sábado, abr 29

malandro
EM Ópera do Malandro

The mezzanine (Liz Durrett) (mp3)

In, the mezzanine (2006)
Liz Durrett

The mezzanine

Nunca fui gajo de grandes saídas à noite: ou porque morava longe de sítios que me agradavam, não tinha carro e me fartava "da noite" que estava ali mais perto; ou porque não tinha os amigos que queria, e não eram muito empolgantes as minhas noitadas. Não quer dizer que tenha mudado muita coisa, mas pelo menos hoje sei com quem e onde quero sair, As oportunidades continuam a ser poucas, mas são bem aproveitadas.
Actualmente estou desterrado dos meus amigos, mas pelo menos o J. tem me feito algumas visitas e temos saído algumas vezes, Sair com amigos (gajos) tornou-se numa coisa agradável nos tempos recentes, Depois de ter ultrapassado aquela barreira invisível que todos passamos um dia quando assumimos as coisas perante nós mesmo, sair com um amigo e poder falar de gajos e de gajas, olhar para gajas e para gajos, comentar sobre o rabo deste gajo ou as mamas daquela gaja, parece-me algo visceral demais para não ser feito.
Mas a meio desta semana aconteceu o impensável, combinei sair com uma colega (o convite era para mais pessoas mas foi ela a única que aceitou) e fomos a uma bar com música ao vivo onde ficámos até ás duas da manha, O inicio da noite até foi interessante enquanto não havia muito que ver, conversávamos e bebíamos tangos sentados junto a uma janela que mais parecia um mezanino sobre a cidade, mas enquanto a noite avançava e o bar foi enchendo e os gajos e as gajas chegando, fui viajando no tempo e sentindo que embora aquela fosse "a noite" que eu queria, a companhia não era nada empolgante, A noite acabou por ser uma seca.
Saio pouco e quando o faço gosto de me divertir a sério, e talvez seja precipitado dize-lo mas cheguei à conclusão que já não tem piada nenhuma sair com gajas…

 
Comentários

Tenho a sorte de ter gaijAS com conversa fantástica. Fala-se de tudo. acredita: de tudo. E não me canso.
Tenho a sorte de ter gaijOS com conversa fantástica. Fala-se de tudo. acredita: de tudo. E não me canso.

Comentário de: Mindtrap às maio 2, 2006 02:18 PM

Fiquei desconsolado com o final...achei que tinhas descoberto uma gaja com quem falar de rabos de gajos e mamas de gajas...eu tenho uma ou duas assim!

Comentário de: LeGourmet às abril 30, 2006 04:45 PM

depende da gaija, depende do gaijo.

malandro, provavelmente a confiança que tens com a gaija não é a mesma que tens com o gaijo... há coisas que são só comparaveis quando se estabelecer alguma equiparidade de termos.

Comentário de: p.orce às abril 29, 2006 09:51 PM

No outro dia tambem saí com uma gaja e não curti nada. Será que todas as saídas se fazem na esperança de encontrar alguém? Porque se assim é, andar com uma gaja atrás de facto só atrapalha...

Comentário de: rui às abril 29, 2006 09:32 PM

bem, eu não diria que não volto, mas vou ali... :-)

Comentário de: malandro às abril 29, 2006 07:07 PM

"Quem prova já não volta!"
hahahahaha ;-)

abraços fortes e masculinos,
Guê

Comentário de: Garçon de Plaisir às abril 29, 2006 06:04 PM