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agosto 25, 2005

Sobressaltos

Quebro a promessa: folheio um jornal. É urgente saber mais sobre a queda do avião na rota Lima-Pucallpa-Iquitos. Nada me sossega no que leio, à excepção de uma chamada lateral de capa que diz que Portugal amanheceu, enfim, sem chamas. Será?




Avião que caiu no Peru segue em chamas e mortos podem chegar a 60
Fonte: Jornal do Brasil | Autor: EFE | Data: 25 de Agosto de 2005

LIMA - Pelo menos 60 pessoas morreram na queda de um avião da companhia estatal peruana Tans nesta terça-feira, na cidade de Pucallpa, que continua em chamas, segundo a Rádio Programas del Perú (RPP).


O vôo 204 da Tans, que percorria a rota Lima-Pucallpa-Iquitos, caiu às 15h12 (17h12 de Brasília) a cerca de seis quilômetros do aeroporto de Pucallpa e após uma tentativa de pouso forçado devido ao mau tempo.


"O avião está totalmente destruído", comentou um repórter do Canal N, que chegou ao local do acidente depois do desastre. Os meios de comunicação locais informaram que o aparelho se partiu em dois.


Os trabalhos de resgate, segundo as testemunhas, enfrentam dificuldades, porque a região na qual caiu a aeronave está cercada de áreas de floresta tropical e o incêndio ameaça se estender pela vegetação.


O repórter do Canal N esclareceu que "há muitos mortos, mas também muitos sobreviventes".


Segundo o ministro dos Transportes e de Comunicações do Peru, José Ortiz, no avião viajavam 93 passageiros e sete tripulantes.


O ministro não disse o número de sobreviventes e vítimas, mas meios locais já falam em pelo menos 60 mortos. Fontes do Ministério informaram que pelo menos 22 pessoas ficaram feridas, quatro delas gravemente.









Portugal faz balanço da destruição na primeira manhã sem fogo
Fonte: Jornal do Brasil | Autor: EFE | Data: 25 de Agosto de 2005

LISBOA - Portugal amanheceu nesta quinta-feira pela primeira vez em várias semanas, sem fogos florestais ativos, e enquanto os bombeiros respiravam, o país começou mais uma vez a fazer exame de consciência e a avaliar o alcance da destruição.


Apesar do que, o Serviço Nacional de Defesa Civil (SNBPC), em seu balanço das 7h42 (3h42 de Brasília), informava que 850 bombeiros, 256 veículos e uma aeronave, seguiam em alerta para prevenir que voltem os últimos incêndios extintos graças a uma redução das temperaturas em todo o país.


Os cálculos das autoridades portuguesas cifram em mais de 180.000 hectares a superfície queimada em 2005, que sem chegar aos 425.726 de 2003, o pior ano em duas décadas, ultrapassa de sobra os 129.539 hectares queimados em 2004.


Os dados que manejam as diversas instituições falam também de 16 mortos - sendo 11 bombeiros-, direta ou indiretamente relacionados com os incêndios, de um número indeterminado de feridos de diversa gravidade.


Pelo menos 77 casas foram totalmente queimadas, 35 parcialmente destruídas, e por volta de outros 50 edifícios não residenciais foram arrasados pelo fogo.


Em 2003, no pior ano da história recente das florestas portuguesas, as asseguradoras tiveram que dar 9,7 milhões de euros em indenizações, por isso os primeiros cálculos dessas companhias acham que a fatura deste ano passará de 3,5 milhões.


As empresas de telecomunicações, a Rede Eléctrica Nacional (REN) e as cadeias de televisão também figuram na relação de danificados pelo fogo, e faltando serem concretizados os danos da Portugal Telecom (PT), a maior empresa portuguesa, que viu destruídos pelas chamas até o momento 630 quilômetros de cabos e 7.000 postes.


Além disso, são contabilizadas sete instalações industriais ou de serviços destruídas totalmente.


Mais ou menos 3.500 dos 4.150 bombeiros voluntários ou profissionais recenseados desde primeiro de julho para as tarefas de extinção, tiveram que atuar simultaneamente nos piores momentos para atalhar o avanço do fogo, sobretudo na metade norte do país, a mais afetada pelas chamas.


Não se esquecendo da fadiga e com a ajuda de 978 veículos e de 49 aeronaves, entre as 38 com que conta Portugal e as enviadas em sua ajuda por outras nações, como a vizinha Espanha, os bombeiros lutaram este ano contra cerca de 5.200 incêndios, do total de 27.000 avisos recebidos.


Essa cifra, superou os 5.020 de 2004, e se aproxima dos 5.309 de 2003.


Na hora dos balanços é preciso se referir, além disso, à detenção este ano de 118 supostos incendiários, por negligência ou com intenções criminosas, para quem as penas médias impostas pelos tribunais não passam de cinco anos de prisão.

Publicado por Ana Tropicana às agosto 25, 2005 12:03 PM

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