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janeiro 02, 2006

Entrar Em África Com a Noite


embarque de schlesser

Ao fim do dia de hoje terá sido feita a ligação de mais de 300 Km entre Portugal a Málaga. Aí se estará a fazer, por esta altura, o embarque rumo a Nador. São sete longas horas de travessia. Imagino as últimas horas de conforto nas cabines “quentes” do barco que antecedem o desembarque previsto para as cinco da madrugada, já em território Marroquino. O segundo dia do ano cumpre-se com a primeira especial africana, nada mais, nada menos que 314 quilómetros. Ás portas do deserto, então! Seja.




Com o objectivo de tornar a disputa do maior rali do mundo mais acirrada e proporcionar maior emoção aos aficcionados da modalidade, foram introduzidas algumas novidades na prova. Para começar, a partida foi transferida para Lisboa e a largada alterada para o último dia de 2005 e não mais no dia 1º de janeiro.

Sob a alegação de assegurar a segurança dos concorrentes, na 28ª edição do Dakar, foi reduzido em 99% o uso do GPS, aparelho de navegação por satélite, a velocidade limitada para 160 km/h, devido ao excesso de acidentes em 2005 (que culminaram em duas mortes), e a capacidade do tanque das motos reduzida.

No total serão 748 veículos, com 240 motos, 188 carros, 80 camiões e 240 viaturas de apoio. Na edição 2006, o Dakar terá um total de 9.043 quilômetros – 4.813 km de trechos cronometrados – e passará por sete países: Portugual, Espanha, Marrocos, Mauritânia, Mali, Guiné e Senegal, durante 16 dias de provas. A etapa mais longa será no dia 9 de janeiro, após o único dia de descanso, entre as cidades de Nouakchott e Kiffa, na Mauritânia, com um total de 874 quilômetros de distância, dos quais 599 cronometrados.
A organização da prova aumentou o número de trechos longos para peneirar os competidores até a Mauritânia. Com o percurso traçado mais para o sul da África diminuirá os troços com dunas e aumentará o trajecto em terreno duro.

Durante 15 dias, uma caravana de 2.200 pessoas irá percorrer 9.043 quilômetros de Lisboa, em Portugal, até Dakar, no Senegal. São 1.465 competidores, 385 membros da organização, 250 jornalistas e mais de 100 pilotos e ajudantes contratados para serviços diversos.
O comboio integra 508 veículos competidores: 240 motos, 188 carros e 80 camiões -, seguidos por outras 240 viaturas de apoio directo.
Para transportar organizadores, jornalistas e todo o tipo de equipamento necessário ( incluindo os acampamentos montados no deserto), serão utilizados 18 aviões, numa média de 30 vôos diários, a que se junta o apoio dos helicópteros: oito deles estarão disponíveis para a organização, sendo um para acompanhar o trajecto, quatro com as equipas de televisão, um com fotógrafos e mais dois tripulados por equipas médicas. Além do transporte aéreo, a organização conta com 27 carros e 11 caminhões de assistência.

Todo o combustível utilizado para mover as máquinas - incluindo os veículos em competição - é da responsabilidade dos organizadores. Estima-se que será necessário transportar pelo deserto cerca de 1.200.000 de litros de gasolina e diesel, longe de qualquer posto de combustível, o que torna o líquido tão precioso como a água (ou mesmo o ouro).

Publicado por Ana Tropicana às janeiro 2, 2006 04:39 AM

Comentários

Reparei que há alguém que a visita e lhe chama sempre Bella. Percebo porquê e concordo que tem toda a razão. Até a sonhar e imaginar vc é mesmo muito bela :-) Feliz 2006!!

Publicado por: Lobo do Mar às janeiro 2, 2006 11:04 AM

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