domingo, abr 23

malandro
EM Ópera do Malandro

A distance (The Red Thread) (mp3)

In, ship in the attic,
birds in the subway
(2005)
The Red Thread


A distance

Ainda sobre tomar banho com gajos...
Desculpem o brejeirismo, mas chamando as coisas pelos nomes: tomar banho com gajos é coisa em que sou tão selectivo como levar no **, Se há coisas que fiz com muito poucos gajos, uma delas foi mesmo tomar banho debaixo do mesmo chuveiro, mas as vezes que o fiz e com quem, foi um prazer desmedido, É daquelas coisas que talvez seja melhor não serem banalizadas e quotidianizadas...
Julgo que os maiores prazeres da vida são tão subtis que são desprezados pelo comum dos mortais. Se por um lado há aqueles momentos de prazer vulcânicos que são de cortar a respiração, Por outro lado há os pequenos prazeres, muito subtis, que nos deixam inebriados, Prefiro os segundo, e falando apenas de sexo (porque os pequenos prazeres subtis são transversais à vida), as subtilezas que tenho descoberto envoltos nos lençóis e em muita cumplicidade, deixam-me cada vez mais rendido aos relacionamentos com gajos, que são afinal muito mais sensíveis do que se poderia imaginar. Mas voltando aos banhos, os meus dias começam sempre com muito prazer, debaixo de um duche quente, muito quente de preferência... é quase orgásmico e adio o mais que posso o fim dos duches matinais e quase sempre solitários, Mas ficar abraçado a um gajo que seja importante para mim, debaixo de um duche escaldante, é de nunca mais esquecer. Fi-lo com poucos, muito poucos, mas importantes, muito importantes, gajos por quem senti coisas nobres, que me saíram da entranhas, gajos que nunca vou esquecer.
Subtil, muito subtil...
E onde entra a distância? A distância está sempre presente na minha vida, As pessoas com as quais consigo partilhar pequenas subtilezas, como dançar ao som de This One's for You, do Ed harcourt, fingindo que somos dois pássaros, ou dar um abraço eterno debaixo de um chuveiro, estão longe, sempre longe de mim, e nem sei até quando...

 
Comentários

Deste gostei! Muito. GOsto de àgua quente nos desertos.

Comentário de: Jornadas às abril 28, 2006 04:22 PM

Os prazeres que se tornam rotina, deixam de ser verdadeiramente prazeres para se tornarem mecanismos gratificantes.

Quanto ao duche - bem quente, de preferência - é um mimo que dou a mim mesmo de manhã e pela noite. Então ao fim da tarde e de janela aberta, hummmm...
A dois, sabe especialmente bem um terno e percorrente abraço ensaboado. Ou lábios bem molhados e sábios, inquietos sob o jorro da água. :)

Comentário de: Catatau às abril 23, 2006 08:16 PM

Tong, Mesmo por perto é importante não quotidianizar, não vulgarizar as emoçoes, É esse o grande desafio,
Don't you think?

Comentário de: malandro às abril 23, 2006 02:49 PM

Tu mesmo o dizes...
Se estivessem perto, o banho seria banalizado e a emoção vulgarizada!

Comentário de: Tong Zhi às abril 23, 2006 12:18 PM