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dezembro 16, 2005

Inquietações

Dois apontamentos que me inquietam particularmente esta manhã:

- No hemisfério Norte, 2005 foi o ano mais quente desde que, em 1860, se começou a medir a "febre" ao planeta.

- A orla das águas, em redor da Praia de Ponta Negra, amanheceu sob um imenso "tapete verde" formado pela moreru, uma planta aquática que, é sabido, desponta sempre que a natureza necessita de sinalizar o seu desequilíbrio.




2005 é ano mais quente da história no hemisfério norte
Fonte: BBC Brasil | Data: 15/12/2005 - 15h50


O ano de 2005 vem sendo o mais quente no hemisfério norte desde que os registros começaram, na década de 1860.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo Departamento de Meteorologia Britânico e da Universidade de East Anglia, na Inglaterra.

Os dados mostram que a temperatura no hemisfério norte durante 2005 foi 0,65 graus Celsius superior à da média entre 1961 e 1990, normalmente usada por cientistas como base de comparação.

Segundo os cientistas britânicos, globalmente, 2005 também vem sendo o segundo ano mais quente de que se tem registro.

Globalmente, a temperatura média só é foi inferior à de 1998, cujo número foi inflado pelo fenômeno El Niño.

Os cientistas dizem que o hemisfério norte está se aquecendo mais rapidamente do que o sul porque tem uma proporção maior de terra, que responderia mais imediatemente ao aquecimento global do que os oceanos.




Desequilíbrio forma "tapete verde" em Manaus
Fonte: Terra | Data: Quinta, 15 de dezembro de 2005, 23h10

A capital amazonense registra desde quarta-feira um fenômeno natural inédito: a chegada de grande quantidade da planta aquática conhecida como moreru que formou tapetes verdes sobre vários pontos da orla. O visual esverdeado da praia da Ponta Negra, localizada no lugar mais nobre da cidade, espantou banhistas.
A chegada da planta levantou suspeitas de desastre ecológico e medo de que o espesso capim aquático esteja trazendo para a cidade animais peçonhentos, como cobras, aranhas caranguejeiras, escorpiões, lacraias.

Após analisar em campo a chegada do moreru, a pesquisadora do Inpa, a bióloga Auristela Conserva, informou que a planta aquática não é nociva à saúde. Igualmente, segundo ela, não é habitat de animais peçonhentos. "Na verdade, ela é uma planta que age limpando o meio ambiente", diz a cientista.

As autoridades ambientais suspeitam, porém, que a seca rigorosa pode ter produzido alterações nas populações desta planta. Com a subida das águas, todas as que ficaram desgarradas pela seca, foram arrastadas rio abaixo.

Publicado por Ana Tropicana às dezembro 16, 2005 07:53 AM

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