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dezembro 06, 2005

(Des) Matar


(des)matando de adriano becker

O desmatamento da Amazónia caiu 30%, entre Agosto de 2004 e Julho de 2005. Contas feitas, a consciência do mundo fica mais levezinha: foram abatidos 18,9 mil quilómetros de Floresta, contra os 27,2 mil registados em igual período do ano passado.

Segundo dados obtidos por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que realizou a medição em 87% da região amazónica, com uma margem de 5% de erro, verificou-se uma queda acentuada da devastação nas áreas próximas à rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163). O problema é que os números também indicam que o desmatamento cresceu exponencialmente no sudeste do Pará e no sul do Amazonas!







Fotos: (Des)Matando (autor: Adriano Becker)




Marina atribui redução do desmatamento na Amazônia a ação conjunta de 13 ministérios
Fonte: Agência Brasil | Autor: Mylena Fiori | Data: 05/12/2005 - 22:43


Brasília - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, avaliou que a redução do índice de desmatamento anunciada hoje (5) resulta do Plano de Ação de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, lançado em julho de 2003 e desenvolvido em conjunto por 13 ministérios, sob coordenação da Casa Civil. "Essa redução é, em primeiro lugar, a persistência no planejamento, a persistência em ter uma estratégia que comporte uma ação de governo de forma integrada com vários setores, um plano específico, um orçamento específico e um trabalho constante", afirmou.

Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam queda de cerca de 30% no índice de desmatamento de 1º de agosto de 2004 a 31 de julho de 2005, em comparação com o período anterior. A redução, a primeira em nove anos, significou, nas contas do instituto, a preservação de 207.015 metros cúbicos de madeira.

A área devastada estimada para este ano é de 18.900 quilômetros quadrados, contra os 27,2 mil quilômetros desmatados entre Agosto de 2003 e Julho de 2004, ou seja, 8 mil quilômetros quadrados a menos que no ano anterior, conforme divulgaram os ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, ao qual Inpe é ligado. Os dados partem de 77 imagens de satélite que correspondem a 87% da área total da Amazônia, com uma margem de erro de 5%. O mapeamento total, com a estatística definitiva, deve ser concluído até o final do ano.

O mapa do desmatamento mostra que a redução não foi homogênea. As maiores quedas ocorreram no eixo em torno da BR-163, que liga Cuiabá a Santarém, onde o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) adotaram medidas de combate à grilagem de terra e regularização fundiária. A derrubada de árvores continuou crescendo no sudeste do Pará e no Sul do Amazonas.

Segundo Marina Silva, o desafio, agora, é fazer com que a redução do desmatamento seja sustentado, a fim de evitar o efeito "montanha-russa". "Nosso grande desafio, agora, é combinar as ações de comando e controle do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], da Polícia federal, do Exército e do Incra com as ações de desenvolvimento sustentado no âmbito de outros setores de governo que têm a agenda do fomento e do desenvolvimento", disse.

Nesse sentido, segundo a ministra, é fundamental a aprovação do Projeto de Lei de Gestão de Florestas Públicas, já aprovado na Câmara e parado no Senado há nove meses. Outra ação importante, apontada por Marina Silva, é a instituição dos chamados Distritos Florestais Sustentáveis, para promoção de emprego, renda e desenvolvimento com uso sustentável dos recursos florestais. O primeiro distrito que deve sair do papel é o da BR-163, com potencial identificado de produção florestal entre 4,1 milhões e 8,7 milhões de metros cúbicos de toras e geração de 100 mil empregos diretos. Hoje, segundo Marina, a produção é de 1,6 milhão de metros cúbicos, grande parte explorada de forma ilegal.

"Ao mesmo tempo em que achamos altamente relevante esta queda, não podemos baixar a guarda", enfatizou Marina Silva. "Iremos continuar, agora dando ênfase às ações de desenvolvimento sustentável, com a certeza de que apostar em ações estruturantes e não ter uma visão imediatista dá certo quando se trata de política pública", concluiu a ministra.

Publicado por Ana Tropicana às dezembro 6, 2005 02:16 AM

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