junho 08, 2005

corpo presente

Há suor que escorre,
que inventa sulcos
nos sulcos do corpo.
Gotas esguias de sal.
O calor é devolvido
pela minha pele ao
ar saturado, denso
devir de endorfinas,
de pólen e animal-
idade. Distorce-se
o ar junto ao solo.
A visão agudiza uma
vertigem lenta, doce.
Outros corpos, outros
suores, se cruzam e
cheiram, inconsciente-
mente. Deixemos a
sabedoria química
actuar. Conscientes
de que respiramos
e nos movemos, um
organismo inteiro se
renova no mundo.
Sem pedir permissão.

Publicado por daniel veiga em junho 8, 2005 10:03 PM
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