quarta-feira, jul 12

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EM Ópera do Malandro

Excited But Not Enough (Midlake) (mp3)

Midlake

Excited But Not Enough

Já que se fala em bater, Um dos sinónimo mais curioso que ouvi até hoje, e que, como não podia deixar de ser, me foi ensinado por um açoriano (do Pico), é SACANA.
A expressão é picoense, mas até hoje não percebi ao certo se SACANA é aquele que bate, ou se um gajo bate uma SACANA, mas seja qual for a forma correcta, quando se fala em sacanas, não fico excitado, mas dá-me sempre vontade de rir.

quarta-feira, mai 24

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EM Ópera do Malandro

Always On My Mind (Antennas) (mp3)

Antennas

Always On My Mind

"Atenção senhores passageiros, dentro de momentos chegamos a Nelas.
Nelas dentro de momentos senhores passageiros"

Esta frase recebia-a de um amigo meu quando o comboio em que ele viajava chegava à estação de Nelas, E é isto mesmo que fica na retina auditiva "Nelas dentro de momentos, Nelas dentro de momentos".
Há tempos, curiosamente, ía eu a caminho de Nelas e disse aos meus amigos panascas mais chegados: "Vou Pa'Nelas". Daqui se conclui que é uma terra dada a trocadilhos, e pelos vistos nem são todos tão panascas e tão mal'amanhados como o que me ocorreu.
E por falar em terras dadas a trocadilhos mal'amanhados, ontem um colega de trabalho falava-me numa terra micaelense perto de Vila Franca do Campo, curiosamente também ela dada a muitos trocadilhos, Falo de Água-de-Pau, Lembrei-me, a propósito, de um slogan de um partido político que andava espalhado por toda a terriola (na altura decorria a campanha para as últimas autárquicas): Por uma água-de-pau ainda melhor...
Como se vê por esta amostra, não são apenas Tomar e Abrantes que são dadas a trocadilhos.

segunda-feira, mai 22

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EM Ópera do Malandro

Hard to Find (The American Analog Set) (mp3)

The American Analog Set

Hard to Find

Hoje teclava com um gajo que conheci há cerca de 3 anos (e que na verdade não conheço pessoalmente, embora já tenhamos combinado uma meia dúzia de cafés e troquemos sms de muito a muito longe) e dizia-me ele: Já tinha saudades de teclar contigo, depois deu um lol e mudámos de assunto. O Z. é um gajo que eu conheci num chat e com o qual teclo ainda hoje, acho que ele nem imagina nada das gayzadas da minha vida, embora eu saiba que ele é gay, Um dia, por meadros que não cabe agora contar, ele soube que eu sabia das preferência dele por gajos, e nesse dia a nossa conversa foi mesmo assim: Posso te dizer uma coisa?, perguntava ele, Podes, Eu sei que tu sabes algumas coisa mais sobre mim, É verdade, mas isso não muda nada pois não?, Não, mas foi desconfortável saber que sabias mais da minha vida do que eu imaginava, Achei que não era importante falar no assunto e nem teremos que falar nisso, Pois não, disse ele. Acabámos a conversa por ali e nunca mais falámos no assunto. Confesso que não sei se ele continua a achar desconfortável ou não que eu saiba as tais coisas sobre ele, mas nunca mais deixei que a conversa chegasse a esse ponto, e como ele me deve ver como um gajo hetero (atipico, provavelmente) também não fala no assunto (que não é realmente importante).
Hoje ele dizia-me que tinha respondido a um anúncio de emprego para aqui perto e aproveitou para perguntar: Moras sozinho?, Moro com dois gajos, mas ando sem paciênca para estudantes universitários que só veem futebol e os morangos com açucar, Olha, se eu for para aí podiamos dividir casa, que achas? Nunca se sabe, pelo menos podíamos ir beber uns copos à noite, Fica descansado que eu não falo sobre futebol, quase nem vejo tv, mas tenho a mania que cozinho bem e canto muito no banho, Olha eu tb canto no banho mas tenho a mania que cozinho mal e embora veja futebol e até saiba uma coisa ou outra, não é assunto do dia a dia.
Embora não passe de uma hipótese remota, dividir casa com um gajo que embora não conheça pessoalmente, mas que conheço melhor que a muita gente com que estou todos os dias (nomedamente os gajos lá de casa) e com quem manteria de certeza conversas e uma amizade interessantes (além de ganhar um amigo para os copos) seria realmente interessante...
Encontrar potencias amigos é realmente dificil, e um amigo dizia-me há dias, a propósito dos gajos amigos que tem, que "todos eles acabam por ser gajos que, por um ou outro motivo sao diferentes, e talvez por isso mantenha essas amizades".
Penso que é mesmo assim que vejo os gajos de que consigo ser amigos, gajos diferentes e sempre dificeis, muito dificies de encontar...

sábado, mai 13

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EM Ópera do Malandro

This is not my song Anymore (Penny Century) (mp3)

Penny Century

This is not my song Anymore

Há pouco tempo, num mail que recebi, um leitor do Gray Humor referiu-se ao Alex do Chá de Limão, que é como quem diz, eu na anterior encarnação, da seguinte forma: ...esse Rebelo Pinto do planeta gay... ; Mais dizia ele que, os textos escritos pelo meu eu anterior, vulgo Alex, "descreviam um viver urbano, gay e cosmopolita muito batido e nada original", Realmente não é esse o compasso das minhas partituras, Nem sei se parecia mesmo ou se continua a parecer, mas se é verdade que não sou propriamente a virgem maria em cima duma azinheira, também é verdade que a música agora é outra...
E como disse muito recentemente a um outro leitor do GH, "a minha vida não é propriamente o livro aberto que esse blogue possa parecer"... não é mesmo.

Não sei se é esta a ideia que todos têm do malandro (ou tinham do Alex), mas se é, que digam agora ou calem-se para sempre.

segunda-feira, mai 1

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EM Ópera do Malandro

Boys and girls (Twink) (mp3)

In, Broken record (2006)
Twink

Boys and girls

Há dias ouvi uma gaja dizer: Vocês só falam de futebol, mulheres e carros.
Eu penso que a ordem poderá ser mesmo esta, Não é normal os panascas gostarem e saberem muito sobre carros, gostarem de mulheres é coisas rara e o gosto por futebol quando acontece é mesmo uma daquelas excepções que justificam a regra. Confesso que eu de carros não sei quase nada, de futebol muito pouco e de mulheres tem dias...
Mesmo assim, entre os meus amigos, ditos panascas, talvez o mais normal seja mesmo falar de mulheres e nem me estou a ver na cama com um gajo a falar de jantes xpto, ailerons e caixas de velocidade, livres directos e os últimos reforços do Paços de Ferreira, Em contrapartida já acho mais natural estar na cama com um gajo a falar de mulheres, do que gostamos de fazer com elas, do que nos excita, do bom que seria um menáge e falar sobre as coisas que faríamos, em suma, uma conversa daquelas entre gajos a roçar a brejeirice, deveras engraçada e bastante excitante, Mas não é para todos, e claro que é preciso gostar :-)

sábado, abr 29

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EM Ópera do Malandro

The mezzanine (Liz Durrett) (mp3)

In, the mezzanine (2006)
Liz Durrett

The mezzanine

Nunca fui gajo de grandes saídas à noite: ou porque morava longe de sítios que me agradavam, não tinha carro e me fartava "da noite" que estava ali mais perto; ou porque não tinha os amigos que queria, e não eram muito empolgantes as minhas noitadas. Não quer dizer que tenha mudado muita coisa, mas pelo menos hoje sei com quem e onde quero sair, As oportunidades continuam a ser poucas, mas são bem aproveitadas.
Actualmente estou desterrado dos meus amigos, mas pelo menos o J. tem me feito algumas visitas e temos saído algumas vezes, Sair com amigos (gajos) tornou-se numa coisa agradável nos tempos recentes, Depois de ter ultrapassado aquela barreira invisível que todos passamos um dia quando assumimos as coisas perante nós mesmo, sair com um amigo e poder falar de gajos e de gajas, olhar para gajas e para gajos, comentar sobre o rabo deste gajo ou as mamas daquela gaja, parece-me algo visceral demais para não ser feito.
Mas a meio desta semana aconteceu o impensável, combinei sair com uma colega (o convite era para mais pessoas mas foi ela a única que aceitou) e fomos a uma bar com música ao vivo onde ficámos até ás duas da manha, O inicio da noite até foi interessante enquanto não havia muito que ver, conversávamos e bebíamos tangos sentados junto a uma janela que mais parecia um mezanino sobre a cidade, mas enquanto a noite avançava e o bar foi enchendo e os gajos e as gajas chegando, fui viajando no tempo e sentindo que embora aquela fosse "a noite" que eu queria, a companhia não era nada empolgante, A noite acabou por ser uma seca.
Saio pouco e quando o faço gosto de me divertir a sério, e talvez seja precipitado dize-lo mas cheguei à conclusão que já não tem piada nenhuma sair com gajas…

quarta-feira, abr 26

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Young & old (GREGOR SAMSA) (mp3)

In, 55:12 (2006)
Gregor Samsa

Young & old

Falava um dia destes com um amigo sobre a nossa sensibilidade, enquanto gajos, essa que nos levou a experimentar os envolvimentos no masculino, Este meu amigo tem um irmão com 17 anos, e diz ele que acha perfeitamente natural que o irmão, que nesta fase está na descoberta do amor e do sexo, com a namorada, pense mais tarde em experimentar as coisas que ele também experimentou, nomedamente no campo das relações homosexuais. Este meu amigo, embora não seja de artes, tem uma sensibilidade e uma cultura artistica acima da média, e também isso me levou a sentir por ele sentimentos que vão muito além da amizade entre dois gajos, (Ele é um gajo que tão depressa fala apaixonadamente sobre o palácio de Neuchwanstein, como sobre a última intrepretação da Maria Callas). Não sei se a sensibilidade às artes é uma coisa inata, mas estou convencido que os gajos que a tem, são muito mais abertos a novas experiência, A proximidade com as artes traz-nos muito mais à flor da pele sensibilidades que talvez não estejam na base da pirâmide, A música, a arquitectura, o cinema, o design, trazem à tona as razões estéticas, muito mais do que as razões puramente convencionadas.
Numa conversa com um gajo muito mais velho e mais vivido do que eu, em tempos idos, ele dizia-me que preferia os gajos primários, porque eram menos complicados e não intelectualizavam as relações, por outro lado dizia que não se inibia de fazer apreciações sobre este ou aquele gajo era giro ou não, e que se justificava sempre como sendo um esteta... Mas não é uma desculpa, talvez esteja mesmo no nosso ADN, ou talvez seja antes moldável, Eu sou apologista de que tudo se aprende: desenhar, cozinhar, compor, gostar de gajos, Todos poderemos ser um grandes compositores, embora a notabilidade fique só para alguns, Do mesmo modo todos nós nos poderemos apaixonar por um gajo (eu achava até há muito pouco tempo que não).

domingo, abr 23

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I'll Be a Writer (Soltero) (mp3)

In, Defrocked and
Kicking the Habit
Soltero

I'll Be a Writer

Este é dos melhores ditos populares (se é que o é) que ouvi nos últimos tempos:
"Temos todos pernas até ao cu."
Ao mesmo gajo que ouvi dizer isto, um ex-colega de trabalho com quem me dou muito bem, quase com 40 anos, casado, pai, treinador de futebol nos tempos livres... ouvi esta outra frase que trago gravada no meu telemóvel para não a esquecer, e que é por si só o retrato do verdadeiro espírito natalício:
"Não ponhas outra vez o cu na chaminé, porque o Pai Natal não te dá nem mais um caralho."
Eu diria que são ambas soberbas, e foram as duas proferidas durante conversas telefónicas entre o gajo e supostos amigos dele.
Se forem de sua autoria então o gajo é a rebelo pinto dos treinadores de futebol em part-time :-)

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A distance (The Red Thread) (mp3)

In, ship in the attic,
birds in the subway
(2005)
The Red Thread


A distance

Ainda sobre tomar banho com gajos...
Desculpem o brejeirismo, mas chamando as coisas pelos nomes: tomar banho com gajos é coisa em que sou tão selectivo como levar no **, Se há coisas que fiz com muito poucos gajos, uma delas foi mesmo tomar banho debaixo do mesmo chuveiro, mas as vezes que o fiz e com quem, foi um prazer desmedido, É daquelas coisas que talvez seja melhor não serem banalizadas e quotidianizadas...
Julgo que os maiores prazeres da vida são tão subtis que são desprezados pelo comum dos mortais. Se por um lado há aqueles momentos de prazer vulcânicos que são de cortar a respiração, Por outro lado há os pequenos prazeres, muito subtis, que nos deixam inebriados, Prefiro os segundo, e falando apenas de sexo (porque os pequenos prazeres subtis são transversais à vida), as subtilezas que tenho descoberto envoltos nos lençóis e em muita cumplicidade, deixam-me cada vez mais rendido aos relacionamentos com gajos, que são afinal muito mais sensíveis do que se poderia imaginar. Mas voltando aos banhos, os meus dias começam sempre com muito prazer, debaixo de um duche quente, muito quente de preferência... é quase orgásmico e adio o mais que posso o fim dos duches matinais e quase sempre solitários, Mas ficar abraçado a um gajo que seja importante para mim, debaixo de um duche escaldante, é de nunca mais esquecer. Fi-lo com poucos, muito poucos, mas importantes, muito importantes, gajos por quem senti coisas nobres, que me saíram da entranhas, gajos que nunca vou esquecer.
Subtil, muito subtil...
E onde entra a distância? A distância está sempre presente na minha vida, As pessoas com as quais consigo partilhar pequenas subtilezas, como dançar ao som de This One's for You, do Ed harcourt, fingindo que somos dois pássaros, ou dar um abraço eterno debaixo de um chuveiro, estão longe, sempre longe de mim, e nem sei até quando...

sexta-feira, abr 21

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Like Anything It's Small (Shelley Short) (mp3)

In, captain wildhorse
(rides the heart of tomorrow)
(2006)
Shelley Short


Like Anything It's Small

Falicamente falando, nunca tive grandes fetiches com os tamanhos (nem pequenos, diga-se), Nunca escolhi um gajo por ele ser mais ou menos avantajado, embora me tenha passado um ou outro pelas mãos, nessas condições, Nunca me preocupei sequer muito com isso (e pode até em dadas circunstancias ser encarado como motivo de preocupação), Os meus envolvimentos com gajos foram sempre muito ‘frontais’ e por isso mesmo nunca foi por mais um ou dois centímetros que me assustei ou me empolguei.
Recentemente trabalho com um gajo pouco mais novo do que eu, e recém casado, que é verdadeiramente avantajado, mas avantajado mesmo, Não é uma questão de voyeurismo, mas há coisas que saltam à vista, Não sei se será do corte das calças, se será ta tipologia dos boxeurs, mas é inevitável, o gajo está sentado ao meu lado o dia todo, vamos juntos ao café, passamos os dias com uma proximidade tal que mesmo que eu fosse um gajo muito distraído já teria reparado nisso de certeza. Um dia destes fomos apanhados os dois numa conversa verdadeiramente curiosa entre duas colegas nossas que falavam sobre o engomar da roupa, e uma delas, muito prendada como se verá, dizia que engomava tudo quanto era roupa, incluindo meias, cuecas, toalhas, e que havia roupa que ela até engomava dos dois lados para vencer as rugas mais teimosas, Não sei se foi de se falar em roupa interior, mas a meio da conversa, e enquanto eu pensava que era mesmo uma gaja daquelas que não queria, diz-me o meu colega avantajado num registo mais baixo e com um sorriso malandro, “Eu só me casei com a minha mulher depois de ter a certeza que ela passava dos dois lados”, Ele riu-se e é claro que eu também me ri que nem um perdido, mesmo sem tecer comentários, e enquanto pensava que se calhar aquele sorriso era de puro gáudio por lhe ter sido muito difícil encontrar uma mulher que passasse dos dois lados, porque se aquilo que já salta à vista for o gajo no seu estado normal…

domingo, abr 16

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RESTOLHO (MAFALDA VEIGA) (mp3/sample)

in, Passaros do sul
Mafalda Veiga


Restolho

Há dias encontrei no mapa, e por terras de Portugal, uma localidade chamada Minas da Panasqueira. Enviei um sms a um amigo, que é daquelas bandas, a perguntar-lhe se seria uma mina de panacas, Ele disse-me apenas que eu teria que descobrir o que significava panasco nas beiras, Apurei entretanto que as minas são de volfrâmio, Ocorreu-me que panasco poderia ser... o activo, e até fazia sentido: o panasco e a panasca :-), O meu amigo esclareceu-me entretanto que "panasqueira" tinha a sua origem em "panasco", que por aquelas terras beirãs quer dizer, segundo ele, restolho.
Depois desta descoberta fiquei a pensar no que se teria tornado a música da Mafalda Veiga, se ela tivesse nascido nas beiras, Para que não haja dúvidas, aqui fica o resultado:

Geme o panasco, triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário.

Geme o panasco, preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade.

Geme o panasco, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda.

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser panasco
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração.

Quem sabe se ela não canta esta versão quando passa pelas beiras :-)
__

(E estive eu para escolhar o refrão desta música para nome deste blogue...)

sábado, abr 15

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EM Ópera do Malandro

An old familiar scene (Elf Power) (mp3)

In, Back to the Web (2006)
Elf Power

An old familiar scene

Há excertos de conversas que nos soam a familiares, Há expresões associadas a preconceitos que são tranversais à sociedade, Não importa se são utilizadas pela D. Delfina, que faz as limpezas ao fim do dia la no escritório, enquanto esvazia o reservatório do furador, Não importa se são proferidas pelo Dr. Delfim, que está a fazer obras num prédio de 8 andares, do qual é proprietário no centro de Lisboa, enquanto falamos das alterações que quer fazer no projecto de arquitectura.

"O canal que eu mais gosto de ver é a TVI, Na SIC não dá nada de jeito, é só telenovelas brasileiras, é só paneleiragem..."
vs
"A ideia era fazer uma coisa mais paneleira."

Óra, isto da "paneleiragem" tem muito que se lhe diga. Gostava de num e noutro caso ter perguntado aquelas duas pessoas o que é que queriam dizer com essas palavras derivadas de "paneleiro", palavra esta que não costumo utilizar e com a qual nem simpatizo assim tanto. Fica no ar a incertza do que será a "paneleiragem" que se passa nas telenovelas brasileiras da SIC e o que será "uma coisa mais paneleira" em termos arquitectónicos... Garanto-vos que não percebi qualquer umas das duas.

domingo, abr 2

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EM Ópera do Malandro

Face of '73 (Tender Trap) (mp3)

Tender Trap

Face of '73

Há duas ou 3 semanas uma amiga minha, ex-colega de trabalho, telefonou-me e pediu-me algumas explicações sobre recibos verdes para poder explicar a um amigo dela - o D. Comecei nas explicações mas chegámos à conclusão que seria melhor eu falar directamente com o gajo, Assim foi, Ela deu-lhe o meu número e ele ligou-me, e embora não nos conhecesse-mos, foi como se fossemos conhecidos de longa data, tendo a conversa ido um pouco além dos pormenores do IVA e da Retenção na fonte.
O D. e eu somos da mesma área profissional, temos mais ou menos a mesma idade e ele está a trabalhar numa empresa onde trabalhei.
Há cerca de duas semanas, dois ex-colega com que me dava muito bem, telefonaram-me lá da empresa e o D. pediu para também falar comigo, para dizer olá...
Um dia desta semana recebi um telefonema duma empresa para onde eu teria enviado curriculum há 3 anos! Recusei cordialmente o convite para entrevista, mas lembrei-me do D. e que ele poderia estar interessado. Não me lembrei que tinha ficado com o nº dele e envie uma sms à nossa amiga comum a dizer que tinha um contacto para uma entrevista para o D., e que se ele quisesse que me telefonasse. Minutos depois recebia mais um telefonema do gajo. A conversa sobre a entrevista foi rápida, demorou 5 minutos, dei-lhe o número de onde me tinham ligado e expliquei-lhe para o que achava que deveria ser a entrevista, mas a conversa demorou mais 25 minutos…, mais uma vez numa amena cavaqueira, sobre tudo e sobre nada. Claro que ás tantas pensei que aquilo quase parecia uma conversa de chat com um desconhecido e que só faltava batermos uma, Nada disso aconteceu mas a grande surpresa veio no fim, quando ele se despediu de mim como um "adeus" acompanhado do nome com um “inho” no fim. São poucas as pessoas que acrescentam “inhos” e “itos” ao meu nome quando falam comigo, e assim de repente só me lembro mesmo de pessoas que me conhecem desde que nasci ou dos meus melhores amigos… Mas ás vezes, quando pensamos que o dia já acabou, temos surpresas destas…
__

O D. tem 32 anos, é casado, arquitecto e vive em Lisboa.

sábado, abr 1

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EM Ópera do Malandro

Perfect day (Liz Durrett) (mp3)

In, the mezzanine (2006)
Liz Durrett

Perfect day

E os nomeados são...

... no "day after", ouvimos a "banda sonora" sozinhos em casa, sentimos saudades do "filme" do dia anterior, mas principalmente do "actor principal"...
(Há pensamentos assim... profundamente panascas...)

sexta-feira, mar 31

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EM Ópera do Malandro

Something new (My Orchard) (mp3)

In, Silhouettes - EP (2006)
My Orchard

Something new

Esta semana fiquei espantado ao ver que uma colega de trabalho que, estudou em Lisboa, tem a minha idade, net e tv cabo em casa e lê jornais, é licenciada e está a fazer uma pós graduação… vive na completa ignorância de alguma coisas que para muitos de nós são quotidianas, A miuda até se mostra interessada quando eu começo a falar de música e pede-me cds emprestados, Sigur Rós, Belle & Sebatian, José Gonzalez, Rodrigo Leão, são algumas das coisas que lhe emprestei e de que ela gostou (e que empresto com todo o gosto, porque como diz um amigo meu, eu gosto de dar música às pessoas). Um deste dias ela viu num cd que um amigo me tinha gravado, o símbolo ( ) e voltou a vê-lo num cd dos Sigur Rós, e não sabia mesmo o que aquilo queria dizer, Perguntou, Eu respondi que significava “abraço”, e desdramatizei a situação dizendo que abraços era coisas de homens, pelo que seria natural que ela não o usasse no dia a dia, Fiquei espantado, é claro que fiquei espantado, mas mais espantado fiquei quando ela me tentou explicar o significado de :-), como se fosse suposto eu não saber… Com vontade de dar um grande lol, perguntei-lhe se ela sabia o significado desse mesmo lol, ao que ela respondeu com grande entusiasmo que há dias lhe tinham ensinado…
Espantados? Pois, a moça vive aqui desterrada, mas é licenciada por uma universidade de Lisboa, viveu lá 5 anos, nasceu e viveu numa capital de distrito, vai a cidades dignas desse nome todos os fins-de-semana e conhece grande parte da Europa…
Depois daquela conversa fiquei a pensar que cara de espanto faria ela se por acaso do destino lesse este blogue ou se visse as sms's que troco com alguns amigos, muitas vezes com um gray humor muito apurado, e com “smiles” como :-o , .|., (-, ou (-(-.
Este dois últimos foram inventados por mim, pelo R. e pelo F. em noites de chat e numa altura que tínhamos um blogue a 3, que terá sido provavelmente um dos primeiros blogues bi português, senão mesmo o primeiro. Nas altura a assinatura final dos post era 1 ( ) com (-, que passo a traduzir, “um abraço com tesão”. É claro que a minha colega não entenderia isto e teria eu alguma dificuldade para lhe explicar que abraços (com tesão) são coisas de homens…
Assim me despeço com, 1 ( ) c/ (-, a caminho do BA

domingo, mar 26

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EM Ópera do Malandro

Shorter, Shorter (Field Music) (mp3)
In, Debut Album (2005)
Field Music

Shorter, Shorter



Já que a vida é curta, que o resto não seja.

sábado, mar 11

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EM Ópera do Malandro

A list of things (My Orchard) (mp3)

In, Silhouettes - EP (2006)
My Orchard

A list of things

Há dias, numa troca de sms com um gajo, vulgo amigo, dizia-me ele:
“Quero um gaijo que cozinhe, limpe a casa e chupe bem…”
Que não se caia na tentação de dizer “Foda-se, mas isso é uma gaja”, porque não é verdade, e que me desculpem as senhoras gajas que por aqui passam (e que são algumas).
Claro que respondi ao gajo “Até me safo nas 3, mas não são coisas que goste de fazer todos os dias”.
“Hum!!!”, foi a resposta dele, assim mesmo com 3 pontos de exclamação…
Que dizer! Realmente há gaijos que querem este mundo e o outro!...

E tu, cumpres os requisitos? Os interessados podem responder para o meu e-mail que eu arranjo forma de o encaminhar ao gajo, no caso de ele ainda não ter a vaga preenchida.
(Mas adianto desde já que é gajo de boxeurs largos)

domingo, mar 5

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EM Ópera do Malandro

Welcome Home (Lucky Misu) (mp3)

In, Don´t Tell The Kids (2006)
Lucky Misu

Welcome Home

Talvez aparente ser un fait divers, mas felizmente parece que a época de frequências e de exames acabou, Fico na esperança que os gajos lá de casa deixem de viver no fuso horário de Pequim, Sejam eles bem vindos a casa e ao meu fuso horário, e pode ser que nos começemos a cruzar mais amiúde de manhã no corredor, ainda com sequelas da “tesão do mijo”, de parte a parte…
A última vez vi um dos exemplares da espécie que habita lá em casa, foi na semana antes do Carnaval, num dia em que o J. teve exame, Estava eu às volta com os atacadores, no meio do corredor e de joelho no chão (que posição ingrata), e vejo o gajo a passar do duche, em boxeurs, e foi até uma desilusão porque nunca achei muita piada a boxeurs largos, por fazerem sempre pouco jus ao corpo de um gajo da cintura para baixo.
Fiquei depois a pensar no assunto e cheguei à conclusão que até poderia ser um bom presságio, afinal de entre os gajos com quem tive casos de cama, pelo menos os mais relevantes, a maioria tinha preferência pelos ditos boxeurs largos...

E tu que tipo de boxeurs usas?
(O gajos que já vi de calças na mão ficam liberados de responder a este inquérito de opinião :-)

sábado, mar 4

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EM Ópera do Malandro

Wedding day (Rosie Thomas) (mp3)
in, When We Were Small
Rosie Thomas

Wedding day

Só li hoje este artigo do DN, enquanto fazia a minha ronda pelos blogues, Provavelmente já muitos o leram, mas como só o encontrei referido em dois blogues da minha lista de favoritos, e é assunto sobre o qual tenho opinião em formação, não podia deixar de fazer a referência ao artigo da menina do gás, do contra informação.
__

A quem não interessar minimamente este assunto pode aproveitar para ouvir a música da Rosie Thomas.

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EM Ópera do Malandro

The Leading Guy (Micah P. Hinson) (mp3)

In, The Baby & The Satellite
Micah P. Hinson

The Leading Guy

Será que todas as histórias têm um panasca que é o principal?
O panasca #1 convidou o panasca #2 para ir passar o Carnaval com ele. O panasca #2 aceitou. O panasca #2 não conhece pessoalmente nenhum dos panascas que se seguem. O panasca #3 ficou triste por o panasca #1 ir passar o primeiro feriado do ano com o panasca #2… O panasca #4, no mesmo dia em que o panasca #2 ia chegar, mas umas horas mais cedo, foi tomar café com o panasca #1, mas levava companhia – o panasca #5, com que já tinha trocado algumas “impressões”. O panasca #1 e o panasca #5 não se conheciam pessoalmente, embora já tivesse havido troca de impressões entre cada um deles e o panasca #4. Enquanto andavam no Shopping onde foram tomar café, o panasca #4 encontrou o panasca #6, que era ali das redondezas e com quem ele já tinha trocado algumas “impressões”. O panasca #1 só conhecia o panasca #6 de ouvir falar nele, e o panasca #5, além disso, já se tinha cruzado com o panasca #6 num chat e já tinham falado por telemóvel, embora o panasca #6 não soubesse. O panasca #6 cumprimentou o panasca #4 e foi-se embora. O panasca #1 até gostava que o panasca #4 passasse lá o Carnaval, mas ele não aceitou o convite, preferia ir brincar ao Carnaval para Lisboa com o panasca #5 e com o panasca #7, com quem tinham combinado ir para o Bairro Alto. O panasca #4 nunca trocou “impressões” com o panasca #7, que se saiba, e por incrível que pareça. Consta que a meio da noite o panasca #5 e o panasca #7 deixaram o panasca #4 e foram ás suas vidas, provavelmente trocar “impressões" respectivamente com o panasca #8 e o panasca #9, e o panasca #4 acabou a noite sozinho. Parece que o panasca #4 e o panasca #7 foram conhecer o panasca #8 dias depois...
Esta história de panascas aparentaria ser menos confusa se o panasca #3 não se tivesse armado em complicado e não tivesse voltado atrás no convite para o panasca #4 ir passar o Carnaval com ele.
Alguém disse que os panascas não eram complicados?

sábado, fev 25

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EM Ópera do Malandro

Paint My Days in Color (Wonder Ground) (mp3)

Wonder Ground

Paint My Days in Color

Amizade colorida:
Amizade entre pessoas de etnias diferentes.

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EM Ópera do Malandro

Dont know why (The Spectacular Fantastic) (mp3)

In, Goes Undergrounds (2005)
The Spectacular Fantastic

Dont know why

Não sei porquê, mas fui bafejado com a sorte de não ter que a* fazer todos os dias, é bastante fazê-la* dia sim, dia e não, que continuo com ela* “au point”, mesmo no dia não.
Não sei se era quarto crescente, mas aconteceu-me há uma semana uma coisa estranha: depois de uma noite… com um gajo (o que não é propriamente quatidiano), acordei de manhã com ela* enorme, como se a não fizesse há 3 ou 4 dias, e tinha-a feito na manhã do dia anterior. Comentei com o gajo, que por sinal também tinha a dele* maior do que é costume, e chegámos então à conclusão, mesmo sem provas científicas, que devia ser da testosterona… produzida em excesso, como consequência dos acontecimentos das últimas horas, e teria o seu* processo de crescimento sido acelerado.

Diz-me a que velocidade ela* cresce e dir-te-ei com quem andas a dormir…

Agora não sei que outras conclusões poderemos tirar deste facto, onde faltam as provas científicas, lembre-se, mas será que aqueles gajos que a* têm muito rija, e que chegam à hora de jantar já com ela* sobejamente crescida andam a partilhar lençois com gajos?
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* a barba, claro

domingo, fev 19

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EM Ópera do Malandro

A Place Between Nothing And Nowhere (ISLES) (mp3)

In, We Have Decided Not To Die (2006)
Isles

A Place Between Nothing And Nowhere

A semana passada um amigo meu utilizou uma expressão que se usa ali pelo lados do umbigo do país.

Quem vai para Abrantes deixa Tomar por trás.

Muito se aprende com os regionalismos... e se bem me lembro nunca fui a Abrantes.

sexta-feira, fev 17

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EM Ópera do Malandro

You Come and I Go (HOTEL LIGHTS) (mp3)

In, Hotel Lights (2004)

You Come and I Go

Hoje quando cheguei a Lx, entre desencontros e cansaço lembrei-me dos versos do Jorge Palma, "Santa Apolónia arrotava magotes de gente..."*. Pelo cheiro nauseabundo no aperto do metropolitano pareceu-me que devia ser um arroto com mau hálito... Desculpem o desabafo em verborreia, mas... que bem que se está no campo :-)
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* In, O lado errado da noite

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EM Ópera do Malandro

Plan of the Man (THE M'S) (mp3)

In, The M's (2004)
The M's

Plan of the Man

(Antes de mais, que fique registado que eu não vivo com gajos, divido simplesmente casa, e continuo a dizer que não está nos meus planos viver algum dia com um).

Assim se passou a minha primeira semana a partilhar casa com dois gajos. Dois putos (ainda projectos de homens), finalistas, que aparentemente nada têm de panascas, é certo, mas que vivem noutro fuso horário, e como tal mal os vi.
Nem sei que pensar dos gajos, por falta de dados: ou estão metidos no quarto de um, ou estão metidos no quarto de outro, e até ás tantas, e vá lá saber-se porque é que fiquei no meio do quarto dos dois. Ás quatro da madrugado lá sou acordado com a ida dalgum à casa de banho, com fragmentos de conversas: "foi fora de jogo", ou com a mudança de quarto, isto quando não encontro pela manhã a porta de um dos quartos aberta, o quarto vazio, e os gajos supostamente a dormir nos mesmos 10 m2 e de porta fechada...
Pois, sou eu a ser má língua, dizem-me alguns, mas um dia destes estava eu na conversa com o J. na cozinha, enquanto ele estendia a roupa dele (e se calhar a do outro) e o C. chegou-se, perguntou-lhe pelo jantar, "o que é que vais fazer?", "costeletas com arroz", foi-se embora, e o J. lá ficou a lavar a loiça, a estender a roupa, a sacudir o tapete do quarto, e já se sabe, a tratar da costeleta do outro.
Ainda não tive a sorte de o ver a passajar meia com um ovo de madeira, embora ja lhe deve conhecer quase todos os boxeurs, nem fui espreitar ao quarto se o gajo aspirava em tronco nu e com o botão das calças aberto..., mas aquele não me importava nada de o ver nesses desaprontos. Mas não se iludam que isto das limpezas não é todos os dias.
E o gajo até é simpático e na segunda-feira à noite bateu à porta do meu quarto, salvo seja, só para me cumprimentar, e disponibilizou-se para qualquer coisa que eu precisasse...

Nem sei que título poderia dar a estas impressões, mas ocorre-me qualquer coisa entre "retalhos panascas da vida de um gajo" ou "retalhos de gajo da vida dum panasca"...

domingo, fev 12

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EM Ópera do Malandro

HOME TO ME (TRACE WIREN) (mp3)

In, Johnny's cafe (2006)
Trace Wiren

Home to me

E a propósito das mudanças:
Já escolhi a casa nova e, em resposta a alguns gajos que andam por aí a difamar-me dizendo que escolho com a pila, garanto-vos que não foi por causa dos gajos que mudei e que escolhi a casa nova e nem cheguei sequer a conhecer o meu antigo colega de casa com cara de persunto, e foi mesmo por causa da máquina de lavar roupa que decidi mudar.
As voltas que a nossa vida dá: ainda há dois natais atrás, na minha carta ao Pai Natal, pedia coisas de gajo (falo do berbequim, claro) e agora mudo de casa por causa de um eletrodoméstico de gaja... Realmente não há muitas coisas tão panasca como um gajo despedir-se dos amigos com a frase "desculpem mas não posso ficar, tenho que ir para casa pôr a roupa branca a lavar" ou "tenho duas máquinas de roupa para estender"...

quarta-feira, dez 28

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MARY CRISTO (TRIBALISTAS) (mp3 / sample)

In, Tribalistas
Tribalistas


Mary cristo

Estamos naquele fragmento do ano em que alguns ainda transbordam de alegria porque o Pai Natal lhes entrou pela chaminé a dentro... e em que outros já andam de sorriso nos lábios a desejar boas entradas... e que este momento se repita por muitos e bons anos (ou anûs, porque isso é lá com casa um).

terça-feira, dez 6

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LEAVERS DANCE (THE VEILS) (mp3 / sample)

in, The Runaway Found (2004)
The Veils



Leavers dance

Um amigo meu pediu-me que escrevesse alguma coisa sobre a campanha da Optimus com o slogan "Neste Natal a Optimus mostra dois lados", e poupou-me trabalho porque até escolheu a música. Como eu sou atencioso com os meus amigos, aqui estou a exorcisar as panasquices alheia contando mais uma história do Joãozinho :-)

- Pai, se os homens tem um lado feminino, como é que sei qual dos dois é que é: o direito ou o esquerdo?
- Então... isso é simples. Com qual das duas mão é que te ajeitas pior a bater?
- Com a esquerda.
- Então é esse que é o teu lado feminino.
- Quer dizer que esta semana ando a explorar o meu lado feminino!

terça-feira, nov 29

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EM Ópera do Malandro

INSIDE AND OUT (FEIST) (mp3 / sample)

in, Let it Die
Feist



Inside and out

Um gajo que conheci num chat, com quem costumava teclar e que teve o privilégio de tomar um café comigo, costumava dizer que tinha medo dos "travecas". Dizia ele que não sabia porquê, mas já em criança tinha medo de palhaços...
A propósito, lembro-me de um dia, há muitos anos, estar à noite na casa de uns amigos dos meus pais, perto do Marquês (em Lisboa) e de eles a dada altura da noite nos chamaram à varanda para vermos as aves raras (leia-se travestis) que por ali se pavoneavam...
Eu não tenho nada contra nem a favor, afinal cada um é livre de escolher a sua indumentária, mas no fundo parece-me que poderíamos definir um travesti como um gajo que libertou a mulher que estava dentro de si*.

Já diziam os outros: "soltem os prisioneiros..."
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* Ele há metáforas muito estranhas...

sábado, nov 26

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EM Ópera do Malandro

DEAR JOHN (AIMEE MANN) (mp3)

In, The Forgotten Arm (2005)
Aimee Mann

Dear John 2

O Joãozinho chega a casa e diz ao pai:

- Pai, tenho três notícias para ter dar: uma boa, uma má e uma muito má.
- Começa lá a contar.
- Bem... a má notícia... é que vais ser avô.
- E qual é a notícia muito má?!
- Bem... a muito má é que fui para a cama com um gajo.
- O QUÊ! Não percebo. Dizes-me que vou ser avô e agora dizes-me que foste para a cama com um gajo?! E qual é a boa?
- Bem... a boa... a "boa" era a gaja...

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EM Ópera do Malandro

DEAR JOHN (AIMEE MANN) (mp3)

In, The Forgotten Arm (2005)
Aimee Mann

Dear john

- Pai, tenho duas notícias para te dar: uma boa e uma má.
- Então e qual é a boa?
- Bem... a boa e é que perdi a virgindade...
- Boa Joãozinho, boa... (estes momentos deixam um pai pululante de alegria... quando se trata do filho, claro) Então e qual é a má notícia?!
- Bem... a má notícia... é que não vi nada...
- Não viste nada? Estavam às escuras?
- Não, não... eu estava de costas.

segunda-feira, nov 14

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EM Ópera do Malandro

SPIT ON A STRANGER (PAVEMENT) (mp3)

In, Terror Twilight
Pavement

Spit on a stranger

- Então! Como é que te sentes?
- Sinto-me como um selo, naquele fragmento de tempo entre a lambidela e o estar prestes a levar o murro e a carimbadela contra o canto de um envelope. Em suma, sinto-me pegajoso.
- Também não me sinto muito diferente: parece que estive num jogo de paintball... e acho que dei um tiro no pé. Quanto ao murro podes ficar descansado, que já te bati tudo o que tinha a bater :-)

sexta-feira, nov 11

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EM Ópera do Malandro

SÓ + 1 COMBOIO (JORGE PALMA E FLAK) (mp3 indisponível)

"Há o entretenimento
Há o remoto control
Há-de haver mais um comboio
Para o centro comercial"

Jorge Palma e Flak

Só + 1 comboio

Parece que "o Homem" quis que o Natal este ano começasse mais cedo. A propósito disto estava aqui a lembra-me de uma história que se "contava" num anúncio da TV quando eu era pequenino.
"... e depois veio o Coelhinho... nã, nã, o Coelhinho foi com o Pai Natal e com o Palhaço no comboio ao circo."
Lembram-se? Mas afinal parece que a história não era bem assim e alguém, a dada altura, fez questão de repor a verdade dos factos:
"...e depois veio o Coelhinho... e foi ao cu ao Pai Patal, mas veio de lá o Palhaço e comeu-o."
... e foi com estes bonecos pendurados na árvore de Natal que eu cresci e me fiz Homem... e no fim acabava sempre por comer também o Coelhinho, o Pai Natal, o Palhaço...
Que belo resultado!

quarta-feira, nov 2

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EM Ópera do Malandro

RETRATAMENTO (DA WEASEL) (mp3)

"Podes usar e abusar tipo brinquedo favorito
Mas tem cuidado, por favor, não o deixes partido… "

in, Re-definições
Da Weasel



Retratamento



Há dias alguém comentava "... e ele pode ser activo ou então pode se reactivo...".

Mais do que consternado fiquei meditativo. Será que o reactivo é o mesmo que o passivo? (o que não me parece); será antes o versátil? (mais provável), ou será ainda uma outra "definição" mais nuclear? E enquanto penso e não penso, fiquei sem saber o que sou, mas com as ciências comportamentais estão em constante mutação (ou evolução se preferirem)...

quarta-feira, out 19

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EM Ópera do Malandro

FREE (DONAVON FRANKENREITER) (mp3)

"Pass me a drink or maybe two
One for me and one for you "

In, Donavon Frenkenreiter

Free

Dizia-me um amigo:
"... eu costumava levar as coisas num cd e depois passei a levar na pen..."

Ora, ela lá sabe da vida dele e cada um é livre de levar onde quiser...

terça-feira, out 18

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EM Ópera do Malandro

BOM CONSELHO (MARIA BETHÂNIA) (mp3)

"Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade. "

In, A arte de Maria Bethânia



Bom conselho

A formação que frequento termina daqui a dois dias. A duas cadeiras de mim costuma estar sentado o B: um gajo com bom aspecto, de 27 anos, com um ténue ar de Clark Kent, designer, da margem sul e que já por duas vezes (em pouco mais de uma semana) envergou* uma t-shirt com uma rena cor-de-rosa estampada.
Eu deixo-me facilmente seduzir por pequenos pormenores como uma caneta, um sorriso ou uma t-shirt e deixei-me "envolver" desde o primeiro momento, embora não saiba se é recíproco.
Eu acho que o gajo "é"... É muito normal, tem um irmão, fala frequentemente de futebol, mas não tem namorada e ainda ontem o apanhei duas ou três vezes a olhar para mim e a desviar rapidamente o olhar quando olhei na sua direcção.
Acho piada ao gajo, como pessoa, e tenho até pena de não continuar em contacto com ele, mas o curta duração da formação não deu para fazer grandes aproximações e daqui a 3 noites vamos provavelmente perder o contacto uns dos outros e nunca mais o vejo.
Hoje sonhei com ele e isto perturbou-me. Acordei a pensar que ainda faltam 3 noites de formação, que ele está sentado apenas a duas cadeira de mim e que devo aproveitar a primeira parte da formação para o "provocar", e o intervalo de ida ao café em grupo para conversar um pouco mais com ele.

…ou se calhar preciso é de um bom conselho e de uma estratégia um pouco mais inteligente...
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*Adoro esta palavra

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EM Ópera do Malandro

I LOVE MY CAR (BELLE & SEBASTIAN) (mp3)

"I love my car
I'll admit today
I've gone too far
To enamour myself
of my little motor car. "

In, I'm Waking Up To Us
Belle & Sebastian



I love my car

Será que nesta bomba a agulheta é diferente das outras?

Roubei esta imagen daqui.

quinta-feira, out 13

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EM Ópera do Malandro

GOOD STUFF (KELIS) (mp3)

Good Stuff

O P. foi provavelmente o primeiro amigo que tive enquanto pessoa consciente sobre a importância da amizade e, no entanto, só fomos amigos durante 4 breves meses.
Há dias lembrei-me do P. Era o aniversário dele e passavam 3 anos desde o fim da nossa amizade. O "P." é um paradigma porque conseguimos ser amigos enquanto vivemos à distância e agora que moramos relativamente perto um do outro não conseguimos que a nossa "amizade" fossem além de umas tentativas forçadas de permanecermos em contacto. Por estes dias fiquei na incerteza do sentido que teria enviar um sms ao P. Lembrei-me então de uma noite de Agosto em que senti que tinha um amigo. Foi uma noite memorável em que decidimos dormir ao relento num lugar que eu adorava e que o P. tinha achado deslumbrante quando lhe o apresentei. Ao luar, enfiado em sacos cama, de gorros e luvas, a noite acabou às 2h com uma chuvada repentina na cara. Acordámos, fizemos os 25 km de regresso a casa, e o resto da noite... Acabei mesmo por enviar o tal sms ao P., com felicitação pelo aniversário e com uma nota de rodapé: "tenho me lembrado daquela noite...". Havia já alguns dias que pensava naquela história e fiquei com saudades. Sei que o P. não esqueceu aquela noite, como eu também nunca a vou esquecer. Naquele momento tive um amigo, nem colorido, nem cinzento, talvez incolor, como provavelmente todas as grandes amizades são.
Surpresa ou não, o P. não respondeu à minha sms durante 6 dias, e a resposta ao fim desse período foi uma surpresa, e tão inócua (talvez pensada demais) que nem parecia que não falávamos há cerca de 6 meses.

Minutos depois de o P. ter respondido à minha sms, numa conversa de café um colega meu dizia, no meio de uma troca de impressões sobre amizades e conhecidos, que até aos 17 anos tinha tido 3 amigos com os quais falava ainda hoje, e que a amizade perdurava porque nunca se esqueciam uns dos outros apesar de viverem os 4 bastante afastados.

Nestas conversas geralmente não me pronuncio e fico triste porque devo ser eu que não sei nada sobre amizade.

terça-feira, out 11

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EM Ópera do Malandro

COMMON PEOPLE (PULP) (mp3)

Common People

"Abre-te, sésamo!"

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> Uma gajo que ficou famoso por dizer uma coisa destas, que andava com 40 gajos atrás dele e, pior ainda, de seu nome Ali Babá... devia ser panasca. São esta histórias que nos contam quando somos pequenos e admiram-se que o resultado seja este. <

terça-feira, out 4

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EM Ópera do Malandro

GIRL (BECK) (Video)

Girl

- Vieste aqui à procura da mulher da tua vida?
- Não, eu sou passivo.

domingo, out 2

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EM Ópera do Malandro

SELF EVIDENT (ANI DIFRANCO) (mp3)

"there on the bow of noah's ark
the most prestigious couple
just kickin back parked
against a perfectly blue sky."

in, So much shouting, so much laughter - Ani diFranco

Self Evident


(Evidentemente..., mas parece-me que deveriam ter pintado a "arca de noé" de cor-de-rosa...)

Esta imagem foi lincada daqui.

segunda-feira, set 12

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EM Ópera do Malandro

IT`S ALL RIGHT (MARLANGO) (Video)

"There's everything you need to do
A little, little, little dance for me"

In, Marlango - Marlango

It's all right

"Massajar o ego."


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> Frase curiosa. Inocente ?!
Sabe muito bem quando o nosso é massajado.
O ego, claro. <

quarta-feira, ago 31

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EM Ópera do Malandro

RUN, RUN, RUN (PHOENIX)

"I think I'd better run, run, run
I think I'd better run, run, run
You didn't catch me fallin', fallin', fallin'
Fallin',fallin', fallin'"

in, Alphabetical - Phoenix

Run, Run, Run

Quem sabe se um dia destes ao virar da esquina ou ao abrir a porta do elavador não dou de caras com o gajo da minha vida envergando (palavra curiosa) uma t-shirt com a frase "este gajo tem 2 anus de garantia..."

Seria qualquer coisa análoga a um Hotel Resort, com dois restaurantes à escolha...

Nem de propósito, um colega meu, hoje enquanto combinava ao telefone um almoço com um amigo que já não via há muito tempo, dizia: "... e este gajo (o Sócrates) enganou-me bem enganado. Agora temos que abrir o olho..."

(Será que sou eu que estou a precisar de férias?!)

E esta entrada quase que pedia o "Eu tenho dois amores", mas é melhor fugir deste pensamentos.

Run, Run, Run...