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agosto 05, 2005

«Águas Negras»


fim de tarde na caparica de ana tropicana

Há pouco respondi: «na Costa da Caparica, não. É preciso buscar outras águas!». E perguntaram-me porquê. E eu fiz esta estranha associação com o último filme que Walter Salles acaba de estrear no Brasil. Só não sei o que me arrepiou mais: se as imagens da ficção, se a realidade tal qual se ouve AQUI e lê ALI e ACOLI.





Foto: oficial para divulgação (autor desconhecido)



Eis a ficcção:



ÁGUAS NEGRAS
(DARK WATER, EUA, 2005)

Suspense - 14 anos - 105 min

Lançamento previsto para 12/08/2005

Realização: Walter Salles
Com: Jennifer Connelly

Dahlia Williams (Jennifer Connelly) separou-se recentemente e está a tentar começar uma vida nova, mudando-se para um novo apartamento e começando a trabalhar num novo emprego. Dahlia está decidida a pôr um ponto final na relação com o antigo marido para poder e dedicar-se à filha, Ceci (Ariel Gade), mas a separação litigiosa transforma-se numa complicada batalha pela custódia da criança. Para piorar a situação, o apartamento para o qual elas se mudaram possui barulhos misteriosos, vazamentos constantes de uma água negra e alguns factos estranhos, que dão margem à imaginação de Dahlia. Acreditando que é vítima de um assustador jogo mental, ela tenta juntar as peças do enigma e descobrir o que verdadeiramente está a acontecer.

Ficha Técnica:
Argumento: Rafael Yglesias, baseado no livro de Kôji Suzuki e no argumento de autoria de Hideo Nakata e Takashige Ichise
Produção: Doug Davison, Roy Lee e Bill Mechanic
Música: Angelo Badalamenti
Fotografia: Affonso Beato
Desenho de Produção: Thérèse DePrez
Direcção de Arte: Nicholas Lundy e Andrew M. Stearn
Guarda-roupa: Michael Wilkinson
Edição: Daniel Rezende
Efeitos Especiais: Digital Domain / Flash Film Works / The Effects Group Inc.


Site Oficial: darkwater.movies.go.com



Eis a realidade:





Foto: Invasão de microalgas tóxicas na Caparica - 05/08/2005 [autor: Ana Tropicana]



Foto: Fim de tarde na Caparica - 02/06/2005 [autor: Ana Tropicana]



Foto: A Costa da Caparica dos Anos 50 [autor: Gérard Castello Lopes]




Caparica: Mancha na água das praias deverá ter origem em micro algas
Fonte LUSA | 05-08-2005 18:02:00

O chefe do posto da Polícia Marítima da Costa da Caparica e o presidente da Junta de Freguesia suspeitam que a mancha que obrigou à interdição dos banhos em várias praias da zona poderá ser provocada por micro algas.

O responsável da Polícia Martinho Carolino defende que a mancha que já atingiu cerca de 20 quilómetros pode ter origem num imenso conjunto de micro algas, estando praticamente afastada a hipótese de poluição por hidrocarbonetos (derivados do petróleo).

"Não parece que esteja relacionada com qualquer poluição por hidrocarbonetos", disse o chefe do posto da Polícia Marítima à agência Lusa.

O polícia explicou ainda que as marés estão desde as 17:30 em praia-mar e que só ao final do dia se pode ver como a situação evolui, mas não afasta a hipótese da mancha se propagar para sul até ao limite da praia da Fonte da Telha.

Martinho Carolino admitiu também que essas partículas em suspensão que dão um tom acastanhado à água possam diluir-se ou ser arrastadas pela maré.

Também o presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica, António Neves, foi informado que a mancha poderá ter sido provocada por algas.

"Fui informado pela Polícia Marítima que a mancha que se vê na água de várias praias da Costa da Caparica poderá ser provocada por micro algas em suspensão", explicou.

António Neves salientou que "não há suspeitas de a mancha seja provocada por hidrocarbonetos nem de esgotos, uma vez que não apareceram espumas nem cheiros anormais", podendo a mancha dissipar- se com a mudança das marés.

As praias, numa extensão de cerca de 20 quilómetros, estão a ser vigiadas por nadadores-salvadores, viaturas de fiscalização da Polícia Marítima e por uma lancha.

A mancha tem um aspecto acastanhado, dirige-se para sul, a caminho da praia da Fonte da Telha e já atingiu o areal. Porém, não se vê qualquer objecto estranho a boiar e no ar sente-se um cheiro forte a maresia.

António Neves disse ainda que já está previsto um plano de acção, articulado com a Protecção Civil, caso seja necessário limpar resíduos deixados no areal das praias.

A mancha, cuja origem e composição ainda não está oficialmente confirmada, levou a que a Polícia marítima proibisse os banhos em várias praias, e içasse a bandeira vermelha, mas muita gente não se mostrou preocupada e continuou a tomar banho.

Os irmãos Cátia e Jordan Brandão, de 13 e 11 anos, respectivamente, estiveram esta tarde a tomar banho na Tarquínio, situada junto ao posto da Polícia Marítima e disseram à agência Lusa não ter notado nada de anormal na água.





Caparica: Análises confirmam micro algas com toxicidade, banhos interditos
Fonte LUSA | 05-08-2005 19:05:00


Análises laboratoriais confirmaram que a mancha acastanhada que hoje atingiu praias da Costa da Caparica é provocada por micro algas com alguma toxicidade, pelo que as autoridades decidiram interditar os banhos entre S. João e a Rainha.

O comandante Coelho Cândido, porta-voz da Polícia Marítima, adiantou que a amostra de água recolhida na Costa da Caparica foi analisada pelo Instituto Português de Investigação Marinha (IPIMAR), que concluiu que a mancha é provocada pela suspensão de "micro algas com alguma toxicidade".

Face a esta informação, a autoridade marítima decidiu interditar os banhos nas praias entre São João e a Rainha enquanto a mancha persistir.

Coelho Cândido referiu que, "pela experiência acumulada relativamente aos aparecimento deste tipo de manchas de algas, as praias poderão ficar interditadas entre dois a quatro dias, dependendo da situação do mar e do vento".

Contudo, o responsável da PM considera que não pode ser feita uma estimativa exacta sobre o tempo que a mancha se vai manter na zona, podendo desaparecer antes do previsto.

Coelho Cândido disse que estas situações "normalmente desaparecem sem causar grandes transtornos", pelo que afasta uma possível contaminação das areias, tanto mais que a mancha praticamente não as atingiu.

Admitiu também que essas partículas em suspensão que dão um tom acastanhado à água possam diluir-se ou ser arrastadas pelas marés.

A mancha, que atingiu uma extensão de quase 20 quilómetros, dirige-se para sul, a caminho da praia da Fonte da Telha. Porém, não se vê qualquer objecto estranho a boiar e no ar notam-se um cheiro forte a maresia mais intenso que o habitual.

Publicado por Ana Tropicana às agosto 5, 2005 07:20 PM