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dezembro 09, 2005

Entre Gregos e Troianos


por cima das tuas cinzas de galp

É vertiginosa a rapidez com que Portugal se senta e se levanta e volta a sentar-se à mesa!... No dia em que se encerra a Conferência de Montreal - a cuja mesa se sentou para assinar o compromisso de controlar os níveis de emissão de poluentes para a atmosfera - o Governo português pula de cadeira e ocupa o seu lugar numa outra mesa que já tinha à espera, para nova assinatura, desta vez destinada a viabilizar o acordo para a construção de uma megarefinaria - a maior da Península Ibérica - na costa de Sines.




Energia: Acordo para construção de mega-refinaria em Sines é assinado hoje
Fonte: LUSA | Autor: JB | Data: 09-12-2005 7:45


O Governo vai assinar com um grupo de investidores internacionais liderado por Patrick Monteiro de Barros um memorando de entendimento para a construção de uma nova mega- refinaria em Sines, noticia hoje a imprensa.

O Diário Económico avança que o acordo de entendimento para a construção da maior refinaria de petróleo da Península Ibérica é assinado hoje à tarde.

Este jornal acrescenta que o projecto, que deverá estar operacional logo no início de 2009, representa um investimento na ordem dos quatro mil milhões de euros.

A futura refinaria deverá ter uma produção estimada em 300 mil barris por dia, mais de uma vez e meia a actual produção da refinaria da Galp de Sines.

De acordo com o Diário Económico, a refinaria dedicará metade do seu esforço à transformação de crude em gasóleo, destinado aos mercados externos, principalmente aos Estados Unidos.

A refinaria começará a ser construída no próximo ano, deverá criar cerca de 800 novos postos de trabalho, e ainda mais no período de construção, adianta o Diário de Notícias.

Já existem em Portugal outras duas refinarias de menor dimensão.




Energia: Nova refinaria dificulta cumprimento do Protocolo de Quioto -Quercus
Fonte: LUSA | Autor: SB | Data: 09-12-2005 10:11


A associação ambientalista Quercus disse hoje que a construção de uma nova megarefinaria em Sines vai dificultar o compromisso de Portugal em cumprir o protocolo de Quioto sobre a emissão de gases poluentes.

A imprensa noticia hoje que o Governo vai assinar com um grupo de investidores internacionais liderado por Patrick Monteiro de Barros um memorando de entendimento para a construção de uma nova mega- refinaria em Sines, que será maior da Península Ibérica.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Quercus, Hélder Spínola, disse que a "construção de uma refinaria é sempre um projecto que causa preocupações ambientais" e, que, no caso de Portugal, vai dificultar o compromisso de Quioto.

O ambientalista chamou ainda a atenção para a necessidade de um estudo ambiental à construção da refinaria, "que ainda não deve ter sido realizado dado que a situação é ainda muito prévia".

Hélder Spínola considera importante fazer-se a avaliação do impacto da nova refinaria - a instalar em Sines - na população local.

"A nossa economia está fortemente dependente do petróleo, por isso encaramos isto (construção da nova refinaria) como uma inevitabilidade", acrescentou.

Face a essa inevitabilidade, a Quercus chama a atenção para a utilização de novas tecnologias que minimizem os danos ambientais da refinaria.

O Diário Económico avança hoje que a futura refinaria deverá emitir 2,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano, valor que Hélder Spínola considera "elevado", mas "difícil de evitar tendo em conta a dimensão do projecto".

O Diário Económico avança que o acordo de entendimento para a construção da maior refinaria de petróleo da Península Ibérica é assinado hoje à tarde.






Foto: Sines: costa alentejana ou «O Cemitèrio do que Podiam Ser Boas Memórias» (Autor Desconhecido)


Publicado por Ana Tropicana às dezembro 9, 2005 01:01 PM

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