.

Se, ao chegar a hora do encerramento, houver eleitores à espera para votar, a mesa deverá manter-se aberta até atendê-los todos.

Quando uma mesa de voto é aberta com atraso, só é encerrada depois de cumprir as nove horas de funcionamento regulamentares.

Quando já não há eleitores, o presidente da mesa chama, de viva voz, os que não se apresentaram para votar e só quando tem a certeza de que não aparecerá mais ninguém é que procede ao encerramento formal e inicia a contagem dos votos.

O escrutínio é público e o presidente da mesa anuncia em voz alta cada voto, mostrando, além disso, o boletim aos espectadores, para que confirmem que deu a informação correcta.

Bachelet, candidata pela Concertación por la Democracia, vai em primeiro lugar, seguida do empresário da direita liberal Sebastián Piñera, do ultra-conservador Joaquín Lavín e, por último, do esquerdista Tomás Hirsch.

O reduzido número de mesas cujos votos foram até agora contados não permite fazer uma estimativa de percentagens, importante para saber se haverá uma segunda volta a 15 de Janeiro ou se as eleições ficam hoje decididas.


Publicado por Ana Tropicana às 10:59 PM | Comentários (0)

Os Novos Bárbaros

Na praia de Cornulla, em Sidney (Austrália), alguém escreveu na areia: «"100% Aussie Pride». Depois, cerca de 5 mil pessoas - ao que parece, na sua maioria, veraneantes e surfistas - perseguiram e atacaram violentamente todos os jovens que aparentavam ter origem árabe.
Vi as imagens: tão inqualificáveis que me apetecia usar a areia da mesma praia para reescrever a velha máxima surfista: «Destroy waves, "not people"»




Jovens atacam originários do Oriente Médio na Austrália
Fonte: Agência Estado | Data: 16:48 11/12


Milhares de jovens brancos atacaram pessoas originárias do Oriente Médio e policiais em um subúrbio na praiano de Sydney, na Austrália, no que autoridades classificaram de distúrbios raciais. Uma pessoa foi esfaqueada e está em estado grave. Pelo menos 12 pessoas foram presas por agressão e outras ofensas e várias ficaram feridas em brigas na praia de Cronulla.


No final da noite, a violência havia se espalhado para pelo menos um subúrbio próximo.


Mais cedo, os jovens brancos se aproximavam de pessoas com "aparência mediterrânea ou do Oriente Médio" e as agrediam verbal e fisicamente, segundo o subcomissário de polícia Mark Goodwin.


Muitos dos jovens carregavam garrafas de cerveja, agitavam bandeiras australianas e gritavam ofensas contra o Oriente Médio em resposta a notícias dando conta que jovens de origem libanesa tinham atacado no último fim de semana dois salva-vidas.


Um adolescente branco tinha pintada nas costas a frase: "Nós nascemos aqui, vocês vieram para cá". Na praia, alguém escreveu: "100% orgulho Aussie."


Dois paramédicos numa ambulância foram feridos quando tentaram tirar jovens de aparência mediterrânea de um clube de surfe onde tinham procurado abrigo. A multidão quebrou as janelas da ambulância, chutou suas portas e atacou os paramédicos.


Alguns jovens brancos pisotearam veículos da polícia e outros carros. Policiais reagiram com cassetetes e spray de pimenta.


O presidente da Associação da Amizade Islâmica da Austrália, Keysar Trad, disse que a violência foi incitada por talk shows de rádio depois do incidente com os salva-vidas.


O comissário da polícia estadual, Ken Moroney, prometeu agir contra aqueles que alimentam tensões étnicas. "Claramente houve um nível de demonização racial... e aqueles que se comportaram desta forma serão processados", garantiu.



Tensões étnicas em praia da Austrália
Fonte: Reuters | Data: 11/12/2005 - 18h27m


SYDNEY - Tensões étnicas se transformaram em episídios violentos no litoral de Sydney neste domingo, quando cerca de 5 mil pessoas atacaram jovens de origem árabe dizendo que estavam defendendo seu pedaço da praia.

Com gritos de guerra racistas, milhares de surfistas e freqüentadores se reuniram na praia de Cronulla depois de dois salva-vidas terem sido atacados no domingo passado por um grupo de jovens do subúrbio.

Bêbados, muitos deles perseguiram e atacaram australianos com traços árabes na praia do sul de Sydney. A polícia tentou conter a violência.

Na noite de domingo, a violência tinha se estendido a outra praia, Maroubra, onde homens armados com tacos de beisebol arrebentavam carros. A polícia afirmou que um homem foi esfaqueado pelas costas no sul de Sydney, em um incidente ao qual a mídia local se referiu como violência racial.

No momento em que os manifestantes andavam pela praia, um homem atrás de um caminhão gritava contra os libaneses. Outros carregavam bandeiras da Austrália.

A polícia prendeu 12 pessoas por comportamento ofensivo e bloqueou as vias que levam à praia de Cronulla, já cheia de garrafas de cerveja quebradas.

Na semana passada, no mesmo local, dois salva-vidas sofreram um ataque. Dias depois, jovens agrediram uma equipe de um veículo de imprensa.

Após o ataque aos salva-vidas voluntários, uma campanha por meio de mensagens de celular começou, convocando os residentes de Cronulla a se reunirem neste domingo para proteger sua praia.


Publicado por Ana Tropicana às 09:30 PM | Comentários (0)

dezembro 10, 2005

Manipulações, Ingerências, Promiscuidades e Afins

Um excelente trabalho de reportagem do pessoal do jornal A Crítica, revela que «25% dos 74 políticos com mandatos na Câmara de Manaus, na Assembleia, no Congresso e no Governo do Estado do Amazonas», tem a seu cargo a apresentação de programas, actualmente no ar, na rádio e na TV.
Perturbador! Muito. Deveras.




Programas que produzem mandatos
por Antonio de Souza (jornalista do 24 Horas News) | Data: 08/12/2005 - 15h00


Principal jornal do Amazonas, “A Crítica” publicou, em novembro, reportagem extremamente esclarecedora (e até perturbadora) sobre a utilização cada vez maior de veículos de Comunicação como instrumentos de campanha político-eleitoral. Casos específicos do rádio e da TV.

Segundo o levantamento, até este mês, estarão no comando de programas de rádio e televisão 25% dos 74 políticos com mandatos na Câmara de Manaus, na Assembléia, no Congresso e no Governo do Estado. Hoje, esses políticos são apresentadores de programas nesses dois veículos, principais meios de comunicação de massa.

Em Mato Grosso – especificamente em Cuiabá -, o principal meio de comunicação utilizado como palanque é a TV. Diariamente, em algumas das principais emissoras, o telespectador é brindado com programas “populares”, geralmente, em horário nobre (entre 11h e meio-dia). Para quem gosta, é um excelente acompanhamento na hora do almoço. Com o risco, claro, de ter uma indigestão.

Exceção feita à TV Centro América – que, como afiliada da Rede Globo, resiste ao formato e tenta seguir os famosos padrões globais de qualidade -, as demais emissoras não oferecem o mínimo de qualidade em matéria de programação nessa faixa de horário. A falta de opção para o telespectador é tanta, que, se por ventura ele evitar, digamos, a TV Brasil Oeste (Band/8), onde o deputado Sérgio Ricardo (PPS) faz campanha eleitoral explícita e abusa do clientelismo (é incrível como esse político acha solução para tudo e assume a paternidade de obras públicas com uma naturalidade incomum) e mudar para a TV Cidade (SBT/12), simplesmente trocou seis por meia-dúzia.

Se fugir do SBT, para evitar o populismo e a campanha eleitoral permanente e não menos explícita - com doses generosas de clientelismo - do vereador Walter Rabello (PMDB), o telespectador escolhe entre se render aos “padrões globais” que impedem sua afiliada de ter programação regional ou aos sermões dos manjados “bispos” da Igreja Universal do Reino de Deus. Essa igreja, por sinal, cuja teologia e atos, posições sociais e morais e métodos de trabalho são duramente criticados tanto por leigos quanto por religiosos de outras linhas, justamente por se envolver direta e abertamente em questões políticas.

Pode o telespectador optar pela Record (Canal 10), que nesse horário mantém em evidência o sangüinolento “Cadeia Neles”, apontado como responsável pela eleição de um deputado estadual (Clóvis Roberto, ex-PSDB e hoje no PPS, numa estranha uma troca de camisa) e um federal (Lino Rossi, que se notabilizou muito mais pela troca de partidos, de acordo com as suas conveniências, do que propriamente pela defesa do povo). Se preferir a TV Rondon (Rede TV!/5), num horário menos nobre (final da tarde), vai dar de cara com o jornalista Maksuês Leite (PDT), que tentou ser prefeito de Várzea Grande e, hoje, sonha com uma vaga na Assembléia Legislativa.

Nada contra os apresentadores, embora alguns deles achem que o fato de atuar no horário nobre e num veiculo poderoso lhes dá o direito de se apresentar aos olhos do público como uma espécie de panacéia; muito menos contra as emissoras que os acolheram, certamente com o objetivo, cada uma a seu modo, de fazer face à concorrência. O problema é que, a cada dia que passa, fica patente que esses programas não foram produzidos para discutir soluções políticas, nem tampouco para resolver os problemas do cotidiano. Na verdade, eles contribuem para que estes problemas continuem mais evidentes.

O alto índice de políticos presentes na mídia, na apresentação de algum tipo de programa, em sua maior parte na linha populista e clientelista, cita o professor-doutor Narciso Júlio Freire Lobo, da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Amazonas, torna extremamente frágil o próprio conceito de política quando entendido como meio de inclusão do povo no debate de idéias. Traduzindo: a mídia deixa de ser um espaço para as necessárias discussões coletivas e vira um meio individualizado de propagação de idéias, transformando-se num poderoso palanque político-eleitoral.

Em vez de solução para os problemas do povo, esses programas na TV produzem mandatos e sinecuras. Desconfie quando certas emissoras anunciam mudanças na sua grade de programação, prometendo ampla participação popular.

Publicado por Ana Tropicana às 04:24 PM | Comentários (0)

dezembro 09, 2005

Entre Gregos e Troianos


por cima das tuas cinzas de galp

É vertiginosa a rapidez com que Portugal se senta e se levanta e volta a sentar-se à mesa!... No dia em que se encerra a Conferência de Montreal - a cuja mesa se sentou para assinar o compromisso de controlar os níveis de emissão de poluentes para a atmosfera - o Governo português pula de cadeira e ocupa o seu lugar numa outra mesa que já tinha à espera, para nova assinatura, desta vez destinada a viabilizar o acordo para a construção de uma megarefinaria - a maior da Península Ibérica - na costa de Sines.




Energia: Acordo para construção de mega-refinaria em Sines é assinado hoje
Fonte: LUSA | Autor: JB | Data: 09-12-2005 7:45


O Governo vai assinar com um grupo de investidores internacionais liderado por Patrick Monteiro de Barros um memorando de entendimento para a construção de uma nova mega- refinaria em Sines, noticia hoje a imprensa.

O Diário Económico avança que o acordo de entendimento para a construção da maior refinaria de petróleo da Península Ibérica é assinado hoje à tarde.

Este jornal acrescenta que o projecto, que deverá estar operacional logo no início de 2009, representa um investimento na ordem dos quatro mil milhões de euros.

A futura refinaria deverá ter uma produção estimada em 300 mil barris por dia, mais de uma vez e meia a actual produção da refinaria da Galp de Sines.

De acordo com o Diário Económico, a refinaria dedicará metade do seu esforço à transformação de crude em gasóleo, destinado aos mercados externos, principalmente aos Estados Unidos.

A refinaria começará a ser construída no próximo ano, deverá criar cerca de 800 novos postos de trabalho, e ainda mais no período de construção, adianta o Diário de Notícias.

Já existem em Portugal outras duas refinarias de menor dimensão.




Energia: Nova refinaria dificulta cumprimento do Protocolo de Quioto -Quercus
Fonte: LUSA | Autor: SB | Data: 09-12-2005 10:11


A associação ambientalista Quercus disse hoje que a construção de uma nova megarefinaria em Sines vai dificultar o compromisso de Portugal em cumprir o protocolo de Quioto sobre a emissão de gases poluentes.

A imprensa noticia hoje que o Governo vai assinar com um grupo de investidores internacionais liderado por Patrick Monteiro de Barros um memorando de entendimento para a construção de uma nova mega- refinaria em Sines, que será maior da Península Ibérica.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Quercus, Hélder Spínola, disse que a "construção de uma refinaria é sempre um projecto que causa preocupações ambientais" e, que, no caso de Portugal, vai dificultar o compromisso de Quioto.

O ambientalista chamou ainda a atenção para a necessidade de um estudo ambiental à construção da refinaria, "que ainda não deve ter sido realizado dado que a situação é ainda muito prévia".

Hélder Spínola considera importante fazer-se a avaliação do impacto da nova refinaria - a instalar em Sines - na população local.

"A nossa economia está fortemente dependente do petróleo, por isso encaramos isto (construção da nova refinaria) como uma inevitabilidade", acrescentou.

Face a essa inevitabilidade, a Quercus chama a atenção para a utilização de novas tecnologias que minimizem os danos ambientais da refinaria.

O Diário Económico avança hoje que a futura refinaria deverá emitir 2,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano, valor que Hélder Spínola considera "elevado", mas "difícil de evitar tendo em conta a dimensão do projecto".

O Diário Económico avança que o acordo de entendimento para a construção da maior refinaria de petróleo da Península Ibérica é assinado hoje à tarde.






Foto: Sines: costa alentejana ou «O Cemitèrio do que Podiam Ser Boas Memórias» (Autor Desconhecido)


Publicado por Ana Tropicana às 01:01 PM | Comentários (0)

Ex (ecuções) ortações Capitais

Três embaixadores da União Europeia estão de visita ao Japão. Cá dentro e lá fora, a imprensa parece unânime no destaque:

«Delegação europeia exorta Governo japonês a abolir a pena de morte».

Penso nos vôos-sombra da CIA e nas alegadas prisões secretas que mantém na Europa. Penso que está próxima a execução de Stanley Williams (apontado como candidato a Nobel da Paz) marcada para 13 de Dezembro, com requintes de pontualidade.

Não sei se o fulgor da "exortação" dos embaixadores europeus reside na diferença higiénica que possa existir entre um enforcamento e uma injecção letal, mas era bom (que bom que era!) que ela ganhasse coragem para se estender também aos EUA!




Delegação europeia exorta Governo japonês a abolir a pena de morte
Fonte: LUSA | Autor: NVI | Data: 09-12-2005 8:30

A União Europeia exortou hoje o ministro japonês da Justiça para que adopte medidas para abolir a pena de morte no Japão, disse à agência France Press uma fonte da delegação da Comissão Europeia em Tóquio.

No decorrer de um encontro quinta-feira com o ministro da Justiça japonês, Seiken Sugiura, três embaixadores da UE, entre os quais o chefe da delegação no Japão, Bernard Zepter, pediram uma moratória imediata sobre as execuções.

O ministro disse ter "tomado nota" da posição europeia e sublinhou a posição oficial do governo nipónico segundo a qual a sociedade japonesa não está ainda preparada para uma supressão da opena capital, que está "na base" do código penal.

Desde 2003, apenas foram executadas quatro pessoas no Japão, mas o número de condenados à morte está em alta, 77 em Dezembro de 2005 contra os 56 registados há dois anos.

No dia seguinte à sua nomeação no quadro de uma remodelação ministerial, em Novembro, Sugiura foi repreendido pelo primeiro- ministro Junichiro Koizumi por ter afirmado que não assinaria nenhuma ordem de execução de um condenado à morte.

O ministre da Justiça, membro do partido néo-budista Komeito, teve de fazer marcha-atrás nas suas declarações.

Uma conferência internacional sobre os direitos do Homem e a pena de morte decorreu terça e quarta-feira em Tóquio, organizada pela UE e por associações japonesas e norte-americanas.

No Japão, os condenados à morte costumam ser executados por enforcamento.





EUA: Vida de Stanley Williams depende do governador californiano Schwarzenegger
Fonte: LUSA | Autor: ANC | Data: 07-12-2005 17:45

Los Angeles, Califórnia, 07 Dez (Lusa) - O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, ouve quinta-feira defensores e acusadores de um condenado à morte apontado como candidato ao Nobel da Paz, para decidir sobre a comutação da pena, como lhe pedem numerosas organizações e celebridades.

Stanley "Tookie" Williams, de 51 anos, fundador do célebre "gang" de rua "Crips" em 1971, em Los Angeles, foi condenado em 1981 à morte pelo assassínio de quatro pessoas.

Williams sempre clamou a sua inocência e desde que foi condenado à pena capital, repudiou o passado, escreveu livros para crianças e militou contra a violência, tudo a partir da sua cela na penitenciária de San Quentin, perto de San Francisco, onde deverá ser executado por injecção letal a 13 de Dezembro.

Depois de ter esgotado todos os recursos legais, a única esperança de Williams reside num indulto do governador californiano, que tem o poder de comutar a pena de morte para prisão perpétua.

Schwarzenegger, antiga estrela de Hollywood, fez saber no final de Novembro que receberá quinta-feira em audiência os advogados do condenado e representantes do Ministério Público, dispondo cada grupo de meia hora para convencê-lo mas não indicou quando divulgará a sua decisão.

Desde há várias semanas que organizações de defesa dos direitos humanos e celebridades estão a levar a cabo uma campanha a favor de um perdão, existindo ainda a circular na Internet uma petição que já recolheu dezenas de milhares de assinaturas.

Os apoiantes de Stanley Williams, cujo nome tem sido persistentemente referido como potencial candidato ao prémio Nobel da Paz nos últimos cinco anos, afirmam que este mudou na prisão e seria mais útil vivo, para continuar a difundir a sua mensagem de não- violência, do que morto.

"Os seus contributos para as actividades anti-'gang', os seus livros para crianças e o seu papel na negociação de tréguas entre 'gangs' produziram efeitos nos Estados Unidos e em todo o mundo", afirmou Philip Gasper, um professor que propôs novamente o nome de Williams como candidato ao Nobel da Paz.

A Associação Nacional para a Promoção das Pessoas de Cor (NAACP), o mais poderoso organismo de defesa dos negros norte- americanos, organizou terça-feira reuniões públicas nas grandes cidades da Califórnia a favor de "Tookie".

A Amnistia Internacional, responsáveis religiosos como Jesse Jackson e celebridades como o "rapper" Snoop Dogg, Bianca Jagger e Jamie Foxx, bem como a actriz Alfre Woodard, uma das estrelas da série televisiva "Donas de Casa Desesperadas", expressaram também o seu apoio ao condenado.

O destino de Stanley Williams está a mobilizar igualmente vontades no estrangeiro: 19 dos 20 Presidentes regionais de Itália lançaram sábado um apelo conjunto a Schwarzenegger para comutar a pena de morte.

Por sua vez, os procuradores de Los Angeles pediram ao governador da Califórnia para não conceder o indulto a um prisioneiro que, segundo defendem, "pede agora piedade, a piedade que cruelmente negou" às suas quatro vítimas.

No total, 647 pessoas - 633 homens e 14 mulheres - encontram- se no corredor da morte e 11 foram executadas desde 1978 no Estado da Califórnia, onde nenhum condenado à pena capital é indultado desde 1967.

Os observadores salientaram que Schwarzenegger, defensor da pena de morte, rejeitou os dois recursos de comutação de pena de condenados que lhe foram apresentados desde a sua eleição para o cargo, em Outubro de 2003.

Candidato à reeleição em 2006, Arnold Schwarzenegger sabe também que a maioria dos californianos é a favor da pena capital.

A decisão de analisar o pedido de clemência de Williams surge quando os Estados Unidos estão prestes a atingir um milhar de executados desde que o Supremo Tribunal Federal reinstaurou a pena de morte, em 1976.

A execução número 1.000 deveria ter ocorrido na terça-feira, mas o governador do Estado da Virgínia, Mark Warner, comutou a pena de Robin Lovett para prisão perpétua.

Depois da rejeição dos recursos apresentados para lhe salvar a vida, o executado número 1.000 nos Estados Unidos será Kenneth Lee Boyd, a quem será aplicada uma injecção letal na próxima sexta-feira, no Estado da Carolina do Norte.

A marcação destas execuções coincidiu com a divulgação de novas sondagens sobre a pena capital que indicam que esta conta apenas com o apoio de 64 por cento da população norte-americana, uma diminuição considerável quando comparada com 80 por cento registado em 1994.

A última dessas sondagens, efectuada pela empresa Gallup, indica que se os norte-americanos pudessem escolher entre uma execução ou a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, só 50 por cento optaria pela primeira hipótese.

Além disso, a maioria dos cidadãos norte-americanos é de opinião que o sistema não é perfeito e acredita que inocentes foram executados devido a erros legais ou a uma defesa deficiente.

Mas há também partidários importantes de tal pena, como é o caso do Presidente norte-americano, George W. Bush.

O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, indicou na sexta- feira passada que Bush considera que a pena de morte é uma medida dissuasora do crime que "em última instância, ajuda a salvar vidas inocentes".

McClellan afirmou que é importante que "se administre com imparcialidade, rapidamente e com segurança" e recordou que Bush promoveu o uso das provas de ADN para evitar condenações erróneas.

Durante os seis anos que ocupou o cargo de governador do Texas, Bush deu "luz verde" a 152 execuções e apenas comutou a sentença de morte de um dos condenados no Estado.

Publicado por Ana Tropicana às 11:23 AM | Comentários (0)

Ardendo nos Caldeirões do MUndo


mapa verde de autor desconhecido

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, lançou oficialmente nesta quinta-feira, durante a 11.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 11), a proposta brasileira de apoio financeiro internacional para a preservação da Amazónia. A proposta brasileira soma-se às da Papua Nova Guiné e Costa Rica, que lideram o movimento pela compensação dos serviços ambientais prestados pelas florestas - entre eles, a estabilização do clima.A COP 11 deve terminar nesta sexta-feira com o saldo de ter aprovado, definitamente, as regras para o funcionamento do Protocolo de Kyoto (versão simplificada AQUI ), mas sem qualquer avanço na inclusão dos Estados Unidos - país é responsável por cerca de 25% dos gases do efeito estufa lançados na atmosfera - nas negociações de metas para o segundo período do protocolo, que começa em 2012.


O discurso da ministra Marina da Silva na COP11, em Montreal,
pode ler-se na íntegra AQUI.





Foto: Consequências do Aquecimento Global (Autor: USP)





Brasil quer apoio financeiro para preservar a Amazônia

A ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, discursou na 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 11), em Montreal

Fonte: Estado de São Paulo | Autor:Herton Escobar | Data:

Montreal - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, lançou oficialmente nesta quinta-feira a proposta brasileira de apoio financeiro internacional para a preservação da Amazônia, como forma reduzir as emissões de gases do efeito estufa provenientes do desmatamento.

Em discurso na 11.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 11), em Montreal, Marina cobrou a adoção de “incentivos positivos para os países em desenvolvimento que comprovarem seus esforços de conservação das florestas”. Algo que, segundo ela, o Brasil já está fazendo. “O valor das emissões de gases de efeito estufa decorrentes do desmatamento já é, hoje, significativo o suficiente para que nos debrucemos sobre esse problema”, disse Marina.

“Isso implica, por parte da comunidade internacional, o reconhecimento de que a conservação das florestas tropicais é importante para o equilíbrio climático do planeta. Por isso, em adição aos esforços que os países em desenvolvimento já têm promovido, é necessário que se avaliem mecanismos pelos quais esses países possam ser incentivados à adoção de medidas nesse sentido.”


Floresta em pé
Quais seriam esses mecanismos e como eles funcionariam é algo que precisará ser negociado. A idéia do Brasil, a princípio, era colocar o tema na pauta de negociações da convenção - que, por enquanto, valoriza apenas projetos de reflorestamento, mas não de manutenção da floresta em pé. “Se você derrubar uma floresta e plantar pinus no lugar dela, consegue ser remunerado. Mas, se mantém a floresta em pé, não”, disse ao Estado o secretário-executivo do ministério, Claudio Langone.

A proposta brasileira soma-se às da Papua Nova Guiné e Costa Rica, que lideram o movimento pela compensação dos serviços ambientais prestados pelas florestas - entre eles, a estabilização do clima. “As florestas da Amazônia contribuem para refrescar o clima e produzir chuva em várias partes do mundo”, diz o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, Virgílio Viana, em artigo enviado ao Estado.

Cerca de 75% das emissões brasileiras de dióxido de carbono (CO2), principal gás do efeito estufa, são provenientes do desmatamento na Amazônia. O gás é estocado pela vegetação no processo de fotossíntese, e acaba liberado para a atmosfera quando essa vegetação é cortada ou queimada. Evitar o desmatamento, portanto, seria a maneira mais eficaz de reduzir a contribuição brasileira para o aquecimento do planeta.


Sem adesão americana
A COP 11 deve terminar nesta sexta-feira com o saldo de ter aprovado, definitamente, as regras para o funcionamento do Protocolo de Kyoto, mas sem qualquer avanço na inclusão dos Estados Unidos nas negociações de metas para o segundo período do protocolo, que começa em 2012.

Os americanos mantiveram-se irredutíveis em sua posição de não aceitar qualquer meta compulsória de redução de emissões. O país é responsável por cerca de 25% dos gases do efeito estufa lançados na atmosfera.




Intervenção da ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, durante o segmento de Alto Nível da 11ª Conferência das Partes da Convenção sobre Mudanças do Clima das Nações Unidas, em Montreal, no Canadá
Fonte: ASCOM | Data: 08/12/2005

Senhor Presidente

Desejo, inicialmente, felicitá-lo por sua designação para presidir os trabalhos desta mesa e reiterar o compromisso do Brasil com o fortalecimento das instâncias multilaterais para enfrentar o desafio da mudança do clima. Felicito, também, o Governo Canadense pelo esforço dispendido para assegurar o sucesso desta reunião.

Trata-se de momento de crucial importância para o regime internacional de mudanças climáticas. Há um ano, encontravamo-nos em Buenos Aires (Argentina) com a perspectiva otimista da entrada em vigor do Protocolo de Quioto. Realizamos agora a 1ª Reunião das Partes do Protocolo, e é fundamental que a mensagem que saia daqui para o mundo seja de compromisso de todas as partes, do Norte e do Sul. As evidências de que as ações antrópicas têm afetado o equilíbrio do planeta não nos deixam muita margem para negociações lentas e pouco efetivas.

Tampouco podemos nos dar ao luxo de aguardar por novas catástrofes naturais, que cada vez mais atingem de maneira igual países ricos e pobres, mas sempre sacrificando de maneira mais perversa as populações mais pobres desses países.

No contexto das negociações internacionais, preocupa-me a forma como alguns países têm conseguido retardar ou dificultar negociações com base em seus interesses imediatos, de ordem puramente econômica. A entrada em vigor do Protocolo de Quioto foi um momento importante no regime internacional de mudança climática, mas não podemos deixar de reconhecer o tempo que se passou até que esse instrumento se tornasse realidade e as conseqüências decorrentes desse atraso.

A população do Planeta espera de nós mais do que novos papéis. É hora de provarmos, não a nós mesmos, mas às sociedades que aqui representamos, que estamos mais comprometidos do que os resultados de nossas ações até agora demonstraram.

O Brasil, ao lado dos países em desenvolvimento, tem sido um permanente defensor do princípio das responsabilidades comuns mas diferenciadas. Trata-se de princípio consagrado na maior parte dos acordos internacionais ambientais e meu país, ao tempo em que o reafirma, quer também dizer ao mundo que responsabilidades diferenciadas não significam ausência de responsabilidades. Por isso o Brasil tem feito sua parte.

Durante a reuniao de Buenos Aires, o Brasil apresentou ao mundo seu Comunicação Nacional. Na oportunidade, num trabalho de altíssima qualidade e transparência, apresentamos não apenas nosso inventário de emissões, mas, também, as ações que o nosso governo vinha tomando para reduzí-las, especialmente no que diz respeito à expressiva parcela de 75% decorrentes do desmatamento na Amazônia.

É, portanto, com grande satisfação que compareço aqui para anunciar que, pela primeira vez, desde 1997, verifica-se reduçao nas taxas de desmatamento da Amazônia. Os dados de 2005, divulgados no Brasil há dois dias, apontam uma acentuada reduçao de 31% nessas taxas.

É importante notar que se verificou queda nas taxas de desmatamento em todas os estados amazônicos, mas essa queda foi particularmente forte nas áreas onde houve maior intervençao do Governo Federal por meio do Plano de Acao para Prevencao e Controle do Desmatamento na Amazonia, o mesmo plano que apresentamos em Buenos Aires.

A queda na taxa de desmatamento do Brasil é mostra inegável do compromisso brasileiro com a redução das emissões brasileiras. As ações do Plano de Controle do Desmatamento não constituem esforço desprezível. Pelo contrário, pela variedade de atores que afeta, pela grande quantidade de interesses que contraia, o plano transformou-se num delicado exercício de internalização da variável ambiental em outros setores do Governo.

Pelo seu alcance, complexidade e pelo número de setores que envolve, o Plano exigiu coordenação além da esfera ambiental. Ele é coordenado no mais alto nível governamental, pela Casa Civil, e acompanhado diretamente pelo Presidente da República. Não é um esforço da área ambiental. É um esforço de Governo.

Estou falando do Brasil, mas vários outros países em desenvolvimento têm, igualmente, feito esforços no sentido de compatibilizar suas legítimas aspirações de desenvolvimento econômico com a conservação do meio ambiente. Não há razões para que países dotados de condições econômicas e sociais altamente favorecidas hesitem em assumir seus compromissos no âmbito do Protocolo de Quioto sob a argumentação de que países em desenvolvimento não têm responsabilidades com o regime do clima.

É fundamental que essa Conferência reconheça os esforços dos países em desenvolvimento e reconheça, também, que a contribuição histórica desses países para o estado atual do clima do planeta é baixa. Essa é a razão pela qual o Brasil não aceita a idéia de metas e prazos compulsórios. Temos defendido a noção de incentivos positivos aos países em desenvolvimento para que, levando em conta suas responsabilidades diferenciadas, seus objetivos e circunstâncias específicos, possam adotar políticas e medidas e formular e implementar programas nacionais para mitigar a mudança do clima.

É com essa convicção que saúdo os encaminhamentos dados à proposta submetida por Papua Nova Guiné e Costa Rica nesta Conferência no sentido de que se possam avaliar as perspectivas de adoção de incentivos positivos para os países em desenvolvimento que comprovarem seus esforços de conservação das florestas. O valor das emissões de gases de efeito estufa decorrentes do desmatamento já é, hoje, significativo o suficiente para que nos debrucemos sobre esse problema e incluamos mecanismos que apóiem esforços no sentido de sua contenção.

Para o Brasil, a despeito dos avanços já alcançados, precisamos agora fazer com que esses resultados sejam permanentes. Isso implica, por parte da comunidade internacional, o reconhecimento de que a conservação das florestas tropicais é importante para o equilíbrio climático do planeta. Por isso, em adição aos esforços que os países em desenvolvimento já têm promovido, é necessário que se avaliem mecanismos pelos quais esses países possam ser incentivados à adoção de medidas nesse sentido.

Estou convencida de que esforços voluntários para reduzir o desmatamento constituem uma situação onde todos são vencedores. Para o Planeta, de maneira geral, assegura-se significativa redução das emissões globais de gases de efeito estufa. Para os países em desenvolvimento, asseguram-se alternativas de desenvolvimento que valorizem a floresta em pé, maximizando os benefícios da exploração sustentável dessas áreas e promovendo a correta distribuição dos benefícios econômicos, com transparência e controle social.

Contudo, Senhor Presidente, os esforços dos países em desenvolvimento para a proteção de seus ecossistemas podem ser anulados pela ausência de comprometimento com as decisões que tomamos no passado no âmbito desta Convenção. Por isso, ao fim de minha fala, quero também reiterar o apoio e o comprometimento do Brasil com o Protocolo de Quioto, esse importante instrumento internacional, objeto de tao longas e complexas negociacoes e que, agora em vigor, teve suas regras de procedimento finalmente adotadas.

O Brasil, autor da idéia do MDL, ainda em 1997, responsável pelo maior número de projetos de MDL aprovados até o momento pelo Executive Board, reitera a importância de que esta Conferência lance, conforme esperado, o processo de negociações para o segundo período de compromissos do Protocolo.

O que temos feito é, ainda, insuficiente. A complexidade e a gravidade do problema das mudanças climáticas requerem respostas e ações ainda mais fortes. O momento atual requer a superação de antigos impasses e a construção de políticas equilibradas que enfoquem a questão do regime internacional de mudança climática sob o prisma dos impactos que já vivemos e daqueles de mais longo prazo. Qualquer ação contrária ou, pior, inação, será a mensagem que daremos ao mundo de que, afinal, o problema não merece preocupações de nossa parte.

Muito obrigada.


Publicado por Ana Tropicana às 09:24 AM | Comentários (0)

dezembro 07, 2005

Não Há Paraísos

Leio AQUI: Web tem 16 milhões de páginas ilegais que fazem a apologia da violência.




Web tem 16 milhões de páginas ilegais
Fonte: Estado de São Paulo | Autor: João Magalhães | Data: São Paulo, 05 Dezembro de 2005 - 09:02

São Paulo - Relatório divulgado pela internet Security Systems revela que o número de sites com conteúdo extremista (apologia do nazismo, incitação à violência contra gays) cresceu 42,4% em 2005. Segundo o estudo, existem atualmente 180 mil endereços do gênero frente aos 132 mil contabilizados em 2004. No total, eles chegam a 16 milhões.

As páginas que roubam dados confidencias dos internuatas também estão se expandindo. O fenômeno, de acordo com Grupo de Trabalho Anti-Phishing (APWG, na sigla em inglês) é conseqüência do uso cada maior pelos fraudadores digitais de sofisticadas técnicas e ferramentas hackers.

”Os golpistas estão usando uma rede de bots para enviar e-mails falsos ou aumentar o número de phishing sites”, diz Dan Hubbard, diretor da Websense, empresa que analisa os dados de ataques de phishing para o APWG.

Os bots referidos por Hubbard são uma rede de computadores que sofreram invasões por meio de vírus ou cavalo-de-tróia e que são usados pelos malfeitores para todo o tipo de atividade criminosa pela internet, como o envio de spams.

Publicado por Ana Tropicana às 10:34 AM | Comentários (0)

dezembro 06, 2005

Adversários

Leio, ao começo da tarde: «Debate Cavaco-Alegre foi o mais visto». Prossigo a leitura. É introduzida uma pequeníssima correcção: em vez de «foi o mais visto» passa a ler-se «entre os programas mais vistos do dia». Continuo a ler AQUI: «Frente-a-frente entre dois dos candidatos presidenciais só foi ultrapassado por telenovelas». Era bom de mais para ser verdade!





Foto: Cavaco Silva e Manuel Alegre - 1º Debate em TV para as Eleições Presidenciais de 22 de Janeiro de 2006 (autor: André Kosters)




Debate Cavaco-Alegre entre os programas mais vistos do dia
Frente-a-frente entre dois dos candidatos presidenciais só foi ultrapassado por telenovelas
Fonte: Portugal Diário | Data: 2005/12/06 - 12:47


O frente-a-frente entre Cavaco Silva e Manuel Alegre, transmitido segunda-feira pela SIC, foi um dos programas mais vistos do dia, só ultrapassado pelas telenovelas da TVI, divulgou hoje a Marktest.

O primeiro dos debates presidenciais agendados pelas três estações generalistas, que foi transmitido logo a seguir ao "Jornal da Noite", foi o terceiro programa mais visto pelo público televisivo.

O encontro entre os dois candidatos presidenciais conseguiu 16,2 por cento de audiência média (número médio de portugueses que viram, pelo menos, parte do programa), ou seja, foi acompanhado por uma média de 1,532 milhões de telespectadores.

O frente-a-frente entre Cavaco Silva e Manuel Alegre conseguiu igualmente um dos melhores 'shares' (número de telespectadores que sintonizaram, pelo menos uma vez, o canal durante o tempo em que estiveram a ver televisão) de segunda-feira: 36 por cento.

O debate da SIC só foi ultrapassado pelas telenovelas portuguesas da TVI, "Ninguém como Tu" e "Dei-te Quase Tudo", que ocuparam a primeira e segunda posição do 'ranking' de programas, respectivamente, de acordo com os mesmos dados.

Em termos globais, a estação de Carnaxide foi o segundo canal mais visto de segunda-feira com uma quota diária de 29,1 por cento.

O "confronto" entre Cavaco Silva e Manuel Alegre foi o primeiro da série de dez debates entre os candidatos presidenciais agendados até 20 de Dezembro pelas três televisões generalistas.

Além do debate de segunda-feira, a SIC vai transmitir os debates Cavaco Silva-Jerónimo de Sousa (dia 13) e Mário Soares- Francisco Louçã (dia 16).

A TVI terá a seu cargo os debates Cavaco Silva-Francisco Louçã (dia 9), Mário Soares-Manuel Alegre (dia 14) e Manuel Alegre-Jerónimo de Sousa (dia 19).

A RTP, que terá o maior número de debates, vai transmitir os "confrontos" Mário Soares-Jerónimo de Sousa (dia 8), Manuel Alegre- Francisco Louçã (dia 12), Jerónimo de Sousa-Francisco Louçã (dia 15) e Cavaco Silva-Mário Soares (dia 20).

Os dez debates serão todos transmitidos em directo a partir das 20:45, ou seja, logo a seguir aos principais telejornais de cada estação de televisão e terão uma duração de 60 minutos úteis.

A eleição do Presidente da República realiza-se a 22 de Janeiro de 2006, decorrendo o período oficial de campanha entre os dias 08 e 20 desse mês.

Publicado por Ana Tropicana às 01:03 PM | Comentários (0)

(Des) Matar


(des)matando de adriano becker

O desmatamento da Amazónia caiu 30%, entre Agosto de 2004 e Julho de 2005. Contas feitas, a consciência do mundo fica mais levezinha: foram abatidos 18,9 mil quilómetros de Floresta, contra os 27,2 mil registados em igual período do ano passado.

Segundo dados obtidos por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que realizou a medição em 87% da região amazónica, com uma margem de 5% de erro, verificou-se uma queda acentuada da devastação nas áreas próximas à rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163). O problema é que os números também indicam que o desmatamento cresceu exponencialmente no sudeste do Pará e no sul do Amazonas!







Fotos: (Des)Matando (autor: Adriano Becker)




Marina atribui redução do desmatamento na Amazônia a ação conjunta de 13 ministérios
Fonte: Agência Brasil | Autor: Mylena Fiori | Data: 05/12/2005 - 22:43


Brasília - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, avaliou que a redução do índice de desmatamento anunciada hoje (5) resulta do Plano de Ação de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, lançado em julho de 2003 e desenvolvido em conjunto por 13 ministérios, sob coordenação da Casa Civil. "Essa redução é, em primeiro lugar, a persistência no planejamento, a persistência em ter uma estratégia que comporte uma ação de governo de forma integrada com vários setores, um plano específico, um orçamento específico e um trabalho constante", afirmou.

Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam queda de cerca de 30% no índice de desmatamento de 1º de agosto de 2004 a 31 de julho de 2005, em comparação com o período anterior. A redução, a primeira em nove anos, significou, nas contas do instituto, a preservação de 207.015 metros cúbicos de madeira.

A área devastada estimada para este ano é de 18.900 quilômetros quadrados, contra os 27,2 mil quilômetros desmatados entre Agosto de 2003 e Julho de 2004, ou seja, 8 mil quilômetros quadrados a menos que no ano anterior, conforme divulgaram os ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, ao qual Inpe é ligado. Os dados partem de 77 imagens de satélite que correspondem a 87% da área total da Amazônia, com uma margem de erro de 5%. O mapeamento total, com a estatística definitiva, deve ser concluído até o final do ano.

O mapa do desmatamento mostra que a redução não foi homogênea. As maiores quedas ocorreram no eixo em torno da BR-163, que liga Cuiabá a Santarém, onde o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) adotaram medidas de combate à grilagem de terra e regularização fundiária. A derrubada de árvores continuou crescendo no sudeste do Pará e no Sul do Amazonas.

Segundo Marina Silva, o desafio, agora, é fazer com que a redução do desmatamento seja sustentado, a fim de evitar o efeito "montanha-russa". "Nosso grande desafio, agora, é combinar as ações de comando e controle do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], da Polícia federal, do Exército e do Incra com as ações de desenvolvimento sustentado no âmbito de outros setores de governo que têm a agenda do fomento e do desenvolvimento", disse.

Nesse sentido, segundo a ministra, é fundamental a aprovação do Projeto de Lei de Gestão de Florestas Públicas, já aprovado na Câmara e parado no Senado há nove meses. Outra ação importante, apontada por Marina Silva, é a instituição dos chamados Distritos Florestais Sustentáveis, para promoção de emprego, renda e desenvolvimento com uso sustentável dos recursos florestais. O primeiro distrito que deve sair do papel é o da BR-163, com potencial identificado de produção florestal entre 4,1 milhões e 8,7 milhões de metros cúbicos de toras e geração de 100 mil empregos diretos. Hoje, segundo Marina, a produção é de 1,6 milhão de metros cúbicos, grande parte explorada de forma ilegal.

"Ao mesmo tempo em que achamos altamente relevante esta queda, não podemos baixar a guarda", enfatizou Marina Silva. "Iremos continuar, agora dando ênfase às ações de desenvolvimento sustentável, com a certeza de que apostar em ações estruturantes e não ter uma visão imediatista dá certo quando se trata de política pública", concluiu a ministra.

Publicado por Ana Tropicana às 02:16 AM | Comentários (0)

dezembro 04, 2005

... Ainda as Grandes Crueldades

Ainda estou para aqui a magicar no Relatório que me chegou esta madrugada.
No mesmo propósito, vale a pena ler a reportagem especial publicada na Revista Época, no passado dia 26 de Novembro. São 8 páginas sobre violência contra defensores de direitos humanos no Pará, assinadas pelas jornalistas Eliane Brum e Solange Azevedo: AQUI.

Publicado por Ana Tropicana às 05:46 PM | Comentários (0)

outubro 11, 2005

As Vazias Redes de Manaquiri


pescadores do manaquiri de rickey rogers

Admito que, para muitos, o Manaquiri seja pouco mais que um nome que lembra o do "Mikado". Poucos saberão que fica nas margens do rio Paraná, a cerca de 150 km de Manaus, e talvez menos ainda se inquietem em excesso com as redes vazias dos pescadores das 25 comunidades que por lá se ajeitam, há anos e anos. Não chover no Manaquiri pode parecer coisa banal, tendo em conta a seca que por cá vai lavrando. O pior é que não chover por há-de agravar tremendamente os dias sem chover aqui!...








Foto: Pescadores do Manaquiri (autor: Rickey Rogers)




Amazônia enfrenta a pior seca dos últimos 40 anos
Fonte: Reuters | Autor: Terry Wade | Data: Seg, 10 Out - 14h44


A Amazônia sofre sua mais grave seca nos últimos 40 anos, e as consequências são incêndios, doenças e a morte de milhões de peixes.

"O que é terrível para nós é a morte de todos esses peixes, e quando a água voltar não vai ter sobrado quase nenhum", disse o pescador Donisvaldo Mendonça da Silva, de 33 anos.

Perto dali, piranhas debatiam-se na água rasa, com profundidade de apenas 5 centímetros -- o que restou do rio Paraná de Manaquiri, um afluente do Amazonas. Milhares de peixes podres jaziam nas margens secas do rio.

O governo do Amazonas declarou estado de calamidade pública em 16 cidades por causa da seca, que já dura dois meses e vem deixando a população ribeirinha sem alimentos, pois não pode pescar nem plantar.

Há cientistas que responsabilizam pela seca uma elevação da temperatura dos oceanos, provocada pelo aquecimento global. O fenômeno também foi relacionado com os recentes furacões de grande intensidade que atingiram os Estados Unidos e a América Central.

A elevação do ar no Atlântico Norte pode ter feito com que o ar que fica acima da Amazônia tenha descido, impedindo a formação de nuvens e a precipitação, afirmaram cientistas.

"Se o aquecimento do Atlântico Norte for tomado como evidência, ela é uma prova de como o mundo está mudando", disse Dan Nepstadt, ecologista do Instituto Woods Hole, com sede em Massachusetts, financiado pelo governo dos EUA e por entidades privadas.

"A Amazônia é um sinal de saúde para o planeta. Estamos em território desconhecido, pois estamos entrando na tendência do aquecimento global", disse ele.

O desmatamento também pode ter contribuído para a seca, porque a retirada das árvores reduz a umidade do ar, por aumentar a penetração da luz solar na vegetação.

Outros cientistas dizem que secas severas são normais e ocorrem em ciclos, independentemente do aquecimento global.

O rio vira estrada

No principal porto de Manaus, dezenas de barcos estão sobre a terra, com o recuo da água. Onde antes dava para nadar, as pessoas andam de carro.

A uma hora do local onde se junta ao rio Negro para formar o rio Amazonas, o Solimões está tão baixo que quilômetros de leito transformaram-se em dunas. O vento provoca tempestades de areia, e urubus atacam a carniça.

Outro grande afluente do Amazonas, o rio Madeira, está tão seco que os barcos que levam óleo diesel desde Manaus não conseguem chegar à capital de Rondônia. O combustível, usado para alimentar usinas termelétricas, tem de ser levado de caminhão por milhares de quilômetros, desde o sul do Brasil.

O vento seco e a falta de chuvas deixaram a floresta mais suscetível aos incêndios, causados por fazendeiros que querem abrir clareiras para a pastagem.

Durante as estações de seca normais, as chuvas ainda ocorrem e apagam o fogo que tenha escapado do controle dos fazendeiros. Este ano, elas não apareceram, e o incêndio continua.

No Acre, 100 mil hectares de floresta já queimaram desde o início da seca, e a espessa fumaça chegou a fechar aeroportos por falta de visibilidade.

"É ilegal provocar queimadas, mas todo mundo faz isso. Eu faço para me livrar dos insetos e das cobras, e para criar pasto novo para meu gado", disse um homem que se identificou apenas como Calixto, usando folhas verdes para controlar sua queimada perto da estrada.

A seca também atrapalhou a vida das comunidades ribeirinhas, que vivem ao longo do labirinto de igarapés da bacia amazônica.

"Fechamos 40 escolas e cancelamos o ano letivo porque não há comida, transporte nem água potável", disse Gilberto Barbosa, secretário de administração pública de Manaquiri. Os moradores cujos poços artesianos secaram correm o risco de beber água contaminada pelas carcaças de animais.

As vias de navegação acabaram sendo cortadas pelo rebaixamento do nível das águas, prejudicando a rede de transporte da região.

Muitos moradores das 25 comunidades ribeirinhas de Manaquiri estão sendo obrigados a andar quilômetros para comprar comida ou remédio.

Os casos de diarréia, uma das doenças que mais matam no mundo em desenvolvimento, estão crescendo na região. Teme-se que a água parada aumente a ocorrência de malária. O governo estadual enviou 5 toneladas de medicamentos básicos para os vilarejos mais afastados.

Serão necessários mais dois meses para que o rio volte a se encher, durante a estação das chuvas. Mas os moradores temem que a água poluída ainda contamine os peixes e plantações.

"Nunca vi nada assim", disse Manuel Tavares Silva, de 39 anos, que planta melão e milho perto de Manaquiri, cidade que fica a 149 Km de Manaus.

Publicado por Ana Tropicana às 11:08 AM | Comentários (0)

Clipping

Ainda a propósito da blogoesfera: parece que um estudo recente da AskJeeves revela que, na prática, a maioria dos internautas navega exclusivamente por um pequeno e restrito universo de blogs.




Internautas navegam por pequeno universo de blogs
Fonte: Reuters | Autor: Eric Auchard | Data: Seg, 10 Out - 14h52


O universo de blogs publicados na Internet tem milhões de sites, mas somente uma pequeno número deles tem uma audiência significativa, afirma um estudo da empresa de pesquisa AskJeeves.

"Os blogs são a forma de conteúdo que mais cresce na Web", afirmou Jim Lanzone, vice-presidente sênior de busca da AskJeeves, unidade da IAC/InterActiveCorp. "Mas o número de sites que realmente importa é pequeno."

Apenas 60 blogs são "quentes", capazes de serem citados em links inseridos em mais de 5 mil outros sites, disse Lanzone. Sites que atraem mais de mil links são apenas 437, segundo o Bloglines, o mais popular sistema de monitoramento de sites, de propriedade da AskJeeves.

O número total de sites publicados na Internet, segundo várias estimativas, varia entre 14 milhões e 20 milhões.

Sites que "realmente importam", classificados como páginas que são citadas por pelo menos 20 outros sites, somam 36.930, segundo dados de setembro da Bloglines. Sites que "importam", definidos como páginas que são citadas em pelo menos um link de outro site, são quase 1,4 milhão.

O popular site de aficcionados em tecnologia Slashdot tem mais de 50 mil links que se referem a ele, segundo os números da Bloglines.

Mena Trott, co-fundadora da Six Apart, companhia de software que está por trás de duas das mais famosas ferramentas de publicação de blogs -- Live Journal e Movable Type -- disse que os números da Bloglines não incluem muitos blogueiros que nunca se importaram em colocar links em suas páginas para outros sites.

Publicado por Ana Tropicana às 10:09 AM | Comentários (0)

«All News & Blogs»


all news & blogs de yahoo

Descubro que, desde a noite passada, a Yahoo passou a incluir os blogs na lista da oferta jornalística que disponibiliza para a busca de notícias on-line. Registo o acontecimento e fico a pensar em todas as coisas imbricadas nessa decisão.




Internet: Yahoo passa a incluir blogues nas buscas de notícias
Fonte: LUSA | Data: 11-10-2005

São Francisco, Califórnia, 11 Out (Lusa) - O instrumento de busca de notícias da Yahoo passou na segunda-feira a incluir os blogues na sua oferta jornalística on-line, o que atesta o interesse do público norte-americano por fontes alternativas de informação.

Com esta inovação, a busca de uma palavra-chave nas notícias on-line inclui agora uma lista de "Web logs", ou "blogues", relevantes, mostrados numa caixa à direita dos resultados obtidos no jornalismo convencional.

Em comparação, a secção de notícias da Google, que oferece o mais importante motor de busca da Internet, continua a fazer buscas apenas na imprensa de referência.

O passo agora dado pela Yahoo representa o reconhecimento de um público crescente que não se satisfaz com a oferta informativa e editorial dos jornais, das revistas ou dos meios audiovisuais.

Embora muitos dos principais autores de blogues careçam de formação jornalística formal, isso não os impede de fidelizarem leitores e dar notícias que os órgãos de informação dominantes silenciam ou ignoram.

"Os media tradicionais não têm tempo, nem recursos, para cobrir tudo o que se passa", disse Joff Redfern, director de produto de Yahoo.

Mas o mundo dos blogues, ou blogosfera, também faz circular rumores ou informações incorrectas, por não se submeter aos rigorosos crivos das redacções profissionais, que têm critérios mais apertados na selecção de fontes.

É por isso que a apresentação dos resultados das buscas noticiosas da Yahoo recorre a uma caixa para separar os blogues das fontes "confiáveis" tradicionais recolhidas pelo seu novo instrumento de busca.





Yahoo Adds Blogs to Its News Section
Fonte: AP | Data: Segunda-feira, 10 de Outubro de 2005 - 10:17 PM ET
por Michael Liedtke (*)


SAN FRANCISCO - Yahoo Inc. (Nasdaq:YHOO - news )'s online news search tool on Monday added Internet journal entries as a supplement to professional media offerings — an experiment that figures to test the public's appetite for information from alternative sources.


Under Yahoo's new approach, a keyword search for online news will include a list of relevant Web logs, or "blogs," displayed in a box to the right of the results collected from mainstream journalism.

Google Inc., which runs the Internet's leading search engine, so far has treated blogs differently.

The Mountain View, Calif.-based company last month introduced a specialty search engine that does nothing but sift through blogs. Meanwhile, Google's news section continues to focus on material from mainstream media.

Yahoo's inclusion of blogs in its news section represents another validation for a growing group of people that are bypassing newspapers, magazines and broadcast outlets to report and comment on topical events.

Although many top bloggers lack formal journalism training, it hasn't stopped them from building loyal readerships or breaking news that the mainstream media either missed or ignored.

Those scoops have helped rally more support for "citizen journalism" — a cause that Yahoo wanted to recognize by spotlighting some of the news appearing in blogs.

"The traditional media doesn't have the time or resources to cover all the stories going on," said Joff Redfern, a Yahoo product director.

But the blogging community, or "blogosphere," also is filled with rumors and inaccuracies. While the traditional media still faces the same problems, professional newsrooms ostensibly have more checks and balances to guard against incorrect or unsubstantiated information from being published.

That distinction is one of the reasons Yahoo is listing its blog results in a box separated from the roughly 6,500 "trusted" news sources tracked by its search engine, Redfern said.

Yahoo's news users can view blog results exclusively by clicking on the box.

That option also shows relevant images posted on Yahoo's photo-sharing site, Flickr. Amateur photos posted online have drawn particular heavy interest recently after major news events such as the terrorist bombings in London and Hurricane Katrina.

Redfern declined to specify how many blogs are included in Yahoo's news search. The Sunnyvale, Calif.-based company is inviting bloggers to submit their sites to the Yahoo index.

He said the blog selection would be based on the most popular blogs among Yahoo users.

(*)AP Business Writer

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On The Net:

Yahoo News Search

Blogging submissions




Sob um outro ângulo, vale a pena ler a mesma notícia AQUI.





Publicado por Ana Tropicana às 09:34 AM | Comentários (0)

outubro 10, 2005

«De repente, não mais que de repente»


vince de national hurricane center

«De repente, do riso fez-se o pranto / Silencioso e branco como a bruma (...) / De repente da calma fez-se o vento / Que dos olhos desfez a última chama / E da paixão fez-se o pressentimento / E do momento imóvel fez-se o drama.» Vinícius de Moraes

Diz que há uma «tempestade tropical a dirigir-se para a Europa». Diz que é notícia, que é novidade e facto novo. Não para mim.









Nova tempestade tropical, formada nos Açores, dirige-se para a Europa
Fonte: LUSA | Data: 09-10-2005 21:03

A vigésima tempestade tropical da temporada de furacões no Atlântico, a Vince, formou-se hoje ao largo dos Açores e, ao contrário do que é habitual, dirige-se para a Europa e não para a América.

O Centro Nacional de Furacões, com sede em Miami, disse que a nova tempestade tropical transforma a actual temporada na segunda de maior actividade no Atlântico desde que há registos, iniciados em 1851.

O novo fenómeno meteorológico, com ventos máximos de 85 quilómetros horários, desloca-se para Noroeste a sete quilómetros por hora e espera-se que mantenha essa trajectória nas próximas horas, segundo o Centro de Furacões.

às 16:00 (hora de Lisboa), o olho da "Vince" estava 225 quilómetros a Noroeste da Ilha da Madeira (Portugal), à latitude de 34 graus Norte e à longitude de 19,2 graus Oeste, revelou o último boletim do Centro.

Os meteorologistas prevêem poucas mudanças na intensidade da "Vince", que se formou entre os Açores e as Ilhas Canárias.





"Vince" não ameaça Portugal - SNBPC
Fonte: LUSA | Data: 09-10-2005 22:41

A tempestade tropical «Vince» já passou a Norte da Madeira e vai desfazer-se no mar, pelo que não há razões para os portugueses se alarmarem, garantiu hoje à Lusa o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC).

Segundo a mesma fonte, a tempestade passou 250 quilómetros a Norte da Ilha da Madeira.

O Centro Nacional de Furacões dos EUA, com sede em Miami, emitira hoje à tarde um comunicado alertando para a vigésima tempestade tropical da temporada de furacões no Atlântico, a "Vince", que, ao contrário do que é habitual, se dirigia para a Europa e não para a América.

Horas depois, a mesma fonte anunciou que a tempestade perdera força e estava agora classificada com a categoria 1 numa escala com cinco níveis.


Publicado por Ana Tropicana às 01:45 AM | Comentários (0)

outubro 03, 2005

«Por Outras Palavras»


plano(s) de ana tropicana

Se já gostava de ti, agora gosto mais. Porque reconheces, como eu, toda a intimidade explícita que fica a boiar no primeiro café da manhã.




(...)

Sei que é verdade, sim: ficariamos eternamente aqui ao sol. Porque somos iguais eu e tu: da cor da mesma fogueira, do lume das mesmas palavras. Planas. Concêntricas. Como gotas. De terra. No chão.














Fotos: Plano(s) (autor: Ana Tropicana)




«Por Outras Palavras» - Mafalda Veiga


Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma madrugada

Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma gargalhada

E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo e morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim

Publicado por Ana Tropicana às 01:45 PM | Comentários (0)

Mafalda


eclipse anelar de pedro s. costa

Tinham-nos dito que «o fenómeno provocaria uma redução da luz solar». Em vez disso borbotou da fonte. Enganaram-nos. Descaradamente! Ás duas. E tu ainda ris!!...




Eclipse: Portugal assiste hoje ao maior eclipse solar em 100 anos
Fonte: Instituo Nacional de Metereologia | Data: 03/10/2005

Os portugueses assistem hoje às 10:00 ao maior eclipse solar visível no território nacional nos últimos 100 anos, um fenómeno que poderá ser observado um pouco por todo o país, mas que será mais espectacular em Bragança.

A Lua começará a sobrepor-se ao Sol às 8:38, mas o auge do eclipse está previsto para perto das 10:00, altura em que, em Bragança, poderá ver-se no lugar do astro rei um círculo negro com um anel luminoso em volta.

O último eclipse anular em Portugal ocorreu em 1912 e o próximo só voltará a acontecer em 2028.

A lua tapará o sol, mas não na sua totalidade, restando um anel de luz em torno de uma esfera escura, dai este eclipse ser apelidado de anular ou anelar.

O fenómeno provocará uma redução da luz solar, embora em menor dimensão do que acontece com um eclipse total.




















Fotos: Eclipse Anelar [Lisboa, 03 de Outubro de 2005] (autor: Pedro Sarmento Costa e João Abreu Miranda)

Publicado por Ana Tropicana às 10:47 AM | Comentários (0)

outubro 01, 2005

A "Diáspora Africana"


os negros de adenor g.

Fico a saber que nos dias 5, 6 e 7 de outubro, estarão reunidos no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio, estudiosos do tema da dispersão da população africana pelo mundo, na 3ª Conferência Bienal da Aswad.





Foto: Os Negros de Jean Genet (Autor: Adenor G.)




Segundo me explica o professor Júlio César Tavares, do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da UFF, a discussão em torno da valorização e inclusão social dos afrodescendentes ganhou impulso no mundo todo, principalmente nos EUA, onde surgiu o conceito de "Diáspora Africana".

Com esse conceito, tomado de empréstimo dos judeus, o movimento pretende aproximar a experiência das populações africanas à dos seus descendentes fora da África, elucidando a dispersão ocorrida nos últimos séculos.

O encontro do Rio é promovido pela Aswad, instituição criada em 2001, na Universidade de Nova Iorque, com o objetivo de congregar, em reuniões bienais, o maior número possível de estudiosos da diáspora africana.


A respeito do tema, deixo alguns links: AQUI.

Publicado por Ana Tropicana às 09:49 AM | Comentários (0)

setembro 28, 2005

Rio Tietê

As espumas tóxicas que poluem o Rio Tietê adoecem, há 20 anos, os 15 mil habitantes de Pirapora do Bom Jesus, a oeste da Região Metropolitana de São Paulo. Só a taxa de mortalidade infantil aumentou de 7,94% em 2003, para 20,08% em 2004.

As espumas continuam em 2005.




Espuma tóxica do Rio Tietê ameaça Pirapora
Fonte: Diário de São Paulo | Autor: Ana Paiva | Data: 26/09/2005 -

SÃO PAULO - A população de quase 15 mil habitantes de Pirapora do Bom Jesus, última cidade a oeste da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), está doente. Depois de duas décadas de invasões de espumas tóxicas na cidade, provocadas pela poluição do Rio Tietê, um estudo mostra que os gases emitidos no ar pela espuma afetam a saúde não apenas da população ribeirinha, mas de todos os moradores da cidade.

A prefeitura está preocupada e suspeita que um aumento da mortalidade infantil também esteja relacionado ao problema. Segundo dados da Fundação Seade, a morte de crianças menores de um ano passou de 7,94 em 2003 para 20,08 em 2004 por mil nascidos vivos, com 2 e 5 óbitos respectivamente. No ano passado, houve registro de uma morte de criança nascida com má-formação congênita.

- Em municípios pequenos um óbito eleva o coeficiente de mortalidade, mas de cinco mortes, uma teve má-formação - explica a secretária municipal de Saúde, Aparecida Luísa Nasi.

Estudo do governo estadual está analisando os efeitos da poluição do Rio Tietê na saúde dos moradores. O trabalho vem sendo realizado há um ano e já foi concluída a primeira fase.

- Pelo menos já temos um documento que prova que a população está sendo afetada e estamos sugerindo a verificação de casos de má-formação congênita para a segunda etapa - disse Aparecida Luísa.

Levantamento da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) aponta que os índices de gás sulfídrico - produzido nas águas do rio e emitidos no ar - atinge na cidade níveis superiores a 177 parte por bilhão (ppb). O máximo aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 108 ppb.

Jesuíno Romano, gerente de qualidade do ar da Cetesb, admite que o índice do gás sulfídrico no ar de Pirapora deve ser muito maior, já que o aparelho usado no estudo não tem capacidade para medir níveis superiores.

- De qualquer modo, o índice é alto e já deve estar causando danos à saúde da população.

Especialistas alertam que o gás sulfídrico e dióxido de enxofre (também emitido no ar) podem comprometer o funcionamento dos rins e do fígado, além de gerar efeitos crônicos na saúde. O gás sulfídrico afeta, principalmente, o aparelho respiratório. Segundo a secretária de Saúde de Pirapora, de cada dez crianças atendidas no sistema de saúde, sete têm problemas respiratórios. Entre idosos, há cinco casos a cada dez.





Mau cheiro do Tietê espanta turista de Pirapora
Fonte: Diário de São Paulo | Autor: Ana Paiva | Data: 26/09/2005


SÃO PAULO - Além de ser a primeira cidade do mundo invadida pelas espumas de poluição de um rio, Pirapora do Bom Jesus, localizada a 54 quilômetros da capital, também é o primeiro santuário cristão do Brasil, que vive basicamente do turismo religioso. Mas a poluição tem afastado os peregrinos. Na última década, a cidade assistiu a uma queda de cerca de 40% na freqüência de romeiros.

- A poluição acabou com a vocação do município - lamenta o prefeito da cidade, Raul Bueno (PSDB).

Pirapora costumava receber mais de 20 mil visitantes por final de semana. Hoje, os romeiros não ultrapassam cinco mil nos sábados e domingos. A exploração turística do rio, que também era uma fonte de recursos para o município, acabou por causa das espumas do Tietê. A pequena cidade recebe pelas águas do Tietê todo o esgoto doméstico gerado por milhões de moradores da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que ainda são jogados no rio. Segundo Jesuíno Romano, gerente de qualidade de ar da Cetesb, o órgão tem estudo realizados no local desde 1992.

- Sabemos que a situação lá é ruim - admite.

Para o prefeito, o município de Pirapora deveria receber do governo do estado algum tipo de compensação pelos estragos causados.

- Além dos prejuízos econômicos, a poluição está acabando com a saúde da população - reclama Bueno.

Pirapora do Bom Jesus é uma cidade bucólica, cercada de morros verdes e localizada às margens do Tietê com uma área de 108 km². Mas, em vez de ar puro, é o mau cheiro do rio a primeira sensação que o visitante tem ao chegar.

A espuma tóxica faz parte da paisagem de Pirapora desde meados dos anos 80, quando o governo do estado mudou o fluxo do Rio Pinheiros para impedir que o esgoto continuasse a ser despejado na Represa Billings. Para a Secretaria Estadual de Recursos Hídricos, a população do município está condenada a viver com o problema até que os rios que deságuam no Tietê sejam limpos.

- O único jeito é tratar o esgoto - diz Romano.

Publicado por Ana Tropicana às 01:32 AM | Comentários (0)

setembro 26, 2005

Clipping

E as boas notícias prosseguem. Parece que, durante o fim-de-semana, o mundo se tornou um pouco mais complacente: o FMI anulou os 40 mil milhões de dólares da dívida multilateral dos países mais pobres.




Estados membros do FMI chegaram a acordo sobre anulação da dívida de países pobres


Washington, 25 Set (Lusa) - Os Estados membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram a acordo para aplicar um projecto visando a anulação dos 40 mil milhões de dólares da dívida multilateral dos países mais pobres, anunciou sábado a instituição.

"Chegámos a um acordo sobre todos os elementos" relativos ao FMI, afirmou perante a imprensa o presidente do comité monetário e financeiro da instituição, Gordon Brown.

"O director-geral (do FMI, Rodrigo Rato) informou o comité que vai convocar o conselho de administração para finalizar a aprovação do acordo para que o aligeiramento da dívida tenha efeitos até ao final de 2005", acrescentou o também ministro das Finanças britânico.

"O processo histórico de anulação da dívida (multilateral) terminou hoje", afirmou o ministro.

O princípio desta anulação, que deve beneficiar duas dezenas de países, essencialmente africanos, foi adoptado em Julho pelos oito países mais industrializados do Mundo (G8), na Escócia.

No entanto, a sua aplicação ficou dependente da resolução das divergências, sobre o seu financiamento, entre os Estados membros das instituições envolvidas (FMI, Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento).

Vários países, nomeadamente os do norte da Europa e a Bélgica, que consagram mais dinheiro ao desenvolvimento que os membros do G8, insistem numa repartição equitativa do peso das doações.

Dos 40 mil milhões de dólares envolvidos, cerca de 11 por cento referem-se ao FMI.

O essencial, 70 por cento do dinheiro, refere-se ao Banco Mundial, que ainda não deu o seu aval ao projecto.

No entanto, Brown está optimista.

"Penso que os pontos que foram adoptados hoje (pelo FMI) são os mesmos que foram discutidos no seio do comité de desenvolvimento do Banco Mundial e espero que também eles cheguem a um acordo", acrescentou.

O comité do Banco Mundial reúne-se hoje numa Assembleia-geral anual.





Banco Mundial aprova anulação da dívida dos países mais pobres


Washington, 25 Set (Lusa) - O comité do Banco Mundial deu hoje luz verde à anulação da dívida multilateral de várias dezenas de milhões de dólares dos países mais pobres do planeta, anunciou o secretário norte-americano do Tesouro, John Snow.

"Estou muito satisfeito por ver que o comité de Desenvolvimento do Banco Mundial aprovou por larga maioria a proposta de anular em 100 por cento a dívida dos países mais endividados", afirmou Snow em comunicado publicado após a reunião daquele órgão de que faz parte.

"Esperemos que os conselhos de administração do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial dêem rapidamente o seu derradeiro aval e passem à prática", acrescentou.

O FMI tinha já dado sábado o seu acordo à anulação da dívida.

O projecto envolve 40 mil milhões de dólares relativos à dívida dos 18 países mais pobres do planeta ao banco Mundial, FMI e ao Banco Africano de Desenvolvimento.

"Chegámos a um acordo sobre todos os elementos" relativos ao FMI, afirmou perante a imprensa o presidente do comité monetário e financeiro da instituição, Gordon Brown.

Vários países, nomeadamente os do Norte da Europa e a Bélgica, que consagram mais dinheiro ao desenvolvimento que os membros do G8, insistem numa repartição equitativa do peso das doações.

Dos 40 mil milhões de dólares envolvidos, cerca de 11 por cento referem-se ao FMI.

O essencial, 70 por cento do dinheiro, refere-se ao Banco Mundial.





Fonte: LUSA - entre 25 e 26 de Setembro de 2005


Publicado por Ana Tropicana às 01:56 PM | Comentários (0)

Clipping

Os observadores dizem que é verdade: em Belfast, o IRA depôs todas as armas.




«Reportamos agora aos governos britânico e irlandês que observamos e verificamos acontecimentos para pôr fora de uso grande quantidade de armas que acreditamos serem todas que estavam em posse do IRA», disse a comissão internacional em nota, comprovando uma promessa feita há algumas semanas pela milícia católica.

Ao que parece, o Exército Republicano Irlandês (IRA) depôs as armas que havia juntado durante anos para combater o domínio da Grã-Bretanha sobre a Irlanda do Norte. O movimento do grupo rebelde pode reactivar finalmente as negociações por um acordo político na região.




Procuro saber um pouco mais sobre o inacreditável:





Ulster: Desarmamento do IRA será anunciado segunda-feira


Belfast, 25 Set (Lusa) - O general canadiano John de Chastelain, encarregue do desarmamento dos para-militares norte- irlandeses deverá anunciar segunda-feira à tarde, em Belfast, que o arsenal do IRA foi desmantelado sob a sua supervisão, informou fonte oficial.

O IRA (Exército Republicano Irlandês) renunciou oficialmente à violência a 28 de Julho e comprometeu-se a desmantelar o seu arsenal por completo sob a supervisão de uma comissão internacional presidida pelo general Chastelain.

Dois membros do clero, um católico e outro protestante, foram também autorizados pelo Estado-maior do IRA, a principal organização clandestina católica da ilha, a assistir ao desmantelamento, como testemunhas.

Estes dois membros do clero deverão falar segunda-feira durante a conferência de imprensa organizada pela comissão internacional para o desarmamento, num hotel de Belfast, pelas 13:00 TMG.

O desarmamento do IRA era exigido pelos dirigentes protestantes da Irlanda do Norte desde o início do processo de paz, há mais de dez anos.





Irlanda do Norte: Desarmamento do IRA é acontecimento "histórico" - PM irlandês


Dublin, 26 Set (Lusa) - O primeiro-ministro irlandês, Bertie Ahern, classificou hoje o anúncio do desmantelamento total do arsenal do Exército Republicano Irlandês (IRA) como um acontecimento "histórico".

"A declaração da Comissão [de Desarmamento] segundo a qual o IRA aplicou o seu compromisso de colocar fora de uso todas as suas armas acarreta enormes consequências", declarou Ahern, em conferência de imprensa em Dublin.

"É um desenvolvimento histórico, com um significado verdadeiramente histórico, o IRA já não tem armas", afirmou entusiasmado, acrescentando que "as palavras são claras e particularmente bem-vindas".

Por sua vez, o presidente do Sinn Fein, Gerry Adams, afirmou que após o desarmamento do IRA, que classificou como um "grande salto", chegou o momento de olhar "mais além" no processo de paz da Irlanda do Norte.

Numa conferência de imprensa em Belfast, o líder do Sinn Fein, braço político do IRA, defendeu o reatamento das conversações de paz, para aplicar os Acordos de Sexta-Feira Santa, de 1998, e restaurar o governo autónomo da Irlanda do Norte.

A autonomia da província está suspensa desde Outubro de 2002, devido a um caso de alegada espionagem do IRA nas instalações de Stormont, sede da assembleia norte-irlandesa.

O reverendo radical Ian Paisley, o principal dirigente protestante norte-irlandês, líder do maioritário Partido Democrático Unionista (DUP), reagiu hoje ao anúncio do desmantelamento do arsenal do IRA afirmando que o relatório da Comissão de Desarmamento sobre a inutilização das armas não é transparente.

Paisley criticou a "duplicidade" e a "desonestidade" dos governos britânico e irlandês, bem como do IRA, denunciando ao mesmo tempo a ausência de dados concretos no relatório sobre a quantidade de armas inutilizadas.

O general canadiano John de Chastelain, chefe da Comissão de Desarmamento, anunciou hoje ao início da tarde que o IRA desmantelou todas as suas armas, tendo o grupo paramilitar norte-irlandês feito uma declaração semelhante menos de uma hora depois.





Irlanda do Norte: Ninguém pode confirmar desarmamento total do IRA - Paisley

Belfast, 27 Set (Lusa) - O reverendo protestante radical Ian Paisley, líder do Partido Democrático Unionista (DUP), maioritário na Irlanda do Norte, afirmou hoje que "ninguém" pode confirmar que o arsenal do Exército Republicano Irlandês (IRA) foi inutilizado.

Paisley proferiu tais declarações depois de reunir-se em Belfast com o presidente da Comissão Independente de Desarmamento (IIDC), o general canadiano John de Chastelain, que assegurou segunda-feira que todo o armamento do IRA foi finalmente inutilizado.

Segundo o líder protestante radical, elementos do seu partido foram para a reunião com o general cheios de dúvidas e determinados a esclarecer várias questões, mas o que ouviram, durante o encontro, deixou-os "horrorizados".

Durante a sua intervenção de segunda-feira, De Chastelain disse que a quantidade de armas inutilizadas coincide com os cálculos apresentados pelas forças de segurança britânicas e irlandesas, a única referência disponível sobre os arsenais do grupo católico separatista armado.

Paisley explicou hoje que, apesar de as estimativas terem sido posteriormente revistas, a IIDC utilizou os inventários anteriores.

"Até as forças de segurança admitem que algumas armas que estavam na lista original tenham agora sido passadas a outros grupos dissidentes. Parte do armamento que deveria ter sido inutilizado desapareceu", afirmou o líder unionista.

Na opinião de Paisley, estas revelações questionam seriamente o processo de desarmamento do IRA e dificultam a possibilidade de o seu partido contemplar a hipótese de negociar com o Sinn Fein - braço político do IRA - a formação de um governo norte-irlandês de coligação.





Irlanda do Norte: Kofi Annan insta todas as partes a consolidarem a paz


Nações Unidas, Nova Iorque, 27 Set (Lusa) - O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, saudou hoje o anúncio do desarmamento completo do Exército Republicano Irlandês (IRA) e instou todas as partes envolvidas a aproveitar a ocasião para consolidar o acordo de paz de 1998.

"O secretário-geral congratula-se com o anúncio de que foi retirado um grande obstáculo na busca de uma solução política duradoura na Irlanda do Norte", declarou a ONU em comunicado.

O desarmamento anunciado "é uma etapa fundamental no compromisso do IRA, assumido a 28 de Julho, de prosseguir a partir de agora os seus objectivos por meios exclusivamente pacíficos e democráticos", segundo o texto.

"O secretário-geral insta todas as partes a aproveitar esta oportunidade única para consolidar o acordo de Sexta-Feira Santa", de Abril de 1998, prossegue o comunicado.

Depois de uma reunião com o general canadiano John de Chastelain, encarregado de desarmar os paramilitares, o dirigente protestante radical Ian Paisley anunciou hoje que o principal partido protestante norte-irlandês, o Partido Democrático Unionista (DUP), não partilhará o poder com os deputados católicos apenas com base no desarmamento do IRA.

O general Chastelain anunciou segunda-feira o desmantelamento total do arsenal do grupo separatista armado, informação confirmada menos de uma hora depois pelo próprio IRA.

O IRA, a principal organização clandestina da ilha, renunciou oficialmente ao uso da violência a 28 de Julho, após 35 anos de conflito, e comprometeu-se a desmantelar o seu arsenal o mais rapidamente possível.




Fonte: LUSA - entre 25 e 27 de setembro de 2005

Publicado por Ana Tropicana às 12:44 PM | Comentários (0)

setembro 24, 2005

Clipping

Leio AQUI que esta noite há fado no Canadá: «Mariza updates music born in her native Lisbon».

Publicado por Ana Tropicana às 09:17 PM | Comentários (0)

«Café do Brasil»


café brasil de ana tropicana

Ontem, ao jantar, a Juliana comentava que virou a cidade à procura de sacas de Café Brasil para usar na decoração da mesa (à Juliana nunca basta esse magistral dom de ter mão para a cozinha!). Era uma ideia de génio, na verdade, mas sacas nem vê-las. Que é feito do Café Brasil??... Voltamos ao assunto mais tarde (previsivelmente) na hora em que o café é servido. Não chegamos a nenhuma conclusão.

Hoje, pela manhã, leio AQUI que, dentro de cinco anos, o Brasil pode tornar-se «no maior consumidor mundial de café». Donde a questão se mantém: intrigante, pertinente e actual - onde (Diabo!) andam as famosas sacas de juta?!




Brazil May Be World's Biggest Coffee Consumer by 2010
Fonte: Bloomberg (USA) | Autor: Jeb Blount - jblount@bloomberg.net.| Data: 24/09/2005


Sept. 24 (Bloomberg) -- Brazil, the world's biggest coffee producer, will overtake the U.S. as the world's biggest coffee consumer by 2010 as it tries to boost domestic demand and producer profit, Brazil's agriculture minister said.

Brazil will consume about 20 million of the 60-kilogram (132- pound) bags of coffee a year in the local market within five years, Roberto Rodrigues said at the second world coffee conference in Salvador, Brazil. By promoting coffee drinking, Brazil will also improve the quality and price of its coffee and coffee products, he added. U.S. demand was about 20 million bags last year, according to the International Coffee Organization.

By 2015, rising consumption in Brazil and other emerging markets may boost world demand by 25 million bags, or 1.5 million metric tons, a fifth of last year's levels, he said.

``Adding value to products is one of the best market instruments for a more equitable distribution of income throughout the supply chain,'' Rodrigues said. ``Value addition can also be achieved by increasing quality, and better quality signifies greater consumption.''

Larger Brazilian consumption will help stabilize world prices by cushioning the impact of rising production from countries such as Vietnam, said Rodrigues, 63.

8.4 Million Tons

The increase will also improve the competitiveness of Brazilian makers of industrialized coffee products, such as roasted beans and instant coffee, helping boost exports of products that offer greater returns on investments than raw coffee beans, Rodrigues said.

Brazilian domestic consumption more than doubled to 15 million bags a year in 2004 from 6.5 million bags in 1989. Brazilian consumption increased 9 percent in 2004, six times the world average, Rodrigues said. Brazil produced 39 million sacks of coffee last year, or a third of the world's total.

If Rodrigues' expectations for world demand materialize, coffee consumption will rise to about 140 million sacks, or 8.4 million tons, from 115 million sacks today, based on demand estimates in an August report from the ICO.

Rodrigues and conference participants from producer countries are looking for ways to boost the income of farmers and reduce the power over prices exercised by beverage companies such as U.S.- based Kraft Foods Inc. and Switzerland's Nestle SA. They also want an end to European tariffs on industrialized coffee products.

Coffee Futures

``Only about 1 percent of the price of a cup of coffee in rich countries goes to coffee producers,'' said Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva, who spoke with Rodrigues and Colombian President Alvaro Uribe at the conference's opening ceremonies.

``It's natural for countries with power to use that advantage to their benefit, but we have to start doing that too,'' he said.

The price of robusta coffee, which makes up a third of all coffee production, have fallen by more than a third after reaching a five-year high on $1,295 a metric ton on June 3. While coffee, which closed Friday at $858 a ton on London's Liffe exchange, is more than a quarter above the average for the 2000-2005 period, prices are less than half the average for the previous five-year span, according to Bloomberg data.

In the last year, arabica coffee futures prices have gained 9.5 percent in New York and robusta prices rose 27 percent in London.

Uribe called on the world's coffee consumers and producers to seek ways to better balance their interests. To start, Uribe wants to set a world minimum price for coffee to improve the lot of small farmers who grow more than 70 percent of all beans.

In Colombia, the world's third-largest producer, many farm coffee plots of three hectares (7.4 acres) or less, Uribe said. These farmers, he added, help form the backbone of the country's economy and democracy and are a bulwark against illegal drug trafficking and political terrorism.

``In a world of quotas, we have to find a way to set a floor price in dollars for coffee,'' he said. `` You can's just look at coffee from the point of view of the market, as a crop, its has social component as well.''

Publicado por Ana Tropicana às 09:35 AM | Comentários (0)

setembro 22, 2005

Clipping

Leio AQUI:

«Governo altera Imposto Automóvel para penalizar veículos mais poluentes»




Governo altera Imposto Automóvel para penalizar veículos mais poluentes
Fonte: Jornal de Negócios | Autor: Nuno Carregueiro - nc@mediafin.pt | Data: 22 de Setembro 2005


O Governo aprovou hoje uma resolução, a aprovar no próximo Orçamento de Estado e que entrará em vigor em Julho de 2006, através da qual os veículos mais poluentes vão pagar um Imposto Automóvel (IA) mais elevado, com este imposto a deixar de considerar apenas a cilindrada dos veículos.

A resolução aprovada em Conselho de Ministros «estabelece que o IA dos veículos ligeiros de passageiros, novos e usados, deixa de ser definido exclusivamente em função da respectiva cilindrada e passa a considerar um factor ambiental, representado pelo nível de emissões do dióxido de carbono, indexado a escalões de emissões», refere um comunicado do Governo.

Estas orientações serão introduzidas no Orçamento de Estado para 2006, prevendo-se que, com salvaguarda da necessária adaptação dos representantes das marcas e do mercado em geral, tais alterações só comecem a vigorar a partir de 1 de Julho de 2006.

«Queremos que as alterações na tributação do IA tenham uma gradualismo suave e que o sector automóvel disponha de tempo para se adaptar às mudanças», justificou o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, João Amaral Tomaz, citado pela Lusa

Segundo o membro do executivo, a tendência é que o futuro IA adopte «progressivamente uma discriminação positiva em relação aos veículos menos poluentes e uma discriminação negativa em relação aos mais poluentes». «O IA para os veículos ligeiros deixará de ser apenas definido em função da respectiva cilindrada, tal como tem acontecido até agora», acrescentou.

«Inicia-se a reforma progressiva do modelo de tributação dos veículos automóveis, colocando-o ao serviço do combate à poluição, no respeito pelo princípio do poluidor/pagador, direccionado à procura de automóveis mais amigos do ambiente e mais eficientes em termos energéticos, em consonância com as mais recentes propostas da Comissão Europeia», refere o comunicado.

Carga fiscal não aumenta

Segundo o Governo, o novo modelo de tributação do IA «não provocará um aumento da carga fiscal no sector», registando-se apenas uma redistribuição de modo a estimular opções mais amigas do ambiente.

Sobre os novos valores da tributação de veículos ligeiros para efeitos de Imposto Automóvel, o secretário de Estado declarou que o objectivo do Governo é «fazer com a que a receita global de IA seja equivalente à actual, que ronda anualmente mil milhões de euros».

João Amaral Tomaz referiu depois que os ministérios das Finanças e do Ambiente já fizeram «uma simulação», partindo de uma base de «redução de 10% para os veículos menos poluentes». «Mas os valores ainda não estão definidos», acrescentou.

Também presente na conferência de imprensa, o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, declarou que o combate às alterações climáticas "é um objectivo transversal a todos os departamentos do Governo".

Passe Social

No que respeita ao acordo com as empresas rodoviárias privadas a operarem na região da Grande Lisboa, o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, referiu que a extensão, até ao final de 2006, da utilização de passes sociais nesses transportes custará ao Governo «9,1 milhões de euros».

«Este acordo é importante em termos de mobilidade social e para desincentivar a utilização de veículos privados por parte dos cidadãos», justificou Pedro Silva Pereira.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, o acordo celebrado pelo Governo abrange a Rodoviária de Lisboa, a Transportes Sul do Tejo, a Vimeca Transportes e a Scotturb.

Publicado por Ana Tropicana às 12:57 PM | Comentários (0)

setembro 06, 2005

O Celeiro Global

Mantenho este hábito de me interessar por jornais atrasados. Pego finalmente na edição deste Domingo de O Público. Na revista em suplemento, também. A três dias de celebrar 183 anos de independência, reparo que o Brasil que está para além do "mensalão" merece a atenção da imprensa portuguesa. Até que enfim!





Foto: Capas do Jornal O Público e da Revista Pública - Edição de Domingo, 04 de Setembro de 2005



Destacam-se dois grandes textos de fundo:

«Brasil, a nova superpotência agrícola»
Dentro de uma década, dizem as previsões, o Brasil será o grande mercado abastecedor do mundo. Apesar das muitas questões sociais e ambientais por resolver, o certo é que a economia brasileira está a viver uma pujança inusitada, em parte alicerçada no desenvolvimento espantoso que a agricultura registou. O país tem à sua frente um futuro que lhe assegura um lugar preponderante na geoestratégia mundial. Mas sobejam as amarras, que lhe enredam o horizonte.

«Transgénicos, a oportunidade perdida da Europa»
Como o maior produtor de soja do planeta, o Brasil é um fortíssimo candidato a destronar os EUA como o principal exportador de transgénicos.


Mas há também duas crónicas:

«O Gigante Cordial - O Brasil foi um erro que deu certo.»
por José Eduardo Agualusa

«Quem é Lula?»
por Paulo de Vasconcellos

Publicado por Ana Tropicana às 12:03 PM | Comentários (0)

setembro 02, 2005

Eis, Enfim: a "Cooperação"!

Leio na edição de hoje do Diário de Notícias que, mais de um mês depois das primeiras referências ao alegado envolvimento de empresas portuguesas no "Mensalão", a Polícia Federal brasileira «vai contactar Portugal» e que a Polícia Judiciária declara ter já iniciado «uma "averiguação preliminar"».




PJ entra na pista do 'mensalão' brasileiro
Fonte: DN | Autor: Carlos Rodrigues Lima | Edição: 02 Setembro de 2005


A Polícia Federal (PF) do Brasil deverá contactar "nas próximas semanas" a Polícia Judiciária (PJ) no âmbito da investigação ao caso do "mensalão". A informação foi adiantada, ontem, ao DN pelo gabinete de comunicação da PF, em Brasília. Na sequência do envolvimento de nomes de empresas portuguesas no caso (sobretudo a Portugal Telecom e o Banco Espírito Santo), o DN apurou que a Judiciária já iniciou uma "averiguação preliminar", ou seja, uma recolha de informação que também tem passado por contactos informais com a PF no Brasil.

No contacto telefónico estabelecido com a PF, um dos assessores de imprensa disse ao DN que só ontem é que esta polícia "recebeu autorização do Supremo Tribunal Federal para continuar as investigações que até agora estavam um pouco paradas". Questionado sobre a existência de contactos com a PJ em Portugal, o mesmo assessor disse que até ao momento ainda não foram efectuados, mas "nas próximas semanas deverá acontecer esse contacto".

Já na passada semana, Giselly Siqueira, assessora de imprensa do procurador-geral da República brasileiro, António Silva de Souza, tinha afirmado ao DN que até ao momento não foi feito nenhum contacto oficial com o Ministério Público português, mas admitia esse contacto "no decorrer das investigações".

De acordo com informações recolhidas pelo DN, na Direcção Central de Investigação da Corrup- ção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) já foi iniciada uma "averiguação preliminar", tendo em conta os ecos das comissões parlamentares de Inquérito no Brasil. Por outro lado, apesar de oficialmente ainda não ter existido quaisquer contactos, o DN sabe que tem havido informalmente um troca de informações entre a PF e a PJ. Após esta pré- -investigação, como a lei permite, será proposto ao MP a abertura ou não de um inquérito judicial.

Em causa estão os contactos alegadamente mantidos pelo publicitário Marcos Valério (que está no centro de toda a polémica) com elementos do grupo Portugal Tele-com e do Banco Espírito Santo. A denúncia de tais contactos, envolvendo a transacção entre negócios no Brasil e alegadas contrapartidas para o Partido dos Trabalhadores do Presidente Lula da Silva, foi denunciada pelo deputado Roberto Jefferson numa comissão parlamentar de inquérito conjunta que integra elementos do Congresso e do Senado. Segundo Jefferson, Marcos Valério tinha sugerido que promovesse junto da direcção do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) a transferência de uma conta de aproximadamente 600 milhões de dólares para o Banco Espírito Santo. Porém, após este depoimento, Jefferson viria a declarar que a "operação" portuguesa de Marcos Valério falhou, uma vez que ambas as empresas recusaram negociar com o publicitário.

Tanto a PT como o BES rejeitaram qualquer tipo de negociação com o publicitário brasileiro. Mas, o ex-ministro das Obras Públicas António Mexia acabaria por contribuir para a polémica quando afirmou ao Expresso ter recebido Marcos Valério na qualidade de "consultor" do Presidente Lula. Uma versão que viria, entretanto, a desmentir posteriormente.

Ricardo Espírito Santo, responsável do BES no Brasil, em declarações ao jornal O Globo, chegou a confirmar ter estado reunido com o ex-ministro José Dirceu (outro dos suspeitos no caso) para abordar questões relacionadas com os investimentos do BES no Brasil. No entanto, não ficou claro em que moldes é que a reunião foi convocada.

Publicado por Ana Tropicana às 10:36 PM | Comentários (0)

agosto 31, 2005

Entendimentos


sem titulo de autor desconhecido

Abro o The New York Times com quatro dias de atraso e descubro que os americanos ainda se fascinam com a sobrevivência de uma língua.




«Estranhos os gringos americanos!», diria o guia Tatuí, se lhe lesse esta página, nos três quartos de hora que vão do desembarque do vapor ao igarapé onde amarra a voadeira. Estranhas as coisas que continuam a ter o dom de os espantar, reconheço eu. Minha Língua é minha Pátria! Mas talvez os americanos andem a ler menos os poetas... Talvez seja por isso que tanto os intrigue que, no coração da Amazónia, o Nheengatú - a língua que os portugueses inventaram juntamente com os índios para se entenderem, há mais de cinco seculos atrás - continue a correr fluente: nos bancos de escola, nas rezas dos crentes, nas transacções de mercado, nas receitas prescritas pelos médicos, nos assuntos de cartório, na letra das leis.





Language Born of Colonialism Thrives Again in Amazon
Fonte: New York Times | Autor: LARRY ROHTER | Data: 28 de Agosto de 2005

SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA, Brazil, Aug. 23 - When the Portuguese arrived in Brazil five centuries ago, they encountered a fundamental problem: the indigenous peoples they conquered spoke more than 700 languages. Rising to the challenge, the Jesuit priests accompanying them concocted a mixture of Indian, Portuguese and African words they called "língua geral," or the "general language," and imposed it on their colonial subjects.

Elsewhere in Brazil, língua geral as a living, spoken tongue died off long ago. But in this remote and neglected corner of the Amazon where Brazil, Colombia and Venezuela meet, the language has not only managed to survive, it has made a remarkable comeback in recent years.

"Linguists talk of moribund languages that are going to die, but this is one that is being revitalized by new blood," said José Ribamar Bessa Freire, author of "River of Babel: A Linguistic History of the Amazon" and a native of the region. "Though it was originally brought to the Amazon to make the colonial process viable, tribes that have lost their own mother tongue are now taking refuge in língua geral and making it an element of their identity," he said.

Two years ago, in fact, Nheengatú, as the 30,000 or so speakers of língua geral call their language, reached a milestone. By vote of the local council, São Gabriel da Cachoeira became the only municipality in Brazil to recognize a language other than Portuguese as official, conferring that status on língua geral and two local Indian tongues.

As a result, Nheengatú, which is pronounced neen-gah-TOO and means "good talk," is now a language that is permitted to be taught in local schools, spoken in courts and used in government documents. People who can speak língua geral have seen their value on the job market rise and are now being hired as interpreters, teachers and public health aides.

In its colonial heyday, língua geral was spoken not just throughout the Amazon but as far south as the Paraná River basin, more than 2,000 miles from here. The priests played by Jeremy Irons and Robert de Niro in the movie "The Mission," for example, would have communicated with their Indian parishioners in a version of the language.

But in the mid-18th century, the Portuguese government ordered the Jesuits out of Brazil, and the language began its long decline. It lingered in the Amazon after Brazil achieved independence in 1822, but was weakened by decades of migration of peasants from northeast Brazil to work on rubber and jute plantations and other commercial enterprises.

The survival of Nheengatú here has been aided by the profusion of tongues in the region, which complicates communication among tribes; it is a long-held custom of some tribes to require members to marry outside their own language group. By the count of linguists, 23 languages, belonging to six families, are spoken here in the Upper Rio Negro.

"This is the most plurilingual region in all of the Americas," said Gilvan Muller de Oliveira, director of the Institute for the Investigation and Development of Linguistic Policy, a private, nonprofit group that has an office here. "Not even Oaxaca in Mexico can offer such diversity."

But the persistence and evolution of Nheengatú is marked by contradictions. For one thing, none of the indigenous groups that account for more than 90 percent of the local population belong to the Tupi group that supplied língua geral with most of its original vocabulary and grammar.

"Nheengatú came to us as the language of the conqueror," explained Renato da Silva Matos, a leader of the Federation of Indigenous Organizations of the Rio Negro. "It made the original languages die out" because priests and government officials punished those who spoke any language other than Portuguese or Nheengatú.

But in modern times, the language acquired a very different significance. As the dominion of Portuguese advanced and those who originally imposed the language instead sought its extinction, Nheengatú became "a mechanism of ethnic, cultural and linguistic resistance," said Persida Miki, a professor of education at the Federal University of Amazonas.

Even young speakers of língua geral can recall efforts in their childhood to wipe out the language. Until the late 1980's, Indian parents who wanted an education for their children often sent them away to boarding schools run by the Salesian order of priests and nuns, who were particularly harsh with pupils who showed signs of clinging to their native tongue.

"Our parents were allowed to visit us once a month, and if we didn't speak to them in Portuguese, we'd be punished by being denied lunch or sent to sit in a corner," said Edilson Kadawawari Martins, 36, a Baniwa Indian leader who spent eight years as a boarder. "In the classroom it was the same thing: if you spoke Nheengatú, they would hit your palms with a brazilwood paddle or order you to get on your knees and face the class for 15 minutes."

Celina Menezes da Cruz, a 48-year-old Baré Indian, has similar memories. But for the past two years, she has been teaching Nheengatú to pupils from half a dozen tribes at the Dom Miguel Alagna elementary school here.

"I feel good doing this, especially when I think of what I had to go through when I was the age of my students," she said. "It is important not to let the language of our fathers die."

To help relieve a shortage of qualified língua geral teachers, a training course for 54 instructors began last month. Unicef is providing money to discuss other ways to carry out the law making the language official, and advocates hope to open an Indigenous University here soon, with courses in Nheengatú.

And though língua geral was created by Roman Catholic priests, modern evangelical Protestant denominations have been quick to embrace it as a means to propagate their faith. At a service at an Assembly of God church here on a steamy Sunday night this month, indigenous people from half a dozen tribes sang and prayed and preached in língua geral as their pastor, who spoke only Portuguese, looked on approvingly and called out "Hallelujah!"

But a few here have not been pleased to see the resurgence of língua geral. After a local radio station began broadcasting programs in the language, some officers in the local military garrison, responsible for policing hundreds of miles of permeable frontier, objected on the ground that Brazilian law forbade transmissions in "foreign" languages.

"The military, with their outdated notion of national security, have tended to see língua geral as a threat to national security," Mr. Muller de Oliveira said. "Língua geral may be a language in retreat, but the idea that it somehow menaces the dominance of Portuguese and thus the unity of the nation still persists and has respectability among some segments of the armed forces."



















Fotos: Domingo em São Gabriel da Cachoeira (autor: João Silva)

Publicado por Ana Tropicana às 06:42 PM | Comentários (0)

agosto 25, 2005

Sobressaltos

Quebro a promessa: folheio um jornal. É urgente saber mais sobre a queda do avião na rota Lima-Pucallpa-Iquitos. Nada me sossega no que leio, à excepção de uma chamada lateral de capa que diz que Portugal amanheceu, enfim, sem chamas. Será?




Avião que caiu no Peru segue em chamas e mortos podem chegar a 60
Fonte: Jornal do Brasil | Autor: EFE | Data: 25 de Agosto de 2005

LIMA - Pelo menos 60 pessoas morreram na queda de um avião da companhia estatal peruana Tans nesta terça-feira, na cidade de Pucallpa, que continua em chamas, segundo a Rádio Programas del Perú (RPP).


O vôo 204 da Tans, que percorria a rota Lima-Pucallpa-Iquitos, caiu às 15h12 (17h12 de Brasília) a cerca de seis quilômetros do aeroporto de Pucallpa e após uma tentativa de pouso forçado devido ao mau tempo.


"O avião está totalmente destruído", comentou um repórter do Canal N, que chegou ao local do acidente depois do desastre. Os meios de comunicação locais informaram que o aparelho se partiu em dois.


Os trabalhos de resgate, segundo as testemunhas, enfrentam dificuldades, porque a região na qual caiu a aeronave está cercada de áreas de floresta tropical e o incêndio ameaça se estender pela vegetação.


O repórter do Canal N esclareceu que "há muitos mortos, mas também muitos sobreviventes".


Segundo o ministro dos Transportes e de Comunicações do Peru, José Ortiz, no avião viajavam 93 passageiros e sete tripulantes.


O ministro não disse o número de sobreviventes e vítimas, mas meios locais já falam em pelo menos 60 mortos. Fontes do Ministério informaram que pelo menos 22 pessoas ficaram feridas, quatro delas gravemente.









Portugal faz balanço da destruição na primeira manhã sem fogo
Fonte: Jornal do Brasil | Autor: EFE | Data: 25 de Agosto de 2005

LISBOA - Portugal amanheceu nesta quinta-feira pela primeira vez em várias semanas, sem fogos florestais ativos, e enquanto os bombeiros respiravam, o país começou mais uma vez a fazer exame de consciência e a avaliar o alcance da destruição.


Apesar do que, o Serviço Nacional de Defesa Civil (SNBPC), em seu balanço das 7h42 (3h42 de Brasília), informava que 850 bombeiros, 256 veículos e uma aeronave, seguiam em alerta para prevenir que voltem os últimos incêndios extintos graças a uma redução das temperaturas em todo o país.


Os cálculos das autoridades portuguesas cifram em mais de 180.000 hectares a superfície queimada em 2005, que sem chegar aos 425.726 de 2003, o pior ano em duas décadas, ultrapassa de sobra os 129.539 hectares queimados em 2004.


Os dados que manejam as diversas instituições falam também de 16 mortos - sendo 11 bombeiros-, direta ou indiretamente relacionados com os incêndios, de um número indeterminado de feridos de diversa gravidade.


Pelo menos 77 casas foram totalmente queimadas, 35 parcialmente destruídas, e por volta de outros 50 edifícios não residenciais foram arrasados pelo fogo.


Em 2003, no pior ano da história recente das florestas portuguesas, as asseguradoras tiveram que dar 9,7 milhões de euros em indenizações, por isso os primeiros cálculos dessas companhias acham que a fatura deste ano passará de 3,5 milhões.


As empresas de telecomunicações, a Rede Eléctrica Nacional (REN) e as cadeias de televisão também figuram na relação de danificados pelo fogo, e faltando serem concretizados os danos da Portugal Telecom (PT), a maior empresa portuguesa, que viu destruídos pelas chamas até o momento 630 quilômetros de cabos e 7.000 postes.


Além disso, são contabilizadas sete instalações industriais ou de serviços destruídas totalmente.


Mais ou menos 3.500 dos 4.150 bombeiros voluntários ou profissionais recenseados desde primeiro de julho para as tarefas de extinção, tiveram que atuar simultaneamente nos piores momentos para atalhar o avanço do fogo, sobretudo na metade norte do país, a mais afetada pelas chamas.


Não se esquecendo da fadiga e com a ajuda de 978 veículos e de 49 aeronaves, entre as 38 com que conta Portugal e as enviadas em sua ajuda por outras nações, como a vizinha Espanha, os bombeiros lutaram este ano contra cerca de 5.200 incêndios, do total de 27.000 avisos recebidos.


Essa cifra, superou os 5.020 de 2004, e se aproxima dos 5.309 de 2003.


Na hora dos balanços é preciso se referir, além disso, à detenção este ano de 118 supostos incendiários, por negligência ou com intenções criminosas, para quem as penas médias impostas pelos tribunais não passam de cinco anos de prisão.

Publicado por Ana Tropicana às 12:03 PM | Comentários (0)

agosto 15, 2005

«Avermelhar»

Sei, pela Maura, que no final do Mês de Agosto, o Planeta Guerreiro vai estar tão perto da Terra como em 60.000 anos não voltará a estar. Quem sabe, sob o auspício de Marte, não chegue enfim o tempo das batalhas decisivas?!

Publicado por Ana Tropicana às 09:40 AM | Comentários (0)

agosto 12, 2005

O Grande Conselheiro

O País continua a arder mas agora estamos todos mais tranquilos: pelo menos já sabemos onde pára o chefe do Governo! Ontem, a propósito da reunião sobre fogos que aconteceu (finalmente!) na Assembleia da República, foram feitas revelações de efeito profundamente calmante. É certo que o primeiro-ministro não apareceu, mas ficámos a saber pela boca do ministro de Estado, António Costa - em sua substituição - que «já não está no Quénia» em férias. Segundo António Costa, Sócrates «já está em Portugal» e «telefonou mais de duas vezes» a perguntar «se deveria voltar ou não», mas parece que como continuava a precisar de descanso «eu disse-lhe que não se justificava».
Afinal, até ao momento, são 118 mil hectares ardidos!...

Para estas e outras "revelações", ler AQUI.

Incêndios : Não há calamidadeFonte: Correio da Manhã | Autor: Cristina Rita / Carlos Ferreira | 2005-08-12

Em Portugal arderam 118 mil hectares até ao momento, mas, mesmo assim, o Governo entende que não se “justifica”, para já, decretar estado de calamidade pública.

Quem o disse foi António Costa, ministro do Estado e da Administração Interna e primeiro-ministro em exercício, perante os deputados numa reunião conjunta da Comissão de Assuntos Constitucionais e da Subcomissão de Agricultura.

Mais, Costa confessou que aconselhou o chefe de Executivo, José Sócrates, na altura em férias no Quénia, a não interromper o seu descanso. José sócrates já se encontra em Portugal mas continua de férias.

Perante a insistência do PSD e sobretudo do CDS-PP, o ministro adiantou: “O sr. primeiro-ministro telefonou-me mais de duas vezes a questionar-me se deveria voltar ou não. Eu disse-lhe, por mais de duas vezes que não se justificava interromper as suas férias. Se alguém cometeu um erro. Fui eu”, declarou.

António Costa revelou também que o próprio Presidente da República, Jorge Sampaio, o questionou sobre a necessidade de se deslocar aos locais mais afectados ou fazer uma intervenção sobre o problema. Costa insistiu que não e, acrescentou, que Belém enviou um adjunto de Sampaio aos locais mais problemáticos. Recorde-se, que em 2003, o Presidente ‘guardou o fato oficial’ e de forma quase incógnita viajou pelas zonas mais afectadas pelos incêndios.

Para tentar afastar mais críticas da oposição sobre a ausência de Sócrates, Costa revelou que é “alérgico” às atitudes dos políticos que “correm para as câmaras de televisão a chorar e a rasgar as vestes”.

Gestão política esgrimida, o ministro anunciou que a partir do próximo Verão, os helicópteros Puma vão ser desafectados das Forças Armadas e colocados ao serviço do combate a incêndios, enaltecendo a cooperação do Ministério da Defesa.

Sempre ’bombardeado’ sobre os meios aéreos disponíveis, Costa acabou por adiantar que no Orçamento de 2006, o Executivo já vai contemplar a aquisição destes meios. Só não sabe quantos ou de que tipo. Uma coisa é certa, o Estado não terá a actual frota de 49 meios aéreos, utilizados em sistema de aluguer (permanente ou não). Aqui, fez mais confissão. Estes processos negociais de aluguer são um autêntico “inferno”.

O Governo ainda explicou que, até agora, o Estado tem “25 milhões de euros de despesa já contratada” no uso dos referidos meios aéreos de apoio aos incêndios. Este valor pode aumentar, avisou Costa, até porque a época de incêndios pode prolongar-se até 15 de Outubro. E respondeu ao CDS, assegurando que poupou três milhões euros num contrato de dois helicópteros pesados, quatro médios e dois ligeiros, contra os seis pesados que o anterior Executivo pretendia. E acenou com o investimento de 1,5 milhões de euros na compra de novos veículos de transporte de água. No plano social, de apoio às famílias afectadas, o ministro garantiu que a Segurança Social já se está a inteirar dos problemas. Só faltou explicar se já há dados concretos dos danos.

Já o ministro da Agricultura, Jaime Silva, que teve menor destaque neste processo, acabou por garantir que o Ministério já accionou uma medida para recuperar o potencial produtivo. “Essa medida dá subsídios até 75 por cento, está aplicada e eu aguardo apenas as informações detalhadas das direcções regionais sobre a avaliação no terreno das percas”, garantiu Jaime Silva, sempre coordenado por António Costa.

Houve ainda um momento em que o BE sugeriu um pacto entre televisões para não mostrar o combate aos incêndios, como se faz na Galiza e nos Estados Unidos. Costa classificou a sugestão de errada, ao partir de um “agente político”, mas aconselhou as televisões a reflectirem sobre o assunto.

VILA POUCA "INDIGNADA" COM GOVERNO

O presidente da câmara municipal de Vila Pouca de Aguiar reagiu ontem com “indignação” ao facto do Governo não ter declarado o estado de calamidade pública em consequência dos prejuízos causados pelos fogos florestais.

Domingos Dias reagiu com “indignação, revolta e repulsa, por se tratar tão mal a pessoa humana e dar tão pouca atenção às vítimas desta tragédia”.

“A câmara municipal tem feito um esforço terrível, porque não temos tido o apoio do governo central”, afirma Domingos Dias, adiantando que o município “é que tem respondido aos casos humanos, reunido com as populações para saber quais as suas necessidades e distribuído roupa e alimentação”, com a ajuda da Cruz Vermelha. “A Segurança Social só está a fazer o levantamento das pessoas que efectivamente ficaram sem casa”, concluiu o autarca.

O presidente da Câmara de Pombal, outro dos concelhos mais atingidos pelos incêndios da semana passada, não dá relevância à não declaração do estado de calamidade. Para Narciso Mota, “o mais importante é que o Governo, através dos vários ministérios, preste o devido apoio” às vítimas dos fogos.

“Estou na expectativa e, de alguma forma, tranquilo, porque na sequência de uma reunião com o Governo Civil de Leiria percebi que havia sintonia quanto ao que é preciso fazer”, declarou Narciso Mota, embora reconhecendo que a população pode ter ficado “indignada e revoltada” pela não declaração do estado de calamidade pública.

“Mas, é preciso é que haja sentido de Estado e solidariedade para repor tudo o que foi destruído”, concluiu o autarca.

REACÇÕES

TERRITÓRIO DESORDENADO (PS)

O deputado socialista, Braga da Cruz, alertou ontem para o problema “do desordenamento do território” como um dos factores que maiores dramas causa nos incêndios.

"ABSOLUTA PASSIVIDADE" (PSD)

O deputado do PSD Montalvão Machado acusou o Governo de “absoluta passividade” e considerando que isso demonstra uma enorme insensibilidade social.

"RESPOSTA URGENTES" (PCP)

O deputado Agostinho Lopes culpou os governos PS e PSD pela falta de acções concretas contra os incêndios e exigiu “respostas urgentes para as populações”.

"FAZ-ME CONFUSÃO" (CDS-PP)

Nuno Melo insistiu na gravidade da ausência de José Sócrates: “Faz-me confusão”, afirmou. E lembrou que, em 2003, Sócrates definiu os incêndios como “uma pouca vergonha”.

ACORDO ENTRE TELEVISÕES (BE)

O deputado do BE, Francisco Louçã, sugeriu um acordo entre televisões como se faz “na Galiza ou nos EUA” para não se mostrarem imagens dos incêndios, salvaguardando a liberdade de Imprensa.

Publicado por Ana Tropicana às 11:59 AM | Comentários (0)

agosto 09, 2005

No Mercy

Dois dias depois, acontece Nagasaki. Como se um erro nunca pudesse vir só.

Publicado por Ana Tropicana às 01:06 PM

Tristezas

Leio AQUI: «António Teixeira foi traído pelas pernas. A morte foi mais rápida quando, anteontem à noite, o fogo o apanhou longe de casa, longe da pequena aldeia de Monteiros, em Vila Pouca de Aguiar, Vila Real.» e depois continuo a ler, mas infelizmnte o resto da história conta-se em poucas linhas: «Maioria dos incendiários detidos sai em liberdade»

Fogo mata em Vila Real
Fonte: Correio da Manhã | Autor: Luis C. Ribeiro (Vila Real)/Luis Oliveira (Viseu)| 2005-08-09 | 00:00:00

O corpo só foi descoberto ontem de manhã, quando a luz do dia mostrou a destruição causada pelo fogo: dez mil hectares de floresta ardida e 21 casas destruídas. 16 pessoas ficaram sem tecto e, durante horas, duas estiveram desaparecidas. António Teixeira tinha 75 anos. Morreu intoxicado.

“As pernas já não o ajudavam. Ele até já tinha uma operação marcada, por causa dos problemas. Não conseguia andar depressa e quando quis regressar já era demasiado tarde”, contou ao CM uma familiar, em estado de choque. Pela morte de António e pela destruição que se abateu sobre a aldeia de Monteiros, freguesia de Bragado. Numa noite, o fogo reduziu a cinzas dez das 21 casas.

Mas durante a manhã temeu-se que a tragédia em Vila Pouca de Aguiar fosse ainda pior. “Em aldeias com poucos habitantes é fácil saber quem falta”, dizia um popular. Octávio Teixeira faltava em Carrazedo da Cabugueira e Irene Costa Pinto não ‘respondera’ em Parada de Monteiros. Mas ambos deram sinais de vida, “de perfeita saúde”, logo que souberam que os procuravam.

O incêndios responsável pela morte de António Teixeira, pela destruição de metade das casas de Monteiros e pelo pânico no concelho, começou domingo em Pielas. Fora de controlo, as chamas avançaram sobre a freguesia de Parada de Monteiros, desalojando duas pessoas. Some-se mais duas em Capeludas e duas outras em Carrazedo da Cabugueira e Soutelo de Matos. Em Monteiros, a aldeia de António Teixeira, dez ficaram sem casa.

Destes 16 desalojados, muitos passaram a noite na escola preparatória e esperam agora uma solução. Já que as suas casas desapareceram. Domingos Dias, presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, pediu a declaração de calamidade pública para as quatro freguesias do seu concelho atingidas pelo fogo. “As populações, na sua maioria idosos, ficaram com a vida reduzida a cinzas. É justo que o Estado as ajude”, afirmou o autarca, revelando que a câmara municipal abriu uma conta bancária para apoiar as vítimas.

Ontem, um mar de cinza esperava os quase 200 bombeiros empenhados em acções de vigilância e combate a reacendimentos, com o apoio de 11 aeronaves. Ao final do dia, com o tempo a ficar mais fresco, o fogo tinha desaparecido. Mas uma certeza ficou. Na autarquia e junto dos bombeiros. “Os fogos tiveram mão criminosa. Começar em quatro locais em simultâneo é muita coincidência”, diz Domingos Dias. O coordenador distrital dos bombeiros, Almor Salvador, acha o mesmo.

CHAMAS CAUSAM PÂNICO EM CASTELO MOVO

O violento incêndio que deflagrou na tarde de domingo em Pereiros, Castelo Branco, propagou-se à Serra da Gardunha e na madrugada de ontem cercou a aldeia histórica de Castelo Novo, no Fundão, tendo destruído quatro casas que estavam desabitadas. As chamas provocaram muito pânico junto dos habitantes, na maioria idosos, queimaram culturas agrícolas e mataram animais.

“A serra parecia que tinha gasolina tal foi a velocidade com que o fogo chegou até às nossas casas”, descreveu Conceição Adolfo, de 45 anos, que durante a noite viveu momentos de terror: “Os bombeiros salvaram-me. Estava sozinha em casa com uma filha de 12 anos e fiquei cercada pelas chamas. Pensei que ia perder tudo”, acrescentou a mulher.

Rosa Alves Pereira, de 75 anos, já estava na cama quando, às duas da manhã lhe bateram à porta gritando: “Fuja dona Rosa que o fogo vem aí”. A septuagenária não queria acreditar no que via: “Estava tudo a arder. Tiraram-me de casa à força e depois fui para o hospital porque sofro do coração e entrei em pânico. Ardeu tudo, menos a minha casinha, graças a Deus”, disse a idosa enquanto que com baldes apagava o barracão onde tinha lenha.

O fogo galgou com rapidez pela Serra da Gardunha e chegou às portas da cidade do Fundão. Rui Esteves, coordenador do Serviço Nacional de Bombeiros de Castelo Branco, referiu que o incêndio “foi de difícil combate devido à inexistência de acessos” e porque junto das habitações “havia muitos arbustos e mato”. O fogo ficou circunscrito às 13h00 e depois seguiram-se as operações de rescaldo no qual participaram 218 bombeiros com 68 viaturas.

DESASTRE NATURAL NA SERRA DA ESTRELA

O ‘coração’ do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) foi ontem seriamente destruído pelo fogo. As chamas que deflagraram na noite de domingo já consumiram dois mil hectares de uma área composta por um tipo de flora rica e rara. Os bombeiros tiveram grande dificuldade para chegar às várias frentes do fogo, que assim ‘passeou’ à vontade numa zona perto da nascente do Rio Zêzere.

“Trata-se de um desastre natural, ambiental e social sem precedentes”, afirmou ao CM Fernando Matos, director do PNSE, que está muito preocupado com as consequências deste incêndio: “Não sei se as linhas de água vão ser afectadas. Se forem, é uma situação muito grave, porque a água é uma das nossas importantes riquezas”, acrescentou Fernando Matos, lembrando que é naquela zona que se faz a captação da água da Serra da Estrela.

O fogo grassou durante o dia nas encostas do vale glaciar em zonas inacessíveis aos bombeiros. Os meios aéreos também tiveram grandes dificuldades operaracionais devido ao intenso vento e à nuvem de fumo que se formou. “A situação está muito complicada, porque temos muitas dificuldades em chegar ao fogo. Só mesmo o São Pedro nos pode ajudar”, afirmou Joaquim Saraiva, comandante dos Bombeiros Voluntários de Manteigas. Ao início da noite, o fogo ainda não estava controlado e mobilizava perto de uma centena de bombeiros.

OUTROS CASOS

“PLANO CRIMINOSO”

O presidente da Câmara de Penalva do Castelo, município que foi fustigado por diversos incêndios nos últimos cinco dias, diz que as chamas tiveram “origem criminosa”. “Parece que foi preparado um plano criminoso para destruir parte do concelho”, disse Leonidio Monteiro, acrescentando: “Surgiram, quase sempre de noite, vários focos de fogo em diversos sítios. Estava tudo programado”.

FERIDA EM LAMEGO

Uma mulher de 65 anos sofreu queimaduras em 60 por cento do corpo quando, no domingo à tarde, tentava salvar do fogo um pequeno terreno agrícola, no Lugar de Magueija, Meijinhos, concelho de Lamego. Maria da Anunciação Moura, que foi transportada para a Unidade de Queimados dos Hospitais da Universidade de Coimbra, tinha a seu cargo um filho paraplégico de 35 anos.




Maioria dos incendiários detidos sai em liberdade
Fonte: Correio da Manhã | Autor: Ricardo Marques | 2005-08-09


A história conta-se em poucas linhas. Um homem de 23 anos foi detido pela PJ, na semana passada, por existirem fortes indícios de ser o autor de alguns incêndios florestais ocorridos este ano.

No currículo tinha já uma detenção em 2002, pelo mesmo crime, e a condenação a uma multa, que reverteria a favor dos bombeiros. Que nunca pagou. E na sexta-feira, depois de ouvido em tribunal, saiu em liberdade, sujeito a termo de identidade e residência. Mais um para a estatística.

Este ano, de acordo com dados oficiais, a PJ deteve 71 pessoas suspeitas do crime de fogo posto. No entanto, destas, apenas a 16 foi aplicada a mais grave das medida de coacção: a prisão preventiva. As restantes 55 saíram em liberdade: apenas com termo de identidade e residência ou sujeitas a apresentações periódicas junto da polícia.

Anteontem, na RTP, o ministro da Administração Interna, António Costa, defendeu que os magistrados devem “afinar” o critério de aplicação de medidas de coacção a suspeitos de fogo posto, sublinhando que a moldura penal para este tipo de crime “é razoável”.

Uma fonte da PJ sublinhou ao CM que é necessário “reflectir” sobre as medidas a aplicar aos suspeitos de fogo posto. “Estamos a falar de medidas de segurança, de modo a evitar que estas pessoas cometam este tipo de crime”, referiu, lembrando o caso de um homem com antecedentes criminais, inimputável, durante a época de fogos, recolhe a uma instituição psiquiátrica.

Publicado por Ana Tropicana às 11:33 AM

Cooperativa

Leio AQUI que afinal a Alternativa «está em marcha». Ainda bem.

Cooperativa dos trabalhadores de O Comércio do Porto e A Capital «está em marcha»
Fonte: Meios & Publicidade | 9-8-2005


A solução cooperativa proposta pelo Sindicato dos Jornalistas (SJ) aos trabalhadores dos jornais O Comércio do Porto e A Capital «já está a ser implementada no terreno». A garantia foi dada ao M&P pelo presidente do SJ, Alfredo Maia, que revelou estar marcada para hoje uma reunião com a Prensa Ibérica para iniciar as negociações tendo em vista a aquisição dos dois diários, escusando-se no entanto a revelar os valores envolvidos na negociação. No entanto, independentemente do desfecho da reunião, a solução cooperativa «está em marcha», sendo que a mesma já pediu o registo de pessoa colectiva na passada 5ª feira e está a preparar os respectivos actos constitutivos, assegurou Alfredo Maia. Alternativa, Produção Jornalística CRL é o nome da cooperativa, que pode ser a solução para os trabalhadores dos dois títulos. «O objectivo da criação da cooperativa é o de assegurar a viabilidade dos dois jornais, mas também de salvaguardar os postos de trabalho. Se falhar o objectivo de aquisição dos dois títulos, esta cooperativa permite aos trabalhadores terem uma alternativa em termos de trabalho, já que têm capacidade de lançar um projecto editorial alternativo», destacou o presidente do SJ.

Publicado por Ana Tropicana às 11:26 AM

agosto 08, 2005

Amazon Am-1


amazon am-1 de WS

Esta noite vou voar por aldeias indígenas, planar à beira de rios e igarapés, no meio da Floresta Amazônica. Esta noite vou pilotar o meu avião virtual e vingar-me de toda esta saudade que o passar dos dias agiganta.

A Worldsceneries disponibiliza uma nova versão para quem já possui o Amazonia AM-1. Basta escrever a solicitar o URL e fazer o download do up-grade.









A Worldsceneries (WS), no mercado brasileiro desde 2000, é uma divisão da Marcnamara Network especializada em sistemas de simulação de vôo que possui um quadro de funcionários e executivos altamente qualificados. A empresa alia TI com experiência de profissionais com muitos anos de actuação nos segmentos de informática, computadores, design gráfico, desenho, geoprocessamento de imagens de satélite, publicidade, jornalismo e comunicação, gerando assim, excelentes resultados.

Mas a história da WS inicia-se antes mesmo da formalização da empresa. Por volta de 1999, três amigos juntaram-se para colocar em prática a idéia de produzir cenários adicionais para o Flight Simulator e fundaram um grupo chamado Real Flight Brazilian Sceneries. Dessa forma foram desenvolvidos 3 cenários para o Flight Simulator 98 e disponibilizados gratuitamente para os usuários da Internet. O sucesso foi tanto que houve muita repercussão, quer no Brasil, quer no estrangeiro. O sucesso encorajou-os a iniciar o primeiro trabalho comercial. Nada melhor do que começar com um cenário que já tivesse um bom apelo de marketing. Foi assim que os três decidiram produzir o cenário do Rio de Janeiro, denominado «Wonderful Rio». Seguiu-se o cenário de Fernando de Noronha e depois o projecto de reconstituição da vasta região da Amazónia, que designaram por AM-1.

Segundo a WS, AM-1 era ainda a primeira de quatro partes do grande cenário amazónico, com aproximadamente 875 mil quilómetros quadrados de abrangência. Quando o projeto estiver totalmente finalizado (AM-1 até AM-4), terá nada menos do que 3,5 milhões de km2.

Para se ter uma ideia, o AM-1 funciona a partir do Flight Simulator 2004, que originalmente incluia 33 pistas referentes à área AM-1. Ora, nesta mesma área, após a instalação da nova versão, serão incluídas mais 60 pistas, 28 das quais 28 não homologadas e que não constam em nenhuma documentação. Ainda assim, não se tratam de pistas clandestinas; a maioria delas serve às localidades isoladas, tais como aldeias indígenas, postos avançados e outras comunidades.

No pacote AM-1 foram detalhadas pistas de uma área compreendida entre Manaus e o alto Amazonas (Tabatinga), o alto Rio Negro (São Gabriel da Cachoeira e Pico da Neblina) e todo o estado de Roraima. Além disso, segundo a WS, foram programadas as principais estações do Sivam - Sistema de Vigilância da Amazônia. "Voar neste cenário é um verdadeiro desafio para o piloto que precisa ter bons conhecimentos de navegação por instrumentos", pode ler-se em jeito de conclusão no material de divulgação que a empresa disponibiliza.


Características da AMAZONIA-MESH TERRAIN:

- Aeroportos (60 inclusos e mais de 10 detalhados): Manaus (3), Boa Vista, São Gabriel, Tabatinga, Tefé, Auaris, Surucucu, Marari, Pali-miu, Itapara Sport Fishing, entre outros

- Autogen e reprogramação da classificação de terreno da cidade de Manaus, Boa Vista, Tabatinga, Tefé e São Gabriel da Cachoeira.

- Tráfego Aéreo Inteligente Programado.

- Aeronave BUFFALO DHC-5 FAB.

- Aeronave ERJ-145 R99-A SIVAM / FAB.







As minhas primeiras impressões como piloto virtual:

A primeira coisa que chama a atenção no cenário da Amazônia é a quantidade de detalhes acrescentados. São aldeias e vilarejos, com as suas construções típicas, barcos e vegetação característica da região à beira dos rios. Nas cidades maiores, como Manaus e Boa Vista, é genial a forma como a representação permite o aumento considerável da volumetria para criar uma ilusão da quantidade de prédios e a inclusão de pontos visuais importantes.

Voei por diversos aeroportos da região, tais como Manaus (Internacional), São Gabriel da Cachoeira (Querari), Santo Antônio do Iça (Santa Luzia), Caracarai (Ecotur Univini Park), Boa Vista (Internacional), Rorainópolis (Catrimani e Itapara Sport Fishing), Autazes (Fazenda Planura). Em alguns deles, os menores, apenas a pista de pouso está representada. Em outros, a equipe da WS incluiu alguns aspectos das redondezas, como cabanas, igrejas, aldeias indígenas ou complexos hoteleiros. O cenário inclui mesmo alguns resorts localizados no meio da floresta, com toda sua estrutura: áreas de desporto, chalés, piscinas e até heliportos. O exemplo mais flagrante da minúcia é a representação do sobrevôo do Ariaú Amazon Tower, umj complexo de 288 unidades (entre chalés, apartamentos e suítes), localizado próximo de Manaus. Pena que o cenário, neste caso, não permita perceber que as suas instalações são "banhadas" pelo Rio Negro.
Mas depois existem detalhes geniais, como no caso das pistas que ficam situadas à beira de algum rio, e onde podem ser vistos barcos à espera de passageiros ou as palafitas típicas da região. Chamou-me a atenção as texturas dos materiais usados na construção das casas. O cenário é tão magicamente real que em alguns momentos chegamos a ver pessoas nas janelas, e até mesmo um sujeito sentado na porta de um boteco, tomando uma "branquinha".
Para quem prefere outro tipo de pormenores, aviso que também se encontram representadas estruturas maiores do exército ou da aeronáutica, com as suas caixas d'água, radares e hangares. Na verdade, a zona dos aeroportos está muito bem detalhada, com destaque para os maiores, como Manaus e Boa Vista: cercas, hangares das empresas aéreas, hangares militares, tanques de combustível, estradas, prédios, torres, radares, fingers, enfim, todas as construções lá estão.




Publicado por Ana Tropicana às 11:50 PM

Anormalidades

A propósito dos lixos tóxicos, leio no site Consumers Union Org um número assustador:

«In the U.S., more than 100 million cell phones are taken out of service each year. Most of these discarded phones end up in landfills, leaking toxic metals and chemicals into the ground

Pode protestar-se AQUI.

Publicado por Ana Tropicana às 05:52 PM

agosto 06, 2005

Boa Fé


caparica: pontão de ana tropicana

... Amanhecer na Zambujeira do Mar e querer crer que é verdade o que me dizem: que tudo amanhece tão limpo como aqui.








Fotos: Costa da Caparica [autor: Ana Tropicana]



Caparica: Interdição de banhos levantada, micro algas tóxicas desapareceram
Fonte: LUSA | 06-08-2005 9:42:00


A Polícia Marítima levantou hoje de manhã a interdição de banhos nas praias da Costa da Caparica após o desaparecimento das micro algas tóxicas que sexta-feira levaram à proibição, informou aquela polícia.

De acordo com o porta-voz da Polícia Marítima, foi levantada a interdição de banhos entre as praias de S. João e da Rainha depois de os concessionários terem verificado que já "não há qualquer vestígio de micro algas".

Segundo o comandante Coelho Cândido, as micro algas acastanhadas terão sido afastadas pela corrente até alto mar ou começado a diluir-se dado que a sua cor indica que já estavam em processo de decomposição.

A decisão de interdição de banhos nas praias da Costa da Caparica foi tomada sexta-feira ao início da tarde depois do aparecimento de uma mancha na água, que análises laboratoriais realizadas pelo Instituto Português de Investigação Marítima (IPIMAR) provaram corresponder a micro algas com alguma toxicidade.

De acordo com informação recolhida sexta-feira, a mancha de micro algas atingiu uma extensão de quase 20 quilómetros.





Caparica: Desaconselhada ingestão bivalves da zona por risco intoxicação - DGS
Fonte: LUSA | 06-08-2005 11:26:00


A ingestão de bivalves recolhidos na zona da Costa da Caparica é desaconselhada pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), que alerta que podem conter a toxina libertada pelas algas que sexta-feira atingiram 20 quilómetros de mar.

Em declarações à agência Lusa, o sub-director geral da Saúde, José Robalo, explicou que a toxina libertada pelas algas que sexta-feira atingiram as praias da Costa da Caparica pode entrar na cadeia alimentar através dos bivalves.

Por esta razão, as autoridades estão a contactar os distribuidores de bivalves da zona para não colocarem estes moluscos no mercado.

A população também está a ser avisada para não recolher os bivalves e, principalmente, não os consumir, pois podem ingerir a toxina que a alga liberta.

A alga em questão tem a designação científica de "Lingolodinium Polyedrum" e a sua cor acastanhada que sexta- feira coloriu as águas de praias da Costa da Caparica revela que se encontrava em "estado avançado do ciclo biológico", adiantou José Robalo.

O sub-director-geral da Saúde referiu que, em contacto com a pele, a alga pode causar alergias, razão porque a interdição dos banhos foi correcta.

Os banhos entre as praias de São João e da Rainha, na Costa da Caparica, estiveram interditos desde a tarde de sexta-feira, uma proibição que a Polícia Marítima levantou hoje de manhã.





Caparica:Micro algas tóxicas devem aparecer à tarde, banhos podem ser interditos
Fonte:LUSA | 06-08-2005 13:12:00

As micro algas tóxicas, que sexta- feira apareceram em algumas praias da Costa de Caparica, poderão surgir novamente hoje à tarde, alertou a Polícia Marítima, adiantando que nesse caso voltará a interditar os banhos.

"Por acção das marés, tudo indica que durante a tarde de hoje a mancha na água volte às praias da Costa de Caparica", disse à agência Lusa o porta-voz da Polícia Marítima (PM), comandante Coelho Cândido, adiantando que "quando as micro algas tóxicas estiverem junto à zona de banhos as praias serão interditas".

O comandante Coelho Cândido referiu ainda que a Polícia Marítima está a acompanhar a situação e quando for necessário será colocada a bandeira vermelha.

Os banhos entre as praias de São João e da Rainha, na Costa de Caparica, estiveram interditos devido ao aparecimento da mancha de micro algas tóxicas desde a tarde de sexta-feira, uma proibição que a Polícia Marítima levantou hoje de manhã.

O chefe do posto da PM da Costa da Caparica, Martinho Carolino, disse à Agência Lusa que durante a manhã de hoje houve muita gente na praia, apesar de em número inferior ao do fim-de-semana passado.

Publicado por Ana Tropicana às 01:27 PM

agosto 05, 2005

«Águas Negras»


fim de tarde na caparica de ana tropicana

Há pouco respondi: «na Costa da Caparica, não. É preciso buscar outras águas!». E perguntaram-me porquê. E eu fiz esta estranha associação com o último filme que Walter Salles acaba de estrear no Brasil. Só não sei o que me arrepiou mais: se as imagens da ficção, se a realidade tal qual se ouve AQUI e lê ALI e ACOLI.





Foto: oficial para divulgação (autor desconhecido)



Eis a ficcção:



ÁGUAS NEGRAS
(DARK WATER, EUA, 2005)

Suspense - 14 anos - 105 min

Lançamento previsto para 12/08/2005

Realização: Walter Salles
Com: Jennifer Connelly

Dahlia Williams (Jennifer Connelly) separou-se recentemente e está a tentar começar uma vida nova, mudando-se para um novo apartamento e começando a trabalhar num novo emprego. Dahlia está decidida a pôr um ponto final na relação com o antigo marido para poder e dedicar-se à filha, Ceci (Ariel Gade), mas a separação litigiosa transforma-se numa complicada batalha pela custódia da criança. Para piorar a situação, o apartamento para o qual elas se mudaram possui barulhos misteriosos, vazamentos constantes de uma água negra e alguns factos estranhos, que dão margem à imaginação de Dahlia. Acreditando que é vítima de um assustador jogo mental, ela tenta juntar as peças do enigma e descobrir o que verdadeiramente está a acontecer.

Ficha Técnica:
Argumento: Rafael Yglesias, baseado no livro de Kôji Suzuki e no argumento de autoria de Hideo Nakata e Takashige Ichise
Produção: Doug Davison, Roy Lee e Bill Mechanic
Música: Angelo Badalamenti
Fotografia: Affonso Beato
Desenho de Produção: Thérèse DePrez
Direcção de Arte: Nicholas Lundy e Andrew M. Stearn
Guarda-roupa: Michael Wilkinson
Edição: Daniel Rezende
Efeitos Especiais: Digital Domain / Flash Film Works / The Effects Group Inc.


Site Oficial: darkwater.movies.go.com



Eis a realidade:





Foto: Invasão de microalgas tóxicas na Caparica - 05/08/2005 [autor: Ana Tropicana]



Foto: Fim de tarde na Caparica - 02/06/2005 [autor: Ana Tropicana]



Foto: A Costa da Caparica dos Anos 50 [autor: Gérard Castello Lopes]




Caparica: Mancha na água das praias deverá ter origem em micro algas
Fonte LUSA | 05-08-2005 18:02:00

O chefe do posto da Polícia Marítima da Costa da Caparica e o presidente da Junta de Freguesia suspeitam que a mancha que obrigou à interdição dos banhos em várias praias da zona poderá ser provocada por micro algas.

O responsável da Polícia Martinho Carolino defende que a mancha que já atingiu cerca de 20 quilómetros pode ter origem num imenso conjunto de micro algas, estando praticamente afastada a hipótese de poluição por hidrocarbonetos (derivados do petróleo).

"Não parece que esteja relacionada com qualquer poluição por hidrocarbonetos", disse o chefe do posto da Polícia Marítima à agência Lusa.

O polícia explicou ainda que as marés estão desde as 17:30 em praia-mar e que só ao final do dia se pode ver como a situação evolui, mas não afasta a hipótese da mancha se propagar para sul até ao limite da praia da Fonte da Telha.

Martinho Carolino admitiu também que essas partículas em suspensão que dão um tom acastanhado à água possam diluir-se ou ser arrastadas pela maré.

Também o presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica, António Neves, foi informado que a mancha poderá ter sido provocada por algas.

"Fui informado pela Polícia Marítima que a mancha que se vê na água de várias praias da Costa da Caparica poderá ser provocada por micro algas em suspensão", explicou.

António Neves salientou que "não há suspeitas de a mancha seja provocada por hidrocarbonetos nem de esgotos, uma vez que não apareceram espumas nem cheiros anormais", podendo a mancha dissipar- se com a mudança das marés.

As praias, numa extensão de cerca de 20 quilómetros, estão a ser vigiadas por nadadores-salvadores, viaturas de fiscalização da Polícia Marítima e por uma lancha.

A mancha tem um aspecto acastanhado, dirige-se para sul, a caminho da praia da Fonte da Telha e já atingiu o areal. Porém, não se vê qualquer objecto estranho a boiar e no ar sente-se um cheiro forte a maresia.

António Neves disse ainda que já está previsto um plano de acção, articulado com a Protecção Civil, caso seja necessário limpar resíduos deixados no areal das praias.

A mancha, cuja origem e composição ainda não está oficialmente confirmada, levou a que a Polícia marítima proibisse os banhos em várias praias, e içasse a bandeira vermelha, mas muita gente não se mostrou preocupada e continuou a tomar banho.

Os irmãos Cátia e Jordan Brandão, de 13 e 11 anos, respectivamente, estiveram esta tarde a tomar banho na Tarquínio, situada junto ao posto da Polícia Marítima e disseram à agência Lusa não ter notado nada de anormal na água.





Caparica: Análises confirmam micro algas com toxicidade, banhos interditos
Fonte LUSA | 05-08-2005 19:05:00


Análises laboratoriais confirmaram que a mancha acastanhada que hoje atingiu praias da Costa da Caparica é provocada por micro algas com alguma toxicidade, pelo que as autoridades decidiram interditar os banhos entre S. João e a Rainha.

O comandante Coelho Cândido, porta-voz da Polícia Marítima, adiantou que a amostra de água recolhida na Costa da Caparica foi analisada pelo Instituto Português de Investigação Marinha (IPIMAR), que concluiu que a mancha é provocada pela suspensão de "micro algas com alguma toxicidade".

Face a esta informação, a autoridade marítima decidiu interditar os banhos nas praias entre São João e a Rainha enquanto a mancha persistir.

Coelho Cândido referiu que, "pela experiência acumulada relativamente aos aparecimento deste tipo de manchas de algas, as praias poderão ficar interditadas entre dois a quatro dias, dependendo da situação do mar e do vento".

Contudo, o responsável da PM considera que não pode ser feita uma estimativa exacta sobre o tempo que a mancha se vai manter na zona, podendo desaparecer antes do previsto.

Coelho Cândido disse que estas situações "normalmente desaparecem sem causar grandes transtornos", pelo que afasta uma possível contaminação das areias, tanto mais que a mancha praticamente não as atingiu.

Admitiu também que essas partículas em suspensão que dão um tom acastanhado à água possam diluir-se ou ser arrastadas pelas marés.

A mancha, que atingiu uma extensão de quase 20 quilómetros, dirige-se para sul, a caminho da praia da Fonte da Telha. Porém, não se vê qualquer objecto estranho a boiar e no ar notam-se um cheiro forte a maresia mais intenso que o habitual.

Publicado por Ana Tropicana às 07:20 PM

«Onde há Fumo, há Fogo»


sem título de autor desconhecido

Salva-me um instintivo golpe de volante ao destino errado que estive prestes a dar ao rumo, quando achava que enfim me dirigia a casa. Retomo a direcção correcta. Respiro de alívio, mas a custo... Deve ser o ar pesado que vem dos incêndios que deflagraram em cerco a Lisboa, aproveitando a calada da noite, enquanto eu estava entretida com a noite bela, rente ao mar... Deve ser do fogo traiçoeiro que entretanto se pôs a consumir as tapadas de Mafra e as encostas de Sintra, e que aos poucos vem galgando perigosamente o perímetro da cidade, empurrando esta cortina de irrespiráveis névoas para a costa, na direcção onde estou... Deve ter sido isso: a vista vagamente inflamada... os pulmões repentinamente contraídos pelo ar viciado... esta ligeira falta de ar a impedir-me de oxigenar o cérebro convenientemente... Mas já passou. «Home, sweet home!». Coitados dos bombeiros que vivem sem tréguas, longe do abraço regenerador da cama!...




Assim que acordo procuro notícias frescas que expliquem porque razão toda a fumaça da madrugada não se dissipou ainda. Lisboa está envolta num manto negro de nuvens e o cheiro a queimado é demasiado forte para poder ser mero delírio ou sugestão. O sol desapareceu inexplicavelmente do horizonte, apesar dos optimistas prognósticos de céu limpo e desanuviado que o Verão e Agosto têm andado a prometer. Abro as primeiras edições on line dos jornais. Ligo a televisão. Infelizmente, os meus receios tinham fundamento. É de facto uma triste verdade, esta que faz o povo dizer do fundo da sua sabedoria de "experiência feita" que «onde há fumo, há fogo» ... Não adianta. Por mais que se queira evitar ainda não se conhece o segredo para fazer fogo sem fumo.



Vejamos, este foi o último ponto de situação feito, ontem, pelas autoridades :





Incêndios: 24 fogos sem controlo, Leiria continua distrito mais afectado

Fonte: Lusa | 04-08-2005 23:40


Vinte e quatro incêndios ardiam sem controlo em sete distritos às 23:40 de quinta-feira, com 3.286 bombeiros e 939 veículos envolvidos no combate e rescaldo das chamas, informou o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.

O distrito de Leiria continuava a ser o mais afectado, com cinco fogos activos a mobilizarem 426 bombeiros e 122 veículos. A pior situação registava-se em Valongo, no concelho de Leiria, com 151 bombeiros e 46 viaturas envolvidas.

Os fogos naquela região levaram ao corte da A1 entre Condeixa e Leiria, desde as 21:00 de quinta-feira, e a Câmara de Leiria preparou vários pavilhões com a ajuda do Exército para receber desalojados.

No distrito de Aveiro 389 bombeiros e 110 viaturas ocupavam-se de cinco, o pior dos quais em Janarde, concelho de Arouca.

Outros cinco incêndios lavravam no distrito de Viseu, o pior dos quais em Antas, Penalva do Castelo, combatido por 112 bombeiros e 28 veículos.

Os restantes fogos nos concelhos de São Pedro do Sul, Castro D+Aire, Tondela e Mangualde davam trabalho a 359 bombeiros e 91 viaturas.

No distrito de Coimbra, um fogo em Espinho, concelho de Miranda do Corvo, mobilizava 110 bombeiros e 27 viaturas, enquanto outros incêndios nos concelhos de Cantanhede e Mira ocupavam mais 106 bombeiros e 29 veículos.

O incêndio em Lugar de São João, concelho de Amarante, era a situação mais complicada no distrito do Porto, com 75 bombeiros e 19 viaturas, mas dois outros fogos em Pinheiral e Portela do Monte ocupavam ainda 58 bombeiros e 14 veículos.

No distrito de Santarém, incêndios em Casais Robustos e Portela de Nexebra mobilizavam 176 bombeiros e 53 viaturas.

Em Mafra, distrito de Lisboa, lavrava um incêndio no Murtal, combatido por 35 bombeiros e 10 viaturas.

No balanço de quinta-feira não há danos pessoais a registar, mas arderam três habitações, duas fábricas e um palheiro agrícola.

Além de bombeiros, às 23:40 de quinta-feira estavam 11 pelotões militares no terreno empenhados em acções de vigilância.





E este foi o primeiro ponto de situação de hoje, para actualizar os acontecimentos nocturnos de que já há algum conhecimento:





Incêndios: 21 fogos por controlar, A1 continua cortada em Aveiro às 8:30 - SNBPC
Fonte LUSA | 05-08-2005 8:47:00

Vinte e um incêndios estavam às 08:30 por controlar em nove distritos de Portugal continental, tendo um deles cortado a Auto-Estrada do Norte entre Aveiro-Sul e Albergaria, segundo os bombeiros e a Brigada de Trânsito da GNR.

No balanço feito pelo Serviço Nacional de Bombeiros e protecção Civil (SNBPC) às 08:30, sete incêndios lavravam no distrito de Aveiro e apenas um estava circunscrito, o de Travesso, em Águeda.

Por circunscrever estavam os fogos que deflagraram em Arões, concelho de Vale de Câmara, Janarde, concelho de Arouca, Oussela, concelho de Oliveira de Azeméis, Calvão, concelho de Vagos, Oliveirinha, concelho de Aveiro e Travanca, concelho de Oliveira de Azeméis.

No distrito de Aveiro o incêndio que mais meios mobilizava era o de Arões, em Vale de Câmara, com 118 bombeiros e 31 veículos.

Os incêndios de Aveiro levaram à activação do Centro Distrital de Operações de Emergência e Protecção Civil e ao corte da auto- estrada do Norte (A1) entre Aveiro-Sul e Albergaria, desde as 06:30.

No distrito de Braga, continua por circunscrever o fogo em Quinchães, concelho de Fafe, enquanto o de Rio Caldo, concelho de Terras de Bouro, já foi dominado.

Menos preocupante é a situação no distrito de Coimbra, onde às 07:30, o fogo que lavrava em Granja, no concelho de Cantanhede, já estava em fase de rescaldo, tal como o de Espinho, no concelho de Miranda do Corvo.

Também neste distrito, foi dado como circunscrito o fogo que tinha eclodido em Duna Mira, concelho de Mira.

O distrito de Leiria, onde também foi activado o Centro Distrital de Operações de Emergência de Protecção Civil, era o que mais meios mobilizava e onde, às 8:30, lavravam sete incêndios, sendo que quatro estavam por controlar.

O fogo em Valongo, concelho de Leiria era o que tinha mais bombeiros envolvidos no combate às chamas em todo o território, 415, apoiados por 127 veículos.

Também por circunscrever no distrito de Leiria estavam os incêndios em Almagreira e Carnide, no concelho de Pombal, e Biodeira, no concelho de Leiria.

Apesar de circunscrito, o incêndio em Penedo, concelho e distrito de Leiria, mobilizava às 08:30 202 bombeiros.

Os incêndios de Famalicão, concelho de Leiria, e de Tornada, concelho de Caldas da Rainha, entraram em rescaldo.

No distrito de Lisboa, o incêndio que deflagrou no Murtal, concelho de Mafra, foi extinto, permanecendo por circunscrever o de Mata Grande, no mesmo concelho.

No distrito do Porto continuava por circunscrever o fogo em Pinheiral, concelho de Marco de Canavezes, enquanto o de Lugar de S.João, concelho de Amarante, entrou em fase de rescaldo.

Com o Plano Municipal de Emergência Activado em Alcanena, o distrito de Santarém tem um fogo por controlar, em Resouro, concelho de Ourém, onde estavam 150 bombeiros, apoiados por 43 veículos.

Já circunscrito está o Casais Robustos, concelho de Alcanena, se bem que mobilizasse às 8:30 222 bombeiros, apoiados por 63 veículos, e No distrito de Viana do Castelo estava por circunscrever o fogo em Estorãos, concelho de Ponte de Lima.

No distrito de Vila Real, outro fogo estava por dominar às 08:30 em Tomba Burros, concelho de Mesão Frio.

No distrito de Viseu lavravam quatro incêndios por controlar, em Amial e Alto Fareginha, ambos no concelho de Castro Daire, Antas, concelho de Penalva do Castelo, e em Oliveira do Douro, concelho de Cinfães.

O Instituto de Meteorologia prevê para hoje uma subida da temperatura máxima, com algumas zonas a registarem mais de 40 graus.

Nove distritos estão hoje risco máximo de incêndio e sete em risco muito elevado.

Publicado por Ana Tropicana às 08:57 AM

agosto 04, 2005

"Dejá Vù"

Recebi um email que vale a pena ler, com a sugestiva especificação de "Assunto": «Finalmente, Portugal em movimento!!»




Assunto: Recandidatura de Mário Soares

Animado pelo anúncio da recandidatura de Mário Soares à Presidência da República, o nosso querido Eusébio já confirmou o seu regresso à Selecção.
Por seu turno, António Calvário começou a ensaiar o tema que vai levar ao Festival da Eurovisão de 2006.
No caso de Rosa Mota, a atleta portuense reconheceu não ter tempo para se preparar devidamente para os Jogos Olímpicos, a disputar na Alemanha, em 2008, pelo que resolveu adiar o seu regresso para os Jogos de Paris, em 2012, onde participará na Maratona e nos 10.000 metros.
Fala-se, também, da ressurreição de Oliveira Salazar, Cerejeira e Américo Tomáz.
Portugueses, estejam atentos!

Finalmente, Portugal em movimento!!

Publicado por Ana Tropicana às 02:44 PM

agosto 03, 2005

Diplomacias

Leio AQUI: «Ministro da Casa Civil do Brasil discute investimentos em Portugal»

Publicado por Ana Tropicana às 06:25 PM

Do Jornal ao Blog

Hoje dei, finalmente, um salto aos blogs que os jornalistas dos dois diários que a imprensa portuguesa perdeu (a última edição foi no passado Sábado e 2ª Feira a versão on line até já tinha sido retirada!), estão a utilizar.

ESTE é o de A Capital e ESTE o de O Comércio do Porto.




Sindicato dos Jornalistas propõe solução cooperativa para jornais A Capital e O Comércio do Porto
Fonte: Meios & Publicidade | autor: SP | 3-8-2005


Apesar da proposta da LP Brothers para adquirir A Capital, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) apresentou já uma solução para viabilizar a manutenção dos dois títulos da Prensa Ibérica em Portugal. A proposta do SJ passa pela criação de uma cooperativa, estando ainda por definir se se trataria de «uma cooperativa de produção constituída exclusivamente pelos trabalhadores, ou uma de carácter misto, onde entre um conjunto de cooperativas e outras organizações de carácter social», avançou à Lusa Alfredo Maia, presidente do SJ. Salientando o facto de esta ser uma solução inédita na comunicação social portuguesa, na qual se «opõe a lógica da economia social à capitalista, que falhou a sua missão», Alfredo Maia acredita na viabilidade desta solução, para a qual garante já ter o apoio de várias cooperativas portuguesas de diversos sectores. Esta solução foi apresentada pelo SJ durante os plenários de 1 de Agosto realizados nos dois títulos, tendo ambas as redacções pedido esclarecimentos técnicos sobre a matéria. Durante esta semana estão agendados novos plenários nas duas redacções, com a presença de Alfredo Maia e de especialistas do movimento cooperativo. Entretanto, os jornalistas dos dois títulos estão a utilizar os blogs http://ocomerciodoporto.blogspot.com e http://acapital.blogspot.com para trocarem mensagens em tom de desabafo entre si e com os leitores. SP


Há falta de notícias, parece que "silly season" se tornou a época do ano reservada à "Dança das Cadeiras".
As movimentações já sairam dos bastidores e das mesas de restaurante.



Controlinveste muda direcção do Diário de Notícias
Fonte: Meios & Publicidade | autor: CBF | 3-8-2005


Miguel Coutinho não vai fazer parte da nova direcção do Diário de Notícias (DN), título que assumiu no final do ano passado. Ao que o M&P apurou, o ainda director deste diário da Lusomundo não apresentou, nem vai apresentar, a demissão mas, de acordo com uma notícia avançada ontem à tarde pela edição online do Jornal de Negócios, Joaquim Oliveira, dono da Controlinveste, já o avisou de que não conta com ele. Ao final da tarde de ontem, António José Teixeira, subdirector do Jornal de Notícias, era o nome mais apontado para a direcção do DN. João Marcelino, director do Correio da Manhã, também era dado como quase certo na Lusomundo, mas eventualmente para a direcção do Jornal de Notícias. Até à hora de fecho desta edição online não foi possível falar com nenhum dos dois, que estarão de férias. Fonte da administração da Lusomundo Media adiantou que nenhum director será substituído enquanto não se concretizar a venda do grupo. No entanto, esta depende apenas do parecer positivo da Autoridade da Concorrência, que deve ser conhecido já na sexta-feira, dia 5. Por esse motivo, também a comissão executiva da Lusomundo Media se prepara para passar a pasta à administração escolhida por Joaquim Oliveira. Luís Delgado, Mário Bettencourt Resendes e Miguel Moreno são alguns dos responsáveis que não farão parte da nova estrutura da empresa.

Publicado por Ana Tropicana às 04:51 PM

agosto 02, 2005

Score

Sei que hoje, em pleno serão, está a acontecer o 1º round de um mediático combate: Jefferson vs Dirceu.

Alguém, por favor, me traz notícia do resultado?

Publicado por Ana Tropicana às 11:28 PM

Turbulências


ciclo(nico) de autor desconhecido

Não, não é só impressão minha. Na realidade tempestades e furacões intensificaram-se, durante os últimos 30 anos!

Neste artigo da edição de Agosto da CS Monitor, Peter Spotts explica porquê.




As planet warms, storms grow stronger
By Peter N. Spotts | Staff writer of The Christian Science Monitor
from the August 01, 2005 edition

Scientists see evidence that hurricanes and typhoons have intensified. Are new responses needed?

For years, hurricanes and typhoons have served as poster children for the hazards of global warming.
When simulated tropical storms churn inside the silicon universe of researchers' computers, such cyclones grow in power, and sometimes in number as well, as tropical temperatures increase. But when researchers have looked for global warming's fingerprints on real tropical cyclones, the evidence often has been inconclusive.

Now, one of the top researchers in the field reports that worldwide, these storms are nearly twice as powerful today as they were 30 years ago. Global warming has intensified the trend, exerting an influence stronger than he would have believed even a few months ago, he says.

"I'd been thinking of a very modest response" of tropical cyclones to climate change, "and what we're seeing is not so modest," says Kerry Emanuel, a professor of atmospheric science at the Massachusetts Institute of Technology in Cambridge, Mass.

The upshot: The 21st century could be a rough one for people who settle in hurricane or typhoon-prone areas.

As a result, more communities should be drawing on the experience of states such as Florida in devising building and zoning codes that can reduce damage and fatalities, analysts say. For people who insist on building on vulnerable barrier islands or along fragile coasts, insurance companies should be given a freer hand in deciding who they will cover and what they will charge for hurricane insurance, researchers and policy analysts say.

Strong start to hurricane season

Dr. Emanuel's results are appearing at a time when residents along the US Gulf Coast and throughout the Caribbean are still recovering from what forecasters are calling the most active start to the hurricane season on record. Since June 1, six storms grew strong enough to merit names - from Arlene to Cindy to Franklin. Three became hurricanes. Two reached a potent category four out of five. According to forecasters at the National Hurricane Center in Miami, hurricane Dennis, which reached category four on July 7, ranks as the earliest Caribbean storm on record to reach that strength.

Some researchers argue that in practical terms, the allure to live near the sea will do far more to boost society's risk from such storms over the next several decades than any effect global warming could have on the storms themselves.

Until he concluded this study, Emanuel says he was among that group. Now, he says, global warming's impact on the storms may play a bigger a role than previously believed in putting societies at risk, particularly in less-developed countries. Dr. Emanuel's research, published Sunday on the journal Nature's website, adds a fresh perspective to the discussion about the effects of global warming on tropical cyclones, says Kevin Trenberth, a senior scientist at the National Center for Atmospheric Research in Boulder, Colo.

Early on, concerns about the future of these storms arose based on computer forecasts and basic theory. "Given the information we had at the time, the results were overhyped a bit," Dr. Trenberth acknowledges. He notes that the study doesn't have much comment on the effects of storm surges and torrential rainfall that accompany land-falling hurricanes - factors far more destructive than winds.

Still, Emanuel's approach "adds a new element," says Trenberth. It shows a strong real-world correlation between the oceans' current warming trend - which scientists have linked to the heating- trapping effect of industrial carbon dioxide and other "greenhouse gases" - and the increasing power of tropical cyclones.

Global warming vs. natural cycle

Other researchers have noted that this is more likely a natural period of intense activity for Atlantic hurricanes. For example, William Gray, a specialist in tropical meteorology at Colorado State University who pioneered seasonal hurricane forecasts, notes that the region goes through swings in activity that can span decades. He and his colleagues have noted that the US and its southern neighbors have faced above-average hurricane seasons for the past decade and is likely to do so for some time to come.

Emanuel acknowledges that such cycles are important. Depending on the region under scrutiny, the impact of natural cycles such as El Niño, or the multidecade cycles Dr. Gray observes, can swamp any global-warming signal the storms may carry. But viewed worldwide, the signal starts to appear.

His latest finding, he says, grew out of attempts to answer a broader question: Do hurricanes help drive large-scale ocean currents? These currents carry tropical waters toward the poles, bringing warmth to middle and high latitudes.

Measuring a typhoon's punch

Initial calculations suggested that hurricane activity could account for up to half or more of the driving force behind these currents. If so, a significant long-term rise in tropical cyclones could push warmer water toward higher latitudes. This could lead to warmer average temperatures at middle and high latitudes than climate models currently project.

To answer the question, however, Emanuel needed to gauge a hurricane's or typhoon's punch. So he built a measure based on sustained wind speeds over the life of each storm and on each storm's duration. Combined, they reflect a storm's total power output. Since the mid-70s, storm power fluctuated with well-known natural cycles. But through this natural "noise," global warming's signal emerged as an increase in strength that tracked rising temperatures in the tropical oceans' surface waters.

The work certainly will not be the last word on the subject. Some researchers are already raising questions about Emanuel's approach.

In one sense, however, there is broad agreement, notes Roger Pielky Jr., director of the Center for Science and Technology Policy Research at the University of Colorado at Boulder. Whether scientists attribute the increased tropical cyclone intensity to global warming or natural cycles, the trend is likely to hold for at least a decade.

Looking at the costs to society from these storms, for every dollar in damage from tropical cyclones the Intergovernmental Panel on Climate Change anticipates by 2050, the IPCC's demographic numbers suggest that societal changes will add another $22 to $60 in impact. "If you're a planner, you're saying: We'd better get ready," Dr. Pielke observes.


Publicado por Ana Tropicana às 04:07 PM