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setembro 24, 2005

Isolados no Breu

«Na cidade tem internet, telefone e televisão. Lá no lago e nas comunidades, predomina a escuridão. Às vezes tem radinho, para obter informação» - José Nascimento de Carvalho, poeta e membro da Associação de Produtores Rurais do Guanabara 2, de Benjamin Constant, durante o debate sobre recursos de comunicação comunitária, nas entranhas da Grande Mata, esta semana, em Manaus.




Comunidades discutem comunicação popular na Amazônia
Fonte: Radiobras


Vinte e oito moradores de nove municípios do Amazonas estiveram reunidos nos dias 17 e 18 de setembro para discutir experiências de comunicação popular na região. Falaram sobre as rádios comunitárias, além do rádio-poste e do rádio amador utilizados pelos ribeirinhos no dia-a-dia. Também trataram de outros aspectos do direito à comunicação, como acesso ao telefone, inclusão digital e concentração da propriedade dos meios de comunicação.

"Sem comunicação o trabalho em rede não existe. Ela é fundamental para as populações amazônicas acessarem programas, projetos e políticas públicas", afirmou José Arnaldo de Oliveira, assessor de comunicação da Rede do Grupo de Trabalho Amazônico (Rede GTA), que organizou a oficina de comunicação popular e comunitária, em Manaus. A rede surgiu em 1992 e é composta por cerca de 600 organizações não-governamentais (ONGs) e movimentos sociais da Amazônia Legal.

"Para trabalhar em rede na Amazônia é preciso mapear os comunicadores, ver as condições de trabalho deles e tentar prover infra-estrutura para quem não tem nada, sequer telefone", completou Cristiane Dey Andreotti, rádio-ativista e consultora voluntária da Rede GTA.

O evento encerrou um ciclo de oficinas iniciado em novembro de 2004, em Brasília, e levado também neste ano para Belém (PA) e São Luís (MA), com financiamento da organização alemã Fundação Friedrich Ebert (FES). "O objetivo desses encontros é fortalecer o trabalho dos comunicadores e das comunicadoras, trazer informações às quais eles nem sempre têm acesso sobre funcionamento de rádios, legislação e resistência", explicou Fernanda Papa, representante da fundação. (Thaís Brianezzi)

Publicado por Ana Tropicana às setembro 24, 2005 09:00 PM

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