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março 23, 2006

Countdown


floresta crescida de nature magazine

Perto de 40% da floresta amazónica poderá desaparecer antes de 2050, a menos que se apliquem medidas para a conservação desse enorme ecossistema, segundo um artigo publicado na revista científica britânica Nature.




Ambiente: 40% da floresta amazónica pode desaparecer até 2050 - estudo
Fonte: Jornal DESTAK | Data: 22-03-2006 12:37:00


Mais de um terço (40 por cento) da floresta amazónica desaparecerá até 2050 se nada for feito para impedir a sua destruição tanto em terrenos públicos como privados, indica um estudo a publicar esta quinta-feira pela revista Nature.

Segundo os seus autores, a protecção das reservas naturais públicas não chega para proteger da desflorestação a parte brasileira da Amazónia, dada a extensão actual da criação de gado e da produção de soja na região, que acarreta, entre outras coisas, a construção de estradas.

Para o principal autor do estudo, Britaldo Silveira Soares- Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil), se a desflorestação prosseguir sem controlo, seis das principais bacias hidrográficas da Amazónia perderão pelo menos dois terços da sua cobertura florestal.

Por outro lado, um quarto das 382 espécies endémicas de mamíferos perderá mais de 40 por cento do seu habitat, de acordo com estimativas obtidas através de modelos informáticos.

Além da criação de parques públicos protegidos, sugere o estudo, seria preciso forçar os agricultores a gerir as suas explorações com respeito pelas práticas de desenvolvimento sustentável, sob pena de sanções económicas aos prevaricadores.

"A rede de zonas protegidas da bacia do Amazonas pode proteger grande parte da diversidade da região em mamíferos, mas não impedirá o empobrecimento de bacias hidrográficas e de eco-regiões", concluem os autores do estudo.

Por isso pedem a extensão dessas zonas para "evitar a destruição dos ecossistemas regionais da floresta tropical, como já acontece noutras zonas tropicais".

O documento, elaborado pelo cientista brasileiro Britaldo Silveira Soares-Filho, da Universidade de Minas Gerais (Belo Horizonte, sul do Brasil) sublinha também que a Amazónia sofreu a destruição de importantes habitats naturais.

Essa degradação deve-se à desflorestação causada por actividades humanas para criar espaços destinados a pasto de gado e cultivo de soja.

Segundo Soares-Filho, a bacia do rio Amazonas "entrou numa nova era, uma vez que os crescentes benefícios que geram a ganadaria e a produção de soja aumentam a desflorestação e contribuem para a expansão da rede de estradas até ao centro dessa região".

Se o actual uso humano da floresta não mudar e se não se reforçar a sua protecção, o especialista da Universidade de Minas gerais estima que o tamanho da amazónia se reduza de 5,3 a 3,2 milhões de quilómetros quadrados antes do ano de 2050.

Na opinião do cientista, os ganadeiros e os agricultores de soja "poderiam cumprir mais a lei ambiental do Brasil, que contempla a protecção da vegetação do rio (Amazonas) e as reservas florestais" se a utilização adequada dessa terra fosse um requisito para "aceder aos lucrativos mercados internacionais".

O artigo adverte que a desflorestação amazónica poderá afectar o aquecimento global do planeta, dado que a supressão de árvores implicará a emissão de milhares de milhões de toneladas de dióxido de carbono que contaminará a atmosfera.

O estudo lembra ainda que a bacia do Amazonas regula o clima de quase toda a América do Sul e as suas árvores são os grandes processadores de dióxido de carbono e fornecedores de oxigénio.

Como "muitos dos benefícios da conservação da amazónia se repercutiriam na humanidade", Britaldo Silveira Soares-Filho insta os países ricos a financiar o programa de protecção do meio ambiente na região.

Considerada a maior bacia fluvial do mundo, a região amazónica é um gigantesco ecossistema de florestas tropicais que se estende sobre uma área de sete milhões de quilómetros quadrados.

Os especialistas consideram essa zona como a reserva biológica mais rica do mundo, com vários milhões de espécies de insectos, plantas, pássaros e outras formas de vida, muitas das quais não foram catalogadas pela ciência.




Deixo o artigo da Nature Magazine:


Amazon trees grow fastest in dry season
Sunshine is better growth-booster than water for ancient forest.
Fonte: Nature Magazine | Data: 22 March 2006 | Cód. online - doi:10.1038/news060320-4
por Micheal Hopkin


Some trees in the Amazon rainforest grow fastest not in the wet season, but in the dry, sunny part of the year, researchers have found. The discovery underlines the importance of preserving old-growth forest that is likely to be more resistant to drought.

The effect only occurs with pristine rainforest, rather than in re-planted areas. With logging continuing to deplete the forest, researchers note, the area could become too dry for even intact areas of forest to cope.

Researchers studied colour satellite images of the eastern and central Amazon collected over five years to survey the amount of vegetation produced in different seasons and in different areas.

They found that many areas of intact old-growth forest 'green up' during the dry season, which runs from July to November. Pasture lands, on the other hand, are parched and brown during the dry spells, and show fastest plant growth during wetter months.


A diet of sunshine
Most plant ecosystems, including crops, grow fastest when water is plentiful. But Huete and his colleagues think that the oldest trees in the Amazon have roots that extend deep enough to find water even in dry months, making sunlight the crucial factor for speedy growth.

The discovery highlights a unique characteristic of rainforests such as the Amazon, says Alfredo Huete of the University of Arizona in Tucson, who led the survey, published in Geophysical Research Letters1.

It is unclear whether this effect extends to the entire rainforest or merely to those areas with the deepest soils, says rainforest expert Oliver Phillips of the University of Leeds, UK. More research will be needed to see whether this is a universal 'rainforest phenomenon' he says.

The same dry-season growth spurt does not seem to happen in areas where there are only younger trees. "Old-growth trees are doing something that secondary regenerating forest can't do," Phillips says.


Deeply rooted
Once the original trees are gone, the road to recovery would be an arduous one, Huete explains. "It would be a slow, delicate process as tree roots would not develop fast enough to carry the forest through the dry seasons," he says.

And the forest does face severe challenges from deforestation. Unless fresh action is taken, around 40% of the Brazilian Amazon will be lost by 2050, says Britaldo Silveira Soares-Filho, of the Federal University of Minas Gerais in Belo Horizonte, Brazil.

He and his team argue in Nature this week that public wildlife reserves, the mainstay of preservation in the forest today, will not be enough to prevent severe depletion of Brazil's rainforests2. They say that private landowners will have to be persuaded to manage their farming and cattle ranching sustainably, by only cutting down as many trees as needed.

As trees are felled, the forest also becomes drier due to a decrease in rainfall. Around 70% of the Brazilian Amazon rainforest needs to be retained in order to maintain the region's current rainfall regime, the researchers say.

Leaf growth is an important process, not just for the rainforest itself, but for the planet. Growing trees suck carbon dioxide out of the atmosphere and convert it to the building-blocks of new plant material, sequestering the gas that would otherwise contribute to the greenhouse effect.

"Anything that disrupts the carbon cycle of such a huge reservoir is of concern," Huete says.




Um outro artigo interessante à consulta, encontra-se aqui: «Amazon hit by worst drought for 40 years» (publicado a 11 de Outubro de 2005)

Publicado por Ana Tropicana às março 23, 2006 11:47 AM

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